sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

OS ALANOS, NA ROTA DO NOME DOS INDOEUROPEUS por Artur Felisberto


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Figura 1: Migrações dos Alanos entre os séculos IV-V depois de Cristo:

      Migrações.       Expedições.       Assentamentos.



Os alanos constituíam um povo com origem iraniana no nordeste do Cáucaso, entre o rio Don e o mar Cáspio.

O Alanos ou Alani (ocasional mas mais raramente Alauni ou Halani) era um grupo nómada Iraniano entre o povo Sarmácio, pastores nómadas bélicosos de variadas proveniências que falavam uma língua Iraniano e que compartilharam uma cultura comum numa grande extensão. [1]

Pontuaram entre os povos que penetraram o Império Romano tardio no período das migrações dos povos bárbaros, migrando em direcção ao ocidente nos séculos IV-V.

As várias formas do (nome) "Alano" (grego Αλανοι, Αλαννοι, chinês O-lan-na), bem como o "Iron" – auto-designação descendentes dos alanos, os ossetas modernos, (…) são uma forma dialectal iraniana para "ariano". Os antigos Alanos habitavam o que geralmente é concedido (embora não sem contestação) para ser o original ou um dos ramos originais dos arios, ou indo-iranianos, ancestrais comuns dos povos indo-arianos e iranianos. O uso de "ariano", "irron", "iraniano", etc. era uma auto-designação comum entre todos esses povos.

The Alans were also known over the course of their history by another group of related names including the variations "Asi", "As", and "Os" (Russian Jasy, Georgian Osi). It is this name which is the root of the modern "Ossetian".– From Wikipedia, the free encyclopedia.

Alan < Alani < Alauni / Halani < Karani / Karauni < K(a)ur-an

                         > Arani > Arain> Arian > Airan > Iran > Iron > «Irão».

Ashki > Ashwi > Ashi> Asi > As ó Aush > Osh > Os,

É pouco provável que estas tribos resultassem de etnias autóctones, mais precisamente do suposto ninho de arianos e indo-europeus que seria o Cáucaso, mas seria antes um local estratégico onde nómadas de toda a região da Euroásia Central se juntavam às portas das ricas e famosas civilizações do Crescente Fértil e mundo peri mediterrânico oriental. Nos alvores da história os supostos indo-europeus que invadiram a Europa seriam todos Alanos de vários subgrupos e muitos outros apenas ex-colonos mediterrânicos da periferia e outros povos longínquos euro-asiáticos. Flábio Josefo, que nessa altura conheceria melhor que nós os usos e costumes destas gentes, dizia que eles eram citas o que tanto pode ser um mero reducionismo como um facto mas o que por ora nos interessa é a origem do seu tão misterioso quanto mítico nome. Ora a primeira aproximação é que este seria de origem suméria porque na verdade identifica o nome do deus dos exércitos Kur-an, o senhor do Kur, queera também o senhor dos povos para além das montanhas que separavam o paraíso sumério dos tenebrosos reinos boreais. Kur era o filho de Ki, ou seja, Ashki o que fez com que uma das denominações destes povos alanos significasse literalmente os filhos…da grande tribo alana.

Em Hesíodo o nome comum do povo grego era Hellen;

Tácito, dá-nos uma visão das origens germânicas. O pai dos alemães, Mannus, era o filho do deus telúrico Tuisto.

No Ciclo Mitológico Irlandês Míle Espáine (em latim, Miles Hispaniae, "Soldado da Hispânia"; posteriormente pseudo-latinizado como Milesius; também Miled) foi o ancestral dos habitantes da Irlanda, os "Filhos de Mil" ou Milesianos, que representam os celtas Gaélicos. Os estudiosos modernos acreditam que a Lenda dos Milesianos é uma invenção dos escritores cristãos medievais inspirados nos sete livros da História contra os pagãos, escrito por volta do Século V pelo clérigo gaélico, Paulo Orósio.

Nos alvores da história os indo-europeus que invadiram a Europa eram todos Alanos de vários sub-grupos. Os Alanos propriamente ditos, de que os Helenos[2] antigos foram a primeira expressão, os *Mil-, os *Kar-, os *Sac- e os *Cit- . Mas, qual seria o significado deste étimos que correspondiam quiça a animais totémicos secundários?




*Elen-   à
*Sac- = totem, animal sagrado.

*Mil- => milites > milícia.

*Man- =  mana > munus = poder anímico.

*Kar- = animal totémico de transporte das almas = animal doméstico > caro > amigo.

