Figura 1: Juno Barberini, Vatican Museums.
Juno: a
deusa que nasceu antes de Roma
A leitura tradicional vê Juno apenas como esposa de Júpiter. Mas a arqueologia conceptual revela uma
figura muito mais antiga e profunda: a contraparte feminina de Jano, guardiã das passagens, dos começos, da fecundidade e da juventude.
O nome Juno não deriva de “céu luminoso”, como se repetiu durante décadas. A etimologia aponta antes para o mesmo núcleo que iuvenis — a juventude — e para o universo semântico do jugo, da integração social e da disciplina que moldava os jovens indo‑europeus. Juno é, assim, a força que
acompanha a mulher desde o nascimento até ao casamento, tal como o Genius acompanha o homem.
Muito antes de Roma, Juno já existia sob outros nomes: Jana, Uni, Iunit, Inuit, Inanna. Todas partilham o mesmo arquétipo: a deusa que preside ao limiar, à fertilidade, à proteção doméstica e ao poder feminino de gerar e receber.
A religião romana herdou esta estrutura profunda: Jano e Juno como casal primordial; Genius e Juno como duplos tutelares de homens e mulheres; Juno Lucina, Pronuba, Regina, Sospita como especializações de um mesmo princípio arcaico.
A Juno que chegou até nós não é apenas a rainha olímpica romanizada. É a sobrevivência de uma deusa muito mais antiga — a senhora dos começos, das portas, dos nascimentos e da juventude, cuja presença atravessa milénios de mitologia mediterrânica.
Juno Protector and special counselor of the Roman state and queen of the gods. She is a daughter of Saturn and sister (but also the wife) of the chief god Jupiter and the mother of Juventas, Mars, and Vulcan. As the patron goddess of
As Juno Pronuba she presided over marriage;
as Juno Lucina she aided women in childbirth;
as Juno Regina she was the special counselor and protector of the Roman state.
As the Juno Moneta (she who warns) she guarded over the finances of the empire and had a temple on the Arx (one of two Capitoline hills), close to the Royal Mint.
She was also worshipped in many other cities, where temples were built in her honor. The primary feast of Juno Mucina, called the Matronalia, was celebrated on March 1. On this day, lambs and other cattle were sacrificed to her. Another festival took place on July 7 and was called Nonae Caprotinae ("The Nones of the Wild Fig"). The month of June was named after her. She can be identified with the Greek goddess Hera and, like Hera, Juno was a majestical figure, wearing a diadem on the head. The peacock is her symbolic animal. A juno is also the protecting and guardian spirit of females.
Juno Lucina < Luxi(ana) < Rushi < Urash.
Juno Moneta < Mauneta < Mean-et > Menat, esposa de Min.
Juno Mucina < Musina => Moneta + Mucina º Mnemosine.
Juno Pronuba < *Phro (> Afrodite)-| Nuwa < Nukiha
< Enkika, filha de Enki?
Juno Regina < Ur-Gina, a mulher guerreira < Urkina > Urbina.
Juno Sospita < Sha-us-*Phita + Ur > Jupiter.
Juno tem todo o aspecto de corresponder a uma antiquíssima deusa mãe esposa do deus solar que era Enki/Kar. Ora bem, a forma genitiva de Juno era Junone (e não v.g. Junis)!
Figura 2: Juno Sospita. «Nec latuere doli fratrem Iunonis» (Verg. A. 1.130), nor did the wiles of Juno escape the notice of her brother. Hera was a shield goddess, and so she was associated with a sacred shield; Juno Sospita (Savior) is shown with spear and shield (OCD s.v. Hera; Larousse 204). Juno a que suspeita do perigo e por isso nos protege dele? A verdade é que mais do que o “escudo protector” típico de Juno Sospita nos espanta nesta imagem a “cobra que vai à frente”. |
A mesma metáfora numismática aparece em algumas efíges da Vitória.
Sospita < Shaus ó Lat. sus-ophita, lit. “a que segue e presegue a cobra”!
Numa primeira aproximação à etimologia estranha de Juno podemos postular:
Juno / Junone < Ivnone < Iwnaune > Iknana < Ki-Nana
> Hinana > Inauna < Innana.
Ver: OPS (***)
Figura 3: Iuno Caprotina. She was the mistress of Roms and as Iuno Regina also was the protection-goddess of the Etruscan city |
Caprotina < Kaphrotina > Aphroti-Ana = (Ana)-Aphroti(te) = Afrodite.
DEA CAELESTIS
From the east, the cult of the Aphrodite Urania got to
Se Tanit era equivalente de Afrodite Urânia eles lá teriam as suas razões, mas já o ser equivalente de Juno pareceria confusão a mais se não se suspeitasse que todo o politeísmo resulta de equívocos linguísticos, sem grande fundamento semântico e que o culto da Sempre Eterna Virgem Maria veio em parte resolver! A idéia de que o nome dos deuses jupterianos, de suposta origem indo-européia, mas descendentes dos deuses do clima e das tempestades da Anatólia, signifique simplesmente “luz do céu” será discutida como errónea em capítulo próprio, mas o mesmo deveria acontecer com Juno, esposa de Júpiter, e, se assim fosse, não seria necessário acrescentar-lhe o epíteto de Dea Caelestis que pertenceria afinal sobretudo a Vénus.
