segunda-feira, 20 de maio de 2013

*CÁFORA, A DEUSA MÃE QUE TRANSPORTA O KA DA VIDA, por arturjotaef.



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Figura 1: Tetis & Peleu numa bela representação da deusa mãe das cobras cretenses.

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O nome histórico de Deus começou a ser universalmente reconhecido e recordado com a escrita e com tal sucesso e desbunda politeísta que o decálogo se viu obrigado a proibir o uso em vão do nome próprio e oculto de Deus.
20:7 non adsumes nomen Domini Dei tui in vanum nec enim habebit insontem Dominus eum qui adsumpserit nomen Domini Dei sui frustra — Exudus, vulgata.
Porém, Deus deverá ter começado a ser nomeado com a linguagem e esta, com a sua primeira expressão consequente ou seja, com a arte rupestre.
Figura 2: "Venus" of Willendorf" ou Vénus Calipígia paleolítica - c. 24,000-22,000 BCE Oolitic limestone 43/8 inches (11.1 cm) high (Naturhistorisches Museum, Vienna).
Tal como a escrita alfabética foi precedida duma escrita fonética silábica também a escrita ideográfica, de que a grande escrita hieroglífica egípcia foi a mais artística das expressões caligráficas, foi precedida de tentativas meramente figurativas.
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Figura 3: Deusa Mãe da Sardenha.
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Figura 4: Deusa Mãe de Creta.
Ora, a primeira personificação de Deus foi $i, Ki em sumério, a Grande Deusa Mãe, personificação da Terra Natal e paradigma primordial da Natureza. Dai, que as primeiras representações divinas tenham sido estatuetas maternais de mulheres férteis e bem nutridas.
 Ela foi seguramente a senhora da vida e da morte e por isso responsável pelo conceito do Ka da vida que parece ter sido quase universal nas culturas do paleolítico pré-histórico. À primeira impressão o «ka» não seria imotivado porque resultaria de uma contracção de Ki-A onde «A» é em sumério o nome da «água» da vida eterna!

·  A (also Aa, Sirdu, Sirrida): Moon Goddess of Chaldeans. Symbolized by a disk with eight rays, this figure is frequently associated with goddesses of light across many cultures including Babylon, Mesopotamia, Akkadia and Semitic.

·  A, among the Egyptians is denoted by the hieroglyphic which represents the ibis. Among the Greeks it was the symbol of a bad augury in the sacrifices.

·  Aah, moon god of the Egyptians.

Existe a evidência de que A já tinha sido Aa como nome de uma deusa caldeia da lua e do luar, que foi também Nana (Nin-Aa), ora masculino ora feminino mas que no Egipto foi decididamente um «deus menino» masculino e teve o nome Aah (= Iah, Yah, Jah, Jah(w), Joh ou Aah), variante funcional de Khonsu, Chonsu, Khensu, Khons, Chons ou Khonshu, o deus de que derivaria o latino deus dos “bons concelhos”, Conso. Por outro lado enquanto significando a lua o nome egípcio Iah aparece como rainha mãe e rainha do antigo Egito c. 2060 a.C. durante a 11ª dinastia médio (2134-1991 a. C) o que nos permite  a suspeita de que seria primitivamente um nome feminino e uma forma elíptica corrompida de Caca, uma deusa primordial do fogo e, esta simt uma forma gaga de Ka-Ka, provavelmente uma das muitas possibilidades fonéticas do nome da deusa Ki-Ki.

Lat. Consus < Khonshu < Caco An-Shu <= Caku / Kaka > Haha

> Aah > A.

Pois bem, outra divindade lunar egípcia era Tote que era representado como um Íbis. Começamos a entender que o lado obscuro da lua tenha evoluído na mitologia olímpica patriarcal para sinal de mau agoiro.

Já o temo «água» de que a aqua latina era mera variante e não origem seria a forma descritiva da vida que escorre (A-côa) nas fontes e cursos de água!

Dai, que as primeiras representações divinas tenham sido estatuetas maternais de mulheres férteis e bem nutridas.
Ao lado da deusa Mãe a presença de Deus Pai não foi conhecida desde início. De facto, o nome de «matriarcado» é dado a este período cultural pré-histórico durante o qual o homem desconheceu a mais elementar das relações de causa e efeito que é a que existe entre a copulação e a gravidez. Na verdade, apenas com o advento da pastorícia o homem se vê obrigado a aprender, de forma natural e empírica, as leis da fecundidade e, muito depois, da hereditariedade que daria origem à ideologia patriarcal, aos regimes monárquicos, ao culto das genealogias das castas aristocráticas e só muito recentemente já na época antiga aos sistemas de direito sucessório.
Como corolário dessa ideologia matriarcal, baseada na ignorância da função reprodutora da sexualidade, somos obrigados a inferir que os machos humanos primitivos seriam encarados como aquilo que de facto são nas proto-sociedades de primatas: objectos de fecundação, seleccionados de forma altamente competitiva, entre os mais aguerridos, para gozarem de maneira solitária as delícias duma grande harém familiar de fêmeas e crianças.
In the antique tradition there are explicit testimonies of a certain amount of consciousness about the transition which took place under the protection of Athena. The transition from the matriarchal mode of thought (that left fatherhood to incalculable powers) to the patriarchal order, which consecrated specific institutions to conception and thereby concretized fatherhood, was expressed in the language of the saga, that primal mythological history of Athens.
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During the period when the Goddess seized possession of her property on Attic soil, when she struggled for it against Poseidon and single-handedly fortified the Acropolis, there reigned the earth-born, half-serpent primal man Cecrops, the first king of Athens:this is the one "of whom it may be said that he first revealed the two elements of the father and mother" (Plutarch). This remarkable assertion was supposed to explain the epithet for Cecrops, diphues, with a different strand of the saga than the fantastic one that he had a two-fold form, which is what the word actually means.
Isto permite inferir, como um segundo corolário, que, in principium erat Domina e *Ururu, o seu filho, guerreiro e campeão! O senhor, Deus, “pai do céu”, veio depois e foi sempre o divino filho da mãe!
Ora, sendo as unidades sociais primitivas do tipo dum “harém de primatas”, não se pode imaginar, como já se tem visto escrito, que um macho único tivesse como função primacial a defesa das suas numerosas fêmeas. Por mais campeão que o macho fora não resistira sozinho durante muito tempo aos numerosos predadores a que o homem primitivo se encontrava exposto. É obvio que a função de defesa externa do grupo cabia também ás fêmeas assim como aos jovens machos independentes que orbitavam em torno do macho preponderante e, quando banidos por perderem desafios em com este, nas imediações do grupo. Assim, se as provas de combatividade a que os machos eram submetidos nos ritos de acasalamento nem sequer teriam por finalidade imediata a selecção dos melhores guerreiros, mas a posse das melhores fêmeas, acabavam de forma indirecta por obedecer a uma estratégia natural que visava a selecção dos genes mais aguerridos os quais eram distribuídos tanto pelos machos como pelas fêmeas.
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Figura 5: Kourotróphos, Deusa Mãe dos arcaicos kouroi gregos. [1]
This less fantastic, but by no means obvious, explanation was further substantiated by the assumption of general promiscuity in primal times, in which the father had to remain anonymous; to counter this Cecrops would have introduced monogamy. In this pseudo-historical construction of a rationalistic era -- it originates with the historian Klearch -- there thus appears, as an element of the explanation, a tradition of the introduction of the patriarchal order. In agreement is another tradition contained in the form of a saga, according to which women, under the reign of Cecrops, lost the right to name children after their mothers, i.e., metronymically and not patronymically. (…) A prehistoric serpent cult and serpent mythology, which most likely had their early forms in Crete and their analogies in Egypt and in still more southern, snake-infested lands, project themselves into the Attic cult of Athena, not amorphously however, but in the form of archaic mythologems. Over against the mother-son mythologem, which is connected to Crete through the image of Rhea, the patriarchal tone of the Athena religion creates something definitely new; it creates nothing new, however, in relation to the father-daughter mythologem.
Despite this, however, a graduated transition does become evident. -- Athena, Virgin and Mother in Greek Religion (1952), Karl Kerenyi.
Por outro lado, uma organização social baseada numa férrea restrição sexual imposta a todos os restantes machos não dominantes, mas em diversas idades férteis, só poderia resultar com uma colaboração tácita, e por isso ritualizada, de todo o grupo, particularmente do grupo feminino. Assim sendo, os tempos primitivos do matriarcado, longe de serem os da época dourada do paraíso perdido, eram tempos tanto de severa precariedade alimentar como de féria castidade masculina e abstinência sexual generalizada, já que não é fácil nem saudável de imaginar um único macho copulando frenética e quotidianamente com todo o seu harém. Talvez tenha sido a recordação desta situação que tenha levado à idealização do mito duma inocência original como condição duma vida social relativamente farta quando em clima tropical e organizada em moldes matriarcais. Claro que as tenções sexuais deste sistema organizativo acabariam por levar a rupturas internas insuportáveis tornando-o socialmente instável e fragmentário, como acontece nas sociedades de gorilas, e por isso inapto para a evolução social alargada.
Compositions on the shoulders of cult vases reveal pairs of snakes with opposed heads, 'making the world roll' with the energy of their spiraling bodies." - Marija Gimbutas, The Goddesses and Gods of Old Europe.
Figura 6: Attic White Ground Lekythos.
A girl seated on a chair with a wreath in her hands; her wool basket is set to the right. The undulating snake, which appears above, is traditionally associated with the dead from the Geometric period on.
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Esta instabilidade terá sido superada com o «matriarcado» época durante a qual passou a ser reservado às fêmeas em idade fértil o direito da receptividade a todos os machos guerreiros de modo que a tenção da competitividade sexual se virava para o exterior do grupo dando início à actividade guerreira organizada e à criação das castas guerreiras que, uma vez descoberta a função reprodutora da sexualidade com o início da agro-pastorícia iria desembocar no patriarcado.
Assim se compreende que em sociedades guerreiras degeneradas pela violência da guerra as fêmeas tenham podido optar pela recusa sistemática da gravidez!
Por outro lado, assim se compreende que, afinal, as sociedades guerreiras se tenham desenvolvido a partir do matriarcado. Na verdade, Ur ou Uru, o jovem guerreiro, foi, desde início, o campeão favorito da deusa mãe! Porém, enquanto durou o «matriarcado», o primeiro deus da mulher foi então o representante simbólico do macho campeão, o animal totémico de todos os animais, o “guerreiro da deusa Mãe, o Kouro.
Poros é um pequeno par de ilhas gregas situadas na parte sul do golfo Sarônico a cerca de 58 km a sul do Pireu, separadas do Peloponeso por um canal marítimo de 200 metros. As duas ilhas chamam-se Sphairia (ou Sferia), a mais ao sul delas, de origem vulcânica, onde se localiza a cidade actual, e Kalaureia (também Kalavria ou Calauria, "brisa suave"), a ilha maior e situada mais ao norte.
Ki + Ur = Kur > Kaur > Kouro
«Esfera» < Sferia < Sphairia < Ish-Kairia
Calauria < Kalaureia > Kalavria > Calábria < Kar-a-kúr-ia
"The mysterious dynamism of the snake, its extraordinary vitality and periodic rejuvenation, must have provoked a powerful emotional response in the Neolithic agriculturists, and the snake was consequently mythologized, attributed with a power that can move the entire cosmos.
De facto, a representação figurativa mais comuns das decorações cerâmicas pré-históricas eram as ondulações reptilíneas da cobra de que derivaram as gregas e as cercaduras onduladas helicoidais.
La plus vieille statue d'une femme (probablement une déesse ?) est celle de Brassempouy dans les Landes dont l'âge remonte à -22000 ans de notre ère ou 24000 ans de nos jours.
A ces figurines, on peut ajouter des statuettes de lunes, de serpents ou de colombes. La Lune est le symbole de la fécondité féminine qui fut souvent associé à cette planète. Discrète et effacée, elle éclaire notre nuit en nous transmettant la douce lumière du soleil disparu. Le serpent représente notre corps qui rampe sur terre et naît un jour enroulé dans le ventre de sa mère, tandis que la colombe symbolise l'innocence, la blanche pureté, l'amour qui roucoule et l'envol de l'esprit après la mort.
Figura 7: Estatueta minoica cretense que poderia ser uma arcaica Atena Potinija com a sua égide de cobras ao pescoço.
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Sem por em causa o simbolismo óbvio referido não deixa de ser interessante que estamos também em presença duma realidade metafórica típica dos cultos das deusas femininas relativas às deusas triplas em que a lua se referiria a Artemisa, a cobra a Demeter e a pomba a Afrodite. Atena, se verá em capítulo próprio, terá sido sozinha uma tripla deusa Artemisa por virgindade e vocação de caça e propensão à bruxaria gnóstica e lunar, deusa das cobras pela sua aegis e relação equívoca com Medusa, e Afrodisíaca pela sua relação com Atana Potinija = a Nika de todas as «nicas»!
Na verdade...uma das primeiras expressões do inefável nome de Deus só poderia ter sido a sua Figura mais subtil, sibilina e sub-reptícia, «a Cobra»!
Sumer. Nu-Sir-Da = Image of the serpent.
Nu-Sir-Da < Sir-Da-nu > «Sardão» ó Dar-kan > «dragão».
                   < Sir-Da-nu < *Kur-Ki-anu > *Kikurano > *Kiphur(ano)|
Sssi! > $i < Fffi!
«Sardão» = (talvez de sardo???), s. m. espécie de lagarto escuro; • (prov.) raiz ou ramo torcido de carrasco (árvore), porque parecido com cobra ou sardão?.
Eis o sopro anímico, o chasqueio sibilino e aterrador da cobra! A expressão sonora do insidioso poder mágico da Deusa terra-mãe! Primeiro bio-ideograma, real e vivo do misterioso e sussurrante nome e conceito de Deus, a cobra foi o animal totémico do poder sinuoso e sedutor dos cíclicos segredos lunares das mulheres!
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Figura 8: Espirais do 1º templo de Traxien, Malta.
A sua «Figura» reptilínea e sinuosa representada nas paredes das grutas rupestres e nos templos megalíticos das ilhas mediterrânicas transforma-se em símbolo universal da divindade pela sua mística similitude com as ondulações do oceano das águas primordiais de que as cobras d´água terão sido a mais graciosa e intrigante expressão e com o “colo de cisne” de todas as aves do paraiso que povoavam os céus do imaginário mítico.
Was there once a Universal World Culture? A researcher in Hawaii, Dr. Vomos-Toth Bator thinks there was such a culture. And he has presented over 1,000,000 place names from around the world to prove his point.
At Borota-Kukula in Hungary, Borota near Lake Chad in Africa, Kukura, Bolivia and Kukula, New Guinea we find Cone-Houses of similar shapes. In addition we find that 6000 year old pottery signs from sites such as Tordos in the Carpathian Basin of Europe, ancient Egypt and Banpo in China all show amazing corre- spondence. --[2]
Sugaar( none ) basque snake-like spirit.
Sugaar < Zigara? < *Ki-kur > *Kaphura! => «Cobra» ó «Cábra».
A civilização que deus nome aos primeiros deuses terá sido a dos que primeiro os pintaram e gravaram na arte rupestre do paleolítico ou seja, mais provavelmente no seio das culturas rupestres ibéricas e em torno dos Pirinéus e, só mais tarde, nas culturas tuaregues do Sará! Pois bem, o termo Kukura, kukula foi seguramente o nome mais arcaico da *Kafura.
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Figura 9: Decoração de altar de Malta.
Figura 10: Grave stele from Mycenae. Funerary stele made of shelly sandstone, bearing the relief representation of a hunting or a fighting scene, including a chariot.
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Dated to the second half of the 16th century B.C. Inv. no. 1428.
«Cogula»[3] < Kukula < Kukura < *Ki-Kur > Kiphur > *Kafura
ó Ka-pher, lit. “a que transporta o Ka da vida eterna”!
> Kukull(ush) > Kuker-l(us) > Sucellus.
According to one theory, all primordial serpents of myth are derived from a Sumerian arch-serpent in subterranean waters, whose name was Zu. This old Sumerian serpent-god, whose other name is Ningizzida, is the ultimate archetype of the lord of the watery abyss from which mortal life arises and to which it returns. We might note that among the Celts the underworld serpent, Sucellos, represented the same dark power. Later, we meet the great serpent by the name of Tiamat, also named Papohis [later to be found as the Biblical Leviathan]. In the beginning there were only the mingled waters of Abzu, the abyss of sweet water and Tiamat, the serpent of salt water oceans. Abzu and Tiamat were the parents of the first Babylonian gods, Lahmu and Lahamu, who were the grandparents of the great gods Anu and Ea.
A ilha de Paphos, dedicada a Afrodite, receberia assim o nome de Tiamat Papohis.
Como Tiamat teve Tetis e Caos como equivalentes gregos teremos então:
Tiamat| Papohis < Paphois > Paphos
< *Kakos > Kahos > Chahos > Caos.
       Hekat < Kaki-at < *Kiki-ish > Thethis > Tetis.

