domingo, 22 de setembro de 2013

SINOPS DA MITOLOGIA EGÍPSIA, por Artur Felisberto.

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Figura 1: “As Almas de Ra e Osíris encontram-se em Busiris”.

Africa is the cradle of our humanity. The civilization which blossomed at the crown of Africa is the prototype of all humanity's struggles to be civilized. The nation that once flourished along the Nile River was named "Egypt" only after her actual civilization had been destroyed. There is still much debate over exactly how and why Egypt went from being the land of "The Children of the Sun," to "Egypt," which is the misspelling of a mispronunciation of Hikuptah,) the native name of a Temple of Ptah. [1]

O historiador egípcio Manetho referiu Memphis como sendo Hi-Ku-P'tah (“Lugar do Ka de Ptah”), nome que ele soletrou em grego como Aί γυ πτoς (Ai-gy-ptos), nos dando o Aegyptvs latino e o Egito moderno. O termo copta também é considerado etimologicamente derivado deste nome a partir do radical K(a)u-P'tah / Cópta. Assim, e quase seguro que desde os tempos antigos até aos de Maneto alguém se enganou a copier os textos anteriores e onde estava o ka de Ptá colocou o Ku do deus.

K(a)u-P'tah, Kauphta > Cópta

«Egipto» < Lat. Aegyptus < Grec. Aígyptos < Hikuptah

< Kiki-Ptah, lit. “dupla-terra de Ptah”

< H.(wt)k3pth < 8wtk3pt8???

That was from, via Coptic, the Greek name for Egypt, Aigyptos, which was probably derived from an Egyptian name for Memphis, H.wtk3pth (8wtk3pt8), the "House of the Soul [K3] of Ptah." Ptah was the patron god of Memphis.

Não será fácil ir de Hikuptah ao Egipto mas, se fossemos forçados a tanto é difícil saber se lá chegaríamos, tendo que prosseguir por caminhos étmicos que passam por vias de nomes tão inefáveis quão inelegíveis como H.wtk3pth ou 8wtk3pt8 (???)!

No entanto, uma tradução literal do nome do Egipto deste tipo, com todos os riscos inerentes às traduções literais de nomes próprios sobretudo a partir de línguas mortas cuja fonologia ainda desconhecemos em grande parte, é mesmo assim impressionante, porque, já antes de encontrar estas informações seríamos tentados a colocar idêntica hipótese mas apenas com base no pressuposto intuitivo de que o nome do Egipto teria estado escrito em Acádico, antes de chegar pelos fenícios aos gregos, que haviam esquecido todo o saber dos cretenses, e seria uma homenagem aos deuses mais arcaicos e omnipresentes na iconografia ortográfica do Egipto antiga que são as cobras da Deusa Mãe. Então,

Aί γυ πτoς < A-E-*Ky-Phit < *Ki-Phi-at > Kauphit => «ofídeo», Lit. “Aí (é o templo) da cobra (d´ água)”!

Pelo menos salva-se a ideia de o Egipto ser um templo de cobras, no fonema sumério E, e na evidência da multiplicidade de cobras e simbolos de cobras adorados peloas Egipsios.

In the Indian Epic, "Puru (< Phuru < Kur-u) had by his wife Paushti (< Phaushki < Kaushka < *Ki-Ash-Ki > Ishat) three sons: Pra-Vira (Puru II), Ishwara and Raudr-ashwa, whom were mighty charioteers. Then Pra-Vira (Sumerian Sargon) had by his wife Acchura Seni (< Haka-Kura < Ishkura > Ishtar, => Sumerian Ash-nar, Ash-lal, The Lady Ash) a son named Manasyu (< *Min Ashi < Ama-An-Shu) of the line of the Prabhu [< "Pharaoh"), the royal eye of Gopta [Kopt or Egypt, Aigyptos, ancient Egyptian Gebt or Gabt, cognate with the Greek Kopt-os or Copt]. Pra-Vira bears the title of Vira which equates to his Pir title in the Old Isin Sumerian king list. [2]

Geb, o deus da terra > *Geb-at lit, «a esposa de Geb» > Gabt

< Ga-Wit < Kaphita > *Ki-Phi-at > Kauphit > «ofídeo».

A relação dos deuses das cobras com a terra foi iniludível. Sendo o Egipto a mais prolixa das mais antigas e arcaicas civilizações do mundo de estranhar seria que os nomes que a ela se referem não tivessem sido controladas por si própria, razão pela qual não pode espantar que o Egipto e o Copta tenham a mesma raiz étmica e tanto pelo conceito primário da Terra Mãe como do culto das cobras que precocemente com ela veio a enlear.

 

Ver: PTAH (***)

 

Egypt ("The Black Land") - Kemet (km.t, fem.)

Egypt ("The Two Lands") - tawey (tA.wy, masc.)

Seria inusitado que um nome de baptismo fosse atribuido pela própria entidade nomeada. Geralmente são os outros que nos nomeiam sempre que necessitam de nos interpelar e é sabido o quanto os Egipcios defendiam a filosofia política do “orgolhosamente sós” mas, no caso destes com alguma propriedade, dado a sua espantosa e criativida longevidade! Quer dizer que não fere a inteligência saber que o ocidente greco-romano quando deu pelo Egipto se portou delicadamente tendo inquirido pelo seu nome junto dos seus vizinhos. Ora, também nada obsta a que um povo possa ter mais do que um nome pois não seria nisso que seria menos do que uma qualquer outra pessoa juridica. Os franceses são galos, os portugueseslusos ou lusitanos e os ingleses britânicos, etc. Assim sendo, os vizinhos do Egipto não iriam ensinar aos greco-latinos o nome que os egípcios davam a si mesmos de forma que nem sequer pode ser considerada presunçosa pois qualquer povo chama a sua pátria de “terra amada”, ou mais corectamente, “terra Mãe”. Porém, Ta-mari seria “terra amada” apenas paras os Egípsios que ja se tinham esquecido da etimologia do nome pois que Ta-mari ou teria um significado mais prosaico tal como “pantano, terras baixas, praia” com a conotação de “terra-mar” ou seria epenas evolução dos priemiros colonizadores neolíticos deste fértil vale, os Ki-mar-ish!

Marea and Mareôta, ae, f., a lake and city of Lower Egypt, not far from Alexandria (called in Gr. Marea.)

Meri < Maru < Ma Urash, a mãe que recebe o sol-posto no seu seio = variante maternal de Isis enquanto deusa do mar.

The Greeks and Romans who were the nation's destroyers gave us this name for her as well as their own view of what she had been. Just as we know Egypt by a name that she did not give herself, we are each seeing her from our own point of view. The ancient Egyptians saw themselves as "The Children of the Sun," and the nation was often referred to as Ta Meri, meaning both "Land of Love" and "Beloved Land." Ta Khemmt, the riverbanks and rich fields of the Delta, was "The Black Land," and from this name, we derive the modern term "chemistry." Ta Deshert, "The Red Land," was the name for the sandstone desolation that surrounded them, a region called "desert" to this day. [3]

E bom de ver que Ta Meri > «Tamar» deveria ser entendido na Fenícia pois o rancho de Tamar da cidade portuguessa da Nazaré faz homenagem a um toponímico que foi seguramente herança fenícia como o povo e o nome desta cidade[4]!

«Química» < Lat. chimia < Gr. chymia ou chemeía < Ar. kimiya, pedra filosofal < Egíp. Kemi ou Kimi > Copt. Kemi, negro.

                                        < Khemmt < Kima-mut < *Kime + mut < Ki-ama, lit. «Terra Mãe».

Por sua vez, não deixa de ser surpreendente que o nome do deserto se revele um termo de fácil edentificação na cultura mediterânica sobreviente na latinidade.

«Deserto» < Deshert < Dis-Ker-et < Deus *Kertu ou deusa mãe Taveret dos mortos e da desolação. *Kertu seria a forma cretense de Korê, e por isso mesmo, a Europa, enquanto outra Korê, seria uma mera variante destas a acrescentar a Atena / Afrodite / Proserpina e esposa de Dis Pater, ou seja, do deus dos infernos.

A relação desta deusa com o vermelho pode ser encontrada no facto de os infernos serem sempre vermelhos!

