domingo, 22 de setembro de 2013

MELKART, o senhor das cidades Fenícias. Por Artur Felisberto.

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Figura 1: Melkarte seria seguramente a variante Síria de Guilgamech e, por isso, o mesmo que o grego Hércules.

Este reinado foi marcado, sobretudo, pelo assassinato de um dos filhos do rei, Andrógeo. Para não deixar o assassino impune, Minos fez guerra aos Atenienses, e exigiu deles um tributo anual de sete rapazes e sete moças, que eram entregues ao Minotauro e devorados por este.

Andrógeo < Anthaur-gino, lit. “gerado pelo Sr. Touro

ou então uma inesperada forma pré-cristã de “filho do homem”

< An-taur-Kian.

Como kian era a Sr.ª Ki, a deusa mãe do céu podemos postular que:

An-taur-Kian º An-taur-ama = Ama-Antaur > Minotauro!

O mito encobre mal a realidade do culto fenício ao deus Moloque / Melkart, que aceitaria “sacrifícios humanos”, de preferência crianças e primogénitos. Digo: aceitaria, porque, por outro lado, existem mais evidências de que os “sacrifícios humanos” seriam uma reserva muito arcaica da Deusa Mãe das cobras cretenses, mas que já teria caído em desuso à época das invasões micénicas. Então, de forma abrupta e regressiva o culto dos “sacrifícios humanos” teria regressado mas agora já a contra corrente do progresso cultural e portanto condenado a gerar repulsa em locais que foram do império minóico com tradições mais humanistas, como seria o caso de Atenas.

No entanto, tudo são conjecturas porque, a respeito dos antigos cretenses, se conhecemos relativamente bem a sua tecnologia civilizacional, pouco ou nada sabemos da sua história nem das suas crenças mais profundas. E, no entanto, tudo aponta para que a civilização cretense tenha sido a mais importante das culturas mediterrâneas da antiguidade. Pelo menos em relação com a cultura clássica não restam dúvidas de que o germe mais antigo e significativo da cultura helénica começou em Creta.

A ideia de que os sacrifícios de criancinhas a Moloque seria um costume importado da Canaaneia fenícia não faz sentido quase nenhum porque este povo tinha a mesma cultura e, suspeita-se que tanta ou mais piedade, do povo judeu.

Ora o último sacrifício humano exigido por Deus nesta parte do mundo antigo foi o sacrifício falhado de Isaac, o primogénito de Abraão! Se a realidade de Abraão for de facto lendária estamos perante uma repercussão no corredor sírio dum movimento cultural a nível mundial que ia no sentido do fim dos “sacrifícios humanos”, movimento este tão natural e plausível em seu devido tempo e logar como o seriam mais tarde os movimentos contra a escravatura, os que põem em causa a pena de morte e a prisão perpétua e os futuristas movimentos em prol dos direitos dos animais (ainda que não reclamáveis pelos próprios)!

Ora, a época mais provável dos acontecimentos bíblicos relativos ao mito de Abraão devem ser situados numa fase de desenvolvimento cultural que apontam para perto do II milénio ª C. ou seja, talvez depois das invasões micénicas.

The Hebrew form of the word is invariably Molech, meaning “king” or “counsellor”. The first recorded instance of a worshipper of Jehovah who “burned his son as an offering” (that is, to Moloch) is that of Ahaz (see 2 Kings 16:3). The same story is told of Manasseh, eponymous ancestor of one of the 12 tribes of ancient Israel (see 2 Kings 21:6). The practice is also alluded to in the books of Jeremiah, Ezekiel, and Leviticus. The ritual of Moloch worship was probably borrowed by Judah from one of the surrounding nations; it was practised by the Moabites (see 2 Kings 3:27) and Ammonites.

Os casos referidos pelos profetas são tardios e nem sequer relacionados com os fenícios mas com os Amonitas e os Moabitas que, por serem inimigos figadais dos judeus teriam acabado por ter de carregarem culpas alheias!

Moab, ancient country on the hill plateau east of the Dead Sea, in what is now Jordan. The Moabites were closely related to the Hebrews and were subject to Israel during the reigns of David and Solomon (11th-10th century BC). [1]

Sobre o povo de Moabe[2] pouco mais poderemos acrescentar do que estranhar que se possa ter acabado por acusar de prática de “sacrifícios humanos” um povo que esteve tão intimamente associado ao povo eleito e que a que pertenceu a avó de David! De qualquer modo a etimologia do nome deste povo aponta para a possibilidade de este se ter sido matriarcal e então possivelmente originário de alguma cultura arcaica péri-mediterrânea.

