sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A DEUSA MÃE AFRODITE, por Artur Felisberto.

In all African and Arabian dialects, Nana and not Ishtar is the commonest term for Mother, the usual initial being Ma, Ya, Ye, Ni, and rarely Om and On; see the long list of over one hundred names given by Sir John Lubbock as those of the ‘non-Aryan nations of Europe and Asia’ and of ‘East Africa.’ There we see Ma and even Ama occasionally used for Father, perhaps because among some tribes the strange custom existed of his going to bed to protect and warm the infant as soon as born. (…). The Assyrian often represented Ishtar as the upright fish, probably because of the fecundative powers of the fish, and as the creature par excellence of water. The great mythic queen Semiramis, wife of Ninus, the founder of Nineveh or Ninus, was said to have sprung from a fish some twenty-three centuries B.C., and to be representative woman, Eva or Mary. -- Title: Fishes, Flowers, and Fire as Elements and Deities in the Phallic Faiths and Worship of the Ancient Religions of Greece, Babylon, Author: Anonymous.

Figura 1: Aphrodite Uraniana com o menino Eros.

Aphrodite is draped from hips downwards. In her left hand is an apple, her sacred fruit. Beside her stands Eros, naked, his right hand stretching up towards the apple.

Esta figura de Afrodite corresponde a uma arcaicas mitologias da Deusa Mãe com o «Deus Menino» Eros pela mão e a Quem dá a comer a «maçã de todo o carinho deste mundo».

Eros < Hero(i)s < Kerush > Ka(u)rish < Iscur, o filho da «Sr.ª da Montanha» (= «terra selvagem» = Ki-Ur) que surgiu do seio de Tiamat (< Ki-Ama-ish), a deusa mãe do mar primordial.

 

Ver: EROS / KAR(o)

 

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Irnini (Irnina): Goddess of war assimilated with Ishtar.

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Figura 2: Afrodite, a deusa mãe dos Erotes esvoaçantes como anjinhos no céu, filhos do mesmo cisne divino que emprenhou Latona.

Ora bem, a tradição de Afrodite Uraniana vem precisamente do nome desta deusa.

De facto: Irnini < Irnina < Urnina < Urinanna < Ur + Innana > Uraniana.Apenas judeus lúbricos poderiam encontrar erotismo preverso em tais cenas e, por isso, um dos equívocos bíblicos da venalidade feminina foi a fruta sagrada das deusas do amor, a maçã (lat. malum), que parece ter dado o nome ao mal do “pecado original” que por causa do deus menino (Dionísio) veio ao mundo e que, em boa verdade, nada tem de erótico tal como as representações de Isis, ou da deusa Eirene

(> Irene, cuja representação vem de seguida) ou, de facto, Eros só se torna suspeito de erotismo pedófilo com a decadência antiga e com o moderno classicismo.

Figura 3: Eirene, ou a «Nª.Sª. da Paz».

Em mitologia grega, Eirene ou Irene estava a deusa que personificou paz. Embora ela não fez um papel ativo em muitos mitos, Eirene ainda era uma fonte de inspiração para vários artistas antigos, escritores, e poetas. Em mito grego, o Horae seja deusas das Estações. O poeta Hesiod, no Theogony dele, reivindicações que estas deusas são as filhas de Zeus e Themis. Hesiod nomeia a Legalidade de Estações (Eunomia), Justiça (Dique), e Paz (Eirene).

Irnina acabou como Eirene (do mesmo modo que Urinana acabou como Urania, a musa da astronomia) já não deusa da guerra, que os gregos, emburguesados pela prosperidade do comércio marítimo começavam a abominar, mas, então, da paz.

Elaine = In Celtic mythology, Elaine (Lily-Maid) was a virgin goddess of beauty and the moon. She was the matron of road-building and a loveable leader of hosts.

Eir ("ayuda" o "piedad") es, en la mitología nórdica, una Ásynjur; conocía las propiedades medicinales de las hierbas y era capaz de la resurrección. Solo las mujeres podían aprender el arte de la curación en Escandinavia. Era buena amiga de Frigg.

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Elaine < Eraine < Eir + ene < Irnina.

Ø    «Irene» > Iria.

