sexta-feira, 11 de julho de 2014

DIONÍSIO II, O DEUS MENINO MAL AMADO DOS CARNAVAIS, por Artur Felisberto.

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Que deus era este a quem os gregos chamaram Dionísio como se fora apenas um imaturo “deus menino” e, por isso, pouco mais do que um dos fúteis Erotes, filhote de Afrodite e sabe-se de quem mais quando afinal era um filho mortal de Zeus gerado e parido em circunstâncias e condições tais de inumanidade que desonraria qualquer mortal? Seguramente que um deus da “loucura divina” sobrevivente de arcaicos sacrifícios humanos a Saturno ou um aborto imortal das iras e dores de parto da Virgem Mãe, a deusa terrível da Natureza que gera a vida a partir da morte!

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Figura 1: Dionísio, o deus da “vida eterna” cujos louros eram parras!

Como deus da vegetação - especificamente das árvores frutíferas - ele é frequentemente representado em vasos bebendo por um chifre e com ramos de videira. Assim ele se tornou num deus popular do vinho e da alegria, e os milagres do vinho eram repetidamente representados em sua homenagem em festas anuais. Dioníso também é caracterizado como a divindade cujos mistérios inspiraram o êxtase e o culto às orgias. As bacantes eram um grupo feminino de devotos que deixavam os seus lares para vaguearem de maneira errante em busca do êxtase em louvor a Dioníso.

Usavam peles de veado e eram-lhes atribuídos poderes ocultos.

Dioníso era bom e amável para com os que o honravam, mas trazia loucura e destruição para aqueles que desprezavam as suas orgias.

De acordo com a tradição, Dioníso morria a cada inverno e renascia na primavera.

Para seus seguidores, este renascimento cíclico, acompanhado pela renovação da terra com o reflorescer das plantas e a nova frutificação das árvores, personificava a promessa da ressurreição de Dioníso. Os rituais anuais em homenagem à ressurreição de Dioníso gradualmente foram se desenvolvendo no drama grego, e importantes festivais eram celebrados em honra do deus, durante os quais grandes competições dramáticas eram conduzidas em versos ditirâmbicos de que viria a nascer a tragédia grega.

Segundo Heródoto os Egípcios celebram a festa de Baco quase da mesma maneira que os Gregos, o que não deixaria de ser tão estranho quanto interessante, se fosse inteiramente verdade.

XLVIII — No dia da festa de Baco, cada um imola um porco diante de sua porta à hora da refeição, devolvendo-o depois àquele que o vendeu. Excetuando o sacrifício dos porcos, os Egípcios celebram a festa de Baco quase da mesma maneira que os Gregos, mas, em lugar de falos, inventaram figuras de cerca de um côvado de altura, movidas por meio de uma corda. As mulheres levam pelas aldeias e burgos essas figuras, cujo membro viril é quase tão grande quanto o resto do corpo e ao qual fazem mexer. Um tocador de flauta caminha à frente do cortejo, e elas os seguem cantando louvores a Baco. Por qual razão tais figuras possuem o membro viril de tamanho tão desproporcional e por que fazem mexer apenas essa parte? Contam a esse respeito uma lenda sagrada.

No entanto, a respeito da história mítica do Antigo Egipto Heródoto dá-nos um exemplo acabado do que pode ser uma visão superficial e preconceituosa da história alheia. Não poderemos saber se a culpa desta visão tão distorcida da mitologia comparada resulta de pura ignorância de Heródoto que não saberia ler hieróglifos se de pura má-fé de quem de dentro do sistema de crenças egípcias o informou porque de tudo o que hoje conhecemos sobre a mitologia do antigo Egipto pouco ou nada do que Heródoto diz bate certo sendo por isso de pouca utilidade os seus relatos o que é pena porque este pai da história descreve muita informação que é mitologia pura e muitas vezes pouco mais sabemos a respeito da mitologia de outros povos do que o pouco, e agora duvidoso, testemunho de Heródoto.

As a matter of fact, the comparison of Dionysus with Osiris, which constitutes a major portion of Plutarch's essay on Isis and Osiris, is much more meaningful than the comparison with Thracian, Phrygian, or Minoan deities. However, the myth of the death of Osiris differs from that of Dionysus in far too many important points. Isis plays a significant role in the former, but the Dionysiac myth knows nothing of a figure comparable to her. Osiris is first shut up in a coffin and is killed in this way. Later Typhon tears him into fourteen parts which he scatters far and wide. Nothing is said about eating the dismembered body. And finally, Osiris meets his deadly fate when he has reached a man's estate, after he has ruled for many years filled with blessings, while Dionysus is a boy when he is overcome by the Titans. These are not incidental characteristics. On the contrary, they give the death myth of Dionysus its character and make the similarities with the Osiris myth appear unessential. -- DIONYSUS - MYTH AND CULT, by Walter F. Otto. Translated by Robert B. Palmer.

Na verdade, o mito de Osíris é tão diferente do mito de Dionísio que é imperdoável que Heródoto o não tenha notado o que deixa a suspeita de que Heródoto não sabia do que falava quando se referia ao Baco egípcio. No entanto, a facilidade com que os helenistas aceitaram esta identificação só nos pode levar a concluir que muito de comum haveria entre ambos os mitos, tal como entre estes e todos os restantes mitos de morte e ressurreição solar do mundo antigo.

A ideia de que foi Heródoto quem introduziu os cultos de mistérios na Grécia por via fenícia é um mito urbano da época clássica seguramente baseado no preconceito superficial de que a cerimónias dionisíacas “estariam tão afastadas dos usos e costumes dos Gregos” que seriam necessariamente um enxerto estranho no corpo homérico, olímpico e apolíneo, da cultura grega.

XLIX — (...). Foi, portanto, Melampo quem instituiu a procissão do falo em honra a Baco e o primeiro a instruir os Gregos sobre cerimônias que ainda hoje se praticam. Melampo devia ter sido, na minha opinião, um sábio, hábil na arte da adivinhação. Instruído pelos Egípcios sobre um grande número de cerimônias, inclusive a que se relacionava com o culto de Baco, introduziu-as na Grécia com ligeiras modificações. Não atribuirei ao simples acaso a semelhança entre as cerimônias religiosas dos Egípcios e as dos Gregos. Se essa semelhança não tivesse outras causas, as cerimônias não estariam tão afastadas dos usos e costumes dos Gregos. Não direi também que os Egípcios tenham copiado daqueles essas cerimônias ou algum outro rito. O que me parece é que Melampo divulgou o que se refere ao culto de Baco por intermédio dos descendentes de Cadmo de Tiro, e depois, dos Tírios, que vieram da Fenícia para essa parte da Grécia hoje denominada Beócia.

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Figura 2: Dionísio & Sileno!

A ideia de que o culto de Dionísio foi levado do Egipto para a Grécia por Melampo é uma mera invenção de Heródoto por puro preconceito sem qualquer fundamento histórico ou mítico. Heródoto, como quase todos os racionalistas clássicos, estranhava o arcaísmo do culto de Dionísio que contrastava com o espírito de justa medida (metron) dos cultos olímpicos. Ao encontrar na religião ainda animista do Egipto exemplos de sobra de primitivismo cultural terá sido levado a imaginar que tal primitivismo era uma mera característica intrínseca da cultura egípcia pelo que o culto Dionísio que aí era parecido com o de Osíris teria forçosamente que ter sido levada para a Grécia por alguém em tempos recuados, supostamente porque os cultos olímpicos seriam a pureza original da cultura helénica. Obviamente que este preconceito de Heródoto é uma pura fantasia como mais tarde seria a que levaria a pensar que a cultura indo-europeia justificação o imperialismo britânico na Índia onde a cultura védica teria que ser acreditada como sendo invasora, de origem indo-europeia, e por isso mais pura e digna que a dravídica.

Na verdade Melampo é uma entidade mítica e lendária que segundo Apolodoro [1.9.11-13] recebeu as artes da profecia de Apolo e, segundo Diosoro Sículo, tinha o poder de curar a doença sagrada de Dionísio cujo culto tinha trazido do Egipto. Obviamente que estamos perante fantasias a posteriore relativas a lendas locais antigas mal transmitidas de boca em boca.

On dit que Mélampe a rapporté de l'Égypte les mystères que les Grecs célèbrent en l'honneur de Bacchus, le mythe sur Saturne, sur le combat des Titans, enfin tout ce qu'on raconte des passions des dieux. -- Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro I, 97.1

Mélampe, qui était devin, guérit dans Argos toutes les femmes que Bacchus irrité avait rendu insensées. Anaxagore, fils de Mégapenthe, et roi des Argiens, lui donna en récompense les deux tiers de son royaume. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 68.

Il apaisa la colère de Héra par des prières et des sacrifices; ou, d'après une autre version, il s'approcha de ces femmes, dont l'esprit était égaré, à la tête d'une troupe de jeunes gens, avec des cris et une danse extatiques, cérémonies propres au culte bachique de Dionysos. Puis il conduisit les trois filles de Proetos en Arcadie ou à Sicyone pour les purifier, aidé aussi par quelques grains d’ellébore, plante qui porte d’ailleurs le nom scientifique de melampodium. -- [1]

O culto de Dionísio sempre existiu na grécia como em todo o mundo onde se desenvolvia o neolítico e era o equivalente helénico dos cultos de fertilidade pascais que tiveram variantes em toda a parte onde houve a revolução agrícola do neolítico: Tamuz na caldeia, Atis na Frígia, Telepinos na Anatólia hitita, Adónis na Cananeia e Osíris no Egipto, etc.

No entanto, a violencia orgiástica dos cultos de dionísiso e o tabu dos mistérios iniciáticos que os envolviam fez com que estes nunca tivessem sido entendidos na sua essencia mística pelos helenistas que, particularmente quando racionalistas, os receavam, odiavam e regeitavam liminarmente. Assim se compreende que os gregos nunca tenham assumido como seu este seu arcaico deus, possivelmente bem mais autóctone do que outras variantes orientais antes referidas, porque seria directamente herdeiro da tradição cretense pré existente à Grécia micénica. A razão parece sociológicamente simples.

Viu-se que o deus do êxtase e do entusiasmo, até mais ou menos a década dos anos 50, era considerado como uma divindade que chegara tardiamente à Hélade. Pois bem, a partir de 1952, as coisas se modificam: é a decifração de uma parte dos hieróglifos cretomicênicos por Michael Ventris, segundo se mostram no Volume I, pág. 53 ou mais precisamente, a decifração da linear B, consoante a classificação de Arthur Evans, demonstrou que o deus já estava presente na Hélade, pelo menos desde o século XIV a.C., conforme atesta a tabela X de Pilos. Há de se perguntar por que um deus tão importante, já documentado no século XIV, só se manifesta de forma aparentemente grotesca, no século IX e só a partir dos fins do século VII a.C. tem sua entrada solene na mitologia e na literatura? É quase certo que o adiado aparecimento de DIONISO e a sua tardia explosão no mito e na literatura se deveram sobretudo a causas políticas. Com seu êxtase e entusiasmo o filho de Semele era uma séria ameaça à Pólis aristocrática, à Pólis dos Eupátridas, ao status quo vigente cujo suporte religioso eram os aristocraticos deuses olímpicos.

 

DI-WO-NU-SO-JO

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Figura 3: Procissão pascal com Hefaísto, Dionísio e um Sátiro.

Um dos filhos de Enki seria uma variante deste nome?

Será que Dioniso também foi assim filho/neto de Hermes?

Então já se compreenderia como é que Dionísio teria sido, entre os micénicos, Di-Wo-Nu-So.

Di-Wo-Nu-So-Jo = Di-Wo + Nu-So-(Jo) = Deus + | Nuso

< Anusho, “filho de Anu” > Nausho > Cret. *Nosso

                                                             > Sumer. Nusku irmã de Nanshe,

ou Nanse.

Nusku: Deus da luz, com importantes altares junto ao deus da lua em Harran e Neirab. Vizir de Anu e de Ellil. Símbolo: Lâmpada.