*Mil- seria um epónimo dos Alanos em guerra e/ou em expansão militar. Obviamente que sendo duvidosa a antiguidade deste nome, que teria sido inventada por clérigos medievais, nos fica a dúvida sobre a sua veracidade gaélcia. No entanto perguntar-se-ia por que razão teriam inventado estes clérigos precisamente este nome pagão se pretendia lutar com ele contra o paganismo? Na verdade a latinização para Milesianus a partir do latinismo Miles Hispaniae no suposto que o gaélico Míle Espáine significaria em latim soldado espanhol é que aprece uma invenção porque mais não seria do que Mile, o espanhol, no pressuposto de que a primeira vaga de emigrantes egeus, que depois foram para a Irlanda, teriam feito assentamento antes em Espanha.

Mileto, na mitologia grega, era um cretense, fundador da cidade caria de Mileto e que era filho de Apolo e Aria, filha de Cleochus.

Os mirmidões ou mirmídones foram um dos lendários povos tessálicos que acompanharam Aquiles à Guerra de Troia. O seu nome deriva do grego myrmex que significa formiga.

Ora nem mais, o étimo Mil- em Mileto, cidade supostamente fundada na Anatólia por um emigrado cretense e em mirmidões que foram um povo tessálico presente na guerra de Tróia e que não terão derivado nome das formigas porque estas o terão derivado na forma do grego myrmex de *Mur-mesh, um deus virtual aparentado com Her-mes.

Mur- > Mir ó Mel > Mil seria a assíria Mili-tia que como Marta ou Maria seria uma variante marítima da deusa mãe *Kar-Tea, *Ker-tu ou Kurija, o que nos deixa a suspeita de que o nome de Mel-Kar-tu seria uma redundância dos dois nomes da mesma deusa das cobras cretenses onde foi Tea / Gea a grande Titânide que deu nome de Deus e aos dias latinos…e Mili-tia, a Quimeraque deu nome hê-méres aos dias em grego.

*Man- dos povos germânicos não é mais do que a manifestação a nível socio-político do mana encontrado pelos antropólogos na Polinésia, enquanto poder sagrado equivalente do munus latino herdado dos minóicos. Por mais estranho que pareça estes termos tão aparentados quanto remotos recebem a sua significância do poder fertilizador do deus Min no Egípcio, do teocrático Minos cretense rei e dos infernos do Kur e pai do Minotauro, e do estranho deus anatólico Men aparentados com os cultos minóicos do Minotauro.

*Sac- é étimo do nome que os citas davam a si mesmos e cit-, por ser elementar, deve ser significante e do mesmo teor. Este étimo é quase seguramente uma contracção de Sakur o deus saturnino de Creta.

*Kar- é étimo que os povos arcaicos dariam ao deus Karnos da carne animal e estaria obviamente relacionado com o deus dos infernos do Kur.

Ver: MANA (***) & Ver: CITAS (***)

Como se pode concluir, os diversos povos indo-europeus eram de facto todos aparentados em torno dum tronco comum com os Alanos e do qual divergiram muito pouco. Parece mesmo que Sacas, Citas e Ale(phi)anos seriam variantes intermotáveis do mesmo conceito mítico.

Se forem seguras estas inferências (e nem todas o serão seguramente) a cultura indo-europeia teve origem no centro da Europeia a partir da zona de influência das antigas tribos dos Alanos de que os Citas foram uma das emergências locais. Por terem sido os indo-arianos os primeiros a aparecerem na história é possível que o nome de Árias que a si mesmos se davam seja de respeitar. Se Árias e Alanos são parentes do mesmo nome é bem possível que correspondam a uma civilização comum centro-europeia com pré-história neolítica conhecida desde o V milénio antes de Cristo com características civilizacionais muito parecidas às dos antigos Citas. A localização geográfica junto ao mar negro permite entender a forte e precoce influência que a civilização Suméria teve neste centro de gestação indo-europeia. Dito deste modo, os Alanos / Árias foram o centro germinativo da Europa.

Será por mero acaso que o nome dos principais povos indo-europeus ande ligado ao do Alanos? Poderá então a origem etimológica do nome dos Alanos estar relacionado com uma realidade exterior à chamada cultura indo-europeia por intermédio da língua Suméria?