 

Ver: MIRTILO (***)

 

Sendo então uma expressão comum não seria propriamente um toponímico mas uma expressão que os Egípcios usavam dentro de casa, com carinhoso e patriótico afecto, facto tanto mais natural quanto é sabido o quanto este povo era vaidoso da sua originalidade cultural. A expressão “Filhos do sol” seria ainda mais presunçosa senão mesmo agressiva para um estrangeiro! Assim sendo, restava a alternativa dum nome que seria quase uma alcunha deste povo mas que, apesar de tudo deveria ser consensualmente aceite, pelo menos na vizinhança, tanto mais que não estava fora do que era habitual em toponímias da época. Correspondia ao culto mais comum deste povo, que aliás nem era característica única deste, já que o culto da cobra que transparece neste nome era comum ao corredor Sírio.

"At a period approximately 3,400 years before Christ, a great change took place in Egypt, and the country passed rapidly from a state of Neolithic culture with a complex tribal character to [one of] will-organized monarchy... "At the same time the art of writing appears, monumental architecture and the arts and crafts develop to an astonishing degree, and all the evidence points to the existence of a luxurious civilization. All this was achieved within a comparatively short period of time, for there appears to be little or no background to these fundamental developments in writing and architecture." - Walter B. Emery, Archaic Egypt

É no Egipto que os cultos fálicos, da mais antiga tradição mágico-religiosa, de que os obeliscos eram a mais refinada das sublimações estéticas, se mantiveram, ocultos na simbologia dos deuses serpentes e no culto do sol. Esta relação entre os cultos matriarcais e as serpentes corresponde sem dúvida a uma herança das culturas megalíticas mediterrânicas de que as ilhas do mar Egeu, centradas em Creta, eram a principal expressão civilizacional, no começo da história. Se de facto a civilização Egípcia não começou em Creta muito a esta ilha ficou a dever restando apenas excluir que se não venha a provar que foi do Egipto que a civilização se espalhou pelo mediterrânico. Como é óbvio, embora o sentido comum da história apontasse para que a civilização das ilhas mediterrânicas tivesse saído do Egipto, parece até agora que os dados arqueológicos apontam no sentido da evolução anterior autónoma destas civilizações insulares (particularmente no caso das ilhas de Malta).

Esta origem parece ser portanto anterior ao início da história e pode corresponder à mundialização da estranha cultura megalítica que teve particular expressão e desenvolvimento na Europa neolítica supostamente já muito depois do início da civilização Egípcia! Obviamente que nada obsta a que este fenómeno do megalitismo europeu tenha surgido de forma tardia em relação à cultura Egípcia como uma forma tardia de transferência cultural pois, na pré-história, o que os meios técnicos não permitiam conseguia-o a persistência no tempo da lentidão do desenvolvimento. Que existiu uma lenta e continua progressão em mancha de óleo da cultura neolítica pelo mundo, pudemos confirma-lo com alguns marcadores semânticos. Assim, é quase seguro que o megalitismo significou uma forma particular de civilização centrada na explosão súbita dum culto de morte e ressurreição solar de tipo fálico em que as antas eram templos na forma de grutas artificiais dedicados à vagina da deusa mãe e os menhires falos gigantes representando o seu filho primogénito Min-Kaur ou Minotauro! E do Minotauro terá derivvado o nome do primeiro rei e da primeira cidade do Egipto.

O nome egípcio Antigo de Mênfis era Ineb Hedj (literalmente “Brancas Paredes”) por causa de suas majestosas fortificações e canais. O nome "Memphis" (Μέμφις) é suspostamente a corruptela grega do nome egípcio da pirâmide de Pepi I (6ª dinastia), Men-nefer que se teria tornado no Menfe em cópta. No entanto, mais uma vez, chamar parvos ou duros de ouvido aos gregos que invadiram o Egipto é lógica um pouco terrorista. Na verdade, teria sido do copta Menfe que os gregos retiram o nome e não o inverso.

Menfe < Men-phi, litralmente a “terra de Men-es, o seu fundador. Segundo a fonte histórica da lista de Maneto, no seu livro sobre a história do Egipto, o fundador da primeira dinastia é Menés.

 

Ver: MINOTAURO (***) & FAMOIROS (***)

 

ETIÓPIA

De qualquer modo, do Egipto à Etiópia encontramos nome de terras que terão tido a mesmo origem, provavelmente eteocretense.

Dans la mythologie grecque, on appelle le plus souvent Éthiopiens les peuples noirs d'Afrique au sud de l'Égypte.

Pliny the Elder described Adulis, which port he said was the Ethiopians' principal trading town. He also stated that the term "Ethiopia" was derived from an individual named Aethiops, said to be the son of Hephaestus (aka Vulcan). This etymology was followed by all authorities, until around 1600, when Jacob Salianus in Tome I of his Annales first proposed an alternate hypothesis deriving it from the Greek words aitho "I burn" and ops "face".

Ce nom signifie «visage brûlé» (Αἰθιοπία / Aithiopía, de αἴθω / aíthô «brûler» et ὤψ / ốps, «visage») et fait référence à la légende de Phaéton, né de l'union d'Hélios et de Clymène, épouse de Mérops, roi des Éthiopiens. Dans sa folle course à travers le ciel sur le char de son père, il s'approcha trop près du sol de la Terre. Les populations qui vivaient dans ces régions près du royaume d'Océan Ὠκεανός / Ôkeanós, furent alors brûlées et marquées ainsi que leur descendance, ce qui expliquait leur teint foncé, et la Libye transformée en désert.

Les Éthiopiens apparaissent dès les plus anciens textes mythologiques grecs, ils figurent en effet aussi bien dans l’Iliade que dans l’Odyssée. Ils apparaissent alors comme un peuple éloigné, aux limites du monde, près de l'Océan, un peuple sans reproche chez qui les dieux - Zeus et les autres dieux dans l’Iliade, Poséidon dans l’Odyssée - vont banqueter, se trouvant alors momentanément coupés des autres mortels.

«On soutient que les Éthiopiens sont les premiers de tous les hommes, et que les preuves en sont évidentes. D'abord, tout le monde étant à peu près d'accord qu'ils ne sont pas venus de l'étranger, et qu'ils sont nés dans le pays même, on peut, à juste titre, les appeler Autochtones; ensuite il paraît manifeste pour tous que les hommes qui habitent le Midi sont probablement sortis les premiers du sein de la terre. Car la chaleur du soleil séchant la terre humide et la rendant propre à la génération des animaux, il est vraisemblable que la région la plus voisine du soleil a été la première peuplée d'êtres vivants. On prétend aussi que les Éthiopiens ont les premiers enseigné aux hommes à vénérer les dieux, à leur offrir des sacrifices, à faire des pompes, des solennités sacrées et d'autres cérémonies, par lesquelles les hommes pratiquent le culte divin. Aussi sont-ils partout célèbres pour leur piété ; et leurs sacrifices paraissent être les plus agréables à la divinité. —  Diodore de Sicile, Bibliothèque historique, III, 2.

«Ils disent, en outre, que la plupart des coutumes égyptiennes sont d'origine éthiopienne, en tant que les colonies conservent les traditions de la métropole; que le respect pour les rois, considérés comme des dieux, le rite des funérailles et beaucoup d'autres usages, sont des institutions éthiopiennes ; enfin, que les types de la sculpture et les caractères de l'écriture sont également empruntés aux Éthiopiens. Les Égyptiens ont en effet deux sortes d'écritures particulières, l'une, appelée vulgaire, qui est apprise par tout le monde ; l'autre, appelée sacrée, connue des prêtres seuls, et qui leur est enseignée de père en fils, parmi les choses secrètes. Or, les Éthiopiens font indifféremment usage de l'une et de l'autre écriture.» — Diodore de Sicile, Bibliothèque historique, III, 3

«Etiópia» < E-thiopia < Aethiops > Copt. Ītyōṗṗyā

A Etiópia seria, como o Egipto, apenas a “antiga (ou templo da deusa) cobra” Tia-mat, de que se teriam gerado todas as coisas.

Notar que a etimologia fantasiosa de que a Etiópia deve o nome ao mito de Faetonte por analogia com os termos gregos αἴθω / aíthô «queimar» et ὤψ / ốps, «face», e uma fantasia barroca sem credibilidade mítica mas que ficou como plausível até hoje. Por outro lado, notar que em Plínio, Aethiops, seria filho de Hephaestus, o que já faz algum sentido etimológico.

Aethiops < E-Ti- | ops < ophis < Kaukis ó Keka-es- | tus > Hephaestus.

