sábado, 21 de setembro de 2013

OS DEUSES DA CALDEIA - NAM-MU & INANA, por Artur Felisberto.

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Figura 1: Namu & Apsu.

O aspecto de extraterrestres dos primeiros deuses da suméria só o é por puro pós conceito da mitologia urbana moderna decorrente do alegado caso de abdução alienígena de Betty e Barney Hill, que teria ocorrido no estado de New Hampshire há 50 anos.

Apesar de no final das suas abduções as suas memórias terem sido selectivamente apagadas pelos eficientes e poderosíssimos extraterrestres antes de estes terem voltado ao seu carro, o engenhoso supre médico, psiquiatra e neurologista bem conhecido, Dr. Benjamin Simon, foi chamado para ajudar a ‘abrir’ as memórias esquecidas do caso, usando a técnica de regressão por hipnose, revelando-se assim o primeiro humano mais astuto que o mais desconcertante dos extraterrestres.

Betty descreveu a um repórter em 1975 os seus abdutores como tendo 1,35cm de altura, de forma humanóide, olhos grandes e amendoados, nariz achatado, bocas sem lábios, pele acinzentada e todos com a mesma vestimenta.

Depressa esta descrição foi considerada reptilínea dando origem ao protótipo de todos os extraterrestres seguintes apesar de nunca mais voltaram a ser sempre rigorosamente semelhantes.

Na verdade, Namu & Apsu eram reptilíneos porque eram primordiais e terão feito parte do mesmo mitema arcaico vulgarizado nos primórdios do neolítico pelas civilizações de pescadores e marinheiros do mar Egeu que deram origem aos mitos dos velhos deuses do mar com cauda de peixe, do que é mais que provável que tenha sido Dagon, dos caldeus Oanes e Enki / Niguisida e dos chineses FUXI & NUWA.

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Muitos são os relatos, mas poucas são as provas, se é que algum dia existiram e podem ser confiáveis. Os seres conhecidos como reptilianos são um elemento comum em mitologias, folclores, ficções científicas, fantasias, teorias da conspiração, além das pseudociências de criptozoologia e ufologia. Dependendo do contexto, eles são conhecidos por muitos nomes: povo serpente, homens-cobra, reptoides, dinossauroides, povo lagarto, ou homens-lagarto.

Ao longo da história, muitas criaturas em mitologias diferentes eram parte serpente, como Erictônio, Cecróps, Lâmia, Delfina, Equidna e os gigantes da saga Gigantomaquia. Seja na Grécia, em Roma, na China, na Índia, nos desertos da Arábia: sempre há uma narrativa cujos personagens temem seres reptilianos, metade humanoides, metade répteis. [1]

Nammu is the Sumerian Creatrix Goddess. Her name is usually written with the sign engur, which is also used to write Apsu. She personifies the Apsu, or the sweet fertile waters, as the source of water and hence fertility. God-lists and other texts describe Her as "The Mother who gave birth to Heaven and Earth", "Mother, first One, who gave birth to the gods of the universe", or "Mother of Everything". She is a goddess without a spouse, the self-procreating womb of the universe, the primal matter, standing for the female Sex as the one apparently able to create spontaneously, as expressed in a hymn to the temple of Eridu, "E-engurra, womb of Abundance".

Of Her, Samuel Noah Kramer (History begins at Sumer, 1981, the University of Pennsylvannia Press, Philadelphia) says:

" first was the primeval sea. Nothing is said of its origin or birth, and it is not unlikely that the Sumerian conceived it as having existed eternally" pg. 82

A constância do mito primordial comprova a sua origem comum que quase seguramente resulta da crença arcaica muito forte de que os abismos que teriam que separar as águas salgadas do mar das águas doces do céu seria uma cobra gigante, o Caos / Caca dos grego, que os sumérios identificavam com Namu / Tiamat.

Claro que não podemos garantir se esta convicção mítica arcaica resultou do facto de ter sido criada por um povo forte e predominantemente marinho se de outras causas menos específicas e mais localizadas.

Thorkild Jacobsen (Treasures of Darkness. 1976, Yale University Press, New Haven, London) calls Nammu "the deification of the river bed" and fertile marshlands of South Mesopotamia. All these views, on the whole, can be summarized the following way for South Mesopotamia: Creation came from and was accomplished by the Divine Feminine, the Goddess, from the Fertile Waters, whose presence was so marked that She was conceived as ever existent.

Nammu is therefore as old as the beginning of religious consciousness in Mesopotamia and as timeless as life itself. This may be the reason why Her appearance in the corpus of texts that have survived is not that significant: as the Mother of All Creation and Created, Her presence underlies all there is and not necessarily need to be mentioned. A gifted creator/trix is generally acknowledged by his/her successors and deeds.

In myth and religion, Nammu is the Mother of Enki, the god of the Sweet Waters, Magick, Crafts and Wisdom, and Ereshkigal, the Goddess of the Underworld. More importantly, Nammu is the goddess who has the idea of creating humankind as a help for the gods, and it si She who goes to wake up Enki, asleep in the Apsu, that he may set out the process going. Also, Ur-Nammu, the founder of the Third Dynasty of Ur, is named after Her.

Historically, Nammu may well have been worshipped in Eridu before Enki, who took over most of her prerogatives and functions. In spite of Her decline following the superiority of Enki, during the Neo-Sumerian period, at least at Ur, She was highly regarded, and statues were commissioned in Her honour, Her name featuring in many family lists.[2]

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Figura 2: Namu, a Deusa Mãe suméria.

Na mitologia Suméria, Nam-mu ou Nam-ma é a deusa da criação do mundo. Deusa do mar primitivo, criou o Céu personificado por Na (Deus do Céu) e Ki (deus da terra), e deu a luz a outros primeiros deuses.

Nammu, segundo os mitos das regiões mesopotâmicas, Nam-mu ou Nam-ma é um das deusas primordiais, filha de Anshar e Kishar. Era deusa do "mar doce".

Assim, o Apsu primordial era doce e feminino na tradição suméria e só passou a mar profundo e salgado na tradição babilónica.

Quando Anu (Céu) e Antu/Ki (Terra), pelo nascimento de Enlil (Ar), o grande deus do Céu, se viu sozinho e chorava copiosamente com saudades de sua esposa Ki. Nammu então recolheu suas lágrimas e gerou Enki, Ereshkigal e Ninki (Damkina). Era uma deusa poderosa e afável, a quem os exorcistas recorriam para livrar os possessos de demónios. É a grande mãe das fontes da vida, é a deusa que nutre e preserva.

Nammu fue la primera deidad y origen del todo. Diosa del nacimiento, su lugar de culto se centró en la ciudad de Ur. En muchos textos es identificada como consorte de An y madre de Enki, y con la capacidad de producir agua. Alternativamente figura como progenitora de la tierra Ki, y del cielo An . También se menciona que engendró a otros dioses, y que moldeó arcilla recolectada por unas criaturas llamadas sig-en-sig-du, y la trajo a la vida creando así, junto a Ninmah y a Enki, la raza humana.

She personifies the Apsu, or the sweet fertile waters, as the source of water and hence fertility. God-lists and other texts describe Her as "The Mother who gave birth to Heaven and Earth", "Mother, first One, who gave birth to the gods of the universe", or "Mother of Everything". She is a goddess without a spouse, the self-procreating womb of the universe, the primal matter, standing for the female Sex as the one apparently able to create spontaneously, as expressed in a hymn to the temple of Eridu, "E-engurra, womb of Abundance".