Ver: TETIS (***)

Na verdade…poucos animais conseguem, ainda hoje, provocar tantos medos ancestrais, indutores de outros tantos mitos e preconceitos, como as cobras.
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Figura 11: As famosas gregas seriam cobras entrelaçadas, ondas do mar ou referências simbólicas circulares de ambas as realidades que entre os cretenses seriam culturalmente simbióticas.
De todos os enfeites arcaicos, os mais carregados de simbolismo mítico são as cercaduras de vasos e tapetes que fecham o universo da composição entre os limites misteriosos do caos infinito do que está para além do que é reconhecido pela representação. Estes limites ou se confundiam com as ondas do mar primordial,

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ou com o serpentear reptilíneo das cobras e outros animais vermígeros subterrâneos,

nas sercaduras labirinticas das típicas cercaduras, ditas «gregas», e nos mais belos festões de palmitos em S
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e contra S dos vasos gregos, ou com as brisas ondulantes das asas das aves do céu.

Em torno destes simbolismos de enquadramento formal sedimentam-se outros sinais universais de autentica pontuação estética como eram o caso da cruz, do x, da cruz gamada, do axadrezado e do enrolamento helicoidal das ondas do mar e das folhas de acanto, etc.
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Figura 12: Vaso grego arcaico muito prolixo em decorações e sugestões de cobras votivas, de acordo com a ancestral influência cretense.
Snakes are almost always described as larger than they really are. (...) The regularity with which people kill a snake first and ask questions later might lead you to believe that the world is overrun with poisonous snakes. In fact, venomous snakes only make up about 10 percent of snake species worldwide. (...) Folk tales about snakes are handed down from generation to generation and include such things as snakes that charm prey, swallow their young for protection, poison people with their breath, roll like hoops, and suck milk from cows. These folk tales could be just interesting and amusing stories except that many people still believe them."


Ver: LABIRINTO (***) & HERCULES / CABIRUS (***)
& TANIT A SENHORA DAS COBRAS (***)

Outra variante da *Kaphura teria sido Kiash <= Ki + ash, “poder de fogo da terra” e/ou “o fogo, filho da terra” => Kiat > Phiat, equação que nos reporta para os “deuses do fogo”, Hefaisto, Ptah e Toth.
A variante At-Ki-An levar-nos-ia até Atenas.
Saule: Divinitée Balte: déesse solaire, qui se promène dans un chariot de cuivre. Elle a un festival, à la mi-hiver qui s'appelle Kaledos. Et à la mi-été, elle a un autre festival qui s'appelle Ligo.
Kaledos < Kaldeos = Deus Kal = o hit. Caldis.
Do mesmo modo,
Lat. colobra < colubra < Kaluphera, a que transporta Kal, o sol!
ó Ka(l)uphura.           > Kauwra > «cobra»!
«Áspide», < Asphi thea <= Kiash, variante do nome da víbora, assim como:
«Serpa» < «Serpente» < Kerpens <= *Kar Phi An.
Interessante é a relação ofídia do nome inglês do «crocodilo».
Engl. «Alligator» < (El) Lagarto < lat. Lacerta < (ma) El Kar Theos < Mel kart < Kar Kartio > Kor kothiro > «crocodilo».
Ora, *Kor-Kau-thilu <= Kar Kaphira, o grande e poderoso ofídio, o mesmo que Melkart ou a cobra totémica de (Mel)Kar. Etc.


Ver: OFIUSSA (***)


A SERPENTE E OS DEUSES OLÍMPICOS
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Figura 13: Zeus no Altar de Pérgamo lutando contra os Titãs!
Na mitologia dos deuses das tempestades a serpente aparecia primitivamente relacionada com os relâmpagos serpentinos de Zeus com que este venceu o monstro de pernas de serpentes que era Tifon e todos os deuses titânicos.
A cobra revela-se majestosa como um dragão poderoso atrelada ao carro de Deméter como símbolo dos mistérios da morte e ressurreição da semente que dá vida à agricultura do Neolítico.
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Figura 14: Desenho de sarcófago romano onde aparece o carro de Deméter atrelado a duas cobras aladas ou dragões, o que revela a qualidade insofismável de Deusa Mãe das cobras cretenses desta deusa e o incontornável poder simbólico do culto das cobras na formação do Neolítico. (Galerie mythologique de Aubin Louis Millin de Grandmaison).
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<= Figura 15: Atena alimentando uma cobra ao peito. ­ Figura 16: Apolo Pítio => Figura 17: Hermes, que se não estivesse mutilado pelo tempo teria uma cadoceu de cobras acasaladas na mão, expõe-se aqui junto de uma cobra em torno de um marco ictifálico.
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Figura 18: Serpente Ladon, a cobra «ladina» do Paraíso Bíblico, aparece na mitologia grega como guardiã da árvore das Hespérides, as maçãs doiradas do jardim das delícias de Hera de que se faria a deliciosa cidra da ambrósia dos deuses.
A cobra reaparece no caduceu de Hermes; oculta-se como animal de estimação de Apolo, supostamente por este ter vencido a serpente Piton de Delfos, mas quase seguramente porque tenha estado sempre relacionado com os cultos mânticos deste deus; é o animal secreto de Atena oculto como medusa no seu égide e debaixo do seu disco e presente na sua égide de cobras.
A serpente do paraíso teria obviamente que aparecer com um mito particular no Jardim das Espérides.
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Figura 19: Desenho de sarcófago romano representando um tema arcaico das Erínias vingativas brandindo as suas defesas de cobras.
As Erínias e as Gorgónias, seguramente variantes do mesmo mitema de deusas vingativas de cabelos eriçados como ninhadas de víboras, más como as cobras e domadoras de serpentes, não são deusas tipicamente olímpicas porque representam o substrato arcaico da mitologia pré olímpica de relacionadas seguramente com o culto da deusa mãe das cobras cretenses.
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Figura 20: A cabeça aterradora da Medusa que mais não seria do que a memória profunda da “deusa mãe das cobra cretenses” antes de ser Deméter, Artemisa e Atena.
Figura 21: A tresloucada Medeia no papel trágico duma arcaica deusa mãe vingativa foge com o cadáver dos filhos num carro que nunca seria por mero acaso igual ao de Deméter.
Também não era uma divindade mas tinha parte dos seus atributos a trágica Medeia que da deusa mãe além do nome (que Medusa Tinha também) tinha um carro de cobras aladas como dragões.