Ammonites, ancient Semitic people who inhabited the region between the Syrian Desert and the Jordan River in present-day Jordan. According to Genesis 19:38, they were the descendants of Ben-ammi, the son of Lot, and close kin to the Moabites. The Ammonite civilization began in the 13th century BC and lasted until the 6th century BC. The capital city was Rabbah Ammon (now Amman, Jordan). [3]

Já a inopinada relação dos Amonitas com o irmão de Abraão nos deixa cheios de suspeita de que afinal se tratariam de colonos cretenses como vieram a ser os filisteus mas surgidos no corredor Sírio numa fase muito mais precoce da colonização da costa oriental do mediterrâneo, precisamente na época de Abraão, quem sabe se imediatamente depois da catástrofe da explosão do vulcão de Santorini, cerca de 1775, que iniciou o brusco colapso da civilização minóica e o fim da civilização Suméria de Ur. O encontro dramático no corredor sírio de povos outrora relacionados por rotas de comércio que iam das cem cidades estados de Creta às prósperas cidades estado da Suméria pode ter sido o pretexto para a criação semi-lendária, porque mais mítica do que histórica, do episódio de Sodoma e Gomorra.

19:24 igitur Dominus pluit super Sodomam et Gomorram sulphur et ignem a Domino de caelo 19:25 et subvertit civitates has et omnem circa regionem  universos habitatores urbium et cuncta terrae virentia

Claro que qualquer uma destas cinco cidades se poderia ter localizado num qualquer ponto da periferia próxima do epicentro da catástrofe que vitimou Thera e Kalisté mas a sua localização nas margens do «Mar morto» não deixa de ser uma bela figura de retórica! No entanto a revelação dos estranhos gostos de alguns dos homens de Sodoma permitem-nos algumas pistas para a localização preferencial destas cidades. Claro que existem algum exagero metafórico no autor bíblico quando este se refere a toda uma população de pervertidos e inveterados mas a intenção foi obvia! Como não seria fácil encontrar cidades inteiramente limpas de tais práticas o pecado que poderia justificar a chacina apocalíptica que se iria seguir teria que ser também um exagero de anormalidade!

19:4 prius autem quam irent cubitum viri civitatis vallaverunt domum a puero usque ad senem omnis populus simul

O interessante da questão reside no facto de que o povo antigo clássico que mais foi acusado de tais exagero foi a Grécia e a verdade é que estes não só deitavam as culpas de para os cretenses a quem responsabilizavam pela origem de tal vício como se atreviam a acusa-los de o praticarem num grau muito maior do que o deles o que dá para imaginar a metáfora de exagero que resulta daqui![4]

Pois bem no plano lendário a esposa de Lot poderia ter sido cretense razão pela qual não terá sido poupada ao castigo divino! No plano romanesco Lot seriam um comerciante sumério da mesma tribo de Abraão apanhado no rescaldo desta catástrofe e que tece de ser acolhido por seu irmão então de passagem pelo corredor sírio! Mas Lot poderia ter sido uma racionalização do divino esposo de Leto, mãe de Apolo e Artemisa.

The many variations on spellings that I've gathered are as follows: Melech, Molech, Milcom, Melkom, Moloch, Molek, Malec, Malik, Melek, Malkum, Melqart, Melkart, Milk, and Melqarth. In Islamic belief this deity is called Malec or Malik, and considered to be the principle angel in charge in Djahannam, their version of hell (Mercatante). The Jews say Malakh ha-Mavet is the Angel of Death, that "malak" means "angel" or "messenger," and that "melek" means "king" (The New Jewish Encyclopedia) [5]

M?l-Ki; M?l-Kima; M?l-kartu

=> M?l (Kar-kima-tu) > Sr.ª Karkemish = Artemisa.

M?lech ó M?loch < Mel | -Oco < Caco |.

Artemisa foi única deusa que na Guerra de Tróia ainda reclamou por “sacrifícios humanos” aos gregos!

A partícula mlk, do semita do noroeste, era o título dado aos soberanos das cidades-estado do Levante a partir do fim da Idade do Bronze. 

A forma usada no hebraico bíblico é מֶלֶךְ, melek.

O termo Moloque ou Moloch foi interpretado tradicionamente como epíteto de um deus, conhecido como "o rei" assim como Baal recebia o epíteto de "o mestre" e Adon de "o senhor"; moloch, no entanto, era pronunciado propositalmente errado, como Molek no lugar de Melek, utilizando-se as vogais da palavra hebraica bosheth, "vergonha".

Sendo assim, é quase certo que de entre os vários dilúvios reconhecidos pela cultura clássica o de Deucalião reportar-se-á a uma grande e traumática confusão com as vagas de maremotos que destruíram por volta do sec. XVIII ª C. o império minóico! Assim, é pouco provável que tenha sido por esta altura que se tenha dado o grande dilúvio que as fontes caldeias colocam por volta do III milénio ª C e que ou nunca terá existido senão na forma genérica de todas as grandes catástrofes que, de serem tão intoleráveis se referenciam como únicas e devastadoras, ou pode bem ser ainda mais anterior do que o III milénio ª C podendo, como alguns autores acreditam, remontar ao VIII milénio ª C, ou seja no final da última grande era glaciar.