Nusku-Girru / Gibil = The fire-god is also viewed as the patron of the arts and the god of civilization in general, because of the natural association of all human progress with the discovery and use of fire. As among other nations, the fire-god was in the third instance looked upon as the protector of the family. He becomes the mediator between humanity and the gods, since it is through the fire on the altar that the offering is brought into the presence of the gods.

Nanshe was a Sumerian goddess who held power over the city of Nina. She appears in the myth about Enki and how he organized the world. During the myth, she was supposedly placed in charge of a sea shrine of some type. Some see her as having a role in fishing or see her as a 'fishery inspector' of sorts.

Knossos pronounced NOH-sos, with silent k); alternative spellings Knossus, Cnossus, Gnossus, Greek Κνωσό-ς

Knossos é a forma nominativa grega do nome cretense original que seria literalmente a terra de Nosso.

Hanish: Minor god, servant of the weather-god, paired with Shullat.

Meaning of Hanish in sanskrit is Lord Shiva.

                                          > Ki-Anish > Hanish.

Knosso(s) < Ki- | Anusho > Nusku > *Nosso > «Nosso» |.

                < Thio + Nusku > Dio-Nosso > Dionisio.

«Nosso», pois, por este deus teria sido popular e seria, por isso, o deus de todos nós.

Se este deus *Nosso era, de facto, a versão minóica de Nusku-Girru, significa que Dionísio andou inicialmente relacionado com cultos a deuses do da luz e pai do fogo (Gibil), o que não espanta pois, as procissões festivas da entrada triunfal de Dionísio, eram acompanhadas da entronização pascal do fogo pelas mãos de Hefaísto, o deus das “faíscas da terra”, ao lado de arcaicos deuses infernais que eram os sátiros!

Nusku deus sumério da luz, filho de Nanna e Ningal, e irmão de Shamash e Inanna. Era o fiel camareiro e conselheiro de Enlil, quando este, caiu apaixonado por Ninlil, foi Nusku que o ajudou a encontrar a donzela quando ela se escondeu. Nusku era pai de Gibil, deus do fogo.

Dito por outras palavras, Hefesto e os Sátiros, ambos óbvios deuses infernais (o primeiro por ser um deus do fogo vulcânico e os outros pela sua vertente animalescas e demoníaca), seriam antigas variantes do mesmo deus dos cultos que continuaram a ser de Dionísio.

Notar de passagem que a relação dos deuses do fogo com os lares domésticos se manifesta não por Hefesto mas por Héstia o que faz sopor que antes de esta deusa do fogo perpétuo dos lares ter acabado como a sempre Virgem terá sido a virgem mãe primordial e, depois disso, esposa e mãe de Hefesto. Por outro lado, Hefesto teria sido Prometeu pois é este que tem o papel que na suméria teve Nusku-Girru / Gibil, o deus «giro» da luz e do fogo que o deu à humanidade para que esta sacrificasse aos deuses!

Ora, quase seguramente que estes deuses teriam feito parte dos «curros» carnavalescos do reino dos infernos a que todos os deuses de morte e ressurreição pertenceram ainda antes de Damuz.

DI-WO-NU-SO-JO Dionysos (possibly a person rather than a god) -- Lesson 26: Mycenaean and Late Cycladic Religion and Religious Architecture [2]

5. Dionysus was considered the youngest divinity, incorporated within the Hellenic pantheon from Thrace probably in the VIII-VII centuries B.C. The interpreters of the Mycenaean texts were thus surprised by his appearance on Mycenaean Linear B tablets of the XIV-XII centuries B.C.29 Di-wo-nu-so appears on PY Ea 102, Xa 1419, and in a clearly cult context on KH Gq 5. Although doubt has been raised about the context in which the name appears on PY Ea 102 (previously Xa), the joining of Ea 102 with Ea 107 confirms that the name is a theonym. This can be seen from the new reading of Ea 102: di-wo-nu-so-jo e-ka-ra /D. eskhara/ ‘hearth of Dionysus’ as a holder of a plot of land.

Concerning the identification of PY Xa 1419, found in a fragmentary state, there have been many different opinions as to whether in this context the name di-wo-nu-so-[jo is a theonym or a theophoric name, maybe a priest, connected with the word wo-no-wa-ti-si, on the reverse of the tablet in which the word for wine can be recognised, wo-no /woinos/, linked to Dionysus, the god of wine; although there is suspicion as to wine being his primary attribute in his cult as a god of vegetation. Of particular interest is the Knossos tablet Dv 1501, on which we find a variant of this theophoric name di-*79-nu-[ (di-wjo-nu-so) mentioned among hundreds of names of shepherds.33 The fact that this is the name of a shepherd is significant because it indicates that the cult of Dionysus was widespread among the mass of the people. (...)

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Figura 4: A forma grosseiramente cónica dos cachos de uvas pode ter sido a causa formal e banal da origem do vinho a partir de uma mera semelhança simpática.

Cret. *Thi-Kon-osso > di-| wo-nu-(so) > wo-no /woinos > Lat. vinu > «vinho».|

Positive evidence of such syncretism in the Mycenaean period, however, is to be found in the name di-wo-nu-so, formed from the IE element Diwo- and an unknown  element -nuso-.

(* Numerous researchers of this cult have long sought to derive the etymology of the second element of the name, -nusos, as the Thracian word for ‘son’ (GEW s.v.); from the IE word for ‘son’ *sūnus (Skt. sūnú¡, Got. sunus) with metathesis nūsus and dissimilation u-u > u-o (O. SZEMERÉNYI, “The Origins of the Greek Lexicon: Ex oriente lux”, JHS 94 [1974], p. 145; as Dios from Nysa, the holy mountain where, according to the myth, the Nysiades nursed the child Dionysus (M. L. WEST, Hesiod’s Works and Days, Oxford 1978, p. 373-375). The problem arising with the mountain of Nysa is its location. Hesychios alone put forward 15 different mountains and the ancient sources do not give a clear picture of the location of this mythical mountain. The solutions offered cannot provide the final answer because -nusos is not of IE origin. Regarding the various forms in the historical period, see M. RUIPÉREZ, “The Mycenaean name of Dionysos”, cit., p. 408-412; J. L. GARCÍA RAMÓN, “Sobre las variantes Diennusos, Dinusos, y Dinnusos del nombre de Dioniso: Hechos e hipótesis”, in Studies Chadwick, p. 173-182.)

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Figura 5: Namoro de Ariadne e Dionísio na mítica ilha de Naxos.

The name itself is a reflection of the two cults. -- RATKO DUEV, ZEUS AND DIONYSUS IN THE LIGHT OF LINEAR B RECORDS*.

La segunda serie de antropónimos para los que se ha defendido la supuesta geminación eolia la componen las formas en Διοννυ* y sus variantes Διννυ*s y Δεοννυ*

(19 La identificación de las tres formas está generalmente reconocida cf. M. S. Ruipérez, «The Mycenaean name of Dionisos» Res Mycenaea, 1983, pp. 408-412; O. Masson, «Monetary magistrates in Abdera and Maroneia (V/IV a. C. )» RN 26, 1984, p. 51.)

documentadas en tres de las ciudades de la Jonia del norte, Eritras, Quíos y colonias de Focea. A Eritras pertenecen: Διοννυς IEK 173; Διοννυδος Dan. Mus. Ionia 689; BMC 133 n. 144; Münsterberg NZ 60, 1927, 69 addendum a p. 90.23; Διοννυδ[ος Kinns n. 154; Διοννυδος Kinns n. 146; Διννυδος Kinns n. 144. En Quíos la geminación aparece sólo en un antropónimo, Διννυς, enormemente productivo en la onomástica de la ciudad: Διννυς SEG XV 538 (Quíos:III); Διν]νυος SGDI 5660.3 (Quíos: s.d.); Διν]νυος ICh. 77.2/3 (Quíos:ca. 200); Δινυυος EpAnat 9 p. 65 n.13.6 (Quíos: ep.rom.) (20. Junto a la forma con geminada aparece en esta inscripción la forma habitual del nombre de Dioniso en Διονισος (sic) Διννυος en donde Διννυος representa el genitivo patronímico.)

En las colonias occidentales de Focea aparece Διοννις (21 Nótese la grafía <Ι> por <Υ>, tal vez por error del escriba, y prueba de la anteriorización /u/ > /ü/.) PP 73, 1981, p. 363 (Islas Hyères, I a.C./I d.C.), junto a la forma esperable Διονυς ib.

(22. Sobre la presencia masaliota en un santuario del dios Aristeo en el archipiélago de las Islas Hyères (costa de la Provenza francesa), cerca de Olbia, y el estado de las excavaciones cf. J. Coupry - M. Giffault «La clientèle d'un sanctuaire d'Aristée aux îles d'Hyères», PP 73, 1982, pp. 360-361.)

La etimología de este antropónimo ha suscitado asimismo no poca controversia: la opinión más generalizada es que este primer término de compuesto se relaciona con el nombre de Dioniso.

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Figura 6: Dionísio arcaico com o corno do vinho e entre sátiros caprinos.

(23. O. Masson, art. cit. en n. 17, pp. 48-60, considera un hecho la relación de estos hipocorísticos con el nombre de Dioniso, dando la razón a Hoffmann Gr. Dial. II pp. 262-263.; asimismo Robert, que en «Quelques noms de personnes grecs», Ant. Class. 32, 1963, 5-17, hace un detallado estudio de la forma de hipocorístico Διονυς y sus variantes.)

Así las formas de Eritras y Focea Διοννυδος, Διοννις estarían creadas sobre el nombre de Dioniso a partir de una forma básica *di,os-nusos, con la forma de genitivo del nombre de Zeus como primer término de compuesto.

Por su parte las formas en Διννυ*, si realmente fueran variantes del nombre de Dioniso, tendrían correlato en la forma tardía de la Eólide minorasiática Διννυσος SEG XXXXII 1243 de Cime, a partir de una etimología popular para el nombre del dios *d,is-nusos ‘dos veces niño’, que haría referencia al doble nacimiento del dios, del vientre de su madre y del muslo de Zeus

(24, Cf. J. L. García Ramón, «Sobre las variantes Διεννυσος ΔΙννυσος del nombre de Dioniso », en Studies in Mycenaean and Classical Greek presented to J. Chadwick, Minos, 1987, pp. 197-198.)

con el tratamiento de geminación eolio para el grupo -sn-. No obstante, la relación de este antropónimo con el nombre del dios no es segura, ya que pueden pertenecer a un compuesto en Διν(ν)E de *d,isnós ‘temible’

(25, Cf. García Ramón, art. cit. p. 193 n. 33, quien, en su argumentación sobre la etimologia del nombre de Dioniso y sus variantes, prefiere prescindir de los antropónimos de Quíos, por no considerar suficientemente probada la pertenencia a la misma etimología.)

y en cualquier caso, al estar tratando con nombres de persona, se puede aplicar el mismo razonamiento que en el punto anterior, bien pueden deber su geminada a que son nombres lesbios impuestos en jonio por una cuestión de moda, bien pueden presentar simplemente la geminación expresiva propia de los hipocorísticos. -- EMERITA. Revista de Lingüística y Filología Clásica (EM) – LXV 2, 1997, pp. 221-256.

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Figura 7: Zeus entrega o “deus menino” ao cuidado de uma ninfa.

A partir de estas premisas, Dies en Larisa, como en Tasos y Priene (Dieskouros) sólo pueden explicarse: (i) como disimitan – tan indemostrable como irrefutable – *Di(u)ósnusos > Di(u)osnusos (o *Di(u)onnusos) > Di(u)ennusos, *Di(u)oskor(u)os > Di(u)eskor(u)os; (ii) como grafia anomala (E) por la ortografica (0), correspondiente a una realization anteriorizada [oe] de /o/ debida a cambio combinatorio esporádico: (...) es probable que mic. di-wo-nu-so-jo[ PY Xa 102 (gen. sg.), di-wo-nu-so [ Xa 1419.1 representen formas casuales de /Diwonnusos/, ya que el tipo /Diwonusos/ presupondria una «voyelle de liaison» -o- que aun no es regular en la lengua de las tablillas.

