Figura 1: *Kertu, a domadora dos animais, de que derivou *Kertumisha e depois Artemis era uma variante de Britomartis, a deus mãe dos cretenses. (Corpus of the Minoan and Mycenaean Seals).
A investigação que se segue parte de um pressuposto simples, mas fértil: certos radicais fonéticos e certos arquétipos míticos parecem atravessar milénios e geografias, sobrevivendo a mudanças de língua, de religião e de povo. Entre esses elementos persistentes, destaca‑se o radical arcaico KUR, termo sumério associado ao submundo, à montanha primordial e ao domínio das divindades ctónicas. A sua possível transformação em formas posteriores como KAR, KART-, KARK-, KARD- e KER abre um campo de reflexão que ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, sugerindo a existência de um fundo simbólico comum às civilizações do Mediterrâneo e da Anatólia, e talvez mesmo a tradições indo-europeias mais amplas.
O objectivo não é fixar genealogias definitivas, mas explorar continuidades simbólicas que a história escrita apenas deixou entrever. O percurso que se segue é, portanto, deliberadamente especulativo: uma tentativa de reconstruir, a partir de fragmentos, a sombra de uma divindade e de um radical que parecem atravessar o Egeu, a Anatólia, o Levante e a Eurásia como um eco persistente de um passado muito mais antigo do que a própria mitologia grega.
Figura 3: Marfim sírio com um guerreiro cretense! (Restauro manual com programa cibernético de imagem) | Figura 3: Marfim sírio com um guerreiro cretense! (Restauro cibernético com apoio da IA sobre o anterior) |
Diodorus Siculus claimed that Eteocretans were the first people of Crete, born from the soil, and that their first king was Cres, who made many great discoveries and cultivated civilisation with the aid of metallurgy.
Nor unto them
Was any Ares god, nor Kydoimos,
Nor Zeus, the king of gods, nor Kronos, nor
Poseidon then, but only Kypris queen...
Whom they with holy gifts were wont to appease,
With painted images of living things,
With costly unguents of rich fragrancy,
With gentle sacrifice of taintless myrr,
Wit redolent fumes of frankincense, of old
Pouring libations out upon the ground
Of yellow honey; not then with unmixed blood
Of many bulls was ever an altar stained;
But among men 'twas sacriledge most vile
To reave of life and eat the goodly limbs.
(Fragment 128, The Fragments of Empedocles, Translated into English verse by William Ellery Leonard.)
The name "
At
Later, when man raised wheat and needed rain, it was natural to assume that the same god who made the acorns fall, could also make rain fall. -- [2]
Pelásgicos • adj. relativo aos Pelasgos ou à sua época. < Pelasgos • (< Lat. Pelasgos), s. m. pl. primitivos habitantes que ocuparam a Grécia e outras regiões.
Pélago < • (< Lat. pelagu < Gr. pélagos), s. m. profundidade do mar;• mar alto;• abismo;
Ver: PELASGOS (***)
A palavra "grego" é derivado do latino "graecus", que por sua vez vem da voz grega γραικός (graikós), o nome de uma tribo de Beotia que emigrou para a Itália no século VIII aC. Por esse nome, os gregos eram conhecidos na Europa Ocidental. Homer refere na Ilíada as forças da Beotia na lista de navios. Além disso, ele forneceu a primeira evidência conhecida de uma cidade da Boeotia chamada Grea, enquanto Pausanias mencionou que Grea era o nome da antiga cidade de Tanagra. Cumas, uma cidade situada a oeste de Neapolis (o presente Nápoles) e ao sul de Roma, foi fundada por colonos de Cime e Chalcis junto com os graeci, que, ao entrarem em contato com os romanos, foram responsáveis por estes último aplicar o seu nome para nomear todas as tribos helénicas.
“O dilúvio na época de Deucalion, por exemplo, ocorreu principalmente no mundo grego, e especialmente sobre a antiga Hellas, o país sobre Dodona e o Achelous, um rio que muitas vezes mudou de rumbo. Aqui o Selli morava e aqueles que anteriormente eram chamados Graeci e agora Hellenes! Aristóteles. Meteorología. I, 352b
Como já mencionado, Aristóteles é a fonte mais antiga para usar esta palavra, pois conta como uma inundação varreu o Epiro central, uma terra onde seus habitantes costumavam ser chamados γραικοί (graeci) para serem mais tarde conhecidos como Ἕλληνες ("hellenos" ). De acordo com Hesíodo, Ggrego era na mitologia um primo de Latino. O nome desse personagem parece estar relacionado à palavra γηραιός ("ancião"), que foi um dos títulos dados aos sacerdotes de Dodona; Lembremo-nos que estes também foram chamados Selloi, parecendo então haver uma relação entre estes dois nomes básicos dos gregos…e Dodona. – Wikipédia, tradução do espanhol.
Figura 2: *Kertu, a Sr.ª do Monte da aurora, guardada pelos leões da Deusa Mãe. (Desenho manual à esquerda e restauro cibernético à direita).
Na verdade, esta informação da wikipédia enferma de um erro grosseiro porque muito mais antigo que Aristóteles foi Hesíodo, contemporâneo de Homero que referiu pela primeira vez a existência da cidade com o nome Grea, possivelmente já relacionada com os gregos, supostamente antigo nome de Tanagra. Grea significaria «ancião» como Geras mas seguramente já por semântica conotativa derivada da Deusa Mãe Ker da antiga civilização cretense, possivelmente equivalente de Dione, a mãe mítica de Afrodite e que terá dado nome também ao templo de Dodona e…ao nome arcaico dos gregos dánaos (Δαναοί) equivalente ao irlandês Tuatha de Danann.
Na mitologia grega Geras (em grego Γῆρας) é o daemon que personificava a velhice e que era tido como parceiro e prelúdio inevitável de Tanatos, a morte. Seu oposto, claro, foi Hebe, a juventude. Seu equivalente na mitologia romana era Senectus.
Graikoi < Gariskau-u < Karhiku-(l)u < *Kur-a-kikus => Pelásgicos.
Geras < Ker-ash > Gerea > Grea > Gra + Ecos > «Gregos».
> Hel + len-oi > Hellenoi > Helenos.
Obviamente que sendo Hélade derivada do grego: Ἑλλάς (transl.: Hellás), um termo com dois «eles», não seria fácil de sustentar uma derivação que não passasse por lenoi que agora supomos relacionado com o termo lenos para prensa ou lagar de vinho de que deriva o nome lenais das ménades relacionando assim o nome arcaico dos gregos com o culto da vinha miticamente iniciado com o culto de Dionísio, filho de Dione, a deusa mãe crente afinal adorada no Santuário mítico da origem dos gregos que era Dodona. Relacionar o nome dos helenos com o termo judaico elohim soa a rematado disparate mas como veremos noutro contexto já o será inteiramente quando relacionado com uma raiz virtual *helen- para povos de origem cita ou indo-europeus relacionados com o culto da rena porque é conhecida a ligação da urina das renas com cultos de cogumelos alucinogéneos.
Não só é tentadora como inevitável esta inferência linguística. Se os pelágicos correspondiam ao fundo étnico anterior às invasões helénicas das ilhas do mar Egeu natural seria que estes proto gregos correspondessem a uma cultura tipicamente mediterrânea culturalmente muito mais avançada do que a dos invasores helenos. Ora esta cultura neolítica, especificamente mediterrânica, estendia-se de Malta à Sardenha e de Creta ao Egipto e tinha por padrão religioso comum o culto da Deusa Mãe e do seu animal tutelar a «cobra» e de seu filho ou consorte, o senhor dos infernos do Kur.
«Cobra» = Kau-Ki lit. “a besta de Ki” => hauphi > ophi.
Kur > Kaur > KAR.
Ver: KAFORA (***) & PELAGIOS (***)
CRETA
Interesso-me muito pela língua minoica e há anos que persigo um palpite de que a relação mais provável que tem é com as línguas "etrusco-cipriotas" (etrusca, lemniana, rética, eteo-cretense e eteo-cipriota), cujo epicentro se encontra na Anatólia Ocidental e em Chipre, anteriormente conhecidos como os reinos de Alashiya, Arzawa e Assuwa. Tenho também um palpite de que, por volta de
Então, agora vamos desenhar um círculo ao redor da Grécia, Anatólia Ocidental, Chipre, Creta e as ilhas do Mar Egeu.
Figura 4: distribuição do estrato linguístico "proto-egeu". Então começamos a ver o padrão linguístico que estou chegando. Uma família linguística inteira esquecida nas brumas do tempo e do mistério moderno. O que é um pouco irritante para mim e que deveria ser irritante para você, leitor, é como temos um 'mistério etrusco', um 'mistério minóico', um 'mistério eteo-cretense' e um 'mistério eteo-cipriota' acontecendo ao mesmo tempo. |
Se você pesquisar qualquer um desses assuntos, não obterá quase nada sobre seus idiomas ou traduções. É tudo "Quem sabe?" e "E se?". Por que essa região e esse período de tempo são um mistério tão maldito? É realmente porque nos falta informação para juntar tudo ou é porque nosso poder de concentração não tem capacidade para resolver problemas sem o uso de uma muleta de computador? De qualquer forma, é isso que quero dizer com "proto-egeu". (…). -- http://paleoglot.blogspot.com/search/label/eteo-cretan.
