domingo, 22 de junho de 2014

A revolta dos filhos da mãe e a ideologia de DEUS PAI, por Artur Felisberto.

 
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Figura 1: Titanomaquia, desenho de vaso grego adaptado ciberneticamente pelo autor da obra Griechische Vasenmalerei, de Adolf Furtwängler & K. Reichhold.
The almost universal initial sounds for the male ancestor are Pa, Fa, Ba, and in a few instances Da and Ad, and once Od and Ta. In Asia Baba, Aba, Apa, and sometimes Ama occur; now what we want to know is the origin of these sounds, but here philology is silent with seemingly no power to advance. This is not the case, however, in regard to the objective roots of religion; here we work with reasoning creatures, and can see that the child continues, and that all mankind have ever continued to mate, whether in their own kind, or in their gods, the same A’s, P’s, F’s, D’s, to males, and M’s, N’s, Om’s, Y’s to females, and we therefore conclude that those were man’s earliest symbols and names for the organs of sex, the Omphe or Mamma of the mother, which man had first cognisance of, and the A, Ab or Pa which he noticed as the characteristic of the opposite sex. -- Title: Fishes, Flowers, and Fire as Elements and Deities in the Phallic Faiths and Worship of the Ancient Religions of Greece, Babylon, Author: Anonymous.
That the Aryan supreme god was called The Father (Pitar) proves that Jesus was certainly revealing nothing new when he addressed God as Father. The habit had begun several thousand years before. In Greece and Rome Dyaus Pitar metamorphosed into Zeus Pateras and Jupiter respectively. In Egyptian mythology, Ptah, the Father, is the unseen god-force and the sun was viewed as Ptah's visible proxy who brings everlasting life to the earth.
En la primera religión védica (previa a la religión hinduista) Diaúsh Pitá o Diaúsh Pitrí era el Padre de los Cielos, esposo de Prituí (la Tierra) y padre de Agní (dios del fuego) e Indra (dios del cielo).
En la primera religión védica (previa a la religión hinduista) Diaúsh Pitá o Diaúsh Pitrí era el Padre de los Cielos, esposo de Prituí (la Tierra) y padre de Agní (dios del fuego) e Indra (dios del cielo).
Sus orígenes se pueden trazar desde el dios del cielo Dieus (en la religión protoindoeuropea) quien aparece en el idioma griego como Zeus pater (genitivo diòs, y acusativo día), en latín como Júpiter (IúPiter, que en latín arcaico era Iovis Páter: ‘padre del cielo’), en eslavo como Div, y en la mitología germana y noruega como Tyr, Zir o Ziu.
A forma como a maioria dos etimologistas encara a descoberta feita pela Inglaterra do século 19 da cultura védica e do sânscrito faz lembrar os novos-ricos que se envergonham dos parentes humildes que descobrem na sua criadagem e resolvem encomendar genealogias feitas à medida dos parentes intermédios. Claro que temos todos antepassados comuns por Adão e Eva ou outro qualquer antepassado mítico. Mas é muito duvidoso que o deus pai tenha aparecido pela primeira vez com os indo-europeus porque este conceito hoje predominante nas culturas monoteístas semitas já se encontrava implícito nas mitologias do crescente fértil pelo menos desde o segundo milénio antes de Cristo altura suposta como sendo a da origem dos povos indo-europeus. Assim sendo estamos a falar duma corrente ideológica emergente que só por mero acaso coincide com os alvores das migrações dos povos indo-europeus, que aliás sempre teriam ocorrido ciclicamente em torno dos corredores de transumância euro-asiáticos, mas que ganharam particular virulência depois da queda das talassocracias egeias e com a respectiva emergência do patriarcado como ideologia guerreira ao serviço dos imperialismos asiáticos. Obviamente que o papel dos indo-europeus nestes movimentos foi apenas o de serem uma fonte periférica sempre fresca de jovens mercenários ao serviço dos impérios do crescente fértil e anatólicos onde as ideologias paternalistas e guerreiras entrariam nos ritos arcaicos de passagem para se conjugarem na criação das hordas de castas guerreiras profissionais que quando não eram contratadas pelos impérios formados pela riqueza agrícola do crescente fértil e mercantil egeu se entregavam de moto próprio a invasões recorrentes de que ficaram celebras as dos povos do mar, as invasões bárbaras, dos vikings e mais recentemente as germânicas hitlerinanas.
 
Ver: KAR, «ET VERBUM CARO FACTUM EST!»
 