(...) En conclusion: cret. NP Dionnusian no descarta la antigiiedad del tipo *Diuosnusos, ya que puede representar un arcaismo fonetico o bien el resultado de una reelaboracion secundaria del teonimo. -- Sobre las variantes Διεννυσος, Δινυσος y Διννυσος del nombre de Dioniso: hechos e hispótesis / José-Luis García-Ramón.

Na verdade, o missénico DI-WO-NU-SO-JO, encontrado em Pilos, em tabletes escritas em linear-b, é quase seguramente um composto declinativo de *Diwonuso, ou segundo as interpretações linguísticas mais recentes, um nome teofórico relativo a um sacerdote deste deus ou...um mero e estranho nominativo micénico.

De facto, não é só em português que é incerta a forma do nome de Dioniso ou Dionísio porque em grego era Διώνυσος ou Διόνυσος, transliterado Diōnisos ou Diónisos. Esta incerteza relativa à pronuncia do nome de Dionísio parece ser confirmada por José-Luis García-Ramón a respeito das variantes Διεννυσος, Δινυσος & Διννυσος.

Missenic. DI-WO-NU-SO-JO < *Diwonus-ocho > *Diwonusos

> *Di(u)ós-nusos > Di(u)os-nusos (o *Di(u)on-nusos) > Di(u)en-nusos

> Ancient Greek: Διώνυσος or Διόνυσος > Dionys-us

/ Dioniso ou Dionísio.

No entanto os investigadores das variantes do nome de Dionísio esquecem sistematicamente o problema da etimologia popular clássica do nome do local de nascimento deste deus tão mítico que poderia ser uma das quinze montanhas mítica e utópicas denominadas Nisa ou Nísia mas que mais não seria senão uma forma inventiva, como a homérica Niseion, de explicar o estranho sufixo -nusos do nome deste deus. Ora os falantes lusos sempre suspeitaram que essa montanha seria Nísia como Niceia e, por isso, Dioniso teria que ser Dio-nísio. Ora, em boa verdade tudo fica mais claro se postularmos que o micénico DI-WO-NU-SO-JO seria uma corruptela de uma cretense *THITANYSSO derivado de um proto cretense *Kakanicho < *Kakani-tu (a que, a diante se verá, tem que chegar para entender a etimologia de deuses colaterais de Dionísio) que os micénios declinaram em genitivo e transliteram DI-WO-NU-S/O-JO por Diwonus-ocho. De facto até os defensores da teoria indo-europeia descobriram que –nusos não é uma raiz IE. Seja como for, a natural evolução linguística do nome de Dionísio deve ter-se afeiçoado às tendências dominantes relativas àquilo que parecia ser o seu significado de acordo com as etimologias populares em voga tal como *d,is-nusos ‘duas veces menino’.

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Figura 8: Dionísio nos Infernos em busca de Hefesto.

Em Diennusos / Dinnusos ou Die-Ninus(os) / Di-Nunus(os) descortinamos o nome do deus Nino / Nuno que além de ser um óbvio diminutivo carinhoso próprio do deus menino era o nome do deus das água primordiais do Egipto da ogdoada de Hermópolis, um deus com mamas e andrógino como Dionísio e com as funções de Apzu, que mais tarde geraria Neptuno o filho do caos primordial e que era a deusa Tiamat, seguramente também mãe de Dionísio enquanto Tione / Tanit.

A tradição do “Deus menino” ao colo da deusa mãe deve ser o mitema mais arcaico da humanidade!

Dionísio pode ter sido o deus menino Pluto e uma variante de Príapo na mitologia latina.

A partir deste nome arcaico *Diwonusos acabamos por chegar ao nome do rei dos infernos gregos por meio da possibilidade de ter existido um virtual *Daiwoneus, metátese dum antigo nome de Hades, Aidwneus.

Hades or Pluton (Haidês, Ploutôn or poetically Aïdês, Aidôneus and Ploutens), the god of the lower world. Plato (Cratyl. p. 403) observes that people preferred calling him Pluton (the giver of wealth) to pronouncing the dreaded name of Hades or Aides. Hence we find that in ordinary life and in the mysteries the name Pluton became generally established, while the poets preferred the ancient name Aides or the form Pluteus. The etymology of Hades is uncertain: some derive it from a-idein, whence it would signify "the god who makes invisible," and others from hadô or chadô; so that Hades would mean "the all-embracer," or "all-receiver." The Roman poets use the names Dis, Orcus, and Tartarus as synonymous with Pluton, for the god of the lower world. -- [3]

Enfim, como em quase todos os teónimos, a origem do nome de Hades é também incerta e para melhor a entender haverá que estudar este deus dos infernos gregos. O importante é saber que o nome de Hades derivava etimologicamente quase sem grandes alterações dos caldeus Adad e Hadad, aliás com idênticas variantes ortográficas e fonéticas.

*Haidwn-eus > *Haidôn-eus > Hai-des > Ha-des.

                       *Daiwon-eus < metátese > Aidwneus > Aidôn-eus

> Aides [<? Aides > aidoneus = o invisível] > Lat. Dis.

*Daiwon < Thai-Wan < Te-Kaik | < Kaki |-an

 

Ver: ADAD & HADES (***)

 

E é então a altura certa para identificar os deuses de “morte e ressurreição” solar com Hades, soberano dos infernos gregos, e que foi Adad, deus das tempestades na Caldeia. Etimologicamente esta correlação não traz grandes dificuldades sendo mesmo mais plausível do que entre Adad e Adónis e, no entanto, são muitos os textos que referem esta última.

Adonai corresponds to Adonis, Adis or Attis, a God of the underworld. If he was not borrowed directly from the neighbouring Greeks or the Phrygians he might have originally been the Phoenician king (of gods) Adodus. Both Adonis and Adodus (Baal-Hadad) were deities who were brought back from the underworld by the intervention of Aphrodite. This suggests that their cults were probably based on the Tammuz/Dumuzi cult imported from Babylon. -- [4]

(…) The chief God with the Assyrians, as Macrobius relates (Saturnal. l. 1. c. 24.), was called Adad; which, he says, signifies “one”; and with the Phoenicians, Adodus, the King of the gods (Sanchoniatho apud Euseb. praepar. Evangel. l. 1. p. 38.); the same with אחד, “one”. -- A Body Of Doctrinal Divinity By John Gill, D.D.

Tanto funcionalmente como etimologicamente os deuses dos infernos são variantes de deuses que desceram aos infernos para ressuscitarem ao 3º dia. De facto, a existência de deuses dos infernos não seria teologicamente muito fácil de sustentar sobretudo porque não fazia grande sentido que um local eternamente obscuro e, ora local de castigo para os humanos ora purgatório meramente ingrato, fosse morada adequada para reis divinos e não tanto porque os infernos fossem o local da maldade moral eterna em que os inferno cristão veio a descambar. Parece que, por isto mesmo, Hades nunca teve boas relações com Zeus por ter ficado ressentido da má sorte que lhe coube na partilha dos reinos míticos…mas isto já um pouco mais tarde quando os infernos se tornaram decisivamente incómodos e já não o local de todas as virtualidades e o abismo primordial de todas as águas férteis, fonte de toda a fortuna e riqueza na terra.

These words have never been forgotten, to be sure, but curiously enough they have had no great influence on the critical evaluation of the religion of Dionysus. Scholars obviously hesitated to use the evidence of a philosopher, especially when the context in which the words appeared had been lost. It is unfortunate, moreover, that the first part of Heraclitus' statement is unclear-in fact, one part of the text is undoubtedly corrupt although no one has as yet succeeded in restoring a meaningful text. Heraclitus could not have written what Diels has him say above, following Schleiermacher's conjectures. But the second part is intact and impossible to misunderstand. And here Heraclitus says explicitly: "Hades and Dionysus, for whom they go mad and rage, are one and the same." For Heraclitus, Dionysus is the god of insane wildness, the god of what the Mainades and their affiliates, the Lenai, do. This god, he says, is the same god as Hades. What can keep us from believing him? Is it his practice to indulge in arbitrary interpretations? His aphorisms, however paradoxical they may sound, bear witness to the nature of things. Should what he saw in Dionysus mean nothing to us? Consider, too, how much he must have known about the Dionysus of the sixth century which is lost to us today. Consequently his comments must stand as one of the most important bits of evidence that have come down to us. We can now understand why the dead were honored at several of the chief festivals of Dionysus. The festival of the Anthesteria was the most important festival of the dead in Athens and among the Ionians. To it belonged in all probability the entrance of Dionysus in a ship followed by the mixing of the sacred wine and the subsequent drinking contest and, perhaps too, the marriage of the god with the Basilinna. It was believed that on these days the dead came to visit the living and remained with them until a ceremonial pronouncement was made which signified to them that their time was up, and they had to take their leave. For a distinguished account of this belief, which is found to reoccur in the All Souls' celebrations of other peoples, let us turn to Erwin Rohde. Rohde called Dionysus, in whose retinue the dead seem to come to the upper world, the "Lord of the Souls" - in fact, Rohde believed that the meaning of the Dionysiac religion, in general, was to be understood from this vantage point. Today, on the contrary, one only asks how Dionysus, who was originally, after all, nothing but a fertility god, could have made his way into a festival of the dead. The answers which, for example, Nilsson and Deubner attempted to give to this question could just as well have been used to support the thesis that Dionysus must have been the god of the Anthesteria from the very beginning. -- DIONYSUS - MYTH AND CULT, by Walter F. Otto. Translated by Robert B. Palmer.

Os egípcios não tinham um rei dos infernos mas o seu deus mais popular e celebrado, Osíris, era deus e “juiz dos mortos”. Ora, este deus foi um dos mais célebres protótipos de deuses de morte e ressurreição.

According to Martin A. Larson in The Story of Christian Origins (1977), Osiris was the first savior, and all soteriology in the region borrowed this religion, directly and indirectly, including Mithraism and Christianity, from an Osirian-Dionysian influence. As with their common dying and resurrected saviors, they all share common sacraments, ostensibly grounded in their reliance on seasonal cereal agriculture, having adopted the rituals with the food itself. Larson notes that Herodotus uses the names Osiris and Dionysus interchangeably and Plutarch identifies them as the same, while the name was anciently thought to originate from the place Nysa, in Egypt (now Ethiopia). The subject of Dionysus is complex and baffling. The problem is further complicated by the fact that he appears in at least four characters: first, as the respectable patron of the theatre and the arts; second, as the effeminate, yet fierce and phallic mystery-god of the bloodthirsty Maenads; third, as the mystic deity in the temples of Demeter; and fourth, as the divine savior who died for mankind and whose body and blood were symbolically eaten and drunk in the eucharist of the Orphic-Pythagorean celibates. Beyond this, almost all barbarian nations had their own versions of Dionysius under many names. And yet there is a simpler explanation: Dionysus, Bromius, Sabazius, Attis, Adonis, Zalmoxis, Corybas, Serapis, and Orpheus himself are replicas of their grand prototype Osiris; and the variations which appear among them resulted from the transplantation of the god from one country to another, and reflect simply the specific needs of his multifarious worshipers (37-38).

É certo que grande parte do conteúdo da informação dos clássicos é apenas suposta. A etimologia, por exemplo, conta-o como um “filho do céu”, Dio-Nusa, baseado no nome Dio(s), supostamente céu em língua trácia, e Nusa, que tanto significaria “filho de Zeus” como nome do local mítico onde o jovem deus foi criado (razão do tão equívoco quão estranho nome de “Zeus de Nisa”). Na verdade, na origem, Dionísio, como todos os restantes deuses mortais, teria sido, um “deus menino”, ora filho da nocturna Lua, ora “filho do céu” do claro dia! Porém, os equívocos sobre as suas estranhas origens etimológicas parecem ter começado nos hinos homéricos...

Hino homérico XXVI. Para Dioniso (ll. 1-9) Eu começo por cantar a Dionísio coroado de parras, o deus berrão, filho esplêndido de Zeus e da gloriosa Semele. As Ninfas cabeludas o receberam nos seus seios do Senhor seu pai e o nutriram e criaram cuidadosamente nos vales de Nusa onde pela vontade do pai ele cresceu numa doce e fragrante caverna, vindo a ser contados entre os imortais.[5]

... e a localização exacta de Nusa varia muito de mito para mito.