Caeculus = Son of Vulcan and the founder of Praeneste. Compare with Cacus.
Coelus = "Sky". The Roman personified god of the heavens identified with Uranus. His wife was Terra.
Caelestis = “Celestial Goddess”. Epithet by the Romans for the Carthaginian goddess Tanit whom the Romans often equated with Juno. She is depicted seated on a lion, recalling a tradition that dates far into prehistory of the ancient Near Eastern 'Great Goddess'.
É difícil saber se o epíteto de Dea Caelestis é um verdadeiro e antigo nome ou se seria apenas a tradução dum equivalente cartaginês! A verdade é que:
Caelum < Coelus < Kauhelus < Kake-lus
Caeculus < ?ou?> Cacu-elus > Kake-lus > Ca-Helios < Ka-Pher =
“O sol que transporta o ka da vida” < Saker > Caelus > Osc. kaílam
Caelestis < Kaherestis < Saker-estis,
lit. “fogo de Sacar, ou luz da estrela da manhã”!
«Céu» < Galaico-port. «ceo» < *xeu < *che(l)u < latim caelum (" céu ")
< Incerto.
Oscan: kaíl-am < proto-itálico *kail-om
< proto-indo-europeu *keh2i-lom ("todo")
< *keh2i - < ??? > cielo espanhol > cel catalão > cèl occitano
> ciel francês > cielo italiano > cer romeno.
< ??? possivelmente do proto-itálico *kailom (com uma mudança parcial de gênero para masculino), do proto-indo-europeu *kóh2i-lom (“inteiro”), de *koh2i-, *kéy-, originado na esfera augural e indicando "o todo" em oposição a templum (“a parte”) e cognato do latim caelebs, sin-cērus, caerimōnia, russo це́лый (célyj, “inteiro, intacto”), inglês whole, holy???. Pode ser cognato de Oscan kaíla, “talvez uma espécie de edifício (...em cúpula”).
Em português, do latino caelebs apenas nos restou o «celibato» quase sempre clerical o que nos deixa a suspeita de se tratar de um termo latino irregular e por isso de uso infrequente, pelo menos neste canto da Ibéria.
Cēlebs (medieval) < caelebs < coel-ebs < ??? Desconhecida.
As sugestões incluem o protoindo-europeu *kéywelos ("sozinho"), mas raiz obscura e sufixo inexplicável, ver também sânscrito kévala, ("sozinho"); possivelmente uma sufixação do protoindo-europeu *koyl- *keh₂i-lo- ("seguro, ileso, inteiro"), via *cael não atestado.
Raiz Caec- = caecare, caecata, caecator, caecatoris, caecatum, caecatus, caecavi, caeci, caeciae, caecias, caecidi, caecigena, caecigenum, caecigenus, caecilia, caeciliae, caecitas, caecitatis, caecitudinis, caecitudo, caeco, caecultare, caecultatus, caecultavi, caeculto, caecus, caecutientia, caecutientiae, caecutio, caecutire, caecuttio, caecuttire,
Caecō, caecāre, caecāvī, caecātum= cegar, perder a visão.
Raiz Caed- = caedere, caedes, caedis, caedo, caedua, caeduum, caeduus,
Caedō, caedere, cecīdī, caesum = cortar, tombar, cair (do céu?).
Raiz Cael- = cael, caela, caelae, caelamen, caelaminis, caelare, caelati, caelator, caelatoris, caelatum, caelatura, caelaturae, caelatus, caelavi, caelebs, caeleps, caeles, caeleste, caelestis, caeli, caelia, caeliae, caelibale, caelibalis, caelibare, caelibaris, caelibatus, caelibis, caelica, caelicola, caelicolae, caelicum, caelicus, caelifer, caelifera, caeliferum, caeliflua, caelifluum, caelifluus, caeligena, caeligenum, caeligenus, caeliger, caeligera, caeligerum, caelipotens, caelipotentis, caelitis, caelitus, caelo, caelum, caelus.
Caelō, caelāre, caelāvī, caelātum = esculpir, gravar, bordar, etc.
Semanticamente parece que o «solteiro» seria um celibatário «solitário» que em vez de ter os pés na terra andava com a cu no ar e a cabeça no céu!
Oficialmente cael-ebs ("solteiro, solteiro") + -ātus (substantivo abstracto)
ou antes, seria o particípio perfeito passivo dum *caelibāre.
No entanto, cael-ebs = cael-eps < *cael-ipse.