Que língua falavam os minoicos? Desconhecido. Como adoravam os minoicos? Desconhecido. Os minoicos eram mesmo um império unificado? Desconhecido. Como é que a civilização minoica chegou ao fim? Desconhecido. A civilização minóica da Idade do Bronze no Mar Egeu é dominada por desconhecidos. As pessoas estavam completamente alheias à sua existência fora dos mitos gregos até Sir Arthur Evans começar a escavar o palácio de Cnossos, em Creta, em 1900. Houve muitos avanços durante o último século na nossa compreensão destas pessoas, mas isso é apenas a ponta do icebergue. Os minoicos foram um dos impérios mais impressionantes da sua época, mas devido à grande falta de provas escritas e físicas, grande parte deste império permanece um mistério. (…)
Os investigadores podem continuar a fazer suposições fundamentadas, mas sem descobertas significativas, a civilização minoica permanecerá provavelmente envolta
Se eu tomar o nome *Kʰaputar como certo, lembro-me de um sufixo plural *-r que vejo na Fórmula de Libação Minoica, por vezes marcando a palavra *una 'libação' (escrita silabicamente como U-NA-; na sequência U-NA(-RU)-KA-NA-SI, *una(-r) kana-si '(nós) transportamos libação(ões)', comparar com o etrusco -r [plural animado], un 'libação' e cenu ' trouxe'). Sem esta terminação, ficamos provisoriamente com uma palavra singular *kʰaputa. A imaginação fértil pode levar alguém a ver semelhanças entre ela e a palavra derivada do latim "capital", no entanto isto leva a outro mistério interessante: de onde vem o latim caput "cabeça, cume"?
Alguns etimologistas tentam arduamente fazer de caput uma palavra proto-indo-europeia. No entanto, não é claro para mim porque é que alguém estaria tão determinado a forçar a palavra a ser PIE, dada a base escassa. No máximo, são reduzidos a rotulá-lo vagamente como um "termo regional" ou uma "inovação ítalo-germânica", o que apenas ignora o problema de como a palavra surgiu. Mas vamos tentar uma nova ideia. Suponhamos por um momento que esta palavra estranha não é da língua inglesa mas sim um empréstimo de uma palavra virtual do etrusco antigo *χapuθ (> (?) do etrusco tardio *χafθ), também emprestada em algum momento ao germânico (daí o inglês antigo heafod). (...).
Será possível que a palavra para "cabeça, cume" tanto na língua minoica como na etrusco-cipriota, em meados do segundo milénio a.C., fosse originalmente *kʰaputa? A partir daí, *Kʰaputar ‘Os Cumes’(?) tornar-se-ia a palavra para toda a região minoica, talvez em ligação com os Cornos da Consagração, um símbolo muito sagrado e proeminente, sem dúvida relacionado com o símbolo egípcio aker, que representa o sol a emergir e a pôr-se nos dois horizontes. (...) -- http://paleoglot.blogspot.com/search/label/eteo-cretan
"Em um texto ugarítico sobre a morada de Kothar-wa-Ḫasis, o deus dos artesãos, a palavra kptr ocorre assim: kptr ksu ṯbth ḥkpt arṣ nḥlth, “Caftor é o trono da sua residência, Ḥkpt a terra da sua herança” (UT, 'nt VI: 14-16). A passagem parece preservar a memória de uma conexão com Creta, como o lar de seus ofícios; Ḥkpt pode ser outro nome para Creta ou uma de suas regiões. Textos económicos de Mari falam de Kaptara, e um texto acádico de Ugarit refere-se a navios que chegam de Kapturi. C. H. Gordon levantou a questão de saber se as palavras kpt-r e ḥ-kpt podem incluir alguns elementos morfológicos, um ḥ- pré-formativo e um -r suformativo, deixando kpt como a palavra básica (Ugaritic Literature [1949], p.23 n.1), e relacionando isso com o egípcio kft-yw. Mas a persistência de r nas formas hebraica, acadiana e ugarítica, além do fato de que o -r final poderia se tornar -yw por decaimento fonético (ver CAPHTOR II), apóia kptr / kftr como a palavra original. -- The International Standard Bible Encyclopedia (1988), de Bromiley, página 844.
«Cabeça» < Baixo Lat. *capittia < capitia < plural de capitium
< caput + -ium.
< proto-itálico *kaput < ??? proto-indo-europeu *káput-.
< *kap- (“cabeça”), possivelmente de origem substrato,
ou talvez relacionado com *kap- (“agarrar, segurar”) + sufixo raro *-ut.
ó κεφᾰλή • (kephălḗ) f (genitive κεφᾰλῆς) < proto-helénico *kʰepʰəlā́,
< ??? proto-indo-europeu *gʰebʰ-l̥ (“cabeça”) + *-éh₂ (“sufixo nominal”).
> Grec Mac. κεβαλή (kebalḗ) > keblḗ • (keblḗ) f (genitivo keblῆς).
ó alemão haupt e o inglês head.
«Gabela» = braçada de espigas; antigo imposto sobre o sal
> «alcabala».
< árabe al-qabâla, «imposto», pelo italiano gabella, «imposto sobre o sal.
ó Falso cognato (???) do sânscrito कपाल (kapāla)
< proto-indo-iraniano *kapā́las,
< proto-indo-europeu *káp-ōl, *kap- (“cabeça, tigela”) <*kap- (“agarrar”).
Na afã de se sacralizar o chamado PIE acaba por se menosprezar a fonte Egeia do manancial linguístico ocidental. No caso da etimologia da «cabeça», passar ao lado do grego antigo κεφᾰλή • (kephălḗ) é quase falta de contudo encefálico e mais ainda quando de criam sem justificação duas vias etimológicas do PIE, uma por *káput- que por ser literalmente latim e nada prova que são seja derivado deste e outra para o grego por *gʰebʰ-l̥ (“cabeça”) quando antes se afirmou que *káput- (cabeça) < *kap- (“cabeça”), possivelmente de origem substrato, ou talvez relacionado com *kap- (“agarrar, segurar”) + sufixo raro *-ut. Bom, derivar o conceito da cabeça (*káput-) de outra cabeça (*kap-) é redundância mas dizer depois que esta deriva de si mesma mas com o conceito de «segurar» já é andar com a cabeça à roda mal segura no pescoço!!! De facto é duvidosa qualquer cadeia etimológica que contenha na origem mais de dois termos virtuais mas ter três é demais. Decididamente a etimologia PIE tal como anda não tem pés para andar. Obviamente que o Lat. caput, o grego κεφᾰλή • (kephălḗ) e o sânscrito कपाल (kapāla) têm a mesma origem Egeia, possivelmente duma minóica *kʰaputa...(e o PIE também ou não serviria para nada).
Ver: AKERU, OS DEUSES DA AURORA NA TRADIÇÃO EGÍPCIA (***)
As primeiras referências à ilha de Creta vêm de textos da cidade síria de Mari que datam do século
«Cabeça» < Baixo Lat. *capittia < capitia < plural de capitium
< caput < proto-itálico *kaput < Etrusc *χapuθ < Cret. *kʰaput
*kʰaput + Ur > Ugar. Kapturi > Mari Kaptara
Egíp. kft-yw < Kef-tiu = Deus Kef(er) < Ka-Ker > Ka-pher
> *Kefel > Grec. κεφᾰλή.
Kéfera, é um nome de origem egípcia que significa Aurora ou "primeiro sol da manhã" relacionada com o deus escaravelho Khepri.
Khepri (egípcio: ḫprj, também transliterado Khepera, Kheper, Khepra, Chepri) é um deus com cara de escaravelho na religião egípcia antiga que representa o sol nascente ou da manhã. Por extensão, ele também pode representar a criação e a renovação da vida.
Assim sendo, a Creta minoica seria conhecida como a terra do deus da Aurora relacionado com os deuses egípcios Chepri e com os deuses sacaridios Aker.
Que nome teria este deus não sabemos, mas temos a quase certeza de que teria relação com Hespero. Por outro lado, o nome deste deus seria o mesmo do que vem presente na lenda ugaritica de Keret, filho de El. Obviamente que em Ugarit a ilha de Creta já tinha nome bem definido na forma de Kapturi e portanto aparentemente sem relação com Keret.
A Lenda de Keret, também conhecida como a Epopéia de Kirta, é um antigo poema épico ugarítico, datado da Idade do Bronze Final, por volta de 1500-
Na lenda, Kirta é filho do grande deus El, mas é considerado infeliz. Ele ficou viúvo sete vezes e não tem filhos sobreviventes. Ele sobreviveu a todos os seus irmãos e é o último membro sobrevivente de sua família. Ele implora a seu pai por um herdeiro próprio, e El o instrui a travar guerra contra outro reino e exigir sua princesa como sua esposa. Kirta vence sua guerra e tem vários filhos com sua nova esposa. Mas ele irrita a deusa Athirat ao renegar uma promessa a ela e é amaldiçoado com uma doença. El intervém para curar seu filho. Kirta é então desafiado pelo trono por seu filho mais velho, que quer que ele abdique em seu favor. Kirta amaldiçoa seu filho, mas o final da história foi perdido.