Hesychius (C5th AD Byzantine lexicon) gives a list of the following locations proposed by ancient authors as the site of Mt Nysa: Arabia, Ethiopia, Egypt, Babylon, Erythraian Sea [the Red Sea], Thrake, Thessaly, Kilikia, India, Libya, Lydia, Makedonia, Naxos, around Pangaios [mythical island south of Arabia], Syria. The ancients thought the god was named for the mountain, but it is possible that the reverse was true. "Nysêïon: [Pertaining to] a mountain of Dionysos." - Suidas "Nyseion".

Mesmo o latino Baco teve analogia semântica trácia com o verbo bakkheúein, que significaria “ser tomado por um delírio sagrado”.

O nome Zagreu, de origem pré-helênica levou alguns a supor Dioniso como de origem trácia com uma confusão pelo meio com o frígio Sabazio.

Dionysus Zagreus < Zacreus < Sacar Teos > Za Kar eus > Zeus Kar.

Dendri′Tes (Dendri-tês), the god of the tree, a surname of Dionysus, which has the same import as Dasyllius, the giver of foliage. (Plut. Sympos. 5; Paus. i. 43. § 5.)

No entanto, a estreita relação dos cultos de Dionísio com a vegetação pascal e com cultos de fertilidade agrícola, idênticos a todos os restantes deuses mortais já referidos, reportam-nos para um mito muito mais arcaico e universal. A sua semelhança com Adónis fenício é tão óbvia que até mesmo os autores clássicos foram levados a supor que o monte Nisa seria fenício.

A relação de Dionísio com o monte Nízia parece corresponder a uma etimologia forçada pela mitologia caldeia que lhe era muito anterior e que neste caso se referia ao monte lendário onde a barca do Noé babilónico Utnapistim ou Ziusudra aportou.

Mount Nisu = The site where Utnapishtim's boat landed after the flood. In some lore, occasionally called Mount Nisu, Nimush, Nimush, Nisir, Nisir, Nisu, Nisu, Nitsir, Nitsir, Nizir, Nizir, Niumush, Niumush, Ni(t)sir or Ni(t)sir.

O mito bíblico de Noé é obviamente um eco da cultura caldeia racionalizado pelos judeus da diáspora babilónica ao gosto do mazdaísmo persa. No entanto este mito já seria arcaico na própria suméria onde a variante Zius-udra oculta uma possível referência ao Zeus cretense e ao monte da sua gruta sagrada de nascimento que seria Nisia por ser corruptela de Nazir, por sua vez evolução elíptica de *Anush-kur, literalmente o monte do senhorito, o «deus menino» Velcheno. Ora, nem por mera coincidência, Noé foi o inventor do vinho como terá sido Zeus Velcheno e por isso Dionísio. Assim, começamos a entender porque é que os naziritas ou nazireus consagrados a Deus, como Jesus Nazareno, faziam o voto de não cortavam o cabelo e...de se abster do consumo de vinho ou qualquer outro alimento feito de uva. Na verdade, esta última parte parece estranha e uma inversão do culto de Dionísio. Estranho também que Jesus Nazareno tenha sido acusado de ser bêbado como Dionísio o que é suspeito de ter feito votos apenas temporários o que já não terá sido o caso de seu irmão, S. Tiago. É possível de facto que os naziritas fossem abstémicos apenas até a adultícia, ou seja, enquanto não eram iniciados nos mistérios de Dionísio que, segundo Plutarco era o verdadeiro deus de Israel enquanto Adonai.

 

Ver: MISTÉRIOS ANTIGOS DO VINHO DE DIONÍSIO (***)

 

Ado′neus (Adôneus). 1. A surname of Bacchus, signifies the Ruler. (Auson. Epigr. xxix. 6.) 2. Adoneus is sometimes used by Latin poets for Adonis. (Plaut. Menaech. i. 2. 35; Catull. xxix. 9.)

Dionísio era redundantemente Adôneus por uma semelhança tardia com Adónis fenício porque a teologia rígida do panteão olímpico não o poderia identificar com Aidôneus pois seria uma abstrusidade enorme acreditar que o filho de Zeus poderia ser seu irmão, ou seja, o mesmo que Hades!

Dionysos, the youthful, beautiful, but effeminate god of wine. He is also called both by Greeks and Romans Bacchus (Bakchos), that is, the noisy or riotous god, which was originally a mere epithet or surname of Dionysus, but does not occur till after the time of Herodotus. According to the common tradition, Dionysus was the son of Zeus and Semele, the daughter of Cadmus of Thebes (Hom. Hymn. vi. 56; Eurip. Bacch. init.; Apollod. iii. 4. § 3); whereas others describe him as a son of Zeus by Demeter, Io, Dione, or Arge. (Diod. iii. 62, 74; Schol. ad Pind. Pyth. iii. 177; Plut. de Flum. 16.) Diodorus (iii. 67) further mentions a tradition, according to which he was a son of Ammon and Amaltheia, and that Ammon, from fear of Rhea, carried the child to a cave in the neighbourhood of mount Nysa, in a lonely island formed by the river Triton. Ammon there entrusted the child to Nysa, the daughter of Aristaeus, and Athena likewise undertook to protect the boy. Others again represent him as a son of Zeus by Persephone or Iris, or describe him simply as a son of Lethe, or of Indus.

(Diod. iv. 4; Plut. Sympos. vii. 5; Philostr. Vit. Apollon. ii. 9.) The same diversity of opinions prevails in regard to the native place of the god, which in the common tradition is Thebes, while in others we find India, Libya, Crete, Dracanum in Samos, Naxos, Elis, Eleutherae, or Teos, mentioned as his birthplace. (Hom. Hymn. xxv. 8; Diod. iii. 65, v. 75; Nonnus, Dionys. ix. 6; Theocrit. xxvi. 33.) It is owing to this diversity in the traditions that ancient writers were driven to the supposition that there were originally several divinities which were afterwards identified under the one name of Dionysus. Cicero (de Nat. Deor. iii 23) distinguishes five Dionysi, and Diodorus (iii. 63, &c.) three. -- [6]

Para os antigos era mais fácil navegar na corrente do sincretismo helenistico do que admitir que Dioníso podesse ter sido o próprio Zeus Cretense ou Velcheno, que também foi criança e morreu e teve túmulo em Creta até à epoca cristã.

The later syncretism in the cult of Dionysus (certainly linked to the previous one, most probably from the Minoan period) gives rise to various hypotheses regarding its origin - Thrace, Phrygia, Lydia, Syria, Egypt (or even India), etc. - as he was respected throughout the entire Mediterranean region as Dionysus, Zalmoxis, Sabazios, Attis, Adonis, Thammuz, Osiris, etc. Perhaps Zagreus hides the original Cretan vegetation deity whose cult was added to that of Zeus and he continued to exist under the name of Dionysus. (44. M. L. West believes that Welkhanos, “god of the willow-tree”, may have been the original Minoan name for Cretan Zeus, who in the Classical period was worshiped in Knossos, Gоrtyn and  Lyttos, near Mt. Ida and Mt. Lasithi (“The Dictaean Hymn to the Kouros”, JHS 85 [1965], p. 155 n. 9). -- RATKO DUEV, ZEUS AND DIONYSUS, IN THE LIGHT OF LINEAR B RECORDS*.

No entanto, como a seu tempo se verá, o nascimento estranho de Dioníso da barriga da perna de Zeus não é senão uma metáfora da metamorfose de um arcaico antepassado em ambos estes deuses. De forma estranha, alguns mitógrafos dizem que Dioniso era filho da cabra Amalteia, que mais não seria do que a deusa do mar primordial, Amar(-teia) e que, por ter amamentado o “Zeus menino” Velcheno do doce salgueiro, corre o risco de ser suspeita de ter sido a verdadeira mãe destes ambos olímpicos, que seriam afinal apenas variantes do mesmo. De facto, é quase certo que esta cabra esteve relacionada com o nome de Semele, que mais não seria do que variante de Dione / Diana / Danu / Dana...e Amalteia / Artemisa.

VII A DIÓNISO

1 Recordaré de Dióniso, hijo de la gloriosa Semele, cómo apareció en la orilla del mar estéril, sobre un promontorio saliente, parecido a un mancebo que acaba de llegar a la juventud: hermosos cabellos negros colgaban de su cabeza y llevaba en sus robustas espaldas una capa purpúrea. Pronto se le acercaron por el vinoso mar en nave de bellas tablas unos piratas tirrenos — ¡su mala suerte los conducía! —, quienes, al verle, hiciéronse señas, saltaron rápidamente a tierra, lo cogieron enseguida y lo llevaron a la nave, alegrándose en su corazón. Figurábanse que sería hijo de reyes, alumnos de Zeus, y quisieron atarlo con fuertes ligaduras. Pero las ligaduras no le sujetaron, sino que los mimbres cayeron lejos de sus manos y de sus pies, y él se sentó sonriéndose en sus negros ojos. Advirtiólo el piloto y enseguida exhortó a sus compañeros, a quienes dijo:

17 —¡Desdichados! ¿Qué dios poderoso es ése a quien habéis cogido y atado? Ni llevarle puede la nave bien construida. Ése es sin duda Zeus, o Apolo, el del arco de plata, o Posidón; pues no se parece a los mortales hombres, sino a los dioses que poseen olímpicas moradas. Mas, ea, dejémosle cuanto antes en la negra tierra y no pongáis en él vuestras manos: no sea que, irritado, suscite fuertes ventoleras y un recio huracán.

25 Así dijo, y el capitán le increpó con áspero lenguaje:

26 —¡Desdichado! Observa tú el viento y tira de la vela, luego que hayas recogido los aparejos todos; que de ése se cuidarán los demás hombres. Espero que llegará a Egipto, a Chipre, a los Hiperbóreos o aún más lejos, y que al fin nos dará a conocer sus amigos, sus bienes todos y sus hermanos, pues un dios lo pone en nuestras manos.

32 Habiendo hablado así, izó el mástil y descogió la vela de la nave. El viento hinchó el centro de la vela, y a sus lados colocaron los aparejos; pero pronto se les presentaron cosas admirables. Primeramente un vino dulce y perfumado manaba en sonoros chorros dentro de la nave, despidiendo un olor divino: quedáronse atónitos los marineros cuando lo notaron. Luego, una parra se extendió al borde de la vela, acá y acullá, y de ella colgaban muchos racimos; se enroscó alrededor del mástil una oscura hiedra lozana y florida, de la cual salían lindos frutos; y aparecieron con coronas todos los escálamos: al advertirlo, mandaron al piloto que acercara la nave a tierra. Pero Dióniso, dentro de la nave y en su parte más alta, se transformó en espantoso león que dio un gran rugido; y, en medio de ella, creó —mostrando señales— una osa de erizado cuello, que se levantó furiosa, mientras el león desde las tablas más altas miraba torva y terriblemente. Entonces huyeron a la popa, junto al piloto de prudente espíritu, y allí se detuvieron estupefactos. Mas el león se lanzó de repente y cogió al capitán; y los demás, así que lo vieron, con el fin de librarse del funesto hado, saltaron todos juntos afuera, al mar divino, y convirtiéronse en delfines. Dióniso, compadecido del piloto, lo detuvo, lo hizo completamente feliz y le dijo:

55 — Tranquilízate, piloto divino, que has hallado gracia en mi corazón: yo soy el bullicioso Dióniso, a quien dio la luz una madre cadmea, Semele, después de unirse amorosamente con Zeus.

58 Salve, hijo de Semele.

The dromena, which took place in public, suggested that their subject was the resurrection of Semele. The festival was called Herois. This referred to the central figure, i.e., Semele, who was called erwes just as Dionysus, himself, in the famous song of the women of Elis,17 is called erws. This festival may also have been celebrated elsewhere. In Lerna one said that Dionysus had descended there through the bottomless depths of the Alcyonian Sea to the land of the dead in order to bring Semele back Up; and in Troezen, also, one pointed to the place where the god supposedly ascended from Hades with his mother.

