domingo, 3 de julho de 2022

ECO e a equidade, por Artur Felisberto

 


Equidade (em latim: Aequitas) era um conceito latino que evocava a noção de justiça, igualdade, conformidade, simetria. Na Roma Antiga, pode referir-se tanto o conceito legal de equidade ou justiça entre indivíduos.

Foi desenvolvido no direito romano dentro do âmbito do "ius honorário", forjado pela jurisprudência dos pretos, a fim de se desviar das regras rígidas e ritualistas da "ius civil" em nome de um princípio de equidade entre as partes.

Cícero dividiu a equidade em três partes: a primeira pertencia aos deuses acima (ad superos deos) e que era equivalente à piedade, obrigação religiosa; a segunda que pertencia aos Manes, os espíritos do mundo inferior ou espíritos da morte, que eram sagrados (sanctitas); e a terceira pertencia aos seres humanos (homines) sob a forma da justiça (iustitia).

Durante o Império Romano, Equidade como uma personificação divina era parte da propaganda religiosa do império, sob o nome "Equidade do Augusto" (Aequitas Augusti), que também aparece em moedas. Ela é retratada em moedas segurando uma cornucópia e uma balança (libra), que era frequentemente mais um símbolo da "medida honesta" para os romanos do que de justiça.



Figura 11: AEQUITAS AVG, Aequitas standing left holding scales and cornucopia.

A deusa equidade era identificada coma a deusa Moneta.



Figura 12: OBVERSE: IMP DIOCLETIANVS P F AVG, laureate head right. REVERSE: SACR MONET AVGG ET CAESS NOSTR, Moneta.

«Igual» < aequ-alis < Lat. Aequus < aiquos

< proto-itálico *aikʷos ou *aikwos < de origem desconhecida.

Cf. no entanto, a tribo itálica Aequī, Aequīcolī (+ raiva), e os topônimos Aequum Tūticum (Hirpinia), Aequum Faliscum e Aequī Faliscī (Etruria), Superaequum (Samnium), em alguns dos quais o substantivo aequum (“planície”), em outros talvez o adjectivo "arrasado" possa ser visto. Provavelmente não relacionado à unidade sânscrita (aikya, “concórdia, identidade, mesmice”).

Aequus (aecus, Pac. 32 Rib.; Lucr. 5, 1023 Lachm. e Munro; AIQVOS, SC de Bacch. 1. 26), a, um, adj. anteriormente referido a ΕΙΚΩ, οικα, mas Pott o conecta com o sânscrito. ēka = um, como se fosse propriamente, um e uniforme; outros o consideram semelhante a aemulor, q. v..

Εἴκω = colher, ceder passagem < De uma forma mais antiga ϝεικω : weikō. De Proto-Indo-Europeu *weyk- (“curvar, dobrar; trocar”)

Εἴ-κω < ϝει-κω < wei-kō< ??? *weyk- (“curvar, dobrar; trocar”)

Ἔοικα = “parecer-se com” <Formas alternativas οἶκα (oîka) – Jonico

Et tempore et loco aequo,” Liv. 26, 3: “tempore aequo,” Suet. Caes. 35. —

Aequo = «adequado» < ad-aequāre

«Adequado» = 2. Que é bom ou próprio para determinado efeito, lugar ou objectivo. = APROPRIADO, CONVENIENTE, PRÓPRIO, ADEQUADO.

Tudo aponta para que «equidade» derive do conceito do que “é próprio dum lugar” (ou seja, uma ideia primitiva e intuitiva de moralidade relacionada com o que faz parte dos hábitos, tradições e costumes de um lugar ou comunidade.

Aequus < aiquos < proto-itálico *aikʷos ou *aikwos, < Ἔοικα

= “parecer-se com (Jonio oîka)< *Eu-oicos < οἶκος

 

Ver: DA ÉTICA À ESTÉTICA (***)

 

Já a alternativa εἴκω = colher, ceder passagem < forma mais antiga ϝεικω : weikō  < Proto-Indo-Europeu *weyk- (“curvar, dobrar; trocar”) será um falso cognato derivado de *εu-ἴκω > Ue-ἴκω > ϝεικω.