Ver: O MITO DO PARAÍSO PERDIDO / A SERPENTE DO PECADO ORIGINAL. (***) &  MONSTROS MARINHOS / A SERPENTE DE BRONZE (***)

SERPENTES MÍTICAS DA ÍNDIA

In Sanskrit, snakes are known as sarpa, meaning 'any gliding creature', and naga, or cobra. Sanp is the common Hindi word for snake.
Shesha < Shisha[4] < Ishash < Ish-ash < Ishat, lit. “mulher ou filha da (Puta)”.
Ananta < An-Antu(a) > Nin-Antu > Nintu.
Vasuki < Washu-Ki < Ki-ash-ki = Ash-kiki > Ash-*Keka.
Ishat (fire) The 'bitch of the gods', an enemy of Baal, slain by Anat.
Ananta, literally 'endless', is a very long snake, encircling all earth and therefore symbolising eternity. Believed to be dark blue in colour, he, too, is regarded as a manifestation of Vishnu.
Vasuki, literally ‘of divine being’, is believed to be the green, seven-headed naga king who was used as a churning rope around Mount Mandara during the samudra manthan. He is of the same royal status as Shesha and Takshaka.
Manasadevi, the queen of the snakes, is sister to Vasuki. She is said to possess special powers to counteract snake venom and protects mortals from snakebite during Chaturmasya Takshaka, lord of the nagas, said to be saffron-coloured and have nine hoods. He was almost destroyed by King Janamejaya, a descendant of the Pandavas, but was saved in the nick of time by a young ascetic.
Manasadevi < Manassa- | Devi | Meanasha
< Menat, a fértil e lasciva esposa de Min,
o deus da fertilidade, variante egípcia do Minotauro.
Astika, who was half Brahmin and half naga. This story is probably a mythification of Aryan-Dasa conflict and integration.
Diz a mitologia hindu que:
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Figura 22: Visnu com a Naja ao pescoço!
Eight pre-eminent snakes from mythology are: Shesha, Adi-sesha or Sesh(a)-naga, whose name literally means 'residue', is believed to have been born of what was left after the universe and its inhabitants had been created. Revered as the king of the snakes, he has a 1,000 heads ('sahasrashirsha') which form a massive hood. He is believed to be Vishnu's couch, and his hood shelters the god during the periodic deluges. Earth is said to rest on Seshnaga .He is believed to spew venomous fire that destroys all creation at the end of each kalpa, and is worshipped as a manifestation of Vishnu.
Astika, a (fant)ástica filha do fogo < ash-tika < Ash-*Keka[5] (= Animal (alma viva) da terra!) > Ash-at ó Ishat, a prostituta com fogo no rabo, dos deuses canaanitas!
Kaliya, the five-headed demon serpent, who lived in the depths of the Yamuna, is believed to have troubled Krishna and his friends in their childhood. Finally, Krishna danced on his hood and subdued him, but spared his life at the behest of his wives. Kulika, of whom not much is known, is described as dusky brown, with a half-moon crescent on his head.
Kaliya < Kalija < Kali-isha > Kali-*Keka, «a deusa da queca quente(J!)»
> Kalika.
Padmaka or Padmanabha is the five-hooded, green-coloured snake who guards the south.
Padmanabha < Pad-| Manaweka > Mana-Keka > Manasha > Manat.
Em conclusão: Todas estas cobras são variantes da cobra primordial Tiamat/Nintu, avatares de Min/Menat/Hator, deuses da divina sexualidade, e Ishat, a prostituta com fogo no rabo, dos deuses canaanitas! O étimo -*Keka faz jus ao sentido que ainda hoje tem no calão, permitindo também inferir que as linguagens reprimidas sobreviventes são as mais arcaicas e devem a sua persistência à força da sexualidade que lhes anda conotada!
O interessante nestes mitos é o facto de nele aparecer, de forma mais explícita do que no Génesis, a relação entre o deus da criação, a sexualidade e a «cobra».

Ver: OPS & CERES (***)