 

Ver: DILÙVIO (***)

 

Melkart = «senhor da cidade, ou senhor dos exércitos» < Mel-Karet

<= Ma + Her-Kaurish => Merkalish > Mercales > Mercaures

Ø    Esp. Miercoles ó Mercurio! Ou ...

Ø    Gilgameche < El-ka-mesh > Har-Ki-mesh => Hermes & Artemisa?

Ø    Har-Ki-mesh > Ma-ar-ki-at + Ur > Melkart.

Ø    Mehart > Marte.

 

Ver: GEMIOS (***)

 

Os eslavos afirmam que Vladimir significa «Sr. do mundo» o que nos reporta para um epíteto solar de Melkart. Na verdade:

Vladimir < Wilath- | < Wirat |- Imir, lit «o emir das vilas e dos vilões de todo o mundoJ»! < Kur-at-Mel º Mel-*Kartu!

Assim, embora pareça não haver grande aproximação fonética entre Vladimir e Melkart, de facto, comprovamos que estes nomes têm não apenas a mesma semântica como a mesma remota origem étmica. A semântica do conceito mítico do “Sr. do mundo”, que persistiu na cultura popular portuguesa no mitema de “S. Salvador do mundo”, seria própria dos cultos de Hércules e seus equivalentes bem como teria estado relacionado com outros cultos relacionados com o poder e a suserania das arcaicas teocracias.

                                        > Gr. Párocho(s) > Lat. parochu > «pároco». «Faraó» < Pharaoc < Phar-oco < Kar-aca > Phor-tu > Fortu(na).

                               «Parto» < Phartu ó Kur-Caco > *Kartu(m) > Kart.

                                          Caracas ó Karaco > «carago» ó «caralho»!!!

                                              «Curdos» < *Kertu > Kerta > «Creta».

                                                               > Lat. hirtu > «hirto».

                              «Bardo» ó -berto < Wer-tu > Virtus.

                                                               > «Bertões»!!! Etc, etc.

O facto de o nome da cidade de Caracas poder estar relacionado com o conceito das duas casas grandes dos faraós do alto e do baixo Egipto permite suspeitar que antes de esta cidade vir a ser capital da Venezuela já teria sido um centro de poder ameríndio. Por outro lado, tal relação semântica só ganha sentido à luz duma colonização arcaica, possivelmente esporádica mas continuada, do golfo do México por povos de marinheiros do mar Egeu. Esta civilização adoradora de *Kertu, a deusa do parto e das cobras, seria a talassocracia da ilha de Creta. O Egipto teria sido por sua vez colonizado por estes mesmos povos, o que esta comprovado na época tinita pré-dinástica, desde logo no nome minóico do primeiro faraó do Egipto, Menes.

Voltando às fontes bíblicas sobre moloque parece que a bíblia usou sobre este assunto a técnica muito comum em ciência política de atribuir publicamente aos nossos inimigos os nossos vícios privados!

Cependant en 1921, l’archéologue Otto Eissfeldt a découvert sur le site de Carthage une nécropole contenant des restes d’animaux et de jeunes enfants, utilisée du VIIIe siècle av. J.-C. à 146 av. J.-C. avec des inscriptions mlk qui ne pouvaient s’interpréter ni comme roi, ni comme le nom d’un dieu. Ces découvertes lui ont suggéré l’idée que moloch pourrait être le nom du sacrifice par le feu et non celui d’un dieu. Depuis, le mot molk est reconnu comme un mot sémitique désignant un sacrifice humain, dont la victime est parfois remplacée par un animal. Là où la Bible lit pour faire passer leurs fils et leurs filles par le feu à Moloc, il conviendrait sans doute mieux de lire pour faire passer leurs fils et leurs filles par le feu de molk, le feu du sacrifice.

Mas a verdade é sempre circular, fugidia, tão inefável quanto imponderável! A verdade é que em assuntos de mitologia e religião os nomes comuns decorrem quase sempre do rito a que se encontra associado e o nome deste do nome do deus a que é votado o rito. Obviamente que o único deus que hoje pode ser confirmado como estando relacionado com estes ritos arcaicos seria Mel-Keret, adorado em Sidónia, que por sua vez seria filho de Mer-Ki, a Virgem Maria do Mar Primordial.

Le molk désigne dans le monde sémitique et carthaginois le sacrifice sanglant constitué par l'offrande des prémices qu'il s'agisse de nouveau-nés des troupeaux, des premiers fruits de la récolte ou de l'enfant premier-né. Ce sacrifice peut être offert à Ba'al Hammon, ou à sa parèdre Tanit, puis, par substitution, à Saturne dit africain.

Ba®-al Hamon seria uma variante do nome do filho da Virgem Mãe, o Senhor Amon, deus de Tebas onde já era seguramente uma variante de Montu / Mendes / Min e que quase seguramente seria pronunciado na península ibérica nos tempos cartagineses como Ramom ou Amom-Rá.