A etimologia da Etiópia seria assim paralela ao de Antioquia < Antakya, túmulo da cobra (kaukia) da terra mãe. Os cristão não colocaram ali o Túmulo da Bem-aventurada Virgem Maria mas foram coloca-lo logo ali ao lado, em Éfeso, no templo de Artemisa!

 

EGIPTO, TERRA DE DEUSES.

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RA

No Egipto, a evolução da importância histórica do deus supremo e «criador» foi mais ou menos a que se segue:

Atum/Ptah => RA => Amon

Como noutros impérios antigos, o deus supremo moldava o seu nome conforme o deus do reino vitorioso. No entanto, ao contrário de outros impérios avassaladores, o centralismo político no Egipto permaneceu sempre de carácter mais político do que cultural ao ponto de os faraós se continuarem a considerar os soberanos de “Duas Casas” e os reis de “Dois Egipto” tanto mais que a origem étnica das dinastias era, ora do alto, ora do baixo Egipto. A unidade cultural egípcia que, apesar de tudo, sempre existiu e perdurou de forma secular por mais de 4 mil anos, resultou em parte duma estratégia cultural baseada numa grande tolerância e capacidade de aceitação das diferenças acessórias em prol da permanência e defesa intransigente dos aspectos da pureza doutrinária considerados essenciais.

Assim sendo, natural será que sejam as algumas das seguintes características básicas da mitologia egípcia:

1-   É fortemente compósita, sendo frequentes as tríades divinas.

2-   A pluralidade divina resulta sobretudo das vicissitudes da política local.

3-   Existiram apesar de tudo tentativas de uniformização que não tiveram grande sucesso para além da ordenação por famílias trinitárias pelo que manifesta evidentes sinais de ter estado fortemente sujeita a múltiplas manipulações teológicas.

4-   Altamente defensiva, conservadora, e aglutinante.

5-   Os seus aspectos mais conservadores e arcaicos manifestam-se no seu frequente zoomorfismo, particularmente na forma da cobra solar alada e do boi Apis.

6-   Em contrate com este evidente arcaísmo politeísta, herdado da arcaica época do predomínio da caça (e a que se dava pouco valor especulativo), manifestava um dos aspectos mais revolucionários e actuais centrando-se os seus esforços teológicos nos cultos de fertilidade agrícola nas suas variantes diurnas dos cultos solares e nas forma nocturna dos cultos dos mortos, centrados na mumificação e nos mistérios de morte e ressureição de Osíris.

7-   São frequentes os deuses compósitos tais como: Amon-Rá. Ra-Horus. Apis/Ptah, etc.

8-   São óbvias as analogias formais de tríades de deuses compósitos tais como:

1º – Tríade dos «deuses Ofídios»: Ptah º Toth º Nef.

2º – Tríade dos «deuses dos Mortos»: Socar º Ptah º Osiris.

3º – Tríade dos «deuses Falcões»: Ra º Horus º Socar.

Qualquer raciocínio elementar permite concluir que todos estes nomes de deuses podem corresponder ao mesmo deus ou ao conceito de um deus original, fonética e doutrinariamente comum. Dito de outro modo, estas tríades correspondem a tês estratos de manipulação teológica (para uniformização doutrinária e pacificadora) de que os deuses afídeos são a sobrevivência mais arcaica do período primitivo da Deusa mãe.

Estas três tríadas poderiam corresponder a estruturas da trifuncionalidade Dumezeliana se esta não passasse duma virtualidade lapaliciana de funcionalidade meramente teórica e de veracidade prática pouco sustentável. Mesmo assim, a tríade dos deuses «Falcões solares» poderia corresponder à função da chefia guerreira, a tríade dos «deuses Ofídios», à função mágico-religiosa, e tríade dos «deuses dos cultos dos mortos», até por serem os mais populares, corresponderiam à função do povo.

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Figura 3: Maat.

De facto, ao lado de deuses animistas antiquíssimos apareceram deuses de tipo abstracto, tal como foi Maat, de pendor monoteísta, como Amom e artificialmente modernos, qual Aton.

Na verdade, a manipulação teológica egípcia tinha-se especializado na teogonia que é provável que este último tenha sido uma mera variante encomendada de propósito por Akineton para destronar o poderio dos sacerdotes de Amon numa das primeiras manifestações da história de rebeldia política do poder temporal contra o papado de Tebas. De todos os deuses supremos das terras do Nilo o mais tipicamente Egípcio, pelo menos foneticamente, é Ra/e. Não é fácil descortinar, nem de propor uma origem étmica segura para este deus!

Que de Ra veio «raio» < ra ti um, lit. «Ra é o deus», dos raios solares > é obvio! Re é o étimo latino da repitição circular, da revolução renovadora de tudo que que regularmente se repete como o movimento quaotidiano do Sol / Rá.

De Re se diz que disse: «Eu sou Khepri, o escaravelho sagrado, de manhã, Re ao meio-dia e Atum à tarde» para passar a ser Osíris, o sol morto, à noite. Uma das variantes do seu nome era Ra-Harachete, o deus-Sol adorado em On, cujo símbolo era o obelisco. Esta variante apenas nos dá pistas sobre a relação de Rá com Horus como adiante se verá a respeito do comportamento leonino dum Horus solar enquanto vingador da morte de seu pai, Osíris, e herói de aventuras lendárias como as de Hércules.

Figura 4: Horus-Ra.

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Sumer. Urash < lit. «filho do guerreiro». Este guerreiro seria o Sol e teria surgido do inverso de Kar > *Rak > Urash?

Eis uma via étmica pouco provável porque Urash já era conhecido como deus do solstício pascoal na suméria. Horus era no antigo deus Egipto apenas Hor < Kor, nome de um deus grego primitivo relacionado com a iniciação dos «cauretas» < *Kaur < Kur, o deus do fogo dos infernos sumério > *Kar.

Ou seria o Nilo, acabando este nome por se revelar uma das poucas provas étmicas da existência, desconhecido de Heródoto, de Urano (= An-Ur > Anyro > Niro > Nilo) no Egipto? Só uma prova circunstancial nos poderia livrar da indefinição de tanta hipótese. Quanto a mim, existem pelo menos duas, uma das quais bastante substancial, o que nos deixa na suspeita duma geração ao contrário de Crono para Urano! De facto:

But it must never be forgotten that the vocalizations thus provided are purely artificial makeshifts and bear little or no relation, so far as the vowels are concerned, to the unknown original pronunciations as heard and spoken by the Egyptians themselves. [p. 28]

Some words, of course, can be restored. For an example, one of the names of Amenhotep III was Nbm39tr9 (a tongue-twister if there ever was one), meaning "Rê is the Lord of Truth." But we have the whole name in Akkadian from the Amarna archive: Nimmuarîa or Nibmuarîa. (...) Egyptian may seem more guttural than the reader expects, but that is characteristic of the group of languages to which Egyptian belongs. Only Arabic still preserves all the sounds, but even Hebrew still writes them in the traditional spelling.

The last part of Amenhotep III's name is the name of the sun god, R9. R9 itself we know from Coptic as . This comes out in Akkadian as Rîa. Thus the central vowel is a long "i." It is the general impression that long "e's" in Coptic come from long "i's" in Egyptian. The Akkadian version doesn't show us the 'ayn, but it does throw in an extra "a." Such an "a," however, is a familiar phenomenon from Hebrew and Arabic. Guttural consonants are hard to pronounce at the end of words. The word "Messiah" in Hebrew is actually written as though it were pronounced shîcha, but this is a convention to indicate that it is really pronounced Mâshîach, with the "a" inserted to ease the transition from the long "i" to the "ch."

No such writings occur in Arabic, but in spoken Arabic it is clear that a transitional "a" is frequently inserted in words like rûh., "spirit," or the imperative verb "go!" That comes out as rûah..

 

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Egyptian certainly did the same thing. Rî9 would have been difficult enough to pronounce that it became Rîa9 in speech, which is what got picked up in the Akkadian transcription. The accompanying diagram shows the difference between an ideographic and a phonetic writing for r9. Note that the difference between the word rî9 meaning "sun" and Rî9 meaning the "sun god" is the generic determinative for "god."

Urash > Rûah > Ruha > > Rha > Ra[5].

Tratando-se de uma evolução em língua lusa poderia imaginar-se que seria:

Urash = *Urax > *rauz > *raz > !