ÁFRICA, AFAR & AFES OU CAFRES

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Figura 23: Divindade alegórica relativa à África Romana.
Quase como metáfora surrealista moderna esta alegoria mistura de forma subtil e formosas referências à deusa egípcia Selket e à Abundância de cereais que faziam do Egipto uma verdadeira cornucópia do Império Romana.
Para os romanos a África era quase somente o Egipto, seguramente a sua mais valiosa conquista!
A sensata metáfora de Heródoto faz do Egipto um «dom do Nilo»!
À leur arrivée au nord-est de l'actuelle Tunisie, des Phéniciens fuyant des troubles internes à leur région entrent en contact avec certaines tribus berbères locales. Les tribus les plus proches de ceux qu'on appellera désormais les Carthaginois se nomment elles-mêmes «Afer» ou «Afes». (…)
Ifri désigne les populations locales des Afers ou Afridi.
La traduction ou l'emprunt latin donne Africa (Afrique), une déesse berbère avant la conquête des Romains. Dea Africa signifie «déesse Africa» et représente un symbole à l'époque romaine.
Ifru ou Ifri symbolise les rites dans les cavernes pour protéger les commerçants. Une grotte non loin de Constantine, à Guechguech, et une pièce de monnaie romaine indiquent le mythe de la protection. Ifru était une déesse solaire et un dieu des cavernes et protecteur du foyer, etc. En somme, Ifru est une sorte de Vesta berbère.
Obviamente que a designação Ifru é já uma transliteração arabizante porque o termo original deveria ser muito mais próximo da fonética latina de África…e do nome dos Aferes, Afridi ou Afes. O nome da deusa seria Afridi-te que passou para Chipre como Afrodite nome solene com que chegaria à Grécia.
Afridite é literalmente a deusa dos Afri-di, que por sua vez já era uma redundância que significava deusa Afri ou Afer. Por sua vez Afer seria a evolução semântica de Qafer, literalmente a que transporta a vida nome que teve por outras via uma evolução até Cibel e a mítica terra dos berberes de Kabylia, de que derivou o nome de Sevilha. Kabila é nome de montanha e de rio no Congo.
The Kabyle region is referred to as Al Qabayel ("tribes") by the Arabic-speaking population and as Kabylie in French, but its inhabitants call it Tamurt Idurar ("Land of Mountains") or Tamurt n Iqvayliyen/Tamurt n Iqbayliyen ("Land of the Kabyles"). It is part of the Atlas Mountains and is located at the edge of the Mediterranean.
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Figura 24: Djurdjura, as montanhas sagradas de Cabilia
Afrĭca, ae, f. [the Romans received this name from the Carthaginians as designating their country, and in this sense only the Gr. hê Aphrikê occurs].
I. In a restricted sense, designated by the Greeks hê Libuê, Libya, the territory of Carthage: Nilus Africam ab Aethiopi? dispescens (Plin). Regio, quae sequitur a promontorio Metagonio ad aras Philaenorum, proprie nomen Africae usurpat, (Mel. 1, 7 ; cf. Cic. Imp. Pomp. 12, and id. Lig. 7)
O Egipto, situado entre a Líbia e o Líbano, se não foi o berço dos deuses foi a cama onde eles se deitaram mais tempo e revela-se, na mitologia, a região privilegiada dos cultos e símbolos ofídios. País tampão do istmo peninsular do continente africano, o Egipto pode conter na sua história a manifestação do peso cultural de velha tradições africanas assim como a raiz embrionária da cultura ocidental.
A origem da palavra África também não é clara mas só nela é que existem safaris. Os gregos usavam o termo Líbia e os romanos África. Tanto num caso como noutro, referiam-se apenas à área geográfica que corresponde hoje, grosso modo, a Marrocos, à Tunísia, à Argélia e à Líbia, área essa que diferenciavam claramente do Egipto e da Etiópia. Existem numerosas conjecturas sobre a origem do nome.
1 - Há quem defenda a origem europeia do nome. Uns dizem que vem do grego «aphriké» (sem frio). Não explicam como conciliar isso com o nome Líbia usado pelos gregos, nem com o facto de estes designarem os negros como etíopes «Aithiops» (aspecto queimado). Quanto aos romanos, «Africus» seria o nome de um dos doze ventos mitológicos, neste caso o vento sudoeste, ou ainda o termo latino «Aprica» que significa ‘ensolarado’ que estariam na origem da designação do continente. Certo é que os romanos usavam já o termo Africa.
2 - Há também a explicação da origem berbere. De facto, no tempo dos romanos a população do norte de África era constituída por 3 grupos principais: as tribos berberes indígenas, os antigos cartagineses de origem fenícia e os colonos romanos. Assim, África seria uma adaptação romana do nome de uma dessas tribos berberes, os «Avringa» ou «Aourigha».
3 - Também muito difundida, é a teoria da origem árabe. Segundo esta hipótese, África viria do árabe «Afrigii» ou «Afridi» ou ainda «Afira» com o significado de ‘empoeirado’. Quando confrontados com o facto da presença romana anteceder vários séculos a invasão árabe, os defensores desta hipótese argumentam fragilmente que a língua berbere e o árabe têm um tronco comum, explicação esta que repõe novamente nos berberes a origem do nome. O mais provável é que os árabes tenham traduzido o nome romano.
4 - O pitoresco avoluma-se quando se consideram explicações mais avulsas como por exemplo que África poderia derivar do reino bíblico de Ofir; que poderia vir do fenício «Apikt»; ou do termo também fenício «pharikia» que significa ‘terra dos frutos’.
No corno de África se situa a Depressão de Afar onde foram encontrados os fósseis mais antigos dos antepassados homídeos de há mais de 60 milhões de anos. Depois, a paleontologia revela que o continente africano tem escondido a maioria das antiguidades fósseis da história humana pelo que há que considerar a África como o mais velho dos continentes, ou seja aquele em que se perpetuaram as formas mais arcaicas de vida e de cultura humana.
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Figura 25: Já foi classificada como a região habitada mais quente do planeta, e da National Geographic recebeu o título de ‘o lugar mais cruel da Terra’. A superfície, parece congelada, mas por baixo o magma é uma autêntica bola de fogo - e alimenta não um mas 12 vulcões activos. Dividido entre a Eritreia, a Etiópia e o Djibouti, a zona vulcânica activa chega a atingir os 63º C. Mas desengane-se se pensa que ninguém é capaz de viver aqui: o povo de Afar resiste às condições climáticas mais adversas do mundo. Tribos pastoras e mercadores de sal sobrevivem numa paisagem de fissuras e lagos de lava borbulhante.
Há quem considere que, tal como os elos fósseis da humanidade, também os velhos deuses, ociosos e esquecidos, deveriam ser procurados nas cinzas da cultura norte africana antes de serem confirmados nas antiguidades Egípcias, onde se terão revelado pela primeira vez. Se pode ser verdade a primeira premissa, não o será tanto a segunda pois que a epifania dos deuses se deve ter dado na arte rupestre da península Ibérica há cerca de 30 mil anos tendo sido apenas no tempos e na terra dos Egípcios que o nome de Deus foi escrito pela primeira vez.
A verdade é que existiram particulares condições de tempo e de logar que fizeram deste país um nicho ecológico sem paralelo no mundo, um verdadeiro oásis à escala duma nação que com o advento das técnicas da agricultura iria alcançar a mais longa e produtiva civilização da história! Esta nação consegue sobreviver longos milénios à cobiça doutras nações e impérios mas acabou por sucumbir às mãos dos industriosos romanos que fizeram dela o celeiro de Roma. Como a principal riqueza do Egipto provinha da exploração judiciosa das potencialidades agrícolas proporcionadas pelas inundações do Nilo resulta claro que às condições de tempo e de lugar se sobrepuseram condições organizativas tirânicas expressas na teocracia faraónica e que só a fé na vida para além da morte, garantida por Osíris, permitiam suportar. Uma vez criada esta forma organizativa piramidal que fez do Egipto um celeiro maior e mais antigo do que as pirâmides era óbvio que qualquer imperador lhe podia deitar a mão mas se é certo que os Egípcios tendiam a ser à força de paulada os escravos mais dóceis e fieis que a história conheceu o certo é que também eram os que mais depressa sacudiam o peso de impérios injustos!
Le nom du continent africain, anciennement Ifriqiya (la Tunisie actuellement, plus les régions de l'est de l'Algérie), dérive du mot Ifri (caverne, grotte) et Ifren (une caverne en langue berbère) que les Romains lui ont donné. Par la suite, Afrique sera le nom de tout le continent africain.
Ifriqiya < Ki-Pher-Kia > Ki-pher-an > Ifren.
                                                             > Ka-ver-an > «caverna».
Os historiadores romanos que sobranceiramente visitaram o Egipto descreveram os seus habitantes como os mais miseráveis do mundo. Não conseguindo compreender a sua história nem a sua religião confundiram as práticas religiosas animalistas do seu povo como sendo animalescas e feita de pura superstição e descreveram os seus habitantes como sendo tão impiedosos que chegavam a praticar o canibalismo por fome desesperada. No entanto, este retrato só comprova a feroz exploração cultural e económica a que o Egipto acabaria por ficar votado não se estranhando nada que tenha sido a primeira província do império a abraçar o cristianismo e depois o Islão!
Para as costas europeias a África era o continente das terras ultramarinas, o Antarctiko (Gr. anti-arktikós, oposto a árctico). A Libia, era o nome grego da Africa.
Libia < Ur-wia < Ra-ki(a), lit. “terra de Ra, o sol escaldante dos Trópicos”
< *Urkia < Haur-kiha < Kur-kika.
Adoradores deste antiquíssimo deus cobra que foi Kaphura podem ter sido os Cafres, povo banto da África meridional, de cuja designação se diz que tem origem da palavra depreciativa árabe Kafir, que significa, nesta língua, «infiel».
Como desceu este nome até à África do Sul? Nos porões das caravelas quinhentistas portuguesas?
Porque iriam os Portugueses escolher um nome árabe para classificar uma região geograficamente tão vasta como era a do povo banto da dita Cafraria? Teriam sido os árabes a dar o nome a esta região que, afinal, era, em época anterior aos descobrimentos, desconhecida da cultura ocidental?
Obviamente que, à falta de certezas, se pode aceitar aquilo que, há época, eram, de facto, os factos históricos! A cultura árabe havia conseguido descer por terra e ao longo da costa Africana até regiões abaixo do equador, a sul das quais viviam povos que, por não terem sido ainda islamizados, eram infiéis à cultura e à língua de Maomé e, por isso, cafires em árabe e, a partir de informações colhidas destes, passaram a ser cafres em português.
Neste caso, apenas espanta a etimologia do termo árabe ficando apenas a coincidência da existência de um povo sul-africano com fortes suspeitas de ser, à data das descobertas, adorador do deus cobra, Kafura! Nas descrições seiscentistas dos navegadores portugueses sobre as costas africanas os Cafres eram mais perigosos que os naufrágios, pela sua particular fama de canibalismo, seguramente mágico-religioso e, por isso mesmo, de prática suficientemente arcaica para caberem num ritual compatível com o culto dum deus macabro como terá sido o de Kafura.
L’origine probable du terme serait le mot arabe kafir (kfr) qui signifie "incroyant" ou "infidèle". C'est ainsi que les marchands d'esclaves arabes désignaient les habitants des régions allant du comptoir mozambicain au Cap sud-africain: ces "non-convertis à l'islam" dont la doctrine religieuse permettait seul le commerce. Ce n'est que plus tard que les Européens, au premier rang desquels les Portugais, reprirent le terme jusque dans les formes qu'on lui connaît aujourd'hui en afrikaans (kafer) et en créole réunionnais (caf ou kaf).
Voltando à etimologia do termo árabe Kafir poderemos aceitar que o árabe herdou este termo como reminiscência dum antigo deus, já de há muito antagónico de Alá.
Some of the earliest records of European usage of the word can be found in The Principal Navigations, Voyages, Traffiques and Discoveries of the English Nation by Hakluyt, Richard, 1552-1616. In volume 4, Hakluyt writes: calling them Cafars and Gawars, which is, infidels or disbelievers. Volume 9 refers to the slaves (slaves called Cafari) and inhabitants of Ethiopia (and they use to go in small shippes, and trade with the Cafars) by two different but similar names. The word is also used in reference to the coast of Africa (land of Cafraria on the coast of Ethiopia).
No entanto, ainda que o delírio etimológico pareça ter de parar por aqui a menos que se queira entrar pela etimologia semítica do árabe, as dúvidas, ainda que ténues, podem ainda manter-se ou ir até ao mês de Safar, segundo mês do calendário lunar islâmico.
Kafir (Arabic: kafir; kuffar) is a term used primary by classical Islamic doctrine to refer to those who "disbelieve" in one God - atheists and polytheists.
Se o termo Kafir se reportava a quem não acreditava no deus monoteísta que era comum às religiões do livro não poderia ser referido aos etíopes que sempre foram cristãos. Ao ser referido por Hakluyt, Richard, que: “the slaves (slaves called Cafari) and inhabitants of Ethiopia (and they use to go in small shippes, and trade with the Cafars) by two different but similar names”, levanta a possibilidade de os árabes terem encontrado em África um termo indígena que se poderia facilmente confundir com o seu kafir e que seria cafar atribuído aos etíopes.
Os afares (Qafár af) um grupo étnico que habita o Corno da África, principalmente o Deserto de Danakil, na região (kililoch) de Afar, na Etiópia, assim como partes da Eritreia e do Djibuti.
Sendo Alá a actualização pós helenista do conceito de El aceita-se facilmente que já vinha de há muito esta antipatia pela infidelidade dos kafir que “encobrem a verdade” e que não seriam senão adoradores dum antigo deus matriarcal de nome Kafura, competitivo com a revolução paternalista da hegemonia do deus El.
Os autóctones sul-africanos da época das descobertas seriam Cafres porque adoravam ainda a «cobra» da deusa mãe ou porque os árabes chamavam genericamente assim aos politeístas, como era também o caso dos hindus? Só investigações no campo da cultura islâmica poderiam eventualmente esclarecer esta dúvida pertinente mas a verdade é que os politeísmos animistas mais arcaicos se caracterizam pelo lugar sagrado que é reservado aos cultos ofídios, que na Índia, por exemplo, redundariam no fenómeno cultural dos encantadores da cobra tocando flauta ao ritmo da dança do ventre da deusa mãe. O encantamento de serpentes ainda hoje é tradicional em Marrocos porque tradição típica dos berberes e tuaregues.
Em alternativa os politeísmos clássicos paternalistas começaram a antipatizar com os cultos órficos (< urphi) que relegavam para o submundo dos mistérios infernais. Claro que, sendo infernais os cultos órficos e ofídeos, neles esteve sempre mais ou menos explícito o culto do fogo. Na verdade, é bem provável que o culto da cobra e da *Kafura não fossem mais do que um culto do “sol-posto” e, por isso mesmo, é que o fogo vulcânico, a grande Hidra das mil (e uma) cabeças, a gigantesca Piton / Tifon ou grande Leviatan, seria como que uma epifania teluricamente fulgurante e aterradora da agonia do sol morto e enterrado no seio da Grade Deusa Mãe Terra!
Os guebres seriam disso mesmo uma das provas históricas.
The Guebres were Persian fire worshippers.
Februus = Etruscan god of Purification, Initiation & the dead. Associated with February.
Leviatan < Urphiat-An < *Urki-Atan.
Guebres < Ku-ebre > Phebure > Febru(us) > febri(m)
> Lat. *febre(m) > «febre»!
Se o nome dos «cafres» deriva do conceito de infidelidade árabe ou de termos berberes mais arcaicos e não sabemos mais que isto.
«Etiópia» < Ītyōṗṗyā < ich-thy-ophia, “peixe cobra”, ou filho da deusa cobra!
«Abissínia» < Habash-at < Ka-Wash-at ó Hawashu > Apzu.
«Kafraria» <= Afares < Qafár ó Ẓafār.
Os etíopes devem o seu nome à cobra da aurora e teria por isso o nome alternativo de Abissínia, em memória do primeiro marido de Tiamat, tal como seria também chamada de Kafária, pelo menos enquanto glória (kebra) das costas etíopes.
Relacionado com este nome estão os Afares e Zafar, capital do reino homerita do antigo Iemen. No lado oposto, ficava a tribo berber dos avalitas.
Afar es uno de las 9 regiones étnicas (kililoch) en que está dividida Etiopía conocido también por Afaria, es la patria del pueblo afar. (...)
El accidente geográfico que determina el territorio afar, es la Depresión de Afar ubicada en la unión de tres placas tectónicas. Esta característica geológica la hace una de las zonas volcánicas más activas de la tierra. Debido a esta actividad volcánica, el suelo de la depresión se compone de lava, sobre todo de basalto.
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Os afares (em afar: qafár ou ʿāfār; em amárico: āfār) são os integrantes de um grupo étnico que habita o Chifre da África, principalmente o Deserto de Danakil, na região (kililoch) de Afar, na Etiópia, assim como partes da Eritreia e do Djibuti.
Figura 26: Homem Afar.
Se ainda houver algum lugar
Que não tenhamos pisado!
Se ainda houver algum lugar
Onde o nosso gado não tenha pastado!
O único lugar onde ainda não vivemos é o mar.
Também não te quero a tí, Oh tumba!
Não queremos terra estrangeira!
Os rios dos outros não nos regarão.
Nossos rebanhos não correm perigo
E pastam à noite ao ar livre.
Nossos jovens estão lá sempre a guardar![6]
O povo Afar não tem escrita relevante nem história solene e por isso pode ser facilmente esquecido. Supostamente existe desde que os árabes os descreveram pela primeira vez no século XIII mas obviamente que sempre terão estado por lá fazendo parte do estrato remanescente da cultura arcaica de nómadas, povos que nunca foram estrangeiros em toda a parte por onde pastorearam e que supostamente saiu de África para o resto do mundo precisamente por esta ponte geográfica civilizacional.
Banū Ifrēn o Banu Ifran es el nombre de una tribu bereber asentada en el norte de África, una de las cuatro que formaban el pueblo zenata. La tribu es originaria de los Aurès, con Tlemcen en el noroeste de la actual Argelia como su capital.
De los Banu Ifrán se van a originar los maghrawa, los Banu Iriniyan y los Banu Wasin.
Ifrēn es el plural de Afar, Efri o Ifri (Banū Ifrēn significa hijos de Ifri), y los romanos dieron su nombre a África (tierra de los afar).
Assim é quase seguro que este povo seria a parte mais oriental dos berberes que dominaram como pastores nómadas todo o norte de África e a cujo continente que terão dado o nome.
«Afar» < ʿāfār < qafár < Kafer > Kafir > «cafres».
                         > Afarica > África.
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Figura 27: Tiamat era grande cobra-de-água do mar primordial do Caos e das Trevas que rodeavam o mundo. (Pátera de prata de Palestrina).
E até aqui tudo aceitável porque a etimologia do árabe levar-nos-ia a perdermo-nos na arqueologia linguística do médio oriente semita sem conseguir sair de lá…porque possivelmente não foi lá que os árabes encontraram o seu termo kafir que se parece de forma estranha com o poema grego Kypria, semelhante à Ilíada.
Cipria (antiguo griego Kypria, latín Cypria) es un poema perdido del ciclo épico griego. Quizá su título signifique "el poema épico compuesto en Chipre".
Ora o nome Kupria só indirectamente teria a ver com Chipre e poderia ser uma referência arcaica a uma canção das glórias dos marinheiros cretenses fiéis adoradores deusa mãe das cobras cretenses que teria equivalente na deusa suméria Tiamat, a grande cobra marinha que circundava o mundo. Mas não, Kupria era uma corruptela de Kaphria / Afri-di / Afridite, a deusa das cavernas dos Cafres, Afares e Afes.
Sabemos pelos registos caldeus que a misoginia contra o mar salgado só aparece com o império babilónico, ou seja com o poema épico de Enuma Elish, uma espécie de titanomaquia babilónica em que a luta contra a infidelidade, levada a cabo pelo fiel Marduque, aparece na forma inimaginável e herética de uma luta contra a poderosa deusa mãe o que só pode retratar de forma mítica a queda da supremacia da talassocracia cretense com o cataclismo de Santorini no século 16 antes de Cristo. Porém até ai toda a fidelidade era devida a Deusa Mãe e não aos seus filho que vira a ser o deus pai do patriarcado emergente.
O próprio termo latino fidelis reporta-nos para o culto dum deus que teria sido adorado no solo israelita de Betel (< witel) de nome Phitel (> fidel > «fiel»), cuja pertinência étmica adiante se demonstrará!
O apego a uma tradição ou culto levou à sua fidelização pela escrita. Fidäl, significa em linguagens etíopes justamente escrita ou alfabeto com que se realizava a fidelização dos crentes.
Pela positiva ou pela negativa (já que a etimologia nos dá recorrentes exemplos da ironia da história!) o conceito de fidelidade religiosa, que antecedeu a política de que já a era em embrião, decorre possivelmente do nome do primeiro deus da história que foi a Tel(lus), a altíssima deusa Ki, a Terra Mãe!
Assim sendo, se o nome moderno dos «cafres» parece derivar do termos árabe para infiéis e bem possível que estes termos árabes sejam uma recorrência étmica a partir do nome arcaicos dos deuses que deram nomes aos povos da Abissínia. Na verdade, uma das pirâmides de Gizé, Grande Pirâmide de Cafre, era dedicada a um faraó que já tinha nome «Cafre».
O faraó Quéfren era filho do faraó Quéops e quarto rei da IV dinastia, ele reinou entre 2520 e 2494 a.C, ordenou que fosse construída a Grande Pirâmide de Cafre ou Quéfren que mede, nos dias de hoje, 143 metros de altura e que hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Antigo Egipto.
Como foram os árabes buscar ao nome de Cafre o seu conceito de infidelidade? Apenas podemos conjecturar que este nome terá aparecido muito antes de Maomé numa pura antipatia de natureza geográfica entre os Sabeus do Iemem e os cafres abissínios do lado oposto do mar vermelho. A suspeita de que esta antipatia seria apenas geográfica ressalta da própria etimologia. Se os cafres eram o povo que adorava o Sol, enquanto «cobra» que transporta a vida os Sabeus, do reino de Sabat, seriam uma corruptela e variante do nome da mesma divindade.
«Cobra» < *Kaphura < + Ka-phur-at > Sab®t > Sabat > Sabá.
África < Háfrica < Cáfrica < *Kaphura > Auphi Urka < *Ofi-urka,
lit. “a cobra lunar” ??? < *Ki-Kur-Kika > Sakarish,
lit. “terra dos filhos de Sacar, o deus da aurora! => Sacara > Sahara > «Sará».
Assim, existe algo no nome do continente Africano que nos reporta para o conceito mitológico virtual mais arcaico de deus, *Kaphura.
África seria então a Cáfrica, “terra dos cafres”, os que transportam (o sol da) vida a *Kaphura, a cobra da Deusa Mãe da aurora o que está correcto em termos geográficos já que o Egipto ficava a oriente da Itália. Podem ser meras coincidências fonéticas mas, então, tal seria um acaso espantoso! Outra coincidência onde se tenta encobrir com decretos politicamente incorrectos a verdade histórica com medo do papão dos falsos cognatos, diabinhos capazes de porem de fora o rabo dos falsos deuses mal escondidos!
Ka-firist-an or Ka-first-an was a historic name of Nurestan (Nuristan), also referred to as "Afica" but was changed due to close similarity of the continent, "Africa".
Kafiristan takes its name because the inhabitants of the region are non-Muslims and are thus known to the surrounding Muslim population as Kafir meaning "infidel". (…) Kafiristan then would be "The Land of the Infidels," as the area was inhabited by a non-Islamic polytheistic culture before en-masse conversion to Islam began. This explanation would also justify the renaming of the country after its Islamization.
Obviamente que por esta lógica coxa o Kafiristan seria o nome de todos os povos islâmicos que antes de o serem eram tão infiéis quantos os cafres africanos. O problema é que não terá sido por acaso que o Kafiristão se chamou Afica que só poderia ter semelhança com África sendo obviamente África, já que Afica só ressoa a África a quem pensar nisso!
"Kafir" has also been traced to Kapis' (= Kapish), the ancient Sanskrit name of the region that included historic Kafiristan; which is also given as "Ki-pin" (or Ke-pin, Ka-pin, Chi-pin) in old Chinese chronicles. That name, unrelated to the Arabic word, is believed to have mutated at some point into the word Kapir. Kapis', the name of the people of Kapis'/Kapis'a, is believed [who?] to have changed to Kapir and then Kafir, because of the lack of 'p' in Arabic. This is similar to how Parsi changed to Farsi.