Então temos que aceitar que Kapturi seria já a longa evolução do nome do deus da cidade de Keret, ou seja, Ka-p(here)t-uri < *Kapheret-uri seria literalmente a cidade de *Ka-Pheret, literalmente o deus que transporta a luz (pha) e o «ka» da vida. Pois bem, sob o ponto de vista estritamente linguístico se “na natureza nada se perde, nada se cria do nada e tudo se transforma” temos que aceitar que o que se perdeu na passagem do nome endógeno de Creta para o exógeno ugaritico Kapturi foi precisamente o núcleo Pheret ó Keret que já era ke-re-te nos tempos micenicos.
*Ka-p(her-e)t Uri = Uri (cidades) do deus (et / te) da Aurora *Ka-pher.
*Ka-Pher-et = Deus da Aurora > Ka-| Ker < Kur |-et > Micen. ke-re-te
> «Careto» > Ka(s)-pher > Hespero.
O interessante a notar é que, quem quer que tenha dado nome à ilha de Creta a partir dum deus tutelar da aurora não poderia ter vindo do oriente anatólico mas das terras dos mortos que os Egípcios identificavam a ocidente como sendo o país dos sentimentos que acompanham os mortos ou seja a da saudade que ainda perdura na parte mais ocidental da Ibéria, a Lusitânia, literalmente o tumulo do Sol e objectivamente um dos locais onde se tinha desenvolvido ao máximo a civilização paleolítica particularmente no vale do Côa e Águeda e que antecedeu o Neolítico, possivelmente iniciado pelo isolamento das ilhas mediterrânicas depois do dilúvio universal do fim da última glaciação.
O nome atual Creta é atestado pela primeira vez no século
E sem mais argumentos por aqui se deveria ter ficado. O que se propõe a seguir soa a anacronismo por inversão do principio das causas naturais de avaliar a arcaica origem de Creta duma antiga civilização pré clássica e por se supor a colonização de Creta a partir da Anatólia, o que se demonstrou antes ser, pelo menos mitologicamente, oposta ao que parece. Nem adianta sequer por em duvida a comparação de termos formalmente tão próximos e semanticamente tão dispares como kur-sa-war 'ilha', kur-sat-tar 'corte, lasca'.
Uma proposta deriva de uma palavra luvita hipotética *kursatta (compare kur-sa-war 'ilha', kur-sat-tar 'corte, lasca').
Quanto à proposta que sugere derivar o nome de Creta “da palavra grega antiga "κραταιή" (krataie̅), que significa forte ou poderoso, o raciocínio é que Creta era a talassocracia mais forte durante os tempos antigos” o que liminarmente deveria levar à conclusão que teria que ser o termo grego a derivar por metonima do nome da poderosa ilha de Creta.
Κρετέω , κρέτος , Aeol. para κρατέω, kράτος = com força, poder!
É óbvio que o grego kretos / kratos irá dar nome à luta do pancrácio mas terá derivado a sua semântica do poderia da talassocracia cretense.
O facto de os egípcios terem sido os únicos desta série a fazerem a apócope do «r» nestes nomes só prova que o usavam há tempo suficiente para nem sequer se terem apercebido disso. Se Creta se chamava na Bíblia Caftor por ser Kefti no Egipto e entre os amorreus da caldeia era Kaptaru, então é muito possível que a variante hebraica, por manter ressonâncias mais taurina que a versão Egípcia, seja mais fidedigna e então, teríamos tido:
Creta < Kerat < *Kaki Kaur > Caftor < *Kaphtaur > Kaptaru
> Kaphitu(r) > Kephti® > Kefti.
Quer dizer que de Peleset a Caftor temos uma fonética virada ao contrário mas com a mesma estrutura semântica o que é, por isso mesmo, sugestiva de corresponder apenas a uma evolução histórica do nome. E, nestes tempos obscuros, muitas voltas naturais e reviravoltas culturais terão ocorrido porque se fica com a estranha suspeita de que entre Israel e os Peleset houve mais lutas fratricidas que parece!
Peleset <= *Kur Ki Kaki = Kaphi Kar => Caftor
Peleset <= *Kur-ash-(Ki)=> Ishkur > Urash + El =>
I like to explore new ideas and test them as always. One of my ever-evolving ideas is on the idea that Indo-European and
"In an Ugaritic text concerning the abode of Kothar-wa-Ḫasis, the god of artisans, the word kptr occurs: kptr ksu ṯbth ḥkpt arṣ nḥlth, 'Caphtor is the throne of his sitting, Ḥkpt the land of his inheritance' (UT, `nt VI:14-16). The passage seems to preserve a memory of a connection with Crete as the home of their crafts; Ḥkpt may be another name for
Some etymologists try very hard to make caput a Proto-Indo-European word. However, it's unclear to me why anyone would be so determined to force the word to be PIE given the meager basis. At most, they're reduced to label it vaguely as a 'regional term' or an 'Italo-Germanic innovation' which only skips over the problem of how the word came to be. However, let's try a new idea. Let's suppose for a moment that this odd word is entirely non-IE and a loan from a theoretical Old Etruscan word *χapuθ (> (?) Late Etruscan *χafθ), lent also at some point to Germanic (hence Old English heafod). At this juncture, I think many readers here might predict where I'm going with these crazy ideas.
Is it just possible that the word for 'head, summit' in both Minoan and Etrusco-Cypriot during the mid 2nd millenium BCE was originally *kʰaputa? From there, *Kʰaputar 'The Summits'(?) would become the word for the entire Minoan region, perhaps in connection to the Horns of Consecration, a very sacred and prominent symbol undoubtedly related to the Egyptian aker symbol representing the sun both emerging from and setting into the two horizons. -- http://paleoglot.blogspot.com/search/label/eteo-cretan
Ver: AKERU, OS DEUSES DA AURORA NA TRADIÇÃO EGÍPCIA (***)
Do mesmo modo se infere que desde a época micénica que os egípcios tinham perdido o contacto com a ilha de Creta cuja história recente ostensiva e displicentemente desconheciam. Em boa verdade, a antiga e grande civilização da ilha de Creta, de onde tinha vindo Menés (<= Minos), o primeiro rei lendário do Egipto (e que por isso foi torna aquela ilha suspeita de ter dominado este último pais na época pré-dinática) tinha caído em desgraça e agora o Egipto pagava as suas dívidas históricas na sua moeda internacional característica que era o desdém por tudo o que era bárbaro e estrangeiro. A mesma atitude, típica dos novos-ricos, não escapa à regra mesmo ao nível dos povos, e terá sido a razão da transformação de Set, o deus supremo da sua antiga potência colonial, em deus vilão do mundo inferior.
Set < (Pher-e)-Set lit. «os barcos de transporte de Satã»?
> Peleset, lit. «os barqueiros de Saturno»?
*Pher-Ishat =*phertu-at < *Kertu-at,
lit. “a N.ª Sr.ª do Parto, a que transporta o sol no ventre,
o fogo subterrâneo dos infernos”??!
Ver: DIABO/SATAN (***)
We have noted that the Bible says the Philistines came from Caphtor, which, when examined with other biblical passages, appears to be
The ties of the biblical Philistines to Crete and western
Biblical passages connecting
10:13 at vero Mesraim genuit Ludim et Anamim et Laabim Nepthuim 10:14 et Phetrusim et Cesluim de quibus egressi sunt Philisthim et Capthurim – Genesis, Vulgata.
Lud(im) < Ruthe < *Urki > Uruk???
Anam(im) ó Anamitas.
Laab(im) < Raaw < Urka => Iraque.
Nepthu(im) < Nephitu > *Nepot => Neptuno???
Phethrus(im) < Phatrush < Phartu < *Kertu? => (Atena) Partenos.
Ceslu(im) < Cas-luh < *Kiash-lu!!!
Caphtur(im)< Kaphitaur < *Kipherat <= *Ki-Kertu.
AMO 9:7 Are ye not as children of the Ethiopians unto me, O children of
JER 47: 4 Because of the day that cometh to spoil all the Philistines, and to cut off from Tyrus and Zidon every helper that remaineth: for the LORD will spoil the Philistines, the remnant of the country of Caphtor.
"Keftiu translates as wither 'the
Biblical Accounts. According to the Bible, the Philistines originated from the islands and coast lands of the
Se, na Bíblia, Creta se chamava Caftor por ser Kefti no Egipto onde significava «pilar» e «capital» é porque esta ilha era de facto uma capital de que os «filisteus» poderiam ter saído um dia junto com os «povos do mar». Se entre os Amorreus (Ra-Amur ó Amur-Ra) Creta era Kaptaru, então é muito possível que a variante hebraica, por ser mais taurina que a versão Egípcia, seja a mais fidedigna.
Creta = C(a)r(e)ta < ??? Caftor < Kaptaru < Kaput(ar) (capitel e capital)
< *Kaphi-Tar < Kaki Kar => Kephitur> Kefti® > Kefti.
Caphtor (ites? ou es) < Kaphi Taur < Taur Apis < *Kur Kika ó Caftor.
Por tanto, para os egípcios e sírios Creta era a terra do boi, ou touro Apis que teria sido primordialmente *Kur Kika e depois evoluído para Ker-et, por acaso nome de um príncipe ugarítico, e finalmente Creta nos tempos helénicos. O poder de Creta minóico seria tão grande e famoso que seu nome ao conceito helénico de regime e poder, kratia, que mais não é do que uma corruptela do nome de Creta...e de que derivou, modernamente, o conceito de talassocracia minóica.