Ora, estes alfobres de guerreiros só poderiam estar próximos dos seus contratantes potenciais ou seja em torno dos montes do Cáucaso que eram as fronteiras ideológicas das culturas neolíticas e da pré-história.
Según la tradición hindú, las enseñanzas védicas se transmitían oralmente. Hacia el siglo III a. C., apareció la escritura en la India. En esa época empezaron a circular las maldiciones que recaerían sobre aquel que pusiera por escrito (o leyera) los Vedas. Se suponía que se debía seguir transmitiendo solo de manera oral. De todos modos, aproximadamente en ese siglo se pusieron por escrito.
Se a tradição oral védica só foi passada a escrito sânscrito no século III antes de Cristo é muito pouco provável que os deuses védicos sejam anteriores à cultura greco-romana ou que pertençam a uma cultura que foi próxima e comum com estas sem que nenhum autor grego antigo ou, depois, alexandrino, tenha dado conta disso.
Le concept de «réforme» a été introduit par Emmanuel Laroche dans l’étude: «La réforme religieuse du roi Tudhaliya et sa signification politique», dans F. Dunand – P. Lévêque (éd.), Les Syncrétismes dans les religions de l’antiquité, Leyde 1975, p. 87-95. Des études récentes ont examiné de nouveau la question. En ce qui concerne la notion de «Réforme du culte» ou de «Cult reform», de nombreux auteurs préfèrent désormais l’expression de «réorganisation du culte» ou «cult reorganization»: voir J. Hazenbos, The Organization of the Anatolian Local Cults During the Thirteenth Century B.C. An Appraisal of the Hittite Cult Inventories, Leyde 2003, et aussi A. Archi, «Hurrian Gods and the Festivals of the Hattian-Hittite Layer», dans T. P. J. van den Hout (éd.), The Life and Times of Hattušili III and Tuthaliya IV.
E possível que tecnicamente a reforma do culto levado a cabo por Tuthalia IV tenha sido uma mera reorganização de aspectos formais do culto e do panteão anatólico mas a verdade é que há época as pequenas variantes de protocolo eram de suprema importância politica e pelas suas consequências a reorganização do culto feita por Tuthalia IV criou uma bola de neve de reformismos que podem ter memo degenerado em revoluções na medida em que a história escrita desta época está cheia de lacunas e por isso mesmo de aspectos súbitos de inovações que como a dos textos védicos podem parecer inexplicáveis mas decorrerem desta dinâmica bem como da criada por Aquenaton. Fosse por acaso ou por consequencia inevitável a verdade é que a crise dos povos do mar é posterior a Tudália IV que reinou de 237 até 1209 a. C. A reforma de Zaratustra ocorreu 600 anos depois no século sétimo antes de Cristo e os textos vedas terão ocorrido pouco tempo antes. Por mais que se queira tentar a verdade é que o panteão veda tem mais diferenças que semelhanças em relação ao greco-romano pelo que a origem comum indo europeia é mais do que problemática...porque é uma mera quimera que já nem sequer é politicamente conveniente e explica quanto muito uma arcaica origem comum com os povos do mar egeu que terão levado a cultura neolítica por toda a parte incluindo para o mundo Cita e Iraniano onde prosperou e se desenvolveu de modo oral e autónomo sobe as influências posteriores do mundo cultural geograficamente próximo de cada época respectiva.
Assim é pouco provável ter havido uma moda indo-europeia na forma do culto de um Deus-Pater que os hititas não tenham reconhecido e registado nem os zoroástricos adoptado tanto por serem supostamente indo-europeus como sobretudo porque muitas reformas reorganizativas se fizeram também por motivos de eficácia política e o tema de deus pater teria vindo a calhar como ouro sobre azul para a consolidação do poder imperial hitita e persa.
O mais provável é que a moda do culto de deus pater tenha sido posterior e ter ido de ocidente para oriente.
En los Vedas se refiere al Cielo divino o al cielo físico (que en los Vedas se considera dividido en tres partes: avama, madhiama y uttama (o tritíia) y generalmente como el padre (Diaúsh Pitrí), mientras que la Tierra es la madre (Diavá Prithiví), y Ushás la hija. Raramente se lo ve como una diosa, hija de Prayápati. En el Rig-veda 1.89.4b, Diaúsh Pitá aparece con Mata Prithuí (‘Madre Tierra’). En el texto sánscrito Púrusha sukta dice que Diaúsh Pitá fue creado de la cabeza del ser primigenio Púrusha.
Na verdade o único aspecto comum entre os vedas e os gerco-romanos não é a invocação Deus Pai que por sinal aparece também nos semitas particularmente bíblicos e evangélicos mas o do “poder do pai” que por mais estranho que pareça nada tem de semita nem de indo-europeu porque é egípcio e derivado de um dos deuses criadores do prolixo panteão do Antigo Egipto, Ptá. Na verdade existem informações obscuras de que o culto romano de São Pedro seria uma corruptela do culto de Ptá que por tradições gnósticas obscuras passou a Peter.
We read earlier that the TITLE of the PRIEST who explained the MYSTERIES to the initiate was "PETER" -- meaning interpreter or OPENER. Obviously, then, this title of the priest came from PTAH (PTA) -- one of the gods of ancient Egypt. Ptah, therefore, can help OPEN to our understanding the relationship between the various gods and the symbols that represent them. -- Hope of Israel Ministries (Ecclesia of YEHOVAH).
 
Ver: DEUSES DO ANTIGO EGIPTO – PTÁ, O DEUS PAI QUE TAMBÉM MORREU (***)
 