DE CALIFA A KALIFIA A RODA VIVA DA MISTIFICAÇÃO.
De Kafiria facilmente se vai a Karifia e desta à neo-pagã Kalifia!
Califa o jalifa (del árabe ḫalīfah/khalīfah, "representante"). Algunas veces es traducido como "sucesor". Sin embargo, muchos musulmanes opinan que es una traducción incorrecta, ya que ésta implicaría que el Califa es el sucesor del profeta de Alá, lo cual consideran contrario a sus creencias.
Supostamente kalifa deriva da preposição (xálfa) que em árabe designa atrás e que poderá ser uma evolução por rotas desconhecidas a partir do temo Egar.
Sumer: Egar = Posterior < Eger = atrás = Seru < E-Gir
= o futuro…o seguinte, o que vem depois < E-Kur
> bar. ālik urki 'one who goes behind' > depois = Warki => khalīfa.
·urkat: après, derrière, ensuite
·warka:à l'avenir, après, plus tard, ensuite; derrière, à l' arrière de
·aḫ-ḫur: après ça, ensuite, puis; de plus, en plus
Obviamente que a única divindade que pode estar oculta por detrás do conceito que levou ao califado seria o E-Kur, o templo de Abzu.
Como é que os califas deram asas à mitologia duma deusa amazónia criada pela mitologia urbana da Califórnia obviamente que teríamos que entrar no campo da meta linguagem delirante da mitologia moderna que desde o Supre Homem até passar pelo Senhor dos Anéis não tem tido limites!
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Calafia is a fictional warrior queen who ruled over a kingdom of Black women living on the mythical Island of California. The character of Queen Calafia was created by Spanish writer Garci Rodríguez de Montalvo who first introduced her in his popular novel entitled Las sergas de Esplandián (The Adventures of Esplandián), written around 1500. Calafia, also called Califia, has been depicted as the Spirit of California, and has been the subject of modern-day sculpture, paintings, stories and films
; she often figures in the myth of California's origin, symbolizing an untamed and bountiful land prior to European settlement.
Como quem não tem cão caça com gato os californianos à falta de melhor mitologia índia local aceitaram acriticamente de mão beijada os equívocos dos conquistadores espanhóis em torno de um episódio que tem mais de caricato do que de imaginativo.
Las costas de California comenzaron a explorarse a partir de 1532 por iniciativa de Hernán Cortés, quien tuvo que superar para ello las intrigas y envidias de sus adversarios tanto en la corte como en la Nueva España. En carta fechada el 15 de Octubre de 1534, Cortés refiere al emperador Carlos las noticias oídas a los jefes indígenas sobre la existencia de "una isla habitada solamente por mujeres" que es "muy rica en perlas y oro".
No entanto a ironia mordaz dos inimigos de Cortês pode ter sido muito mais subtil. De facto, a palavra Califórnia tem origem portuguesa e refere-se aos fornos de cal da região de Sesimbra em Portugal, local que poderia ser ae procedência do navegador João Rodrigues (posteriormente nomeado Juan Rodríguez pelos espanhóis) Cabrilho, que procurava a Norte, uma passagem do Pacífico para o Atlântico e explorou por lá até mais ou menos onde viria a ser mais tarde São Francisco. Claro que as fontes espanholas omitem este passo da saga californiana do mesmo modo que teimam em tornar este navegador num humilde espanhol de gema. Como contrapartida o governo de Portugal ofereceu à cidade de San Diego um monumento em que este navegador aparece como que a ter explorado a Califónia para a coroa portuguesa. E assim de equívoco em desleixo se vão tecendo as meias mentiras com que se tecem as meias verdades das lendas e mitos que fazem história!
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Figura 28: Monumento a Cabrilho, Point Loma, San Diego, Califórnia.
El nombre de California aparece tras las expediciones de Fernando de Ulloa (1539-1540) y Hernando de Alarcón (1540), y se encuentra totalmente extendido y aceptado en 1542. (???)
It is not known who first named the area California but between 1550 and 1556, the name appears three times in reports about Cortés written by Giovanni Battista Ramusio. However, the name California also appears in a 1542 journal kept by explorer Juan Rodríguez Cabrillo, who used it casually, as if it were already popular. (???)
Relación, ó diário (???), de la navegación que hizo Juan Rodriguez Cabrillo con dos navios, al descubrimiento del paso del Mar del Sur al norte, desde 27 de Junio de 1542 que salió del puerto de Navidad, hasta 1A de Abril del siguiente año que se restitmjó á él, haviendo llegado hasta el altura de 44 grados, con la descripción de la costa, puertos, ensenadas, é islas que reconoció y sus distancias, en la estension de toda aquella costa. (...)
Domingo a 2 dias de Jullio tubieron vista de la California: tardaron en atravesar por amor de los tiempos que no fueron muy favorables casi 4 dias: surgieron el Lunes siguiente a o del dicho en la punta de la California, e ahi estubieron dos dias, e de ahi fueron al Puerto de San Lucas el Jueves siguiente, e tomaron agua: no vieron estos dias Indio ninguno: dizen que esta este Puerto en 23 grados, y es desde la punta al Puerto limpio, e fondable, y es tierra pelada y doblada.
(...)Partidos del Cabo de la Cruz halláronse el sábado siguiente dos leguas del Cabo de Cruz por los ruines tiempos en costa de Nornorueste Susueste, y en tierra vieron Indios en unas canoas muy pequeñas: la tierra es muy alta, e pelada, e seca: toda la tierra desde la California aqui es tierra de arenales a la mar, y de aqui empieza la tierra de otra arte, que es tierra de vermejales y de mejor parescer. -- COLECCIÓN DE VARIOS DOCUMENTOS PARA LA HISTORIA DE LA FLORIDA Y TIERRAS ADYACENTES. POR JOSÉ RODRÍGUEZ, MADRID, AÑO DE 1857.
Aparentemente a crítica que é feita ao relato “da navegação que fez Juan Rodriguez Cabrilho” sobre o achamento da Califórnia, cujo nome é “usado casualmente como se já fora sobejamente conhecida”, parasse indiscutível e óbvia mas...nem sempre o que parece é!
Primeiro há que dar conta de que o relato não é um verdadeiro diário porque foi feito na terceira pessoa e não na primeira o que leva a suspeitar ser um registo posterior feito de memória não se sabendo a partir de que informante nem em que ano porque Cabrillo tinha morrido entretanto e todos os registos da sua expedição se perderam como reza a história oficial deste navegante luso.
Juan Rodríguez Cabrillo was a Portuguese explorer that is best known for his 16th century discoveries in the Gulf of Mexico, most notably the coast of California.
(...) His discoveries were not noticed during that time most notably because all of the expedition records were lost after his death.
None of his the names of the discovered lands were officially used but today he is still remembered as the first European that discovered the coast of California and as one of the founders of the Mexican city Oaxaca.
Sendo o diário (???) de la navegación que hizo Juan Rodriguez Cabrillo um registo posterior às morte do seu autor o nome da Califórnia poderia ser registado como parecendo ser do conhecimento comum sem que naturalmente o fosse quando Cabrilho assim a nomeou.
Depois, alguma coisa teria que estar mal porque na “Colección De Varios Documentos Para La Historia De La Florida Y Tierras Adyacentes” de José Rodríguez fala-se na Florida mas nunca se refere o nome da Califórnia nos vários relatos de viagens feitos às mesmas paragens nem por exemplo na instrucción que debia observar el capitán Hernando de Alarcon en la expedición á la California que iba á emprender de orden del virrey Don Antonio de Mendoza.” Na verdade, apensar de supostamente se tratar de uma expedição à Califórnia nunca este nome é ali referido nem sugerido concluindo-se que, no mínimo, este nome teria que ser de invenção posterior ao ano do 1941 em que esta expedição foi dada como acabada.
Historicamente Alarcão desapareceu ao explorar o rio Colorado e as cartas que deixou não podem ser consultadas porque desapareceram também não sendo possível comprovar se Alarcão terá algures sugerido o nome da Califórnia para estas paragens. O que aconteceu depois ninguém o sabe e o que se tem especulado depois não passa disso mesmo: pura especulação porque a verdade é que oficialmente o nome da Califórnia só aparece registado a partir de 1950!
La expedición de Alarcón, ordenada por el virrey Mendoza - enemigo de Cortés - para comprobar la veracidad de las noticias de los expedicionarios del Conquistador, regresó sin haber avistado nada parecido, circunstancia que muy probablemente aprovecharan los adversarios de Cortés para ridiculizarle con alusiones irónicas a la imaginaria isla de California, de todos conocida por las "Sergas".
Se sabemos com segurança que o nome da Califórnia é oficialmente referido depois de 1550 não sabemos exactamente o ano em que oficiosamente a Califórnia começou a ser nomeada porque falta-nos um registo de baptismo.
But remember the Portuguese words: "Cal", "Fornia", and "Forno", and the old California Beach in Sesimbra, and that it comes from the "forno de cal" (ovens made of lime) made by the Romans and found on that beach. That's why they called the beach "California", for having ovens (forno) made of lime (cal) by the Romans. Not only the "cal" and "forno" exist, but the word "fornia" exists in Portuguese also. Also, there is a small river called "Ribeira da Califórnia" in Palmela village, 15 or 20km away from Sesimbra's California Beach. So in those two places, in less than 20km of distance, the old people already had those two names long before California being discovered, two times in the same place. The "Ribeira da California" is a very old location, but the beach is a tradition passed from father to sun generation after generation and has that name but I don't know for how much time. But California exists in Portugal long before California was ever discovered, like "Cuba" or "Canada".
Assim, achando o navegador português João Rodrigues Cabrilho que “la tierra es muy alta, e pelada, e seca” ou seja de clima quente e árido, afinal mais parecida com uma «califórnia» ou “forno de cal” do que com uma ilha paradisíaca de amazonas ricas em ouro e pérolas, ficou mesmo a chamar-se tal qual parecia, ou seja, Califórnia.
El 20 de noviembre de 1540 firmó una capitulación con el gobernador de Guatemala Pedro de Alvarado para explorar los territorios en la llamada “Tierra de la especiería”. Por muerte al año siguiente de Alvarado en la campaña del Miztón, la expedición fue efectuada por Juan Rodríguez Cabrillo, quien se dirigió por mar hacia el Pacífico norte. Dicho navegante reconoció en 1542 las hoy costas de los estados de Baja California Sur, Baja California y California (EE.UU.), y nombró un cabo en California con el nombre de cabo Mendocino en honor del virrey.
Obviamente que uma teoria baseada no senso comum é possivelmente a solução mais simples para o mistério da etimologia do Estado da Califórnia. De facto se não foi o senso comum da Ericeira que determinou o nome da Califórnia terá sido o Catalão que inspirou Montalvo porque na verdade tem andado difundido na etimologia popular no nome da Califórnia.
Una versión dice que en 1536, cuando llegó Hernán Cortés a esta parte del mundo, los españoles opinaron que la tierra era "caliente como un horno" o "calida fornax" como la llamaron los misioneros, quienes dominaban ampliamente el latín. Los soldados, igual como no podían pronunciar "atl" cambiándola a "ate" (del náhuatl en palabras como chocolate), no pudieron decir "calida fornax" y cambió a "California". -- Maximiliano Mena Pérez
Porém uma tese lhana sobre a origem da Califórnia tem o desmérito de não ter a mítica suficiente que os californianos modernos desejariam que tivesse particularmente os que navegam nas águas paradisíacas dos sonhos artificiais ou do neo paganismo.
Sabed que a la diestra mano de las Indias existe una isla llamada California muy cerca de un costado del Paraíso Terrenal; y estaba poblada por mujeres negras, sin que existiera allí un hombre, pues vivían a la manera de las amazonas. Eran de bellos y robustos cuerpos, fogoso valor y gran fuerza. Su isla era la más fuerte de todo el mundo, con sus escarpados farallones y sus pétreas costas. Sus armas eran todas de oro y del mismo metal eran los arneses de las bestias salvajes que ellas acostumbraban domar para montarlas, porque en toda la isla no había otro metal que el oro. -- Las sergas de Esplandián, de García Ordóñez de Montalvo (Sevilla, 1510).
Se algum fundo de veracidade se ocultava no pensamento de Montalvão seria quanto muito uma vaga alusão ao heroísmo de uma resistente berber à invasão árabe. De Alkaina a Kalifia vai apenas um pequeno jogo de palavras com o califado de Córdoba que então jé era bem conhecido...
Kāhina o Kāhena († 701), cuyo verdadero nombre habría sido Dihia o Dahia (tifinagh: ⴷⵉⵃⵢⴰ), fue una reina y guerrera bereber zenata y de la tribu Yarawa1 que combatió la expansión islámica en el norte de África durante el siglo VII. (...)
Llamada al-Kāhina, que en árabe significa "la sacerdotisa", es el nombre con el cual es conocida. Dihia, nombre bereber del cual Dahyā, Dāhiya, Damya, Dāmiya o Dahya pudieran ser variaciones ortográficas. Era hija de Tatīt o Mātiya (Mateo), hijo de Tifān (Teófano). Fue reina de las tribus nómadas de los Yarawa, y la principal figura de la resistencia a la invasión árabe en el territorio actualmente llamado Magreb entre 695 y 705, partiendo de los montes del Aurés (en el noreste de la actual Argelia).
Para se ir de Kalífia à Califórnia teríamos que tropeçar no termo Califerne da Canção de Rolando.
De facto, no que toca a saber quem nasceu primeiro nunca saberemos se foi o ovo ou a galinha. Se o termo Califórnia não tinha o significado de “forno da cal” que parece ter em Português e pode ter em Catalão onde foi Montalvo buscar a Califórnia? As amazonas acabavam de ser encontradas pelos portugueses no Brasil mas não eram negras.
Morz est mis nies, ki tant me fist cunquere
Encuntre mei revelerunt li Seisne,
E Hungre e Bugre e tante gent averse,
Romain, Puillain et tuit icil de Palerne
E cil d'Affrike e cil de Califerne.
Morto está meu sobrinho,
que tanto me fez conquistar!
Contra mim, o Saxão vai se rebelar,
Húngaro, búlgaro, e tanta gente hostil,
Romeno, Apúlia, todos os de Palermo,
Os de África e aquele de Califerne;
Canção de Rolando, Verso CCIX, Sec. XI.
Como na “natureza nada se cria nada se perde e tudo se transforma” e ninguém inventa nada do nada Montalvo é universalmente suspeitro de ter tido a ideia da Califórnia por ter lido as Canções de Rolando.
No entanto todos os comentadores se esquecem que Montalvo escreveu as suas sagas em 1510 depois da descoberta das Américas por Cristóvão Colombo que foi em 1492.
Cristóbal Colón, Cristoforo Colombo en italiano o Christophorus Columbus en latín, (...), fue un navegante, cartógrafo, almirante, virrey y gobernador general de las Indias Occidentales al servicio de la Corona de Castilla. Es famoso por haber realizado el descubrimiento de América, el 12 de octubre de 1492, al llegar a la isla de Guanahani, actualmente en Las Bahamas.
Ora, é um facto que a primeira referir a existência de amazonas numa ilha ocidental foi precisamente Cristóvão Colombo na sua “Relación del primer viaje de descubrimiento de las Indias puesta sumariamente por Fray Bartolomé De Las Casas” onde inclui a lenda seguinte:
Domingo 13 de Enero. (...) De la isla de Matinino dijo aquel indio que era toda poblada de mujeres sin hombres, y que en ella hay mucho tuob, que es oro ó alambre, y que es mas al Leste de Carib.
Lunes 14 de Enero. — (...) Mandóles el Almirante dar de comer bizcocho y miel, y dióle un bonete colorado y cuentas, y un pedazo de paño colorado, y á los otros también pedazos de paño, el cual dijo que traería mañana una carátula de oro, afirmando que allí había mucho, y en Carib y en Matinino. Después los envió á tierra bien contentos. (...)
Martes 15 de Enero. — (...) Dice también que hoy ha sabido que toda la fuerza del oro estaba en la comarca de la Villa de la Navidad de sus Altezas, y que en la Isla de Carib, había mucho alambre y en Matinino, puesto que será dificultoso en Carib, porque aquella gente diz que come carne humana, y que de allí se parecía la isla dellos, y que tenía determinado de ir allá, pues está en el camino, y á la de Matinino que diz que era poblada toda de mujeres sin hombres, y ver la una y la otra, y tomar diz algunos dellos.
