domingo, 3 de janeiro de 2016

ALVOR – A MONTANHA DA AURORA (actualização de 03/01/2016), por Artur Felisberto.

OS MONTES DA AURORA DOS HITITAS
E A ETIMOLOGIA DA SUPERIORIDADE.
Será possível saber se existiu de facto uma dupla montanha que tenha sido de tal modo importante para os povos primitivos que tenha sido responsável por este mito? Parece que na Anatólia existe ainda hoje um par de montes vulcânicos gémeos que têm o mesmo nome dum antigo deus hitita feito inteiramente de pedra!
Ulikummis: Son of Kumarbis. He was made to oppose Teshub. There is also mention that he destoys some of mankind. However, he is actually described as being blind, deaf, and dumb; as well as immobile. He was made of stone and placed on Ubelluris' shoulder to grow. He grew until he reached heaven itself. When the gods found him, Ishtar removed her clothing and attempted to lull him with music, but he didn't see or hear her (as he was a blind and deaf creature). The gods attempted to destroy him, but had no affect (he didn't even notice). Finally, Ea called for the Copper Knife that had been used in the seperation of heaven and earth. He then used the blade to sever Ulikummis from Ubelluris' shoulder; lopping the creature off at the feet. Teshub was then able to destroy the creature totally. It is interesting to note that this god's name is the same as a pair of twin volcanic mountains in Asia Minor. This may explain why he is said to be destroying mankind, even in his seemingly catatonic state.
Sumer: Ul = Stone. Mí → munus = woman, female (some read in certain contexts, but its relationship to munus is unclear). Men, OS men4 (a kind of crown or turban). Kù(g) (kug) to be sacred, holy; to sanctify. Kù(g) holy, sacred; shining, bright, clean, pure (cf. Vanstiphout, AV Jacobsen II (2002) 259f.) kú → gu7. Gu flax; linen(?); thread, string; snare. gu-du buttocks.