Paul Kretschmer pointed out more than forty years ago in a remarkable piece of research that there was a good probability that the name Semele could be understood linguisti: cally as a Thracian-Phrygian word which was used to characterize the Earth Goddess; that it was related to the Greek words “cqwn, cqamalos“ etc.; and that this Thracian-Phrygian Earth Goddess actually appeared as Semelw, next to the Heaven God Diws, (or Dew,), in the formulae of imprecation on Phrygian funerary inscriptions of the Empire. Although Kretschmer's derivation of the name Dionysus from the Thracian, with the meaning "Son of Zeus," appeared to be less convincing because there was no documentary proof for that, his interpretation of the name Semele was accepted enthusiastically; and it has become most recently, in the work of Nilsson and Wilamowitz, the basis for the proof that the cult of Dionysus came from Thrace or, rather, Phrygia. Kretschmer, himself, could point to the fact that in antiquity Apollodorus, at least, had equated Semele with Ge. Diodorus also knows of a theory which believed that the Earth Goddess might be recognized in Thyone as well as in Semele. Thus the mother of Dionysus appears in almost all of the new accounts as "the Thracian-Phrygian Earth mother," who was reduced at only a relatively late period by poetic license to the role of mortal and the daughter of Cadmus. But consider the unreasonable demands made of us by this thesis! The Phrygian inscriptions inform us that this goddess was still highly regarded there in 200 or 300 A.D. How much greater her significance must have been a thousand years before! And at that time is someone in Boeotia, which is, after all, only a short sea voyage away from Phrygia, supposed to have arbitrarily transformed the great Phrygian Earth Goddess into Cadmus' daughter? And now is there supposedly no trace, either in the myth or in the cultus, of a memory of her original pre-eminence? This is difficult to imagine, nor can the supposed analogies of other instances, which themselves first need elucidation, help us past this inconsistency. (...)

Where, however, both names are mentioned, Thyone refers to the new position of the mother freed from the realm of death by her son and crowned with immortality; ("Semele, who is called Thyone" is the reading of the Homeric hymn of the Moscow MS.) Since we also know Thyo~e as a name for Bacchantes, and Dionysus, himself, is called Thyonidas (Hesychius), there is no doubt that the new name is supposed to give evidence of her admittance to the circle of the divine female attendants of Dionysus.

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Figura 9: Sátiro tocando flauta para a dança de Dionísio Quimerófono, o destruidor da Quimera como Perseu. Obviamente que este nome de Dionísio disfarça uma arcaica relação deste deus com os sacrifícios humanos à deusa mãe Quiméra de que o nome de Semele seria uma mítica reminiscência.

The mother of Dionysus, then, was called Thyone insofar as she had received the position of an immortal. She had to give up the name Semele, or at least had to supplement it with a second name, when she became a goddess. Is it conceivable that a name so decisively felt as human had actually been divine, notwithstanding? In Thebes, Semele was worshipped as one who had died. The area dedicated to her in the holy precinct of Dionysus on the Theban acropolis was sekos. Orphic Hymn 44, which speaks of the honors accorded her at the festival of Dionysus, emphasizes that she owes these to Persephone. But this only exacts new absurdities of the myth. As meaningful as is the image that portrays Athena (the goddess of "Good Counsel" and victorious might, with the mind of a man) springing from the head of the "Counselor," Zeus, without the participation of a woman, so meaningless must have appeared the idea that Dionysus (the womanlike, he who is always surrounded by women, who are his closest confidants) should have been brought forth exclusively by a man. The myth has meaning only as it has actually been told throughout the ages. The tragic failure of the mother is a necessary prerequisite to the birth from the father, and not until they are associated with each other do the two events present a genuine and complete myth. Semele was a child of man, who had conceived a son in the arms of the god of heaven. (...)

But the mortal mistress did not have the power to endure the fulminating majesty of the god who loved her. In the blazing storm which killed her she gave birth to a child who was to become a great god. And thus, because as a mortal she was too weak, the father had to take up his son into himself and finish the work of the prostrate mother by means of a second birth. The idea of an Earth Goddess who is consumed by fire in the arms of the god of heaven would be quite incomprehensible, as O. Gruppe has already said. -- DIONYSUS - MYTH AND CULT, by Walter F. Otto. Translated by Robert B. Palmer.

                             > Shimere > «Quimera».

Semele < Semele < Shi | < Ki | - | Amal + Teia = Amalteia.

                                                                > Ki-Amar > Amorca.

Assim, Semele seria pouco mais do que a memória gasta e mal estudada duma arcaica relação do “deus menino” Dione-isho, literalmente o filho de Dione / Diana / Atena e, por isso, também Eritónio.

A relação como o rio Lete entende-se por uma simples metáfora. Dioniso seria filho do vinho e, logo, do esqueciemnto que este sempre provocou e o rio pode ter aparecido aqui por mera e equívoca relação com o nascimento dum “deus menino” que literlmente Dioniso é, ao colo duma deusa lunar primordial que, entre outos nomes, teve o de Leto, a deusa do entardecer e do escacimento da morte e do sono. Na verdade o mito do nascmento de Apolo é uma variante mitigada do mito de Dionísio pelo que não espanta que ambos tenham tido culto em Delfos.

Apollo shared the Delphic festival year with Dionysus. In the winter months the Dionysiac dithyramb was sung instead of the paean. But Dionysus also received high honors in Delphi in times other than winter. The pediments of the temple of Apollo portray on one side Apollo with Leto, Artemis, and the Muses, and on the other side Dionysus and the thyiads, in short, the raging god.3 As well-informed a witness as Plutarch4 states that Dionysus played no smaller role in Delphi than Apollo. One could even maintain that Dionysus had been in Delphi earlier than Apollo. A vase painting of about 400 B.C. shows Apollo and Dionysus in Delphi holding out their hands to one another. Many other examples could be cited for the close association of the two gods. And finally, theological speculation even identified the one with the other. (...)

In Amyclae Apollo was identified so closely with a Dionysiac like deity that it was suspected that this Hyacinthus must already have possessed intrinsic Apollonian traits all his own. In Delphi Dionysus, himself, was not by any means just tolerated by Apollo. One could say that the thyiads on Parnassus conducted their orgiastic dances for both Dionysus and Apollo. Thyia, who first is supposed to have served Dionysus and to have given the thyiads their name, was said to have been a daughter of the autochthon, Castalios. By her Apollo fathered Delphos, the eponym of Delphi. The hymn of Philodamus of Skarpheia tells us of the role Dionysus played in the Pythian festival, and even as early a hero as Agamemnon is said to have made a sacrifice to Dionysus in the sanctuary of Apollo. -- DIONYSUS - MYTH AND CULT, by Walter F. Otto. Translated by Robert B. Palmer.

A relação com o Indo deve ter sido mais tardia e circunstancial se bem que não seja difícil antever neste rio um disfarce de Enki, pai de Nosso, como acima se viu. Porém, o mais interessante é suspeitar que o verdadeiro pai de Dioniso tenha sido Amom, variante linguística de Minos.

The Cretan Zeus was a deity who each year died a violent death and came to life again. He thus resembled closely the Egyptian Osiris, the culture king, who introduced agriculture, was slain by Set (one of whose forms was the black pig), and afterwards became Judge of the Dead. We do not know what name was borne by this Cretan deity. It may have been "Velchanos", the youthful warrior of Cretan tradition. A Knossian cult may have called him Minos. As we have seen, this culture king, who during life was famed as a lawgiver, became one of the judges of the dead in the Homeric Hades. Apparently he was deified and regarded as a form of the Cretan Dionysus, who differed somewhat from the Thracian Dionysus. (...).

Diodorus Siculus says that the mysteries of Dionysus are identical with those of Osiris, and that the Isis and Demeter mysteries are the same also, the only difference being in the names applied to the deities. "Osiris", says Herodotus, "is named Dionysus (Bacchus) by the Greeks."

The Cretan Zeus-Dionysus links not only with Osiris, but also with Tammuz of Babylon, Ashur of Assyria, Attis of Phrygia, Adonis of Greece, Agni of India and his twin-brother Indra, the Germanic Scef and Frey and Heimdal, and the Scoto-Irish Diarmid. Each of these deities was apparently a developed form of a primitive culture-god, who was a deity of love, fertility, and vegetation; he symbolized the grass required by pastoralists, the fruit of wild and cultivated trees, the spring flowers, and the corn; in short, he was the provider of the food-supply, and he was the life-principle in the food. (...)

The Cretan god was the son of the Great Mother who has been identified with Rhea. Apparently he also became her husband. Osiris was the son of Isis, or of Isis and Nepthys--"the bull begotten of the two cows Isis and Nepthys", and he was also at once the husband and father of Isis. Tammuz was the son and spouse of Ishtar, and the later Adonis the lover and son of Aphrodite.

The goddess Demeter and the god Dionysus, her son, were said to be of Cretan origin.

According to Firmicus Maternus, Dionysus was the illegitimate son of King Jupiter of Crete, and was hated by Queen Juno. On one occasion, when Jupiter prepared to leave the island, he appointed Dionysus to reign in his place. Juno plotted, during her husband's absence, with the Titans, who lured the young prince away and devoured him. Minerva, his sister, however, rescued his heart and gave it to Jupiter on his return, and that high god enclosed the heart in a case and placed it in a temple which he erected, so that it might be worshipped. (...)

In the Egyptian Anpu-Bata story, Bata, who is evidently a primitive god resembling Osiris, exists in various forms at different periods. His soul enters a blossom, and when the blossom is destroyed the soul enters a sacred bull; the bull is slain and the soul is enclosed in two trees: the trees are cut down, and a chip having entered the mouth of the Pharaoh's wife, that lady gives birth to a child who is no other than the original Bata. -- Myths of Crete and Pre-Hellenic Europe, by Donald A. Mackenzie, [1917], at sacred-texts.com.

Bata vive com seu irmão mais velho Anpu e esposa de Anpu, cuidando do gado e trabalhando nos campos. Ele é bonito e apessoado e, para todos os efeitos, vivia como seu filho. Enviado acasa para buscar sementes de cereal, Bata fica chocada quando sua cunhada tenta seduzi-lo. Ele castiga-a até que ela promete nunca mais falar do incidente, mas de raiva, ela diz a Anpu que Bata lhe bateu quando ela o recusou. Um Anpu cheio de raviva assassina persegue Bata até que um deus coloca água infestado de crocodilos entre eles. Depois de uma noite de espera, Bata conta os verdadeiros acontecimentos a seu irmão e corta o próprio pênis e lança-o na água, onde um peixe o engole. Então um Anpu arrependido chora de tristeza e Bata diz que passará a viver no Vale dos Cedros, mantendo seu coração em cima da flor de cedro. Ele diz a Anpu que lhe deve dar sempre uma caneca de cerveja espumosa, e que ele então vai saber se Bata está morto. Anpu deve, então, vir para o Vale e procurar o coração de Bata, mesmo que leve sete anos.

Se o seu coração for colocado em água fria, Bata ressuscitará.

Voltando para casa, Anpu mata a esposa. Bata faz uma bela casa no Vale dos Cedros, dormindo cada noite sob a árvore de cedro onde ele guarda seu coração. Os Nove Deuses criam uma bela esposa para ele, mas predizem que ela terá uma morte trágica. Bata adverte a jovem para nunca sair para que o mar não a leve, mas ela desobedece. O mar fica com uma mecha de seu cabelo e leva-o para o lavadouro da roupa do Faraó do Egito. O cheiro do cabelo entra nas suas roupas e ele descobre a bela esposa. Ele envia homens atrás dela; Bata mata muitos, mas a jovem atraiçoa-o, dizendo onde está o seu coração. A árvore de cedro é cortada e Bata morre, e sua esposa torna-se a favorita do rei. A Espuma da cerveja de Anpu derrama-se e ele apressa-se para o Vale para procurar o coração de Bata. No quarto ano de buscas, ele encontra uma baga que ele coloca numa jarra de água fria, e pela manhã o coração de Bata ressuscita. Bata torna-se um touro extraordinário que Anpu a Faraó, e o touro conta à Favorita sua verdadeira identidade. Ela convence Faraó para abater o touro, mas onde o sangue do touro cai, duas árvores crescem durante a noite. Quando ela se senta debaixo de uma árvore, ele lhe diz que é Bata. As árvores são cortadas, mas uma lasca voa para dentro da sua boca e ela engravida. Ela dá à luz um filho, que se torna o príncipe herdeiro e sucede o Faraó. Ele diz que os funcionários o que ocorreu e a sua esposa é julgado. Anpu é feito príncipe herdeiro e torna-se faraó quando seu irmão morre. [7]

As variantes dos mitos de morte e ressurreição são tantos quantos as formas de mortes trágicas por desgostos de amor razão pela qual não terá sido possível na antiguidade encontrar consensos para este tipo de mitos que em Creta seriam tantos quanto as suas cem cidades.