“Les Phéniciens, lors des grandes calamités que sont les guerres, les épidémies ou les sécheresses, sacrifiaient une victime prise parmi les êtres qu’ils chérissaient le plus et qu’ils désignaient par un vote comme victime offerte à Cronos.” -- # Porphyre de Tyr, De l’abstinence, II, 56, 1.

O mais estranho e bem pouco interessante destes ritos de sacrifícios cruentos, primaciais e saturninos, era o serem realizados num local que tinha o nome semita de Tofete. Pois bem, se mais nenhum resultado positivo veio desta prática duma humanidade arcaica, cega de saber em relação ao passado e ao futuro e por isso apaixonada de piedade e apavorada de medo e insegurança, veio pelo menos a etimologia, via fenícia, do efeito de estufa reportando-nos para um arcaico culto do fogo telúrico, vulcânico e infernal da deusa Caca.

 

Ver: DEUSES DO FOGO (***)

 

«Estufa» • (< Lat. stufa), s. f. espécie de braseira portátil, em caixa fechada; (> estufeta => escalfeta) • fogão para aquecer as casas;

«Estufa» < Lat. stufa < Ish-| Tufat > Tauf | Kauphi < Kaki | -et > Tofete.

Sendo cada vez mais comprovado que a fenícia era a herdeira continental asiática do império minóico podemos postular que os cultos saturninos dos fenícios e dos azetecas eram de origem cretense e que todas a culturas ocidentais mais arcaicas tiveram esta mesma origem minóica onde os cultos de sacrifícios humanos primaciais eram prática corrente e faziam parte duma mitologia arcaica de ritos pascais e de passagem que chegou até ao México pré-colombiano baseada numa teoria política simples de que o “deus menino” do solstício de inverno poderia morrer ou nem sequer renascer na Páscoa se não lhe fosse dado sangue vivo teoria cósmica esta que tinha como corolário político a ideia mimética de poder só era concedido pelos deuses infernais e saturninos a quem estivesse disposto a pagar por ele o respectivo preço em sacrifício pessoal ou colectivo.



[1]"Moab," Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. © 1993-1998 Microsoft Corporation. All rights reserved.

[2] Moabe < Mauawi < Ma-Kauki < Makaki > Amish???)

[3]"Ammonites," Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. © 1993-1998 Microsoft Corporation. All rights reserved.

[4] Ver Bernard Sergent, L`HOMOSEXUALITÉ INICIATIQUE DANS L´EUROPE ANCIENNE.

[5] From: Gwen Saylor <gwen@wave.park.wy.us To: Christopher B Siren <cbsiren@hopper.unh.edu Subject: Re: Helel.

DEUSES DA CALDEIA – GESTINANA, deusa da vinha e da uva, por Artur Felisberto.

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Figura 2: Gestina

Um dos aspectos mais interessantes desta representação de uma deusa oriental que segura cachos de uvas, como símbolo redundante da sua exposta fertilidade primaveril é o estranho «par duplo» de asas que mais se assemelham a asas de díptero do que de ave. Quiçá por se tratar duma clara referências aos insectos da fecundação das palmeiras se tenha confundido premeditadamente com uma abelha ou mais seguramente, e por uma relação mítica com a metamorfose das lagartas, com as «borboletas»!

Pour alléger son sort, la déesse Inanna autorisa Geshtinanna, la soeur de Dumuzi, déesse du vin à prendre sa place tous les six mois par alternance. Inanna la Reine du ciel, devient elle aussi un symbole de la résurrection, comparable aux pouvoirs de légende détenus par la déesse égyptienne Isis qui a fait revivre son époux Osiris assassiné et déchiqueté par son méchant frère Seth et s'est même fait féconder post-mortem par l'esprit de son époux d'un fils qu'elle nommera Horus.

Geshtinanna < Kiast Innana, Innana enquanto deusa do fogo.

A ingenuidade mítica chega a atingir as raias da desatenção infantil. Sendo intuitivo que o primeiro casal divino só poderia ter sido formado por dois irmãos, na mesma lógica do poder solitário que obrigava os faraós a casarem com as irmãs, Damuz deveria ser irmão de Inana pelo que Gestinana ou era literalmente Inana enquanto Vesta, Hestia ou a «gesta» que alimenta o fogo celeste ou era também irmã de Inana o que já faria irmandade e compromissos familiares a mais, mesmo entre deuses!

Ĝeš [penis] wr. ĝeš3; mu "penis; macho" Akk. išaru; zikaru

Ĝeš [sessenta] wr. geš2; mu-nos "60"

Ĝeš [árvore] wr. GES; mu; u5 "árvore; madeira; uma descrição dos animais" Akk. işu .[1]

GES-bala [vender] wr. GES bala " passar algo sobre uma vara de madeira (bitola)", “concluir uma venda".

