domingo, 5 de janeiro de 2014

DEUSES ROMANOS - FAUNA & FLORA, por arturjotaef

CLÓRIS OU CLORA.. 1

ROBIGO.. 3

FLORA.. 4

 

CLÓRIS OU CLORA

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Figura 1: The Primavera was painted by Botticelli in 1482 (…).

The story of this painting begins on the right, with Zephyr's (wind god) pursuit of the nymph Chloris, who clings to Flora, the goddess of flowers. In the center, yet furthest from the viewer, Venus, the goddess of love and beauty, is the most important representative of springtime. Above her, flies chubby, little Cupid. On the left, the three graces are forever dancing. While, on the far left, Mercury stands mysteriously, with his back to the scene.

Cloris ou Clora poderia ter sido a deusa das cores e das corolas florais! Pelo menos deus nome ao cloro esverdeado e poderia então ter tido por companheiro um deus Cloro. Como se verá, este foi em roma Vertumno, o deus latino das estações do ano que dava cor à Primavera. A presença de Zéfiro (< Ke-| phir ó wir > Wer |) no mito grego permite suspeitar que este seria o equivalente latino de Vertumno.

 

Ver: CORES (***) FENÍCIA (***) & VERTUMNO (***)

 

A transformação de Clóris em Flora registada na belíssima tela «La Primavera», de Botticcelli não terá sido apenas uma mera virtualidade linguística, nem uma mera metáfora da transposição da mitologia grega papa a latina da mesma deidade porque a etimologia confirma a intuição deste artista. Clóris é não apenas funcionalmente a mesma deidade que Flora como, sobretudo, se pode fazer fé numa origem comum de ambas.

Concórdia = a deusa da fartura porque, sem esta, não há da concórdia social!

 

Ver: AS DEUSAS DA CORNUCÓPIA (***)

 

                         > Con-Cor-Dea

*Kaur > Kor- > -Kro > -Phro- => (A)-phro-(dite).

Cloris < *Clo-uris > Phlo-ura > Flora.

                            ó Pher Hora, a que transporta as Horas e os frutos como Karpophoros, mãe de Hórus < *Kaur-Hauris < *Karkar-| la/ish => *Karkalia > Crocale.                                  < Kruris[1] > Clur-

                                                                    => Lat. *Coloris, a deusa das corolas florais, do verde cloro da primavera e de todas as cores > Grec. Clóris, a deusa das «cores» variegadas e floridas da Natureza > *Gala-uris, a deusa da euforia dos deuses da guerra, das «galas» militares e dos «louros» da Glória! > «Laura»!

According to myth, after his act upon her, Zephyr looks at Chloris again and falls in love with her. Somehow, this allows Chloris to shed her maidenhood and become a dignified goddess. Observing closely, one can note the final patterns of Flora's gown beginning to appear on Chloris' thin covering. A more obvious symbol of her metamorphasis is the stem of flowers emerging from her lips, as she grasps the form of her new self.

Chloris = Greek goddess, personification of Spring, and so identified with the Roman Flora. Goddess of places shaded by trees, shrubs[2], and vines. She was the wife of Zephyrus.[3]

Claro que Zéfiro era o deus do vento que soprava dos lados dos infernos que era o sol-posto e era por isso uma variante do próprio Enlil/Enki/Kur o que reforça e hipótese de também esta variante das deusas do amor ser uma filha e esposa de Enki.

Na corte de Afrodite as três Graças ocupam o lugar das Horas de que Flora seria a variante primaveril.

 

Ver: TALO (***)

 

A presença de Zéfiro nos mitos de clamor afrodisíaco faz suspeitar da primacial importância que o vento da aurora teria tido nos arcaicos mitos de Afrodite.

Venus: Roman. Originally a Goddess of Spring and protectress of vegetation and gardens, was a minor deity till she became assimilated to the Greek Aphrodite in the second century BC.

Fauna, entretanto já se tinha aproximado do padrão primaveril e vegetal de Flora com quem partilhava a tradição da licenciosidade das Floralias.

En la mitología romana, Flora era la diosa de las flores, los jardines y la primavera. Aunque era una figura relativamente poco importante en la mitología romana, estando entre otras varias diosas de la fertilidad, su asociación con la primavera le otorgaba particular importancia a llegar dicha época del año. Su festividad, la Floralia, se celebraba en abril o a principios de mayo y simbolizaba la renovación del ciclo de la vida, marcada con bailes, bebidas y flores. Su equivalente en la mitología griega era Cloris.