«Soli-ps-ismo» < latim soli + ipse "somente o mesmo" + -ismo.
Teríamos facilmente chegado aqui se reflectíssemos sobre o «solipsismo» como teoria filosófica emanada de velhas ideias mitológicas dum deus solitário como Hélio que tudo sabe e tudo vê como o sol no céu!
Solipsismo = uma forma radical de subjectivismo segundo a qual só existe aquilo de que o próprio eu é consciente.
*Cael-ipse > *caelips > caelibe/is >
*cael-ibo (forma verbal disfuncional), cael-ibare, *cael-ibavi (forma verbal disfuncional), *cael-ibatu(m)> > cael-ibātus ("celibato, o que foi para o céu onde leva uma vida «solitária» como o sol", ou seja, «celibatário» e «solitário» são semanticamente análogos no seu solipsismo…e caeli-potentia > *caelibantes <=> Coribantes = Κορύϐαντες Korúbantes < Κορύβας <=> cael-ebs
Korybante = Qualquer um de um grupo de dançarinos com crista que adoravam a deusa frígia Cibele com tambores e danças.
Possivelmente em tempos arcaicos coribantes e *caelibantes, cheios de caeli-potentia, eram “couros” adoradores do sol e da lua que praticavam danças frenéticas e ululantes ao sol e à lua.
«Ulular» < Lat. ùlulo, ululàre ululài, (ululàto, auxiliar avere) = uivar, latir, gritar de alegria ou de dor, isto é, chorar < *lu-lu-lar < rururu!!!
De uma raiz imitativa proto-indo-européia reduplicada; veja também irlandês uileliugh (“lamento de lamentação”), lituano uluti (“uivo”), sânscrito उलूलि (ulūli, “um uivo, choro alto”), grego antigo ὀλολύζω (ololúzō, “chorar em voz alta”), armênio antigo کی۸۲ۡ۶ۡ۴ (ołołanam), ڸ۲۸ڲۡ۶ګ۴ (ołołanim, “chorar, lamentar”), dialetal armênio ڸւڬ۸ւ۬ڡ۬ (uulal, “chorar, chorar, lamentar”) e inglês antigo ule (de onde vem o inglês coruja).
Como é óbvio «ulular» deve ser um imitativo universal de lululu / rururu!!! Este onomatopaico muito arcaico, ainda sobrevivente entre os berberes, que significava tanto gritos de dor como de alegria, sobretudo para festejar a vitória de jovens guerreiros e caçadores (coribantes).
Ver: ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA!
INVOCAÇÃO DA AURORA AO «DEUS MENINO» PASCAL (***)
Caelus ou Coelus foi um deus primordial do céu na mitologia romana e teologia, iconografia e literatura (…). O nome da divindade geralmente aparece na forma gramatical masculina quando ele é concebido como uma força geradora masculina.
O nome de Caelus indica que ele era o homólogo romano do deus grego Urano (Οὐρανός, Ouranos), que foi de grande importância nas teogonias dos gregos, (…). Varrão o associa a Tellus (Terra) como pater et mater (pai e mãe), e diz que eles são "grandes divindades" (dei magni) na teologia dos mistérios de Samotrácia. Embora Caelus não seja conhecido por ter tido um culto em Roma, nem todos os estudiosos o consideram uma importação grega dado ser um nome latino; este tem sido associado a Summanus, o deus do trovão nocturno, como "puramente romano".
Sat-urno > Di-urno > Noct-urno
Sat-urno < etrusco (Sátreo) > latim satus, o particípio passado de serō (“semear”) < Sa-ter + Anus > Sat-| Uranus > -urnus |.
Diuturnus = duradouro. Sinónimos: continuus, aeternus, perennis, assiduus, continuātus, perpetuus.
< diū (radical comparativo: diut-) + -urnus.
Diurnus relative ao dia. < Rhotacização (???) de *diusnus anterior, de diūs ("antigo nominativo de diēs") + -nus (sufixo formando adjetivos)??’ ou antes:
< Di + Urnus
Nocturnus = relativo à noite, noturno < nox / noct- + -urnus, na analogia de diurnus.
«Urna» < Lat. urna < urana < Uranus, o guerreiro do céu (Anu).
Figura 4: Grande urna cinerária de forma ovóide com (…) com dedicatória funerária. Na tampa cónica truncada, decorada com escamas, há uma pinha. A epígrafe, (…): D(IIS) M(ANIBVS SACRVM) / FAVSTAE GESSI (sic!) / FILIVS B(ENE) M(ERENTI) FECIT. «Urna» = Vaso para água, entre os antigos; Vaso, em que se guardava a cinza dos mortos; Vaso ou objecto análogo, em que se recolhem os votos, num acto eleitoral ou os números de uma lotaria, rifa, etc; Vaso em forma de urna antiga; Chul. chapéu alto. |
Notar que na urna o significado mais estranho é precisamente o de chapéu alto que seria a forma das tampas das urnas que por isso teriam a forma da abóbada celeste e por isso a sua relação com Urano, o deus do céu de onde vinha a água que enchia de coelipotencia os potes de barros dos lares antigos.