Quanto a Ruha, que é o deus da criação nos textos mandaitas, é a prova decisiva. Ou seja, o deus criador do homem foi Ruha > Ra e Phtail > El Phta. Assim, os mandaenos remanescentes da actualidade se não comprovam a adoração de Pan comprovam o seu homónomo étmico Ptha. A adoração do carneiro transparece no facto de o animal que antecedeu a criação do homem balir como uma ovelha. Quanto ao deus Mendes de Heródoto, pelo menos está presente no nome deste povo que deixa assim de ser fantasma e salva a veracidade do pai da história. Do símbolo da roda solar veio o nome da «rota» < Lat. rota < raut < ruat < Rûah!

“According to the Egyptian account of creation, only the ocean existed at first. Then Ra, the sun, came out of an egg (a flower, in some versions) that appeared on the surface of the water. Ra brought forth four children, the gods Shu and Geb and the goddesses Tefnut and Nut. Shu and Tefnut became the atmosphere. They stood on Geb, who became the earth, and raised up Nut, who became the sky. Ra ruled over all. Geb and Nut later had two sons, Set and Osiris, and two daughters, Isis and Nephthys. Osiris succeeded Ra as king of the earth, helped by Isis, his sister-wife. Set, however, hated his brother and killed him. Isis then embalmed her husband's body with the help of the god Anubis, who thus became the god of embalming. The powerful charms of Isis resurrected Osiris, who became king of the netherworld, the land of the dead. Horus, who was the son of Osiris and Isis, later defeated Set in a great battle and became king of the earth.”

Figurativamente faz parte do grupo dos «deuses-Falcão».

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Figura 5: Rá, o deus falcão ou Horus!

“Ra was the god of the sun during dynastic Egypt; the name is thought to have meant "creative power", and as a proper name "Creator", similar to English Christian usage of the term "Creator" to signify the "almighty God."

Very early in Egyptian history Ra was identified with Horus, who as a hawk or falon-god represented the loftiness of the skies.”

Na verdade, “Ra is represented either as a hawk-headed man or as a hawk.”

 

GENEALOGIA DOS DEUSES EGÍPSIOS por RA (Menfítico)

1º geração =>

RA

< (Atu > Aton > Atum > Aten)

2º geração =>

Chu + Tefnut

Ptah + Sekhmet

3º geração =>

Nut + Geb

 

4º geração =>

Osiris + Isis

Nephthys + Set

Neith

5º geração =>

Horus

Anubis

Sobek

6º geração =>

Horus => Amset + Hapi + Duamutef + Qebhsenuef

 

GENEALOGIA DOS DEUSES DA TRIADE DE MEMPHIS

1º ger. =>

Ptah + Sekhmet

2º ger. =>

Nefertem (= Nefer-Atum)

“In order to travel through the waters of Heaven and the Underworld, Ra was depicted as traveling in a boat”.

Mas, quem era suposto fazer o memo era o deus Atum, também solar,

Uto + Anu > Utuano > Auton < Aton < Atum > Aten!

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Figura 6: Ra na barca solar.

“In later periods (about Dynasty 18 on) Osiris and Isis superceded him in popularity, but he remained Ra netjer-aa neb-pet ("Ra, the great God, Lord of Heaven") whether worshiped in his own right or, in later times, as one aspect of the Lord of the Universe, Amen-Ra.[6]

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Figura 7: Hórus.

Das afirmações anteriores acerca de Ra desatasca-se:

“During dynastic Egypt Ra's cult center was Annu (Hebrew "On", Greek "Heliopolis", modern-day "Cairo")”.

Annu é uma óbvia homofonia do deus do céu sumério An/Anu resultante de importação missionária neolítica por via cretense ou de colonização semita durante as emigrações dos Hicsos. Que de An se tenha chegado ao Hebreu On só reforça a ideia de que foi deste antiquíssimo nome de Deus que derivou o OM, o som mais sagrado dos Hidus, semente de todas as mantras (< Ama + An + Kaur) ou orações.

Mas, que o nome desta cidade seja hoge Cairo< Kauro levanta a suspeita de que o verdadeiro nome da cidade (ou do seu deus principal) tenha sido Kauran. O facto de serem vários os epónimos de Hórus que podem ser considerados como origem do nome do Deus grego Hércules só prova que todos eles tiveram a mesma origem.

A aparente origem compósita pode ser mesmo aparencia resultado de deficiente tradução da época vitoriana como a investigação moderna parece admitir.

 

Ver: HORUS O HERCULES DO EGIPTO

 

GENEALOGIA DOS DEUSES EGÍPSIOS por Amom (Tebano)

1º ger. =>

Thoth + Maat

2º ger. =>

Amom + Amenet

Heq + Heqet

Nun + Naunet

Kau + Kauket

3º ger. =>

Khons

 

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Figura 8: Triade tebana, Khonsu, Mut e Amon.

Mut (Golden Dawn, Auramooth) -The wife of Amen in Theban tradition; the word mut in Egyptian means "mother", and she was the mother of Khonsu, the moon god, seems to have been the Egyptian equivalent of the "Great Mother" archetype. The Ogdoad was a group of eight deities whom the priest at Hermopolis Magna, the principal cult of Thoth, associated with the creation myth. The Ogdoad comprised of four frog-gods and four snake-goddesses, paired and symbolizing aspects of the chaos before creation.

 

             

clip_image018[4]

These eight deities brought into being the original Primeval Mound on which the egg of the sun-god was placed.

AMON

Esta etimologia teológica é seguramente muito mais obscura ainda que a que veio de Menfis. No entanto é inevitavel não ouvir no nome de Amom ressonâncias sumérias. Amom < Amen > Anen < Anan, óbvia redundância enfática do nome do deus do céu sumério, An ou um plural magestático do tipo do nome do deus judeu Eloim e que seria um tique da escola tebaica visto ser recorrente nos deuses que se seguem:

Heq/Heqet < Kiki-at do deus sumério da terra;

Nun (Anun < Anan)/Naunet < Anu/Inanna/Annet;

Kau®/Kauket < Kaur.

clip_image019[4] = AMON < Amen, Amun, Ammon, Amoun < *Ama Anu, lit. “o senhor (macho dominande) da (Deus) Mãe”!

“Amen was self-created, according to later traditions; according to the older Theban traditions, Amen was created by Thoth as one of the eight primordial deities of creation (Amen, Amenet, Heq, Heqet, Nun, Naunet, Kau, Kauket).

Symbols: ram, goose, bull. Cult Center: Thebes, Hermopolis.

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Khons (Chons) - The third member (with his parents Amen and Mut) of the great triad of Thebes. Khons was the god of the moon. The best-known story about him tells of him playing the ancient game senet ("passage") against Thoth, and wagering a portion of his light. Thoth won, and because of losing some of his light, Khons cannot show his whole glory for the entire month, but must wax and wane.[7]

Khons (< Chons) > Cron.

O ser este deus egípsio lunar torna-o de facto num deus infernal e, por isso, numa nítida epifania étmica do deus grego Crono e do Centauro Quiron que com eles terá a mesma etimologia a partir da Kaur.

O jogo senet = «passagem» estaria relacionado com os ritos de passagem a que Quiron também estava ligado na Grécia clássica.

 



[1] WALK LIKE AN EGYPTIAN A Modern Guide to The Religion and Philosophy of Ancient Egypt by Ramona Louise Wheeler

[2] From The Alpha and the Omega - Volume I, Chapter Four, with Volume III updates,by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved, "Scorpion – at 3200 B.C. and Sargon the Great and Ka-Ap in Egypt".

[3] WALK LIKE AN EGYPTIAN A Modern Guide to The Religion and Philosophy of Ancient Egypt by Ramona Louise Wheeler

[4] (< Gr. Anaxareth < Fen. Ana Astart, a deusa semita Astoreth)

[5] De facto, Ruha > Ruca, alcunha dum colega meu de escola > Raca, das fórmulas encantatórias usadas por Jesus na cura do cego.

[6] "F. A. Q. and Information about Egyptian Mythology", 8 May 1994 revision, by Shawn C. Knight."

[7] "F. A. Q. and Information about Egyptian Mythology", 8 May 1994 revision, by Shawn C. Knight."

DEUSES DA CALDEIA - (actualizado a 26/03/2016) O DRAGÃO DE MARDUQUE, por Artur Felisberto.