Miércoles 16 de Enero. — (...) Dijéronle los indios que por aquella via hallaría la isla de Matinino que diz que era poblada de mujeres sin hombres, lo cual el Almirante mucho quisiera por llevar, diz, que á los Reyes cinco ó seis dellas; pero dudaba que los indios supiesen bien la derrota, y él no se podía detener por el peligro del agua que cogían las carabelas; mas diz que era cierto que las había, y que cierto tiempo del año veníanlos hombres á ellas de la dicha Isla de Carib, que diz que estaba dellas diez ó doce leguas, y si parían niño enviábanlo á la isla de los hombres, y si niña dejábanla consigo.
Viernes 18 de Enero. — (...) Y al Lesueste de la Isla Española dijo que quedaba la Isla de Carib y la de Matinino, y otras muchas.
Critóbão Colombo nunca haveria de encontrar a ilha das amazonas do mesmo modo que nunca encontrou as Índias que viriam s ser descobertas pelos portugueses nas rotas orientais tal como a ilha das amazonas veio a ser encontrada pelos portugueses no Brasil.
Portanto Montalvo não inventou nada porque epenas explorou a lenda que os índios impingiram a Colombo embelezando-a com um nome Califórnia plagiado da novelas de cavalaria a Canção de Rolando acima referida como Califernes, entidade geográfica na altura desconhecida e por isso considerada também mítica.
"La Chanson de Roland" (Cantar de Roldán y Roncesvalles, año 1090) escrito en lengua provenzal cita de la palabra Califerne y otras dos "fernes": el reino de Belferne y "Amborres d'Oluferne". - Gracias: Maximiliano Mena Pérez.
The introduction of Salamadyne the Sowdane looks, however, like a confusion of Charlemagne with Godefroy of Bouillon, unless the familiar name is substituted for 'Agoulant' of Les Vceux du Paon. 'Polborne' (Text B. Puerne) is a crux; perhaps it is a corruption of 'Paderborn', where Charles held his great Champ-de-Mai, and which was certainly the most important spot in the struggles between the Franks and Saxons. The word recalls the equally difficult place-name 'Belferne' in the Chanson de Roland (stanza Ixx, vide L. Gautier's last edition): 'Reis Almaris, de le regne de Belferne', where Belferne is glossed 'nom de royaume pai'en(?)'; in the English Eoland, Amaris is described as 'a prince of Portingall'. -- The parlement of the thre ages; an alliterative poem on the nine worthies and the heroes of romance (1915), edited By Professor I. Gollancz, Litt.D., F.B.A.
Alors apparaissent non seulement Saragosse, le grand objectif jusqu'en 1118, mais Valterne (Valtierra), Tudèle (Tudela), Pine (Pina), et Balaguer, Munigre (Monegros), Brigal (Berbegal), Tortelose (Tortosa), Belferne (Binefar), près de Barbastro dont la conquête inspirera une autre chanson de geste, Valferrée (Alfarrés, entre Binefar et Balaguer). Autre noms de cités familiers aux croisés, ceux de Narbonne et de Carcassonne -- La chanson de Roland à la lumière de l'histoire: vérité de Baligant, Jean Poncet.
El nombre primitivo de Binéfar, según el estudioso Benito Coll, pudiera proceder de un origen árabe-musulmán del municipio, cuyo máximo responsable sería Affa. De aquí que el pueblo de los súbditos o "hijos" de Affa o tal vez Effar, se denomine Ben-Affa y de aquí, y con el paso de los años, mutó en Abinéfar, Avenáfar, Benáfar o Bináfar y reconocido así por el reino de Monzón.
Soudan et son titre n'est pas imaginaire. En effet, après Zalaca(1086), les 13 émirs d'Andalousie avaient décerné au fondateurde la puissance Almoravide, Youssouf-ben-Texufin, le kalifat, avec le titre d'émir-al-moumenin (prince ou commandeur descroyants), que nos chroniqueurs traduisirent par le vocable célèbrede miramolin.
(...) Dans un autrepassage, le poète désigne évidemment l'Empire africain des Alnoravideslors qu'il attribue à l'algalife, oncle de Marsile, un domaine, où pour lui les villes et régions caractéristiques sont celles de Kartagine, d'Alferne, de Califerne, de Garmalie ou Ganiarie et dela terre «maldite» (maudite) d'Ethiopie (vers 1911-1916-1925). -- DU NOUVEAU sur la CHANSON DE ROLAND, La Genèse historique, le Cadre géographique, le Milieu, les Personnages, la Date et l'Auteur du Poème. P. BOISSONNADE.
Se os califas de Córdoba nunca foram tratados na Idade média pelos cristãos deste modo mas apenas como miramolins então a conotação da Carlifórnia com calífias no femenino foi sempre um mito urbano.
Ce sont autant de termes géographiques, dont presque tous sont jusqu'à présent restés inexplicables. On en peut cependant trouver la justification, au moyen d'une lecture attentive et de l'interprétation des textes des historiens et des géographes arabes, rapprochés de ceux qui concernent l'histoire des expéditions almoravides en Espagne. (...)
Les Etats de L´algalife dépendent encore deux régions, que le trouvère désigne sous les noms d'Allerneou Alfrène et de Caiferne. Baist et Stengel (3) proposent de confondre ces deux termes en un seul, le dernier. Tous les commentateurs croient le texte du manuscrit altéré, ou bien déclarent qu'on est en présence de noms imaginaires, en tout cas inexplicables. Qu'il y ait en ces vocables quelques déformations, le fait est possible; de l'arabe au roman, il est inévitable que se soient produites quelques modifications, mais il n'est pas nécessaire de supposer gratuitement qu'elles aient porté sur l'ensemble de ces termes géographiques. Il est probable que, sous le nom d'Alferne, se trouve représenté l'habitat d'une fédération de tribus berbères. Or, il en est une dont le rôle a été capital dans l'histoire de la Berbérie et même de l'Espagne musulmane. C'est celle des Beni-Ifrène dont le nom à peine altéré a pu donner celui d`Alferne ou d'Ilfrene d'où viendrait celui d'Alfrène. On trouve en effet dans ce dernier terme avec l'article arabe al, et même sans cet article, les éléments constitutifs entiers du nom de la grande confédération, qui d'abord était connue sous le nom d'Alfarec ou Afanec, sous lequel on désignait les populations romanisées de Byzacène et de Pentapole. (...)
D'Alfrène, il est naturel de rapprocher Califerne qui se trouve aussi au Maghreb, puisque le poète mentionne ce lieu ou ce pays à côté de l'Afrique, d'Alferne, et des possessions des Sarrasins d'Afrique, telles que Palerme. Comme Alferne, Califerne a passé pour un terme qui désigne un pays imaginaire ou introuvable. Il est cependant possible d'arriver à en reconstituer la physionomie vraisemblable. Le mot est composé, semble-t-il, de deux vocables berbéro-arabes, celui de Calaa (kalaa) et celui d'Iferne ou d'Ifrène. Or le premier était connu de ceux qui avaient séjourné dans l'Espagne du Nord, au temps des Croisades franco-aragonaises, ou qui en avaient entendu la narration de témoins oculaires. Il y avait en efïet dans l'évêché de Tarazona-Tudela une kalaa ou place forte, celle qui avait été fondée par Ayoub (720), Calatayuh, dont on a fait Calatayud. Elle avait été enlevée par nos croisés gascons et normands, joints aux Aragonais, dans la brillante campagne de 1120, et son territoire formait un archiprêtré du diocèse de Tarazona. D'ailleurs, d'autres châteaux-forts musulmans étaient partout disséminés sur le sol espagnol, où les noms de Kalat ou d'Alcala perpétuent leur souvenir. (...)
Les kalaa des Ifren se trouvaient surtout dans le Maghreb central, autour de Tlemcen, où l'autorité de ces tribus était restée três grande. C'était d'abord celle d'Ifgan (kalaa Ifgan), au bord du désert, au pied du massif des monts des Beni-Ournid, à 30 km au sud-ouest de Mascara, à trois jours de marche de Tiarel; elle avait été fondée par un émir des Beni-Ifren, vassal des Ommiades de Cordove vers 950. (...). La première de ces forteresses pourrait être dentifiée avec Califerne, en admettant une légère altération du nom de la kalaa Ifgan, qui devint sujette de d`Algalife, c'est-à-dire des Almoravidcs, lorsque Youssouf s'empara de Tlemcen et du Maghreb central (1062-1079).
(...) Aucun cité forte ne se prête, aussi bien que la kalaa de ce centre des Senhadja et des Ifrène, à l'identitication avec la Califerne (Kalaa-Ifrène ou Kal-Ifrene mystérieuse de la Chanson de Koland, puisque la forme romane, avec ces deux mots, reproduit presque exactement le terme berbéro-arabe. Singulière destinée que celle de ce vocable du Maghreb, qui, dans un roman portugais et espagnol, las Sergas de Esplandian, ajouté à l`Amadis de Gaule, aux XV et au XVI siècle, désigne le pays imaginaire des Amazones noires, puis, par extension, en arrive à s'appliquer, en Amérique, au pays devenu depuis fameux sous le nom de Californie. Long voyage d'un terme géogra phiquc, né sous le ciel algérien et qui se survit sur le littoral enchanteur de là mer Vermeille et de l'Océan Pacifique! -- DU NOUVEAU sur la CHANSON DE ROLAND, La Genèse historique, le Cadre géographique, le Milieu, les Personnages, la Date et l'Auteur du Poème. P. BOISSONNADE.
E pronto, quem fala assim não é gago porque P. BOISSONNADE faz aqui de forma excelentíssima as galas de um verdadeiro deão da Faculdade de Letras de Poitiers.
Existe uma informação francesa avulsa de que a raiz -far significa farol e conjugando esta com a da actual cidade espanhola que Benefar seria a cidade “dos filhos do Farol”, possivelmente uma alusão metafórica ao papel orientador dos miramolis. Então Belfernes seria uma corruptela de Benefar.
Obviamente que não sabemos se o autor das cancões de Roland seria catalão mas á época o romance aquitânio não seria muito diferente do da Catalunha.
No mesmo sentido, Califernes seria corruptela dum novilatismo *Calibernia (por analogia com o nome latino da Irlanda, a Hibernia?) / *Califarnia a partir de Kalaa-Ifrène que por sua vez seria um jogo de palavras em provensal, próximo do português e catalão, com a conotação de “forno de cal” ou «californo» devido a sua natureza cálida de cidade dos Ifernes a grande fortaleza das tribos berberes que já identificamos atrás como sendo Ifran, plural de Afar, Efri ou Ifri, a tribo que deu nome à África e pelos visto voltaria a dar à Califónia. A brevidade histórica com que esta cidade salomónica nasceu e morreu foi seguramente a razão por que se lhe perdeu o rasto histórico caindo rapidamente no esquecimento lendário.
O resto da suposta etimologia da Califórnia é imaginação pura e gratuita dos que querem fazer cócegas ao nome dos famosos da Califórnia
Al parecer hay un juego cultista de Hernán Cortés, pues conoció el Latín en la universidad (de Salamanca, donde sólo estuvo dos años) y se interesó un poco en el alemán, pues Carlos V era de ascendencia germana (...). Ferne en alemán moderno es un adverbio "lejos". Dada la nula regulación del idioma español en esos tiempos las expresiones tendían a ser muy personalizadas. Calida y Fornax no cambian directamente a California, pero Calid Fornay sí (fornax deriva a "fornay" como rex deriva a "rey") y Cortés no necesariamente pudo haber dicho Calida Fornax (de calitus y furnus) sino Calit Fornay = "horno caliente" y los soldados Calid Fornia, como los pericos; "Calit Ferne" sería "Caliente y Lejos" si queremos pensar que Cortés conocía La Chanson de Roland provenzal y su deseo de agradar a Carlos V en sus Cartas de Relación.
El origen del nombre de California a partir de "Las Sergas de Esplandián" es, pues, universalmente reconocido. Algunos autores, como N. van de Grift, se resisten a aceptar que el nombre surgiera "in mockery" - como mofa o burla - y prefieren pensar que se puso como manifestación de un anhelo de ilusión y esperanza de los conquistadores por encontrar semejante paraíso. Pero el modo de ser y el carácter hispánicos, su actitud general ante las fantasías idealistas -actitud socarrona recogida en tantos otros documentos y hechos- no da pie a esta interpretación, para la cual, además, no se presentan pruebas; sino más bien a la interpretación de Putnam, Bancroft y del Portillo, entre otros, más acorde con el sentido del humor irónico, burlón y mordaz del español, y con su sentido realista. - Gracias: Maximiliano Mena Pérez
A verdade porém é que a descoberta da Califónia aconteceu de facto por causa de um mito que foi não inventado por García Ordóñez de Montalvo mas feito de lendas medievais arcaizantes e de ganância pelo ouro a canela das Índias. Por um lado os Espanhóis das descobertas nunca se conformaram com o facto de os Portugueses lhes terem passado a perna no tratado de Tordesilhas sobre o caminho marítimo para Índia e de terem sido enganados por Cristóvão Colombo que procurou em vão até à morte por uma passagem ocidental para a Índia pelo Pacífico. A teimosia da busca duma passagem fosse a sul do México mas mais à mão do que a de Fernão de Magalhães, fosse procurada a norte pelas costas da Califórnia foi uma tentativa vã que só terminaria com o fim das descobertas.
Mas além desta teimosia que tinha algo de natural e lógico não foram as Américas dois subcontinentes pegados umbilicalmente pela facha ístmica da América Central projectados longitudinalmente no mapa mundi, havia o mito das sete cidades ocidentais fundadas por sete bispos fugidos das invasões árabes peninsulares.
Cíbola & Quivira. Cíbola fue una de las fantásticas ciudades que existieron en una vieja leyenda que se originó alrededor del año 713 cuando los moros conquistaron Mérida, España; según la leyenda siete obispos huyeron de la ciudad no sólo para salvar sus vidas, sino también para impedir que los infieles moros se apropiaran de valiosas reliquias religiosas. Años después corrió el rumor de que se habían instalado los siete obispos en un lugar lejano, más allá del mundo conocido en esa época, y habían fundado las ciudades de Cíbola y Quivira.
Cibola, Quivíria são novamente corruptelas de cidades berberes que ficaram perdidas na memória das montanhas tunisinas como senhoras do monte, Cibel ou Kibilia. A memória lendária mais recente de kalaa Ifgan, a grande fortaleza salomónica dos berberes Beni-Ifren, tão depressa contruida quanto logo invadida e saqueada, teria deixado ecos vagos na Califerne da Chanson de Roland que Montalvo aproveitou para transformar num conto cavalheiresco de adolescentes quinhentistas apenas serviu para reforçar a imaginação fértil de marinheiros ociosos nas longas calmarias do mar.
Naufragio de la expedición de Narváez a La Florida (1528): Sin relación con la leyenda, en 1528 Pánfilo de Narváez dirigió una expedición que naufragó en La Florida. Solamente cuatro náufragos consiguieron regresar andando hasta Sinaloa, en Nueva España. Álvar Núñez Cabeza de Vaca fue uno de ellos. En su libro de viaje afirmó que algunos nativos les contaron leyendas sobre ciudades con grandes riquezas.
Quando por desgraça não se pode trazer mais nada de regresso de viagens infelizes trocam-se esperanças vãs de riquezas futuras.
Expedición de fray Marcos de Niza: Cuando lo supo, el virrey Antonio de Mendoza organizó una expedición de reconocimiento dirigida por el fraile franciscano Marcos de Niza. Este llevaba de guía a Estebanico, otro de los supervivientes de la expedición de Narváez. Cuando llegaron a Vacapa (probablemente en el actual estado mexicano de Sonora), fray Marcos de Niza ordenó a Estebanico que se adelantara a investigar, y este afirmó que había vuelto a escuchar las leyendas.
Asociación de la leyenda española con los relatos de los nativos: Fray Marcos de Niza concluyó que los nativos hablaban de las "Siete Ciudades de Cíbola y Quivira" de la leyenda española. Estebanico no esperó al fraile, sino que siguió avanzando hasta llegar a Háwikuh Nuevo México. Allí lo mataron los nativos y la expedición dio la vuelta.
Expedición de Coroando: Cuando Fray Marcos de Niza regresó a Ciudad de México, dijo al Virrey que había llegado a ver una ciudad más grande que Tenochtitlan, la Ciudad de México precolonial, la ciudad más grande del continente. En ella la gente usaría vajilla de plata y oro, decoraría sus casas con turquesas y tendría perlas gigantescas, esmeraldas y más joyas. El Virrey organizó una expedición militar para tomar posesión de aquellas tierras. Puso al mando a su amigo Francisco Vázquez de Coronado. Fray Marcos de Niza iba como guía.
Obviamente que os indígenas o que mais sabiam mesmo era contar mitos e fantasias porque pouco mais teriam para trocar com os ambiciosos navegadores espanhóis. Este frade de que se desconhece a nacionalidade poderia ser como é quase de regra um marinheiro português da região alentejana de Nisa. Aldrabão como era acabou desprestigiado e na miséria ao ser desmascarado em assuntos de grande responsabilidade de estado.
El 22 de Abril de 1540 Coronado salió de Culiacán al mando de una avanzadilla de expedicionarios. El grueso de la expedición fue detrás al mando de Tristán de Arellano. Fernando de Alarcón llevó una expedición marítima paralela de abastecimiento. Coronado atravesó lo que es hoy Sonora y entró en Arizona. Allí no encontró riquezas y dio por falsa la historia.