Cacia (Kakia) A personificação feminina do vício.
Cacus (Kakos) Um gigante italiano cuspidor de fogo morto por Hércules.
Caecius (Kaikias) O deus do vento nordeste.
Caecus (Kaikos) Um rio da Teutrânia e seu deus aquático.
Caerus (Kairos) O deus da oportunidade.
Coeus (Koios) O deus-titã da mente questionadora que presidiu ao eixo do céu.
Cacia (Kakia) < Cacus (Kakos) > Kake + kius > *Cahecius
> Caecius (Kaikias) > Kake-kus > Caecus (Kaikos)
> Kake + urus > Caerus (Kairos) > Caelus.
Diodorus Siculus, Biblioteca de História 5. 67. 1: "De Koios (Coeus) e Phoibe (Phoebe) nasceu Leto."
Hesíodo, Teogonia 133 e 207 (trad. Evelyn-White) (épico grego C8 ou C7 a.C.): "Ela [Gaia, Terra] jazia com Ouranos (Urano, Céu) e Okeanos (Oceano), Koios (Coeus) e Krios (Crio) e Hiperião e Iapetos (Jápeto), Theia e Reia, Têmis e Mnemosyne e Phoibe (Febe) coroada de ouro e a adorável Tétis.
Koios (Coeus) era o deus-titã da mente curiosa, seu nome significa "consulta" ou "questionamento". Sua esposa, Phoibe (Phoebe), era a deusa da mente profética. Juntos, o casal pode ter funcionado como a fonte primordial de todo o conhecimento, tanto o nascido do céu (Krios filho do céu) quanto o derivado da terra (Phoibe filha da Terra).
Também conhecido como Polos, este filho de Urano (os Céus) era provavelmente o deus do eixo norte do céu em torno do qual giravam as constelações (os gregos chamavam este eixo celeste de polos). Nos tempos antigos, este ponto no céu era marcado pela estrela alfa Dra, na constelação de Draco. Sua esposa, Phoibe, era a deusa complementar do umbigo da terra, que ficava no centro do disco plano do mundo. Claramente Koios funcionava como a voz profética de seu pai, o Céu, assim como Phoibe era a voz profética de sua mãe Terra. Assim como Delphoi, umbigo da terra, o eixo do céu também era guardado por um Dragão: a constelação de Draco.
As filhas de Koios parecem ter representado os dois ramos principais da profecia: Leto e seu filho Apolo presidiram o poder profético da luz e do céu, enquanto Asteria e sua filha Hécate presidiram os poderes proféticos da noite, das trevas ctônicas e dos fantasmas de o morto.
Seu neto, Apolo, o deus da profecia e da luz, dividia seu tempo entre Delphoi, o santuário no centro da terra anteriormente mantido pela esposa de Koios, Phoibe, e - durante os meses de inverno - Hiperbórea, a terra abaixo do eixo do céu. no extremo norte, representado por seu avô Koios.
O nome de Koios às vezes aparece na lista de Gigantes (Gigantes), sugerindo que ele desempenhou um papel na Gigantomaquia ou Guerra dos Gigantes.[3] – THEOI GREEK MYTHOLOGY.
Como quase todos sabemos, o deus do céu dos gregos era Urano que aparentemente nada tem a ver etimulógicamente com o latino Caelus, mas este teria a ver com os deuses gregos Coios, o Pólo Norte e o áxis mundi e avô de Apolo, e com Cairos, o deus do tempo oportuno em contraste com o tempo inexorável que era Crono. As referências sobre Kairos são poucas e supostamente seria filho de Zeus e nada teria a ver com Crono, mas é duvidoso que assim tenha sido. Quase seguramente Cairos é uma fábula olímpica feita sobre restos de mitologia oral sobre Crono, já meio esquecida.
Kaka + urus > Caerus (Kairos) > Caelus < Ka-ke-l(i)us > Ka-Helios
Kaka + Ur-anus > *Kahauranus > Kauranos > Cronos
> Satauranus > Saturnus.
"Sobre a estátua de Kairos (Oportunidade)
Figura 5: Caerus (Kairos) O deus da oportunidade. Kairos (Oportunidade) foi representado em uma estátua de bronze, na qual a arte competia com a natureza. Kairos era um jovem, da cabeça aos pés resplandecente na flor da juventude. Ele era bonito de se ver. Enquanto ele agitava sua barba felpuda e deixava seu cabelo solto para o vento sul balançar onde quisesse; e ele tinha uma tez florida, mostrando por seu brilho a flor de seu corpo. |
Ele se parecia muito com Dionísio; pois sua testa brilhava com graças e suas bochechas, avermelhadas até a flor da juventude, radiantemente lindas, transmitindo aos olhos do observador um rubor delicado. E ele estava posicionado na ponta dos pés sobre uma esfera, e seus pés eram alados. Seu cabelo não crescia da maneira habitual, mas suas mechas, caindo sobre as sobrancelhas, deixavam os cachos caírem sobre suas bochechas, enquanto a nuca de Kairos estava sem tranças, mostrando apenas os primeiros indícios de cabelos brotando.