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Figura 1: Marduque ao lado do seu dragão totémico recamado de escudos, possivelmente oferendas de troféus de guerra! O sopé da figura é um óbvio mar primordial sobre o qual emerge vitorioso da guerra com sua avó Tiamat!
En -1894, un prince amorite Sumu-Abum profite de l’anarchie et s’installe dans un bourg sans importance politique "Babilim" nom akkadien qui signifie "la porte du dieu" (et qui se dit en grec "Babylon") alors pour ne pas attirer l’attention des grands, il maintient le culte du petit dieu local, une divinité secondaire de la famille d’Enki, nommée Marduk (ou Amar Utu) humble serviteur du dieu soleil Shamash protecteur de Sippar. Marduk allait bientôt remplacer le grand dieu Enlil et devenir le dieu du pouvoir, de la guerre, du sexe et de la domination ![1]
Marduk (Sumerian spelling in Akkadian: AMAR. UTU "solar calf"; perhaps from MERI.DUG; Biblical Hebrew Merodach; Greek Mardochaios)
According to The Encyclopedia of Religion, the name Marduk was probably pronounced Marutuk. The etymology of the name Marduk is conjectured as derived from amar-Utu ("bull calf of the sun god Utu").
Amaru [FLOOD] (100x: Lagash II, Ur III, Old Babylonian) wr. a-ma-ru; a-ma-ru12; e-ma-ru "flood; emergency".
Amar [YOUNG] (2771x: ED IIIa, ED IIIb, Old Akkadian, Lagash II, Ur III, Early Old Babylonian, Old Babylonian, 1st millennium) wr. amar "calf; young, youngster, chick; son, descendant" Akk. būru; māru.
Amarga [CALF] (5x: Old Akkadian, Ur III) wr. amar-ga "suckling calf".
Amurru = Oeste > Amurrita. <= martu [WESTERNER] (2454x: ED IIIb, Old Akkadian, Ur III, Early Old Babylonian, Old Babylonian) wr. mar-tu "westerner; west wind" Akk. Amurru.
Marduk = Amar Uto < *Ama-Ur-Kiku < Maruk(i)ka.
*Murkitu > Marthiku > (Hid.) MarthuKi > Marutuk > Marduk.
Marthihu > Martish > Martis > «Marte» > Mar-tu > Amurru.
Existem autores que referem que Marduk significava:
"Bull-calf of the sun" and / or "son of Duku" –– Mesopotamian Mythology.
Então seria uma variante de Hermes.
Marduk < Mar-Duko < Marukka > Ma-Ur Kiko => Hermes.
Durmah < Thurmash < Kurmash > Turmes > Hermes
Quer dizer que se não fora a perversão político ideológica que a chefia do império babilónico introduziu na mitologia de Marduque, seria este, e não Enki, o deus paralelo de Hermes, tal como parece confirmar-se pelo arcaísmo do epíteto 40: Lugal-Durmah.
Um bezerro do sol na forma de dragão era seguramente um filho de Enki = Duko < Kauko < Kiko ou Kako. Porém, o deus que tinha o touro como totem era Adad/Iscur, deus das tempestades.
Na verdade o seu animal totémico era o Dragão pois que o deus que tinha o touro como totem era Adad/Iscur, deus das tempestades. Na realidade, Marduk (< Mart(e) uk) era um deus marcial que, só por ter conquistado o primeiro grande império da civilização para a Babilónia, é que suplantou Enlil na chefia do panteão mesopotâmico.
Um dos nomes epítetos de Marduk era Asharu > Sharuan > Kauran que deve derivar de Kar / Kur / Kaur. Interessantes são, no entanto, as diferentes derivações possíveis a partir da ladainha de nomes litúrgicos com que os sacerdotes babilónios se engrandeciam com a multiplicidade de teónimos acumulados pelo império Babilónico em torno de Marduk!
Marduk had them create Babylon building the Esagalia temple and a high ziggurat. Anshar gave him many new names: 1. Asarluhi, 2. Marduk, 3. The Son, The Majesty of the Gods, 4. Marukka, 5. Mershakushu, 6. Lugal-dimmer-ankia (King of heaven and earth), 7. Bel, 8. Nari-lugal-dimmer-ankia, 9. Asarluhi, (repetido no 1?) 10. Namtila, 11. Namru, 12. Asare, 13. Asar-alim, 14. Asar-alim-nuna, 15. Tutu, 16. Zi-ukkina, 17. Ziku, 18. Agaku, 19. Shazu, 20. Zisi, 21. Suhrim, 22. Suhgurim, 23. Zahrim, 24. Zahgurim, 25. Enbilulu, 26. Epadun, 27. Gugal, 28. Hegal, 29. Sirsir, 30. Malah, 31. Gil, 32. Gilima, 33. Agilima, 34. Zulum, 35. Mummu, 36. Zulum-ummu, 37. Gizh-numun-ab, 38. Lugal-ab-dubur, 39. Pagal-guena, 40. Lugal-Durmah, 41. Aranuna, 42. Dumu-duku, 43. Lugal-duku, 44. Lugal-shuanna, 45. Iruga, 46. Irqingu, 47. Kinma, 48. Kinma, 49. E-sizkur, 50. Addu, 51. Asharu, 52. Neberu, 53. Enkukur.
1. Asarluhi, < A(n)shar-Luki, Lit. «homem da terra (Luki) de Anshar ???»! Do epíteto Luki teria surgido Loxias, epíteto de Apolo o nome do deus celta Lugo.
2. Marduk, < Marthuk < *Mar-Kuka >
4. Marukka, «The Son, The Majesty of the Gods > *Mar-Kuka + Ki > *Mar kikus >
5. Mershakushu. Deste modo, *Mar-Kuka seria o nome virtual de transição para Marte.

Ver: DEUSES DO FOGO I (***)

6. Lugal-dimmer-ankia = "King of heaven and earth". Bom, pode bem ser que se trate duma invocação de que se possa supor uma tradução literal deste tipo mas, para ser assim, bastaria Lugal-ankia. Quanto a mim, é quase certo que a expressão «Lugal-dimmer» seria uma expressão majestática em acádico relativa ao príncipe herdeiro o que, neste caso, faria de Lugal-dimmer-ankia uma referência encoberta do nome de Enki, suposto pai de Marduk.
7. Bel, de que o deus celta Belenus (< Bel-Anu) seria oriundo, nada tem de surpreendente a não a revelação de que o aparecimento de El/Al, para evolução de Abel < Aba-El > Ba El > Baal > Bel, foi manifestamente precoce, ainda do período babilónico.
8. Nari-lugal-dimmerankia reporta-nos para o nº 6 (tal como 9. Asarluhi, para o nº 1?) e indicia-nos um teónimo Nari (< Anuru, lit. «guerreiro do céu»!) de que terá derivado > Urano e o nome latino Nério, que era, nem de propósito, esposa de Marte, ou seja uma prova de que este deus latino seria um equivalente evolutivo de Marduque!

Ver VÉNUS/NÉRIO (***)

10. Namtila e 11. Namru, indiciam nomes compostos a partir de Nam- (< An Ma, < Ana-ama, literalmente «a mãe do céu»?) como em Nammu.
Nammu: Sumerian birth-goddess mother of Ea, associated with fresh water. Goddess of the sea who created heavens and earth.

Ver: NAM-MU & INANA (***)

Namtila < Nam-Tyra lit. «o vitelo-neto de Nammu?» < Nam-Kur(a) o que prova que esta variante de Kur já era comum no período babilónico.
Namru < Mam Uru lit. «o guerreiro-neto de Nammu

12. Asare, 13. Asar-alim, => 14. Asar-alim-nuna, são de novo uma homenagem a Anshar, pai dos deuses, os Alim (< El im > eloim) ou (a)nuna(ki).