Ἵκω < *seyk- (“alcançar (para)”). Os sinônimos ἱκάνω (hikánō) e ἱκνέομαι (hiknéomai) são da mesma raiz, com sufixo nasal. Possivelmente cognato com ἥκω (hḗkō, “ter chegado, estar presente” Aqui!).

Ἥκω < Incerto, mas parece vir do proto-indo-europeu, talvez *seyk-. Compare ἵκω (híkō, “vir”).

«Eco» < Grego Ekhó

EKHO (Eco) era uma ninfa Oreiad do Monte Kithairon (Cithaeron) na Boiotia. A deusa Hera a amaldiçoou com apenas um eco por uma voz como punição por distraí-la dos assuntos de Zeus com sua tagarelice sem fim. Ela era amada pelo deus Pan, e ela mesma se apaixonou pelo menino Narkissos (Narciso). Quando o jovem rejeitou seus avanços, ela definhou, deixando nada para trás além de uma voz ecoando. Na antiga pintura de vasos gregos Ekho foi retratado como uma ninfa alada com o rosto envolto em um véu.

Pausanias, Descrição da Grécia 2. 35. 10 (trad. Jones) (livro de viagem grego C2 d.C.): "À direita do santuário de Khthonia (Chthonia) [ou seja, Deméter da Terra, na cidade de Hermione, Argos] há um pórtico, chamado pelos nativos de Pórtico de Ekho (Eco). É tal que, se um homem fala, reverbera pelo menos três vezes."

Eco era uma das Oréades, as ninfas das montanhas, e adorava sua própria voz. Como Zeus gostava estar entre as belas ninfas, visitava-as com grande frequência. Suspeitando dessas ausências do esposo, Hera veio à terra a fim de o apanhar em flagrante delito com as suas amantes.

Sendo a prolixa Eco a única do grupo que não se divertia com Zeus, intentou salvar as suas amigas, tagarelando com a esposa de Zeus ininterruptamente, de forma a possibilitar que o deus e as outras ninfas escapassem. Finalmente a deusa conseguiu livrar-se dela e, chegando ao campo onde os amantes estavam, encontrou-o deserto.

Zeus havia usado do dom de Eco falar fluente e eloquentemente pelos cotovelos para distrair a esposa, a fim de continuar os seus adultérios. Hera logo descobriu o ardil e condenou-a para sempre a repetir apenas as últimas palavras das frases que os outros diziam (ecolalia). A ninfa perdia assim seu mais precioso dom da tagarelice, aquilo que mais amava.



Figura 13: Eco & Narciso. Museu Arqueológico Nacional de Nápoles (inv. 9380); fresco de Pompeia (45-79 dC). (Restauro cibernético do autor).

Enquanto vagava em seu sofrimento, encontrou um homem chamado Narciso que era tão belo que tanto as mulheres quanto os homens se apaixonavam logo por ele assim que o viam.

Mas Narciso, que parecia não ter coração, não correspondia a ninguém.

Certo dia, vagando pelos bosques, Eco encontrou o belo mancebo por quem logo tombou de amores. Como não podia falar-lhe, limitou-se a segui-lo, sem ser vista.

O jovem, porém, estando perdido no caminho, perguntou: "Está alguém aqui?"

Ao que obteve apenas a resposta: "Aqui, aqui, aqui…".

Segundo outras fontes, Eco era uma ninfa que tinha maravilhosos dons de canto e dança, que desprezava os amores de qualquer homem. O deus Pã dela se apaixonou, mas obtém-lhe apenas o desdém. Tolhido em sua lascívia, Pã se enfurece, ordenando aos seus seguidores que a matem. Eco foi então estripada, e seus pedaços espalhados por toda a Terra.

A Titã Gaia incorporou os pedaços da ninfa, com os restos de sua voz, que repetem as últimas palavras que os outros dizem.

Em algumas variantes dessa versão, Eco e Pan chegaram a ter uma filha, chamada Jambe, de que derivou o nome dos versos jâmbicos (pé de verso formado por uma sílaba longa e outra breve).

«Eco» < Lat. Ēchō < ηχώ < ἠχή (ēkhḗ) < ἦχος (êkhos, “sound”) < Ἠχώ

            > Lat. ecce (homo)!