Ficamos sem palavras ao ver o bronze realizando os feitos da natureza e partindo de sua própria província. Pois embora fosse bronze, corou; e embora fosse duro por natureza, fundiu-se em suavidade, cedendo a todos os propósitos da arte; e embora fosse desprovido de sensação viva, inspirava a crença de que tinha sensações habitando dentro dele; e estava realmente parado, apoiando o pé firmemente no chão, mas embora estivesse de pé, ainda assim dava provas de possuir o poder do movimento rápido; e enganou seus olhos fazendo-os pensar que não apenas era capaz de avançar, mas que havia recebido do artista até mesmo o poder de romper com seu domínio alado, se assim o desejasse, o domínio aéreo.
Tal foi a maravilha que nos pareceu; mas um homem habilidoso nas artes e que, com uma percepção mais profunda da arte, soube rastrear as maravilhas dos artesãos, aplicou o raciocínio à criação do artista, explicando o significado de Kairos (Oportunidade) fielmente retratado na estátua: as asas em seus pés, disse-nos ele, sugeriam sua rapidez, e que, levado pelas estações, ele continua rolando por toda a eternidade; e quanto à sua beleza juvenil, essa beleza é sempre oportuna e que Kairos (Oportunidade) é o único artífice da beleza, enquanto aquilo cuja beleza murchou não faz parte da natureza de Kairos (Oportunidade); ele também explicou que a mecha de cabelo em sua testa indicava que, embora seja fácil pegá-lo à medida que se aproxima, ainda assim, depois de passar, o momento de ação também expirou e que, se a oportunidade (kairós) for negligenciada, não pode ser recuperado." -- Callistratus, Descriptions 6 (trans.
Esopo, Fábulas 536 (de Fedro 5. 8) (trad. Gibbs) (fábula grega C6 a.C.): "Correndo rapidamente, equilibrando-se no fio da navalha, careca, mas com uma mecha de cabelo na testa, ele está nu; se você o agarrar pela frente, talvez consiga segurá-lo, mas depois que ele seguir em frente, nem mesmo O próprio Júpiter [Zeus] pode puxá-lo de volta: este é um símbolo de Tempus (Oportunidade) [Kairos], o breve momento em que as coisas são possíveis."
[N.B. Esta fábula está associada à famosa estátua de Kairos em Olímpia, do escultor grego Lysippos do século IV a.C. O nome grego Kairos é traduzido como Tempus nesta versão latina da fábula de Esopo.]
Vitrúvio o inclui entre os deuses celestiais cujos templos-edifícios (aedes) devem ser construídos abertos ao céu. Como um deus do céu, ele se identificou com Júpiter, como indicado por uma inscrição que diz Optimus Maximus Caelus Aeternus Iup<pi>ter.
De acordo com Cícero e Higino, Caelo era filho do Éter e de Die ("Dia" ou "Luz do Dia"). Caelus e Dies foram, nessa tradição, os pais de Mercúrio. Com Trivia, Caelus foi o pai do deus nitidamente romano Janus, bem como de Saturno e Ops. Caelus também foi o pai de uma das três formas de Júpiter, sendo os outros dois pais Éter e Saturno. Em uma tradição, Caelus foi o pai das Musas com Tellus, embora esta tenha sido provavelmente uma mera tradução de Ouranos de uma fonte grega.
Caelus substituiu Urano em transliterações latinas do mito de Saturno (Cronos) castrando seu pai celestial, de cujos genitais decepados, lançados sobre a espuma do mar, nasceu a deusa Vénus (Afrodite). Daí que esta deusa seja denominada pelo gregos como Afrodite Urânia o que determinaria que Dea Caelestis fosse Vénus e não Juno.
Além de Caco, deus arcaico do fogo, estar na origem etimológica de Caelus, tal como descrito antes, o termo latino cacumen reforça esta presunção.
Crume < cur-uto < cur-ueiro < «cur-oa»; «cumeeira»; «cumio».
«Gume» < «Cume» < crume < *curme < latim culmen < Kur-Min
> cumbre espanhol.
Lat. Cacumen < ??? < Cacus + Min <=> Kur-Min <=> Ku(r)-Min.
> Summanus.
Lat. Cacumen = cognato ao sânscrito ककुद् (kakúd, "pico, cume, ponta; chefe, giba, projeção; palato (céu da boca), língua”, que igualmente preserva o sentido original de projeção em qualquer direção, e o sentido particular dos ombros corcundas de um animal. A semântica do verbo denominal é influenciada por a-cū-men < a-cu-ō ("fazer afiado ou pontiagudo, afiar") + -men (sufixo formador de substantivo), < a-cu-s ("uma agulha, um alfinete").