Uma análise sobre a terminologia dos animais domésticos entre os indo-europeus, que se desenvolve noutra parte deste estudo, permite verificar que *Elen- significava «veado» entre os povos indo-europeus conforme o referido por Pierre Lévêque[3]

(…) regularidade do vocabulário, oposta à sua diversidade desde que se trate de animais selvagens, domínio em que os tabus linguísticos foram poderosos: por exemplo, o nome do «veado» era, pelo menos numa parte do indo-europeu, *elen- (gr. élaphos); foi substituído muitas vezes por epítetos que significam em geral «o cornudo», saídos de raízes varias, ou numa mesma raiz, de formações diferentes: lat. cervus, al. Hirsch; fenómenos idênticos afectam os nomes do urso, do lobo, da águia…

Em indo-europeu *Elen- = «Veado»

<= El-An = «Altíssimo Deus»em linguagem caldeia.

Alanos <*Elen- > Alen + (Dis (Pater), deus da morte e da dispersão e antepassado dos celtas gauleses) = landes (planície) = Veados dispersos (pelas tundras planas).

«Manada de veados» = *Elen-ya > Alenya > Ar(en)ya > Arya > «ária» de pastoreio e de liberdade.

Por outro lado quem tinha gado tinha pecúlio para comprar e manter a liberdade por isso, «Aire» era um homem livre no Eire, a Irlanda gaélica.

“Aire” = homem livre do Eire/Irlanda gaélica.

Serão coincidências a mais para serem verdadeiras pelo que a reserva será inevitável!

The Phoenicians renamed the letter aleph (“ox”), from a fancied resemblance to the head and horns of that animal. In the earliest Greek alphabet, aleph became the letter alpha[4]

Claro que poderá ser considerado ofensivo para os nazi-fachistas chamar aos arianos nórdicos uma manada de veados (que foi o que eles foram sob a batuta tresloucada de Hitler) mas, estas ironias da história são possíveis em virtude da ambivalência semântica inerente a termos carregado de afectos ambivalente como são os que se referem à família e ao povo! De facto, se *elen- (gr. élaphos) é étimo de veado no hipotético falar indo-europeu, então os prolíficos Alanos foram outrora «veados» também e assim cai por terra a mascara do mito dos super machos homofóbicos arianos e veados foram também os gregos da Hélade, ou seja, todos povos de origem boreal.

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Figura 2: Os citas no centro genésico dos povos indo-europeus!

Mas obviamente que a história dos indo europeus não começou com as invasões bárbaras do sec. IV depois de Cristo nem com os micénicos pós minóicos porque, ambos os povos, serão meras variantes desta dinâmica que se gerava em torno das fronteiras caucasianas entre os povos que se movimentavam a norte, desde que o homem sapiens saiu do corno de Africa, e os povos que continuavam a emergir do velho continente. De facto a história tem-nos demonstrado que a civilização não depende de raças nem de etnias mas apenas de oportunidades históricas e geo-estratégicas particulares. Ora nos alvores da história escrita as oportunidades civilizacionais estavam todas na zona do crescente fértil e do mar Egeu que porque eram férteis quer porque estavam relativamente protegidas por condições geográficas. Assim é pouco provável que as línguas indo europeias sejam uma singularidade e originalidade ariana mas que sejam sobretudo o produto de uma elaboração crioula elaborada nas proximidades dos grandes impérios semitas asiáticos se é que grande parte desta originalidade não resultaria de refugiados e colonos da catástrofe e destruição da civilização cretense sabendo-se também que a similitudes linguística entre as línguas egeias e caldeias seria grande porque o cretense teria sido a língua franca da civilização neolítica até a confusão das línguas com a destruição mítica da Atlântica que mais não terá sido do que uma metáfora da destruição da civilização minóica durante a explosão do vulcão de Santarini na ilha de Tera.

«Alce» < Lat. Alces, i < Baixo alemão Elk, Elch

> Norueg. Elg > sueco älg.

O «alce» é um animal típico das regiões circumpolares. Na Europa, ocorre essencialmente na Finlândia, na Suécia e na Noruega. Isso não significa que os veados dos alanos fossem apenas os alces porque nos tempos primitivos possivelmente todos os cervídeos teriam esta mesma designação que em gregos era ἔλαφος mas também δορκάς / dorkas ou seja, supostamente o cervo ou veado seria assim chamado pelos seus “grandes olhos brilhantes” mas suspeita-se que tal como o “alfa” derivava do “alef” fenício que era o nome do touro que a confusão do veado com o touro também tenha acontecido com dorkas porque esta é literalmente uma traurica.


