sábado, 30 de março de 2013

ATIS & ÁGATA, deus pascal da anatólia, por artur felisberto.

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Figura 1: Atis usando um boné frígio, o que denota a sua origem oriental, jaz inclinado contra um pinheiro manso no qual ele foi transformado depois de ter sido devorado por um javalí.

De forma singela o mito de Attis tria sido apenas um mito ingénuo relativo à qualidade de “folha perene” do pinheiro e do “cordeiro de deus”. Uma variante deste mito de fertilidade teria entre os hititas o nome de Telepinus, lit. “o altíssimo pinheiro”!

Attis was a vegetation deity of the type commonly worshipped in the ancient Mediterranean and Near East before the arrival of the Indo-Europeans into those areas. His annual birth, death, and resurrection not only symbolized, but actually realized, for ancient man the recurrent cycle of the seasons and the annual renewal of the crops that constituted the food supply. As a vegetation deity the fertility of the earth was in his care. Thus, like the Syrian Adonis (the consort of Astarte/Aphrodite) and the Babylonian-Assyrian Tammuz (beloved of Ishtar), Attis was the consort of Cybele, the Great Mother of the Gods, who was worshipped in central and western Anatolia (i.e. the inland districts of central and western Turkey). And like his parallel gods, Attis was the lesser deity in the divine partnership. -- Classical Mythology and Religion, Thomas J. Sienkewicz.

Segundo alguns, o nome do deus Attis pareceria significar provavelmente "o pai", embora algumas autoridades antigas derivassem o seu nome de uma palavra de frígia para cabra ou cabreiro, porque Attis, como Adonis, era considerado como tendo sido pastores. Que Atis acabasse como o cabreiro por excelência nada admira mas que tenha sido o pai nada nos mitos aponta para tal! Pelo contrário, como em quase todos os mitos pascais restantes Atis era um “deus menino” como Dionísio, logo muto mais facilmente filho do que pai.

Attis deve ter sido um nome comum e popular que chegou à Índia ainda antes de Dionísio!!! Na verdade, ai apareceu um personagem que ficou célebre no budismo tibetano e que foi o monge Aticha e que terá recebido este nome em homenagem a este deus menino.

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Figura 2: Atis, o «deus menino».

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Figura 5: Atihsa Budista [1]

Atis'a Dipamkara Shrijnana (982-1054) foi um renomado e erudito mestre de meditação budista indiano que reintroduziu o Budismo no Tibete após o seu quase desaparecimento sob o reinado de Langdharma. Foi abade do grande monastério budista Vikramashila na época em que o budismo Mahayana florescia na Índia. Foi convidado para ir ao Tibete por Jangchub Ö, o governador de uma região a oeste do Tibete, e sua presença contribuiu para o restabelecimento do budismo naquele país.

Attis ó At-ihsa < *Atish, lit. “filho de At”, já de si lit. “o filho” ou seja, Attis era o “filho do filho”, ou seja, o neto e deus da tripla divindade, o elemento da 3ª geração da trindade divina. Mas, o que mais espanta é verificar que a forma latina de Attis seja também Attinis ou Hanish um dos filhos de Enki.

Por último e por nem menor importância acresce como argumento contra a possibilidade de Attis significar “o pai” o facto de o seu similar babilónico e judaico Tamuz derivar do nome do deus sumério da fertilidade animal e da vegetação Damuz escrito com o sumeriograma DUMU.ZID, literalmente "o verdadeiro filho".

Attinis = At-Tu(m)-n-ish ou Hanish, um dos filhos de Enki.

Agdistis = Ag-Dis-tis < (Aka)-Dis-tis

=> Egipt. Atum ó Canan. Adonis.

                            < At-kagu + an > haguan-at > Lat. Agn-us.

Attagi < At-tagu = Gu-atta > gauat > Engl. Goat.

            < At-Kaku, filho de Caco = At-kisho > Attis.