«Eis» < Lat Ecce < etimologia incerta. < Eia A-qui! (Ki = Terra), quase de certeza ou seja próximo da etimologia do Eco.

São fortes os indícios de que o mito de Eco é uma variante de várias deusas de amor e fertilidade particularmente Anat / Istar / Isis...e Ishat.

Ísis, Aset ou Eset, é uma das deusas mais importantes do antigo Egipto. Seu nome é a forma grega de uma antiga palavra egípcia para “trono”, ou melhor, sede ou assento. Não podemos garantir se foi o trono que deus nome ao assento por correlação hieroglífica ou, como seria mais lógico, se foi o nome do trono da deusa mãe ou de qualquer lugar onde esta se assentava. Como sabemos, primordialmente a deusa mãe era a terra e por isso qualquer lugar em cima da terra era um aqui onde a deusa mãe estava presente e sentada. Este conceito parece ser o que se manteve na mitologia do nome da deusa Eco: Aqui! Aqui! Aqui!

A relação desta mitologia com Pan e reminiscências de sacrifícios humanos arcaicos de fertilidade agrícola parecem garantir antiguidade desta deusa que acabou destronada por Hera das funções de deusa mãe como era Isis.

Ishat é uma deusa fenícia do fogo (seu nome significa simplesmente "Fogo"), chamada de "a cadela dos deuses". Ela é mencionada no Épico de Ba'al como um dos inimigos do Deus que é destruído por Anat, a Deusa guerreira. Ishat é chamado de "o ígneo" e é evidentemente uma deusa do fogo e do calor; como Ba'al é o Deus da chuva e do relâmpago (personificado como as deusas Talaya e Pidraya, respectivamente) Que traz umidade vivificante para uma terra seca, talvez Ishat represente o calor ardente do verão que faz com que as plantas murchem e morram.[1]

Quando uma deusa é destruída por outra é sinal de que a substituiu porque eram variantes da mesma entidade mítica.

Formas alternativas ᾱ̓χᾱ́ (ākhā́) - Dórico < ??? Do proto-indo-europeu *(s)wehgʰ-.

Cognatos são difíceis de atribuir com certeza, mas provavelmente incluem latim vāgiō, sânscrito वग्नु (vagnu), inglês antigo swōgan (inglês sough).

A etimologia indo-europeia não faz sentido quer porque não ressoa a nada quer porque não leva a nada que faça sentido.

Então teríamos:

Ἠχώ < ήχος (íchos) < ἠχή < Echat < Achat < Ichat.

             Ich-Ki < Ichat = Ich-Ati

Ἰξίων < Ich-Ki-ão.

“Ixion era filho de Ares, ou Leonteus, ou Antion e Perimele, ou o notório malfeitor Phlegyas, cujo nome conota "ardente”, ou seja, tem conotações com Ishat.

ῐ̔κέτης • (hikétēs) m (genitivo ῐ̔κέτου); primeira declinação (épico, ático, jônico) Aquele que vem em busca de ajuda ou proteção, suplicante = Aquele que vem em busca de purificação depois de ter assassinado alguém: comum na Ilíada e na Odisseia.

Ver Orestes e Recordar o «Adeste Fidelis!» Ou seja chegai-vos e sentai-vos Aqui no chão que é o seio da Terra Mãe!

Esta deusa do fogo fenícia Ichat seria também a deusa da crepitação que fazem as achas das fogueiras quando ardem ou dos relâmpagos quando troveja. Se os fenícios exaltaram o lado fogoso desta deusa os gregos retiveram o lado sonoro. No entanto há muitas semelhanças em ambos os mitos desde logo o facto de Eco ser possivelmente uma variante evolutiva de Eos e ambas formas de uma deusa do amor violento e incontido.