Não podemos garantir se o conceito de “poder do pai” decorre exclusivamente da mitologia de Ptá ou se Pater será uma composição do nome de este deus somado à raiz do poder animal que seria a raiz egeia –ter presente em Potnia Ter-on e em Deméter.
Father = From Middle English fader, from Old English fæder, from Proto-Germanic *fadēr (cf. East Frisian foar, Dutch vader, German vater), from Proto-Indo-European *phtḗr (cf. Irish athair, Tocharian A pācar, B pācer, Lithuanian patinas ("male animal")), akin to Latin pater, akin to Ancient Greek πατήρ (patēr), akin to Sanskrit पितृ (pitru).
Mother (n.1) = Old English modor "female parent," from Proto-Germanic *mothær (cognates: Old Saxon modar, Old Frisian moder, Old Norse moðir, Danish moder, Dutch moeder, Old High German muoter, German Mutter), from PIE *mater- "mother" (cognates: Latin mater, Old Irish mathir, Lithuanian mote, Sanskrit matar-, Greek meter, Old Church Slavonic mati), "[b]ased ultimately on the baby-talk form *mā- (2); with the kinship term suffix *-ter-" [Watkins].
Brother (n.) = Old English broþor, from Proto-Germanic *brothar (cognates: Old Norse broðir, Danish broder, Old Frisian brother, Dutch broeder, German Bruder, Gothic bróþar), from PIE root *bhrater (cognates: Sanskrit bhrátár-, Old Persian brata, Greek phratér, Latin frater, Old Irish brathir, Welsh brawd, Lithuanian broterelis, Old Prussian brati, Old Church Slavonic bratru, Czech bratr "brother").
No termo germânico Mut-ter parece residir a origem etimológica deste tipo de termos parentais. Mut é obviamente a deusa mãe dos antigos egípcios. Como suspeitamos que o egípcio era uma antiga colónia egeia e cretense podemos avançar que Ptá seria também egeu e ser uma corruptela de um arcaico Peter egeu que ficaria entre um Enki-Kur ou Water, um deus das águas doces ou das águias abissais como *Ap(zu)-ter / Peter. O conceito de fraternidade derivaria de um deus irmão de Ptá / Enki que ficou registado como sendo *Wer-ter. Concluindo, o conceito nuclear desta ordenação familiar daria a raiz –ter do poder animal do totem da tribo com que o poder familiar se identificaria.
A mitologia do parricídio cosmológico divino védico não tem paralelo imediato como o greco-latino onde tanto pode referir-se à castração de Úrano como ao assassinato simbólico de Crono (Saturno foi apenas destituído do trono) e sofre do mesmo primitivismo confuso do mito hitita.
Los detalles del mito son confusos, pero parece ser que Indra mató a su padre Diaúsh Pitá arrastrándolo por un pie y haciéndolo caer desde el cielo (según el Rig-veda 4.18.12).
En este sentido Diaúsh Pitá sería la contraparte del titán griego Crono (asesinado por su hijo Zeus).
Thomas Oberlies identifica a Diaúsh Pitá con un asura de la religión prevédica (ya que ambos son matados por el dios Indra).
Diaus Pitar (De Dyaus), en los Vedas, padre del dios Sol Sūrya, en contraposición con Pritiví, la madre Tierra.
Con la aparición del hinduismo (religión puránica) Diaúsh Pitá directamente desaparece. En el arte religioso primitivo de la India, Diaúsh Pitá aparece con dos formas distintas: como un toro rojo que vomita rayos, o como un caballo negro adornado con perlas (que simbolizan las estrellas).
Diaúsh Pitá, que seria literalmente uma referência a Ptá era já uma apropriação do patriarcado egípcio dos atributos de Mut que como Nut era uma vaca leiteira e malhada como o céu estrelado.
Pritiví é seguramente o género femenino de Piter…ou o inverso!
Pritiví < Phri-Ti-Ki < Anfritite > Afrodite e a espuma da castração de Urano.
Diaúsh seria de facto um genérico para a divindade de cada dia.
Se considera a Dyēus o *Dyēus ph2ter la deidad suprema de los pueblos protoindoeuropeos. De haber existido en la religión protoindoeuropea, habría sido el titular del cielo luminoso y el antecesor de los dioses-padre del cielo.
La raíz indoaria *dyē-, *dįā, *dei- puede ser vertida como "bóveda celeste", "brillo", "luz" o "resplandor". Así, la palabra "día" estaría emparentada con "dios".
De *Dyēus habrían surgido los nombres de las principales divinidades indoeuropeas: Zeus (de dzeós), en la mitología griega.
Júpiter (de Dyeu Piter -"Dis Pater"- habría derivado en Iu-piter) en la mitología romana. Tîwaz (de Dîwaz), en la mitología germánica. Dievas o Dievs (De Dyevs), el dios principal de la mitología báltica.
As raízes indo-europeias são realidades linguísticas artificiais recentes construídas a camartelo pelos gramáticos para se conformarem com o mito fascista indo-europeu. A realidade da mitologia Egeia e peri mediterrânica é muito mais arcaica e é suficiente para explicar a etimologia a origem dos deuses das diversas mitologias que lhe são temporalmente posteriores e geograficamente paralelas. A raiz indo ariana *dyē-, *dįā, *dei- puede ser transliterada como “abóbada celeste” porque esta era Afrodite Urânia, Nut Nux, Galateia etc. Diaúsh é um mero genitivo de Dea e este termo uma corruptela de Gea e de Gi que por sua vez o é de Ki. Zeus, Deus e Teos, como filhos primogénitos da Deusa Mãe Terra podem derivar de Diaúsh mas Júpiter nem tanto...a menos que aceitemos que Ju- deriva de Zu sumério e de Chu egípcio que é uma mera variante do genitivo -uch.
De acuerdo con Mircea Eliade, padre de la Historia de las religiones, los nuevos dioses surgidos a partir de entonces tomaron el papel de fecundadores, del rayo y de la tormenta, por lo que en una tercera o cuarta generación Dyēus se habría convertido en antecesor de dioses meteorológicos como Thor (rayo), en la mitología germánica, o Váruna (aguas) en la religión védica, previa al hinduismo. Esto lo habría desplazado del culto convirtiéndolo en un "deus otiosus" o "dios ocioso".4
Mas, Indra arrancou seu pai, Dyauh Pita, do céu pelo pé que caiu e morreu o que nos coloca na obrigação de suspeitar que a geração dos deuses taurinos e arianos nasceu como os judeus menos com o complexo da castração e mais como o parricídio teológico.
11 Then to her mighty Child the Mother turned her, saying, My son, these Deities forsake thee.
Then Indra said, about to slaughter Vṛtra, O my friend Vṛtra, stride full boldly forward.
12 Who was he then who made thy Mother widow? Who sought to stay thee lying still or moving?
What God, when by the foot thy Sire thou tookest and slewest, was at hand to give thee comfort?
13 In deep distress I cooked a dog's intestines. Among the Gods I found not one to comfort.
My consort I beheld in degradation. The Falcon then brought me the pleasant Soma.
11 Então a Mãe virou-se para a sua poderosa Criança dizendo: Meu filho, eu te livrarei dessas divindades.
Então Indra, prestes a abater Vrtra, disse: amigo Vrtra, corajosamente te ultrapassarei.
12 Então, quem enviuvou a tua mãe? Quem procurou ficar contigo ainda deitado ou em movimento?
Qual Deus, quando pelo pé teu pai tomaste e feriste, quando estava à mão para te dar conforto?
13 Em profunda aflição eu cozinhei os intestinos de um cão.
Entre os deuses não achei um para conforto. Vi a minha esposa
Então, o Falcão, trouxe-me o Soma agradável.
Rig Veda, tr. by Ralph T.H. Griffith, [1896], at sacred-texts.com,
This extraordinary account of events must be a record of an ancient epochal milestone in the history of humankind.
The imprisionment of waters in the world, the capture of the sun god, and long lasting nights – a recurring theme in the Rig Veda, related to the Vrtra legend, point to a period in the history of humankind similar to conditions that would have existing during an ice age.