Figura 4: Bentis ou Britomartis a deusa mãe dos Trácios adoptada por Atenas.
The Dedicatory Inscription. It was in Ekron that perhaps the most impressive discovery was made. In the 1996 season an inscription was found in the destruction debris of the sanctuary of the temple complex. Found upsidedown, the rectangular limestone block is similar to those used for building purposes at Ekron. Its find spot suggests that it was originally part of the western wall of the sanctuary—perhaps its focal point as a royal dedicatory inscription. The inscription is complete, containing five lines that are translated by renowned epigrapher Professor Joseph Naveh of the
1. The temple (which) he built ‘kys son of Padi, son of
2. Ysd, son of Ada, son of Ya’ir, ruler of Ekron,
3. for Ptgyh his lady. May she bless him, and
4. prote[ct] him, and prolong his days, and bless
5. his [l]and.63.
(…) Finally, the mention of Ptgyh, the goddess to whom this temple is dedicated, provides an important insight into Philistine cultic and religious practices. The name is of non-Semitic origin, perhaps a Philistine or Indo-European name, and even though unknown to us she “must have been a deity of considerable power to safeguard the well-being of the dynasty and the city.”
-- New Discoveries Among the Philistines: Archaeological and Textual Considerations. Michael G. Hasel, Southern
The peculiar name however, might be a Philistinic corruption of the title Belti, more fully Belet-ekalli(m), given to the West Semitic manifestations of the Mother Goddess. Compare, for instance, the Hurrian corruption pdgl and Pe(n)digalli = Weltigalli found for the same goddess in
Ptgyh < Pitagysh < Pitagusha < Pitago = Pitágoras < Πυθαγόρας = Pythagóras.
Pitágoras está envolto
Serve esta incursão pelo nome de Pitágoras para postular que o nome da deusa filistina Ptgyh só muito dificilmente seria uma corruptela tosca do nome acádico Belet-ekalli(m), desde logo porque seria corrupção a mais, depois porque os deuses não se sujeitam a tais corrupções nem muito menos a sujeições estrangeiras e por ultimo porque mesmo o hurrita pdgl and Pe(n)digalli = Weltigalli está longe de se parecer com Belti até porque para se chegar a esta deusa basta Belet.
*Kertu < Wertu > Beltu (> Beltano) > Belti > Beleti > Belet.
No entanto, para se ir de Pe(n)di-galli a Welti-galli ainda são necessárias alguma piruetas fonéticas. A deusa Pendi pode ser um nome alternativo para Welti mas seguramente que não são a mesma entidade fonética. Claro que Pendi é Bentis ou Bendis, literalmente a deusa Wen(us). No entanto foi identificada com Artemisa e não com Afrodite o que mostra o quanto os antigos se equivocavam no uso do princípio da comparação que acaba quase sempre por ser odioso.
Bendis era una diosa tracia de la caza que los antiguos griegos identificaron con Artemisa, y por lo tanto con los otros dos aspectos de la antigua Triple diosa minoica, Hécate y Perséfone.
De qualquer modo parece confirmar-se uma arcaica tradição amazónica de de Tridivas origem cretense que teriam ido de Creta até à Trácia. Ptgyh seria uma delas. Como o nome lendário de Pitágoras não teria nada a ver com a Pitonisa de Apolo Pitio mas com a arcaica Deusa Mãe de Pitão temos quase a certeza de que Pitagusha literalmente Pitagaia, a Puta / Putana, mãe Gaia da Terra de Delfos e mãe de Pitão e patrona de todas a pitonisas. Pitágoras seria a Puta do mercado ou seja, da Ágora.
TARTESSOS
The debate had an early start: the Septuagint, the Greek version of the Old Testament, translated Tarshish as Carthage; [5] Josephus and others with him identified Tarshish with Tarsus in Cilicia; [6]Julius Africanus thought it was a name for Rhodes or for Cyprus; [7] Eusebius and Hippolytus conjectured that the city of Tartessos in Iberia, mentioned by Herodotus and other ancient writers [8] was the Biblical Tarshish. [9]
Modern authors are divided between Tartessos in Iberia[10] and Tarsus in Cilicia [11]—although some would regard the expression “ships of Tarshish” as a general term for ships sailing on long-distance voyages; [12] others consider the name Tarshish to refer to foreign lands in general [13] and William F. Albright and several others with him, suggested that it referred to mines for precious ores and was applied to certain countries which produced them. [14]However, as another scholar rightly remarks, Tarshish is for the writers of the Old Testament a specific land [15]
Figura 6: As chamadas faces de Tartessos que se encontram no sítio de El Turuñuelo, situado em Guareña (Badajoz), representam uma das mais fascinantes descobertas da arqueologia recente na Península Ibérica. Existem duas hipóteses: que sejam mulheres de destaque na sociedade ou divindades do panteão tartéssico. Se fosse este último caso, significaria uma profunda mudança na interpretação da cultura de Tartessos, uma vez que até agora não foram encontradas figuras semelhantes e considerou-se que as divindades eram representadas através de motivos naturais ou pedras sagradas. |
—it is mentioned in the company of Lud (
So far we have based our discussion of the identity of Tarshish on Biblical sources; but there also exists an allusion to that land in another source, a cuneiform text found about a hundred years ago at Assur on the
“All the kingdoms from (the islands) amidst the sea—from the country of Iadanan and Jaman as far as Tarshishi bowed to my feet and I received heavy tribute.”[17]
The identities of the first two countries mentioned by Esarhaddon are known: Iadanan is
Iadanan < Jadan-An < Ki-tan-na, lit. «a terra do Sr. da cobra» = *Kiphura
> Cyphrus > «Chipre».
Iaman < Jaman < Shaman, lit. «a terra dos senhores de Chem,
Os semitas ou, do sol (nascente)»? => Haman???
…the location of Tarshishi, however, became the subject of some debate, for this statement by Esarhaddon is the only time the name appears in any Assyrian text. It was noted that “Tarshishi” has the determinative mãt for “country” in front of it, as do Idanana, or
Velikovsky sought to support this identification by the following facts: In the work of the ancient Greek grammarian Hesychius, who composed his biographical lexicon in the fourth century of the present era, it is said that “Tritta” was another name for
[19] From Trissa could have been derived the name Tarshish, and the designation may later have been extended to cover the whole
Dito de outro modo, a Ibéria que não seria mais do que uma espécie de *«Magna Creta» de que o Ribatejo e o Cartaxo não seriam mais do que a porção mais ocidental desta talassocracia cretense que tinha os rituais taurinos como elemento cultural dominante. Aliás, o culto taurino continua ainda hoje a servir de marcador cultural do tradicionalismo ibérico, tão típico e castiço que é quase racista (em relação ao devido respeito a atribuir a outros animais domésticos e de estimação, claro!).
Sendo inegável a ligação desta tão arcaica quanto ainda vivida relação económica e cultural da faena taurina com a antiga civilização cretense, e depois micénica, de que se preserva ainda grande parte do esplendor e do colorido das arenas e do porte e trajes de toureiros andaluzes a verdade é que os limites geográficos desta tradição se ficam pelo sul de França e da Península Ibérica, ou seja pela faixa mais ocidental do norte mediterrânico, ficando-nos a última suspeita de que tenha sido por aqui que começou esta magnifica civilização dos primórdios da história, ou que, pelo menos, tenha sido por aqui que ela mais intensamente se implantou e fortificou!
The reason why the identification of Tarshish with Crete, so evident from the texts quoted above—the Old Testament narrative of the trading ventures of Solomon and Hiram, the prophecies of Isaiah and Ezekiel, the story of the voyage of Jonah, as well as the annals of Esarhaddon—was not made before is due to the fact that the end of Minoan Crete is considered by scholars who follow the accepted chronology to have occurred some four to six hundred years before these texts were written. In the days of Solomon, as in those of Isaiah and of Esarhaddon,
Em conclusão, se Creta foi Kefti® / Kaphtor / Kaptaru para os semitas terá sido, na origem, *Kertu, lit. “a terra de N.ª Sr.ª do Carque, a deusa das cobras de Creta", de que teria derivado a Creta micénica.
Hesíodo, Teogonia 383 ss (trans. Evelyn-White) (épico grego C8 ou C7 a.C.): "E Styx, a filha de Okeanos (Oceanus), se juntou em casa a Pallas e deu à luz Zelos (Zelus, Emulação) e Nike (Vitória) de tornozelo bem torneado. Ela também deu à luz Kratos (Cratus, Força) e Bia (Vigor), crianças maravilhosas. Estes não têm morada além da de Zeus, nem caminho, excepto aquele
Kratos < kretush < *Kertu(ish) ó Ker.
Porém, outra das variantes tardias do tempo de Isaías e Ezequiel terá sido Tarshish.
Tarshish < Taurish-ish lit. «a terra dos touros, os filhos de Ishkur» <
*Kur-ish-at > Kerishat >*pherish-at > Peleset => «palestinos e filisteus»!!!
De facto se Knossos pode ter sido Tritta, de que derivou o nome do lago Tritonis onde teria nascido Atena, ou Trissa de Taricha antes de ter sido Tarshish apenas confirmamos que afinal tudo começou no coração da ilha de Creta. Depois, Tarshish pode ter tido a variante *Taritita = Tar-Hitita que resumida deu nome aos hititas! O certo é que na forma utilizada pelos tradutores da septuaginta Karchedonos nos reporta para um aspecto muito mais surpreendente que nos põe no rasto do nome de Anfitrite/Afrodite.