Por sua vez, Cloris ou Clora, mãe e/ou irmã e/ou esposa de Cloro, herdara o antigo étimo *Kor- de Atena Korê, presente em antigas deusas da fertilidade taurina como era o caso de Turan, a etrusca prostituta. Estas seriam também deusas do parto e da aurora como Rubigo.

Kur-Kur > Kar-kaur > Kal-Haur > Klaura > «Clara».

        Kloris < Klauris < Kal-Haur-ish (<= Hit. Kal-dis) > «Calor».

                                   ó Kla-Urash > Phlaura > «Flora».

 

ROBIGO

Flora was the Roman god who protected the corn against diseases. Robigus ("wheat rust", "mildew") was worshipped together with Flora. His festival, the Robigalia, took place on April 25. His functions were also attributed to the female goddess Robigo.

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Figura 2: “Ferrugem do trigo”.

O deus Robigus ou deusa Robigo, pois o género destas deidades, que originaram um dos numinae, é incerto (como a sua tradução para português!), era uma divindade romana protectora das doenças dos cereais (“ferrugem do trigo”, “oídio") adorada junto com Flora. Os seus festejos, as Robigálias, era no dia 25 de Abril.[4]

Pois bem, a cor da “ferrugem do trigo” é mesmo avermelhada e, como esta aparecia nas folhas verdes, seria sobretudo temida no mês de Abril e, daí, o ser este o mês das Robigálias, a que se seguiriam as florálias, de que as maias e a “festa da espiga” serão um esconjuro remanescente da negatividade infernal do Inverno potencial e residualmente presente nas moléstias naturais que atentavam contra a pujança da Primavera!

O Maio, elemento nocivo era, assim, esconjurado para que a natureza surgisse fértil e limpa das maleitas do Inverno. As consagrações florais, as Maias (bonecos, raparigas ou rapazes) e o repasto tradicional rural composto de figos e medronho assumiam, no Algarve, as fórmulas de defesa da Primavera que se consolidava. Tradição agrária antiga, que misturou variadas práticas, remonta às festividades romanas da “Florália”, dedicadas à deusa Flora e a cultos medievais germânicos de Santa Valpurgis, conforme investigação do etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira. -- ATACAR O MAIO COM FIGOS E MEDRONHO,  Página Cultural do jornal «A Voz de Loulé», abril 20, 2004

Por ser, como se disse, avermelhada a “ferrugem do trigo” é que foi escolhido para nome da deusa protectora desta praga uma deusa rubicunda, e rubra como o rubi.

             < Ruvisco < *Urphi-ish < *Urphi-Kiko < Urfihio > Orfeu.

Rubigo < Rubigus < Ru-bi-c-(ush) < Ur-Ki-Ki

                                         > Ru-ber < Ur-Wer.

                                         > urbi.

*Urki, deusa da lua e do unicórnio da Noite da meia-lua, mãe de Orfeu e de Morfeu, teria sido deusa da fertilidade agrícola e mãe tutelar da agricultura como a *Kafura, a cobra da aurora, esposa de Sacar / Saturno.

 

Ver: LUA (***) & KAFURA (***)

 

FLORA

Figura 2: Flora "was the Roman goddess of flowers, youth, and spring."

Assim, na origem funcional Vénus acabou por juntar em si mesma a luxúria da pujança sexual tanto no que se referia à fecundidade animal como à fertilidade primaveril de Fauna & Flora.

O facto de serem deuses da Primavera fá-los suspeitos de variantes, linguísticas e míticas, do par divino Fauna & Flora. Ora, já o facto das Florálias serem na primavera e o 1ª de Abril ser o dias das mentiras amorosas, em memória de Vénus nos permite suspeitar que houve uma época arcaica em que também os povos da Itália adoraram a deusa mãe das cobras cretenses, *Kertu, Deusa Mãe como Ceres e Deméter, de múltiplas «cores», filhas e *kauretas variantes de Korê / Perséfona, e entre as quais Istar, Anat, Turan, Vénus e Afrodite / Anfitrite.

*Kertu < Ker-ish > Ceres.

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Ver: CERES (***)

 

Mas, se Vénus é apenas a esposa de Fauno/Pan e, ainda assim, uma possível esposa de Enki, que nomes de deusas poderão foneticamente aparentadas com Afrodite na tradição mítica latina?

Um dos nomes desta deusa em latim seria Fornax.

Fornax < Phur An ash < An Kur Kaki => Afrodite.

"In Roman mythology, Fornax was the goddess of the mysteries of bread-baking and the embryo´s development."

