terça-feira, 27 de agosto de 2013

SALÁCIA e outras sereias esposas do mais arcaico dos deuses dos mares, DAGON. por artur felisberto.

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Figura 1: Neptuno e Salácia. Denário de Sexto Pompeu.
The sanctuary of Dagan at Tuttul is very well documented from the Sargonic period and during the whole of the second millennium. The most logical conclusion, then, is to think that 'the Lord of Tuttul' is Dagan, and thus, in the light of the documentation from Ebla, Dagan was worshipped at Ebla under this local dedication. The presence of a divine statue of the goddess Ša(l)aš, as the consort of dBE in Tuttul (EB:T 18), is further proof for identifying 'The Lord of Tuttul' with Dagan, since in later tradition(s) Dagan has Salas as a consort. -- The God Dagan In Bronze Age Syria, By Lluís Feliu.
Šala's primary role was as Adad's spouse, through which she was also believed to have power over crop fertility. A Standard Babylonian copy of the astronomical text MUL.APIN equates the constellation "The Furrow" (Virgo) with "Šala, the ear of grain" (SBMUL.APIN I.52). The brightest star in Virgo is still known today as Spica (L. "ear of grain").
A genealogia de SALA não é clara. Em listas divinas ela está equiparada com Medimša (a esposa tradicional de Iskŭr) e quatro outras deusas sumérias (Schwemer 2008: 566). Durante o segundo milénio Sala foi identificada com Salas, esposa de Dagan.[1]
Cult Places Šala was venerated with Adad at major Babylonian and Assyrian centres from the second millennium onwards (Schwemer 2008: 567). In Assyria a sanctuary é-dur-kù at Karkara is ascribed to her.
Me-dim-ša <= Me = lei divina; Dim = conceber; Ša = coração.
= Aquela que concebe as leis divinas no coração = Sr.ª da Conceição.
Me-dim-ša seria o epíteto mais comum da esposa de Iskŭr mas o nome oficial seria o feminino do termo Iskŭr.
Quando se afirma oficialmente que “a etimologia Suméria de Iskŭr é desconhecida, que tanto pode ser a forma obsoleta de outra palavra suméria, ou um nome emprestado de uma língua que não era nem sumério nem semita” ([2]), se está a impedir a compreensão tanto do nome de Shala como de Iskŭr que no entanto parece ser o que parece: uma forma genitiva de Kur, possivelmente enquanto filho de Enki / Kur, de que Ishara seria o feminino.
De acordo com o que se tornou a genealogia dominante, o pai Iskŭr / Adad 's é o deus do céu An / Anu. No entanto, na literatura sumério Iskŭr é, por vezes, o filho de Enlil, a disparidade provavelmente reflecte duas tradições locais (…). A mãe de Iskŭr / Adad é mencionada apenas uma vez, em uma oração da Babilônia antiga, onde Iskŭr é chamado o filho de Uras ().[3]
Obviamente que Iskŭr só é por vezes filho de Enlil por causa da relação circunstancial e meteorológica de o vento preceder o «escuro» das tempestades porque de facto não era filho dele mas muito possivelmente seu irmão enquanto filho de Anu ou mera variante de Enki enquanto Senhor dos infernos do Kur. Ish-Kur que seria literalmente o “deus do Kur” e por isso o «Escuro» que precede as tempestades e a «escuridão» eterna da morte e dos infernos e que em Ebla seria apenas Kura.

Ver: OS DEUSES «MANDA-CHUVA» / ISCUR / ADADE (***)