Do mesmo modo, o termo Tupi Antigo: ybaka para “céu” parece demonstrar que a relação de Cacus com o fogo solar do céu parece ser muito arcaica e já ter dado a volta ao mundo antes da época do helenismo. Por outro lado, é mais fácil fazer passar um camelo pelo «cu» duma «agulha» do que o mito indo-europeu entrar no «céu»!
Tupi Antigo: ybaka (“céu”) < *Ku-waka < *Ku-Kaka
«Agulha» < latim tardio a-cū-cu-la < latim a-cu-s (“agulha, alfinete”).
GENIUS
O facto de o nome dos génios femininos ser Juno faz pensar que também o étimo Gin- foi em grego como que o génio étmico da ginecologia.
Jaini = an evil Zoroastrian female spirit. This name is a cognate with Latin genii.
Quanto ao mau génio das mulheres é obvio não começou apenas culturalmente com a misoginia do catarismo sacerdotal das religiões paternalistas orientais, particularmente no caso de Jaini do zoroastrimo, que culminaram no monoteísmo judaico. A deusa mãe das cobras cretenses parece que já era famosa pelo seu terrível e imprevisível mau génio! Ora, Juno era esposa de Júpiter o que deixa a suspeita de os génios serem uma espécie de filhos de «deus pai» permitindo suspeitar que a ideia de que todos os seres eram criaturas de deus já estava subjacente ao pensamento religioso muito antes do cristianismo.
Juno < Lat. Junus < *(X/J/Z/Tz/Dz)u-an-ush, lit. “filha de *Xuan”.
Desde logo se verifica que o sufixo declinativo -us de Juno correponde como em Vénus e Tellus, a uma importação de origem seguramente anatólica, ou seja, a partir da tradição hitita posterior à mítica queda de Tróia. Deste modo esta filha de Xuan, de que derivaria o nome do deus chinês Susano, não seria senão uma variante do nome de Inana / Ishtar / Ashera / Hera.
Reservemo-nos, todavia, de ver no plotinismo um dualismo gnóstico. O próprio Plotino escreveu um tratado contra as seitas gnósticas. Para ele, não existe um mundo do mal, rival do mundo do bem. O mal, para Plotino, nada tem de uma substância positiva: "O mal não é senão o apequenamento da sabedoria e uma diminuição progressiva e contínua do bem". A alma que dizem prisioneira do mal é apenas uma alma que se ignora, é, como diz Plotino, uma luz mergulhada na bruma. O mal não é uma substância original, é só o procurado pelo reflexo do bem que fracamente ainda brilha nele. Nesse sentido, livrar-se do mal, para Plotino, não é, como para os gnósticos, destruir um universo para dar nascimento a outro, mas antes encontrar a si mesmo em sua verdade. Não esqueçamos que é a leitura de Plotino que, um dia, arrancará o jovem Agostinho de suas crenças dualistas abeberadas no maniqueísmo.
Ora, a seu tempo se verá que Jano seria uma variante de Enki ou no mínimo derivado do nome Oannes variante do nome de Adapa, um dos primeiros Apkallu.
Na verdade:
Oannes (> Uan < Juan < *Xu-An < Kian.
Jano < Juan < *Xu + An ó Xu + phi-ter > Júpiter.
Kartu, «Sr. da cidade» ó *Ki-ter, lit. «Sr. da terra» > phi-ter ???
Mater sabemos que deriva de *(a)ma-ter, lit. «o poder (de transporte) da (deusa) mãe», obviamente relacionado com os factos naturais da gravidez e com a aleitação!
Pater deve ter derivado directamente do sumério Apa dando logo *apa-ter, lit. «o poder do pai». As relações do Inferno com a abundância por intermédio de Iscur decorriam dos despojos de guerra exibidos nos triunfos de vitória como se pode ver em seguimento e por consequência da lógica da devoção às deusas da Honos e da Virtus militar!
Ver: deuses do INFERNO / HADES (***)
Ju-turna A deusa romana dos poços e fontes, irmã de Turnus (o rei de Rutuli), a quem ela apoiou em sua batalha contra Enéias. Júpiter a transformou em ninfa e deu a ela um poço perto de Lavinium, no Lácio. Ela também deu seu nome a um poço perto do templo Vesta do Fórum Romano, chamado Lacus Juturnae. A água desse poço era usada para as oferendas do estado. Além disso, acreditava-se que os dióscuros davam água a seus cavalos aqui. Ela é a mãe de Fontus e esposa de Janus.