Karchedonos < Karkitan < *Kar-Kaku-An =>
Anphitrite.< An-Ki-Kur-Ki = An-Kur-Kiki > An *Taritita > Tarshish
??? *Ãphrodite > Afrodite.
Ver: XOANA & ATENA (***)
[3] Of the works of Daedalus there are these two in Boeotia, a Heracles in
É sempre curioso observar como Pausânias, esse viajante meticuloso e crédulo, se move entre ruínas e lendas com a mesma naturalidade com que um antiquário manipula peças cuja autenticidade não ousa realmente questionar. Atribui a Dédalo — esse engenheiro mítico que tanto constrói labirintos como autómatos de bronze — não apenas a invenção da escultura, mas a própria génese dos ídolos primitivos, como se a história da arte pudesse ser reduzida a uma linhagem de objectos de madeira sobreviventes por milagre ao apetite voraz do tempo. E fá-lo com uma candura que hoje nos parece quase comovente, embora não muito diferente da de certos cientistas contemporâneos que, armados de tecnologia e fé, se aventuram a certificar relíquias ou a legitimar milagres com o mesmo zelo com que Pausânias recolhe tradições locais, confundindo inevitavelmente o que é memória com o que é mito.
Afinal, a proximidade excessiva aos factos — ou ao que se toma por factos — produz sempre sombras que distorcem a perspectiva. Daí que erros históricos se tornem tão inevitáveis como iluminuras medievais que vestem legionários romanos com armaduras góticas. Pausânias, ao tentar conciliar o que vê com o que lhe contam, acaba por projetar sobre o passado uma coerência que nunca existiu, atribuindo a Dédalo, o engenheiro que teria construído Talos, o gigante de bronze do lendário rei Minus de Creta, primeiro a invenção da escultura e depois a relação desta arte com as primitivas necessidades de criação de ídolos que, por óbvias razões de facilidade de execução teriam de ter sido, pelo menos em frequência, primeiramente de madeira e só depois de pedra, ou seja, tudo o que é arcaico, tosco ou simplesmente inexplicável. E, no entanto, há algo de fascinante nessa tentativa de reconstruir uma pré-história da arte a partir de fragmentos de madeira venerados como se fossem testemunhos directos de um tempo primordial em que a técnica ainda se confundia com o sagrado.
O mais interessante é que, por trás da ingenuidade aparente, há uma intuição que não é totalmente descabida: antes de o mármore dominar o imaginário grego, houve de facto imagens de culto rudimentares, xoana que sobreviveram mais pela devoção que inspiravam do que pela qualidade artística. Pausânias, incapaz de conceber um passado sem genealogia, entrega-os a Dédalo, como se o mito pudesse preencher as lacunas que a arqueologia ainda não iluminara. E talvez pudesse: porque, no fundo, Dédalo é menos um indivíduo do que um símbolo — o ponto onde a técnica se torna narrativa, onde a arte se confunde com a magia e onde a memória coletiva encontra uma figura suficientemente maleável para suportar séculos de projeções.
Assim, quando Pausânias descreve a pequena Afrodite de Delos, mutilada pelo tempo, ou a Ariadne dançante esculpida em mármore, não está apenas a catalogar obras; está a tentar salvar do esquecimento uma continuidade imaginária entre o mito e o objeto, entre o culto e a matéria. E se hoje sorrimos da sua credulidade, talvez devêssemos reconhecer que não estamos tão distantes: continuamos a procurar no passado uma ordem que ele nunca teve, e a inventar genealogias para aquilo que não compreendemos. Pausânias, nesse sentido, não é ingénuo — é simplesmente humano.
Dédalo < Thi-thalos < Ki-Talos < *Ki-tar => Creta.
Ver: TALOS (***) & TALA (***)
CARTAGO
Phoenician Kart-hadasht, Latin Carthago, great city of antiquity, traditionally founded on the north coast of Africa by the Phoenicians of
Cartago < Carthago < Καρχηδών (Karkhēdṓn) < Kart‑ḥadašt
Kart-hadasht = *Karthadasht < Púnic. (qrt-ḥdšt, “cidade nova”)
> grego antigo Καρχηδών (Karkhēdṓn)
> Tarkathaish > Tarktish > Tarshish > Tartessos.
Um nome que fosse popularmente reconhecido como *Karthadasht nunca teria dado
«Cartago» < latim Carthāgō < ??? grego antigo Καρχηδών (Karkhēdṓn)
< Etrusc. carθaza < Micenic Car-ta-ja < Minoic. < Ker-Tu-Kia
No fim de contas, tudo converge para uma constatação simples mas devastadora para a etimologia tradicional: o etrusco (karθazie) é autêntico, aparece mesmo em inscrições, não é reconstrução, não é hipótese, é dado duro, e esse dado duro obriga a repensar toda a cadeia de transmissão do nome “Cartago”, porque se os etruscos tinham um etnónimo próprio para “cartaginês”, então tinham também um topónimo correspondente, reconstruído como
*(carθaza), e este carθaza, apesar de o Wiktionary insistir em derivá‑lo do fenício Qart-ḥadašt, não encaixa foneticamente no semítico, não preserva o ḥ, não preserva o d, não preserva o š, não preserva o t final, não preserva sequer a estrutura “cidade + nova”, e sobretudo apresenta o sufixo ‑za, que é típico de topónimos mediterrânicos pré-indo-europeus, egeus, anatólios, líbios, mas não semíticos, o que significa que a derivação fenícia é um automatismo académico, não uma conclusão inevitável.
E quando se olha para o radical KAR- / KARTA- / KARTHA-, percebe‑se que ele não é exclusivo do semítico, mas aparece no mundo egeu, no mundo minoico, no mundo micénico, em formas como Karta, Karteja, Karthaia, e que a tua hipótese inicial — arriscada, intuitiva, quase herética — de que o nome internacional de Cartago podia ser pré‑fenício, talvez micénico, talvez minoico, afinal faz mais sentido do que a explicação oficial, porque o micénico Kar-te-ja encaixa foneticamente em carθaza de forma muito mais natural do que Qart-ḥadašt, e porque os etruscos, navegadores antigos, conheciam o Mediterrâneo antes de Roma existir, e tinham contacto com gregos, com egeus, com sardos, com líbios, e portanto é perfeitamente plausível que tenham herdado um nome mediterrânico antigo, que depois transmitiram aos gregos, que o helenizaram como Καρχηδών, e que os romanos copiaram como Carthago, com genitivo Carthagonis, seguindo o modelo grego, não o semítico.
Quer dizer que a cidade de Cartago poderia muito bem ter sido fundada pelos cretenses como porto piscatório e porto de abrigo dos micénicos, e posteriormente apropriada pelos líbios depois do colapso da Idade do Bronze, razão pela qual já existiria como topónimo e como realidade geográfica muito antes de ser ocupada pelos fenícios, que eram eles próprios herdeiros de parte da tradição marítima do antigo mundo minoico. Assim, quando os fenícios chegaram, encontraram um lugar cujo nome já circulava no Mediterrâneo, e que para eles, familiarizados com a semântica egeia herdada, soava imediatamente como qart, “cidade”, permitindo-lhes reinterpretar o topónimo antigo como Qart-ḥadašt, “Cidade Nova”, isto é, uma “Nova Creta”, uma nova fundação à imagem da sua própria herança cultural.
E tudo isto faz ainda mais sentido quando se percebe que Qart-ḥadašt não era o nome internacional da cidade, mas o nome administrativo fenício, o equivalente a “Vila Nova”, um nome interno, ideológico, que não substitui o nome popular, tal como “Vila Nova de Gaia” não apaga “Gaia”, e portanto é natural que o nome que circulou entre marinheiros, mercadores, navegadores, gregos, etruscos e depois romanos fosse o nome antigo, mediterrânico, pré-fenício, e não o nome burocrático imposto pelos colonos de Tiro. Os povos que dependiam da informação fenícia — como os acádios — chamavam Cartago por derivado do nome púnico Qart-ḥadašt, porque era esse o nome oficial transmitido pelos fenícios. Mas os povos marítimos do Mediterrâneo — etruscos, gregos, romanos — usavam um nome mais sintético e por isso muito mais antigo, Karta / Carθaza, que não deriva do púnico e que provavelmente remonta ao mundo egeu-creto-micénico.
Na verdade, esta cidade teria sido, desde o início, uma homenagem à grande mãe cretense — a Senhora das Serpentes — e ao seu filho primogénito, o senhor Hércules de Tiro, Mel-Karte, o deus que unia o mundo egeu ao mundo fenício, e por isso uma “Nova Cidade”… de Tiro, mas também uma continuação simbólica da velha Kaptara, a Creta mítica. O resultado foi um nome administrativo fenício que nunca chegou a ser tão popular como o nome antigo, o nome que os marinheiros, os etruscos e os gregos continuaram a usar, preservando o radical mediterrânico KARTHA-, que sobreviveu no etrusco karθazie, no grego Καρχηδών e no latim Carthago, enquanto o nome púnico oficial se mantinha sobretudo entre a gente culta e nos documentos internos. No fundo, Cartago foi sempre, para quem navegava o Mediterrâneo, a cidade da sua padroeira fundadora, *Kertu, mãe e esposa de Mel-Karte, e não apenas a “Cidade Nova” dos escribas fenícios.
