sábado, 21 de setembro de 2013

OS DEUSES DA CALDEIA - NAM-MU & INANA, por Artur Felisberto.

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Figura 1: Namu & Apsu.

O aspecto de extraterrestres dos primeiros deuses da suméria só o é por puro pós conceito da mitologia urbana moderna decorrente do alegado caso de abdução alienígena de Betty e Barney Hill, que teria ocorrido no estado de New Hampshire há 50 anos.

Apesar de no final das suas abduções as suas memórias terem sido selectivamente apagadas pelos eficientes e poderosíssimos extraterrestres antes de estes terem voltado ao seu carro, o engenhoso supre médico, psiquiatra e neurologista bem conhecido, Dr. Benjamin Simon, foi chamado para ajudar a ‘abrir’ as memórias esquecidas do caso, usando a técnica de regressão por hipnose, revelando-se assim o primeiro humano mais astuto que o mais desconcertante dos extraterrestres.

Betty descreveu a um repórter em 1975 os seus abdutores como tendo 1,35cm de altura, de forma humanóide, olhos grandes e amendoados, nariz achatado, bocas sem lábios, pele acinzentada e todos com a mesma vestimenta.

Depressa esta descrição foi considerada reptilínea dando origem ao protótipo de todos os extraterrestres seguintes apesar de nunca mais voltaram a ser sempre rigorosamente semelhantes.

Na verdade, Namu & Apsu eram reptilíneos porque eram primordiais e terão feito parte do mesmo mitema arcaico vulgarizado nos primórdios do neolítico pelas civilizações de pescadores e marinheiros do mar Egeu que deram origem aos mitos dos velhos deuses do mar com cauda de peixe, do que é mais que provável que tenha sido Dagon, dos caldeus Oanes e Enki / Niguisida e dos chineses FUXI & NUWA.

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Muitos são os relatos, mas poucas são as provas, se é que algum dia existiram e podem ser confiáveis. Os seres conhecidos como reptilianos são um elemento comum em mitologias, folclores, ficções científicas, fantasias, teorias da conspiração, além das pseudociências de criptozoologia e ufologia. Dependendo do contexto, eles são conhecidos por muitos nomes: povo serpente, homens-cobra, reptoides, dinossauroides, povo lagarto, ou homens-lagarto.

Ao longo da história, muitas criaturas em mitologias diferentes eram parte serpente, como Erictônio, Cecróps, Lâmia, Delfina, Equidna e os gigantes da saga Gigantomaquia. Seja na Grécia, em Roma, na China, na Índia, nos desertos da Arábia: sempre há uma narrativa cujos personagens temem seres reptilianos, metade humanoides, metade répteis. [1]

Nammu is the Sumerian Creatrix Goddess. Her name is usually written with the sign engur, which is also used to write Apsu. She personifies the Apsu, or the sweet fertile waters, as the source of water and hence fertility. God-lists and other texts describe Her as "The Mother who gave birth to Heaven and Earth", "Mother, first One, who gave birth to the gods of the universe", or "Mother of Everything". She is a goddess without a spouse, the self-procreating womb of the universe, the primal matter, standing for the female Sex as the one apparently able to create spontaneously, as expressed in a hymn to the temple of Eridu, "E-engurra, womb of Abundance".

Of Her, Samuel Noah Kramer (History begins at Sumer, 1981, the University of Pennsylvannia Press, Philadelphia) says:

" first was the primeval sea. Nothing is said of its origin or birth, and it is not unlikely that the Sumerian conceived it as having existed eternally" pg. 82

A constância do mito primordial comprova a sua origem comum que quase seguramente resulta da crença arcaica muito forte de que os abismos que teriam que separar as águas salgadas do mar das águas doces do céu seria uma cobra gigante, o Caos / Caca dos grego, que os sumérios identificavam com Namu / Tiamat.

Claro que não podemos garantir se esta convicção mítica arcaica resultou do facto de ter sido criada por um povo forte e predominantemente marinho se de outras causas menos específicas e mais localizadas.