Only a cataclysmic event would have reversered conditions. What we do know is around 13,000 years or so ago, a global meltdown resulted in the birth of several rivers and rise in sea levels the world over. The composers of the Rig Veda, linked an ancient human memory with the birth of their great god Indra. While this particular hymn, gives no clues to what the exact cause of the meltdown might have been, the association is apparent. From this hymn, we may infer that the cause is earth bound – for his mother “bore him for a thousand months and many autumns”. We are told of the gargantuan scale of the event because at its occurence it was “endowed with all heroic valour”. “Then up he sprang himself, assumed his vesture, and filled, as soon as born, the earth and heaven.”
The result of this event is the demise of Vrtra, the demon, that no other gods were able to put an end to and the release of waters the world over.
Indra is the all-powerful God of the Arya tribes because he set free the Sun and Ushas (Dawn) from the caves of Vala and smashed the fortresses of Vrtra to release the waters held within for the sake of his people.
It is thus Indra who alone ensures that the Sun and Morning occur every day and it is he who gives them their splendour.
It is only Indra, who had the might to release the waters and cause the rivers to flood and flow all the way to the ocean. The very rivers that sustained and nourished the Arya people.
No wonder he is the greatest God extolled as supreme in the Rig Veda. (…) For those not familiar with the Vrtra myth, in its simplest form, Vrtra is a dragon that imprisoned the waters of the world. The major gods such as Varuna, Mitra and other Vedic deities were powerless against this dragon. It was only Indra, with the help of Visnu, who had the courage to confront and slay Vrtra and thereby release the waters for the benefit of humankind.
So why did it get to such a point, or more pertinently, why did Indra allow the dragon to obstruct the waters in the first place? Simply put, Indra did not exist then. The various accounts in the Rig Veda tell us that Indra was born after Vrtra had gained inexorable control over the waters. That immediately after being born, he obtains his weapon – the thunderbolt, drinks copious quantities of soma and with the aid of Vishnu, slays the dragon. -- [1]
Como sabemos das mitologias muito mais antigas do que as védicas que o dragão primevo era filho da deusa mãe podemos ter quase a certeza de que se trata de uma mitologia posterior formada por preconceito contra a queda da civilização cretense e do seu ascendente matriarcal.
Entre os povos de língua indo-europeia se muitas vezes o deus supremo tem por nome apenas o epíteto de pai dos deuses na maioria dos casos tem um nome que é corruptela deste epíteto ou de algum outro epíteto correlativo ou, ainda, tem um nome próprio que corresponde a uma variante arcaica do nome genérico do Deus Supremo.
If we trace back this remarkable word to its primitive source in that once lost but now partially recovered mother-tongue from which all our Aryan languages are descended, we find a root div or dyu, meaning "to shine." From the first-mentioned form comes deva, with its numerous progeny of good and evil appellatives; from the latter is derived the name of Dyaus, with its brethren, Zeus and Jupiter. In Sanskrit dyu, as a noun, means "sky" and "day"; and there are many passages in the Rig-Veda where the character of the god Dyaus, as the personification of the sky or the brightness of the ethereal heavens, is unmistakably apparent. This key unlocks for us one of the secrets of Greek mythology. So long as there was for Zeus no better etymology than that which assigned it to the root zen, "to live,"[99] there was little hope of understanding the nature of Zeus. But when we learn that Zeus is identical with Dyaus, the bright sky, we are enabled to understand Horace's expression, "sub Jove frigido," and the prayer of the Athenians, "Rain, rain, dear Zeus, on the land of the Athenians, and on the fields." [100] Such expressions as these were retained by the Greeks and Romans long after they had forgotten that their supreme deity was once the sky. Yet even the Brahman, from whose mind the physical significance of the god's name never wholly disappeared, could speak of him as Father Dyaus, the great Pitri, or ancestor of gods and men; and in this reverential name Dyaus pitar may be seen the exact equivalent of the Roman's Jupiter, or Jove the Father. The same root can be followed into Old German, where Zio is the god of day; and into Anglo-Saxon, where Tiwsdaeg, or the day of Zeus, is the ancestral form of Tuesday. [100] Marcus Aurelius, v. 7; Hom. Iliad, xii. 25, cf. Petronius Arbiter, Sat. xliv.
* While such is the meaning of Brahm, the meaning of Deva, the generic name for "God" in India, is near akin to it. That name is commonly derived from the Sanscrit, Div, "to shine,"--only a different form of Shiv, which has the same meaning, which again comes from the Chaldee Ziv, "brightness or splendour" (Dan 2:31); and, no doubt, when sun-worship was engrafted on the Patriarchal faith, the visible splendour of the deified luminary might be suggested by the name. But there is reason to believe that "Deva" has a much more honourable origin, and that it really came originally from the Chaldee, Thav, "good," which is also legitimately pronounced Thev, and in the emphatic form is Theva or Thevo, "The Good." -- The Two Babylons, by Alexander Hislop
A facilidade com que vários teónimos da mitologia grega permite tomar Te como a forma mais arcaica e imotivada para o genérico de deus, quase sempre relativo a deidades femininas, permite postular à partida que a origem do nome de Deus é Egeia ou pelo menos péri mediterrânica e matriarcal e relativa a Te ou Te-a, possivelmente iniciada por uma forma gutural que teve a expressão histórica mais antiga no nome da deusa suméria Ki, e por isso com variantes vária como Gi/Gea, Phi/Ophi, We, etc.
A suposta forma caldeia em Thav é pouco provável mas existem duas vias possíveis para chegar ao nome moderno de Deus. A mais óbvia é postulando um genitivo de *Ki-ush, que em caldeu seria literalmente o genérico para «deus menino» ou filho de Ki, o deus local de cada terra. Por esta via derivou seguramente o hitita Te-Xu-We, que já era uma redundância significando “deus Xuwe”, literalmente o deus da «chuva» e das tempestades, de que derivaram os deuses jupiterianos e Shiva! Xuwe seria então *We-Xu lido ao contrário, o que acontecia frequentemente nas línguas primitivas, porque cada sílaba era um semantema e, tal como ainda hoje, o qualificativo pode vir antes ou depois do qualificado. *We-Xu era Ki-ush, obviamente!
A mais rebuscada mas possivelmente uma variante inevitável seria a partir de Ka, um genérico arcaico de espírito da vida, vivente, de que derivaria o metafísico Ba egípcio, e que teria no masculino ou no plural a forma Kau de que derivaram Ziw, Tew, Thew e o assim também o postulado *Thav caldeu. No entanto, o termo egípcio ka, que pode ter sido quase universal no paleolítico superior como nome da vida e do ocre vermelho, não é uma termo imotivado mas uma evolução de Ki-A, água ou fluxo da terra (mãe).
 