Of Her, Samuel Noah Kramer (History begins at Sumer, 1981, the University of Pennsylvannia Press, Philadelphia) says: "first was the primeval sea. Nothing is said of its origin or birth, and it is not unlikely that the Sumerian conceived it as having existed eternally" pg. 82

Thorkild Jacobsen (Treasures of Darkness. 1976, Yale University Press, New Haven, London) calls Nammu "the deification of the river bed" and fertile marshlands of South Mesopotamia. All these views, on the whole, can be summarized the following way for South Mesopotamia: Creation came from and was accomplished by the Divine Feminine, the Goddess, from the Fertile Waters, whose presence was so marked that She was conceived as ever existent.

Nammu is therefore as old as the beginning of religious consciousness in Mesopotamia and as timeless as life itself. This may be the reason why Her appearance in the corpus of texts that have survived is not that significant: as the Mother of All Creation and Created, Her presence underlies all there is and not necessarily need to be mentioned. A gifted creator/trix is generally acknowledged by his/her successors and deeds.

In myth and religion, Nammu is the Mother of Enki, the god of the Sweet Waters, Magick, Crafts and Wisdom, and Ereshkigal, the Goddess of the Underworld. More importantly, Nammu is the goddess who has the idea of creating humankind as a help for the gods, and it si She who goes to wake up Enki, asleep in the Apsu, that he may set out the process going. Also, Ur-Nammu, the founder of the Third Dynasty of Ur, is named after Her.

Historically, Nammu may well have been worshipped in Eridu before Enki, who took over most of her prerogatives and functions. In spite of Her decline following the superiority of Enki, during the Neo-Sumerian period, at least at Ur, She was highly regarded, and statues were commissioned in Her honour, Her name featuring in many family lists.

Para reforçar a suspeita de que poderemos estar em presença de indícios dum começo de diferenciação mítica ainda incipiente temos estas informações de que Inana ora era filha de An, “deus da Lua”, ora de An “deus do Céu”; ora tinha por mãe Ningal, ora era filha de Nana, “deusa da Lua” e, se chegou a ser considerada esposa de Anu, não seria inverosímil que fosse filha e esposa de Nana, pois que, sem relações incestuosas como estas, não teria sido possível o começo mítico da história cósmica!

Existem no entanto indícios de que a mitologia suméria mais arcaica era matriarcal como se supõe ter sido, sem grandes bases documentais é certo, a religião cretense. A evolução desta mitologia começou a fazer-se muito cedo primeiro usando o epíteto de Namu enquanto divindade do Caos, Abzu, para o deificar como consorte de Namu como tendo sido o seu filho primogénito e posteriormente identificando este com Enki, razão porque o sumeriograma de Namu, Engur, era também, um epíteto de Enki enquanto senhor dos abismo do Kur. No final a maioria dos atributos de Namu passaram de facto para Enki consumando-se assim o triunfo doutrinário do patriarcado ocorrida já em terra firma em ambiente de pastores e patriarca.

A mitologia suméria refere explicitamente a situação crítica dos incestos de Enki no mito de Nummu / Ninsar. Ora, de Ninsar a Ningal vai apenas um pequeno lápso de evolução linguística!

Nin-sar > Nin | gar < Kar > | Nin-gal.

                                             > Grec. Ker (> Deméter).

The name, Nam-mu, I analyze as nam, a prefix forming abstracts + mu (-10) (SAL — the archaic sign for which is a downward pointing triangle with a short vertical line almost bisecting it up from the apex, the mons Veneris, with the aperture of the vulvae indicated), which means "woman, be broad, vulva(e), spread out wide, width" = "*space"; thus Uraš and Nam-mu are respectively the primeval motion and the primeval empty space. It is also interesting to note that the Egyptian sign for the "underworld", the d3.t, is a circle containing a five-pointed star. Nam-mu (Nam-ma) is named in the An-list of alternate names for deities: (D) Ama-libir-tu-an-ki, which means "ancient mother who bore heaven and earth". -- (Jacobsen 1976, p. 95. [3])

Libir = libir: (la + bir). vieux, ancien; traditionel; usé; durer longtemps; vivre longtemps. bir: disperser, mélanger; détruire; assassiner. bír: sécher; sentir, se tortiller le nez; moiteur (des yeux). bìr: troupeau (d'animaux). la: abondance, luxe, richesse; la beaté de la jeunesse; bonheur, joie; désir, souhait. lá: (cf., lal). pénétrer, percer, entrer de force (de manière à voir ce qui se passe à l'imtérieur); savoir; peser; s'habiller; se placer; nouer; étendre; s'agenouiller; être silencieux; barbu.

Sumer. Libir = la + bir?

ou = Li | lu | + Bir | Wer < Wur < | Kur| =>

Sumer. Libir = Lat. Liber < Lu-wer, homem guerreiro = homem livre

> senhor = ansião!

Em boa verdade, é mais provável que a melhor tradução para Ama-libir-tu-an-ki fosse: “a mãe primordial que pariu (tu) Enki”.

 

MAMA = NA-M-UM = MA-M-MU MÃE DE NUM-UM & MUM-MU.

Num-mu (Ninsar): Deusa suméria das plantas, filha de Enki. Ela torna-se esposa de seu pai para dar à luz à deusa Ninkurra, que também se casa com seu avô Enki para conceber Uttu, a deusa dos teares e das aranhas.

Nam-mu = Nam-mu ou Nam-ma é um das deusas primordiais, filha de Anshar e Kishar. Era deusa do "mar doce". Quando Anu (Céu) e Antu/Ki (Terra), pelo nascimento de Enlil (Ar), o grande deus do Céu, se viu sozinho e chorava copiosamente com saudades de sua esposa Ki. Nammu então recolheu suas lágrimas e gerou Enki, Ereshkigal e Ninki (Damkina). Era uma deusa poderosa e afável, a quem os exorcistas recorriam para livras possesso do domínio de demônios. É a grande mãe das fontes da vida, é a deusa que nutre e preserva.

Mum-mu = Vizir do Absu ou apenas o Mu-mu, o mimo do deus menino!

Dizer que Nam-Mu é ainda pré indo-europeu não é senão uma afirmação leviana baseada no facto de se tratar dum nome tipicamente sumério cuja estrutura linguística não veio a fazer escola. Mesmo assim importa esclarecer um pouco a estrutura linguística deste nome que se não comprova a natureza universal da estruturação dos nomes míticos antigos pelo menos comprova a uniformidade dos critérios empíricos que presidiram ao começo da formação dos mais antigos nomes da erudição humana que foi a mitologia.

ð   | Num < Na-um < Numa < Anu-ma, lit. “a mãe do Sr. (do céu!) ”

ð   | & Nam < Ana + Ma, literalmente “a mãe do céu”?

ð   | & Mum < ??? | -mu.

ð   |-mu

Todos estes termos sumérios, utilizados a propósito da Deusa Mãe primordial (aceitando, sem dificuldade de Maio, Num-um como uma variante da fertilidade do Absu de aguas doces) são obviamente resquícios duma proto-linguagem de cariz onomatopaica e infantil que terão sido comuns de todas as proto-linguagens antes do seu acesso à universalidade pela via erudita do consenso religioso.