 

 



[1] Ishat is a Phoenician Goddess of fire (Her name simply means "Fire"), called "the Bitch of the Gods". She is mentioned in the Epic of Ba'al as one of the enemies of the God who is destroyed by Anat, the warrior Goddess. Ishat is called "the Fiery" and is evidentally a Goddess of fire and heat; as Ba'al is the God of the rain and lightning (personified as the Goddesses Talaya and Pidraya, respectively) Who brings life-giving moisture to a dry land, perhaps Ishat represents the burning heat of summer that causes the plants to wither up and die.

sábado, 11 de junho de 2022

DESENHOS DE VASOS GREGOS, James Millingen Ancient Unedited Monuments, por Artur Felisberto

 Desenhos ciberneticamente restaurados por Artur José Felisberto da obra: ANCIENT UNEDITED MONUMENTS. PAINTED GREEK VASES, FROM COLLECTIONS IN VARIOUS COUNTRIES Of PRINCIPALLY IN GREAT RRITAIN, ILLUSTRATED AND EXPLAINED By JAMES MILLINGEN.




















































domingo, 24 de abril de 2022

DESENHOS DE VASOS GREGOS, AUSERLESENE GRIECHISCHE VASENBILDER I, por Artur Felisberto

 

 


 

AUSERLESENE GRIECHISCHE VASENBILDER,

 

HAUPTSÄCHLICH ETRUSKISCHEN FUNDORTS.

 

HERAUSGEGEBEN

 

VON

 

EDUARD GERHARD,

 

ARCHÄOLOGEN DES KÖNIGL. MUSEUMS ZU BERLIN, DES ARCHÄOLOGISCHEN INSTITUTS ZU ROM DIRIGIRENDEM SEKRETÄR,

DER KÖNIGE. AKADEMIE DER WISSENSCHAFTEN ZU BERLIN ORDENTLICHEM, DER KÖNIGE.

SOCIETÄT ZU GÖTTINGEN AUSWÄRTIGEM, DES KÖNIGE. FRANZÖSISCHEN INSTITUTS, DER HERKULANISCHEN AKADEMIE, DER KÖNIGL. LITTERARISCHEN SOCIETÄT ZU LONDON, DER K. K. AKADEMIE DER KÜNSTE ZU WIEN U. A. KORRESPONDIRENDEM UND EHRENMITGLIED.

ERSTER THEIE.

 

GÖTTERBILDER.

 

SEINER MAJESTÄT

FRIEDRICH WILHELM

KÖNIG VON PREUSSEN

 

IN TIEFSTER UNTERTHÄNIGKEIT ZUGEEIGNET.

 

 

Ew. Königliche Majestät haben mir Allergnädigst gestattet, Allerhöchstdenselbenein Werk zu widmen, dessen Gegenstand Ew. Majestät schon früher bei mehrfachem Anlafs zu beachten geruhten.

Die Entdeckungen Etruriens, deren Anbeginn Ew. Majestät in Italien erlebten, sind in den Bereich der Wissenschaft übergegangen. Das Institut für archäologische Korrespondenz, unter Ew, Majestät Schutz in Rom gegründet, hat der Alterthumskunde ein neues Element überwiesen, welches im Apparat des hiesigen Königlichen Museums eine Gallerie archäologischer Inedita bildet.

Einigen Glanz verliert die Forschung, während die Wahrheit ihr obliegt. Unbezeugt bleibt der Etrusker geträumtes Reich, Porsenna’s pharaonischer Bau bleibt fabelhaft, wie Etruriens Sprache verloren bleibt. Dafs von Italien aus eine Brücke geschlagen sei, um die Fäden uralter Kulturgeschichte bis an den Nil zu verfolgen, wird durch seltsame Widerspiele ägyptischer Kunst fürs erste noch nicht entschieden; wohl aber sind die Kulturfäden Griechenlands in einem Umfang uns dargeboten, der von Etrurien aus Anfang und Reife der griechischen Kunst überschauen, der in der poetischen Götterwelt der Hellenen die starre Weisheit des Orients veredelt uns wiedererblicken läfst. Zur Bearbeitung dieser Probleme boten die Vasen Etruriens als reinste und ergiebigste Quelle sich dar. Den tausendfältigen Vorrath dieser bald schönen bald charakteristischen üeberreste in Hauptzügen darzustellen, die Ergebnisse alter Kunstund Religionserforschung daran zu knüpfen, war die Aufgabe des Werks, welches in tiefster und dankbarster Unterthänigkeit Ew. Königlichen Majestät ich hiemit zu Füfsen lege.

 

VORREDE.