Suspeitamos que Sarpedon e Poluído seria um destes casos de jovens deuses mortos na flor da juventude.

Dionísio acabou por ter um particular sucesso por ter a ressonância do nome genérico do “deus menino” que tanto poderia ter sido o jovem Zeus Velcheno de Creta como um outro filho de Zeus ou qualquer dos muitos mitos a respeito de jovens mortos tragicamente na flor da idade.

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Figura 10: Sabázio, o deus trácio de tradição frígia, filho do Sol (Zeus) e da Lua (Diana / Tione) deus libertador como Liber Partis e Dionísio com quem partilha quase todos os símbolos: pinha, touro, cobras, vinho, etc.

Na mitologia grega, Sabázio ou Sabázios, é filho de Zeus e Perséfone e em algumas versões, possuía atribuições semelhantes a Dionísio. Os gregos também associavam Sabázio a Zeus. Sabázio é um deus cavaleiro. Além de ser célebre por sua velocidade, foi quem coseu Dionísio na coxa do pai de ambos. Tem como irmãos, filhos de Perséfone Macária, Melinoe, Zagreus, entre outros deuses que são filhos de Zeus.

 

Sabásio, que até é sugestivo de ter uma estrutura fonética complexa de dupla declinação em –asio (como Dionísio tem -is(i)o) é seguramente uma variante fonética do mesmo nome muito precocemente formada a partir da origem cretense e que se perpetuou entre os trácios. Sabázio era um cavaleiro porque era um dos curetas. Era confundido com Zeus e com Dionísio porque derivava de Velcheno. Sabázio é literalmente o deus Saba que levou Plutarco a considerar que os judeus adoravam Dionísio porque prestavam culto a Jeová Sabaot, literalmente Jove Sabásio e um deus dos cavaleiros dos exércitos que por poder ter sido *Sawas seria uma variante de Sete como Plutarco também o disse (e desdisse por possível correcção beata de copistas judeus ou cristãos posteriores). Na verdade este *Sawas seria a sagrada (sha) alma (ba) de Osíris e por isso uma variante de Ba-ta, literalmente o deus da alma (Ba de Osíris), possivelmente o nome original de Osíris em Abidos que literalmente seria a cidade de Ba.

Abidos < Αβυδος < Abedyu < ȝbḏw < Abe-dyu < *Ba-diw.

Obviamente que não podemos deixar de referir a relação de Bata com o estranho deus egípcio Bes de aspecto báquico seguramente um cureta de origem cretense como se refere a propósito de Dionísio Bassareu.

 

Ver: DIONÍSIO BASSAREU (***)

 

Dionísio, derivando do micénio Divonuso, estabelece a ponte com Odin, o deus da intoxicação alcoólica e narcótica dos guerreiros nórdicos pelo virtual *Kakani-tu.

Dioníso

< Di-wo-nu-shu

*Kaka-Anush

Di

Wo

Nu

So

Odin

< Votan-az

*Bata-Anush

Wo

Dh(i)

An

Az

Mas é evidente que o elo virtual *Kaka-nitu estabelece também a ponte com Velcheno admitindo que ambos os nomes são compostos por duas metades autónomas. Pois bem, já desenvolvemos estas equações semânticas relativas à proto linguagem há tempo suficiente para podemos postular que o nome egeu do deus do fogo Kaka pode ser permutável por Kur por se reportarem a um monte vulcânicos do centro do mar Egeu.

                                        > Kurishanu > Crisna.

Velcheno ó Ker-tu Anu / *Kakani-tu ó *Kaka-Anush.

                  > Ke(r)cheno > Vecheno > Vishnu.

Ker-tu Anu = Kur-An-tu > Kur-Anush / Kaka-Anush => Dionísio.

Outro deus que transparece claramente desta etimologia é Vishnu o deus indiano que pode ter a ver com Dionísio pelo seu avatar Crisna...obviamente que pelo elo Velcheno. No entanto o deus da intoxicação divina era o deus jupiteriano Xiva de raiz semelhante à de Zeus, e por isso relacionado funcionalmente com Velcheno.

Na verdade, a mitologia hindu deve ter começado a diferenciar-se muito cedo e muito antes da suposta invasão indo ariana ainda nos tempos arcaicos da civilização de Moenja-Dario porque se manifesta semelhanças etiológicas tem grandes desvios funcionais.

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Figura 11: Shiva.

É o deus da natureza, do mistério, o senhor do tantra e da ioga. É o deus do caos, do tempo, da morte e da vida. É ele que faz renascer. É o deus dos animais, da embriaguez, da aceitação, da reprodução, do conhecimento, da renúncia e do sacrifício.

Desde o período Paleolítico Superior (entre 75.000 a 15.000 anos a.C) que nossos ancestrais já utilizavam certas plantas para fins medicinais e como meio de acesso ao reino dos espíritos, através do feitio das chamadas Bebidas Sagradas.

O impacto do seu uso na estruturação da psique e da cultura humana é muito maior do que se pode imaginar. Hoje em dia essas plantas são chamadas enteógenas, que significa: capaz de suscitar a experiência de Deus em si mesmo. Seus compostos psico-ativos produzem um estado de expansão de consciência. Num contexto espiritual apropriado geram experiências de êxtase místico. Nesses estados de consciência é que os santos, os avatares e os profetas lançaram o alicerce para muitas das grandes religiões de massa dos nossos dias.

Dizem que, periodicamente, a força espiritual que assiste e modela este planeta muda de lugar, o que explicaria os súbitos ciclos de decadência e de florescimento de culturas e tradições religiosas. Foi assim que se sucederam os cultos do Soma (uma bebida sagrada que possui efeito similar à Ayahuasca) no período pré-védico, através da Civilização do Vale do Indo ou Dravida (por volta de 7.000 a.C) da Índia antiga, onde o Xamanismo Ancestral já estava em evidência e que através do Soma, passou a fazer uso dessa Bebida Sagrada para conectar-se com o Grande Espírito. (...)

Shiva, que significa "O Benéfico", é uma das várias formas divinas que reúne aspectos contraditórios. As numerosas e diferentes formas de Shiva representam a dialética da própria natureza. Suas manifestações são complexas e contraditórias: Shankara é o Pai do Xamanismo Ancestral, Mahakala é o Senhor do Tempo, Mrituñjaya é o Vencedor da Morte, Pashupati é o yogi que medita nas florestas, Senhor das Feras, Sarva é o Arqueiro, Mahadeva é o Grande Deus, o deus da vida e da morte, Nataraja é o Rei dos Dançarinos, Ardhanarishvara é o andrógino, que unifica e transcende as dualidades. (...)

Por um lado, Shiva é o preservador da criação, sob a forma de Nilakantha, "Aquele da Garganta Azul". Nessa forma, Shiva absorve em si próprio o veneno do mundo (halahala, ou kalakata). Esse veneno é a antítese do néctar celestial da imortalidade, chamado Amrita. (...)

 (...) O desapego de Shiva perante a vida e a morte é absolutamente aterrador. Ao beber o veneno kalakata, ele salva o Universo. Ao absorver em seu próprio organismo o veneno do mundo, ele redime a Humanidade.

Shiva é seguramente da etimologia de do hitita Teshub e de Júpiter e Zeus mas não é um deus das tempestades e antes um equivalente de Dionísio próximo quiçá de Odin. Formalmente é um deus muito arcaico, dos tempos da deusa mãe das cobras cretenses e teria trocado com Visxnu algumas funções de soberania

Según el Padma-purana, Visnú es el dios principal de la trímurti; es decir, él es el creador, preservador y el destructor del universo: cuando Visnú decidió crear el universo se dividió a sí mismo en tres partes. Para crear dio su parte derecha, dando lugar al dios Brahmá. Para proteger dio su parte izquierda, originando a Visnú (es decir, a sí mismo) y por último, para destruir dividió en dos partes su mitad, dando lugar a Shivá.

Seja como for, parece que a mitologia faz derivar Shiva de Visnu como se Zeus derivasse de Velcheno.

 

MONTE IDA COMUM A ZEUS E A DIONÍSIO

Among the islands, Rhodes and Crete were the principal seats of the worship of the sky-god; not only his birth but also his death was there celebrated, and even his grave was shown, in accordance with the widely spread notion that the annual death of Nature in winter was the death of the god. -- [8]

 According to Book 3, where the manuscript tradition is intact, Diodorus distinguishes between the younger Olympian Zeus and his older, though less well known Cretan counterpart; in this passage Diodorus confirms that he does know of the Cretan Zeus' death and burial on Crete (3.61.1-6): the Cretan Zeus "named the island after his wife Idaea, and on it he died and was buried, and the place which received his grave is pointed out to this day" (3.61.2). -- [9]

Como Zeus Cretense ou Velcheno que nasceu numa gruta de Creta e tinha alí o seu túmulo como os cretences helenistas ainda acreditavam, também Dioniso nasceu no monte Ida, altar da Deusa Mãe desta ilha que teria sido no neolítico o paraíso mediterrânico. Claro que Idaeia era o epiteto de Cibele supostamente em relação com um monte Ida anatólico, mas a verdade é que o monte deste nome mais antigo terá sido o de Creta.

El monte Ida (Idha, Ídhi, Idi, también conocido en griego como Psilo-toris) se alza en el valle de Amari, en el centro de la isla griega de Creta. Es el pico más elevado de la isla, con una altura de 2.456 metros. Según la mitología griega, en una de sus cuevas Rea ocultó a Zeus. Existe otro monte Ida en la actual Turquía, donde según la mitología griega fue abandonado Paris en las cercanías de Troya. – Wikipedia.

Ítaca (em grego moderno, Ιθάκη) < Itha-ki, terra de Itha

< Idha, Ídhi, Idi < Hit-a (> Hititas, “filhos de Hita”)

< Ki-| ta / at, lit. Deusa ou Sr.ª Ki < Ki-Ka > Hat.

ó Kaka > Hatha > «Aida ou Ada», mãe de Hades? > Ata + Ana

=> Anat ó Atena ó Grec. Nikê, Nix, Egipt. Net / Nut.

Adad < Hadade < Hat-at > Hades => Atis.

Se é fácil de postular que Ida foi Aida (= Ada “significa feliz, próspera e indica uma pessoa muito amorosa”, como a Deusa Mãe), então também terá sido *Haida ou *Hada.

Então, começamos a entender o nome dos deuses das tempestades infernais seriam apenas filhos da nocturna e aguerrida Noite, ou seja, da Sr.ª Ki-at, *Hate / Ada / Ata. Esta seria Thy-one, mãe de Dion-isho. De facto, Tione não seria senão uma variante fonética arcaica de Diana / Atena. Dionísio não seria senão o filho desta pois é o que Dion-ish(o) literalmente significa.

O importante é constar também que o nome do frígio Atis seria então uma importação de Creta numa época em que o “deus menino” ainda seria filho do monte Ida, na arcaica variante *Hada. Hades / Adad teriam aparecido também por esta altura, numa época em que os espíritos dos antepassados eram o embrião dos deuses mortais que viriam a transformar-se com o tempo em eternos imortais. Porém, quiçá, o mito teológico mais arcaico terá sido o da Noite autogerada que paria quotidianamente o filho pela Aurora para o devorar ao por do sol.

Tezcatlipoca was god of the underworld, was the black god of death, god of famine and pestilence, a war god e…Tezcatlipoca died and revived.

Te-| zcatli < Isctal < ishtar |-poca < Ishtar-hoca, Ishkur, filho de Ishtar

Ishkur = Adad.