A relação etimológica de Salas com Ishara é inevitável porque esta deusa também foi conhecida como esposa de Dagon.
Ishar (Ishara) é a palavra hitita para “tratado, e contrato-promessa”.
Este facto bastaria para se suspeitar que derivaria do nome da deusa que personificava o voto e o juramento. De facto, “nas tradições hurrita e semita, Ishara é uma deusa do amor, muitas vezes identificada com Ishtar”.[4]
Ora, Istar era uma deusa suficientemente conhecida do mundo semita para haver dúvidas sobre a sua origem semita e evitar a veleidades da busca de uma suposta origem indo-europeia só porque Ishara era uma deusa do panteão hitita, supostamente o primeiro de cultura indo-europeia quando na verdade seria uma cultura anatólica continental de forte influência suméria mas com uma cultura comum arcaica relacionada com o mar Egeu.
The word is attested as a loanword in the Assyrian Kültepe texts from the 19th century BC, and is as such the earliest attestation of a word of any Indo-European language. The name is from a PIE root *sh2ei "to bind (also magically)", char in Bulgarian "magical charming", also in Greek himas "strap" and Old Norse / Old High German seil "rope". Possibly also cognate is soul, and Welsh Gwen-hwyfar (Irish Find-abair, from Proto-Celtic *windo-seibaro- "white ghost", from a meaning "enchanted" of the extended root *sh2ei-bh-). ishar (or eshar), oblique ishan-, the Hittite for "blood" is probably derived from the same root, maybe from a notion of "bond" between blood-relations (c.f. Sanskrit bandhu). The verb ishiya "to bind, fetter", "to oblige" is directly cognate to Sanskrit syati or Russian shyot with similar meanings.
The Indo-European etymology of the theonym has been called into question, since the goddess appears from as early as the mid 3rd millennium as one of the chief goddesses of Ebla, and her name appears as an element in theophoric names in Mesopotamia in the later 3rd millennium (Akkad period), and into the first (Assyria), as in Tukulti-apil-esharra (i.e., Tiglath-Pileser).
Na verdade, seria de esperar que a mais cultuada deusa do mundo oriental neolítico tivesse várias variantes locais como foi de facto o caso, entre elas a hitita Ishara que de facto nunca foi hitita porque foi conhecida entre os sírios de Emar como Ishara de Ebla, ou seja uma deusa síria de provável origem egeia como Dagon.
Variants of the name appear as Ašḫara (in a treaty of Naram-Sin of Akkad with Hita of Elam) and Ušḫara (in Ugarite texts). In Ebla, there were various logographic spellings involving the sign AMA "mother". In Alalah, her name was written with the Akkadogram IŠTAR plus a phonetic complement -ra, as IŠTAR-ra.
                           > Shala ó Tala ó Tellus
«Sara» < Shara < Ish- | Ash- / Ush- | hara < Kara < Kaura
< Kura < Kur < Ishkur ó Ishtar > «Ester».
The relationship between the spouses of the weather-god and of Dagan has been a problem, with different interpretations among modern scholars. There is a tendency in the literature to see the existence of a single goddess, i. e. Sala(s), as the consort of both gods. (…)
On the other hand, some scholars have preferred to see an equivalence of the two gods, as proposed by Babylonian theologians. (…)
The purpose of this article is to elucidate this problem and show that in fact Dagan and Adad had two different wives, i. e. Salas and Sala respectively. (…)
It is quite clear that in all these attestations of Adad and his wife, the goddess is written consistently with a final a which is never followed by a sibilant. (…)
The Hurrian and Hittite sources are the first indication of a certain confusion between both goddesses. (…)
As we can see, all these quotations come from first millennium copies (except for An=Anu sa amµli, which is MA) and they mostly form part of god lists. (…)
Even so, this contamination only seems to have happened in some learned and theological circles. (…)
The case of Salas, Dagan's wife, is difficult to explain, but the use of the writing Ninhursaga in Mari to write Salas could be an indication of her character as a mother-goddess, a character which is well suited to the wife of the head of the pantheon of inland Syria. The other gods of the same rank as Dagan from the neighbouring pantheons also have wives who are mother-goddesses, as in the case of Enlil with Ninlil or Ninhursaga, and El with Atirat. -- Two brides for two gods, The case of Sala and Salas, Lluis Feliu, Barcelona.
Lluis Feliu nem sempre terá razão nesta intricada verdade mítica onde as coisas eram mais o que pareciam do que o que eram realmente. No entanto, Lluis Feliu omite que se Ninhursaga era uma irmã incestuosa de Enlil e de Enki, enquanto Dam-Kina e Dam-gal-nuna era sempre esposa de Enki, o que dá como resultado uma identificação de Dagon com Ninlil quando o mais acertado teria sido identificar Dagon com Enki porque, de facto, Dagon pouco ou nada tem a ver com os deuses das tempestades orientais e quase tudo tem a ver com Enki enquanto deus das águas doces ocultas subterrâneas e por isso com o saber a perspicácia que era necessária para as descobrir. Quer isto dizer que a confusão entre Sala / Salas tal como Lluis Feliu descobre, “ parece ter acontecido em alguns círculos eruditos e teológicos” babilónicos, ou seja, as mesmas que acabam por criar as correntes teológicas que referem que Dagon pode ter sido idêntico a Baal Adad no primeiro milénio antes de Cristo por não ser do interesse sacerdotal babilónico conhecer a tradição mais antiga de Dagon e de sua esposa Salas como deuses originários de Creta.
Dada a importância que Dagon tinha em Ugarit onde o Templo de Baal era o mais importante edifício religioso e onde ainda assim o templo de Dagan foi o segundo mais importante dos cinco templos da cidade não deixa de ser espantoso que “no entanto, Dagon seja referido apenas de passagem, como o pai do Adad nos textos mitológicos ugaríticos”.[5]
Sendo assim, Salas / Sala só poderia ter sido confundido se Dagon pai e Adad filho o pudessem ter sido também. Ora, a verdade é que Lluis Feliu apenas comprova que a tradição do casal Adad / Sala foi mais constante do que o do casal Dagon / Salas.
Por outro lado, a constatação de que Salas seria uma deusa mãe variante de Ninhursaga nada adianta como garantia de que fosse esta a possível razão porque seria confundida com a filha Sala.
O que espanta e deixa dúvidas por resolver é o facto de ser a forma genitiva Salas / Salus a que se referiria à deusa mãe da geração anterior de que faria parte Dagon. No entanto a explicação pode ser simples e resultar de um mero equívoco gramatical que terá feito escola nas cortes hititas e que seria o de transformar as formas genitivas dos nomes dos deuses em -ush em nominativos que vieram a fazer parte da primeira declinação latina e que inicialmente não teriam género definido como foi o caso de Tellus e de Vénus na cultura latina, de Aretusa e Medusa, na cultura grega, por exemplo. Outra razão poderia ser ainda mais subtil. A esposa de Dagon pode ter sido uma deusa do mar Egeu que veio a evoluir para Salácia depois de ter sido Salassa em dórico e que teria chegado aos hititas como Salusa ou Salus.
Salácia era uma ninfa, prometida em casamento a grande rei dos mares, Neptuno. Antes do ato se concretizar Salácia revoltou-se e escondeu-se no fundo do oceano. Netuno mandou todas as criaturas marinhas do mundo em sua busca. Foi bem sucedido um golfinho que encontrou a ninfa, entregando-a para casamento ao grande rei. Salácia é assim a rainha dos oceanos.
Salassa doric for thalassa. (…) Thalasso-medon, ontos, o (,   ) = A. lord of the sea, Nonn.D.21.95: Lacon. fem. salassomedoisa Alcm. 84. -- Perseus Digital Library.
A variante deste nome era Salassa que seria a variante fonética anatólica de que derivou a latina Salácia, esposa de Neptuno, que afinal era a mesma que Anfitrite, a Salasso-Medusa, esposa de Talassomedão / Poseidon.