Ati Turan is the etruscan goddess of love and desire in all its aspects, pure and impure. She brings the Spring and Fruitfulness, health, and fertility, and the patroness of the city Vulci.

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Figura 3: Flora[5].

Goddess of flowers and springtime; signified by a woman crowned with flowers and holding the cornucopia. Goddess of flowers and spring. Gave magic flower to Juno so she could conceive Mars without a father. The Floralia is the festival of the Goddess Flora, patron of flowers and Spring. It begins with theatrical performances and climaxes with full-blown Games, and is under the purview of the plebian Aediles. The Florialia lasts for six days. In later days prostitutes claimed the Goddess Flora as their patron and celebrated the Florialia with gusto. Hares and goats are let loose in the Circus prior to the games (both notorious symbols of fertility, and especially associated with cultivated vegetation, as opposed to wild woodlands).

Beans and lupins are thrown to the crowds at the Florialia, again symbols of fertility, and clothing of wild colors was worn.

 

CLOAQUINA

É difícil saber se a conotação de «cloaca» lhe advém da sua função de meretriz e putriqueira[6] ou se foi por ser uma ninfa e, como tal, divina purificadora presidia às funções purificadoras da cidade. A verdade é que na moeda romana do lado, de 38 ªC., ela aparece numa nave como Salus e ao lado da Fortuna. Vendo bem, Turan, tendo sido patrona de Vulci, teria tido também o nome desta cidade como epíteto.

Vulci or Volci is an Etruscan city (in Etruscan, Velch or Velx, depending on the romanization used) in the Province of Viterbo, north to Rome, Italy.

Vul | ó Vol ó Vel | - Ci | > ch > x | < Vulki + Anu = Vulcano.

Turan enquanto Afrodite ou Venus era de facto esposa de Vulcano e ainda que este deus tivesse tido na Etrúria o nome oficial de Sethlan poderia ter tido outros tanto mais que a história não registou tudo!

Assim, muito possivelmente Turan seria também *Vulcina, esposa de Vulcano, tal como se supunha ter sido Vénus.

Seja como for, o nome do mês de Março na língua etrusca, que era falada por estas paragens antes de os latinos as conquistarem, era Velcitna / Velcitanus.

Velcitina & Velcitanos, ambos deuses tutelares do mês de Março permite postular um casal de deuses primaveris equivalentes a Vénus & Marte. Por outro lado é possível que Vulcano tenha sido enquanto jovem um deus guerreiro que casou com a deusa do amor.

A despeito de ser a deusa da família, Hera arremessou Hefesto do alto dos céus, desgostosa por ele ser coxo; em outra versão, ele teria ficado coxo justamente devido à queda.

Enfim, Homero era Homero…mas não arriscou cair em contradição!

311 — Sabed por mí, todos los dioses y todas las diosas, que Zeus, que amontona las nubes, ha empezado a menospreciarme, él antes que nadie, después que me hizo su mujer entendida en cosas honestas: ahora, sin contar conmigo, ha dado a luz a Atenea, la de ojos de lechuza, que se distingue entre todos los bienaventurados inmortales; mientras que se ha quedado endeble, entre todos los dioses, este hijo mío, Hefesto, de pies deformes, a quien di a luz yo misma, y, cogiéndolo con mis manos, lo arrojé y tiré al anchuroso ponto; pero la hija de Nereo, Tetis, la de argénteos pies, lo acogió y cuidó entre sus hermanas. ¡Ojalá hubiese obsequiado a los dioses con otro favor! Mas tú, cruel y artero, ¿qué nuevo propósito maquinarás ahora? ¿Cómo te atreviste a dar a luz tú solo a Atenea, la de ojos de lechuza? ¿No la hubiera parido yo? ¡Y, no obstante, yo era tenida por esposa tuya, entre los inmortales que poseen el anchuroso cielo! Guárdate de que yo medite algún mal contra ti en los sucesivo: ahora me ingeniaré para que nazca un hijo mío, que se distinga entre los inmortales dioses, sin que yo manche tu lecho ni el mío, ni me acueste en tu cama; pues, aunque apartada de ti, permaneceré entre los inmortales dioses. – Apolo Pítio, Hinos Homericos, tradução de J. Banqué.

Entretanto terá tido um acidente de guerra, ficado mutilado e aleijadinho e por isso se dedicou às lides de ferreiro enquanto ia envelhecendo e a sua esposa se ia dedicando à prostituição sagrada. Na verdade o mito de que Hefesto seria deficiente de nascença por ter caído do Olimpo é pouco provável tanto mais que está cheio de variantes qual delas a mais improvável que a outra.