Senso assim, temos três nomes de divindades com o mesmo sufixo mu que em sumério significava muita coisa mas que resumidamente pode significar apenas e tão-somente o genérico pronome impessoal, «meu / me», o que colocaria o sumério, a final, mais próximo do português actual (ou do my inglês) do que se julga. Então, Nam-Um seria já e apenas a «minha mãe do céu»!

mù, ma5,:        moer, moa; queimar. 

mú:                 soprar; acender; fazer crescer; brotar, apareçer. 

mu:                 nomear, falar; nomear, formular, ano; porquê.

mu4:               mur = vestir; vestir a si mesmo.

mu5:               bem-formado, bonito; engordar. 

mu7:               gritar, grito, rugido. 

múd:               sangue.

mud:               dar à luz; ter medo; amedrontar; escuro, escurecer; salto de sapato; um direito, ferramenta angulada.

mug, muk; mu: cinzel; cortar, escavar; gravar, esculpa; irritar, corroa; lã de qualidade pobre; chiqueiro, terçol.

Mu = Fama, máquina Voadora (?), Para, Cresça (para), Alturas, Minha, Meu, Nome, Título, Vista (um artigo de vestuário), árvore, Usar, Ano. <= *Ma + u?

Mu Ashta Za E = Meu coração é seu.

Mu Pa = Jurar; Mu (...) Pad = Chamar pelo nome, nomear!

Mu-Ana = Anualmente

Mesmo não se sendo um exímio sumeriologista se percebe que se deve encontrar um conceito nuclear que deverá abranger todos estes sentidos de -mu, alguns dos quais contraditórios, senão disparatados! A simples dúvida sobre as “máquinas voadoras” dos tempos sumérios é meia porta aberta para os delírios primi-hstóricos!

Figura 3: Mam-mu (< mu-um-mu), Mammi, Mami, Mam-mitum, Mam-metum: Names for the great mother goddess Ninhursag. Babylonian goddess of fate and destiny.

Se Mam é, em sumério, tal como parece a forma intuitiva e carinhosamente universal de mãe então... Mum talvez tenha sido, não o que seria muito mais tarde El, o Deus Pai que era ainda desconhecido nos primórdios da humanidade matriarcal, mas o Deus Filho de sua divina mãe, que viria a ser Baal na Canaaneia!

Ama-arhus < Ama-Harukus < *Ama-Karki > Harkiama > Artemis, Babylonian-Akkadian fertility goddess.

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Mother = Ama; Ashera; Molatta; Mut.

Mother (first) = Nin-Lil; =

Mother of the Moon = Ninlil.

Mother of the Sun = Ningal.

Mother (natural) = Ama-Ugu.

Mother Goddess = Nin-Sun.

Mother of Marduk = Ia (> Eia > Eos?) então, esposa de Ea.

Também no Egipto se assiste a idêntica existência do nome da Deusa Mãe.

Ama = "Muse" or "Mother". Also Am, Umm

Amanuet < *Ama-Anu-at > Ama-Anat = One of the Ogdoad, Divine Mother presiding at the beginning of time, also known as the embodiment of the north wind, a frog being. => *Ama-An(t)u-at > *Ama-Antu > Ament + at =>

= Amentet = "Western" goddess, of the Necropolis. She recieves the dead as they enter the beyond. Lived in a tree on the desert edge, watched the gates of the underworld, offering bread and water ot new souls.

= Ammut (< Amamut < sum. Mammitu) = The underworld goddess, Devouress of the Dead, present at the souls judgement, and devours the heart that fails to pass judgment, part lion, crocodile, and hippopotamus. Also Ahemait < Keamait < *Ki-ama-At > Tiamat.

Sem ser preciso muita prosa argumentativa é fácil de ver que a fonte linguística da mais arcaica e original do nome da Deusa Mãe foi comum às culturas suméria e Egípcia o que só é admissível se aceitarmos que ambas derivam dum passado primordial comum, seguramente anterior ao tempo da confusão das línguas na época da torre de Babel do império Elamita!

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Figura 4: Namu, a Deusa Mãe suméria.[4] Inana na postura de deusa do leite e já deusa matriarcal e leonina do trono de Cíbele.

As the goddess of war and strife, she (Inanna) held the title Ninkur-ra igi-ga, "the queen who eyes the highland" meaning that other lands feared her (Fontaine 87). Battle was called the "dance of Inanna, and she was at the very heart of it (Fontaine 87).[5]

No egípcio, a palavra amor, amora, mar e mãe tem praticamente a mesma fonética (mer, merit).

Mu(m)mu, o intendente do Absu = Her-mes = Enki, de acordo com a tradição comparativa do esoterismo clássico.

Em Sumério tem também o significado literal de “O que nasceu” < *Mu-ma(m)-mu, ou seja, o que nasceu de Mam-um, quase que seguramente o mesmo que “vaca-mãe”, a deusa mãe das águas primordiais?

Então o radical *mu tem a ver com o Abzu por intermédio do senhor do Kur que era Enki, o que explica ter tido por filha uma deusa de nome Nin-Kur-(u)ra, literalmente jovem (filha) de Ninkur (o senhor dos curros do Kur).

Como Nummu = Nin | Sar < Shar < Kar < Tar| = Nin-Kur e Mammi < *Mam-mu º Ninhursag(a) = Nammu, = Ninsar < Nin Shar < Nin-Kur = Ninkur-ra, a rainha das serras, um dos epítetos de Inana, logo mãe e esposa de Nummu.

Não seria de estranhar que Nummu e Nammu se tratassem da mesma entidade feminina em fases diferentes da vida!

Mas como se Nummu era neta de Enki?

Como então, se Enki era filho de Anu como Inana?

A análise de um dos nomes de Ki, Laha-mu, permite a suspeita legítima de que mu pode ter tido uma evolução a partir do nome mais arcaico do conceito real e vivido de «mãe», quem sabe senão terá sido por justa conotação com o mugido das vacas leiteiras consagradas à deusa mãe!

Laha-mu ó Hind. Lakshmi ó Artemisa.

                 < *Raka-mut < Arka-mashu < *Kartu-ma-ash ó Artemisa.

Mu seria então uma corruptela de Mut, ainda presente no nome da Deusa Mãe dos egípcios, e, portanto, um indicador de que a cultura suméria não era original mas pura importação colonizadora do mar Egeu.

Enfim, fosse mugido maternal de vaca leiteira e sagrada ou nome de mãe a verdade é que -mu começa mudo e acaba nome famoso e nomeado pois mais ninguém pode com mais propriedade: o filho é meu e muito meu, ou seja é Mu-mu!

O nome da mãe deve ser um dos mais universais e arcaicos dos fonemas! Uma vez que Mum-mu foi filho de Nam-mu, então era grande a divina e primordial confusão familiar! Neste caos de indeterminação cosmológica o vizir dos abismos primitivos só pode ser o próprio Enki, e, então, Mummu era seguramente o (filho) masculino de Mam-mu.

Ora bem, voltando aos parentescos de Inana somos levados a suspeitar que todas as hipóteses de filiação são verosímeis, não apenas porque no plano mítico todos os impossíveis o são, mas porque faz sentido supor que no começo dos tempos o deus supremo “era o Logos” e fazia ainda mais sentido que multiplicasse as suas formas e avatares para o progresso da linguagem, porque afinal, as ideias gerais eram o seu o domínio principal!