Ver: TALASSA (***) & ANFITRITE (***)

Salofa < Salaupha < Sal-akua, lit. «A (deusa da) água salgada» 
ó Lat. Salacia = Samoan tale's girl/sea turtle.

De resto, a forma Salas / Salus, esposa de Kumarbi pode ser a razão da homónima latina que seria uma deusa da saúde por ser salgada e preservar os corpos da decomposição como Salquet.



Ver: OS DEUSES DA SAUDE – I / SALUS (***)







Linear A:































D-I-P-T

DA-I-PI-TA

name in a list (cf. Linear B da-i-pi-ta)
ZA 8.5; name in a list
ZA 10a.4-5

D-J-T

DA-JU-TE

heading
HT 34.1; HT Wa 1031

D-K

DA-KA

word
HT Wa 1001-1005

D-K

DA-KI

name in a list
HT 6b.5

D-K-N

DA-KU-NA (related to DA-KU-SE-NE?)

name in a list
HT 103.4

D-K-S-N

DA-KU-SE-NE (related to DA-KU-NA?)

name in a list
HT 103.2, 4-5

D-K-S-N-T

DA-KU-SE-NE-TI

name ("of/from") in a list
HT 104.1-2

DA-I-PI-TA / DA-JU-TE => DA-I-JU-PI-TA® > Deus Jú-piter.

Existem indício de que Da / Tha significaria inicialmente a cobra fêmea (tan) e estaria por isso relacionado com a deusa mãe por derivação a partir de Ki / ka e que com o tempo acabou como genérico de deus Ta/te de Teos.

Assim, até prova em contrário o nome cretense de Dagon seria *Dakuna de que Dakusene seria um possível genitivo.

A consorte cretense de *Dakuna seria *Sara, variante de Istar antes de ter evoluído para Sala…possivelmente num ambiente estrangeiro como foi a síria nos tempos minóicos.