Quadro I

Indo-europeus
Deus Supremo
Tótem
Símbolos
Helenos
Zeus
águia/touro
trovão
Latinos
Júpiter
águia/touro
trovão
Arianos
Dyaus pitar
touro
trovão
Anglo-saxões
Thunar
touro
trovão
Celtas
Taranis
touro
trovão
Germanos
Donner
touro
trovão
Citas
Papeus
veado
trovão
Partos
Mithra
Carneiro(?)
Fogo(?)
Persas
Ahura Mazda
cordeiro
fogo
Vedas
Vishnu/Varuna
touro
trovão
Hitita/Cretense
Teshub
touro
trovão
Se mitra tinha o carneiro ariano por animal de estimação a verdade é que a sua representação mais conhecida é o touro místico!
Taranis = "Thunder". The thunder-god of ancient Gaul, and master of the sky. He may be compared to the Roman Jupiter, although his place in the Celtic pantheon was not as prominent as that of Jupiter in the Roman pantheon. His attribute is the wheel, which could be the symbol of thunder. The Romans described as receiving human sacrifices.
Tarvos Trigaranos (Taruos Trigaranus) = The Gallic bull god who is known chiefly from a monument on the Seine (near Paris). Here he is honored along with Esus, Vulcan, and Jupiter.
                                            < Kauranus
     Taranis < Taur-an-ish < Taur-ish-an
Tarvus < Taruos < Tauros < Taur-ish.
                             > Tarwos < Karkius.
Trigaranus < Her-Kauranus, lit. “o general dos exércitos”
Sabendo-se que a 5ª-feira era o dia do sumo-sacerdócio e logo do deus supremo temos que o sax. Thor's day, o ing. Thursday e o al. Donnerstag revelam o nome nórdico do deus supremo Thor < Thur < Donner < Thunar, como tendo sido o deus supremo anglo-saxão.
Thor < Thur + Anu < Donner < Thunar.
Uma remota origem comum, nas línguas arianas, do nome de deus terá sido então, muito seguramente, *Tzhau® > Thseus > dyau etc. de que derivaram termos para conceitos relacionados com o “brilho da luz do dia”, Ahura, ou do ouro, aurus, e não, o contrário.
De qualquer modo, é de fixar que o brilho da aurora e do ouro, de que era feito o corpo físico dos deuses, estiver relacionados com o nome de Deus desde a origem das palavras.
Desde logo porque o termo dia do lat. dies, diei deriva, muito mais seguramente, do nome genérico de Deus já que a cada dia do calendário correspondia um deus ou seja, «deuses» = «dias».
Depois, porque a um vocábulo parecido com este se chega por intuição semântica (Tzhau® > Thsau > dyau etc.).
De seguida, porque é este o termo a que se chega quase literalmente em muitos dos nomes de deuses supremos.
E ainda, porque a própria mitologia permite suspeitar que de «Urano» à «aurora» deve ter ido um salto étmico muito curto!
Outras conclusões possíveis são as de que os indo-europeus não tinham, nem tiveram uma religião comum no sentido em que actualmente se utiliza este conceito, v.g. no islamismo dos Árabes. Se quisermos forçar as analogias diríamos que, mesmo enquanto cristãos, os Europeus permanecem, a este nível do monoteísmo de origem cristã, pouco uniformes. No entanto, é possível aceitar que, tal como hoje, tiveram uma ideia comum da divindade assim como uma forma muito própria de religiosidade. Dito de outro modo, os politeísmos indo-europeus têm um estilo próprio. Têm mais semelhanças estruturais do que nominais entre si mas, apesar de tudo é possível encontrar rastos linguísticos comuns espantosos entre os diversos panteões, que, se acessório, se revelam tão fantasistas quanto fantásticos manifestam uma certa uniformidade no que respeita ao nome de um suposto animal totémico super-tribal.
 

Quadro II

Povo \ Deus
Deus supremo
Esposa
Parédro/deus filho
Helenos
Zeus
Hera
Dioniso
Latinos
Júpiter
Juno
Baco
Cananeus
El
Astarte
Baal
Sumérios
An
Ki
Enlil/Enki
Babilónia
Enlil/Marduk
Ishtar
Anum
Assíria
Assur < Ashur
Ishar
Adad
Cartago
Melkart
Tanit
Ammon
Elamitas
Inshushinak
Athirat
Napirisha
Fenícios
Melkart > Moloc
Hegat
Adónis
Esrael
Shadai (< Kadar?)
Astart
Adonai
Ugarit
Aleyn (< Eloim?)
Anet
Adad
Judeus
Jeová
Shalem
Adonai
Etruscos
Tinia
Uni
Menrva
Arianos
Dyaus pitar
Diva
Artim
Anglosaxão
Thunar
Freya
Odin
Citas
Papeus
Tabiti
Artimpasa
Persas
Ahura Mazda
Anaita
Mitra / Shamas
Vedas
Varuna
Diva
Mitra
Hurrita
Kumarbi
Hepat
Teshup
Hititas
Teshub
Hebat/Arinna
Jepat
Cretense
Teshub
Ari(a)nna
Minutauro
Quer o deus supremo tenha sido primeiro a cobra da deusa mãe, quer o veado, como parece ter acontecido nos primórdios das civilizações anatólicas, quer depois o touro, foi sempre um ente animal.
Ninsusinak = The national god of Elam, in ancient Asia Minor, and the tutelary deity of Susa, the country's capital. He is also the god of the oath and the judge of the dead. His consort is Pinikir. His Akkadian name is Susinak. Other names, Insusinak
Insusinak < Nin-Susinak < Susinak = Susi-Naki.
In-Shushi-nak é quase seguramente um teónimo compósito por:
In < Nin, aquele que é o senhor do Céu,
Susi < Shu-Shu (Shu, deus da guerra no Egipto) < *Kiko-Kiko > At-At > Hadad. > Shausha > Sousa > Susa.
Nak < Anki < Enki.
Ou seja, In-Shushi-Nak = “O Sr. Hadad é Enki” ou, Enki, Senhor de Susa!
Pinikir, esposa de Insusinak seria uma corruptela da frase ritual *Ki-Nin-Kur, obviamente relativa a Ki, senhora (Nin) do Monte (kur).
Pinikir < Pino | Phini < Kian | -Kur,
lit. “o monte cósmico primordial da aurora!”
Napirisha < Ana-phyr-ish > *Amphurisca < Enkur-isco
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Figura 2: Stele of Untash Napirisha, Sandstone, ca. 1340–1300 BC, brought from Tchoga Zanbil to Susa in the 12th century BC fish tailed woman holding snakes.
Napirisha est représenté comme une divinité anthropomorphe, souvent associé à la figure d'un serpent symbolisant les eaux primordiales. Il est ainsi identifié au dieu mésopotamien Enki / Ea, dieu des eaux primordiales de l'Abîme. En Élam même, il se rapproche de la figure de Humban, le grand dieu de la région d'Awan auquel il se substitue en devenant la divinité tutélaire des rois élamites vers 2000 av. J.-C.
Son nom signifie en élamite «le grand (-ša) dieu (napir)» et s'écrit dans les textes cunéiformes avec l'idéogramme GAL (qui signifie «grand» en sumérien), qui a mis du temps à être interprété de manière correcte.
Obviamente que o uso enfático do sumeriograma GAL não altera o nome do deus que como os nomes humanos não são para traduzir. Quanto muito são para entender como teoforias.
Napir-isha é literalmente o pequeno Napir e não se entende muito bem como teria em elamita o significado genérico de divindade como o sumério Din-Gir.
Claro que Napirisha é, obviamente, *Amphurisco, quase o mesmo que Anfitrite, mas seguramente seu filho e esposo, pois são fortes as suspeitas de estarmos perante deuses marítimos.
A poesia teológica e a especulação sacerdotal acabariam por elevar o animal totémico à categoria dum Kar etéreo e luminoso como o Sol ao qual foi buscar atributos mais ou menos explícitos conforme as teologias dominantes.
De facto, Deus só foi associado ao sol de forma explícita e exclusiva pelo monoteísmo de Akineton e depois pelo mazdeismo, possivelmente um ressurgimento tardio daquele heliocentrismo teológico.
No entanto, o padrão do deus supremo, único solitário e cheio do «poder de fogo», foi sempre o «deus pai sol». Pelo menos no Egipto os deuses supremos que se sucederam na sua longa história (Atum > (U)Ra > Amom > Amom-RA) foram sempre deuses solares assim como os deuses mais populares e universais, Khepri «o sol nascente» e Osíris, «o sol posto»; Horus, «o céu do sol e do dia» e Seth o «céu nocturno».
A Deus andaram associados obviamente o Céu e todos os astros salientando, como se disse, o sol, a lua e as estrelas e, mais junto das preocupações humanas, as alterações climatéricas e a formidáveis forças da natureza como o temporal e as trovoadas, com o seu cortejo de raios, trovões e relâmpagos, o fogo devorador dos estios mediterrânicos e dos vulcões e os tremores de terra. Conforme o temor em voga o deus supremo associava-se a um desse temíveis poderes da mãe natureza.
Os deuses jupiterianos são tipicamente taurinos na sua violência tormentosa, vulcânica e telúrica pelo que terão algo a ver com um temor colectivo que se transformou num terror mítico relacionado com a violência destrutiva e apocalíptica da natureza, tão característica do deus Yavista do dilúvio e da destruição de Sodoma & Gomorra e do Deus apocalíptico cristão. Um temor tão expressivo teve que resultar duma catástrofe histórica bem localizada e próxima do tempo em que antecedeu este fenómeno religioso que parece ser comum a toda a civilização antiga posterior ao Sc. XV a.C.
Ora, uma catástrofe com o impacto histórico e cultural desta magnitude só pode ter sido a que provocou o fim da civilização minóica e motivou o mito da Atlântida ou seja, a que corresponde à explosão do vulcão de Santorini cerca do ano de 1650 a.C.
Claro que o nome de Deus é seguramente anterior a esta data que, na teologia, apenas marca a ascensão dos deuses taurinos da idade do bronze. Antes do touro existiram os deuses arianos que tiveram de facto o sol como ascendente!
Contrariamente à tese de que o nome de Deus veio dum radical que Emílio Bossi[2] diz ser divv do sânscrito luminoso e Pierre Lévêque[3] *dei- = brilhar, pelo contrário, o nome proveio directamente do nome do Deus totémico das tribos primitivas indo-europeias, por sua vez recebidas de povos neolíticos muito mais desenvolvidos culturalemente como eram os do crescente fértil.
De facto, no sânscrito luminoso é Buda, buddha < bud + dha. Mesmo que *dha- seja luz (e não divv) nada prova que não seja este conceito o étimo derivado dum antiquíssimo nome de deus e não, na inversa, o criador do conceito solar subjacente ao nome de deus tanto mais que a relação dos deuses com os astros é posterior à sua relação, bem mais primitiva, com os animais.
O nome deste Deus Supremo terá sido Ki-ish, lit. «filho da terra mãe» > Kius + ur > Kiur > Kur seria uma sequência étmica mais do que provável. Dito de outro modo, é bem possível que a mitologia Suméria, tão fortemente aglutinante quanto lógica e interpretava, nos permita uma equação que nos reportaria afinal para a ideia cosmologia mítico de que no principio era o útero da grande Terra mãe, Ki:
Ki + ur > Kur > Ku® ó Kius < Ki + ush > Zius > Theos > Deus.
 