Juno, nonis, f.,
I. a deusa Juno, filha de Saturno, irmã e esposa de Júpiter, e divindade guardiã das mulheres; como fundadora do casamento, ela também é chamada de pronuba Juno; e como a deusa protetora das mulheres mentirosas, Juno Lucina, Plaut. Aul. 4, 7, 11; Cic. N. D. 2, 27, 68: prima et Tellus et pronuba Juno dant signum, Verg. A. 4, 166. —
B. Juno inferna or infera, i. e. Proserpina, Verg. A. 6, 138; Stat. S. 2, 1, 147; “or, Averna,” Ov. M. 14, 114; “or, profunda,” Claud. Proserp. 1, 2; “ou, Stygia,” Stat. Th. 4, 526.—
II. especialmente. em frases; "stella Junonis", o planeta Vênus, Plínio. 2, 8, 6, § 37: “a cidade de Juno”, i. e. Argos, Ov. H. 14, 28: “per Junonem matrem familias jurare”, Plaut. Sou. 2, 2, 201. - Prov .: " Junonis sacra ferre ", i. e. andar em um ritmo lento e comedido, Hor. Rua 1, 3, 11.
B. Comicamente traduzido: " mea Juno, non decet esse te tam tristem tuo Jovi,", i. e. minha esposa, Plaut. Cas. 2, 3, 14; cf.: “ni nanctus Venerem essem, hanc Junonem ducerem”, id. Baco 2, 2, 39: ejuno como interj. como ecastor, acc. para Charis. pág. 183 P. - Portanto,
1. Jūnōnālis, e, adj., de ou pertencente a Juno: "tempus", i. e. o mês de junho, out. F. 6, 63.-
2. Jūnōnĭcŏla, ae, com. Junocolo, um adorador de Juno (poeta): "Adde Junonicolas Faliscos", Ov. F. 6, 49.
3. Jūnōnĭgĕna, ae, m. Juno-gino, com Juno nascido, i. e. Vulcano, Ov. M. 4, 173.—
4. Jū-nōnĭus, a, um, adj., de ou pertencente a Juno, Junonian (poet.): " hospitia ", i. e. Cartago, onde Juno era adorado, Verg. A. 1.671; então, "Samos", ov. M. 8, 220: “asas”, i. e. o pavão, id. Sou. 2, 6, 55: "custos", i. e. Argos, quero dizer. M. 1, 678: "mês", i. e. Junho, sagrado para Juno, id. F. 6, 61: "Hebe", i. e. a filha de Juno, id. M. 9, 400; Val. Flórida. 8, 231: " stella ", o planeta Vênus, App. do mundo pág. 58, 12: "insula", uma das Ilhas Afortunadas, Plin. 6, 32, 37, § 202. -- A Latin Dictionary. Founded on Andrews' edition of Freund's Latin dictionary. revised, enlarged, and in great part rewritten by. Charlton T. Lewis, Ph.D. and. Charles Short, LL.D.
28 Juno. As raízes do serviço de Juno também estão no mesmo círculo de pensamento do qual surgiu a adoração do gênio. Este fato tem sido mal compreendido por muito tempo, uma vez que a estreita relação
Para a etimologia de Juno existem duas hipóteses que passam pelo PIE, mas ambas falsas e disparatadas:
Juno < proto-indo-europeu *dyúh₃onh₂-,
< *dyúh₃nh₂- (“ter autoridade celestial”),
< *dyew- (“céu, céu”) + *-Hō (“fardo, autoridade”), ou
< proto-indo-europeu *h₂yúh₃onh₂-, *h₂yúh₃nh₂- (“a jovem deusa”),
< *h₂eyu- (“muito tempo, vida inteira”) + *-Hō (“fardo, autoridade”)
< ??? > *Iuvō, * Iūnis, <???> para Iūnō, Iūnōnis.
ó o latim iuvenis (“jovem”).
ó grego antigo Διώνη (Diṓnē, “Dione”);
O centro, portanto, da vida religiosa inicial é a família e o Estado como um macrocosmos da família; e o pai de cada família é seu sumo sacerdote, e o rei como o pai do estado é o sumo sacerdote do estado. Quanto ao indivíduo, o único deus que ele tem para adorar é o seu "duplo", chamado no caso de um homem de seu Gênio e no caso de uma mulher de Juno, sua individualização da deusa Juno, uma divindade bastante distinta, peculiar a ela mesma Mas mesmo aqui o instinto familiar se mostra e, embora mais tarde o Genius e o Juno representem tudo o que há de intelectual no indivíduo, eles parecem originalmente simbolizar o poder procriador do indivíduo em relação à continuidade da família. A família e o estado, entretanto, lado a lado, adoravam uma série de divindades.