S-R

SA-RA2

name in a list
HT 18.2; HT 28a.3, b.2; HT 30.1; HT 32.1; HT 33.1; HT 34.1-2; HT 90.1-2 (first of two names); HT 93a.4; HT 94a.3 (only name in second list); HT 99a.1 (first name); HT 100.4 (only name in second list); HT 101.3 (second name); HT 102.1-2 (first name, second word); HT 105.3 (second? name); HT 114a.1-2 (second word, first name?); HT 121.2 (second name in a two-name list); HT 130.2 (second? name in first list)

Obviamente que as genealogias divinas são mais difíceis de comprovar do que as reais porque…nem em sonhos é fácil o acesso aos arquivos celestiais! De qualquer modo, se os arquivos de Ugarit referem que Dagon é pai de Baal, o filho do Senhor El, é porque assim seria porque tendo estas fontes a precedência de vários séculos deve estar historicamente mais próximas da verdade mítica.

Dagan is mentioned occasionally in early Sumerian texts but becomes prominent only in later Akkadian inscriptions as a powerful and warlike protector, sometimes equated with Enlil. Dagan's wife was in some sources the goddess Shala (also named as wife of Adad and sometimes identified with Ninlil). In other texts, his wife is Ishara.

“Lady of Abundance” Ezina / Ashnan was a popular Sumerian grain goddess. (…) Like most grain goddesses, Ezina / Ashnan was a very old deity; she appeared in the Early Dynastic period (2900-2350 B.C.E.)

Na verdade o que se passa é que Dagon era um mero epíteto de Enki que na altura ainda não se teria desdobrado e separado inteiramente de seu irmão gémeo Enlil, seguramente o nome do deus sumério que veio dar por derivação o nome de El e de Alá! Caso se tenha dado em definitivo tal separação Enki ficou sendo Ea e diferente de Dagon que passou a ser ainda assim irmão de Enlil / El mas casado com a mesma esposa de todos eles, a sr.ª Ki, a indefinida Belatu, mãe do Sr. Baalquiçá para evitar identificações confusas com a explícita Ninlil.

132 The most relevant fact, though is that this 'Lord of the land' is not Dagan, but corresponds to an ancient Syrian epithet already documented in pre-Sargonic Mari and Ebla ( BE KALAM-TIM) that does not necessarily have to correspond to one of the known regional deities. Possibly it is an epithet that was becoming weaker over the centuries. The later offering texts called 'pantheons' connect Dagan, Bē1-mātim and Ninbursag. J.-M. DURAND has proposed the identification of Ninbursag with Salas in the role of Dagan's consort. We shall see, later on, how this hypothesis is confirmed, so that we have a divine couple comprising Salas (Ninbursag) and Dagan following, in this way, the tradition of Ebla, where the consort of Addu of Aleppo is the goddess dHa-a-ba-du (*) and the consort of Dagan is Ša1aš.

(*) 'She of Aleppo', 'The Aleppan woman', a precursor of Hebat in the second millennium, cf. A. ARCHI, Or 63 (1994) 249f.; Fs. Houwink ten Cate 2 n. 5; in the same sense, M.-C. TRÉMOUILLE, IJebat 23If. However, cf. the etymology proposed by J.-M. DURAND (MROA 2/1 259) in the sense of interpreting the DN on the basis of Semitic hbb 'to love' as hibbat 'the beloved'; cf. also P. MANDER, MROA 2/1 40; F. POMPONIO - P. XELLA, DE 191f.; cf. the doubts of D. SCHWEMER, Wettergott 116. In Hurrian tradition of the second millennium, the goddess Hebat is the consort of Tešup, the Hurrian Storm-god (cf. J. DANMANVILLE, RIA 4 (1972-75) 326; V. HAAS, GHR 384f.), but her most important characteristic is to be the consort of the Storm-god, especially of Addu of Aleppo (cf. M.-C. TRÉMOUILLE, Hebat.).

Será difícil entender que dHa-a-ba-du signifique “a mulher, de Alepo” sem fornecer um pouco de adequada prova lexicólogica. De qualquer modo, sempre que se faz etimologia divina às arrecuas o resultado é sempre incerto porque hbb 'to love' as hibbat 'the beloved' pode derivar a sua semântica da muito amada deusa, tanto pelo povo de Alepo como pelo seu cioso patrono e esposo, deus e senhor das tempestades. Por fim, comprova-se também que, os deuses supremos são sempre os das tempestades que quando mudam de nome por razões políticas não significa que deixem de ser a mesma entidade do país vizinho porque até podem partilhar a mesma esposa.