INHALT
  — IV. ATHENENS GEBURT.Seite 3
V. VI. GÖTTER UND GIGANTEN.— 21
VII. GÖTTERVERSAMMLUNG.— 31
VIII — XII. WASSERGOTTHEITEN.— 35
VIII. Nereus.— 35
IX. Triton. ........... — 37
X. Poseidon mit Flügelrössen.. 41
XI. 1. Poseidon Epoptes. — 46
XI. 2. Poseidon und Amymone... 48
XII. Poseidon und Aethra. .. 51
 XIII — XVII. ATHLETISCHE GÖTTERVEREINE. . . — 55
XIII. Hermes, Poseidon und Delphische Gottheiten. . — 56
XIV. Hermes, Poseidon und Delphische Gottheiten. . . — 57
XV. Delphische Gottheiten, Hermes und Poseidon. . . — 59
XVI. Drei Götterpaare. ... 60
XVII. Dieselben und Demeter. 63

XVIII. XIX. PALLAS UND HERMES.— 67
XIX, 1. Hermes und Maja... 68
XIX, 2. Hermes Nomios. ........ _ 7()
 XX — XXX. DELPHISCHE GOTTHEITEN. ... — 76
XX. XXI. Vermählungsgötter. ....... 76
XXII. Apollo und Tityos.— 79
XXIII. Apollo und Artemis. .. — 83
XXIV. Desgleichen. — 85
XXV. Apollo, Leto und Artemis.— 89
XXVI. Desgleichen.— 92
XXVII — XXX. Desgleichen. ....... — 96

XXXI — XXXIX. BACCIIISCHE GÖTTERVEREINE. . — 106
XXXI. Hermes mit bacchischen Frauen.— 110
XXXII. Dionysos und Apollo. .. 114
XXXIII. XXXIV. Bacchischer Apollo.— 126. 127
XXXV. Bacchische Pallas.. 136
XXXVI. Pallas, Dionysos und Herakles.— 138
XXXVII. Athenens Saitenspiel. . . . . . . „14g
XXXVIII. Dionysos und Ilephästos. .— 150
XXXIX. Dionysos, Apoll und Ilephästos. ....
•— 154

XL — XLVI. CEREALISCHES.Seite 162
XL. Cerealischer Festzug... — 162
XLI. Dionysos und Triptolemos. ...... — 165
XLII — XLV. Triptolemos. . ..— 166 ff.
XLVI. Licht- und Erdgottheiten.— 169
XLVII. XLVJII. BACCHISCIIER POSEIDON. . . . — 172
XLVII. Dionysos und Poseidon..— 172
XLVIII. Ariadne auf Naxos.— 173
XLIX — LX. DIONYSIAKA.— 176
XLIX. Schiffender Dionysos.. — 176
LI.
Bacchischer Feldzug. . . . . . . . — 178
LII. Trompetender Silen.. . . . — 179
LIII. Wagen der Kora..— 180
LIV. Bacchisches Bocksgespann. . . . . . . — 181
LV. Bacchische Zwillinge. . . . . . . . — 182
LVI, 1. Apollo Patroos.. . . — 184
LVI, 2. Erziehung des Komos..— 185
LVII, 1. 2. Bacchischer Hephästos. ...... — 186
LVII, 3. 4. Dionysos mit dem Satyr. . . . . — 187
LVIII. Rückführung des Hephästos. . . . . . — 187
LIX. LX. Dionysos und Herakles.. — 188
LXI — LXXVIII. VERMISCHTES. . . . . . — 189
LXI. LXII. Gigantenkämpfe. ....... — 190
LXIII. Desgleichen. ......... — 191
LXIV. Bacchischer Gigantenkampf. ...... — 192
LXV, 1. Palästrische Liebesgaben. ...... — 193
LXV, 2. Poseidon und Amymone. ...... — 194
LXVI. Pallas und Hermes. . . . . . . . — 194
LXVII. Bacchischer Herakles. . . . . . . . — 194
LXVIII. Apollinischer Herakles. ...... — 194
LXIX. LXX, 1. 2. Bacchischer Herakles. . ... — 195
Ebd.j 3. 4. Apollo und Tityos. . — 195
Ebd., 5. 6. FEw.läuterung. ....... — 196
LXXI. Drei Göttinnen. . . . . . . . . — 196
LXXII. Hermes und drei Göttinnen. ..... — 197