The workings of the temple proved to be far more interesting. For Inanna, the en, or high priest/priestess, was originally a male; for goddesses there were male en, for gods, there were female en (Wakeman 10, 12).  The en was a man who was supposedly chosen by the goddess in response to some outstanding deed he had done (Wakeman Sacred 23).  He then became the incarnate of Nanna (also known as An), the male god of fertility at Ur, and husband of Inanna (Wakeman Ancient 17).[6]

An => An + An = Anan > A(nan-a)nan => Nana.

Ou An > En => En + An = En-an > Nane > Nana.

Quanto ao nome de Inana sabemos que 15º dia do mês lhe era dedicado e tinha o nome Nineanna ([7]).

Se En-en, «senhor dos senhores» => Enin > Nin.

e En + Ana = *Enana > Inana

Então, Nin + *Enana => Ninenana > Nineanna > Inneanna > Inana.

The temples of Inanna could be found at such places as Kish, Agade, and Lagash, but the most prominent one is E-Anna at Uruk where she was guardian (Frankfort 192; Kraemer Cradle 103; Kraemer Sumerians 55).[8]

Quer dizer que, pelo menos no plano linguístico, faz sentido pressupor que An / Ana formaram o par celestial primordial, de que viriam a derivar, por sagrados casamentos com os grandes deste mundo, o casal lunar Nana / Inana. É evidente que com o tempo e a evolução em direcção a um paternalismo à outrance, Inana acabou subalternizada no papel terciário de neta de Enki, e mera deusa da «estrela da manhã», quando na verdade ela era a filha querida, sexualmente apetecida, de seu pai Enki!

She is Nin-me-sar-ra, the "Lady of Myriad Offices," she is Inanna, one of the most prominent goddesses in the Sumerian civilization (Jacobsen, Treasures 141).  As a woman of divinity, she wears the multiple visages of mortal femininity, and shows them all at one time or another.  I will briefly touch upon the roles of women in Sumerian culture during the period of Inanna (from about the fourth millennium B.C to the first millennium B.C.), to be followed by information on the goddess herself, and the stories that surround her.  Although there are several pieces of artwork dedicated to the goddess Inanna, I find that the most archaeological evidence is primarily in the clay tablets that hold her stories, and hymns.  Being that I am not very well versed in the study of art, and have a tendency to list heavily towards historical literature, the artwork of Inanna will only have a shadow of attention in this paper as compared to her myths.[9]

Existem suficientes contradições míticas que permitem optar pelas seguintes revisões conclusivas. Enki, senhor da terra e do céu, era Nana no céu e Kur na terra. Enquanto Nana foi pai de Inana, e irmã gémea do sol.

Inanna spoke:

      "Shepard, without my mother, Ningal, you'd be driven away,

       Without my grandmother Ningikuga, you'd be driven into the steppes,

       Without my father, Nanna, you'd have no roof,

       Without my borhter, Utu [...]"

Dumuzi spoke:

      "Inanna, do not start a quarrel.

       My father, Enki, is as good as your father, Nanna.

       My mother, Sirtur, is as good as your mother, Ningal.

       My sister, Geshtinanna, is as good as yours.

       Queen of the palace, let us talk it over.

       Inanna, let us sit and speak together.

       I am as good as Utu.

       Enki is as good as Nanna.

       Sirtur is as good as Ningal.

       Queen of the palace, let us talk it over."

The words they had spoken

Was a word of desire.

From the starting of the quarrel

Came the lovers' desire. -- Inanna and Bilulu (Jacobsen, Kraemer, 172-179).

Assim sendo, Damuz, que no mito de «Inanna & Bilulu» era filho de Enki, seria Embilulu, o mesmo que acabaria com o nome de Apolo na cultura Grega. Neste caso Damuz era um deus solar.

Uma das razões da queda em descrédito da mitologia antiga no começo do monoteísmo foi precisamente a promiscuidade familiar em que o politeísmo se havia transformado, e como se vê, logo nos primórdios da história da escrita do nome de Deus, porém, sem grande razão de ser pois no reino de Deus tudo era virtualmente possível ou não fora Ele o todo-poderoso e omnipotente senhor da vida e da morte, do que era e não era ou poderia vir a ser! Mas...em boa verdade tudo isto não passava (nem passa, afinal!) duma grande ilusão divina enquanto projecção da alma humana nos sonhos de Deus! Deus ou os deuses sonham os disparates da humanidade e ai, quantos deles não passam de pesadelos aterradores!

 



[1]http://fatoefarsa.blogspot.pt/2013/05/reptilianos-e-pleiadianos-voce-acredita.html

[2] http://www.gatewaystobabylon.com/gods/ladies/ladynammu.html

[3] creation-1.htm. Comments by Patrick C. Ryan (1/10/98)

[4] Cabeça retocada ciberneticamente pelo autor.

[5] Mary Lynn Schroeder, Anthropology 207:001 Ancient Civilizations of the Old World, Mr. Mike Fuller -- April 19, 1993. In the Eyes of Inanna: The Aspects of a Goddess in Literature

[6] idem.

[7] S. Langdon, Babylonian Menologies, pp. 73-82 (data compiled from KAR 178, K 3634 and K 2514)

[8] idem.

[9] Mary Lynn Schroeder, Anthropology 207:001 Ancient Civilizations of the Old World, Mr. Mike Fuller. April 19, 1993. In the Eyes of Inanna: The Aspects of a Goddess in Literature

OS DEUSES DA CALDEIA - NINANA, (A DEUSA DA BOA FRUTA) por Artur Felisberto

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Figura 1: Ofertório de primícias agrícolas a Ninana. Notar que Ninana aparece em frente dos símbolos de Ninana / Istar os rolos de palmeiras que serviam para construir as palhoças comuns dos sumérios.

Entre os sumérios a Grande Deusa era conhecida como árvore da vida enquanto cepa "mãe da videira" o que pode ser uma variante de Ninana, que na figura 6 seguraria cachos de uva em vez de tâmaras. Por alguma razão os hebreus chamavam à sua congénere canaanita Astarte, a deusa do «lenho sagrado», Tamar = A Tamargueira.

Baba (< Wawa < Waka, a divina «Vaca» < Kaka) - An alternate form of the goddess Inanna.

Seguramente numa homenagem inconsciente a Inana a deusa desse amor, o poeta popular latino-americano diz que a «banana es lo unico fruto del amor!» A etiologia da «banana» é desconhecida o que nos permite a diversão com o facto de que, nos falares do povo luso, o «banano» seria um pau grosso, seguramente idêntico ao falo de Enki com que Inana se divertia!

Le mot banane est d'origine arabe et signifie doigt.???

Então, Wawa + Inana = Wawa-Nanna, a lua cuja forma de um dos seus crescentes se parece com a forma duma «banana» < Kaka (N)in-Ana >

Wawa-Nanna Wauanana > wanana > «banana»!

Nammu: sumerian birth-goddess, mother of Ea, associated with fresh water. Goddess of the sea, who created heavens and earth.

Pictograficamente esta deusa alada poder ser assim a deusa mãe primordial de que se suspeita Inana ter herdado quase todos os atributos se é que não se trata da mesma entidade que apenas foi alterando de nome e genealogia por contingências ideológicas sem, de facto, nunca ter deixado der a Grande Deusa e Terra Mãe de sempre! O facto de ter passado de Mãe a filha de Enki, sem nunca era deixado de ser sua esposa só prova o quanto no mundo dos deuses mesmo o impossível era verosímil!