Dioniso era uma das variantes ainda sobreviventes destes deuses sofredores e mortais às mãos dos desígnios insondáveis da Grande Deusa Mãe, lunar e nocturna, deusa da vida e da morte e, por isso mesmo, tão cruel quanto caprichosa!

(Dionísio) depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia quis introduzir o seu culto na Grécia, mas encontrou a oposição de alguns príncipes, receosos do alvoroço causado por ele. O Rei Penteu proíbiu os ritos do novo culto, ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Dionísio e levá-lo até ele. Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Dionísio, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos.

Estas reconstruções lendárias fazem-nos pensar que o caminho cultural e místico de Dioniso desde Tebas até Argos seria um regresso de um deus pré-helénico cujas raízes populares não chegaram a ser inteiramente arrancadas pela invasão dórica. Este deus vagabundo e errante teria regressado recorrentemente ora da Fenícia com o epíteto de Aidôneus, ora da Frígia como filho (que é o que literalmente significa Átis) de Reia / Cibel, ora da Trácia por similitude com a mística Sabazios, acabando por se reconciliar com o culto oficial dum Dionísio urbano e aristocrático instituído por Pisístrato para o qual criou as oscofórias urbanas em oposição às lenaias rurais. Na verdade, tal facto permitiu que daqui em diante este deus acabasse por ser um dos mais representados e apelativos de toda a iconografia grega e helenista.

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Pisístrato, governante de Atenas (605 - 527 a.C.), foi o responsável pela oficialização do culto de Dioniso na Grécia. Aos primeiros raios de sol da primavera, seguia acompanhado de um séquito de sátiros e ninfas, sendo saudado pelos fiéis com música, danças, algazarras, vinhos, sexo e também com violência, que por vezes terminava em tragédia.” -- Tito Lívio (59-17 a.C.),

Por mais prováveis (ou supostas) que pareçam: a sua origem minóica, a sua identidade como filho de Zeus, o seu antigo relacionamento com uma Grande Deusa Mãe cretense que, por adaptação mitológica, depois viria a tornar-se Semele; além da sua incerta e problemática etimologia trácia, os fatos parecem perdidos para sempre, e o tesouro arqueológico só encontra utilidade e significado embebido em suposições teóricas antropológicas, (que passam pelo) esclarecimento das pulsões teológicas do homem antigo e (pelo) entendimento das necessidades mais primordiais da natureza humana. -- Dioniso: Interpretações psicológicas, teológicas e históricas, de Gustavo Vargas de Paulo.

Adónis = Jud. Adonai º Lat. Dominus < *Thau®-Minus.

Adónis era o Sr. deus dos Fenícios e passou a ser o teónimo Adonai do Deus dos judeus. Interessante e reflectir sobre a tradução latina deste epíteto que veio a ser vulgarizado pelos cristãos.

Este deus de raízes populares foi então usado a partir de Pisístrato por governantes da Atenas semi democrática para gáudio geral e para captação dos favores do povo, e, principalmente, passaram a ser comemoradas grandes festas oficiais em honra dum Dionísio clássico e civilizado.

Seja como for, a origem minóica de Dionísio parece ter deixado rastos em alguns dos seus epítetos que transportam no seu âmago o étimo do deus Minos e uma evidente relação com um deus da fertilidade animal que no Egipto foi Mendes, literalmente o deus Min. Nesta linha de pensamento, o epíteto de D. Aigobolo seria a “do que atira ao bode (o machado duplo), a matar.”!

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Figura 12: Dionísio, deus da embriagues encostado à sua sobra dum Hermes ictifálico.

Aesymne′Tes (Aisumnê-tês), a surname of Dionysus, which signifies the Lord, or Ruler, and under which he was worshipped at Aroë in Achaia. ([10]…) This tradition, though otherwise very obscure, evidently points to a time when human sacrifices were abolished at Aroë by the introduction of a new worship. At Patrae in Achaia there was likewise a temple dedicated to Dionysus Aesymnetes. (Paus. vii. 21. § 12.)

Limne′Genes, Limnaea, Limne′Tes (Limnaiaos, Limnêtês is, Limnêgenês), i.e. inhabiting or born in a lake or marsh, is a surname of several divinities who were believed either to have sprung from a lake, or had their temples near a lake. Instances are, Dionysus at Athens (Eustath. ad Hom. p. 871; Callim. Fragm. 280, Bentl.; Thuc. ii. 15; Aristoph. Ran. 216; Athen. x. p. 437, xi. p. 465), and Artemis.

Melpo′Menus (Mel-pomenos), or the singer, was a surname of Dionysus at Athens, and in the Attic demos of Acharne. (Paus. i. 2. § 4, 31. § 3.)

Aesy-| mne < Men | -tes < Aigo(bolos)-Mentes < Lit. “o bode Mendes”.

   Li-mnê-tês < Ur(ki)-Mên | Min |-tes > Mendes,

“o aguerrido deus Min, cobra com os cornos da crescente lunar”.

Mel-po < Mer-Pho-| Menus < Morpho-Minos,

lit. “o que se transforma em Minos” ou

Min o animal (pho < kau) que é como um Senhor (mel).

A incerteza nos teónimos Limnaia/os, Limnêtês/is, Limnêgenês é suficiente para suspeitar que corresponde um arcaismo de que se perdeu tanto a certeza da forma como do conteúdo semântico que será seguramente uma referência ao par de cobras primordiais que os sumérios chamavam Lahmu/ Lahamu mas que na cultura cretense seriam os gémeos *Urki-Min/et e na missínica seriam já limanaios/limnetes e possivelmente um genéricos dos deuses “cobras d´água”. Pois bem, o par Inana /Damuz, nem por acaso, quando encarados por esta forma eram o deus Gishzida.

Gishzida (Gizzida, Nin-gishzida): "Madeira de confiança", deus sumério em geral colocado no mesmo patamar de Dumuzi, filho de Ninazu, consorte de Belili, guardião dos portais de Anu. Centro de culto: Gishbea, entre Lagash e Ur. Símbolo: serpente coroada.[11]

Dioniso que herdou a mitologia do deus minóico equivalente de Damuz terá herdado também a idolatria das cobras d´água tipicamente cretenses.

Mais estranho e sombrio é que tudo indica que o culto de Dionísio Aisumnê-tês esteve associado à transição libertadora dos sacrifícios humanos para a sua substituição por sacrifícios de cabras e carneiros de que resultou a mística do bode expiatório e do “Agnus Dei”. Segundo Heróduto o deus bode era Mendes no Egipto.

Segundo Homero, Aidoneus Polysemantor era irmão gémeo de Deméter.

Polysemantor, lit. “«mentor» (< Lat. mentor < Grec. Mentor, n. pr.)

da polis” < Phalu-Che-man-taur, lit. “O touro cujo falo insemina

aquela (que é a vaca deusa mãe, ou seja, Demé-ter)”

< Kur-Ki | Ma-An-Taur > Minutauro | lit. “O touro dos curros da

Sr.ª Mãe dos montes da aurora!

"Aidoneus Polysemantor (Ruler of Many), is ... your [Demeter's] own brother and born of the same stock: also, for honour, he has that third share which he received when division was made at the first, and is appointed lord of those among whom he dwells." - Homeric Hymn 2 to Demeter Aidoneus

Este epíteto de Hades teria sido mais apropriado de Dioniso como se demonstrará de seguida mas, desde já fica a ultima confirmação de que Hades herdou o papel dos juízes dos mortos minóicos após uma a reviravolta do panteão olímpico na época das invasões dóricas e apenas porque nunca teria deixado de ser um deles. Se no Egipto este era Osíris, o deus Apis da morte e ressurreição solar, também em Creta este teria sido o Minotauro. As relações de Osíris com touros sagrados e com o deus Min e Montu podem ser confirmadas.

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Ver: OSIRIS (***) & MIN (***)

 

Que Dioniso era o touro sacrificial das suas próprias festividades é um facto atestado nos seus próprios epítetos.

Tauroce′Phalus (Tauro-kephalos, also Tauro-kranos, Tauro-metôpos, &c.), a surname of Dionysus in the Orphic mysteries. (Orph. Hymn. 51. 2.) It also occurs as a surname of rivers and the ocean, who were symbolically represented as bulls, to indicate their fertilising effect upon countries. (Eurip. Iphig. Aul. 275, Orest. 1378 ; Aelian, V. H. ii. 33; Horat. Carm. iv. 14, 25.) Taurus (Tauros), a bull, occurs as a surname of Dionysus. (Eurip. Bacch. 918 ; Athen. xi. p. 476; Plut. Quaest. Graec. 36 ; Lycoph. Cass. 209.)

Assim, e possível que o nome mais arcaico das festas de Dionísio tenham sido as latinas (Suove-)Taurilias e as lusitanas Pandorcas.

clip_image032[1]

Figura 13: Suovetaurilia.

Terminado el censo, (Servio Tulio) hizo publicar que todos los ciudadanos romanos, caballeros e infantes, debían acudir a presentarse, cada cual con su centuria, en el Campo de Marte al amanecer. Dispuesto allí el ejército en orden de batalla, lo purificó con el sacrificio de un cerdo, una oveja y un toro, ceremonia que recibió el nombre de cierre de la purificación o "lustro cóndito". Se dice que fueron censados en ese lustro ochenta mil ciudadanos. – Roma Eterna.

Assim, é claro que entre os romanos da época republicana já se haviam esquecido que as suovetaurilias dos lustrus conditus eram a parte final dum ritual expiatório oficial praticado de 5 em cinco anos pedido de empréstimo por Sérvio Túlio para oficializar a transformação de Roma numa caserna militar já na decadência da monarquia tarquínia mas nada demonstra que, enquanto república de origem recente, Roma não estivesse a praticar rituais arcaicos de fertilidade agrícola herdados dos etruscos, e estes de outros anteriores povos itálicos da civilização mediterrânica, adaptados às novas funções republicanas do estado.

clip_image034[1]

Figura 14: suovetaurilia.

Ambarvalia era um rito de fertilidade agrícola romano realizado no fim de Maio em honra de Ceres. Nestes festivais sacrificavam-se um touro, uma porca, e uma ovelha que, antes do sacrifício, era conduzida em procissão ao redor dos campos; Assim, supõe-se que estas festas devem o nome, ambio (dar volta), e arvum (campo). Este sacrifício foi chamado um suovetaurilia em latim.[12]

Na verdade, as Ambarvalia não eram senão o que restava no Lácio das Eleusinas de Deméter que se confundiam cãs a festas de seu filho Dionísio.

 

RAIZ -DAN DE DIONÍSIO

FRAGMENTOS DEL HIMNO A DIÓNISO

Unos dicen que Semele, habiéndote concebido de Zeus que se complace en el rayo, te dio a luz en Drácano; otros, que en la ventosa Ícaro; otros, que en Naxos, oh retoño divino, Irafiota; otros, que junto al río Alfeo de profundos remolinos; y otros afirman, oh soberano, que naciste en Tebas. Pero mienten todos, que a ti te dio a luz el padre de los hombres y de los dioses, lejos de los humanos, escondiéndose de Hera, la de níveos brazos. Hay una montaña, Nisa, de gran altura, cubierta de bosque, situada lejos de Fenicia y cerca de la corriente del Egipto.

10 Y le erigirán muchas estatuas en los templos. Como lo dividió en tres partes, los hombres te ofrecen constantemente, cada tres años, perfectas hecatombes.

13 Dijo, y el Cronión bajó las negras cejas en señal de asentimiento; los divinos cabellos se agitaron en la cabeza del soberano inmortal, y su influjo estremecióse el dilatado Olimpo.

16 Así habiendo hablado, lo ratificó con la cabeza el próvido Zeus.

17 Senos propicio, Irafiota, apasionado por las mujeres; los aedos te cantamos al empezar y al terminar; y no es posible acordarse del sagrado canto y olvidarse de ti.

20 Y así, salve tú, oh Dióniso Irafiota, con tu madre Semele, a quien llaman Tiona.

Gênesis 49:17 (João Ferreira de Almeida, atualizada) 17 será a serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo que caia para trás o seu cavaleiro.