Enamorado da Grande Mãe e não podendo conquistá-la, Zeus depositou seu sêmen sobre um rochedo vizinho, do qual nasceu o hermafrodito Agdístis. Dioniso se apossou da criança e, após enlouquecê-la, a emasculou. Do sangue de Agdístis nasceu uma romãzeira, cujo fruto foi colhido por Nana, filha do deus-rio Sangário. Tendo-o depositado no seu seio, a jovem ficou grávida de Átis. O rio ordenou à filha que desposasse o menino, mas este foi recolhido por peregrinos e criado com mel e "leite de bode", o que lhe valeu o nome de Átis, interpretado pela etimologia popular como significando "bode", attagus em frígio, ou ainda o "belo". Disputado por Cibele, Agdístis (agora uma mulher) e Midas, rei de Pessinunte, que o queria para genro, Agdístis o enlouqeceu, o que levou Átis a se emascular sob um pinheiro e morrer. Cibele enterrou-lhe o membro decepado, mas do sangue provocdo pelo ferimento nasceram violetas, que emolduraram o pinheiro. A filha de Midas, desesperada, se matou e de seu sangue nasceram também violetas. Cibele a sepultou e sobre o túmulo nasceu rapidamente uma amendoeira. Atendendo às súplicas de Agdístis, Zeus fez que o corpo de Átis permanecesse incorruptível, que seus cabelos não deixassem de crescer e o dedo mínimo continuasse a movimentar-se. Agdístis transportou-lhe em seguida o cadáver para Pessinunte e, após sepultá-lo, fundou em honra de seu grande amor uma confraria de sacerdotes e instituiu uma festa anual em sua memória.

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Em outra versão, de Ovídio, Átis, sob a forma de um jovem de beleza irresistível, que vivia nas montanhas e florestas, mereceu as honras da paixão de Cibele. A deusa, tendo resolvido unir-se a ele para sempre, fê-lo sacerdote de seu templo, mas exigiu-lhe fidelidade absoluta. Átis, porém, não resistiu aos apelos da hamadríade Sagarítis.

Profundamente amargurada, triste e exasperada, a Grande Mãe cortou a árvore à qual estava ligada a ninfa, matando-a em consequência. Não satisfeita, enlouqueceu Átis que, tomado pelo "furor de Cibele", se emasculou, tornando-se submisso e dócil servidor da deusa, em cuja carruagem percorre as montanhas da Frígia.

Sobre o Monte de Orfeu havia um alto,

E sobre o alto um plano descoberto,

Todo de verde grama alcatifado,

Ao qual tronco nenhum sombra fazia.

O Vate, Prole de Celeste Sangue,

Na colina assentado as doces cordas

De Cítara tangia, e de improviso

Veio sombra à planície: apareceram

Da harmonia atraídos os Carvalhos,

Os Álamos, os Ésculos esbeltos,

Os Tis, as Faias, os virgíneos Lauros,

As frágeis Aveleiras, os robustos

Freixos aptos a lanças, os Abetos,

Os Azinheiros grávidos de landes

E os Plátanos geniais. Não lhe faltaram

Os Salgueiros, e Lótus, que águas amam,

Os Buxos verdes sempre, as Tamareiras,

E os Loureiros Silvestres. Té viestes

Vós de tenaces pés Heras frondosas,

E vós Vides casadas com Olmeiros,

Vós Ornos, e vós pródigos de frutos

Purpúreos Medronheiros; Vós que prémios

Sois das mãos Vencedoras; e Vós Troncos

De curta rama, mas de Larga Copa

Pinheiros, gratos à alta Mãe dos Deuses,

Depois, que em vós foi Átis convertido. -- // Fabula 2ª// Attis transformado em pinheiro, Metamorfoses De Ovídio, traduzidas por Francisco José Freire.

Uma história um pouco diferente é contada por Arnobius no qual Attis é amado por Agdistis e Cibel.

Scholars have theorized that Agdistis is part of a continuum of androgynous Anatolian deities, including an ancient Phrygian deity probably named "Andistis" and one called "Adamma", stretching all the way back to the ancient kingdom of Kizzuwatna in the 2nd millennium BC. There is also some epigraphic evidence that in places Agdistis was considered a healing goddess of wholly benevolent nature. During the Cybelean rites in Asia Minor, at about the time of the Spring Equinox, a felled pine tree was covered with violets and carried to the shrine of Cybele on Mount Dindymus. There, Attis was mourned for three days until, in ritual, he was resurrected by the love of Cybele, following which the devotees engaged in joyous and unrestrained celebration.

Num penhasco deserto, denominado Agdos, na fronteira da Frígia, Cibele era adorada sob a forma de uma pedra negra.