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Figura 3:Ornamento «terminal» de bronze dos túmulos reais de Alaka Hüyük, possível elemento cimeiro de um «estandarte» fálico ou de um dossel.
Figura 4:Ornamento também dos túmulos reais de Alaka Hüyük com funções presumivelmente idênticas ao anterior. Notar que na trindade totémica divina o veado aparece como deus supremo entre dois bovídeos que serão os futuros animais totémicos.

Grego moderno ελάφι < Greg. Antig. ἐλάφιον (???) ἐλαφίνης (eláphinis) ou ἐλλός / ellós (jovem veado) < diminutivo de ἔλαφος < Proto-Hellenic *éləpʰos< < Proto-Indo-European *hélḱis, * hólḱis (alce)> Elk < inglês médio *alk < inglês antigo elch, eol, eolh < Proto-Germanico *elhaz, * algiz ó Baixo alemão Elk, Elch

ó łoś, Russian лось (los’), sânscrito ऋष्य ṛśya (antílope) variante de Proto-Indo-European * helhün ó Alemão Elen, Tocharo yäl / ylem (gazelle), lituano elenis (veado), Armenian եղնիկ ełnik (corço).

Aleph, Álef ou Álefe א, é a primeira letra de vários alfabetos semíticos, assim como o ʾalif do alfabeto árabe e o ʾaleph Phoenician aleph.png do alfabeto fenício.


A origem do nome aleph é o desenho de um touro chamado aluf em hebraico antigo. Porém, o mais estranho ainda é constatar que o nome que os gregos davam ao «veado» significava «boi» em fenício o que nos coloca a questão de saber se foram os gregos que receberam o termo dos indo-europeus e estes dos fenícios ou a inversa. O mais provável seria pensar queElen- foi um dos nomes do deus supremo ou pelo menos o epíteto do seu animal totémico como seguramente o touro foi para os povos semitas e cretenses.

Esta última hipótese parece ser a mais plausível embora com a reserva de que o uso de chamarElen- como animal totémico tenha sido mais comum na Anatólia onde o «veado» foi maioritariamente representado, pelo menos nos Túmulos Reais de Alaca Huyuk do período do Bronze Antigo II do império hitita. Dito de outro modo, a referência ao veado como animal totémico parece ser um rasto de suposta ascendência indo-europeia que tem como explicação mais prosaica a ligação dos antigos povos centro europeus com o xamanismo lapónico ligado à economia animal do pastoreio ou caça acompanhada das manadas de renas.

A presença deste rasto não se fica pela homenagem do alfabeto ao «veado»enquanto deus supremo dos indo-europeus, alias incompleta e indirecta visto ser na figura dum bezerro fenício que o fonema *aleph significa o que nos reporta para um deus muito mais arcaico, o ofídio *El-phi-anu ou deus pássaro Alcião.

Alcíone (do grego Ἁλκυόνη) era filha de Éolo e neta de Heleno. Era casada com Ceixo, filho de Eósforo.

Segundo um mito de quase segura origem órfica, por nele se referir Morfeu, Ceixo foi para a cidade de Claros na Jónia para consultar um oráculo, mas seu barco naufragou e ele afogou-se. Conhecendo a morte de seu marido por Morfeu, Alcíone praticou catapuntismo lançando-se ao mar Egeu. Por compaixão Zeus transformou o casal em alciões.

Por isso é que, de acordo com outras lendas, o pássaro alcíão faz seu ninho sobre a água e encanta os ventos e as ondas de maneira que os mares ficam anormalmente calmos durante sua nidificação, nos 14 dias que precedem o solstício de Inverno, de 14 a 27 de Dezembro. Zeus, por piedade, acalma o mar para que os pássaros possam chocar seus ovos. Esses dias de calmaria excepcional são chamados de “dias de Alcíone” (Ἁλκυονίδες ἡμέρες, halkyonídes hêméres em grego, “dias das halciónides”), expressão usada metaforicamente para períodos de tranquilidade, prosperidade e alegria.

Alcíone < Greg. Halky-one (Ἁλκυόνη) < Halkis < Karkish ó Kurija.

Como se pode suspeitar pela análise etimológica a deusa Alcione poderia ser nem mais nem menos do que a arcaica deusa mãe das cobras cretenses, *Kertu / Kurija casado com o titão Ceixo que noutros mitos se diz ser ele o próprio Zeus e que Alcíone era Hera, que como sabemos era de facto a variante olímpica de Kurija; Seria por causa dessa blasfémia que Zeus os puniu transformando-os em aves: Alcíone no pássaro guarda-rios e Ceixo num Alcatroz (Ganso-patola) ou num albatroz.

«Alcatroz» ó «albatroz» < Halwa-Tarus < Hal-Ka-Taur.