Ver: DEUSES DO FOGO (***)
 
De Kius ou kiu® veio Phius > Phian > Phiuran de que pode ter derivado *t/dyau- étimo de que terá saído toda a teogonia incluindo mais tarde o nome dos touros. Em boa verdade deve aceitar-se  Phian < Phanes, como origem de toda a luz primordial, entendendo que este deus esteve sempre relacionado com a deusa mãe e o matriarcado, ou seja com uma ideologia que não pressupunha o conceito de Ser Supremo mas um panteísmo vitalista e animista, e daí F/Pan < Ph/Kian > Kan > ka, «alma vital».
Nas festas báquicas de Dionísio refere-se que:
“When Dionysos emerges from the thigh, He will be hailed as Light of Zeus (Deos Phôs).
Claro que a conotação solar presente na raiz semântica Phôs já era previsível a partir de termos como «facho, farol, fósforo, epifania» etc. Se de Kius derivaram os étimos gregos luminosos em pha/ô podem também ter derivado o étimo latino dos dias. Na verdade os dias eram o tempo da adoração dos deuses. Do genitivo dei do dia dos deuses das calendas romanas derivou o termo referente ao tempo da luminosidade divina do deus solar dies com o sentido de (festividades) dos deuses. De facto, foi deus (singular ou plural, como saber?) quem criou a luz, o dia e o resto como parece de boa lógica, já que o é de boa teologia e ainda de melhor semiologia, e não o inverso! O indo-europeu *dei- (de brilhar e do dia assim como de aurora e do ouro!) teria assim derivado do teónimo genérico diayus/dei que deverá ter sido comum não apenas ao latim mas ao cerne das línguas indo-europeia.
Na verdade, existem algumas provas paralelas para comprovar este facto:
(1) Na opinião dos...
Mandaeans of Iraq, Melek Ziwa is the Light King”.
Dado que Melek > melk = rei, então => Ziwa = Luz. Ou seja, o conceito de Deus da luz também andou nomeado por Zeus. Mas então qual terá sido a origem de Ziwa? O mais provável é que tenha surgido segundo a seguinte cadeia étmica.
                                > Grec. Teos
Tijaz < Run. Tiwaz < *Kiki-ash > Kiwat.
                                                       Kiw(el) > Ziwa > Hind. Shiva.
                                                              > Diuas > Devas > Deus.
                                > Thiuash à Gael. Thuas
                                               > Thziu(s) > tzyaus > dyaus > dies.
                                                             > Zius > Zeus.
                                                             > Hit. Sius.
(2) Comprova-se que na tradição gnóstica o nome íntimo de Deus era Jeu de que Jawe/Yahe seria uma adulteração!
Tiwaz, Tiwat Luwian sun-(supreme) god (Palaic. Tijaz, tiuna); function and appearance similar to Hittite Sius, Tiw (sun-god), Istanu.
Tiwaz < Tiw-at, lit. «filho de Tiw»
Tiw + Anu = *Tiwanu => Palaic. Tiuna. > Tanu + ish > Istanu.
                                       > Etrusc. Tinia.
 