Thorkild Jacobsen (Treasures of Darkness. 1976, Yale University Press, New Haven, London) calls Nammu "the deification of the river bed" and fertile marshlands of South Mesopotamia. All these views, on the whole, can be summarized the following way for South Mesopotamia: Creation came from and was accomplished by the Divine Feminine, the Goddess, from the Fertile Waters, whose presence was so marked that She was conceived as ever existent.

Nammu is therefore as old as the beginning of religious consciousness in Mesopotamia and as timeless as life itself. This may be the reason why Her appearance in the corpus of texts that have survived is not that significant: as the Mother of All Creation and Created, Her presence underlies all there is and not necessarily need to be mentioned. A gifted creator/trix is generally acknowledged by his/her successors and deeds.

In myth and religion, Nammu is the Mother of Enki, the god of the Sweet Waters, Magick, Crafts and Wisdom, and Ereshkigal, the Goddess of the Underworld. More importantly, Nammu is the goddess who has the idea of creating humankind as a help for the gods, and it si She who goes to wake up Enki, asleep in the Apsu, that he may set out the process going. Also, Ur-Nammu, the founder of the Third Dynasty of Ur, is named after Her.

Historically, Nammu may well have been worshipped in Eridu before Enki, who took over most of her prerogatives and functions. In spite of Her decline following the superiority of Enki, during the Neo-Sumerian period, at least at Ur, She was highly regarded, and statues were commissioned in Her honour, Her name featuring in many family lists.[2]

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Figura 2: Namu, a Deusa Mãe suméria.

Na mitologia Suméria, Nam-mu ou Nam-ma é a deusa da criação do mundo. Deusa do mar primitivo, criou o Céu personificado por Na (Deus do Céu) e Ki (deus da terra), e deu a luz a outros primeiros deuses.

Nammu, segundo os mitos das regiões mesopotâmicas, Nam-mu ou Nam-ma é um das deusas primordiais, filha de Anshar e Kishar. Era deusa do "mar doce".

Assim, o Apsu primordial era doce e feminino na tradição suméria e só passou a mar profundo e salgado na tradição babilónica.

Quando Anu (Céu) e Antu/Ki (Terra), pelo nascimento de Enlil (Ar), o grande deus do Céu, se viu sozinho e chorava copiosamente com saudades de sua esposa Ki. Nammu então recolheu suas lágrimas e gerou Enki, Ereshkigal e Ninki (Damkina). Era uma deusa poderosa e afável, a quem os exorcistas recorriam para livrar os possessos de demónios. É a grande mãe das fontes da vida, é a deusa que nutre e preserva.

Nammu fue la primera deidad y origen del todo. Diosa del nacimiento, su lugar de culto se centró en la ciudad de Ur. En muchos textos es identificada como consorte de An y madre de Enki, y con la capacidad de producir agua. Alternativamente figura como progenitora de la tierra Ki, y del cielo An . También se menciona que engendró a otros dioses, y que moldeó arcilla recolectada por unas criaturas llamadas sig-en-sig-du, y la trajo a la vida creando así, junto a Ninmah y a Enki, la raza humana.

She personifies the Apsu, or the sweet fertile waters, as the source of water and hence fertility. God-lists and other texts describe Her as "The Mother who gave birth to Heaven and Earth", "Mother, first One, who gave birth to the gods of the universe", or "Mother of Everything". She is a goddess without a spouse, the self-procreating womb of the universe, the primal matter, standing for the female Sex as the one apparently able to create spontaneously, as expressed in a hymn to the temple of Eridu, "E-engurra, womb of Abundance".

Of Her, Samuel Noah Kramer (History begins at Sumer, 1981, the University of Pennsylvannia Press, Philadelphia) says: "first was the primeval sea. Nothing is said of its origin or birth, and it is not unlikely that the Sumerian conceived it as having existed eternally" pg. 82

Thorkild Jacobsen (Treasures of Darkness. 1976, Yale University Press, New Haven, London) calls Nammu "the deification of the river bed" and fertile marshlands of South Mesopotamia. All these views, on the whole, can be summarized the following way for South Mesopotamia: Creation came from and was accomplished by the Divine Feminine, the Goddess, from the Fertile Waters, whose presence was so marked that She was conceived as ever existent.