Nummu (= Ninsar < Nin Shar < Nin-kur? > En-kur > Engur): The Sumerian goddess of plants, daughter of Enki and Ninhursag. She became a wife to her father and gave birth to the goddess Ninkurra, who married her grandfather, Enki, and gave birth to Uttu.

Uttu. = Her mother warned her to avoid the advances of her father Enki. When Enki made advances on her she demanded cucumbers, apples and grapes as a gift. Enki supplied the fruits and as a result of their union eight plants spring forth. Enki ate the plants, as he was a god of both creation and destruction, and was cursed by Uttu, subsequently becoming ill in eight different parts of his body.

Nummun-Su = «semente» = Numun < *Num-mu-an!

De forma expressiva esta figura de Astarte (?) exemplificaria uma arcaica e profunda simbologia dos Anunaki como sendo incarnações dos espíritos dos antepassados no belo e efémero corpo das borboletas.

Annunaki were seven judges of hell (nether world), children of the god Anu, who also sat before the throne of Ereshkigal (the wife of Nergal), she was the daughter of Demeter, Greek Persephone, Roman Proserpine, Gnostic Kore in other mythology. The Annunaki are regarded by some as the Sumerian ‘fates,’ where they waited at the gates of hell to judge the newly-arrived souls. [1]

De facto, as larvas das varejeiras, que as donas de casa asseadas abominam, tanto ou mais do que as cobras e os ratos, e as lagartas das hortaliças devem ter constituído um dos primeiros mistérios da natureza

Tal como era deusa da fertilidade animal Ninana / Nana/ Inana seria também deusa da terra fecundada na primavera como viriam a ser várias deusas florais romanas (Maia, Fauna & Flora, Melona, Pomona, etc.) e Clora na Grécia, todas reconhecíveis como variantes de Venus/Afodite. Na Síria, a deusa dos mitos primaveris dos namoros com Adonis foi Astoreth, a deusa que, de facto, vem representada na figura anterior.

Era também Ninannak forma que revelará a deusa do «ananás» < Tupi-guarani[2] Naná < Nanash < Inana Ka(ki).

 

LARANJAS

A propósito do nome das «laranjas» se pode dizer que também neste caso a etimologia oficial pode não andar muito afiançada. Em primeiro lugar haveria que saber se foram os árabes que introduziram as laranjas na Península Ibérica. Na verdade os gregos não tinham nome para a laranjeira ainda que já tivessem conhecimento do limão! Por outro lado, os romanos chamavam à «laranjeira», medica, e à laranja[3], mala Assyrian, o que põe um pouco em causa a versão anterior sobre a origem da laranja no extremo oriente na medida em que esta fruta já tinha chegado à caldeia nos tempos históricos. É obvio que sendo assim os romanos conheciam a laranja como nós hoje conhecemos certos frutos tropicais exóticos, como frutos de importação! Também não se estranha-se que tenham sido os árabes a introduzir o plantio da laranjeira na península ibérica porque foram também os portugueses levaram a laranjeira para o brasil pois, cada povo colonizador tenta adaptar a ecologia das terras que coloniza à da sua terra de origem sempre que tal lhe é possível e desejável!

Figura 3: De todas as árvores frutíferas, uma das mais conhecidas, cultivadas e estudadas em todo o mundo é a laranjeira. Como todas as plantas cítrinas, a laranjeira é nativa da Ásia, mas a região de origem é motivo de controvérsia. Alguns historiadores afirmam que os cítricos teriam surgido no leste asiático, nas regiões que incluem hoje Índia, China, Butão, Birmânia e Malásia.

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A trajectória da laranja pelo mundo é conhecida apenas de uma forma aproximada. Segundo pesquisadores, ela foi levada da Ásia para o norte da África e de lá para o sul da Europa, onde teria chegado na Idade Média. Da Europa foi trazida para as Américas na época dos descobrimentos, por volta de 1500. -- Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos.

Sendo assim, os romanos não terão sabido o verdadeiro nome da laranja, talvez apenas porque o não quiseram, e preferiram usar uma expressão displicente das que se costumam usar para coisa exóticas: «maça da assíria», «porquinho-da-índia», «galinha de Angola», «ouro da china», etc. A única coisa estranha nesta história é que de há cerca de mil anos a esta parte já existam pelo menos três versões do nome da laranja: duas na origem ibérica «laranja e naranja» e outra, por origem no «orange» fracês, nos restantes paises europeus.

«Laranja» [< Al (n)aranja < Esp. naranja < Ár. naranj < Pers. naräng < Anarankia <= An Kaur-Enki? «fruta» (Phur-utu, sol posto, que ressuscita com a aurora como as sementes dos frutos na primavera?) sumarenta, logo cheia de líquido de vida do deus Enki].

Porém, não ficaria nada admirado se se viesse a provar que os portugueses teriam trazido o nome da laranja directamente do golfo de bengala onde esta ainda era a fruta da bela aurora, a «laranja» < *Laurankia/Laurenkio => «Lourenço» e a ilha de Lancerote (< Urankurish, a ilha de *Urankur, Urano do Kur ou *An-kurkur, o esposo de Kurkura, Herkala, esposa de Hercules, a aurora da dupla montanha de Gibraltar, o logar dos dois altares da *Kiwra ou *Kiphura, da deusa mãe dos cretences)!

 

MELANCIA

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Figura 4: A melancia (< Mer-Enki-a), natural da Índia, pertence à mesma família da abóbora e do melão. Para outros autores este fruto tropical seria natural de África. Porém, para outros até o melão seria um fruto do sudoeste asiático.

E a indefinição vai até à etimologia do nome da «melancia» < • (por balancia, sob o influxo de melão), s. f. planta cucurbitácea; • fruto dessa planta; • variedade de maçã. Claro que já em Inglês se chama Water-melon = literalmente “melão de água”!

Parece assim que se os latinos conheciam o melão (Lat. mellon, fruta doce como a deusa Mellonia) mas desconheceriam a «melancia» que para uns foi para o Brasil levada pelos escravos bantos e para outros foi introduzida na Europa pelos árabes.

Mellonia = deusa latina da apicultura.

Mellonia < (Afrodite) Melania.

Daí a balancia??? É óbvio que estas coisas não são necessariamente assim tão lineares e, neste caso, poderão ser matéria ideal para investigações históricas de maior pormenor. O facto de Valencia ser uma das deusas romana da cura terá tido alguma coisa a ver com o nome antigo da melancia??? Uma coisa é certa: os dicionários greco-latinos conhecem o melão como sendo o Greg. mêlopepo, e mêlo, mas ignoram a «melancia»!

Mas os gregos clássicos terão ignorado tanta coisa da civilização neolítica que parece começar a suspeitar-se que depois da catástrofe de Santorini que teria destruído a mítica Atlântida repetida depois pela Guerra de Tróia e pela grande fome dos povos do mar a que se segui o época negra a Grécia continental terá interiorizado uma espécie de preconceito cultural contra a civilização minóica na forma de tabu linguístico anti plágico que a levou a não falar de aspectos relevantes da cultura cretense da época dórica como seria o caso da melancia e do moinho de vento que teriam continuado na subcultura popular cretense.

De facto, a história da «melancia» tem aspectos estranhos.

David Livingstone, un famoso esploratore dell'Africa, riportò che l'anguria cresceva abbondante nel deserto del Kalahari, dove sembra che esso abbia avuto origine. Lì il frutto cresce selvaggio ed è conosciuto come Tsamma (Citrullus lanatus var citroides).