Ver: ENKI (***)
 
Nas línguas europeias não latinas, temos:
 
Alemão
Gott
Dinamarquês
Gud
Espanhol
Dios
Estónio
Jumal < Kumal < Kumar(bi)
Francês
Dieu
Gaélico
Thuas
Gales
Da < Dia
Inglês
God
Irlandês
Dia
Italiano
Dio
Lituano
Dievs
Norueguês
Gud
Polaco
Bog
Romeno
Zeu
Russo
Bot
Sueco
Gud
Grego
Teos
 
Da lista proposta só o estónio conserva no nome genérico de deus um arcaísmo que pode ter origem em Kumarbi, o nome do «pai dos deuses» hitita.
Se o nome genérico de deus corresponde a uma cultura de generalidades comuns então podemos inferir, pela distribuição do nome de Deus entre os chamados indo-europeus uma dicotomia que, em rigor, contraia a tese da sua unicidade cultural e linguística e, no limite a veracidade desta tese. Em verdade, o que podemos inferir é a existência de uma cultura celta a sul que partilhou o nome de deus dos latinos e uma cultura teutónica a norte, que partilhou o deus anglo-saxão, se bem que, entre uns e outros as similitudes de origem cultural sejam tantas que a miragem da tese indo-europeia acaba por se infiltrar. Assim, o nome genérico de deus dos indo-europeus do sul derivaria de *Kiw. Por sua vez, o nome de Deus dos povos teutões teria sido adquirido a partir das costas ibéricas a partir do nome dos deuses dos rios andaluzes, Gua / Gau.
 
Ver: MISTÉRIOS DAS ILHAS PERDIDAS / GUA (***)
 
Este deus teria sido comum aos povos da costa ocidental da época dos povos do mar responsáveis pelas últimas migrações marítimas que levaram à colonização dos mares do norte no fim da última pequena glaciação do sec. XII ª c. No entanto, este deus seria afinal uma variante arcaica ocidental das fórmulas litúrgicas referentes ao «filho de Deus» que com o advento do patriarcado se iria transformar no deus pais jupiteriano e taurino.
Gaudeamos domine!
No entanto, Gua / Gau são variantes de Ka-u < Ka-ku <= Ki.
Notar que quase todos os nomes de Deus de povos latinos perderam o «esse» terminal, seguramente porque este seria opcional ou mesmo desconhecido nos falares comuns. Este facto levanta a questão da origem do «esse» nominativo, comum a quase todas as línguas indo-europeias antigas. Numa abordagem sumária pode considerar-se que se trata dum genitivo com funções de diminutivo carinhoso forma litúrgica que progressivamente se transformou em nominativo por se ter tornado comum nos fórmulas litúrgicas apelativas dirigidas ao «deus menino» solar que os filhos de Deus jupiterianos e taurinos eram. Assim se compreende que Deus seja Dio em italiano, Dieu em francês, Dia em irlandês, Da em Gales e tenha a forma bizantina Zeu em romeno. O espanhol Dios, o português «Deus»[4] e o lituano Dievs são óbvios latinismos. A forma latina Dis seria uma variante arcaica muito contraída.
In The First Book of IEOU,  Chapter 5 : “He has emanated ' him, being of this type ... This is the true God. He will set him up in this type as head'. He will be called Jeu”.
Pois bem, Ieou > Jeu > jau > Jaw > Iawé não seria tudo o mesmo nome? Claro que sim, tanto mais que este mesmo nome existiu fora do mundo cultural judaico ou mesmo fora da cultura semita.
An > Anus => Jaw + anus > Jauanus > Janus.
Jov < Jaw > Ju ou Chu > Zu + Anu > Anzu.
De qualquer modo é de salientar que ao termo genérico divino indo-europeu andam associados étimos de conceitos tão importantes e comuns como os «Dias» < Lat. Dies, Diei.
Deste nome de Deus terá nascido outro também muito universal e comum…
Phiaur(an) > Kaur > Haur < Hórus > aurus > Eros.
                   > Thzaur > «Tezouro» > Touro > Douro» e
                   > Haura > «Aura» da «Aurora».
…que precede os deuses solares, o «ouro», considerados pelos egípcios como a substância do corpo de deus, e «touro», o animal totémico dos deuses jupiterianos e o nome da principal deusa mãe semita, Ishtar.
Tilla = Hittite-Hurrian bull-god. The attendant and vehicle of the storm-god Tesub.
Veículo de Zeus foi também o touro branco que foi pai do Minotauro e raptou a Europa. Seguramente que a popularidade deste termo entre antigas civilizações neolíticas do início da agropecuária se deve em parte ao facto de ter sido criada a metáfora entre a impetuosidade fértil do touro e a violência fertilizadora dos deuses «manda-chuva».
Esposa do deus Touro, semelhante a
Taur > Ish-taur, “filha do touro” > Ishtar => ashtra > «astro», planeta Vénus como estrela da manhã. A reminiscência de que o nome da deusa do amor estava relacionado com o nome do deus Tauro da fertilidade, encontramo-la entre os Etrusco onde Turan era a equivalente de Vénus.
Turan [goddess of love]. [Venus, Aphrodite] ATI TURAN is Goddess of Love and Desire in all its Aspects, Pure and Impure. She brings the Spring and Fruitfulness.
Tanriça = deusa em turco < Tanurisha < Turan-isha
A passagem de Kaur a Taurus deve ter correspondido a uma revolução cultural de tipo mundial localizada no tempo do começo da idade do ferro e do patriarcado. Deve ter correspondido também a uma revolução agro-pecuária resultante da domesticarão intensiva do touro que passou a ser o animal tutela da nova religião e o símbolo do deus pai do patriarcado! Pelo menos no Egipto foi por volta do Novo Império que o touro começou a ser domesticado ou pelo menos a ser pastoreado de forma intensiva.[5]
Quadro III
Povo
Deus Supremo
variante
 
 
 
 
pai
Helenos
Zeus
Teos
Z/T
e
U
s
pater
Latinos
Júpiter
Deus
J
e
U
(s)
piter
Arianos
Dyaus pitar
Dyaus
D
ya
U
s
pitar
Anglosax
Thunar
Thauran
T
a
U
r
 
Celtas
Taranis
Ta(u)ranus
t
a
(u)
r
 
Escandinavo
Thy(o)r
Taur
t
a
u
r
 
Citas
Papeus
Eus
 
e
U
s
pap(er)
Persas
Ahura Mazda
(T)aura
 
a
U
r
(M)a(z)da
Vedas
Varuna
Haur
H
a
U
r
an(u)
Hitita/Creta
Teshub
Shu ptes
Sh
a
U
(s)
p(i)t(a)r
                 