Ver: OFIUSSA / O SEIXO, O SEXO E A COBRA (***)

SEFIROTH

Redaction Two (R2) Early history of the Gaedil Stowe D.5.1 So Nel son of Feinius Farsaid dwelt southward in Egypt. This is the estate which he received, upon the shores of the Red Sea and around Phi-Hahiroth; and he was there till the Sons of Israel escaped from Pharao and from the host of Egypt. Now it fell out that the Sons of Israel, in that flight, came to the estate where Nel was, and his son, Gaedel Glas. The Sons of Israel took camp at Phi-Hahiroth on the border of the Red Sea.
Um elo desta relação terá sido o deus Khepera (Kepheura < Kaphur), “the ancient Egyptian god of creation who propelled the sun across the sky.” O facto de ter acabado como deus da criação indicia a sua origem primitiva. Por causa disso continuou ligado à caminhada ascendente, matutina, do sol o que permite a suspeita de que, a íntima relação entre os deuses ofídios e o sol manifestada na origem étmica de Apolo se fica a dever à tradição deste antigo deus Egípcio. Claro que Sefirot < Kaphurot, em que -oth costuma ser o sufixo do género feminino entre os Cannaneus. O masculino seria Kaphur-u de que se chegaria facilmente a Sacar o deus cannnaneu da aurora, ou seja o deus que transportava o sol.
"An important early text used in that study was the Sefer Yezira (Book of Creation), which appeared sometime between the third and sixth centuries AD. In its pages, initiates discovered an expanded theory of the creation of the universe. According to the Sefer Yezira, the spiritual world consisted of ten spheres, the sefiroth. (Sefirot is a term related to the Hebrew word Sappir, loosely translated as 'sapphire' and interpreted as the radiance of God.) Each of the sefirot represented a different force or aspect of God, such as love, power, or understanding. These aspects were said to have emanated, or unfolded from God, and as the sefirot embodied all aspects of creation, generation, and decay, they represented the universe itself unfolding." - Ancient Wisdom and Secret Sects

Ver: SETH (***)