Dindymus < Athin-Thumnus ó Atu(s)-Minus => Thamuz

Atus, Attus, Attês, Attis or Attin. Aziz, the "strong god" of Edessa, who was identified with the star Lucifer.

Agdo => Ag-dis-tis < Aka-Dis-Tis.

«Fraga» < Lat. fra-gosu, por deriv. regres. = penhasco, monte (fra) rochoso  e cheio de gogos (gosu).

                      > gashu > *gausu > lat. Gosu(m)

         > Gaga > «gogo»

Caca > Haga > Agdo < *Agda-ush < Agdis > Grec. Achates ó Hekate + This (genitivo) = Agdis-tis, lit. “filho de Ágata, a pedra negra anicónica”.

Pedra preta é quase um trocadilho que não deve ter ocorrido por acaso.

Na verdade o termo «preto» parece não ter etimologia segura pelo que se pode postular que tenha derivado do culto dum petru «preto», possivelmente Mitra, o “deus menino”! A relação de Atis com Mitra é inevitável pela similitude dos cultos! Mas temos um teónimo de Atis que parece fazer a ponte fonética entre ambos dos deuses.

Matri deum Magnae Idaeae et Attidi Menotyranno Conservatoribus suis Caelius Hilarianus vir clarissimus duodecimvir urbis Romae pater sacrorum et hieroceryx Invicti Mithrae sacerdos dei Liberi sacerdos deae Hecate domino nostro Gratiano Augusto et Merobaude conssulibus III Idus Maias.

As redundâncias genitivas e diminutivas decorrem do facto simples de na hereditariedade natural os genitivos gerarem novos genitivos.

Agnus = cordeiro ó Agni ó ignis.

Agni ó ignis = pedra de fogo > meteorito negro > Pedras negras anicónicas > Virgens negras.

A mitologia relativa aos deuses do fogo telúrico primordial, actualizado de forma traumática nos meteoritos, deu origem ao culto das virgens mães com a forma de pedras negras anicónicas (ágatas) e ao «deus menino» que ora é único e primogénitos, ora um par de gémeos ora um andróginos ou hermafrodita.

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Figura 3: The stone was given its name by Theophrastus, a Greek philosopher and naturalist, who discovered the stone along the shore line of the river Achates (Greek: Αχάτης) sometime between the 4th and 3rd centuries BC. The agate has been recovered at a number of ancient sites, indicating its widespread use in the ancient world;

for example, archaeological recovery at the Knossos site on Crete illustrates its role in Bronze Age Minoan culture.

Mitra era objectivamente um destes mitos. De resto, no monte Vaticano foi edificado um Frigianum.

São várias as inscrições latinas datadas entre 374 e 390 da era cristã que têm referência a Attidi Menotyranno num contexto ritual mitraico de taurobolium criobolium.

Inscriptions dedicated by senators in the 4th c. to Magna Mater in the Vatican Phrygianum, however, mention not only Magna Mater and Attis Menotyrannus, but also Mithras, Hecate, Liber, and Isis. These are not merely joint dedications, as we shall see presently, but a list of priesthoods in each of these cults. The variety of this list immediately calls to mind the group of statues from the Via Giovanni Lanza lararium. -- Mithraism in the private and public lives of 4th-c. senators in Rome*, A. B. Griffit

Telepinus < Tal(os) | < Taur < Kaur < Kar > Ker | -phian > «Serafim».

Attis | Menotyrannus < Menotur-Anus > Minotauro.

                                      > Me(An)taur > M*t*ra > Mithra.

Mitra, em nenhuma fonte antiga foi considerado como tendo nascido duma virgem; Pelo contrário, surgiu espontaneamente de uma pedra numa caverna. Algumas fontes dizem que Mitra nasceu adulto duma pedra sólida usando já o boné frígio emergindo da massa rochosa ígnea. Assim é muitas vezes representado só com o torso nu visível emergindo duma rocha negra. Em cada mão eleva ao alto uma tocha iluminada e, como um detalhe incomum, chamas vermelhas saem ao seu redor dele da “petra genetrix".

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Figura 4: Mithra nascendo duma rocha.

No Egipto temos Ta-Dehnet como sendo sugestiva de ter relação com estas etimologias.