Documents from ancient Ebla, dated to the 24th century BC, offer scarce elements for a reconstruction of actual mythology. They provide, however, an overview of the cults in Northern Syria, reflecting a situation a millennium older than that of Ugarit, and not limited to a single city-state. Some “prime gods” had regional relevance, with their major sanctuaries in minor centers: Dagan (at-Tuttul) for the Middle Euphrates; the Storm-god Hadda for the region of Halab; ’Adabal for the Orontes valley. The great political centres could have a god at the head of their pantheon (e.g., Kura at Ebla), with only local relevance.

Astral gods as the Sun (at Ebla attested as female, but also male deity) and the Moon (attested as the New Moon) were universally recognised. Ashtar (Ishtar) (with astral implications?) was the major goddess of Mari and Akkad, and also important at Ebla, where, however, the main goddess, Ishara (later with attributions similar to those of Ishtar), was related to the Ebla royal dynasty, and remained important into the Late Middle Bronze Period.

It makes no sense to speak of a “Semitic pantheon”.

Rashap was an important god, at that time diffused only in Western Syria.

Hayya (Ea) was just a minor god expressing an underground life force which favoured nature. Although his name was always written in the Sumerian form dEn-ki, the personality of this god, as we know it from the Old Babylonian period, is completely derived from the Sumerian culture.

This is a clear proof (if necessary) of the Sumerian impact on the Semitic-speaking populations settled in Babylonia already from the first centuries of the 3rd millennium.

During the 2nd millennium a geographic extension of the cult of some gods and a genealogical restructuring took place.

Dagan became an “older” god, its cult reached Palestine, and his name survived until the Christian age.

Hadda (already well known at Mari in the 3rd millennium) became the first god for all the Semites of the Northern area. Some gods of minor relevance in Semitc local panthea were included by the Hurrians in their pantheon.

This is the case of Ha(l)abaytu “She of Halab”, i.e. the spouse of Hadda, who became Hebat, spouse of Teshshub of Halab. Ishhara was also Hurrianized.

The cult had a cyclical basis bound to the idea of renewal. The silver face of the god Kura was renewed each year. The cult of Hadda of Halab, with two renewal rites, was clearly bound to the seasonal cycle. Each year, king and queen renewed the marriage ceremonial at the mausoleum of their ancestors.

The dynastic cult was bound to the cult of the ancestors, whose memory went back to the 28th century. The dead of the royal family were introduced in the Netherworld by their ancestors as in the Ugaritic ritual. -- Veenhof-lezing: The gods of Ebla.

Dagon seria literalmente o poderoso deus do “pote das chuvas”, Kone, dos cónios que povoaram o sul da Lusitânia e deram nome ao koinê, a língua franca (tal como que já teria sido também a sua antepassada minóica) do helenismo, seguramente a mais arcaica variante do deus Pan-helénico que foi deus dos mares e de todos os povos do mar egeu antes de ter ser relegado para as zonas rudes e rurais do interior da Acádia.

Khian (1) A Nymphe of the island of Khios (in the Greek Aegean) who bore Poseidon a son, Khios / Khian (2) (…) two sons: Agelos and Melas.


Khian < Ka-Kian > Tha-Gi-on > Dagon

Claro que Poseidon não era explicitamente Dagon nem os gregos já disso se recordavam porque a cultura olímpica o ignorou inteiramente.

Dagon não seria um deus que os hititas de Tudália IV respeitassem particularmente porque não eram um povo de insulares mas eram senhores dum império continental. Por isso dificilmente iríamos encontrar Sala como uma das suas múltiplas esposas porque afinal, Dagon nasceu no seio de uma sociedade matriarcal de macho dominante. Curiosamente os romanos conservaram dela a recordação como Salacia, deusa do mar salgado e profundo esposa do grande rei e deus dos mares, Neptuno.

Salácia era uma ninfa, prometida em casamento a grande rei dos mares, Neptuno. Antes do ato se concretizar Salácia revoltou-se e escondeu-se no fundo do oceano. Netuno mandou todas as criaturas marinhas do mundo em sua busca. Foi bem sucedido um golfinho que encontrou a ninfa, entregando-a para casamento ao grande rei. Salácia é assim a rainha dos oceanos.

Halia = A Sea Nymphe (or Goddess) loved by Poseidon who bore him the Daimones Proseoous and, according to some, the Goddess-Nymphe Rhode.

Salamis = A Naias Nymphe of the Argolis (in Southern Greece) who was carried off by Poseidon to the island of Salamis (in Southern Greece) where she bore him a son named Kykhreus.


                     ó Sala-m-is                          > Her-Wia => Minherva.

Salácia < Sala-tia < Hali-(t)a < *Ker-Ta > Kera > Hera.