Non è dato sapere quando l'anguria sia stata coltivata per la prima volta ma il primo raccolto di angurie mai registrato avvenne nell'Antico Egitto quasi 5000 anni fa ed è stato documentato in alcuni geroglifici. Il frutto veniva spesso deposto nelle tombe dei faraoni, come mezzo di sostentamento per l'aldilà. Nel mito egizio il cocomero aveva origine dal seme del dio Seth.

Il nome cocomero, usato nell'Italia centrale e meridionale, deriva dal latino cucumis ("cetriolo"). Nel Meridione è peraltro diffuso anche il termine melone d'acqua. Il nome anguria, usato nel Settentrione, deriva invece dal greco tardo angurion ("cetriolo"), propagatosi attraverso la dominazione bizantina a partire dall'Esarcato di Ravenna.

Sandía, patilla, paitilla, aguamelón o melón de agua, es una planta de la familia Cucurbitaceae originaria de África, pero tiene una gran presencia y difusión en Asia. (…) En España fue introducida por los árabes; actualmente se cultiva por toda la península, principalmente en Andalucía y EN la zona de Levante. La etimología de su nombre refleja dicho origen, ya que sandía proviene del árabe hispánico sandiyya. En árabe clásico (سندية < سند) es sindiyyah, de Sind, región del Pakistán, de la cual proviene el nombre. (…) Castellano: albatheca, albudeca, albudega, anguria, badea, badea de agua, badea de algunos, balancia, bateca, batheca, melón de agua, sandía, sandia, zandía, zandia, azendía.

La région d'origine du melon n'est pas connue, selon certains il est originaire de l'Inde, selon d'autres, il vient de l'Iran ou encore de l'Afrique même. Ce qui est certain c'est qu'il était cultivé en Égypte 2000 ans avant notre ère. 5 siècles avant JC, sa production du delta du Nil était renommée. De là, sa production passa en Grèce, puis en Italie au Ier siècle après JC. Les grecs désignaient divers cucurbitacées à chair douce par le nom "pepon" (sens littéral : cuit par le soleil - le soleil est sous entendu-, mûr ), de "peptein" (cuire). Cela a donné en latin "pepo". De là découle "melopepon" en grec (littéralement pomme-courge cuite au soleil, de "melo" qui veut dire pomme, et "pepon") et donc "melopepo" en latin. Le nom français dérive donc plus du mot qui désigne la pomme en grec, "melon".

Voatango est un vocable malgache qui désigne le melon cultivé à Madagascar. Il est odorant mais sa chair est blanche et fade.

Melons originated in Africa and southwest Asia, but they gradually began to appear in Europe toward the end of the Roman Empire. Melons were among the earliest plants to be domesticated in both the Old and New Worlds.

The cucumber is listed among the foods of ancient Ur, and the legend of Gilgamesh describes people eating cucumbers. Some sources also state it was produced in ancient Thrace, and it is certainly part of modern cuisine in Bulgaria and Turkey, parts of which make up that ancient state. From India, it spread to Greece (where it was called "σίκυον", síkyon) and Italy (where the Romans were especially fond of the crop), and later into China.

O princípio estruturalista da arbitrariedade na escolha dos signos com base na frágil e bem pouco útil ciência experimental da fonologia tem feito mais mal à racionalidade linguística do que milénios de racionalidade filosófica clássica.

O estruturalismo tem sido o lamarquismo da evolução linguística e o mito indo-europeu a ditadura do proletariado da linguística.

De facto, a fala natural é mais importante para a evolução das línguas do que a estrutura gramatical da linguagem institucional e muito mais conservadora na sua natural mutabilidade do que o imutável espartilho da estrutura gramatical imposta pela ditadura dos mestres-escola.

Saussure completa seu argumento usando o exemplo: "o significado da palavra francesa boeuf (=boi) tem por significante b-ö-f de um lado da fronteira franco-germânica, e o-k-s (Ochs) do outro" (p.82). (..) Queremos dizer que o significante é imotivado, isto é, arbitrário em relação ao significado, com o qual não tem nenhum laço natural na realidade.

Será de facto assim ou mera aparência de velhos irmãos desavindos que se esqueceram do pai?

Boeuf < bobis < bow-is < *ka-uk-is (< Cacu-ish) > haukis > auchis > Ochs.

A história do melão e da melancia parece estar eivada de tanta criatividade que juntar-lhe mais alguma não fará grande diferença!

Ainda assim, faz pouco sentido que a melancia seja mais antiga no antigo Egipto do que o melão e que apareça muito mais tarde na história europeia. Do mesmo modo parece incongruente que seja o fruto supostamente mais recente, a melancia, a ter maior variedade de nome, sobretudo na península Ibérica, sabendo-se que em regra é o uso e abuso de objectos comuns e banais que multiplica as variantes nominativas.

A suposta confusão que a melancia terá tido na Itália com o pepino parece ridícula sabendo-se que este último vegetal era tão conhecido pelo império romano que chegava a ser produzido em estufas o ano inteiro. A mesma impossibilidade de confusão deveria ser imputada à causa da etimologia do nome italiano da melancia a partir do grego tardio quando não parece haver confusão possível nem na forma dos frutos nem no som dos nomes.

It. Anguria = «melancia» ó «pepino» = Grec. mod. aγγούρι.

It. Anguria                                                             => aγγούρι.

Se a promiscuidade fonética entre o «melão e a melancia» é recente ou não só a filologia o poderia confirmar. A verdade é que, na época pré-industrial, o cultivo e venda destas frutas se fazia no mesmo tempo e logar pelo que o mais provável seria que a balancia tivera sido um desvio posterior à origem de ambos os nomes, «melão e melancia»! A verdade é que estas frutas, pelas suas características de amadurecimento lento na ausência do sol, tal como as laranjas, teriam sido adequadas ao transporte e comércio marítimo e sobretudo teriam sido uma boa fonte de reserva de água potável em alto mar e nas zonas subtropicais!

Dai que espanto vitoriano de David Livingstone, ao dar conta de que a melancia crescia com fartura no deserto do Kalahari não prova necessariamente que tenha tido aí a sua origem mas que tenha sido levada para lá artificialmente como cantil natural tanto por navegantes como caçadores porque melão, melancia e pepino seriam frutos básicos das primeiras civilizações que no neolítico se aventuraram em zonas árias como eram as que rodeavam o crescente fértil bem como em périplo marítimo. Assim se entende também que a cabaça terá sido um dos mais antigos cantis da humanidade.

Sendo assim, já então o «melão» seria provisão natural de água doce dos antigos marinheiros, tal como a «melancia» ao serviço do mesmo deus Enki dos povos do golfo de Bengala, os mesmos povos que propagavam a mesma fé de navegantes e marinheiros ao serviço da expansão da fé do deus dos mares e da aurora. Fé que tinha sido iniciada nas ilhas mediterrânicas, exportada para o Indico, depois para oriente até aos mares da China de tal forma lenta mas progressiva que quando os descobridores modernos em veleiros mais velozes chegaram à longínqua ilha de Páscoa no extremo do Pacífico oceano até parecia que essa arcaica vaga neolítica de primeira civilização mundial, em início de escrita ideográfica, dava indícios de lá ter chegado poucos séculos antes!