Ta-Dehnet = "Peak", title for death. Form of Merseger. Goddess that lived in the pyramid peaks of the burial ground of Thebes, having a snake body with either three heads (one a snake, one human, one a vulture) or one human head.

O nome desta deusa seria um eufemismo para a morte com o significado de «cume», apogeu, final!..., pelos vistos relacionado com o vértice das pirâmides funerárias de Tebas onde a deusa vivia como quimera com corpo de cobra e três cabeças: de cobra, humana e de «abutre» (< Lat. vulture com ressonância com aputre, «animal de podridão», < ampu tar, animal ave que amputava os cadáveres como os chacais de Anpu transportando assim os mortos para a vida eterna).

There are some variations on the Attis myth. One tradition says he was either killed by Cybele, his mother, out of jealousy or by a boar sent by Zeus, possibly an identification of Attis with the Syrian g-d known as Lord (Adonis). In another tradition Attis castrated himself as stated above. Attis' passion was celebrated on the 25th of March, exactly nine months before the solstitial festival of his birth, the 25th of December. The time of his death was also the time of his conception, or re-conception. To mark the event when Attis entered his mother to beget his reincaration, his tree-phallus was carried into her sacred cavern. Thus the virgin mother Nana was actually the Goddess herself: she who was called Inanna by the Sumerians, Mari-Anna by the Canannites, Anna Perennea by the Sabines, and Nanna, mother of the dying god Balder, in northern Europe (Ibid., p. 77). -—

Por ter por animal totémico uma ave semelhante a uma «cobra emplumada» mas comedora de cadáveres, possivelmente o abutre, tinha o nefasto mau gosto de se empoleirar no topo das estelas e litólitos funerários pelo que acabou por adquirir a conotação de cume que os egiptólogos lhe reconhecem.

Nana, the daughter of the river Sangarius, sees the fruit and finding it beautiful places it on her bosom. Cybele, transforming herself into the form of Agdistis, changes the fruit to a seed from which Nana becomes pregnant. Her father, believing her to have been licentious, locks her away without food or water, attempting to starve her to death. Cybele slips into the girls room secretly each night bringing apples to eat and water to drink. Upon the birth of the child (On December 25th) her father orders it taken to the river and left among the reeds to die. However, a shepherd finds the child and takes him home, nurturing him on the milk of a goat that has recently given birth. The Phrygian name for goat is Attagi, and so the child is called Attis.

| Ta < Kiha < Kika |-| < Tanit < Tahnit < Dehnet < Ka-ki-An-at, ([2]) = “A Terra (Mãe), a deusa das cobras”!

Eis assim uma bela metáfora paradigmática de como a mitologia contribuiu para o enriquecimento da linguística! Tal como:

Lat. Mors/tis <= Cann. Mot = Merseger < Mert Seger, Mater Dolorosa = «morte de Sacar», Mertseger < Ama-Urt Secar, «Sacar, o sol-posto, no regaço da Mãe Lua, a Pieta»!?

Figura 6: Afrodite e a maçã de Adonis.

Na verdade, Adónis foi o amante preferido de Afrodite.

Ishat (fire) = The 'bitch of the gods', an enemy of Baal, slain by Anath.

Tanetu = Light goddess, a form o f Hathor.

Não será de facto espantoso que tanto o mito da morte de Sarpedon como a etimologia nos revele não apenas a relação do sono de Hipnos (< | Kiphi < Kiki| Anus, os anões que ajudaram Inana, a Branca de Neve, quando desceu aos infernos e foi morta pela bruxa má Ereshkigal) com a morte como sobretudo o facto ainda mais espantoso de a morte ser o seio fértil da própria Terra Mãe?

Ora, se tivéssemos dúvidas sobre a origem do nome da deusa cartaginesa dos «sacrifícios humanos» as perderíamos ao reparar que Tanit e Thanatos são variantes fonéticas de Anat, a mesma entidade correspondente à Terra Mãe!

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Ver CANIBALISMO (***)

 

Ora, Tanith < Ta Anita < At Anate < At-Ana-At, aliteração redundante muito própria do discurso poético da oralidade primitiva Ash-An-Ash, etimologia perfeitamente plausível se pensarmos na existência entre os canaanitas duma «puta divina» com o fogo no rabo, a deusa (= an) Ishat

Ishat = An + Ishat = Ish-at An = *At-An-ish => Athenas???