Nammu is therefore as old as the beginning of religious consciousness in Mesopotamia and as timeless as life itself. This may be the reason why Her appearance in the corpus of texts that have survived is not that significant: as the Mother of All Creation and Created, Her presence underlies all there is and not necessarily need to be mentioned. A gifted creator/trix is generally acknowledged by his/her successors and deeds.

In myth and religion, Nammu is the Mother of Enki, the god of the Sweet Waters, Magick, Crafts and Wisdom, and Ereshkigal, the Goddess of the Underworld. More importantly, Nammu is the goddess who has the idea of creating humankind as a help for the gods, and it si She who goes to wake up Enki, asleep in the Apsu, that he may set out the process going. Also, Ur-Nammu, the founder of the Third Dynasty of Ur, is named after Her.

Historically, Nammu may well have been worshipped in Eridu before Enki, who took over most of her prerogatives and functions. In spite of Her decline following the superiority of Enki, during the Neo-Sumerian period, at least at Ur, She was highly regarded, and statues were commissioned in Her honour, Her name featuring in many family lists.

Para reforçar a suspeita de que poderemos estar em presença de indícios dum começo de diferenciação mítica ainda incipiente temos estas informações de que Inana ora era filha de An, “deus da Lua”, ora de An “deus do Céu”; ora tinha por mãe Ningal, ora era filha de Nana, “deusa da Lua” e, se chegou a ser considerada esposa de Anu, não seria inverosímil que fosse filha e esposa de Nana, pois que, sem relações incestuosas como estas, não teria sido possível o começo mítico da história cósmica!

Existem no entanto indícios de que a mitologia suméria mais arcaica era matriarcal como se supõe ter sido, sem grandes bases documentais é certo, a religião cretense. A evolução desta mitologia começou a fazer-se muito cedo primeiro usando o epíteto de Namu enquanto divindade do Caos, Abzu, para o deificar como consorte de Namu como tendo sido o seu filho primogénito e posteriormente identificando este com Enki, razão porque o sumeriograma de Namu, Engur, era também, um epíteto de Enki enquanto senhor dos abismo do Kur. No final a maioria dos atributos de Namu passaram de facto para Enki consumando-se assim o triunfo doutrinário do patriarcado ocorrida já em terra firma em ambiente de pastores e patriarca.

A mitologia suméria refere explicitamente a situação crítica dos incestos de Enki no mito de Nummu / Ninsar. Ora, de Ninsar a Ningal vai apenas um pequeno lápso de evolução linguística!

Nin-sar > Nin | gar < Kar > | Nin-gal.

                                             > Grec. Ker (> Deméter).

The name, Nam-mu, I analyze as nam, a prefix forming abstracts + mu (-10) (SAL — the archaic sign for which is a downward pointing triangle with a short vertical line almost bisecting it up from the apex, the mons Veneris, with the aperture of the vulvae indicated), which means "woman, be broad, vulva(e), spread out wide, width" = "*space"; thus Uraš and Nam-mu are respectively the primeval motion and the primeval empty space. It is also interesting to note that the Egyptian sign for the "underworld", the d3.t, is a circle containing a five-pointed star. Nam-mu (Nam-ma) is named in the An-list of alternate names for deities: (D) Ama-libir-tu-an-ki, which means "ancient mother who bore heaven and earth". -- (Jacobsen 1976, p. 95. [3])

Libir = libir: (la + bir). vieux, ancien; traditionel; usé; durer longtemps; vivre longtemps. bir: disperser, mélanger; détruire; assassiner. bír: sécher; sentir, se tortiller le nez; moiteur (des yeux). bìr: troupeau (d'animaux). la: abondance, luxe, richesse; la beaté de la jeunesse; bonheur, joie; désir, souhait. lá: (cf., lal). pénétrer, percer, entrer de force (de manière à voir ce qui se passe à l'imtérieur); savoir; peser; s'habiller; se placer; nouer; étendre; s'agenouiller; être silencieux; barbu.