15. Tutu, só pode ser uma fórmula muito arcaica infantil e carinhosa de dar nome ao «deus menino» o deus do divino «tutu» (= «cu» de criança em língua lusa!)
16. Zi-ukkina, < Ziku + *Kina
17. Ziku < Kiku
18. Agaku < Há-Kaku Ka-kaku < *Kakiku, seguramente um arcaico nome para o deus menino filho do deus Caco, o deus do fogo primordial.
19. Shazu, < Ash-Zu, lit. «filho de Zu, uma das forma de Enki enquanto pássaro do divino Espírito Santo < *Kaki-ku[2].
20. Zisi < Zu-shi < Ish-Zu < Ash-Zu.
21. Suhrim < Ku kur im) = 22. Suhgurim, =>
23. Zahrim, (Ka Kur im) =
24. Zahgurim <= Ki-kur > Sakar.
25. Enbilulu, = Enki lulu, homens, humana criação de Enki? Muito mais seguramente estamos perante uma variante arcaica do nome de Apolo. como Enki foi Apzu então Enbilulu = Apzullu < Apkallu > Aphallo > Apollo!
26. Epadun, < Epatan < Apat An, pai do céu! => Hebat dos hititas?
27. Gugal,
28. Hegal, (< Kigal, rei da terra)
29. Sirsir, (< Kur-kur => Hercules)
30. Malah, < Marak < Marduk => Molok
31. Gil, 32. Gilima, 33. Agilima, ( Enki Ur im) => Kurum > 34. Zulum, => Karum.
35. Mummu, o grande «mamão? Neto de Mammu?
36. Zulum-ummu, 37. Gizh-numun-ab, 38. Lugal-ab-dubur,
39. Pagal-guena, 40. Lugal-Durmah,
41. Aranuna, < Haranuna < Ka(u)ran
42. Dumu-duku, (< Dumu = «damo», masculino de dama? Duku < Thuku < Kuku) 43. Lugal-duku, 44. Lugal-shuanna, < Ku Anna.
Se Ku = «cu» e se foi tido como o equivalente masculino de «cona» (e se de facto o não o foi sempre foi-o virtualmente na maledicência comum) então <= Ku-Anna, lit, marido da deusa Anna.
45. Iruga, (Uruka < Kaur) 46. Irqingu, (Urkianku < Kaur Enkio)
47. Kinma, 48. Kinma, (ver E- 16)
49. E-sizkur = da casa de Kiz-Kur, filho de Kikur => Iskur???
50. Addu => Addad
51. Asharu < *Askaru (> «ácaro) < Sakaru > Sakar!
52. Neberu (< *Nepher) < Ampheru (> «Amper») < An-Kur , Sr. dos infernos.
53. Enkukur. < Enki Kur, deus do céu, da terra e dos infernos!
Esta lista de teónimos e epítetos sumptuários e pomposos do deus Marduque exemplifica à saciedade o papel político e social, que a semântica litúrgica tinha nas épocas antigas. Ao mesmo tempo, este repertório do tesouro de nomes de deuses usurpados a outros povos e cidades pelo império babilónio revela uma das fontes da teonomia politeísta. Variantes linguísticas do mesmo nome de Deus ao lado de uma ladainha sumptuária de epítetos e eufemismos poderiam com o tempo, resultar numa corte de deuses de que derivaria espontânea, intuitiva e naturalmente uma rica ladainha de teónimos e, destes, um vasto vocabulário teológico e metafísicos pronto a ser utilizado pela filosofia e pela ciência emergente.
Marduk (< Mart(h)e uk) era um deus marcial que, só por ter conquistado o primeiro grande império da civilização para a Babilónia, é que suplantou Enlil na chefia do panteão mesopotâmico. Em contrapartida, o lugar do deus do humanismo cultura e da sabedoria de vida que foi o Divino Espírito Santo esteve sempre presente no coração da humanidade, ainda que na forma abstracta duma pomba mística e quase que relegado para a posição de terceira pessoa da Santíssima Trindade.
Ushmu, Usmu, Ismud: Sumerian god, two-faced vizier of Absu. Perhaps known in Akkadian as Muhra (< Makura[3]).
Um deus, tão poderoso e tão popular como foi Enki, deve ter tido múltiplos epítetos! Porém, são pouco conhecidos os epítetos de Enki para além de Abzu, Ea e Nussiku, Kur e Nergal, quiçá porque, por ser suficientemente universal, era facilmente reconhecido em todo o lado pelo mesmo nome e não foram assim registados muitos mais. No entanto, Ismud deve ser um deles, tal e qual como o mesmo Muhra, sobretudo porque foi considerado tardiamente como seu vizir!
                                              = Mu-ush > Sum. Muš = Serpente.
«-Ismo» < Usmu < Ush-Mu < Ishmut < Is-mud, o cervejeiro.
Muhra < Mu-Kur, lit. o “Mu” (de grande nomeada) das cavernas do Kur!
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Figura 2: Dragon of Marduk. 604-562 B.C.; Mesopotamian, Neo-Babylonian Period; Ishtar Gate, Babylon; Molded, glazed bricks; 1.2 x 1.7 m (45 1/2 x 65 3/4 in.); Founders Society Purchase; 31.25.
Sumer. Mu name; fame; year; line (of writing).
Enki = Nudim-mud: nu, likeness, dim mud, make beer.
O facto de ter dupla face só condiz com o facto de ser um deus da duplicidade própria à sagacidade da prestidigitação mágica que deu fama a Merlim e das trapaças que permitiram a Hermes ser deus dos comerciantes e ladrões e de todos simpáticos espertalhões do género!
O animal totémico de Marduque era o «dragão», tal como se comprova na figura anexa em tijolos esmaltados das portas de Istar na Babilónia, o «dragão» era um animal quimérico com características de serpente, leão, águia!
The Akkadian mušhuššu derives from the Sumerian muš-huš, “fearsome serpent,” or “snake-dragon,” an apotropaic “companion of certain gods and their ally against evil.” F.A.M. Wiggermann, Mušhuššu, Reallexikon der Assyriologie (RLA), 1989, p. 456.
Akkad. Mushussu:  "Red/furious snake" A dragon or composite monster. Symbol of Marduk. Previously read "sirrus."
Sumer: Muš snake, serpent. Huš fierce, furious, terrifying, terrible; fiery, red-yellow.
Sumer. Sir; Shi(r)ttu = cobra.
Mushussu < Sumer. muš-| huš < ku(r)-ush | < | Mu-ush < Ma-ush|
= a cobra, (a famosa) filho/a da mãe!!!
*Ki-ur-ush, selvagem, agreste, furiosa e terrível > Ker-(ti)-tu
> sirrus (> serrana) > Shi(r)-t(i)tu > Sir!
O elemento maligno só pode ser uma evolução do carácter leonino, tal como o de cuspidor de fogo deriva do aspecto serpentino relativo às cobras cuspideiras. Ambos estes animais são símbolos arquétipos da Deusa Mãe pelo que as asas da águia só podem ser também uma homenagem à rapacidade da águia fêmea que alimenta e protege os seus filhotes nas escarpas dos montes, que lhe são dedicados enquanto Sr.ª da aurora! A águia deve ter sido um animal totémico da deusa mãe muito antes de se ter tornado em Anzu e uma manifestação enquiana do Abzu de que derivou o tema da águia de Zeus! Ora, o carácter alado de Ishtar é recorrente e as representações arcaicas de Artemisa e, mais raramente, de Atena dos antigos gregos eram aladas. E aladas eram as cobras dos carros alegóricos das festas de Demetre.
The anatomical components that go to make up a dragon are highly varied; but the basic serpentine element is so constant that one cannot help wondering if the various types do not have a common ancestor in the remote past. Since dragons are reptilian, their fire-breathing may have its origin in the venom of poisonous reptiles in the dragon “family tree.” The dragons of Europe and the Near East are usually malign, fire-breathing, and winged.
É evidente que a metáfora do veneno das cascavéis e das víboras cornudas poderia ser um suporte analógico de semântica aceitável para justificar o mito do dragão. No entanto, este suporte deve ter sido muito contingente e secundário, obviamente que facilmente implícito mas, mais dedutível do que indutor, uma vez que a analogia metafórica decisiva deve ter sido um fenómeno de vulcanismo comum no mar Egeu, muito mais evidente e aterrador do que o veneno das áspides, ainda que bem menos universal. A relação entre os vulcões e as cobras deve ter tido uma origem semântica diversificada mas não deve ter andado longe dos seguintes factores etiológicos:
O «cone vulcânico» pode ser em si mesmo morfologicamente aparentado com a cabeça duma cobra gigante (e secundariamente ter contribuído para a criação do «mito do gigantismo» e dos Titãs).
Os «rios de lava» que escorem serpenteando da caldeira de alguns vulcões podem ser morfologicamente descritos como «cobras de fogo».
Os vulcões antigos eram quase todos na zona do mar Egeu, relacionados portanto com a talassocracia cretense que tinha por patrono Enki/*Pot, deus que por ser dos mares teria tido um peixe por animal totémico.
As cobras das esposas deste *Pot virtual, as Potinijas, tiveram uma importância tremenda nos cultos telúricos da Deusa Mãe dos cretenses.
As chaminés de fumo vulcânico eram seguramente uma analogia fantástica das fogueiras da deusa mãe que apareceriam como «colunas de fumo» durante o dia e como «colunas de fogo» durante a noite tal qual como o Deus de Moisés no Êxodo dos judeus!
Como se poderia ver no capítulo sobre o étimo *Ashma, existiu uma incontornável relação do fumo com o espectro dos fantasmas e dos espíritos com os seres voláteis de que, como se referiu já, a pomba do Espírito Santo teria sido um paradigma mítico duma mística tão poderosa que resistiu até aos nossos tempos