Pois bem, *At-An-ish, significando quase literalmente «o fogo de Adonis», faz com que Tanith acabe por ter muito a ver com esta série mas, não apenas pelo facto se ter sido uma deusa do fogo, função que Ishtar também teve enquanto foi a suméria Inana, a deusa da lua, e depois manteve durante o paternalismo nascente da cultura babilónica como modesta deusa tutelar da estrela da manhã.

Claro que Tanit teria que ter tido um elo de ligação mítica numa das várias mitologias antigas. Ora, no Egipto existiu Tanetu.

Pois bem, nesta acepção de hiper-sexualidade de deusa de «fogo no rabo» Ishat era Eos!

Claro que a origem de Tanit por Tanetu pode permitir postular uma derivação muito mais simples do que a anterior de tal forma que:

Tanit < Tanetu < Anat-tu < *At-Antu < Ish Antu!

Ta-Dehnet > Ta (Deh) net > Tanetu!

Do mesmo modo ficamos a saber por onde introduzir Atis, o amante de Cibele.

Atis = Attinis ó Athanis, o heterónimo de Adónis, amante de Afrodite, na cadeia etimológica das relações da Deusa Mãe.

 

Ver: HIEROGAMOS (*)

 

*At-An-ish = *At-Anu-ish, «o filho do sol, ou seja, do fogo do céu»

> Athanus > «Adão» > Adonis ou então,

Tiamat = Kima-at => para Kima = Kian, Kima-at = Kian-at

=> An-at-ki > At-Ana-ki, que pode ter tido por masculino At-Anu-ki, (já que us era uma partícula do género masculino em sumério)

> Adanus > Adónis.

Tendo *tan chegado a nome genérico de cobra nas línguas semitas, deduz-se que Atis, «o deus morto» da semana santa, era também uma cobra Piton, variante étmica de Sarpedon.

Eis uma óbvia metáfora retirada de velhos mitos agrários e primaveris para explicar a perenidade e a forma linear da folhagem do pinheiro! Não seria de espantar que este mito estivesse relacionado com as ressonâncias do nome do nobre deus dos cultos agrários hititas, Telepinus foneticamente relacionáveis com Kerubins & Serafins, Serápis e  Sarpedon.

Telepinus < Terephinus < Ker-a-Kinus > Kur-Ki-Anu.

Rhea < Reha < Uraca < Urka

Outra prova de que este mito deve ser uma colagem tardia está o facto de Rhea ser uma variante fonética do nome da deusa Lua, aparecer deslocada num tempo mítico repleto de ressonâncias lendárias, como nos casos anteriores do mito de Eos e de Sarpedon, pois enquanto esposa de Crono, o deus supremo da «idade de ouro», não iria implorar ao próprio filho a ressurreição do seu pastor preferido quando poderia ter solicitado o mesmo ao marido, visto não ter havido consumação do adultério.

Porém, quem costuma andar associado a Atis é Cibele, pelo que se fica sem saber se afinal a arcaica deusa mãe foi Geia, Reia ou Deméter (ou Cubela), quando afinal o mais lógico seria aceitar que os mecanismos dos heterónimos míticos, na forma de epifanias por avatares divinos como os hindus, fariam de todos estes nomes variantes da mesma Deusa Mãe Terra, senhora do céu, da lua e das noites de luar!

Resumindo a etimologia dos deuses mortos:

At

 

ish

> Atis

 

At

An(u)

ish

> Athonis

> Adonis > Dionis > Dionísio

At

Ama

ush

Athamus

> Tamuz (> Atum)

At < Ash

Ur

ish

Ashuris

> Asuris > Osíris > Dusares > Sacar.

E ainda:

                    Adónis < (Kur)-Athan-ish < Kur-Kiki-Anu

Sarpedon < Karphithon < Kerphitaun < Kur-Kiki-Anu.

Telepinus < Kerhe-Phian < *Kertu-an < Kur-Kiki-Anu.

                              Keret < *Kertu ó Ker-ish < Cresto > Cristo.



[1]Ver: The Biography of Atisha The Guru's knowledge of the origin of the Dharma by Gurugana Dharmakaranama: http://www.fpmt.org/teachings/atisha/biography.htm

[2] se não tivera sido a evolução linguística a linguagem seria uma complexa trama de redundâncias

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