Sumer. Libir = la + bir?

ou = Li | lu | + Bir | Wer < Wur < | Kur| =>

Sumer. Libir = Lat. Liber < Lu-wer, homem guerreiro = homem livre

> senhor = ansião!

Em boa verdade, é mais provável que a melhor tradução para Ama-libir-tu-an-ki fosse: “a mãe primordial que pariu (tu) Enki”.

 

MAMA = NA-M-UM = MA-M-MU MÃE DE NUM-UM & MUM-MU.

Num-mu (Ninsar): Deusa suméria das plantas, filha de Enki. Ela torna-se esposa de seu pai para dar à luz à deusa Ninkurra, que também se casa com seu avô Enki para conceber Uttu, a deusa dos teares e das aranhas.

Nam-mu = Nam-mu ou Nam-ma é um das deusas primordiais, filha de Anshar e Kishar. Era deusa do "mar doce". Quando Anu (Céu) e Antu/Ki (Terra), pelo nascimento de Enlil (Ar), o grande deus do Céu, se viu sozinho e chorava copiosamente com saudades de sua esposa Ki. Nammu então recolheu suas lágrimas e gerou Enki, Ereshkigal e Ninki (Damkina). Era uma deusa poderosa e afável, a quem os exorcistas recorriam para livras possesso do domínio de demônios. É a grande mãe das fontes da vida, é a deusa que nutre e preserva.

Mum-mu = Vizir do Absu ou apenas o Mu-mu, o mimo do deus menino!

Dizer que Nam-Mu é ainda pré indo-europeu não é senão uma afirmação leviana baseada no facto de se tratar dum nome tipicamente sumério cuja estrutura linguística não veio a fazer escola. Mesmo assim importa esclarecer um pouco a estrutura linguística deste nome que se não comprova a natureza universal da estruturação dos nomes míticos antigos pelo menos comprova a uniformidade dos critérios empíricos que presidiram ao começo da formação dos mais antigos nomes da erudição humana que foi a mitologia.

ð   | Num < Na-um < Numa < Anu-ma, lit. “a mãe do Sr. (do céu!) ”

ð   | & Nam < Ana + Ma, literalmente “a mãe do céu”?

ð   | & Mum < ??? | -mu.

ð   |-mu

Todos estes termos sumérios, utilizados a propósito da Deusa Mãe primordial (aceitando, sem dificuldade de Maio, Num-um como uma variante da fertilidade do Absu de aguas doces) são obviamente resquícios duma proto-linguagem de cariz onomatopaica e infantil que terão sido comuns de todas as proto-linguagens antes do seu acesso à universalidade pela via erudita do consenso religioso.

Senso assim, temos três nomes de divindades com o mesmo sufixo mu que em sumério significava muita coisa mas que resumidamente pode significar apenas e tão-somente o genérico pronome impessoal, «meu / me», o que colocaria o sumério, a final, mais próximo do português actual (ou do my inglês) do que se julga. Então, Nam-Um seria já e apenas a «minha mãe do céu»!

mù, ma5,:        moer, moa; queimar. 

mú:                 soprar; acender; fazer crescer; brotar, apareçer. 

mu:                 nomear, falar; nomear, formular, ano; porquê.

mu4:               mur = vestir; vestir a si mesmo.

mu5:               bem-formado, bonito; engordar. 

mu7:               gritar, grito, rugido. 

múd:               sangue.

mud:               dar à luz; ter medo; amedrontar; escuro, escurecer; salto de sapato; um direito, ferramenta angulada.

mug, muk; mu: cinzel; cortar, escavar; gravar, esculpa; irritar, corroa; lã de qualidade pobre; chiqueiro, terçol.