LXXIII. Rückkehr der Kora. . . . . . . . — 198
LXXIV. Cerealische Frauen.— 199
LXXV. Triptolemos.— 200
LXXVI. Kora s Rückkehr.— 201
LXX VII. Bacchisch. . . . . . . . . — 201
LXXVIII.
Apollinisch. — 201
NACHTRÄGLICHES. . .— 204
DENKMÄLERVERZEICHNISS.— 221
REGISTER. -. — 227

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANTOLOGIA DE DESENHOS DE VASOS GRGOS

PRINCIPALMENTE DE LOCALIZAÇÕES ETRUSCAS.

 

EDITADOS

A PARTIR

DE EDUARDO GERHARD,

ARQUEÓLOGO REAL.

MUSEU REAL DE BERLIM, REAL INSTITUTO ARQUEOLÓGICO DE ROMA E REAL SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO,

E ACADEMIA REAL DE CIÊNCIAS DE BERLIM.

 

REAL SOCIEDADE DE GÖTTINGEN PARA O ESTRANGEIRO, INSTITUTO FRANCÊS, REAL ACADEMIA HERCULANA. SOCIEDADE LITTERARIA EM LONDRES, A K. K. ACADEMY DEARTS EM VIENA, OUTROS CORRESPONDENTE E MEMBROS HONORÁRIOS

 

PRIMEIRO TOMO.

 

DESENHOS DE DEUSES

 

SUA MAJESTADE FRIEDRICO GUILHERME

REI DA PRÚSSIA

 

DEDICADO À MAIS PROFUNDA MISSÃO

 

Vossa Real Majestade permitiu-me muito graciosamente dedicar-lhes uma obra, assunto sobre o qual Vossa Majestade se dignou a considerar em várias ocasiões antes. As descobertas da Etrúria, que Vossa Majestade viu começar na Itália, passaram para o domínio da ciência. O Instituto de Correspondência Arqueológica, fundado em Roma sob a protecção de Vossa Majestade, deu às antiguidades um novo elemento, que está no aparato do Museu Real local forma uma galeria de inédita arqueológica. A pesquisa perde um pouco de seu brilho enquanto a verdade lhe é incumbida. O sonhado império etrusco permanece sem testemunho, o edifício faraónico de Porsenna[1] permanece fabuloso, pois a língua da Etrúria permanece perdida. Que uma ponte tenha sido construída da Itália para traçar os fios da história cultural antiga até o Nilo não é decidido a princípio pelas estranhas contradições da arte egípcia; mas os fios culturais da Grécia são-nos apresentados num âmbito que nos permite percorrer desde a Etrúria o início e a maturidade da arte grega, que nos permite rever a rígida sabedoria do Oriente enobrecida no mundo poético dos deuses dos helenos. Os vasos da Etrúria apresentavam-se como a fonte mais pura e fecunda para o tratamento destes problemas. A tarefa do trabalho, que se realizou na mais profunda e grata submissão, foi apresentar as principais características do acervo mil vezes desses restos às vezes belos, às vezes característicos, e ligá-los aos resultados da arte antiga e da pesquisa religiosa e. por este meio deito-me aos pés de vossa majestade real.

 

PREFÁCIO.

 

CONTEÚDO

  — IV. NASCIMENTO DE ATENAS. Página 3

V.VI. DEUSES E GIGANTES.— 21

VII. ASSEMBLEIA DOS DEUSES.— 31

VIII-XII. Divindades da ÁGUA.— 35

VIII. Nereu.-35

IX. tritão ........... — 37

X. Poseidon com cavalos alados.. 41

XI. 1. Poseidon Epoptes. — 46

XI. 2. Poseidon e Amymone... 48

XII. Poseidon e Etra. .. 51

XIII-XVII. CLUBES DE DEUSES ATLÉTICOS. . . — 55

XIII. Hermes, Poseidon e divindades de Delfos. . — 56

XIV. Hermes, Poseidon e Divindades Delfos. . . — 57

XV. Divindades de Delfos, Hermes e Poseidon. . . — 59

XVI Três pares de deuses. ... 60

XVIII. O mesmo e Deméter. 63

XVIII. XIX. PALLAS E HERMES.—67

XIX, 1. Hermes e Maja... 68

XIX, 2. Hermes Nomios. ........ _ 7()