*Ururu
< Ulili
< Ulili
| y

asis
*Ururu
< Ulilu
< Il(i)lu
| y
-an
kas
*Ururu
< Ulilu
< Ul(i)li
| ku
m
nis
Ullikummi < Ul-lu Ku(r)-Mun(us) = “Homem de Pedra” da “sagrada Senhora”
do Monte < *Ururu-Kima-Anu, lit. “os “montes gémeos”
da assunção da deusa mãe Tiam(at) ao céu!
Estes montes eram suportados por Ubelluris, nome seguramente do mesmo conjunto original mas que corresponderia já a uma manipulação posterior do mito pois na origem seria seguramente o outro nome do outro monte gémeo.
Na mitologia Hurrita, Upelluri foi o "deus sonhador". Os deuses colocaram a pedra gigante Ullikummi sobre os ombros de Upelluri para formar o mundo. Enquanto sonhava, Upelluri não tinha conhecimento da sua carga. Ele tem sido comparado a Atlas da mitologia grega. A contrapartida hitita foi Ubelluris, um deus montanha que segurava a borda ocidental do céu nos seus ombros.
Sumer: Ul = Stone
De facto, sem que seja necessário forçar muito a fonética:
Ul-li-kummi < Ul-lu Ku(r)-Mun(us) > Kurmen
> Herman = Hermes & Apolo
< Apell-uris, lit. “monte de Apoll(on) < Up-ell-uri > Hur. Ubelluris.
Sumer: ugu, úgu (A.KA) (or a-gù) pate, top (of the head) (muhhu); account (Englund, BBVO 10, 72 n. 242; Hilgert, OIP 121, 385); an-pa = heaven's top, zenith. Ubur = Breast, teat; spout (of a vessel). Akan(UBUR) udder, teat, nipple. Uder = Sheep
Se em sumério ubur = mama, tetas; bico (de um vaso, tetinas de um biberão), não se entende porque é que a etimologia do úbere nas línguas ocidentais teria que descambar para veleidades indo-europeias sem sentido.
Úber = adj. abundante; • produtivo; • s. m. glândula mamária das fêmeas de alguns animais; • adj. fecundo; • fértil. < Lat. ūber = teta, mama, úbere, um peito que amamenta; riqueza, fecundidade. < Proto-Indo-European *h₁ewHdʰr̥-, *h₁owHdʰr̥-, *h₁uHdʰr̥- ‎(“udder”). Cognates include Vedic Sanskrit ऊधर् ‎(ū́dhar), Ancient Greek οὖθαρ ‎(outhar), Old and modern English udder.
«Úber» < Lat. ūber < ??? Proto-Indo-European *h₁ewHdʰr̥-,
*h₁owHdʰr̥-, *h₁uHdʰr̥- ‎(“udder”) < ??? > Sumer: UB-UR ⬄ Uder (ovelha)
> «odre».
O descrédito a que se dão as teorias indo europeias não tem paragem demonstrando-se cada vez mais que se trata de um movimento linguístico que surgiu antes do tempo numa época em que ainda não se conheciam bem as escritas mais antigas do oriente médio.
O próprio sumério parece indicar a origem etimológica do termo ub-ur a partir do sinónimo Akan que ao lado de A.KA (→ ugu, úgu = topo) nos leva a suspeitar que se trata das mamas da deusa mãe que estão no topo do peito ou estavam no topo do céu por onde Shu segurava a Noite identificando-se assim imediatamente o mitema de Shu como sendo Atlas segurando Anut a noite dos egípcios.
Ki-A-Nag = Fountain
Assim, parece ser o termo sumério, a-kan, o mais arcaico aglutinando o «a» de água com o «kan», que em sumério já não parece ter sentido, mas que em proto linguagem nos reporta para Ki-An, o monte Sião da aurora primordial. A-kan, que também em sumério já não fazia sentido como “água do monte” (como Ki-A-Nag é fonte) e por isso passou a significar primeiro, leite ou “água do peito” e, depois de uma metonímia, passou a significar a mama.
Ùĝ people, population (reading ukù is obsolete; some maintain the older reading un as with alam/alan rather than alaĝ). Úku(r) (ùkur) poor (person), pauper.
Do mesmo modo que a.ka em sumério se relaciona com ugu para significar topo é possível postular a existência de ukù a partir de úku(r). Só não se entende a figura de retórica que fez com que a “lenha do monte” passasse a significar topo da cabeça...a não ser recordando que andar com lenha à cabeça era o pão nosso de cada dia das populações rurais antes do aparecimento do gaz doméstico! Seja como for, agora já é possível conectar as duas variantes ub-ur / akan para «mamas» a partir de úku(r).
A-kan ⬄ *a-kur < *úku(r) < ú-kur < ubur <= Subar-tu
    «Upa» < Egl. up < *upu > ukù > ugu.
The land of Subartu (Akkadian Šubartum/Subartum/ina Šú-ba-ri, Assyrian mât Šubarri) or Subar (Sumerian Su-bir4/Subar/Šubur) is mentioned in Bronze Age literature. The name also appears as Subari in the Amarna letters, and, in the form Šbr, in Ugarit.
A única conotação que de imediato nos ocorre entre Ubur e Sutartu é o facto de esta última ser uma região montanhosa ao norte da Suméria e por isso no topo da geografia arcaica e acima da foz do Tigre.
O Hitita Up-ell-uri revela um radical *Upel que pode indicial um deus esquecido que seria aparentemente apenas o “senhor (el) *Upa, ou seja de cima dos montes, e não ter muito a ver directamente com Apolo mas sobretudo deixa-nos dúvidas quanto à etimologia indo-europeia dos termos superlativos das línguas latinas e ocidentais.
Up (adv.) = Old English up, uppe, from Proto-Germanic *upp- "up" (cognates: Old Frisian, Old Saxon up "up, upward," Old Norse upp; Danish, Dutch op; Old High German uf, German auf "up"; Gothic iup "up, upward," uf "on, upon, under;" Old High German oba, German ob "over, above, on, upon"), from PIE root *upo "up from below" (cognates: Sanskrit upa "near, under, up to, on," Greek hypo "under, below," Latin sub "under;" see sub-).
De facto a raiz PIE *upo é o deus *Upel que identificamos no nome do deus hitita Up-ell-uri, entidade que não encontramos na mitologia suméria...porque possivelmente era de origem egeia onde tinha o nome mais provável de Hiperião, um dos titãs, filhos de Urano e Gaia que casou com Teia e de que nasceram Eos, Hélio e Selene. Segundo interpretações racionalistas dos helenistas estas crenças e a de ser considerado o deus da observação...tal como a sua irmã era a deusa da vista, decorreriam do facto de ter sido o primeiro astrónomo da história.