Na verdade, o nome de Ceixo aproxima-se na sua etimologia de Zeus.

Ceixo < Ceix < Ceyx < Κήϋξ = Kēüx > Zeus.

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Figura 5: Um belíssimo Alcião ou pássaro guarda-rios, uma espécie cada vez mais rara, dando um mergulho para capturar um peixe.

Por outro lado Ceixo foi transformado num pássaro aquático que etimologicamente é *Hal-Ka-Tauro, uma mistura estranha de «alce» e de «touro» já muito mais próximo da realidade subjacente ao «alfa» grego e ao «alef» fenício, como veremos adiante. Outro aspecto interessante é que Alcione era de Heleno que já demonstramos estar no trilho da etimologia do «alce».

Fosse como fosse, o pássaro alcião tornou-se num símbolo de bonança e felicidade que é preciso aproveitar depressa, pois é breve…como é o amor que segundo a tradição órfica era um deus da luz primordial como Fanes que bem poderia ter tido a variante *El-Fanes, o Senhor da luz precisamente por ser casado com Eosforo ou Éter, a luz eterna.

O primeiro Alcião é um gigante, filho do Céu e da Terra. Desempenhou papel importante na revolta dos gigantes contra os deuses do Monte Olimpo. Por ordem de Zeus (Júpiter para os romanos), Heracles (Hércules para os romanos) tentou matá-lo.

Sendo assim o autêntico Alcião era um deus titânico muito antigo já da época minóica que muito possivelmente estaria relacionado com o amor porque aparece em Delfos relacionado com uma prova de amor sem reservas.

O outro Alcião era um belo jovem de Delfos, escolhido para servir de alimento a Lâmia (foto), monstro que afligia a região. A caminho do sacrifício, encontrou o jovem Euríbato, que, tomado de amor por ele, se ofereceu para morrer em seu lugar. Em vez disso, conseguiu matar o monstro, quebrando a sua cabeça. No lugar de Lâmia, brotou uma fonte que tomou o nome de Síbaris, o outro nome do monstro.

«Alcião» < Alcion < El-ki-an < Ur + | Ki-An > Phian> Fanes |

                                                > *Elfian > ἐλαφίνης (eláphinis).

A fonte termal (lamas < Lâmia) dos prazeres sibaritas (Síbaris) seria o resultado desta paixão de Euribato por Alcião.

Hieroglifo
Proto-Sinaitico
Fenício
Paleo-Hebreu
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Alfa grego.
A Latino.
A Cirílico.

A, a >
A
A

Alif árabe < Alef hebraico (א)< Aramaic Ālap <Aleph fenício > Alfa grega Alfa (A, α) > A do alfabeto latino e cirílico.


Como sabemos de outros lados como a respeito de Dioníso e as Padorcas o «deus menino» Delfino do amor seria Alcião e também Fanes, o deus do amor primordial, tal como foi Dionísio na forma de touro em Creta e «alce» nas estepes caucasianas.


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De facto os hititas, possivelmente citas emigrados antes do 1º milénios para a Anatólia a. C. mantiveram a reminiscência do aspecto do seu animal totémico na forma da mitra dos seus deuses. Nesta, os cornos complexos dos veados usados em combates de acasalamento aparecem sugestivamente como as cobras entrelaçadas do caduceu. Os helenos tendo aprendido a ler com os fenícios e não tendo o boi para colocar no lugar do deus supremo colocaram o seu deus veado que seria o primitivo Alcião antes de ter passado a pássaro.

Figura 6: Teshup em Vazilikaiya.






[1] The Alans or Alani (occasionally but more rarely termed Alauni or Halani) were an Iranian nomadic group among the Sarmatian people, warlike nomadic pastoralists of varied backgrounds, who spoke an Iranian language and to a large extent shared a common culture.

[2] A Helena de Tróia aparece no mito mais para enfeite do que por motivos históricos. Na verdade, se não é para enfeite é pelos mesmos por motivos ideológicos da maçã de Eva ou seja atribuir de forma mítica a razão de todos os males dos homens às mulheres! A verdadeira Helena pode ter sido a gente alana pelo que a guerra de Tróia foi uma guerra civil e fratricida entre alanos!

[3] Pierre Lévêque, no seu livro AS PRIMEIRAS CIVLIZAÇÕES volume III–OS INDOEUROPEUS E OS SEMITAS, pag.33

[4] "A," Microsoft® Encarta® 97 Encyclopedia. © 1993-1996 Microsoft Corporation. All rights reserved.

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