Ĝeš < Ge-Ish, filho da terra = Ish-Ge Ξ ish-Kur > ish-karu

> Akk. zikaru > išaru; Ξ Kar-Ish ó «carralium».

A análise sumária dos termos compostos por Ĝeš sugere-nos a mesma metáfora que ainda hoje é usada em português para o órgão da cópula animal, a «verga».

«Verga» = vara flexível e delgada; • vime, junco com que se fabricam cestas, cadeiras, mesas, etc.; • fasquia flexível; (…) (Anat.) o órgão copulador do boi e do cavalo < Lat. virga ó virgo / virginis = alguém ou algo que ainda não teve relações sexuais.

Assim o étimo latino virg- derivaria de *Vir-Gis < *Wer-Ĝeš, literalmente a verga do deus Ver.

Assim a etimologia do sumério Ĝeš passaria pela semântica metafórica da «verga» enquanto vergônteas ou filhos novos de árvore que se esgarçavas para libertar a seiva das árvores para os frutos e com elas fazer lenha para as fogueiras. De facto, nos ainda recentes tempos da ruralidade mediterrânica uma boa fogueira começava por um amontoado de «giestas», vergônteas de oliveira e amendoeira, e vides bem secas.

«Giesta» < ??? Lat. genesta < genista, s. f. género de plantas ornamentais leguminosas; • vassoura de giesta.

Sendo assim, o mais provável é que tenha sido o nome das uvas a derivar do nome da deusa do vinho, e não a inversa colocando-se então a hipótese de o nome comum desta deusa te sido abreviadamente *Gestina, ou seja, a Sr.ª *Giesta!

De facto:

*Gestina < Geinesta > Lat. genesta / genista

     «Gesta» < geesta ó geista > «giesta»!

O termo «giesta» português seria assim um sobrevivente de uma termo arcaico mediterrânico que seria sobretudo usado para as vides, precisamente por ser usado em conjunto com estas para fazer as utilitárias fogueiras.

Gestin [VIDEIRA] wr. Gestin; ĝešĝeštin; mu-estanho; mu-ti-in "videira, vinho" Akk. karānu; ĝeštinaha [RAISIN] wr. ĝesĝeštin-AH3-a "raisin" Akk. muzīqu; ĝeštinbil [UVA] wr. ĝešĝeštin-bil2 "uma uva" Akk. pillu; ĝeštinguruma [VIDEIRA] wr. ĝešĝeštin-gurum-ma "estoque da videira" Akk. Karan Lani; kippat Karani; tillat Karani; ĝeštinka'a [UVA] wr. Gestin-KA5-a "uma uva" Akk. Karan Selebi; ĝeštinkira [bago] wr. ĝešĝeštin-kir4-ra; ĝešĝeštin-gir2-ra; ĝešĝeštin-kir4; ĝešĝeštin-gir2 "uma baga" Akk. amurdinnu; ĝeštinzug [UVA] wr. ĝešĝeštin-zug2 "uma uva" Akk. pillu[2]

Geshtinana = Gestinana lit, “Sr.ª das uvas” | < Gest- < Ki-ast | Inana

= Vesta + Inana

A prolixidade de termos relativos ao culto da vinha demonstra que esta começou com a cultura neolítica suméria a para da cerveja. A relação do vinho com a inteligência que ele parece dar, quando a tira de facto, deve resultar sobretudo da ilusão inebriante e de língua solta que coloca os semi embriagados que começam a falar pelos cotovelos ou então do complexo saber agrícola e astúcia que o cultivo da vinha pressupunha nas épocas rurais.

En mitología acadia y sumeria, Geshtu-E (también Geshtu, Gestu) fue un dios menor de la inteligencia. La leyenda relatada en el poema Atrahasis, cuenta que fue sacrificado por los dioses superiores y su sangre usada para crear a la humanidad.

Geshtu-E seria literalmente a casa do «gesto» de beber Gestu enquanto sinal superior de inteligência ou processo de acesso aparente ao saber inspirado pela embriagues. Ges-tu seria literalmente o nascido de Ĝeš

Ĝešu, de significado indeterminado < Ges-tu < Geshtu < Ĝeš-utu < Gi-Xu-tu, o deus menino filho e esposo da Deusa Mãe Terra…que possivelmente seria Geshtinana.

Na verdade, dizer-se que Geshtinana era a “deusa da vinha” sendo este papel reservado aos deusas da água doce e do fogo das estâncias termais, em virtude da relação do vinho e das bebida alcoólicas com a aguardente, é já suspeito de estarmos diante duma das facetas de Inana, Nim-me-sar-ra "a Senhora de uma miríade de ofícios" que teria roubado Enki precisamente depois de o ter embebedado com cerveja, seguramente que do próprio Enki uma vez que entre os mesh desses ofícios estaria o do fabrico de bebidas fermentadas que na suméria seria a cerveja, por ser ali mais popular do que o vinho.