De Hiperión se nos dice que fue el primero en entender, por su diligente atención y observación, el movimiento del sol, la luna y las demás estrellas, así como de las estaciones, que están provocadas por estos cuerpos, y dar a conocer estos hechos a los demás; y por esta razón fue llamado padre de estos cuerpos, pues había engendrado, por así decirlo, la especulación sobre ellos y su naturaleza.
Ovídio, que identificava Hiperião com Mitra, que nasceu de uma rocha, refere que os persas lhe sacrificavam cavalos, porque nenhuma vítima lenta poderia se sacrificada a um deus rápido...como teria que ser o pai e observador atento dos grandes astros. No entanto, a posição de sustentáculo atlântico do mundo não se encontra tão explícita como a de Shu na mitologia egípcia onde aparece a separar o céu da terra. Não é no entanto o pai do sol e da lua nem da aurora mas...separando o céu da terra permitiu que aparecimento da luz do sol que dá vida e luz ao dia e então, pelo menos aparentemente criou as estrelas.
Anhur's name also could mean “Sky Bearer” and, due to the shared headdress, Anhur was later identified with Shu, becoming An-hur-Shu. He is the son of Ra and brother of Bastet if identified as Shu.
Figura 8: Chu, o deus dos egípcios que separava o céu (Nut) da terra (Gebo). Este mitema seria o que os cretenses usavam para Hiperião mas que os gregos não conservaram inteiramente.
De facto, se a estrutura morfológica simples do nome de Shu não permitiria encontrar o paralelismo com Hiperião já a forma compósita An-hur-Shu, sim que o explicita bem! Em simultâneo recuperamos o rasto sumério do céu Anu que os egípcios haviam trocado de sexo para Anute...tal como haviam trocado o de Ki / Ge para Gebo demonstrando-se assim que a mitologia egípcia era importada seguramente de Creta onde a ordem do nome está mais correta.
An-hur-Shu = Shu-Kur-An < Shu-Ker-Anu > Shu-pher-u-An
> Hyperion / Ὑπερίων > Cyp(e)rian-(us) <       Shu-pher > Lat. Super, us, ior.
Super- = word-forming element meaning "above, over, beyond," from Latin super-, from adverb and preposition super "above, over, on the top (of), beyond, besides, in addition to," from *(s)uper-, variant form of PIE *uper "over" (cognates: Sanskrit upari, Avestan upairi "over, above, beyond," Greek hyper, Old English ofer "over," Gothic ufaro "over, across," Gaulish ver-, Old Irish for), comparative of root *upo "under" (see sub-).
Over (prep.) = Old English ofer "beyond, above, upon, in, across, past; on high," from Proto-Germanic *uberi (cognates: Old Saxon obar, Old Frisian over, Old Norse yfir, Old High German ubar, German über, Gothic ufar "over, above"), from PIE *uper (see super-).
Above (adv.) = Old English abufan, earlier onbufan, from on (see on; also see a- (1)) + bufan "over," compound of be "by" (see by) + ufan "over/high," from Proto-Germanic *ufan- (cognates: Old Saxon, Old High German oban, German oben), from PIE root *upo (see up (adv.)).
Obviamente que todas as etimologias que procuram outra explicação mais banal no indo-europeu esbarram com estes elevados factos mitológicos colocando-se assim em posição sub lunar de inferioridade manifesta. Na verdade os supostos indo europeus são antes derivados do nome e do culto de Hiperião.
Quanto ao termo inverso relativo à inferioridade é possível que tenha ocorrido por mera inversão do sentido de termos corrompidos derivados de super possivelmente conotado com a fonética e a mitologia de Gebo, cosmologicamente colocado em posição submetida e inferior a An-hur-Shu.
Sub- = (…) This is said to be from PIE *(s)up- (perhaps representing *ex-upo-), a variant form of the root *upo- "from below," hence "turning upward, upward, up, up from under, over, beyond" (cognates: Sanskrit upa "near, under, up to, on," Greek hypo "under," Gothic iup, Old Norse, Old English upp "up, upward," Hittite up-zi "rises"). The Latin word also was used as a prefix and in various combinations.
Embora o mito hitita não o diga de maneira explícita podemos aceitar que, sem ter que forçar muito as coisas, do mesmo modo que existem semelhanças fonéticas entre estes nomes e o nome de Illuyankas também terão existido relações semânticas entre eles na medida em que terão feito parte do mesmo mito relativo ao montes vulcânicos gémeos, ainda hoje denominados Ulikummis na Ásia menor.
Figura 9: Panteão hitita de Yazili-kaya, lit. “o espaço dos reis” onde o conceito de «superioridade» enquanto soberania suprema se manifesta pictograficamente de forma explícita.
Yazilikaya < Wiziri-kaia < *Ki-phuris-Gaia > Grec. Basileia.
Teshub subjugando os montes Ulikummis. A aparência suméria das suas vestes não deixa de ter que ser apreciada como uma metáfora de vitória sobre povos estrangeiros de cultura suméria possivelmente hurritas.
Illuyankas = «dragão» < Thrakan < Warki-an > Vulcano < *Kauran
< (El) Kaury an (u)s ?
Illuyankas <*Ururujankas < Il ury Enki(as),
lit. “o altíssimo guerreiro de Enki”.
Illuyankas: A dragon slain by Teshub. There are two versions of this myth. In the old version, they two gods fight and Illuyankas wins. Teshub" then goes to Inaras for advice, and she devises a trap for the dragon. She goes to him with large quantities of liqure, and entices him to drink his fill. Once drunk, the dragon is bound, and Teshub appears with the other gods and kills him. In the later version, the two gods fight and Teshub, again, loses. Illuyankas then takes Teshub's eyes and heart. Teshub then has a son, who grows and marries Illuyankas' daughter. Teshub tells his son to ask for his eyes and heart as a wedding gift, and it is given. Restored, Teshub goes to face Illuyankas once more. At the point of vanquishing the dragon, Teshub's son finds out about the battle; realizing that he had been used for this purpose. He demaned that his father take him along with Illuyankas, and so Teshub killed them both.

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