 

Ver: ISIS & DEUSAS MÃES DOS HINDUS (***)

 

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A forma atestada mais antiga do nome de Deméter é Da-ma-te, escrito em Linear-b (Micénico). O seu carácter como deusa-mãe é identificado no segundo elemento do seu nome meter (μήτηρ) derivado PIE "mater" (a mãe). Já na Antiguidade foram apresentadas diferentes explicações para o primeiro elemento do seu nome. É possível que Da (Δα) (o qual se tornou no Ático De (Δη)), seja a forma Dórica Ge (γή); o antigo nome da ctónica deusa terra e Demeter seja a Mãe-terra. Esta raiz também aparece na inscrição em Linear-b E-ne-si-da-o-ne, “tremor de terra", como um aspecto do deus Poseidon. Porém, o elemento da- não é assim tão simplesmente comparado com "terra" de acordo com John Chadwick: [1]

[Chadwick, The Mycenaean World, Cambridge University Press, 1976, p. 87) "Every Greek was aware of the maternal functions of Demeter; if her name bore the slightest resemblance to the Greek word for 'mother', it would inevitably have been deformed to emphasize that resemblance. [...] How did it escape transformation into *Gā-mātēr, a name transparent to any Greek speaker?" Compare the Latin transformation Iuppiter and Diespiter vis-a-vis *Deus pāter.]

O elemento De pode ser relacionado com Deo, um sobrenome de Demeter que provavelmente derivou da palavra cretense deai (δηαί), jónio zeai (ζηαί) significando "cevada", de forma que ela é mãe do cereal e a doadora de comida em geral.

Quando os eruditos são teimoso e só vêm o que está em cima das suas cátedras pelo que existe a tendência para o culto das explicações mais rebuscadas que por consenso tácito inter pares permite a coexistência das mais variadas em volta do mesmo erro.

No entanto teria bastado tropeçar no micénico Da-ma-te para se suspeitar que este seria de origem arcaica e cretense, como se sabe ser a raiz Da, e por isso seguramente próximo do conceito que chegou até a suméria como Tiamat por meio da língua franca cretense de que o sumério seria mera variante.

Tiamat < Ki-Ama-At > | Ge > Te > De | mat > Micenic. Da-ma-te + Ur > Deméter.

 

Ver: TIAMAT

 

Quem estiver à espera de ver o nome de Deus escrito nas estrelas para acreditar nele mais facilmente ainda levará o criticismo cínico ao limite da dívida pirrónica de o não ver onde ele está. Obviamente que Deméter foi Deo porque foi a Deusa por antonomásia tal como foi a Deusa Mãe por excelência não apenas dos cretenses e micénicos mas também de todos os gregos contemporâneos destes com variantes e dialectos bem como de todos os que vieram depois com novidades teonímicas que a estas tiveram que se adaptar.

Quando à «cevada» cretense ser a causa do nome de Deméter por ser deai como era em jónio zeai só por pura blasfémia ilógica e absurda se pode postura tal coisa. Obviamente que foi a cevada que tomou o nome da deusa mãe de todas as coisas incluído particularmente o alimento dos humanos que era o cereal que teve Ceres por patrona porque era uma variante latina do culto de Deméter.

«cevada» < Lat. cibare, alimentar < Lat. cibu, m. s. > ceva < Ki-wa > Ziua > zeia.

                                                                                                              > Tea > dea.

 

 



[1] The earliest attested form of Demeter's name is Da-ma-te, written in Linear B (Mycenean Greek). Her character as mother-goddess is identified in the second element of her name meter (μήτηρ) derived from PIE "mater" (mother). In antiquity, different explanations were already proffered for the first element of her name. It is possible that Da (Δα)  (which became Attic De (Δη)), is the Doric form of Ge (γή); the old name of the chthonic earth-goddess and Demeter is "Mother-Earth". This root also appears in the Linear B inscription E-ne-si-da-o-ne, "earth-shaker", as an aspect of the god Poseidon. However, the da- element is not so simply equated with "earth" according to John Chadwick:

The element De may be connected with Deo, a surname of Demeter probably derived from the Cretan word deai (δηαί), Ionic zeai (ζηαί) meaning "barley", so that she is the Corn-Mother and the giver of food generally.

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