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De qualquer modo, o lado afrodisíaco da «boas fruta», que coloca o pecado da gula ao lado da luxúria vegetal, está tanto na sensualidade do seu doce e refrescante paladar, quanto nas conotações fálicas de «pepinos e bananas»; nas formas mamárias abonadas (como no caso dos «marmelos») e quanto na simbologia dos genitais femininos das «nêsperas, ameixas etc.»!

Figura 5: Inana palpando o seus divinos «marmelos» < Lat. melimelu < Gr. melímelon, maçã de mel.

A verdade é que a deusa latina do mel chamava-se Mellona mas quem era a Deusa Mãe das abelhas da Anatólia era Artemisa. Assim sendo, é bem possível que antes de ser apenas e especificamente a deusa do mel tenha passado por deusa da fruta madura depois de ter deixado de ser meramente uma genérica Deusa Mãe e Sr.ª do Mar. De facto, Mellona < Merlauna < Mer-lu-ana < Mer-Urania, o que, no mínimo, nos deixa a suspeita de que a intuição de que estamos perante realidade com fortes apelos marítimos vem das profundezas arcaicas do tempo de que Saturno era o Sr. ao lado da sua esposa lunar, a Lua (= Lua-Ana > Luna, Lit. «a Sr.ª Lua»), a deusa das coisas consagradas pela água-benta e lustral!

 

Ver: APILIA (***)

 

It. Anguria <= Mer-En-ki-ur => Mer-enkia > Melankia > «Melancia».

                                                                         > «merengue» ó «tango».

O merengue é a dança nacional dominicana, mas também conhecida em Porto Rico, Haiti, Venezuela, Colômbia e, obviamente, em Angola, na qual um dos pés marca o tempo e o outro é arrastado no chão.

Merengue = (Cast. merengue), s. m. bolo de claras de ovos batidos com açúcar.

A relação do merengue castelhano com a doçura confirma a relação semântica com a melancia e sugere que tenha sido levado para Angola muito antes dos portugueses pelas frotas neolíticas de Dagon / Enki deuses que na Grécia clássica teriam relação com Hefesto que segundo Robert Graves seria festejado pelos ferreiros com uma dança claudicante, o geranos, seguramente sensual e dionisíaca como o merengue.

 

Ver: SUASTICA II, SÍMBOLO DA CÓPULA SEXUAL (***)

 

Mas, outras frutas estiveram na sua etimologia relacionadas com a Deusa Mãe e seu filho Enki tais como a «romã» (< Rumana??? ou antes < Urmana < *Kar-me-na??) relacionada com os cultos de morte e ressurreição de Prosérpina e a maçã de Afrodite.

Voa-tango, até prova em contrário pode ser um fóssil linguístico que confirma a passagem dos adoradores de Dagon / Enki por Madagáscar.

 

Ver: DAGON (***)

 

MAÇÃ

A relação das Deusas Mães com a «maçã» não se fica pela bíblica tentação de Eva. O próprio étimo latino do nome luso desta fruta deixa indícios de uma estranha origem pois que «maçã» < Lat. mattiana = Maat-i-An, lit. «a verdade celeste», fruto da «árvore da vida eterna» de Inana, oferecida às mulheres em nome de Eva, pela cobra da sabedoria!

3:5 scit enim Deus quod in quocumque die comederitis ex eo aperientur oculi vestri et eritis sicut dii scientes bonum et malum

3:6 vidit igitur mulier quod bonum esset lignum ad vescendum et pulchrum oculis aspectuque delectabile et tulit de fructu illius et comedit deditque viro suo qui comedit

É tal a convicção popular de que o «fruto proibido» da árvore da sabedoria era a «maçã-de-Adão» que poucos lêem com atenção o texto do Géneses para repararem que o autor sagrado não referiu o nome do fruto. Há exegétas que referem como justificação para a predilecão do senso comum da tradição popular para aceitar a tese da «maçã-de-Adão» o facto de uma árvore que dá frutos com nomes como bomum & malum é quase uma macieira que dá «pomos & malápias»! Na verdade, o Lat. malum significava também «maçã» e bonum pode facilmente soar como Pomona, o nome da deusa latina da fruta! No entanto os exegetas com maior intuição para um raciocínio pré-psicanalista sempre pressentiram que a forte carga erótica da presença consagrante da cobra confere a este episódio do Génesis o papel de mito fundador dos tabus da sexualidade judaico-cristã baseados no mito «pecado original» não tanto da mera desobediência a uma ordem divina mais ou menos caprichosa e discricionariamente autoritária mas fundamentalmente na perda de inocência animal manifestada na vergonha da nudez que permitiu a descoberta da desigualdade sexual fonte dos primeiros conflitos de que nasceram as «guerras dos sexos» entre Adão e Eva. E tudo isto por causa das consequências da posse da deliciosa maçã?

3:7 et aperti sunt oculi amborum cumque cognovissent esse se nudos consuerunt folia ficus et fecerunt sibi perizomata

Em boa verdade e mais uma vez o bem e do mal não estavam tanto na descoberta da verdade mas no seu uso como fonte de poder e dominação por parte dos sedutores em relação à prazenteira dependência da paixão sofrida pelos seduzidos.

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Figura 6: A sagrada maçã de Vénus.

A vergonha que levaria à culpabilidade edipiana primitiva viria a ser utilizada como energia psicanalítica para reforço dos mecanismos autoritários razão pela qual o mito parece fazer crer que o «pecado original» foi um crime de desobediência de lesa divindade! A verdade porém é que, o grande conhecimento que começava a espalhar-se nos mistérios dionisíacos do mundo dos alvores da agro-pastorícia era o da responsabilidade primordial do machos reprodutores na fecundação das fêmeas conhecimento que passaria a tornar o «macho dominante» já não apenas no mero companheiro da deusa mãe mas no dono e senhor de seus filhos! A estratégia desta ideologia nascente iria esbarrar com as dificuldades que o negócio da prostituição baseada no «conhecimento do bem e do mal» iria trazer na estratégia nascente da apropriação dos filhos pelo poder paternal. De facto, o que estava assim em questão era a transferência da tradicional obediência matriarcal para a esfera do poder patriarcal baseado no domínio de «deus pai»!

Quanto à relação metafórica que faria da maçã o fruto predilecto de Vénus/Afrodite sem que lhe sejam reconhecidos particulares efeitos afrodisíacos podem ser uma mera tradição da Deusa Mãe que vem já de Inana e que teria sido herdada por Pomona. A malícia sexual, essa pode sim resultar de um mero equívoco entre os nomes homófonos latinos da maçã e do mal! Um reforço desta suspeita vamos encontra-lo no nome dos «malápios» < Lat. Melaporu, lit. Sr.ª da abundância, mãe dos peros de mel => Mer-Ophio, «cobra-do-mar»!

A verdade é que a «maçã» era a fruta sagrada de Vénus! E no entanto, não lhe são reconhecidas peço senso comum qualidades afrodisíacas particulares.

Outras variantes do nome das maçãs continuam a fazer apelo à Deusa Mãe tais como:

«Pomo» < Pomona, deusa dos pomos < Phaum(us) < *Kima.

«Pêro» < Porus, deusa da abundância < Phaurish <= Ishkur/Ishtar!

A verdade é que a deusa da abundância romana era mesmo Abbundantia. Mas...

Frutesca = abundance of fruit. Porus = Abundance

Porus < Phor-ush < *Kur-ish > Phur-esca > Frutesca.