Porém, como se viu antes na equação de derivação do nome de Gestinana, tudo apontaria para que se tratasse de um nome construído a partir do nome sumério das uvas nada tempo portanto a ver com o nome de Inana, a não ser por mera e contingente aparência secundária.

Geshtinanna - The sister of Dumuzi the sheperd god, she interprets dreams as one of her mediums, along with being a demigoddess of the grape harvest used in the making of wine, every year she descends into the underworld to replace her brother to allow him to cause the Earth to be fertile again. Gestin = Grape. Geshtu-Bad = Wisdom (to give). Bad = Reveal

Conjugando a semântica do mitema desta deusa com a língua suméria ficamos a saber que afinal a relação entre o mitema bíblico da “árvore do bem e do mal” era correlativo com o mitema da “árvore da vida eterna” ou, se quisermos dizer o mesmo em termos de lógica aristotélica, um caso particular desta. Não valerá a pena explicar a razão pela qual o vinho teria acabado por se ter associado com ritos xamânicos de interpretação de sonhos uma vez que este seria apenas um caso particular das “poções mágicas” do mesmo modo que a videira teria sido apenas uma das muitas “árvores da vida”. De facto o vinho, como qualquer outra bebida alcoólica, destrava as línguas, alegra o coração dos homens e pões os néscios a falar como sábios! Geshtu pode ter sido um termo sumério que adquiriu semântica a partir do nome da deusa mãe do fogo Gesta / Vesta, por forma metafórica elementar na medida em que estas deusas do fogo iluminavam os espíritos despertos quando a noite convidava ao sono e revelavam os sonhos aos adormecidos por poções mágicas!

Siduri (Siduru, Sabatu): Goddess of brewing and of wisdom. Word "alewife", "sabitum", may also mean "woman from the land of Sabum." - the barmaid, the Babylonian equivalent of Hebe, the goddess of divine wine, who is depicted as seated in heaven in the shade of her vineyard - the barmaid, is a manifestation of Ishtar who dwells at the lip of the sea, beyond which is the Land of Life, where Utnapishtim lives. She speaks with Gilgamesh. She wears a veil."

 

Ver: HEBE (***) & DAMUZ (***)

 

De facto, seria improvável a existência de duas “deusas do vinho” em contextos semânticos tão ambíguos como este em que Gestinana se manifesta com «gestos» fonéticos de Inana!

Sendo assim, é legítima a suspeita de que Gestinana não seria mais do que um epíteto de Siduri que seria, por sua vez, uma forma de Inana / Ishtar autonomizada por artifício mítico, fosse para exaltar doutrinariamente Inana dispensando-a de funções que se começavam a perfilhar como subalternas, fosse para a libertar da incongruência de mortes sazonais que lhe eram astrologicamente imprópria uma vez que a lua as manifestava de forma mensal!

Mas terão existido indícios de que esta divindade das uvas e da vinha tenha sido a evolução duma deusa *Gestina que seria apenas uma deusa do fogo e do madeiro de lenha, possivelmente a mesma deusa da “árvore da vida”? Sabemos que existiu uma mitologia específica destas deidades que teve o máximo de representatividade na deusa canaanita Ashera e em cultos arcaicos de Hera. Ashera era seguramente uma deusa aparentada com Istar o que continuaria a fazer desta *Gestina uma deusa do grupo de Istar. Como não existe fumo sem fogo nem crime perfeito a verdade é que vamos encontrar indícios dum arcaico culto de deidades do fogo e do madeiro de lenha precisamente no nome do irmão e seguramente amante desta deusa, Ninguiszida!

Gest-Inana era a deusa da “árvore da vida” e uma mera manifestação de Inana. Gestinanna = Inana irmã gémea de Damuz = Nin-Giszida.

 

 



[1] ĝeš [PENIS] wr. ĝeš3; mu "penis; male" Akk. išaru; zikaru

ĝeš [SIXTY] wr. geš2; mu-uš "sixty"

ĝeš [TREE] wr. ĝeš; mu; u5 "tree; wood; a description of animals" Akk. işu

[2] ĝeštin [VINE] wr. ĝeštin; ĝešĝeštin; mu-tin; mu-ti-in "vine; wine" Akk. karānu

ĝeštinaha [RAISIN] wr. ĝesĝeštin-ah3-a "raisin" Akk. muzīqu

ĝeštinbil [GRAPE] wr. ĝešĝeštin-bil2 "a grape" Akk. pillu

ĝeštinguruma [VINE] wr. ĝešĝeštin-gurum-ma "stock of the vine" Akk. karān lāni; kippat karāni; tillat

ĝeštinka'a [GRAPE] wr. ĝeštin-ka5-a "a grape" Akk. karān šēlebi

ĝeštinkira [BERRY] wr. ĝešĝeštin-kir4-ra; ĝešĝeštin-gir2-ra; ĝešĝeštin-kir4; ĝešĝeštin-gir2 "a berry" Akk. amurdinnu

ĝeštinzug [GRAPE] wr. ĝešĝeštin-zug2 "a grape" Akk. pillu.