Mu = Fama, máquina Voadora (?), Para, Cresça (para), Alturas, Minha, Meu, Nome, Título, Vista (um artigo de vestuário), árvore, Usar, Ano. <= *Ma + u?

Mu Ashta Za E = Meu coração é seu.

Mu Pa = Jurar; Mu (...) Pad = Chamar pelo nome, nomear!

Mu-Ana = Anualmente

Mesmo não se sendo um exímio sumeriologista se percebe que se deve encontrar um conceito nuclear que deverá abranger todos estes sentidos de -mu, alguns dos quais contraditórios, senão disparatados! A simples dúvida sobre as “máquinas voadoras” dos tempos sumérios é meia porta aberta para os delírios primi-hstóricos!

Figura 3: Mam-mu (< mu-um-mu), Mammi, Mami, Mam-mitum, Mam-metum: Names for the great mother goddess Ninhursag. Babylonian goddess of fate and destiny.

Se Mam é, em sumério, tal como parece a forma intuitiva e carinhosamente universal de mãe então... Mum talvez tenha sido, não o que seria muito mais tarde El, o Deus Pai que era ainda desconhecido nos primórdios da humanidade matriarcal, mas o Deus Filho de sua divina mãe, que viria a ser Baal na Canaaneia!

Ama-arhus < Ama-Harukus < *Ama-Karki > Harkiama > Artemis, Babylonian-Akkadian fertility goddess.

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Mother = Ama; Ashera; Molatta; Mut.

Mother (first) = Nin-Lil; =

Mother of the Moon = Ninlil.

Mother of the Sun = Ningal.

Mother (natural) = Ama-Ugu.

Mother Goddess = Nin-Sun.

Mother of Marduk = Ia (> Eia > Eos?) então, esposa de Ea.

Também no Egipto se assiste a idêntica existência do nome da Deusa Mãe.

Ama = "Muse" or "Mother". Also Am, Umm

Amanuet < *Ama-Anu-at > Ama-Anat = One of the Ogdoad, Divine Mother presiding at the beginning of time, also known as the embodiment of the north wind, a frog being. => *Ama-An(t)u-at > *Ama-Antu > Ament + at =>

= Amentet = "Western" goddess, of the Necropolis. She recieves the dead as they enter the beyond. Lived in a tree on the desert edge, watched the gates of the underworld, offering bread and water ot new souls.

= Ammut (< Amamut < sum. Mammitu) = The underworld goddess, Devouress of the Dead, present at the souls judgement, and devours the heart that fails to pass judgment, part lion, crocodile, and hippopotamus. Also Ahemait < Keamait < *Ki-ama-At > Tiamat.

Sem ser preciso muita prosa argumentativa é fácil de ver que a fonte linguística da mais arcaica e original do nome da Deusa Mãe foi comum às culturas suméria e Egípcia o que só é admissível se aceitarmos que ambas derivam dum passado primordial comum, seguramente anterior ao tempo da confusão das línguas na época da torre de Babel do império Elamita!

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Figura 4: Namu, a Deusa Mãe suméria.[4] Inana na postura de deusa do leite e já deusa matriarcal e leonina do trono de Cíbele.

As the goddess of war and strife, she (Inanna) held the title Ninkur-ra igi-ga, "the queen who eyes the highland" meaning that other lands feared her (Fontaine 87). Battle was called the "dance of Inanna, and she was at the very heart of it (Fontaine 87).[5]

No egípcio, a palavra amor, amora, mar e mãe tem praticamente a mesma fonética (mer, merit).

Mu(m)mu, o intendente do Absu = Her-mes = Enki, de acordo com a tradição comparativa do esoterismo clássico.

Em Sumério tem também o significado literal de “O que nasceu” < *Mu-ma(m)-mu, ou seja, o que nasceu de Mam-um, quase que seguramente o mesmo que “vaca-mãe”, a deusa mãe das águas primordiais?