Ver KIMA/ASHMA (**)

Combinando o fogo expelido pela «boca dos vulcões» com as «cobras de fogo» dos seus rios de magma incandescente, os monstruosos peixes de Enki e o seu fantástica pássaro Anzu com os cultos infernais e serpentinos dos duplos pilares da Deusa Mãe dos montes da aurora, teremos semântica quanto baste para criar o mito dos dragões.
Mas, Enki sempre foi o «pai, o amante e o filho» amados da Deusa Mãe pelo que todos os elementos que a esta lhe eram dedicados acabam por andar relacionados com a mitologia de Enki. Assim, o «dragão» foi muitas vezes confundido com Dago, uma variante cerealífera do nome de Enki. Ora, o dragão faz parte da mesma geração dos monstros criados por Tiamat, mãe de Enki o senhor do Abzu, para guardar os extremos do mundo.

Ver: GIGANTOMAQUIA (***)

A verdade é que Enki era o mesmo que o Poseidon dos Atlantes, ou seja, o deus marítimo supremo dos cretenses, enquanto Marduque foi tido por filho deste, numa típica relação mítica El & Baal! Na verdade, quando se refere que Tiamat "gave Qingu the Tablet of Destinies to facilitate his command and attack" esta-se apenas a encobri a verdade de que Qingu era *Ki-Enki-u, literalmente o esposo da deusa mãe da terra, o tradicional detentor das tábuas das leis do destino. Ora, "another important Babylonian deity is sometimes represented as being human to the waist only, with a fish’s tail below. This is Ea, god of the waters".
Quando o mito de Tiamat fala do herói Lahmu está a falar no filho da deusa mãe, o divino e sábio Enki, que a tradição clássica identificou com Hermes, pelos vistos muito bem pois Lahmu < Rashmu < Urashm < *Kur-Ama-ash => Hermes. Dito de outro modo, este deus da magia e dos disfraces, seria o responsável por todos os monstros antigos pelo que o guerreiro Lahmu seria ele próprio!

Ver: GÉMEOS / LAHMU & LAHAMU (***)