 XX — XXX. DEIDADES DELFOS. ... — 76

XX XXI. deuses do casamento. ...... 76

XXII. Apolo e Tityos.— 79

XXIII. Apolo e Ártemis. .. — 83

XXIV. Da mesma forma. — 85

XXV. Apolo, Leto e Ártemis.—89

XXVI. Da mesma forma.— 92

XXVII — XXX. Da mesma maneira. ....... — 96

XXXI - XXXIX. ASSOCIAÇÕES DE DEUSES BACCII. . — 106

XXXI. Hermes com mulheres báquicas.— 110

XXXII. Dionísio e Apolo. .. 114

XXXIII. XXXIV. Apolo Báquico. — 126. 127

XXXV. Pallas Báquicas.. 136

XXXVI. Palas, Dionísio e Héracles.— 138

XXXVII. O jogo de cordas de Athena. . . . . . . "14g

XXXVIII. Dionísio e Ilefesto. .— 150

XXXIX. Dionísio, Apolo e Ilefesto. .... •— 154

XL-XLVI. CEREAL.Página 162

XG Concurso de Cereais... — 162

XLI. Dionísio e Triptolemos. ...... — 165

XLII-XLV. Triptolemos. . ..— 166ff.

XLVI. Divindades da Luz e da Terra.— 169

XLVII. XLVJII. BACCHISCIIER POSEIDON. . . . — 172

XLVII. Dionísio e Poseidon..— 172

XLVIII. Ariadne em Naxos.— 173

XLIX—LX. DIONÍSIACA.—176

XLIX. Velejando Dionísio.. — 176

LI. Campanha báquica. . . . . . . . — 178

LII. Trombeteando Sileno.. . . . — 179

LIII. Carruagem do Kora..— 180

LIV. Equipe de fanfarrão báquico. . . . . . . — 181

LV. Gêmeos Báquicos. . . . . . . . — 182

LVI, 1º Apolo Patros .. . . — 184

LVI, 2. Educação de Komos..— 185

LVII, 1. 2. Hefesto báquico. ...... — 186

LVII, 4/3 Dionísio com o sátiro. . . . . — 187

LVIII. Retorno de Hefesto. . . . . . — 187

LIX. LX Dionísio e Héracles.. — 188

LXI — LXXVIII. DIVERSOS. . . . . . — 189

LXI. LXII. batalhas gigantes. ....... — 190

LXIII. Da mesma maneira. ......... — 191

LXIV. Batalha gigante báquica. ...... — 192

LXV, 1. Dádivas de amor da Palestina. ...... — 193

LXV, 2. Poseidon e Amymone. ...... — 194

LXVI. Palas e Hermes. . . . . . . . — 194

LXVII. Hércules Báquico. . . . . . . . — 194

LXVIII. Heracles apolíneo. ...... — 194

LXIX. LXX, 1. 2. Héracles Báquico. . ... — 195

Ibid.j 3. 4. Apolo e Tityos. . — 195

Ibid., 5. 6. Purificação do Fogo. ....... — 196

LXXI. Três deusas. . . . . . . . . — 196

LXXII. Hermes e três deusas. ..... — 197

LXXIII. Retorno do Kora. . . . . . . . — 198

LXXIV. Mulheres de cereais. — 199

LXXV. Triptolemos.— 200

LXXVI. O Retorno de Kora.— 201

LXX VII. Báquico. . . . . . . . . — 201

LXXVIII. apolíneo. — 201

ADICIONAL. . .— 204

LISTA DE MONUMENTOS.— 221

REGISTRO. -. — 227

 

 

 

RESTAURO CIBERNÉTICO DO AUTOR, ARTUR JOSÉ FELISBERTO.

 

 

 

 












































































[1] Porsenna (em latim também escrito Porsinna ou Porsena) é um governante etrusco que temporariamente assumiu o controle de Roma no final do século 6 aC.