Compreende-se assim que o Touro, sendo o maior concorrente do antigo Eloim ou do novo Adonai semita, tenha sido o deus mais odiado pelo mais fanático dos monoteistas que foi Moisés, ou assim foi tido como tal pelos fanáticos judeus zoroastrizados! De facto, nesta génese etimológica dos deuses que retoma os caminhos da teogonia clássica, Taurus aparece mais como filho de Kaurano do que como evolução deste nome. É possível que o animal totémico de Carnos (Cronos) tenha sido o carneiro e portanto que o nome vulgar deste deus tenha sido Kar de que derivam todas as etimologias de car, gar e outras (car+ana+rius > carneiro).A era do Carneiro precedeu a era do Touro na evolução histórica. A Suméria era uma Civilização de pastores de ovídeos. Em grego os carneiros são Áries < arues < (k)a-ur es = animais do deus da cidade de Ur. Ao carneiro Aries associa-se o sol e por este o ouro a que andou associado o mito do «tosão de ouro» dos argonautas, e a ambos o poder que só a guerra permite ter. Aries seria assim um filho semântico de Kauran persignado para ser o deus dos Kauroi, e por isso um deus da guerra.
Ora esta relação do nome de Deus com Kar é uma das mais arcaicas relações linguísticas de que pode ser obtida memória. Derivada do nome dos deuses Kaur, animais totémicos da época pré-histórica do período de transição das condições de produção antiquíssimas da caça recolecção para a caça vigiada do neolítico antediluviano, que antecedeu a época agro-pastoril pós-diluviana, Kar é já a espuma ou a nata resultante dum intenso e prolongado batimento do oceano da oralidade contra a dureza da memória humana.
 
DINGER
Interessantes a este respeito são os termos utilizados para designar de forma genérica a divindade tanto no Egipto como na Suméria.
Suméria
= dingir
< Thin gir < Tan ger
< Kian Kur
Egipto
= netger
< Then ger < Tan ger
< Kian Kur
 
Ver: ANU (***)
 
Do mesmo modo...
Helios, called Panderkes < Pan-Ker-kus < *Pan-Kurkius => «Pancrácio».
Kian Kur >  *Pan-Kur-kius < Kian Iscur.
Athin gar> thin ger => Tanger, na Líbia
San Tar > Santar => Santarém, em Portugal.
Kan Tawr > Cantawuria => Cantábria, em Espanha.
Pan-Ker > Panzer, nome de tanques alemães da II G.G.
Tengri (Mongol) < tengeri (Buryat) < tangere (Volga Tatar)
< tingir (Beltirs) < Sumer. Dinger <Ki-an-| Kur > Tangar (Yakut)
                                                    > Taur > Tura (Chuvash).
Claro que as coincidências semânticas deverão ser consideradas cada vez mais improváveis pelo que é obvio que devem ser retiradas as devidas ilações de certos factos semânticos agora apresentados. Os montes cantábricos são terra de reconhecida frequência de arte rupestre.
Santarém em Portugal corresponde a uma região geográfica bem definida de intenso culto do «touro de raça» tanto no que tal envolve de velhas tradições civilizacionais agro-pastoris como de aspectos culturais arcaizante em torno de crenças e ritos relacionados com a fertilidade taurina na mais óbvia das tradições minóicas do sul mediterrânico.
Os vértices deste polígono geográfico tinham por centro Creta que deve ter sido a terra de origem do nome dos centauros. Porém, o mito grego dos centauros deve ter sido uma metáfora tardia dedicada à, então estranha, arte de equitação dos citas.
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Figura 3: A diagram of the Tengriist World view on a Shaman's Drum. The World-tree is growing in the centre and connecting the three Worlds: Underworld, Middleworld and Upperworld.
Various pre-Islamic Turkic civilizations of the 6th century were Shamanist and Tengriist.
Tengri (m.; Altai: Mongols). The supreme god is Tengri, ‘the sky’ (Mongols). The supreme divinity is tengri (Mongol), tengeri (Buryat), tangere (Volga Tatar), tingir (Beltirs), Tangar (Yakut) and probably tura (Chuvash), which means ‘sky’. According to the Buriats of Siberia, a swallow stole fire from Tengri, and brought it to men. In the seventh storey, together with the sun, lives an omniscient Mergen-Tengere (‘Sharpshooter-god’), who reminds one of the Ostiak ‘Arrow-sacrifice Torem’. Dare one assume this deity to reflect an ancient god of lightning?.
E assim se conclui que:
1º O conceito de “Deus Pai”, que culminou no monoteísmo paternalista judeu, é intrínseco às teologias da idade do bronze e marcam o começo do patriarcado, pelo menos entre os povos indo-europeus.
2º A expressão fonética que os indo-europeus utilizariam para o conceito de divindade seria = (consoante dental, fricativa ou gutural) seguida ou não de semivogal + u(s), morfema sumério com o significado de género masculino. Este som U sempre presente, por vezes v (jovis), deve ter sido nuclear.
3º Esta expressão foi herdada da teologia proto-suméria, a menos que se pudesse provar que esta civilização pode ter correspondido apenas ao culminar duma cultura neolítica anterior de predomínio étnico indo-europeu.
4º No entanto, a tese indo-europeia faz pouco sentido pois é fácil de demonstrar que a evolução cultural se deu sempre em torno do mediterrâneo e que os povos limítrofes, tanto do norte indo-europeu, como da partir da África negra a sul (neste último caso mais dificilmente por identificáveis razões geográficas), contribuíram sempre para a revitalização da cultura e da civilização.
Tanto pelo contributo de renovação étnica como pela dinâmica de rejuvenescimento cultural, por fenómenos de ambição económica própria das zonas periféricas relativamente desfavorecidas, as constantes migrações em direcção ao mediterrâneo constituíram, ao longo dos primórdios da história, os mais eficazes incentivos à criatividade que tem sido indispensável ao progresso da humanidade e às inovação ideológicas decisivas. Uma das primeiras inovações ideológicas marcantes terá sido a divinização em vida dos reis sacerdotes que lideraram as grandes civilizações imperiais do início da história. Sob este aspecto, esta começou no final da glaciação, por volta do 5º milénio a.C. nas ilhas mediterrânicas, progrediu em Creta de onde passou ao Egipto e às cidades estado da Suméria e depois à Índia e daqui ao extremo oriente onde desabrochou nos Impérios Do Sol Nascente. Foi este o modelo que, com as necessárias adaptações, culminou no plano religioso no monoteísmo e no plano político no cesaro-papismo católico e nos imperialismos ocidentais.
 
 


[1] http://rigvedaanalysis.wordpress.com/2014/03/23/the-birth-of-indra-end-of-an-ice-age/
[2] em Cristo Nunca Existiu
[3] Pierre Lévêque, volume III- OS INDO-EUROPEUS E OS SEMITAS
[4] No termo «sandeu» parece ter persistido uma forma arcaica do nome popular de Deus.
[5] Jean-Claude Goyon, Les Paysans du Nil et leur produit, Cience & Vie hors serie nº 197.

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