DRAGÃO PERSA
Zahhak is an evil figure in Iranian mythology, evident in ancient Iranian folklore as Aži Dahāka, the name by which he also appears in the texts of the Avesta. In Middle Persian he is called Dahāg or Bēvar-Asp, the latter meaning “[he who has] 10,000 horses”. Within Zoroastrianism, Zahhak (going under the name Aži Dahāka) is considered the son of Angra Mainyu, the foe of Ahura Mazda.
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Figura 3:Illustration of Timurid Soldiers, 1430. Zahhak is nailed to the walls of a cave in Mount Damavand, from the Shahnama of Bayasanghor (grandson of Timur).
Aži (nominative ažiš) is the Avestan word for “serpent” or “dragon.” It is cognate to the Vedic Sanskrit word ahi, “snake,” and without a sinister implication. Azi and Ahi are distantly related to Greek ophis, Latin anguis, Russian and Old Church Slavonic уж (UZ grass-snake), all meaning “snake”.
Prot. *Ki-ur-ush > Kush < Ka-kiki > Kaki.
             Sum. Kaka < Sum. Kakika < Kaki > Lat. Cacu(s).
                     Uz < Aži < ahi < Haki < Kaki > Hauphi > Grec. Ophis.
Sumerian god Kak(i)-ka, Minister to Anu and Anšar. => Kaka, Gaga: messenger of Anchar.
De facto se repararmos na descrição que Virgílio fez de Caco, damos conta de que este era um Titan, logo deveria ter membros de serpente, e expirava o fogo de seu pai Vulcano e era por isso um autêntico dragão!
Virgílio, Eneida 8. 195 ff (trans Day-Lewis.) (épico romano 1º sec. aC): "[Rei Evandro do Lácio conta a Eeneas a história de Hércules e Caco:]. (…) Veja a ampla dispersão dos pedregulhos! Como fica desolado morar na montanha, com os rochedos que derrubaram detritos gigantescos. Em tempos houve ali uma caverna, no recesso profundo da encosta do monte, impermeável aos raios do sol; O seu ocupante era um semi-humano, criatura horrível, Caco. O seu solo era seu chão estava sempre quente com sangue recém-derramado pregado à suas portas insolentes você poderia ver as cabeça dos homens que ele degolou, seus rostos pálidos, medonhos, decadentes. Este Ogro era o filho de Vulcano [Hefesto]; quando se movia como massivo Titan ele expirava chamas mortais de seu pai.[4]
A descrição que os persas nos fazem do mito de Zahhak não é muito mais clara da que nos fez Virgílio de Caco.
Na descrição pictográfica dos persas as cobras aparecem em volta da cabeça e o aspecto compassivo de Zahhak parece mistura a crucificação de Cristo com o mito de Ixião. Seguramente que à primeira vista o dragão persa Zahhak já quase nada tinha de draconiano.
O filho do diabo Ahriman, o homem serpente do mal Zahhak, matou Jamshid e tornou-se o novo rei. Ahriman beijou os ombros de Zahhāk e dos seus ombros, cresceram duas cobras. Zahhak bem tentou cortar as cobras, mas elas voltavam a crecer como excrescências malditas. As cobras deviam ser alimentadas com miolos frescos de crianças todos os dias. Assim, Zahhak cumpria as solicitações das cobras com medo de ser morto por elas. Isto levou à revolta do ferreiro Kaveh que se recusou a sacrificar o seu último filho. Kaveh começou a revolta e fez uma bandeira de seu avental de couro, colocando-o em cima da ponta de uma lança. Com a ajuda do povo e dum príncipe chamado Fereydun que se tornou rei, eles capturaram Zahhak e acorrentou no monte Damavand no norte do Irã, o vulcão mais alto em toda a Ásia e o pico mais alto no Oriente Médio[5]. – Retirado de Shahnameh – The Epic.
De qualquer dos modos o mito Persa confirma a natureza vulcânica deste monstro que ficou acorrentado no vulcão mais alto da Ásia e revela outros aspectos que Virgílio já não sabia: Havia mesmo duas serpentes no monstro ainda que deslocadas do pés para os ombros e a ele eram feitos sacrifícios de cérebros de crianças levantando-nos a suspeita de que na civilização Egeia se faziam sacrifícios humanos aos deuses dos vulcões que eram afinal os dragões deste mundo!
Zahhak < Až(i-Da)hāka < Aži | Dahāka < Mid. Pers. D®ahāg
< Ter (besta) Kako.
Bēvar-Asp, lit. áspide Bēvar < Dekar < Te-Kur > Dreka > Grec. Drako.
DRAGÃO CHINÊS
The Celestial Chinese Dragon is comparable as the symbol of the Chinese race itself. Chinese around the world, proudly proclaim themselves "Lung Tik Chuan Ren" (Descendents of the Dragon).
Chin. Lung = Viet. Long < Ronk < Raunki < Uranki => Kiuran, lit. “o guerreiro de sua mãe, a terra”, senhor dos «longos» «roncos» atmosféricos, Enki, o deus da sabedoria e dos oceanos, deus dos marinheiros e comerciantes, senhor da cornucópia e da fortuna!
Dragons are referred to as the divine mythical creature that brings with it ultimate abundance, prosperity and good fortune.
As the emblem of the Emperor and the Imperial command, the legend of the Chinese Dragon permeates the ancient Chinese civilization and shaped their culture until today. Its benevolence signifies greatness, goodness and blessings. The Chinese Dragon, or Lung , symbolizes power and excellence, valiancy and boldness, heroism and perseverance, nobility and divinity. A dragon overcomes obstacles until success is his. He is energetic, decisive, optimistic, intelligent and ambitious.
Unlike the the negative energies associated with Western Dragons, most Eastern Dragons are beautiful, friendly, and wise. They are the angels of the Orient. Instead of being hated, they are loved and worshipped. Temples and shrines have been built to honor them, for they control the rain, rivers, lakes, and seas. Many Chinese cities have pagodas where people used to burn incense and pray to dragons. The Black Dragon Pool Chapel, near Peking, was reserved for the Empress and her court.
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Figura 4: Emperor KanXi of Ching Dynasty. This is his favorite location to pose for a portrait. Peking Museum, Beijing.
Além de confirmar o dragão como emblema racico esta pintura exemplifica o impasse cultural a que tinha chegado a cultura arcaica na refinada cultura imperial oriental. Embora quase moderna no requinte a que tinha chegado no máximo refinamento de todas as potencialidades da cultura antiga, esta imagem revela que esta cultura era ainda suficientemente atávica para não conseguir superar os preconceitos míticos que a impediam de conquistar a plenitude duma correcta «perspectiva» do mundo.
Na verdade, ainda que as «leis da perspectiva» já transpareçam como intuitivas neste quadro ela encontra-se espantosamente invertida o que só pode resultar do princípio ideológico de que as coisas diminuíam a partir do centro da figura mítica do poder imperial.
Special worship services took place there on the first and fifteenth of every month. Dragon shrines and altars can still be seen in many parts of the Far East. They are usually along seashores and riverbanks, because most Eastern Dragons live in water. The Isle of the Temple, in Japan’s Inland Sea, has become a famous stopover for pilgrims who meditate and pray to dragons. Both male and female dragons have mated with humans. Their descendants became great rulers. The Japanese Emperor Hirohito traced his ancestry back 125 generations to Princess Fruitful Jewel, daughter of a Dragon King of the Sea. (…)
O dragão oriental parece ser uma comprovação mitológica de que a civilização antiga derivou do mesmo centro cultural comum que teria sido uma arcaica civilização de povos marinheiros adoradores do mesmo deus serpentino dos mares, Enki e o seu filho dragão!
Dragons are so wise that they have been royal advisors. A thirteenth-century Cambodian king spent his nights in a golden tower, where he consulted with the real ruler of the land a nine-headed dragon. Eastern Dragons are vain, even though they are wise. They are insulted when a ruler doesn’t follow their advice, or when people don’t honor their importance. Then, by thrashing about, dragons either stop making rain and cause water shortages, or they breathe black clouds that bring storms and floods. Small dragons do minor mischief, such as making roofs leak, or causing rice to be sticky. People set off firecrackers and carry immense paper dragons in special parades. They also race dragon-shaped boats in water all to please and appease their dragons.
The Dragon brings upon the essence of life, in the form of its celestial breath, known to many as sheng chi. He yields life and bestows its power in the form of the seasons, bringing water from rain, warmth from the sunshine, wind from the seas and soil from the earth. The Dragon is the ultimate representation of the forces of Mother Nature. The greatest divine force on Earth. (…).
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Figura 5: Dragões do Parque Beihai, a noroeste da Cidade Proibida em Pequim. Esta imagem kitsh do «dragão chinês» tem o mérito de conseguir resumir a essência de toda a mitologia mais arcaica dos dragões. Na verdade eles seriam um par de gémeos guardiães da montanha cósmica da aurora original de que se formou o mundo, ou seja, os equivalentes dos Aker egípcios, dos gémeos maias e de todas as figuras quiméricas e leonina da Deusa Terra-Mãe! Formalmente eles mais não seriam do que a mítica imagem metafórica das terríficas figuras serpentinas dos raios e relâmpagos celestes e, por ventura, dos cometas e estrelas cadentes! No caso presente a imagem gravada na memória colectiva do povo chinês parece revelar a reminiscência da destruição catastrófica da Atlântida por um gigantesco megálito celeste causador dum gigantesco dilúvio universal!
De qualquer modo o formalismo destes dragões chineses não parece afastar-se muito do que seria possível inferir dos dragões acádicos de Marduque.
«Suástica» < Chu-ast, lit. «o fogo (= ast) draconiano de Chu
(> Shiwa), o deus atmosférico da guerra!
The colors of Chinese dragons are evidently quite variable, but in the case of the chiao type its back is striped with green, its sides are yellow, and it is crimson underneath. The nine major characteristics of a lung type dragon include a head like a camel’s, horns like a deer’s, eyes like a hare’s, ears like a bull’s, a neck like an iguana’s, a belly like a frog’s, scales like a carp’s, paws like a tiger’s, and claws like an eagle’s. It has a pair of large canine teeth in its upper jaw The long, tendril-like whiskers extending from either side of its mouth are probably used for feeling its way along the bottom of muddy ponds. In color it varies from greenish to golden, with a series of alternating short and long spines extending down the back and along the tail, where they become longer. One specimen had wings at its side, and walked on top of the water. Another tossed its mane back and forth making noises that sounded like a flute.
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Figura 6: Esta imagem, bem mais clássica, dos «dragões chineses» repetem e confirmam a mitologia cosmológica da imagem anterior embora pareça neste caso transparecer uma variante de esfíngicos guardiães da «árvore do paraíso»! Por outro lado parece inferir-se que, afinal, a «suástica», que se sabia ser uma evolução estilística das «gregas», enquanto frisos decorativos serpentinos de tradição muito arcaica, seriam também uma espécie de ideograma universal do dragão.
Cow-heads are also common. A ten-footer, found lying on the banks of China’s Yangtze River, was different from most because of its long, thick eyebrows. A Yellow River variety, seen on shore in the 1920s by a Chinese teacher, was bright blue, and as big as five cows. Both dragons crawled into the water as soon as it started to rain.
A few dragons begin life as fish. Carp, who successfully jump rapids and leap over waterfalls, change into fish-dragons. A popular saying, "The carp has leaped through the dragon’s gate," means success, especially for students who have passed their exams.
Male dragons sometimes mate with other kinds of animals. A dragon fathers an elephant when he mates with a pig, and he sires a racehorse, after mating with a mare. — Crystalinks was created in August 1995, Created and designed by Ellie Crystal, Copyright 2000

DRAGÃO MAIA
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O dragão ameríndio era a deusa Cipatli que os maias relacionaram com a via láctea porque esta lhe parecia ser um gigantesco animal quimérico, meio crocodilo e meio cobra.
Na mitologia asteca, Cipactli é a deusa da astrologia e do calendário, o qual inventou junto com seu marido Oxomoco.
Era una voraz, primitiva y monstruosa criatura marina, mitad cocodrilo y mitad pez. Estaba siempre hambrienta y en cada junta que unía sus 18 cuerpos había una boca adornándola.
Esta deusa Tinha equivalências monstruosas na egípcia Taveret e em Tiamat que os caldeus consideravam a mãe de todos os dragões.

Ver: TLALTECUHTLI A “RAINHA DA NOITE” DOS AZETECAS (…)


[2] > «Chacho», um apelido ou alcunha que existia na minha aldeia natal!
[3]> Makula > «mágua de má cara»!
[4] Virgil, Aeneid 8. 195 ff (trans. Day-Lewis) (Roman epic C1st B.C.): "[King Evander of Latium tells Aeneas the story of Heracles and Cacus:] (…) See the wide scatter of boulders! How desolate stands the mountain abode, with the crags that have toppled down, gigantic debris! Once a cavern there, deeply recessed in the hill-side, impervious to the sun’s rays; its occupant was a half-human, horrible creature, Cacus; its floor was for ever warm with new-spilt blood, and nailed to its insolent doors you could see men’s heads hung up, their faces pallid, ghastly, decaying. This ogre was the son of Vulcanus [Hephaistos]; as he moved in titan bulk, he breathed out his father’s deadly flame.
[5] Zahhak therefore fulfilled their requests in fear of being killed by the snakes. This led to the uprising of the blacksmith Kaveh who refused to sacrifice his last son. Kaveh started the uprising and made a banner out of his leather apron by putting it on top of a spearhead. With the help of the people and a prince named Fereydun who eventually became king, they captured Zahhak and chained him to mount Damavand in northern Iran, the highest volcano in all of Asia and the highest peak in the Middle East. There are stories about king Fereydun and his three sons Salm, Tur and the youngest Iraj. They inherited the three corners of the world after their father died and Iraj inherited the empire of Persia. This resulted in jealousy of the two older brothers towards their younger brother Iraj and stories about epic wars between the brothers are told. Iraj was killed by Tur and Iraj’s grandson Manuchehr became the king of Persia to avenge his grandfather’s death.