Conslusão: a esposa de Dagon sobreviveu enquanto Sala na Itália, em alguns cultos insulares egeus com nomes encobertos (Halia e Salamis) e evolui para Hera e descaradamente deixou de ser a amante do super infiel Poseidon para se dedicar como esposa fiel e ciumenta a Zeus, a quem passou a vigiar e vingar de perto todas as infidelidades.

Obviamente que Kone nos reporta também para Faon, o deus protágono da luz primordial que nasceu sem pai da Deusa Mãe precisamente no cume do monte Sião, conhecido no Egipto pelo pássaro Benu encarnação de Atum no monte Ben-Ben. Este monte Ki-An é simétrico de An-Ki = Enki, deus das águas doces nos povos continentais da Mesopotâmia mas que seria de todas as águas primordiais em toda a parte do começo da história que teria acontecido nas ilhas do mediterrâneo onde além de Salácia, *Marusha, *Marushana, Merusina, Melusina e acabou como Virgem Maria.



Ver: MELUSINA / MARNAS (***)



This goddess is documented in three other texts from Ebla, but in these cases connected with the god Wada'an(u) and with Karramu, which, according to A. ARCHI, is a town to the northeast of Ebla, beyond the Euphrates Valley. It is a different matter to consider that all the occurrences of dBE followed by a geographical name are different local manifestations of Dagan, as PETTINATO does. -- [6].

Parece que em árabe wada'na significa “tão longo” ou seja, para uma primeira aproximação a este inesperado deus Wada'an(u) poderíamos aceitar que teria uma conotação de “eternidade”, tal como Da-ga teria a “omnipresença” (Daga em gótico era dia, a divina presença de “Deum de Deo, lumen de lúmine”) de Dagan, a “totalidade” explícita no deus Pan!

Ora, podemos postular um equação com permuta de sílabas tal que permita estabelecer uma relação etimológica entre Wada'an(u) e Dagon o que ter como uma quase certeza ser este deus uma mera variante de Dagon em dialecto local de Karramu.


Odin < Votan < Wodan < Wada'an(u) < Wa-| Da-Anu < *Kathano.

                      => Wōđanaz / Wōđinaz > Dinash > Dion(ísio)|

«Catano»< *Kathano > Thakan > Dagon ó *Gu-dan.

Wōđanaz or Wōđinaz is the reconstructed Proto-Germanic name of a god of Germanic paganism, known as Óðinn in Norse mythology, Wo-den in Old English, Wodan or Wotan in Old High German and Godan in Lombardic.

Lir (or Llyr) was God of the Sea, like his son, Mana-wydan (Manannan). According to the Welsh, he was chief of the gods. Bar-inthus = (Welsh, Anglo-Celtic) A charioteer to the residents of the Otherworld who was once probably a sea or sun God.


Llyr < Lir < Lil + (Manann)an = Lil-an = An-Lil > Enlil

Bar-inthu(s) < War | Kaur < Kur | - | Entu < Enki | = Kur-Enki.

Obviamente que Mana-wydan, o filho de Enki-Kur-Lil seria o minóico *Gu-dan que foi Odin entre os nórdicos e Dionísio no mar Egeu, supostamente o marinheiro bêbado que levou a agricultura por toda a parte para cultivar cereais para cerveja ou vinhedos para o vinho.

É óbvio que só não vê quem não quer que sendo Wada'an(u) casado com Salas, a «reputada» mulher de Dagon, só podemos aceitar que qualquer equação etimológica que consiga relacionar ambos os teónimos como sendo de origem comum com um hipotético *Kathano, deus do comando[7] (ou do «catano»!)

Terá existido um deus com nome *Kathano? Obviamente que é muito provável que sim tal como é seguro que Caetano não será um falso cognato deste por derivar do nome de S. Caetano, nome italiano Gaetano di Thiene que por mais estranho que pareça é um falso cognato da congregação dos teatinos por derivar esta não do nome deste santo, ao que parece, mas do nome de Chieti, em latim Teate do grego Θηγεατη, sede epiescopal de Gian Pietro Carafa (depois papa Paolo IV) cofundador da ordem. No entanto, como o nome da ordem deve ter andado nas bocas do mundo da época é mais do que verosímil que tenha recebido influências ressonantes do nome de Thiene, uma comuna italiana da região do Veneto de onde era S. Caetano, porque de facto o nome latino Chieti já pouco ressoaria a teatino. Tudo isto para exemplificar que as ondas de evolução etimológica têm fluxos e reluxos, interferências e ressonâncias que condicionam a evolução das línguas de acordo com vicicitudes aleatórias da história.