Não se pode afirmar muito com certeza sobre a identidade de Társis, outro filho de Javã. Há afirmações noutras partes das Escrituras que confundem um pouco a questão. Por exemplo, Sayce (bem como vários outros estudiosos) opinou que Tartessos, em Espanha, foi provavelmente um dos primeiros assentamentos de Társis. No entanto, o Antigo Testamento menciona marfim, macacos e pavões trazidos pelos navios de Társis (2 Crónicas 9:21). Tais criaturas não seriam esperadas de Espanha. Mas Sayce (76) defende que a implicação é simplesmente que os mercadores de Tartessos, ou Társis, negociavam estes artigos, que talvez tenham adquirido algures em África e vendido noutros locais do Médio Oriente. A Septuaginta traduz Társis em Isaías 23,1 por Karkedonos (karchedonos), que era a forma grega do nome Cartago, no Norte de África[20]. -- Texto de autor não identificado, provavelmente pertencente à tradição anglo‑protestante do século XIX (Easton, Smith ou Rawlinson), que discute a identificação de Tarshish com Carthago segundo a leitura da Septuaginta.
O facto de os tradutores da septuaginta terem identificado Tarsis com Cartago pouco mais prova do que a evidência que à época era a preponderância deste império marítimo, supostamente fundado pelos fenícios de Tiro, e que se atrevia a enfrentar os romanos! Ora, pelo contrário, nada prova que Cartago não tenha sido uma antiga colónia cretense anterior ao tempo da derrocada do império hitita da Anatólia.
«Alcídea» < Halci-Deia < Calcidea ó «Calcedonia» < *Kertu-Keia
> Karchedonos < Kur-Ki-Tan, lit. “a cobra de *Kurkia”
> *Kar-At-Tan(ia) > *Cretana < *Kar-Ki-tan ó «Cartago».
Cretana, o que indicia a origem cretense desta cidade que teria sido também chamada de *Kar-Ki-Tania, lit. “A Sr. Das cobras do inferno”.
Dīdō f sg (genitive Dīdūs or Dīdōnis < Didoan(a) < Didonian < Kitonia
ó Gideon > Gedião.
A verdade é que a paixão da cartaginesa Dido por Eneias permite a suspeita de que, à época, ainda ali imperava o matriarcado cretense. Na verdade, o próprio nome Dido / Didonis < Dido-An(a) < Didoniana, desta rainha lendária pode ser um indício relativo à padroeira dos cretenses pois que Dido seria uma variante duma deusa mãe ctónica como Atena.
Dido < Thithu (> Tito?) < Kiki + Ana > Atana > Atena.
While the Phoenicians seem to have had many trade dealings with Tartessos, the original port itself could not, according to Genesis 10 (where it is clear that Tarshish is in the line of Japheth), have been founded by them, for in the Old Testament the Phoenicians and Canaanites are described as descending from Ham. The Carthaginians, as Phoenician colonists, maintained even in the days of Augustine that they were Canaanites. (77) On the other hand, many colonies were also established by the Phoenicians in
However, Kalisch (79) believed that there was sufficient evidence to justify identifying Tarshish as the original settler of the whole Spanish peninsula "so far as it was known to the Hebrews, just as Javan is used to designate all the Greeks." The Phoenicians arrived later. Cook (80) believed that a small tribe of Javanites settled at the mouth of the Quadalquiver river in
In summary, then, it is possible that Tarshish, grandson of Japheth, settled in Spain and established a capital city and a kingdom which later became a trading point much used by the Phoenicians, who stopped there on their way to the eastern Mediterranean ports, bringing wares picked up on the way. These wares may have come partly from
_______________________________________________________________
76. Sayce, A. H., op. cit.,(ref . #41), 47.
77. Carthaginian Canaanite: See article, "
78. So Jerome in his work On Jeremiah, X, 9; and since then by Bochart and many others.
79. Kalisch, M. M., op. cit., (ref.#3), 243.
80. Cook, F. C., The Holy Bible with Explanations and Critical Commentary,
81. Bochart: quoted by J. Lloyd, Analysis of the First Eleven Chapters of Genesis,
82. Herodotus, Book 1, chap. 163. -- Texto anónimo representativo da tradição exegética anglo‑protestante do século XIX, que tentava conciliar genealogias bíblicas com geografia antiga
Carteia < Karteja (em fonética tão ibérica quão micénica o que não deixa de ser interessante!) < Karthekia < *Kur-Kiki > *Kertu, um dos nomes prováveis de N.ª Sr.ª de Creta! Com a indeterminação semântica do reducionismo à expressão mais simples que etimologia provoca é difícil descobrir o sentido original das palavras.
Further, the Cretans had definite associations with the allies of the Trojans (the Carians and the Lycians), and these allies were later among the Sea Peoples. Crete had also sent a contingent to
São vários os autores que referem os fortes indícios de estreita relação entre a cultura hitita e a antiga civilização minóica. A verdade é que o império hitita começou imediatamente depois da brusca decadência da civilização minóica o que faz pensar como sendo muito plausível que este descendeu dos restos do império monóico na Anatólia!
Semites, Hittites or some other intermediary might perhaps have misheard the voiced dental fricative /ð/ as a voiced pharyngeal fricative /ʕ/ (ie. ayin) or a voiced glottal /ɦ/. Stranger things have happened in loanwords, eg. the Semitic name of the famed North African city of Carthage which entered into Greek as Καρχηδών (Karchēdṓn), into Latin as Carthāgo, and into Etruscan as *Carθaza. -- http://paleoglot.blogspot.com/2010_07_01_archive.html
«Calcedónia» < Grec. Karchēdṓn / Lat. Carthāgo ó *Carθaza > «Cartaxo».
Como é óbvio, as aproximações etimológicas e míticas aqui sugeridas não pretendem constituir demonstrações filológicas no sentido técnico, mas antes exercícios de arqueomitologia especulativa.
Ver: EUROPA / TURQUIA (***) & TROIA (***) (***)
& BRETÕES (***) & TALOS (***)
Apesar de uma existência trágica, Minos era considerado, na Antiguidade, como um rei sábio e um legislador admirável. Disse também que conversava frequentemente com Zeus, numa gruta sagrada, e que extraía, desses diálogos com o deus, os melhores ensinamentos para conduzir a vida do Estado. Foi por causa do seu espírito de equidade que se sentou ao lado do irmão Radamanto e de Éaco, no tribunal dos Infernos.”[21]
Ora, se não existe de facto uma tradição escrita que identifique e delimite bem a mitologia cretense. No entanto as lendas teimam e remontar a origem da religião grega à ilha de Creta.
There is a legend that Zeus was both born and buried on
One of the earliest historical references to
Achaeans, people of an ancient region in the northern Peloponnisos,
References to the western
*Kiki-Kaka > Ishkiaka, lit. «filhos de Caco»
> Akhiapha > Ahhiawa >Achiawa > Achaiau-ish > Achaeos > «Aqueus».
Dorians, one of the three main groups of people of ancient
Documentos de Ras-sham-ra fornecem a equação Dagan (grão em semita) = Kumarbi = Deus Pai, enquanto esposo de *Kima. De facto, na latinidade Saturno era esposo de Ceres e, por isso, também deus dos cereais
Teseu conseguiu introduzir-se no Labirinto e matar o monstro. Depois, raptou Ariadne, uma das filhas do rei, que o ajudara na empresa. Desde então as infelicidades oprimiram Minos. O rei soube que Dédalo tinha, certamente, favorecido os amores monstruosos de Pasífae e atirou o arquitecto para o fundo de uma prisão; este, no entanto, conseguiu escapar-se. O rei organizou então uma armada para o perseguir. Chegado à Sicília, a corte do rei Cócalo, foi traidoramente mergulhado numa bacia de água a ferver.
CÁRIOS
"Os Cários eram uma raça que veio para o continente a partir das ilhas. Nos tempos antigos estavam sujeitos ao rei Minos, e o foram pelo nome de Leleges, residindo nas ilhas e, tão longe quanto pude ir em minhas pesquisas, nunca sujeitos a prestar tributo a qualquer homem. Eles serviram a bordo dos barcos do rei Minos quando ele requeria; e então, como ele era um grande conquistador e prosperou em suas guerras, os Cários eram, nos seus dias, de longe os mais famosos de todas as nações da terra. Também foram os inventores de três coisas as quais os gregos copiaram. Foram os primeiros a colocar cristas nos capacetes e a colocar dispositivos nos escudos, e também inventaram punhos para os escudos. Nos tempos antigos os escudos eram sem punhos, e seus usuários os manejavam pela ajuda de uma tira de couro que eles penduravam em torno do pescoço e do braço esquerdo. Muito tempo depois de Minos os Cários foram retirados das ilhas pelos Ionios e Dóricos, e então estabeleceram-se no continente. Isto é o que os cretenses contam dos Cários. Os Cários mesmo dizem algo muito diferente. Eles sustentam que eram os habitantes originais da parte do continente onde agora habitam, e nunca tiveram outro nome que este que ainda levam."(Herodotus, The History, Book I, 171, Enc. Britannica, 1952, pp. 38-39)
Cários < Caryos < Kardjos < «Cardigos» < Karkik(us) < Kar-at > *Kertu.