The large star is the ancient symbol of Ishtar/Inanna, the Lady of Heaven, known for her descent to the Underworld, of which her sister Ereshkigal was Queen. She is Venus, the Morning Star, which heralds the new dawn. She was often depicted with a surrounding nimbus of stars, as in my image. She is frequently seen nude, and was identified with Aphrodite and called Goddess of Beauty and Love. (Black & Green s.v. Inana) Parpola (177-8) identifies her with the Sefirah called Tiferet (Beauty) or Rahamim (Compassion, Love). (See XVII.Moon for an explanation of how the Sefirot correspond to last ten trumps.) --- Pythagorean Tarot homepage
Na tradição avéstica da Pérsia, onde o culto dualista do fogo levou aos conceitos teológicos que viriam a servir de padrão para O «Deus da luz, Luz da luz» das línguas de fogo do divino Espirito Santo do pentecostes, o nome Spenta Mainyu (Spenak Menoi) In ancient Persian mythology, Spenta Mainyu ("holy spirit") is the god of life and the personification of the good and the light.”
Aditi est la fille d'Art-Rituel (Daksha) de son mariage avec son époux Vision (Kashyapa) sont nés douze enfants " les principes souverains ": Le courage (Shakra) le puissant, l'héroïsme, l'assurance.
Shakra < Ka kura > Kaphura
Now, as the raven or woodpecker, in the various myths of schamir, is the dark storm-cloud, so the rock-splitting worm or plant or pebble which the bird carries in its beak and lets fall to the ground is nothing more or less than the flash of lightning carried and dropped by the cloud. "If the cloud was supposed to be a great bird, the lightnings were regarded as writhing worms or serpents in its beak. These fiery serpents, elikiai gram-moeidws feromenoi, are believed in to this day by the Canadian Indians, who call the thunder their hissing."[41]

SERPENTES MÍTICAS DO EGIPTO

A serpente no Egipto é genericamente o símbolo da divindade feminina ou seja, da Deusa Mãe.
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Figura 29: Buto
Buto: (Edjo, Udjo, Wadjet, Wadjit) The snake-goddess of the ancient Egyptian oracle in Buto and tutelary goddess of Lower Egypt (the Delta of the Nile). She is the protector of the Egyptian king, together with the vulture-goddess Nekhbet. She was placed as an uraeus (cobra amulet) on the crown of the king. Her name means 'the papyrus colored', referring to the green color of the cobra. Buto gave nourishment to both children of Isis. She was depicted as a woman, or as a cobra with the crown of Lower Egypt on its head. The Greeks identified her with the goddess Leto. She is also called Uto.
*Kau-shuto > *Wauthjuthu > Wadjit > Wadjet > Uadjoth => Udjo / Edjo.
*Kau-shuto => Buto < Wuto < Phi-tu < *Ki-at < Ki-Uto
                                      Phta < *Phiat < *Ki-at > Lat. Puto.
Na mitologia do Egipto foram deuses:
·    Ki Utu (Terra-Sol) > Khut companheira de Ra.
·    An Utu Ki > Anupophi > apophi > Apopi serpente da escuridão nocturna.
·    An Ki Utu > Anphito[7] > Nepto > Edjo ? - “A serpent goddess of the Delta, (...), the counterpart of Nekhbet in Upper Egypt.”
·    Anki Kiket | > Hewet > hbet |  - “Upper Egyptian patron goddess, (...), along with her Lower Egyptian counterpart Edjo.”
·    Utu = sol na Suméria => a serpente era um animal solar por excelência pelo menos no Egipto.
·     Apep < Pepa < Kepha <= Kako > *Akek > Akhekh > Apheph.
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Figura 30: Nekhbet & Buto.
Apep The great snake of darkness, who sometimes rose up, mouth agape, to try to swallow Ra's solar barque in its travel across the heavens; Ra always managed to escape, but each of Apep's failed attempts resulted in fierce storms or solar eclipses.
·     Het = Het is the Egyptian serpent goddess who rules fire.
In Hausa mythology, the Dakaki (< Kakaki) is a serpant spirit which causes the evil eye resulting in stomach ulcers.

Ver: TITANTOMAQUIA (***)

POIA

Figura 31: Grande Deusa Mãe da Terra. Traxien, a Poia de Malta.[8]
«Poia» • (de poio), s. f. pão ou bolo que se deixa ao dono do forno em retribuição da cozedura da fornada; • porção de azeite que se dá ao dono do lagar onde se moeu a azeitona; • (pop.) quantidade de excrementos; • mulher pesadona, que gosta de estar sentada. ó «Poial» = • (de poio), s. m. lugar onde se coloca alguma coisa;• banco fixo de pedra. ó «Poio» = • (Lat. podiu < Gr. pódion, dim. de poús, podós, pé), s. m. poial; • poia; • (ant.) monte;• outeiro.
«Poita» = «pouta» = • s. f. corpo pesado que as pequenas embarcações de pesca usam, em vez da fateixa, para fundear.
«Puta» = • s. f. (vulg.) prostituta; • rameira; • meretriz.
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«Poja» = • s. f. (Náut.) parte inferior da vela do navio; • corda com que se vira a vela. «Pojo» = • s. m. lugar onde se desembarca; • poial;• (prov.) poejo. «Pouso» = • s. m. lugar onde alguma coisa pousa; • lugar onde é costume encontrar uma pessoa
                                > pojo > poiso.
Poia < poya < Poja < poxa > Pha-ush < *Ki-at
                               > pau-at < pouta > poita > puta > puto.
A reforçar o carácter gordo e pesado destas arcaicas deusas mães da abundância e do parto das ilhas mediterrânicas estaria a variante U-poja, de que teria derivado o termo micénico Upojo.
Assim, a língua micénica reforça a plausibilidade das suas estreitas relações com os falares da península ibérica sendo quase seguramente a mesma língua que se falou em todo o império minóico, que teria a península ibérica como a sua mais próspera e fiel colónia!
A relação náutica de parte destes termos ainda usados na língua lusa e o seu conteúdo étmico manifestamente arcaico faz conotar estes termos com a cultura minóica que espalhou a revolução neolítica por todo o mundo, razão pela qual vamos encontrar o deus Poia no ultramar ameríndio, seguramente de arcaica origem ibérica.
In Blackfoot mythology, Poia was the son of the Morning Star and the mortal woman Soatsaki. The Morning Star took Soatsaki to the court of his fatherthe Sun in Heaven, hoping to grant her immortality. But she preferred Earth to Heaven and the Sun, insulted, sent her back to Earth to bear her son, and then let her die. The child was born with a port-wine birthmark- hence his name - and grew up with the Blackfoot people. He asked to marry the chiefs daughter, but was rejected as ' blemished'. He set out to find his grandfather the Sun and ask for help, leaving the land and walking West across the sea on the path made by the Sun's reflection on the water. In Heaven he rescued his father Morning Star from seven birds of darkness, and the Sun rewarded him by removing his birthmark. He hurried down to Earth, along the Milky Way, and took his mortal beloved back into Heaven just ashis father had fetched his mother there long before.

Ver: MANDALA (***)

De entre todos o animais totémico o mais arcaico e relacionado com o matriarcado terá sido uma «cobra», Kaphura = Ki Kaura < Ki-Kur, literalmente vida animal da deusa Terra Mãe e o monte que era a sua prenhês!
Claro que as tenções sexuais deste sistema organizativo social acabariam por levar a rupturas internas que desembocariam em tabus e nas instituições totémicas do patriarcado.
Following his discussion of the snake as a household deity, Evans comments on the similarity in the position of the snake raising its head above the hat of the principal "Snake Goddess" (Evans here ignoring the fact that this particular detail of the figurine is his own reconstruction - see Evans' "Snake Goddess") and that of the Egyptian uraeus (rearing cobra snake) on the head of Hathor and other Egyptian goddesses. In particular, Evans tentatively links the "Snake Goddess" with the Egyptian Goddess Wazet (i.e. Wadjyt), the snake goddess of the Nile Delta, but does not pursue the connection. It is clear that the Minoans borrowed much their culture and various cult practices from Egypt. Numerous Egyptian objects of one kind or another were found by Evans at Knossos. The most spectacular discovery was the lower part of diorite statue of a seated Egyptian figure identified from the hieroglyphic inscriptions as a priest of Wadjyt (or Wadjet; written as Wazet by Evans; and as Uatchet, or Uatchit, by Budge).
A fonética latina mais próxima de Wadjyt deve ter correspondido a outra variante do nome da deusa mãe dos Egípsios que foi Bastet que, por sua vez, deve corresponder a uma evolução fonética de *Kiash-at, feminino semita de *Ki-at > Phiat > Phtah > *Poth.
Wazet < Wadjyt (de Evans) < Uatchet ou Uatchit (de Budge)
< Bastet < Bast-at < Wash < *Wat < *Ki-at > Ki-ash > *Phiash > Pasch.
Tefnut < Ki-phi-Anu-at < Kiki-An-At > At-An-at => Ishat => Atena.
Ptah: The God of creation and creative arts. Usually the husband of Sekhmet, but sometimes the husband of Bast. Bast is an extremely ancient Goddess, long predating writing. Pasch is recorded in extremely ancient documents as being an older version of Her name. In ancient artwork, Bast is typically shown as a beautiful girl with the head of a cat. Bastet was the goddess of fire, cats, of the home and pregnant women.
Bastet < Wastet < Ki-at-et ó Hekat.
Um aspecto interessante relativo à relação do culto destas deusas mães do fogo e das cobras com Afrodite reside na coincidência de um dos nomes de da deusa mãe dos caldeus ser Ishat, quase que seguramente uma contração de Kiash-at ou Ish-ki-at, nomes que noutros pontos se demonstrará como estando relacionados com Anat por mera substituição de Ki por An! Ou seja, nos primórdios da humanidade nem sequer a separação entre o céu e a terram eram ainda muito claros como psicanalítica e metaforicamente o mito da castração de Urano pretendem ilustrar!
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As was noted above, sacred to Wadjyt was the cobra snake which in the form of the uraeus became the distinctive emblem of the Kingdom of Lower Egypt and the Egyptian royal house. Wadjyt was principally the snake goddess of Buto, or Pe, her ancient sanctuary in the Nile Delta. She was also associated with the city known to the Greeks as Aphroditopolis (the city of Aphrodite; the signs of the nome of Aphroditopolis were a snake and a feather), with whom Wadjyt was identified. Like Aphrodite, Wadjyt was a goddess of fertility. Later she was assimilated with Isis. She was also associated with the city known to the Greeks as Aphroditopolis (the city of Aphrodite; the signs of the nome of Aphroditopolis were a snake and a feather), with whom Wadjyt was identified. Like Aphrodite, Wadjyt was a goddess of fertility. Later she was assimilated with Isis.
Figura 32: Deusa cretense das cobras.
In her snake form Wadjyt is sometimes identified as Weret-hekau, "Great of Magic", who, as the uraeus, a manifestation of the solar eye, rises from the forehead of Horus (the pharaoh) ["Uatchet, the Lady of Flames, is the Eye of Ra", Papyrus of Ani, Egyptian Book of the Dead, trans. E.A. Wallis Budge]. As the uraeus Wadjyt and Weret-hekau were identified with the eye of Re, and as the Goddesses Tefnut and Bastet were also identified with the eye of Re and were commonly shown lioness-headed, so Wadjyt and Weret-hekau were also sometimes represented with lioness-heads. This has sometimes caused all these goddesses to be identified with the lioness goddess Sekhmet. [9]
Weret-Hekau < Kau-Ker-at-Ki < *Ka-kur-ish-ki =
> *Kaphurisca => Afrodite.
Uraeus < Huraheu < *Phura-kiu, a cobra macho da deusa mãe!




[1] Restauro cibernético a partir de cabeça de deusa mãe do museu do Louvre.
[2] The Tamana Civilization by Clyde Winters.
[3] Topónimo no nordeste transmontano português!
[4] > Chicha, prosódico popular de carne < Xiça! < kiasha tal como chouriça < Kaurissa < Kauriasha, que seria literalmente carne queimada senão for a apenas fumada. O sufixo iça deve ser arcaizante tal na série floral dos deuses gregos de iniciação, antes referida.
[5] Como o vulgo sabe, uma «queca» é uma cópula vulgar em português?
[6] If there is still any place
On which we have not already put our foot!
If there is still any place
On which we have not already put our herds!
The only place where we did not yet live is the sea.
We also do not want you oh grave!
The foreign land we do not want!
The foreign rivers will not water us.
Our herds expect no danger
And graze outdoors at night.
Our young men are there always there to protect them!
[7] Aphito > apito = plauta fálica. Aliás, já a «flauta» de Pan apela para Phiel (< phil + aut)
[8] Reconstrução do autor por sobreposição de estatueta sem cabeça com outra apenas de cabeça!
[9] Women in the AegeanThe Minoan Snake Goddess, Christopher L. C. E. Witcombe.

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