*Kathano > «Catano» ó Caetano < Ga-et-ano < JE-TA-NA

< Hit. Istano < Ki-at-ano > *KI-TA-NO > *Kathano < QE-TU-NE.



Linear A:KA-DA-NA / KA-DA-NO = name, Χαλδάνος(?)















J-T-N

JE-TA-NA

Word HT We 1020g

K-T-N-S-J-S

KI-TA-NA-SI-JA-SE (see KI-TA-NI-TE, ]RA-KI-TA-NA-SI[; cf. TA-NI-KA)

word formed from a hypothetical placename? *KI-TA-NO? (but compare Linear B ki-ta-no, alum (or pistaccio) PE Zb 3

Q-T-N

QIf-TU-NE (cf. QE-TU-NE)

Heading HT 87.1-2 (precedes MA-KA-RI-TE); HT 7b.1; HT 117b.1 (heading to third list)

No linear-b micénico parece não ser possível identificar o deus Dagon mas encontramos kitano com o possível significado de «pistacho» o que parece pouco consentâneo com a ideia aceite de que este fruto seco seria originário da Pérsia com introdução recente na Ásia Menor pelo que seria uma noz ou uma avelã.

The earliest records of pistachio in English are around roughly year 1400, with the spellings "pistace" and "pistacia". The word pistachio comes from medieval Italian pistacchio, which is from classical Latin pistacium, which is from ancient Greek pistákion and pistáke-, which is generally believed to be from Middle Persian, although unattested in Middle Persian. Later in Persian, the word is attested in Persian as pista. As mentioned, the tree came to the ancient Greeks from Western Asias.

Pistachio is a desert plant, and is highly tolerant of saline soil.

Assim, com a mesma circunspecção com que se aceita que «catana» seja de origem japonesa se dá conta que em linear-b pa-ka-na é uma “pequena” espada. Ora se não é seguro relacionar este termo nem com Pan nem com Dagan podemos relacionar com ambos outro objecto micénico, pa-ta-jo que, ao significar aljava ou setas, seria derivado do adereço reconhecido Dagon e a suas esposas, as deusas caçadoras, Artemis / Atena / Diana, o que faz deste deus um avatar arcaico de Apolo. Como pa-te é pai em linear-b pa-ta-jo poderia derivar de *pa-te-ta-jo com o significado de “pai *Tajo” que seria o nome nuclear deste deus uma fez que o sufico –na / -an é um genérico terminal (também muitas vezes inicial) de Senhor, grande e divino, de que derivou o -«ão» portugês.

Now strange though it may seem, there is a possibility that the Philistines brought with them from their western home a god whose name was similar to Dagon. We have not found any trace of him in or around Crete: the decipherment of the Minoan tablets may possibly tell us something about this in the future. But the Etruscans, kinsmen of the Philistines, had a myth of a certain Tages, who appeared suddenly from the earth in the guise of a boy, and who, as they related, was their instructor in the arts of soothsaying. This took place 'when an Etruscan named Tarchon was ploughing near Tarquinii'—names which immediately recall the Tarkhu, Tarkon-demos, and similar names of Asia Minor.  Festus (sub voce) describes Tages as a 'genii filius, nepos Iouis'. As the Etruscans rejected the letter D Tages is closely comparable to a name beginning with Dag-; and indeed the -es termination is probably not part of the Etruscan name, but a nominative termination added by the foreign writers who have reported the story. If the Philistines brought such a deity with them in their Syrian home, they might well have identified him with the god Dagon, whom they found there before them. -- -- The Philistines, by R.A.S. Macalister, [1913], at sacred-texts.com.



Ver: CARALLIUM / CATANO & CAETANO (***)



At Ebla (Tell Mardikh, 55km south-west of Aleppo on the edge of the Syrian Desert), the royal archives have revealed that Dagan was the head of a pantheon of some 500 deities. He is referred to as Be-dingir-dingir: ‘Lord of the Gods’ and Bekalam: ‘Lord of the Land’, and along with his consort - identified simply as Belatu: ‘Lady’ - he ruled over the temple complex called émul: ‘House of the Star’. One entire quarter of Ebla and one of its gates bore his name, and the first month of the year was dedicated to him.