The Assuwa League was defeated by the Hittites around 1250 B.C. It had been formed to fight against the collapsing Hittite empire. The list of its members contains the names of twenty-two allies from western
Luqqa (
*Lu-kika < 5) Ru-ka < Rukka > Urash > Lyciha > Lycia
Ta-ru-i-sa (Troy?), < Taru-isha (< *Ishtaru) > Taru(a) > Traua > Troia
and Karkija = Qa-r(a)-qi-sa (Caria???) < Kar-kija > Karkika > *Kertu
> Karhiha > Caria.
Wilusiya (= Ilios?) < *Kyr-ush-(ija) > Hilus > Ilios
< Kur-kiki > *Kertu
and Warsiya (Lycia???) < War-kija < *Kar-kija > *Kertu
> War-kika > ???
(Albright 1950, 169; Gurney 1952, 56-58; Stubbings 1975, 349-50). A few years after the defeat of the Assuwa League by the Hittite king Tudhaliya IV,
According to Greek tradition, the Carians were named after an eponymous Car, one of their legendary early kings.
Classical Greeks would often claim that
"Nastes led the Carians, men of a strange speech. These held
Herodotus recorded that Carians believed themselves to be aborigines of
In his time, the Phoenicians were calling them "KRK" in their alphabetic script. This corresponds to the Karkiya or Karkisa mentioned in the Hittite records. Modern linguistics supports a supposition that the Carian language was a descendant of the Luwian language, a member of the Anatolian family of languages.
Other Luwian offshoots include Lycian and Lydian. Bronze Age Karkiya aided the confederacy of Assuwa against Tudhaliya I. But later, in 1323 BC, Arnuwandas II was able to write to Karkiya for them to provide asylum for the deposed Manapa-Tarhunta of
Unlike the Luwiyans in the
They next appear in records of the eighth century BC. The golden armour of Amphimachos mentioned by Homer clearly reflects a reputation of Carian wealth that may precede the Greek Dark Age and be recalled in oral tradition or be contemporaneous with late eighth-century Homer.
The Carians are clearly mentioned at 2 Kings 11:4 and possibly at Samuel 8:18, 15:18, and 20:23. Carians are also named as mercenaries in inscriptions found in ancient
The Carians were often linked by Greek writers to the Leleges, but the exact nature of the relationship between Carians and Leleges remains mysterious. The two groups seem to have been distinct, but later intermingled with each other. Strabo wrote that they were so intermingled that they were often confounded with each other. However, Athenaeus stated that the Leleges stood in relation to the Carians as the Helots stood to the Lacedaemonians. This confusion of the two peoples is found also in Herodotus, who wrote that the Carians, when they were allegedly living amid the
Figura 5: Carian Zeus Roman Provincial, Imperial Period, perhaps Antonine. Place of Manufacture: Caria, The bearded god has his hair done up in a knot behind. His pectoral and apron are represented only in front; at the back, his chiton flows from the shoulders to well below the ankles and feet in five large folds with deep grooves in between. His sandaled feet protrude from beneath the chiton below the apron in front. The base is in the form of a small, round plinth, and the attributes, fitted separately in the hands, are now missing. Light green patina with an earth encrustation. The ridges of drapery on the back have been cleaned with a wire brush. |
Figura 6: Euromos - The Cyclopean walls surrounding the temenos of the
In the
Ze-us, Oso-Goa <
Ze-us, Stra-dios < Es-Tar-Dios
Ze-us, La-bra-un-dos < La-Bar-Uni-Dios.
Doli-Queno
Figura 7: Mylasa (BC 3rd cent) Tetradrachm. (…) Zeus Labraundos standing right, holding double axe (labrys) in right hand, lotus-tipped sceptre in left / Zeus Osogoa standing right, holding trident in right hand, eagle in left; ΜΥΛΑΣΕΩ[Ν] to left, [ΕΙ]ΡΗΝΑΙΟΣ (magistrate) to right. Lightly toned EF, some light cleaning marks in fields. Extremely rare; third known specimen.
Figura 8: (BC 351-344) Hidrieios – Tetradrachm. Hidrieios, Satrap, 351-344 BC. (…) Laureate head of Apollo facing slightly right / Zeus Labraundos standing right, holding double axe (labrys) and lotus-tipped sceptre/ ΙΔΡΙΕΩΣ, Zeus Labraundos standing right, holding labrys and lotus-tipped sceptre, E to right. Fine style and high relief, EF.
One of the Carian ritual centers was Mylasa, where they worshipped their supreme god, called 'the Carian Zeus' by Herodotus. Unlike Zeus, this was a warrior god. One of the Carian goddesses was Hecate, who was later adopted by the Greeks in the sixth century BC. She was the patron of road crossings.
Herodotus calls her Athena and says that her priestess would grow a beard when disaster pended. On
Throughout the 1950s, J.M. Cook and G.E. Bean conducted exhaustive archaeological surveys in
During the 1970s, further archaeological excavations in Caria revealed Mycenean buildings at Iasus (with two "Minoan" levels underneath them) as well as Protogeometric and Geometric material remains (i.e. cemeteries and pottery). Interestingly, archaeologists confirmed the presence of Carians in
Of course, the assumption that the Carians descended from Neolithic settlers is contradicted by the fact that Neolithic
EPHESIAN ARTEMIS. To summarise: There was close connection between the Amazons and Ephesian Artemis, a type of the Mother showing Cretan-Lycian affiliations. Their place in the cult gave rise to the two local sagas which emphasise the Oriental idea of sex-confusion.
PARTOS E CURDOS
Arsaces = According to Parthian myth he was the divine ancestor of the Persians. He is depicted with bow and arrows. Several kings of the Parthian dynasty were named after him.
Arsac(es) < *Har-Sac ó Sacaleshes.
< Kaur-kaku ó Ishkur.
Como sac era o nome que os citas davam a si mesmos é fácil de inferir que estamos perante uma tribo do velho fundo ariano centro europeu, de que os alanos eram, à época clássica, os representantes mais próximos, foneticamente pelo menos.
Mais interessante ainda é notar que «partos» seriam antigos parentes dos «curdos»
«Partos» < Phartu < *Kertu < *Kurtu > Kurdos > «curdos».
Claro que se poderia por a hipótese de serem os cretenses que descendiam de velhos povos paleolíticos centro europeus mas então colocar-se-ia a questão principal que é a de compreender a expansão da cultura neolítica, que indubitavelmente nasceu nas ilhas do centro mediterrânico e prosperou particularmente no mar Egeu, para oriente, via Anatólia, mar Cáspio, Arménia, Curdistão, Suméria, etc.
KERES
Mitologicamente *Kertu, a deusa mãe das cobras cretenses teria sobrevivido entre os gregos arcaicos como Keres, ou seja, numa forma esquecido dum culto violento aos deuses dos mortos.
Na mitologia grega, as Queres, ou Keras / Keres, são filhas de Nix, a Noite,que as teve sem cópula, tal como foi gerado pelo deus primordial Caos. Entretanto, em alguns livros é possível encontrar variantes de genealogia, entre as quais que seriam filhas de Tanatos e Nix.
Keras, Keres ou Ker (> ger) simbolizam o destino cruel, fatal e impossível de escapar, são deusas que trazem a morte violenta aos mortais. Elas possuem a índole de todo descendente de Caos, são infalíveis.
Alguns relatos mitológicos, as trazem como mensageiras de Tánatos e agiam no reino de Hades ao lado das Erínias.
Entretanto, tais deusas são irmãs de Tanatos parecendo ser mais verosímeis os relatos de que serem deuses de perfis diferentes. Tanatos era o responsável pela morte tranquila, por isso também sua associação ao sono de Hipnos.
Já as Queres eram deusas responsáveis por levar os mortos do campo de batalha, portanto vem como a morte antes do tempo, a morte cruel. Assim, quando Ares partia para Grandes Guerras convocava as Keres, já que faziam parte de seu cortejo, após a batalha devoravam os mortos ou seu sangue e levava as almas ao inferno.
Não se pode definir o número correcto destas deusas, cada uma corresponderia a um tipo específico de morte violenta.
Já Homero vai mais além, na Ilíada, afirma que todos os seres humanos possuem uma Ker consigo, que personificará sua morte. Neste caso, ker vem no sentido de boa ou má morte.
Nas artes, eram representadas aladas (como a maioria dos filhos da deusa Nix), e tinham aspecto horrendo, com grandes caninos, tais como os vampiros na acepção moderna, e unhas aduncas.
No renascentismo, elas foram confundidas com as Erínias.
Na verdade as Erínias são já uma deformação fonética duma variante das keres que seriam as “senhoras Keres” que em proto linguagem seriam Kerenas, literalmente as deusas «serenas» como o luar ou Sirenes.
Erínias < Herianas < Ker-Anas > Kerinas > Sirenes > «serenas».
Por outro lado, o Amor e a Morte andaram sempre de mãos dadas e Afrodite terá tido formas violentas e mortais, típicas duma deusa primordial de vida e morte como terão sido Kera ó Hera / Kali e Hator / Taweret, relacionadas com os cultos de morte e ressurreição solar.