Assim se entende que em Creta exista um deus jovem foneticamente parecido com Vulcano que era Zeus Velcheno que afinal seria o jovem Marte, sendo assim tão falsa a infidelidade da Deusa Mãe Afrodite quão verdadeira seria a prostituição sagrada que ela iniciou para bem dos mortais.

Turan < Thur-na < Kur Ana, seguramente a filha de Enki / Kur e portanto:

   <= Kur Anu + ish ó Kur-kaki-Ana.

Velcitina = Velcitana < Wer-Kikana < Kur-Kaki-Ana

> Kurhakina > Kaurakiana > Kolakina > Cloaquina.

Ou

*Vulcina < Velcitna < Velcitu(m)na < Wer-Kit-Meana < Ker-*Kiat-Mina.

> *Kor-Atina, lit. “Atena, a jovem Korê”

> Kroashina, lit. “a patrona da Croácia (J)” > Cloaquina.

Esta relação de Cloaquina com a purificação, pelo fogo e pela água, reporta-nos para a relação desta deusa com os aspectos arcaicos da deusa mãe enquanto deusa das coisas subterrâneas como as fontes de água doce e do fogo vulcânico. A persistência da memória vulcânica manifesta-se no casamento de Vénus com Vulcano e a de deusa das águas puras e vivas na sua relação com Cloaquina e a sua função de deusa da purificação pelo fogo e pela lavagem com água doce.

Na verdade, esta função purificadora tornou-se adicionalmente relevante entre as deusas do amor por causa dos aspectos higiénicos decorrentes da necessidade da purificação pós-coital e péri-menstrual das mulheres. O conceito de impureza relacionado com as doenças venéreas e com a imundície dos esgotos deve ter sido, ainda antes do advento dos preconceitos sexuais para os quais, aliás, estes factos contribuíram, uma das principais causas da evolução venérea destas deusas.

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Figura 4: Cloaquina.

Na mitologia romana, Cloacina (latim, cloaca: "esgoto" ou "dreno"), era a deusa que presidia à Cloaca Máxima ("Grande dreno"), o tronco principal do sistema de esgotos de Roma. Dizia-se que a Cloaca Maxima foi iniciada por um dos reis etruscos de Roma, Tarquínio Prisco, e terminada por outro, Tarquínio Superbus.

Tito Tácio, que reinou com Rômulo, erigiu uma estátua de Cloacina como sendo o espírito da "Grande Drenagem".

Além de controlar os esgotos, ela era também uma proctetora das relações sexuais no casamento. Apesar de suas origens etruscas, foi mais identificada com Vénus.[7]

Nenhum autor romano clássico Vênus Cloacina como presidindo à Cloaca Maxima, o principal de esgoto de Roma, realizado no momento de Tarquínio Prisco para drenar as águas do fórum. Esse papel é atestado apenas na polémica cristã contra os pagãos. É reconhecido por autores modernos, como Samuel Bola Platner.[8] – Wokipedia.

Cloacina, sacrum: a shrine of Cloacina, the divinity of the cloaca (cloaca Maxima), in the forum near the Tabernae novae (Liv. III.48: prope Cloacinae ad tabernas quibus nunc novis est nomen; Plaut. Curc. 471: apud Cloacinae sacrum). In process of time Cloacina was arbitrarily identified with Venus and called Venus Cloacina (Plin. NH XV.119: traditur myrtea verbena Romanos Sabinosque, cum propter raptas virgines dimicare voluissent, depositis armis purgatos in eo loco qui nunc signa Veneris Cloacinae habet; cluere enim antiqui purgare dicebant; cf. Serv. Aen. I.720). The origin of the cult and the erection of the first shrine belong probably to the first period in the history of the Cloaca Maxima (q.v.), although tradition ascribed it to Titus Tatius (Lact. Inst. I.20.11). -- Samuel Ball Platner (As Completed And Revised By Thomas Ashby): A Topographical Dictionary Of Ancient Rome, London: Oxford University Press, 1929.

 

Por outro lado, as equações de derivação propostas a seguir passam por um elo virtual que teria sido *Kor-Atina. Esta teria sido uma deusa infernal, possivelmente Atena, enquanto eterna Virgem Mãe, e Korê, filha de Deméter.

*Kor-Atina < *Kur-Kaki-Ana > Kor-Atiana > Phal(las) Atena.