There are references to Dagan as being: Lord of Bulanu; Lord of Tuttul; Lord of Irim; Lord of Ma-Ne; Lord of Zarad; Lord of Uguash; Lord of Siwad and Lord of Sipishu. Also, Dagan is called ti-lu ma-tim: ‘the Dew of the Land’ and as Be ka-na-na, he may already have been known as the ‘Lord of Canaan’. – [8]

Early Semitic (Ebla and Mari) 2600 - 2200 b.c.e. I month = Za-'a-tum

IX. MA x GANAtenu-sag

New Ebla 2600 - 2200 b.c.e. = I month = Ishara

IX. UD.DU (= E)

Lagas/Girsu 2350 b.c.e. IX. ezem-munu-gu-nanse

OB Mari Calendar. c. 1800 b.c.e. VIII. Dagan. THE BABYLONIAN RITUAL CALENDAR,


Porque é que Be ka-na-na haveria ser o Sr. de Canaan ou de Caná e não de qualquer outro lugar com nome idêntico como os houve e há até no Lesoto por onde antigos marinheiros e exploradores sumérios poderão ter andado? Quem é que garante que arqueologia e historicamente Caná já teria este nome no tempo do reino de Ebla, 2600 – 2200 anos a. C?



Ver: OANES (***)



NABIA

Na Lusitânia Dagon faria um dueto indissolúvel com a sempre Virgem e «noiva», a deusa Nabia.

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Figura 2: Fonte do Ídolo, em Bracara Augusta.

Nabia era a deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana. O rio Navia, na Galiza, o rio Neiva, perto de Braga (antiga capital da Galécia) e o rio Nabão que passa por Tomar, no centro de Portugal, foram baptizados em sua homenagem. Nabia era especialmente adorada entre os Brácaros, tal como é comprovado pelas inscrições epigráficas em língua céltica da Fonte do Ídolo em Braga (Bracara Augusta) e latina de Marecos (Penafiel).


Nabia < Nakia < Ana-Ki, lit, Sr. Ki, esposa e mãe de Enki.

Nábia seria a sempre virgem e «noiva» irmã e esposa de Nabu / Nebo.

Nabu é uma divindade da mitologia suméria. É o deus da escrita e da sabedoria. É o filho de Marduk e casado com Tashmetum.

Claro que se assim tivesse sido Nabu seria neto de Enki, deus que tinha o vício de desflorar as filhas e as netas. Por isso nada impede que Nebo tenha sido um mero epíteto de Enki que com o tempo se tornou autónomo e neto de Dagon.

O ilustre cidadão Celico Fronto, emigrado, desterrado ou exilado da longínqua Arcóbriga (cidade romana Aragonesa próximo de Calatayud na província de Saragoça), decidiu, sabe-se lá porque carga d'água, mandar construir este pequeno monumento dedicado à divindade fluvial da região conhecida por “Tongo-nabiago”.

Tongo-e-nabi-agus era o deus da Fonte do Juramento para o povo castrejo da Galécia, actual norte de Portugal e Galiza. A Fonte do Ídolo, em Braga, é uma fonte romana dedicada a Tongoenabiagus. Possivelmente um deus duplo, Tongoe e Nabia, é um deus das águas. Uma proposta de interpretação de Tongoenabiagus é «o deus do rio pelo qual se jura».


Tongoe-nabi-agus = Thongo < Thogon < Dagon | -&-| Naviago

Nabi-| Aço, literalmente Dagon / Enki, o parédro masculino de Nabia.









[1] Šala's genealogy is unclear. In god-lists she is equated with Medimša (the traditional wife of Iškur) and four other Sumerian goddesses (Schwemer 2008: 566). During the second millennium Šala was syncretised with Šalaš, wife of Dagan.


[2] (…) the etymology of Sumerian Iškur is unknown; it may be an otherwise obsolete Sumerian word, or borrowed from a language that was neither Sumerian nor Semitic (Schwemer 2001: 31, 131; 2007, 130-131).


[3] According to what became the dominant genealogy, Iškur/Adad's father is the sky-god An/Anu. However, in Sumerian literature Iškur is sometimes the son of Enlil; the disparity probably reflects two local traditions (see further Schwemer 2001: 166-8; 2007: 132-3). A mother of Iškur/Adad is mentioned only once, in an Old Babylonian prayer where Iškur is called the son of Uraš (Schwemer 2001: 168).


[4] Ishara (išḫara) is the Hittite word for "treaty, binding promise", also personified as a goddess of the oath. In Hurrian and Semitic traditions, Išḫara is a love goddess, often identified with Ishtar.


[5] However, in the known Ugaritic mythological texts, Dagon is mentioned solely in passing, as the father of the Hadad.


[6] THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.


[7] De que a expressão em gíria, do «camando»!, será a corruptela intencional ou em crioulo?


[8] Dagon Rising, 3. Dagon: The Material Basis, by STARRY WISDOM.

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