Tánatos tem um pequeno papel na mitologia, sendo eclipsado por Hades que reinava sobre o submundo dos mortos acabando por ser também sinónimo do além dos mortos. En la teoría psicoanalítica, Tánatos es la pulsión de muerte, que se opone a Eros, la pulsión de vida. La «pulsión de muerte» identificada por Sigmund Freud, que señala un deseo de abandonar la lucha de la vida y volver a la quiescencia y la tumba. No debe confundirse con el impulso parecido del destrudo.
Assim se explicaria que a utilização de drogas psico-modificadoras, nos ritos de passagem para que os iniciados encontrassem a ponta “do fio de Ariadne” do seu destino por intermédio da tão almejada visão da divindade, estivesse a cargo de deusas *Kertu das cobras cretenses, como terá sido o caso de Tanit em Cartago, mãe de Melkart na fenícia.
Na mitologia grega, Kera era irmã de Hipnos e representava o destino do homem nos seus momentos finais.
Afrodite Morfo seria a herdeira destas arcaicas tradições nas quais teria sido também Afrodite Mandrogóritis e negra Afrodite Melania, a que, sendo variante da Noite, foi mãe de Hipnos e Thanatos, e, por isso, presidia ao sono que pode anteceder a morte. Para os antigos a morte natural seria mesmo um sono eterno de que não se acordava mais!
"E Nyx (Noite) pariu o odioso Moros (Condenação) e a negra Ker (Morte súbita) e Thanatos (Morte), e ela pariu também Hypnos (Sono) e a tribo de Oneiroi (Sonhos). E novamente a nocturna deusa Nyx, sem copular com ninguém, pariu Momos (Culpa) e a dolorosa Oizys (Miséria), e as Hesperides... Também pariu as Moirai (Destino) e as Keres vingadoras e crueis (Morte-fatal)... Também a mortífera Nyx pariu Nemesis (Inveja) para afligir os mortais, e depois desta, Apate (Decepção) e Philotes (Amizade) e o indesejada Geras (3ª Idade) e a desumana Eris (Discussão)", a Vingança (Némesis), Caronte e otras personificações - Hesiod, Theogony 211.
As Keres são a forma grega tardia de Kertu, a deusa serpente cretense, filha do KUR primordial, senhora da morte violenta, dos ritos de passagem, do destino e do submundo. E através delas, o radical KUR → KAR → KER sobreviveu na Grécia arcaica.
Nota final. — As aproximações etimológicas, míticas e culturais aqui reunidas não pretendem constituir demonstrações filológicas no sentido técnico, mas antes um exercício de arqueomitologia especulativa que procura iluminar possíveis continuidades simbólicas entre o Egeu, a Anatólia, o Levante e o mundo indo‑europeu. O radical arcaico KUR, associado no universo sumério ao submundo, à montanha primordial e ao domínio da deusa ctónica, parece ter deixado vestígios fonéticos e conceptuais em formas posteriores como KAR, KAR‑T, KARK‑, KARD‑ e KER, que surgem em contextos tão diversos como Creta minoica, Caria, Cartago, o Curdistão, a tradição parta e a mitologia grega arcaica.
A hipótese de que uma figura ctónica pré‑helénica — aqui designada Kertu, a “Senhora das Serpentes” — tenha sobrevivido fragmentariamente em cultos e nomes posteriores (Zeus Labraundos, Hécate cariana, Tanit púnica, as Keres gregas, as Erínias, Afrodite Melania, entre outras) não deve ser lida como reconstrução histórica definitiva, mas como tentativa interpretativa de articular dados dispersos: iconografia minoica, onomástica anatólia, tradições hititas, memórias homéricas, cultos ctónicos e ressonâncias fonéticas que atravessam milénios.
A presença recorrente do radical KAR/KER em povos e divindades ligados ao submundo, à morte ritual, à serpente, à iniciação e ao destino — dos Cários aos Curdos, dos Partos às Keres — sugere a persistência de um fundo religioso comum, anterior à formação das mitologias clássicas e às expansões indo‑europeias. A leitura aqui proposta assume, portanto, um caráter exploratório: não pretende fixar genealogias, mas abrir possibilidades, seguindo o fio subterrâneo de um imaginário que a história escrita apenas preservou em fragmentos.
[1] January 4 1998, WWW.Geocities.com/athens/olympus/7696/central.htm.
[2] The Olympians, by James W. Jackson, 1995
[3] What language did the Minoans speak? Unknown. How did Minoans worship? Unknown. Were the Minoans even a unified empire? Unknown. How did the Minoan civilization come to an end? Unknown. The Minoan civilization of the Bronze Age Aegean is dominated by unknowns. People were completely oblivious to their existence outside of Greek myths until Sir Arthur Evans began excavating the
Researchers can continue to make educated guesses, but without significant further discoveries the Minoan civilization will likely remain shrouded in mystery. From the lack of surviving writing to the physical destruction of so many important archaeological sites, it almost seems like the Minoans want their secrets to stay hidden. Many people, even today, are unaware of their existence. What is known, though, is that the Minoans were one of the most influential empires of their time: they gave the Mycenaeans the ideas for their writing and architecture, created a vast trade network, and repeatedly appeared in Greek mythology. The true nature of the Minoans may never be understood, but at the very least they should be recognized for their foundational role in shaping the civilizations of the Bronze Age. -- The Minoan Civilization: An Empire of Unknowns, Cottrell, Leonard. The Mystery of the Minoan Civilization.
[4] - Charles Pellegrino, Unearthing Atlantis (1991) p. 46.
[5] Cf. Jerome (St. Hieronymus) in his Latin translation of the Scriptures, the Vulgate, in the passage Ezekiel 27:2.
[6] Josephus, Jewish Antiquities I. vi. 1; the Scholiast to Lycophron’s Cassandra, 653; Stephen of Byzantium, ‘Ligystiné’, Cod. A; Eustathius to Dion, 195.
[7] Quoted in G. Syncellus, Chronography, 380.
[8] Herodotus 1.163; IV 152, 191; Sfesichorus (fl. -608) in Strabo 3.2.11; the Scholiast to Aristophanes, Ranae, 475; Eustathius to Dion, 337.
[9] Eusebius, Chronicle 11.17 in Syncellus, Chronography, 91; Hippolytus, Chronicon Paschale, II. 98.
[10] S. Mazzarino, Fra Oriente e Occidente (Florence, 1947), p. 272; G. Charles Picard, La vie quotidienne à Carthage au temps d’Hannibal (Paris, 1958), p. 265, n. 7; A. Schulten, Tartessos, second ed., (Madrid, 1945), pp. 54ff.; A. Garcia y Bellido, La Peninsula Ibérica en los comienzos de su Historia (Madrid, 1954), pp. 170ff.; the last-named author professes not to be absolutely certain about this identification. Cf. D. Harden, The Phoenicians (London, 1962), p. 160. P. Bosch-Gimpera considers it very doubtful: Zephyrus 13 (1952), p. 15; La nouvelle Clio 3 (1951).
[11] G. Conteneau, La civilization phénicienne (Paris, 1949), p. 235; Bérard, L’expansion et la colonization qrecques jusqu’au guerres médiques (Paris, 1960) p. 129; H. L. Lorimer, Homer and the Monuments (London, 1950), pp. 65ff. On Tarsus see also J. Boardman in Journal of Hellenic Studies 85 (1965), pp. 16ff. Cf. U. Täckholm in Opuscula romana 5 (1965), pp. 143ff. and W. Culican, The First Merchant Ventures (London, 1966), pp. 77ff.
[12] Garcia y Bellido, Bosch-Gimpera and Conteneau, cited above.
[13] Conteneau, La civilization phénicienne.
[14] Albright, Bulletin of the American Schools of Oriental Research 83 (1941), pp. 14ff.; Cintas, Céramique punique (Paris, 1950), p. 578; Hitti, History of Syria (London, 1951), p. 104.
[15] J. M. Blazquez, Tartessos y Los Origenes de la colonizacion feaicia en Occidente (Universidad de Salamanca, 1975), p. 18. This fact should be remembered in connection with C. Gordon’s attempt to interpret the name ”Tarshish” with the ”wine-dark sea” of Homer—Journal of Near-Eastern Studies 37 (1978), pp. 51-52.
[16] Isaiah 66:19; cf. Psalm 72:10: “The kings of Tarshish and of the isles shall bring presents: the kings of Sheba shall offer gifts.”
[17] J. Pritchard, Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (Princeton, 1955), p. 260.
[18] Pauly-Wissowa’s Realencyklopädie der Altertumswissenschaft, article “Knossos” ; cf. v. C. Burian, Geographie von Griechen-land. vol. II (Leipzig, 1868-72), p. 559 n. 1; see also Diodorus V. 70, 72.
[19] E.g. Attic thalatta, meaning “sea,” becomes thalassa in Doric.
[20] Not too much can be stated with certainty about the identity of Tarshish, another son of Javan. There are statements elsewhere in Scripture which confuse the issue somewhat. For example, it was the opinion of Sayce (as it has been of a number of other scholars) that Tartessos in
[21] Dicionário de mitologia grega e romana de Joel Schemidt
[22]"Dorian," Microsoft® Encarta® 97 Encyclopedia. © 1993-1996 Microsoft Corporation. All rights reserved.