Então o radical *mu tem a ver com o Abzu por intermédio do senhor do Kur que era Enki, o que explica ter tido por filha uma deusa de nome Nin-Kur-(u)ra, literalmente jovem (filha) de Ninkur (o senhor dos curros do Kur).

Como Nummu = Nin | Sar < Shar < Kar < Tar| = Nin-Kur e Mammi < *Mam-mu º Ninhursag(a) = Nammu, = Ninsar < Nin Shar < Nin-Kur = Ninkur-ra, a rainha das serras, um dos epítetos de Inana, logo mãe e esposa de Nummu.

Não seria de estranhar que Nummu e Nammu se tratassem da mesma entidade feminina em fases diferentes da vida!

Mas como se Nummu era neta de Enki?

Como então, se Enki era filho de Anu como Inana?

A análise de um dos nomes de Ki, Laha-mu, permite a suspeita legítima de que mu pode ter tido uma evolução a partir do nome mais arcaico do conceito real e vivido de «mãe», quem sabe senão terá sido por justa conotação com o mugido das vacas leiteiras consagradas à deusa mãe!

Laha-mu ó Hind. Lakshmi ó Artemisa.

                 < *Raka-mut < Arka-mashu < *Kartu-ma-ash ó Artemisa.

Mu seria então uma corruptela de Mut, ainda presente no nome da Deusa Mãe dos egípcios, e, portanto, um indicador de que a cultura suméria não era original mas pura importação colonizadora do mar Egeu.

Enfim, fosse mugido maternal de vaca leiteira e sagrada ou nome de mãe a verdade é que -mu começa mudo e acaba nome famoso e nomeado pois mais ninguém pode com mais propriedade: o filho é meu e muito meu, ou seja é Mu-mu!

O nome da mãe deve ser um dos mais universais e arcaicos dos fonemas! Uma vez que Mum-mu foi filho de Nam-mu, então era grande a divina e primordial confusão familiar! Neste caos de indeterminação cosmológica o vizir dos abismos primitivos só pode ser o próprio Enki, e, então, Mummu era seguramente o (filho) masculino de Mam-mu.

Ora bem, voltando aos parentescos de Inana somos levados a suspeitar que todas as hipóteses de filiação são verosímeis, não apenas porque no plano mítico todos os impossíveis o são, mas porque faz sentido supor que no começo dos tempos o deus supremo “era o Logos” e fazia ainda mais sentido que multiplicasse as suas formas e avatares para o progresso da linguagem, porque afinal, as ideias gerais eram o seu o domínio principal!

The workings of the temple proved to be far more interesting. For Inanna, the en, or high priest/priestess, was originally a male; for goddesses there were male en, for gods, there were female en (Wakeman 10, 12).  The en was a man who was supposedly chosen by the goddess in response to some outstanding deed he had done (Wakeman Sacred 23).  He then became the incarnate of Nanna (also known as An), the male god of fertility at Ur, and husband of Inanna (Wakeman Ancient 17).[6]

An => An + An = Anan > A(nan-a)nan => Nana.

Ou An > En => En + An = En-an > Nane > Nana.

Quanto ao nome de Inana sabemos que 15º dia do mês lhe era dedicado e tinha o nome Nineanna ([7]).

Se En-en, «senhor dos senhores» => Enin > Nin.

e En + Ana = *Enana > Inana

Então, Nin + *Enana => Ninenana > Nineanna > Inneanna > Inana.

The temples of Inanna could be found at such places as Kish, Agade, and Lagash, but the most prominent one is E-Anna at Uruk where she was guardian (Frankfort 192; Kraemer Cradle 103; Kraemer Sumerians 55).[8]

Quer dizer que, pelo menos no plano linguístico, faz sentido pressupor que An / Ana formaram o par celestial primordial, de que viriam a derivar, por sagrados casamentos com os grandes deste mundo, o casal lunar Nana / Inana. É evidente que com o tempo e a evolução em direcção a um paternalismo à outrance, Inana acabou subalternizada no papel terciário de neta de Enki, e mera deusa da «estrela da manhã», quando na verdade ela era a filha querida, sexualmente apetecida, de seu pai Enki!