Dan would act in the same manner during their migration into north-east Assyria and later during their flight. In this way we can explain the fact that the whole region, extending from the Caucuses to the coasts and the islands of north-west Europe, passing through the plains of Russia and the Black Sea shores, is characterized by an incredible number of place names having the same root: the word Dan or one of its forms (Don, Den, Dn, etc). Consider: Dniepr, Dniestr, Don, Danube (or Donau), Daninn, Danaster, Dandari, Danez, Dan, Udon, Eridon, Denmark. But the progress of this expansion was not direct and without detours: first it was the western extremity of Europe and the British Isles which were flooded with immigrants: Dunkirk (the theatre of the wfamous battle during World War 2) in Flemish-Dutch means "church of Dan," and it is quite probable that this has to do with the change of an old Celtic temple, which kept the name of Dan, into a Christian church. In Great Britain we can cite Edinburgh, London, Dundee, Dunraven, and Aberdeen. In Ireland, where they arrived first (according to archaeological data and later traditions which preserve history) before moving on to Great Britain, we find: Danslaugh, Dansower, Dundalk, Dundrum, Donegal Bay, Donegal city, Dungloe, Dingle, Dunsmor, etc. Irish traditions even tell us that this island was first occupied by a certain Tuatha de Danaan ("tribe of Dan") who came from the east. This certainly does not indicate that this tribe was the only one to settle in Ireland, but that it is the only one whose name has remained to this day. -- [13]

A raiz dan- de Dionísio deriva obviamente do nome de sua mãe Thione que era tanto Diana e variante de Artemisa de Éfeso como de Dione.

Em grego, o nome do deus é Ζεύς, Zeús, AFI: [zdeús] (nominativo : Ζεύς, Zeús; vocativo : Ζεῦ, Zeû; acusativo: Δία, Día; genitivo: Διός, Diós; dativo: Διί, Dií). Na Civilização Minoica, Zeus não era cultuado pela população geral, mas apenas em pequenos cultos minoritários que o viam como um semideus que acabara sendo morto. Os primeiros registros de seu nome estão no grego micênico, nas formas di-we e di-wo, escritas no silabário Linear B.

Assim, da mesma raiz e não do indo-europei derivam as declinações de Zeus com o genitivo em Diós. De facto sempre foi suspeito que o nominativo latino de Deus derivava de um genitivo mais arcaico que se mantém no nome grego de Zeus.

Dione é deusa das ninfas, filha de Urano e de Tálassa, nasceu quando o sêmen de Urano caiu no mar e fecundou Tálassa. Ela foi amada por Zeus, de quem teve Afrodite, a deusa do amor, da sedução e da beleza.

Outras versões (como Hesíodo), dão como pais Oceano e Tétis, o que a integraria às oceânides; quando essa versão é aplicada, Afrodite é que passa a ser filha de Tálassa com Urano.

Aos vários rios em -Dan ditos indo-europeus há que juntar o rio Dão em Portugal e realsal na Europa o tão cantado Danúbio azul. Este, por sinal, já foi Istros em Grego Antigo. O rio Deniester conserva ainda esta dupla denominação Dan-Istros do deus das águas que foi outrora deus supremo enquanto Enki, como supremo foi também o etrusco Tin e o escandinavo Odin.

Istros < Ishtor < Ishkur.

             > Toris => Douro, etc.

Amphie-Ter-us.

     So-Ter

  Di-Thyr-amb-os

Eleu-Ther-eus < El-Eu-her-teus

              EL-Eu-her | < Le-Wer > lat. Liber |-teus.

Tauro-Ke-Phalus

Tauro-kranos

Tauro-metôpos

Tauro-s

Em ambos os casos existe também uma evidente relação entre o nome do rio e uma região demarcada de vinhos o que só pode ser uma relação semantica entre os factos da geografia actual e a lenda de que a cultura do vinho foi espalhada pelo mundo por Dionísio.

 

Ver: TUNIS (***) & ODIN (***)

 

Quer isto dizer que não teria sido de todo impossível que originalmente Dioniso tenha sido a forma juvenil do deus supremo, ou seja, tanto variante de Hades como parece óbvio, como de Posei-Don / Neptuno como se subentende da etimologia, quanto do próprio Zeus como se suspeita da estranha relação de paternidade que este tem com Dioniso e, sobretudo, da forma como ambos nasceram e morreram numa gruta de Creta. Na verdade, a referências a Zeus nos documentos micénicos não são claras nem unívocas.

4. DI-WE/DI-WI-JE-U < Divisheu > Divisheus > Div Zeus.

8. DI-WO = Zeus

9. DI-WI-JA < Divisha > Diwia (female counterpart of Zeus)

DI-U-JA (month-name DIWIOIOS) DIWIA -- Lesson 26: Mycenaean and Late Cycladic Religion and Religious Architecture. [14]

The earliest images of the god were mere Hermae with the phallus (Paus. ix. 12. § 3), or his head only was represented. (Eustath. ad Hom. p. 1964.)

Se a maneira mais antiga de representar dionísio foi um falo tal como Osíris foi um obelisco é quase seguro que a representação mais arcaica ainda presente em alguns locais dos Himalaias é um montículo de pedras. Sendo assim, qualquer monte de pedregulhos era uma imagem natural do “deus menino”.

Another symbol of the god was the 8-form shield. In North Africa it is found associated with the Libyan goddess Neith, who was a Great Mother with a fatherless son. On Mycenæan and Cretan signets and seals this shield is sometimes shown with human head and arms. It was used by one of the Hittite tribes, and may be identical with the Bœotian shield. A similar pattern also "appears as an ornamental motive on a bronze belt of the latest Bronze or earliest Hallstatt period in Hungary". The so-called "spectacle marking" on the Scottish sculptured stones, which sometimes appears upright and sometimes longwise, may have been an 8-form shield of symbolic significance -- an attribute of the god or goddess of fertility.

The double axe was another distinctive symbol of the Cretan god. In Malta certain folk-tales make reference to "Bufies", which is believed to signify "Axe-land", situated somewhere beyond the Sahara. "Axe-land", says Mr. R. N. Bradley, "must be one of the original homes of the axe, and therefore possibly of Neolithic culture." -- Myths of Crete and Pre-Hellenic Europe, by Donald A. Mackenzie, [1917], at sacred-texts.com.



[1] http://mythologica.fr/grec/melampous.htm#sthash.GKh970FU.dpuf

[2] Copyright 1996, 1997, Trustees of Dartmouth College Revised: Thursday, June 26, 1997.

[3] Theoi Project Copyright © 2000 - 2006, Aaron Atsma.

[4] © Argyros George Argyrou.

[5] (ll. 1-9) I begin to sing of ivy-crowned Dionysus, the loud- crying god, splendid son of Zeus and glorious Semele. The rich- haired Nymphs received him in their bosoms from the lord his father and fostered and nurtured him carefully in the dells of Nysa, where by the will of his father he grew up in a sweet- smelling cave, being reckoned among the immortals.

[6] Theoi Project Copyright © 2000 - 2006, Aaron Atsma.

[7] Bata lives with his elder brother Anpu and Anpu's wife, caring for the cattle and working in the fields. He is beautiful and proper, for all purposes living as their son. Sent home for seed-corn, Bata is shocked when his sister-in-law attempts to seduce him. He chastises her and promises to never speak of the incident, but in anger she tells Anpu that Bata has beaten her when she refused him. A murderous Anpu pursues Bata until a god places crocodile-infested water between them. After a night's rest, Bata tells the true events to his brother. He severs his penis and casts it into the water, where a fish swallows it. As a repentant Anpu weeps in grief, Bata says he will henceforth live in the Valley of the Cedar, keeping his heart on top of the cedar flower. He tells Anpu that should he ever be given a mug of beer that foams up, he will know Bata is dead. Anpu should then come to the Valley and search for Bata’s heart, even if it takes seven years. If the heart is placed in cold water, the dead Bata will come to life. Returning home, Anpu kills his wife. Bata makes a beautiful home in the Valley of the Cedar, sleeping each night under the cedar tree where he keeps his heart. The Nine Gods create a beautiful wife for him, but predict she will have a sharp death. Bata warns the girl to never go out lest the sea steal her, but she disobeys. The sea gets a lock of her hair and carries it to where the Pharaoh of Egypt's clothes are laundered. The scent of the hair enters his clothes and he learns of the beautiful wife. He sends men after her; Bata kills many, but the girl betrays him, telling where his heart is kept. The cedar tree is cut down, Bata dies, and his wife becomes the Favorite of the King. Anpu's beer foams, and he hurries to the Valley to search for Bata's heart. In the fourth year of searching he finds a berry which he puts in a jar of cold water, and by morning the heart and Bata have revived. Bata becomes an extraordinary bull which Anpu gives to Pharaoh, and the bull tells the Favorite his true identity. She persuades Pharaoh to slaughter the bull, but where the bull's blood drops, two trees grow overnight. As she sits under one tree, it tells her it is Bata. The trees are cut, but a splinter flies into her mouth and she becomes pregnant. She gives birth to a son, who becomes Crown Prince and succeeds the Pharaoh. He tells the officials all that has occurred and the wife is judged. Anpu is made Crown Prince and becomes Pharaoh when his brother dies. - Anpu and Bata Collection Title: One Hundred Favorite Folktales Page(s): 36-44 Source: Lewis, Bernard, Ed. Land of Enchanters. (London: Harvill Press, 1948).

[8] Theoi Project Copyright © 2000 - 2006, Aaron Atsma.

[9] TITUS AS APOLOGIA: Grace for Liars, Beasts, and Bellies by Dr. Reggie M. Kidd.

[10] The story about the introduction of his worship there is as follows: There was at Troy an ancient image of Dionysus, the work of Hephaestus, which Zeus had once given as a present to Dardanus. It was kept in a chest, and Cassandra, or, according to others, Aeneas, left this chest behind when she quitted the city, because she knew that it would do injury to him who possessed it. When the Greeks divided the spoils of Troy among themselves, this chest fell to the share of the Thessallian Eurypylus, who on opening it suddenly fell into a state of madness. The oracle of Delphi, when consulted about his recovery, answered, "Where thou shalt see men performing a strange sacrifice, there shalt thou dedicate the chest, and there shalt thou settle." When Eurypylus came to Aroë in Achaia, it was just the season at which its inhabitants offered every year to Artemis Triclaria a human sacrifice, consisting of the fairest youth and the fairest maiden of the place. This sacrifice was offered as an atonement for a crime which had once been committed in the temple of the goddess. But an oracle had declared to them, that they should be released from the necessity of making this sacrifice, if a foreign divinity should be brought to them by a foreign king. This oracle was now fulfilled. Eurypylus on seeing the victims led to the altar was cured of his madness and perceived that this was the place pointed out to him by the oracle; and the Aroëans also, on seeing the god in the chest, remembered the old prophecy, stopped the sacrifice, and instituted a festival of Dionysus Aesymnetes, for this was the name of the god in the chest. Nine men and nine women were appointed to attend to his worship. During one night of this festival a priest carried the chest outside the town, and all the children of the place, adorned, as formerly the victims used to be, with garlands of corn-ears, went down to the banks of the river Meilichius, which had before been called Ameilichius, hung up their garlands, purified themselves, and then put on other garlands of ivy, after which they returned to the sanctuary of Dionysus Aesymnetes. (Paus. vii. 19 and 20.)

[11] Nin-gishzida = The name means "Trusty timber". He is a Sumerian god paired with Dumuzi, son of Ninazu, consort of Belili, doorkeeper of Anu. Main cult centers were located in: Gishbanda, between Lagash and Ur. His symbol was the horned snake known as Basmu in akkadian, it was sixty leages long and had multiple mouths and tongues. -- by John Magill.

[12] Ambarvalia was a Roman agricultural fertility rite held at the end of May in honour of Ceres. At these festivals they sacrificed a bull, a sow, and a sheep, which, before the sacrifice, were led in procession thrice around the fields; whence the feast is supposed to have taken its name, ambio, I go round, and arvum, field. This sacrifice was called a suovetaurilia in Latin.

[13] The Assyrian and Israelite Origin of the Northern Europeans and Americans, Dr. Muhammad Shamsaddin Megalommatis.

[14] © Copyright 1996, 1997, Trustees of Dartmouth College, Revised: Thursday, June 26, 1997.

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