DEUSE DA CALDEIA - NINGIZIDA, o deus sumério do vinho, protótipo dos deuses reptilianos de morte e ressurreição solar. por Artur Felisberto

Gishzida (Gizzida, Nin-gishzida): a Tree-God, sometimes viewed as a God of the Dawn, name means "sturdy timber" or "trusty timber". Sumerian god paired with Dumuzi, son of Ninazu, consort of Belili, doorkeeper of Anu. Cult center: Gish-banda, between Lagash and Ur. Symbol: Horned snake.

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Figura 1: Desenho estendido do cálice ritual de Gudea de Lagash.

(Gilgamesh’s ancestor Ningizzida or Ningishzida, was mother and wife of Dumuzi). Seen below is the Libation Cup of King Gudea of Lagash (an ornamental Sumerian ritual cup) ca. 2000 B.C. Sumer, one can view two composite beasts of a type called "lion-birds" who are drawing back the portals of a shrine (sanctuary) to reveal the great Mesopotamian serpent-god Ningishzida in his dual aspect, entwined about an axial rod as a pair of copulating vipers.

If this is the serpent-god then this explains why Dumuzi-absu, Tammuz was called the "child of the abyss."

Dizer que o nome de Ninguiszida significaria madeira robusta e fiel é seguramente confirmar que este deus era um madeiro de lenha sagrada, o tronco da árvore da «vida» eterna de Gestinana ou *Gestina que enquanto esposa deste era também um madeiro de lenha, possivelmente na forma de vides, lenha de fácil combustão como a «giesta», ou seja, Ashera.

Gest-inana ó *Gestina < Giest-ina > «giesta».

«Videira» < «vide» < Lat. vite ó Lat. vita > «vida»!

O mitema da “árvore da vida” eterna tanto andou associado a coisa místicas mas concretas como as matérias-primas da produção de “poções mágicas” como a ritos de “morte e ressureição”!

 

Ver: ASHERA (***)

 

Em todos os mitos de «morte e ressureição» existe um deus mortal que não é senão a morte do sol às mãos da lua numa subtil percepção muito arcaica da responsabilidade da lua no eclipse do sol (?)! A consciência deste fenómeno astral marca o começo da astronomia sem a qual seriam imprevisíveis os ritmos sazonais da agricultura e é por isso mesmo que, duma forma extraordinariamente simbólica, que os mistérios de «morte e ressureição» solar marcam o fim do paleolítico matriarcal e caçador e definem o começo do patriarcado agrícola com o sacrifício cruento do filho de deus feito pela própria mãe/esposa e amante!

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Figura 2: "Gudea, prince of Lagash, is introduced to the god Enki by his personal deity Nin-gishzida, shown with horned serpents (basmu) rising above his shoulders. Detail from Gudea's own cylinder seal, Neo-Sumerian Period."

The above "insights" of these two Professors of Biblical Studies (Skinner and Childs) caused me to investigate the ancient Mesopotamian myths to see if I could "find" the Mesopotamian "prototype" to Eden's serpent. The surprise? I found _several_ Mesopotamian "prototypes" which apparently had been fused together, transformed and recast into Eden's Serpent. They are the Sumerian deities Enki (Akkadian Ea), An (Akkadian Anu), Dumuzi (biblical Tammuz) and Ningishzida (also rendered Gizzida). -- Pictures of the Serpent  or Snake who WALKED and TALKED in the Garden of Eden, Walter Reinhold Warttig Mattfeld y de la Torre, M. A. Ed.

Horned serpent: Akkadian basmu, mythical monster created in the sea, 60 leagues long with multiple mouths and tongues. Symbol of Ningishzida.

                                                            > «Quiasma».

Basmu < Wash-amu < *Kiash-m(u) > Thiamashu > Dâmaso > Damuz.

                                                                                     > Tiamatu > Tiamat.

Supõe-se que as duas serpentes do caduceu hermético, em mística copulação, seriam Nin-Giszida e sua esposa Belili. No entanto, Giszida era sobretudo o deus da árvore da vida de que Inana teria sido a serpente.