She is Nin-me-sar-ra, the "Lady of Myriad Offices," she is Inanna, one of the most prominent goddesses in the Sumerian civilization (Jacobsen, Treasures 141).  As a woman of divinity, she wears the multiple visages of mortal femininity, and shows them all at one time or another.  I will briefly touch upon the roles of women in Sumerian culture during the period of Inanna (from about the fourth millennium B.C to the first millennium B.C.), to be followed by information on the goddess herself, and the stories that surround her.  Although there are several pieces of artwork dedicated to the goddess Inanna, I find that the most archaeological evidence is primarily in the clay tablets that hold her stories, and hymns.  Being that I am not very well versed in the study of art, and have a tendency to list heavily towards historical literature, the artwork of Inanna will only have a shadow of attention in this paper as compared to her myths.[9]

Existem suficientes contradições míticas que permitem optar pelas seguintes revisões conclusivas. Enki, senhor da terra e do céu, era Nana no céu e Kur na terra. Enquanto Nana foi pai de Inana, e irmã gémea do sol.

Inanna spoke:

      "Shepard, without my mother, Ningal, you'd be driven away,

       Without my grandmother Ningikuga, you'd be driven into the steppes,

       Without my father, Nanna, you'd have no roof,

       Without my borhter, Utu [...]"

Dumuzi spoke:

      "Inanna, do not start a quarrel.

       My father, Enki, is as good as your father, Nanna.

       My mother, Sirtur, is as good as your mother, Ningal.

       My sister, Geshtinanna, is as good as yours.

       Queen of the palace, let us talk it over.

       Inanna, let us sit and speak together.

       I am as good as Utu.

       Enki is as good as Nanna.

       Sirtur is as good as Ningal.

       Queen of the palace, let us talk it over."

The words they had spoken

Was a word of desire.

From the starting of the quarrel

Came the lovers' desire. -- Inanna and Bilulu (Jacobsen, Kraemer, 172-179).

Assim sendo, Damuz, que no mito de «Inanna & Bilulu» era filho de Enki, seria Embilulu, o mesmo que acabaria com o nome de Apolo na cultura Grega. Neste caso Damuz era um deus solar.

Uma das razões da queda em descrédito da mitologia antiga no começo do monoteísmo foi precisamente a promiscuidade familiar em que o politeísmo se havia transformado, e como se vê, logo nos primórdios da história da escrita do nome de Deus, porém, sem grande razão de ser pois no reino de Deus tudo era virtualmente possível ou não fora Ele o todo-poderoso e omnipotente senhor da vida e da morte, do que era e não era ou poderia vir a ser! Mas...em boa verdade tudo isto não passava (nem passa, afinal!) duma grande ilusão divina enquanto projecção da alma humana nos sonhos de Deus! Deus ou os deuses sonham os disparates da humanidade e ai, quantos deles não passam de pesadelos aterradores!

 



[1]http://fatoefarsa.blogspot.pt/2013/05/reptilianos-e-pleiadianos-voce-acredita.html

[2] http://www.gatewaystobabylon.com/gods/ladies/ladynammu.html

[3] creation-1.htm. Comments by Patrick C. Ryan (1/10/98)

[4] Cabeça retocada ciberneticamente pelo autor.

[5] Mary Lynn Schroeder, Anthropology 207:001 Ancient Civilizations of the Old World, Mr. Mike Fuller -- April 19, 1993. In the Eyes of Inanna: The Aspects of a Goddess in Literature

[6] idem.

[7] S. Langdon, Babylonian Menologies, pp. 73-82 (data compiled from KAR 178, K 3634 and K 2514)

[8] idem.

[9] Mary Lynn Schroeder, Anthropology 207:001 Ancient Civilizations of the Old World, Mr. Mike Fuller. April 19, 1993. In the Eyes of Inanna: The Aspects of a Goddess in Literature

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