                                                  > Ishkur > Ishtar = Inana.

Bab-bar = An ancient Sumerian sun-god, Lit. « o que transporta Baba».

Abbund-antia = Baba-und Anteia, lit. «a deusa do céu é Babunda».

Vacuna = *Wa-Kunda > *Phacuntha > Lat. fec-unda <= *Kaki-Unda.

Figura 7: Abbundantia a deusa romana da fartura de bela fruta e de cereais!

Vacuna – "empty" – Goddess of repose and leisure. Festival in the month of December and she had a famous Sabine temple. Sendo uma deusa agrícola, possivelmente relacionada com os frutos secos, chegaria às festas de Dezembro com a cornucópia vazia.

Assim, nada espanta na relação de Inana com as tamareiras que, não apenas segundo a lógica simbólica da importância vital desta árvore na economia de regiões semi desérticas como as do crescente fértil, ...

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... mas também segundo indícios míticos encontrados por alguns autores, foi a «arvore da vida» das culturas semíticas antigas e talvez o Huluppu de Inana, se é que se poderia fazer camas e tronos dos troncos das tamareiras, como fez Gilgamech para sua irmã Inana.

Mas, terá sido mesmo seguro que Ninana significa «senhora dos cachos de tâmaras» ou será apenas num contexto pictórico deste tipo que este epíteto de Inana foi lido?

 

Ver MAAT (***) & GESTINA (***)

 

Figura 8: De novo Istar a cavalo do leão da deusa mãe, agora em atitude de Diana, a caçadora, ao lado da tamareira, a “árvore da vida”!

Early on in the history of Uruk, the primary economic base was in dates, and while Amaushumgalanna was the date harvest, Inanna was the storehouse of the dates (Jacobsen Treasures 135).

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Here she is the "Lady of Date Clusters" and her home, Eanna at Uruk, is "the House of Date Clusters" -- (Jacobsen Towards 27).[4]

 

TOMATE E TAMARILHO

Quando algum dos muitos mareantes ibéricos, anónimos, analfabetos, e não só, que andaram pela vastidão das descobertas aos encontrões com o turbilhão de novidades dos novos mundos terão dado nomes dentro do comum dos seus conhecimentos a coisas que se mostravam tão úteis quantos comezinhas e comestíveis como terá sido o caso do «tamarilho».

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Tamarillo = Alteration of tomatillo. A subtropical tree native to the central Andes and cultivated especially in New Zealand for its edible fruit. The tart, dark, red or yellow, plumlike fruit of this tree. Although the tamarillo is native to South America, most of the tamarillo sold in the U.S. is imported from New Zealand, where it is grown commercially. The original name, tree tomato, was used until 1967 when New Zealand invented the tropical sounding name tamarillo to market it.

De facto, se o nome original do fruto da “árvore do tomate” fora o *tomatillo, porque estranha razão teria acabado como tamarilho? Se sempre tivesse sido fruto da árvore do tomate porque razão iriam os neozelandezes inventar um nome hispanhol para um fruto exótico de sabor tropical quando poderiam ter procurado nos falares avaianos ressonâncias bastantes para tropicalizar o nome deste fruto sem necessitarem das ressonâncias caribenhas da dança de piscina, «a macarena»!

Obviamente que algo não bate certo nesta história! O mais razoável seria pensar que tamarilho terá sido o nome original do fruto da árvore do tomate que nunca chegou a ter aceitação pública no mundo anglo-saxónico precisamente porque este fruto só terá conquistado este mercado em tempos muito recentes. Por outro lado, mesmo no mundo espânico este nome é desconhecido ainda que a árvore do tomate se tenha espalhado pelo mundo todo, particularmente em zona tropicais e subtropicais.

Llamado también árbol de tomate, tomate francés, cifomandra, tomate de la paz.

Pois bem, será pouco provável que esta fruta se tenha inicialmente propagado como nome do tomate porque este nome só foi redescoberto mais tarde pelos castelhanos a mais provavelmente a partir do centro-americano tomati.

Linguistic evidence also supports this theory. The Aztecs of Central America called it "xitomatl", and wild Central American tribes called it "tomati" [3]. The writings of ancient Peruvian tribes fail to mention a tomato-like fruit as being an important part of the diet or even a word meaning tomato, while Aztec writings in Central America mention dishes comprised of peppers, salt and tomatoes, a concoction which seems likely to be the original salsa recipe […]. The Spanish explorer Cortez conquered the Aztec city of Tenochtitlan, later to be renamed Mexico City, in 1521. It is presumed that the tomato found its’ way across the Atlantic shortly after. The earliest mention of the tomato in European literature is found in an herbal written by Matthiolus in 1544 [3]. He described tomatoes, or as they were called in Italy, pomi d'oro (golden apple), and wrote that they were "eaten in Italy with oil, salt and pepper". This provides evidence that the first tomatoes to reach the Old World were a yellow variety, and that they were introduced via the Mediterranean. Red tomatoes were said to be introduced to Italy by two Catholic priests many years later […].Undoubtedly it was initially received in Spain, and the name pome dei Moro (Moor's apple), was probably among the first. Cultivation of perhaps several varieties became widespread in the ensuing decades in Spain, Italy, and in France, where it was called pomme d'amour (love apple) [9], perhaps because of suspected aphrodisiac properties, but more likely the result of a corruption of the early Spanish name, pome dei Moro. Although used in a limited manner as a food in Mediterranean countries, northern European countries regarded the tomato as a curiosity for over a century […].The first cookbook to mention tomatoes was published in Naples in 1692 [1].

«Tomate» < Cast. tomate < Cent.Amercic. tomati < Nauat. Tomalt

< Azet. Xitomatl < Ki-Thauma-(Tel) ó Xi - (pe Totec).

O «tamarilho» terá sido o primeiro nome que os marinheiros mediterrânicos deram a um fruto andino que se parecia com as tâmaras e não ainda com os tomates, também andinos mas que ainda a não conheciam! Terá sido assim, ou será tudo isto fantasia mais delirante do que levou os neozelandeses modernos a rebaptizarem o fruto da árvore do tomate com um sabor a férias nas Caraíbas com ressonâncias à música pimba da dança de piscina «la Macarena»!

 



[1] From The Alpha and the Omega - Chapter Three, by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved.

[2] O facto de o nome do «ananás» derivar duma língua indígena do brazil só prova o quanto é duvidoso terem sido os portugueses os primeiros marinheiros a chegarem às américas.

[3] C. Mêdicus, a, um, adj., Median, Assyrian, Persian, etc.: vestis, Persian, Nep. Paus. 3: rura, Luc. 8, 368: arbor, the orange-tree, Plin. 12, 3, 7, § 15: mala, Assyrian, i. e. oranges, citrons, id. 15, 14, 14, § 47: smaragdi, id. 37, 5, 18, § 71: dea, i. e. Nemesis, a statue of Parian marble, Aus. Ep. 24, 54.--Mê-dicus, i, m., a surname of the emperor Verus, on account of his victory over the Medes, Capitol. Verr. 7; v. Medica. -- Perseus:  Lewis & Short Latin Dictionary.

[4] Mary Lynn Schroeder, Anthropology 207:001 Ancient Civilizations of the Old World, Mr. Mike Fuller -- April 19, 1993. In the Eyes of Inanna: The Aspects of a Goddess in Literature