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Figura 3: Nin-Giszida e o culto da águia bicéfala bizantina![1]

Por outro lado, sendo Giszida deus pessoal de Gudeia é bem possível que entre os dois houvesse também uma relação nominativa. Gu-deia, aparentado com o nome catalão Gaudí, é com grande clareza fonética o deus Gu que veio a ser o famoso deus dos cursos de água da península ibérica. Giszida seria possivelmente o diminutivo deste mesmo deus *Gu-zitu, o “deus menino” cuja variante pascal seria Tamuz. Então, quase que seguramente que não erramos se postularmos que existiu uma evolução linguística e teológica do nome do filho da “deusa mãe” que primeiro foi Anu, literalmente e apenas o Nosso Senhor, metaforicamente também o que é e está no céu, depois começou a chamar-se Enki, o filho e Senhor de Ki, a deusa mãe Terra, e por fim *Gu-zitu, o “deus menino” das festas dos rapazes do solstício de inverno, e Tamuz < Damuz ou *Atam(i)nus, o Damo da Dama, Amo e Senhor da Deusa Mãe!

Outra hipótese, bem mais plausível, seria que se trata das cobras primordiais Lakhmu & Lakhamu.

 

Ver: GEMIOS / LAKHMU & LAKHAMU (***)

Nin-A(n)zu = Nin + | Anzu < An + Chu |.

Nin-Giszida = Nin + | < Gu-Zu-the ó Giast-itha

< *Kiash-tita < *Kiash-Kiku > *Kiash-ash <= Ki-ZuZu

Já sabemos que *Kiash se refere à Deusa Mãe do fogo telúrico que viria a ser Vesta. «Zita», que ainda hoje é nome de gente do sexo feminino, derivaria de Ki-tu, lit. “filha da deusa mãe terra” ou seja, Inana. O nome de Giszida derivaria então duma redundância, com conotação de pluralidade, *Ki-ash-ash pelo que, muito provavelmente, foi um nome composto a partir duma deturpação metafórica do mitema deste deus que seria primitivamente um deus das vides.

Zid, zi = right (hand); good; firm; true; legitimate; legitimacy, sanction; faith, confidence.

Claro que as vides são relativamente alongadas mas nem tão direitas e firmes quanto isso pelo que se presume que entretanto o “madeiro sagrado” se tenha transformado num tronco de árvore talvez de cedro ou de palmeira!

Foneticamente Guiszida soa a nome de um deus do fogo, “cozido e guisado no caldeirão, como o João Ratão”. A história da carochinha não é afinal tão inócua de sentido como se tem pensado já que parece encobrir uma reminiscência antiga dos cultos pascoais de Damuz onde sugestivamente a carochinha seria em simultâneo Ishtar e o deus Kefer, o escaravelho de transporte solar egípcio. A verdade é que o «rato» não tem etimologia conhecida em português.

«Guisar» < «guisa» (= preparar, cozinhar com refogado) < Germ. wisa, = (maneira) < Wisha < *Kiash.

«Rato», lit “nascido ou filho de Ra < Urash, deus sumério de morte e ressureição, seguramente o mesmo que Damuz e Ningiszida. Como Urano foi Enki, este filho de Ra não seria senão Escur, irmão de Inana!

Ora, um dos factos mais espantosos que podem ser revelados por esta forma de análise comparada da mitologia antiga é a possibilidade de Jesus Cristo corresponder à evolução da mística do sacrifício do “filho de deus” que teria dado o seu “corpo e sangue” para a salvação da humanidade num rito de morte e ressurreição pascal!

De facto, a partir da analise comparada dos nome de Nin-Giszida e sua irmã gémea Geshtinanna chegamos à conclusão de que o núcleo semântico e étmico que unia os dois irmãos era Gu-Chu < *Kiash > Gest, correspondente à deusa micénica Potinija e ao egípcio Ptah, os «diachos» do «fogo vital» nas epifanias da «sarça ardente» e na fácil combustão das «giestas» nas queimada das trovoadas da primavera mediterrânea.

Gi-Chu < *Kiashu > Gestu > «Giesta»!

Ora, nem de propósito, o deus sumério que sacrificou o seu «corpo e sangue» com que os deuses da criação, Enki/Khneum e Ptah, deram vida ao barro amassado com que foi criado o corpo e a alma do homem era, nem mais nem menos Geshtu, seguramente o esposo da Giesta.

Geshtu-E - A god of intelligence who, at the creation of man, gave his blood and flesh as a starter for the seed of Mankind.

«Em política o que parece é»!

Que a religião é o substrato doutrinário da política antiga já só os ingénuos o não admitem pelo que, em conclusão, Jesus Cristo já era virtualmente possível no tempo dos sumérios correspondendo assim a uma realidade misteriosamente mística que já vinha do princípio dos tempos.

 

Ver: DIONÍSIO E A VINHA (***)



[1]

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A partir do séc. XIV a águia bicéfala dourada sobre o fundo vermelho tornou-se o símbolo do Império Bizantino em que a cor vermelha (púrpura) era a cor imperial (cesariana) rigorosamente regulamentada e a cora dourada era o símbolo da eternidade.

No séc. XV depois do casamento do Grande Príncipe de Moscovo, Ivan III com a sobrinha do último Imperador bizantino Sofia Paleologa a águia bicéfala afirmou-se na Rússia como o escudo do Estado.