Como Atena tinha seguras ligações com Higeia, a equivalente grega de Salus, e existem fortes suspeitas de que tenha sido em tempos arcaicos uma mera variante de *Kartu, a Deusa Mãe das cobras cretenses, de que deriva o nome da Fortuna (que era seguramente Anfitrite) bem como parte das funções venais e a etimologia de Afrodite, então é possível postular a seguinte equação virtual:

*Kur-Kaki-Ana ó*An-Kur-Kaki = Fortuna / Salus = Cloaquina.

Claro que a deusa romana dos «ritos de purificação pelo sal» teria que ter relações étmicas mais ou menos evidentes com Salus tal como com as deusas marítimas Fortuna e Anfitrite pelo lado dos «ritos de purificação pela água», tal como mais tarde iriam ter com o glauco cloro. Como se pode ver na etimologia de Salus, esta deusa deriva o nome de *Kartu, a Deusa Mãe das cobras cretenses.

 

Ver: SALUS (***)

 

No entanto, ainda que Cloaquina, tenha a ver com cloacas anatómicas de indefinidas passagens sexuais e, ainda com outros locais de porcaria e imundície já conotada com doenças venéreas nos tempos clássicos por evidência empírica que levou a teoria hipocrática dos miasmas e levaria lentamente ao puritanismo anti sexual judaico cristão, a verdade é que este nome tem sobretudo conotações fonéticas com a deusa grega Clóris, pelo menos no étimo *Clo-, a deusa do verde cloro e dos cloretos com que se fazem as desinfecções das modernas cloacas sanitárias, facto que não passaria de mera coincidência se a mitologia não fora tudo um mundo de sublimes transcendências onde todo o ideal é possível, quase tudo é como parece e o inefável tem nomes divinos - J !!!.

*An-Kur-Kaki ó *Kur-Kaki-Ana Þ

Ø     Kaura-kina > *Korakina

Ø     Kraurakina > Clau-Aquina > Cloaquina.

                                                                                  > Clara.

                                  Clu®a-Kina + Ki => Claura-Kiki-An > (An) Clóris.

                                                        > Cluauthina > Cliodhina > Cliodhna.

                                                                              > Cl(i)oth(i)a(n) > Clota.

De *An-Kur-Kaki poderiam derivar *Kaphur-Naka, deusa das cafurnas dos infernos e *Kaphur-Tina, a divina cobra de água de Tanit, deusas virtuais aparentáveis com Cloaquina, Sr.ª das sagradas cloacas J !!!

 

Ver: TANIT (***)

 

O étimo *Clo / Clio- de deidades férteis e primaveris parece ainda na mitologia celta no nome das deusas Cliodina e Clota

Cliodhna = The Irish goddess of beauty. She later became a fairy queen in the area of Carraig Cliodhna in County Cork. Clota = The Celtic goddess of the river Clyde.

 

Ver: CORES (***)



[1] de Crusiphos do mito de Crusipos.

[2] shrubs < karuw? < karuki > *Kaphur => Zephyrus!

[3] Zephyrus < kephyrus < *Kaphur < Ka Kur > wacuro > «bácoro», o porco!

[4] Robigus (or perhaps the Goddess Robigo; the gender of this deity, who originated as one of the numinae, is uncertain) The Roman god who protected the corn against diseases. Robigus ("wheat rust", "mildew") was worshipped together with Flora. His festival, the Robigalia, took place on April 25.

[5] Restauro cibernético, feito pelo autor, a partir de foto de um mural de Pompeia.

[6] Putriqueira, nome de prostituta no Alto Douro enquanto algo que se dá na porcaria em putrefacção.

[7] In Roman mythology, Cloacina (Latin, cloaca: "sewer" or "drain") was the goddess who presided over the Cloaca Maxima ("Great Drain"), the main trunk of the system of sewers in Rome. (...). The Cloaca Maxima were said to be begun by one of Rome's Etruscan kings, Tarquinius Priscus, and finished by another, Tarquinius Superbus. Titus Tatius, who reigned with Romulus, erected a statue to Cloacina as the spirit of the "Great Drain". As well as controlling sewers, she was also a protector of sexual intercourse in marriage. Despite her Etruscan origins, she later became identified with Venus. – Wikipédia.

[8] Aucun auteur romain classique ne donne Vénus Cloacina comme présidant à la Cloaca Maxima, le principal égout de Rome, entrepris à l'époque de Tarquin l'Ancien pour drainer les eaux du forum. Ce rôle n'est attesté que dans la polémique chrétienne contre les païens. Il est cependant admis par des auteurs modernes comme Samuel Ball Platner.

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