Na cabana primitiva, cujo modelo chegou até nós em tantas pequenas urnas funerárias de outrora (por exemplo, as que recentemente foram desenterradas no maravilhoso cemitério sob o Fórum Romano), com uma porta e nenhuma janela, havia vários elementos que precisavam de propiciação; a própria porta como guardiã do mal, a lareira e o nicho para guardar comida. O deus-porta era Janus, a própria porta; a lareira estava sob os cuidados das mulheres, a esposa e as filhas, então era uma deusa, Vesta, a quem elas serviam; e o nicho de armazenamento, o penus, estava sob a guarda dos "deuses do armário" (Di Penates). O próprio estado foi modelado por esta casa. Tinha seu Jano, sua porta sagrada, no Fórum, e o próprio rei, o pai do estado, era seu sacerdote especial; tinha a sua lareira, onde queimava o fogo sagrado, e a sua própria Vesta, cuidada pelas virgens vestais, as filhas do estado; e tinha seu nicho de mercado com seus Penates. Mais tarde, mas ainda muito cedo, foi acrescentada ao culto doméstico a ideia do protetor geral da casa, o Lar, que deu origem à conhecida expressão “Lares e Penates”. A origem desse Lar Familiaris, como é chamado, é interessante, pois mostra a íntima ligação [Pg 14] entre a vida agrícola da comunidade e sua religião. Os Lares eram originalmente o grupo de deuses que cuidavam das várias fazendas; eles estavam no plural porque eram adorados onde as fronteiras de várias fazendas se encontravam, mas embora várias delas fossem adoradas juntas, cada fazenda tinha seu Lar individual. Mas o cuidado com a fazenda incluía também a proteção da casa na fazenda, de modo que o Lar da fazenda também se tornasse o Lar da casa, primeiro, é claro, das casas nas fazendas e depois de todas as casas em todos os lugares, mesmo quando não havia fazenda, estava ligado a estes.
Além de Vesta, o Genius, o Lar e os Penates, possivelmente o elemento mais importante no culto familiar era o culto dos ancestrais mortos. Este culto é, naturalmente, comum a quase todas as religiões, e a sua presença na religião romana até agora não é surpreendente, mas a forma em que ocorre ali é curiosa e relativamente rara. Assim como o vivo tem um "duplo", o seu Génio, também o morto deve ter um duplo, mas esse duplo não é originalmente o Génio, que parece ter sido pensado inicialmente como cessando com o indivíduo. Pelo contrário, como a morte é o grande nivelador e removedor da individualidade, o duplo dos mortos não foi pensado inicialmente como um duplo individual, mas apenas como parte de uma massa indefinida de espíritos, os "bons deuses" (Di Manes) como eram chamados porque eram temidos por serem tudo menos bons. Estes [Pg 15] Di Manes, portanto, não tinham nenhuma relação específica com o indivíduo, e o indivíduo realmente cessava na morte; a única relação humana que os Di Manes parecem ter preservado foi uma ligação com os membros vivos da família à qual originalmente pertenciam. É, portanto, muito enganoso afirmar que os romanos tiveram desde o início uma crença na imortalidade, quando instintivamente pensamos na imortalidade do indivíduo. O que era imortal não era o indivíduo, mas a família. Está totalmente de acordo com o caráter prático da mente romana que eles não se preocupassem com o lugar em que esses espíritos dos mortos deveriam residir, mas apenas com a porta pela qual eles poderiam retornaram à terra. Não temos relatos do Mundo Inferior até que a Grécia empreste sua mitologia a Roma, e a imaginação nunca construiu nada como o palácio grego de Plutão. Mas enquanto eles não gastavam energia em fornecer ao Mundo Inferior os acessórios da fantasia, eles mantinham uma guarda cuidadosa sobre a porta de saída. Essa porta eles chamavam de mundo e a representavam grosseiramente por uma trincheira ou fosso raso, no fundo do qual havia uma pedra. Em certos dias do ano esta pedra era removida, e então os espíritos voltavam novamente à terra, onde eram recebidos e acolhidos pelos membros vivos de sua família. Havia vários desses dias no ano, três deles espalhados ao longo do ano: 24 de agosto, 5 de outubro e 8 de novembro; e dois conjuntos de dias:
A visão de que Juno era a contraparte feminina do Gênio, ou seja, que como os homens possuem uma entidade tutelar ou gênio de nome duplo, assim as mulheres têm seu próprio duplo chamado Juno, tem sido mantida por muitos estudiosos, por último Kurt Latte. No passado, também foi argumentado que a própria deusa Juno seria a questão de um processo de abstração dos junos individuais de cada mulher. De acordo com Georg Wissowa e K. Latte, o gênio (da raiz gen-, de onde gigno nascer, arcaico também geno) designaria a potência gerativa viril específica, em oposição à natureza feminina, refletida na concepção e na entrega, sob a tutela de Juno Lucina. Tal interpretação foi revisada criticamente por Walter F. Otto. (...)
Os romanos acreditavam que o gênio de alguém era uma entidade que incorporava seu caráter essencial, personalidade e também originalmente sua força vital, geradora e razão de ser. No entanto, o gênio não tinha relação direta com o sexo, pelo menos nas concepções do período clássico, embora o leito nupcial fosse nomeado lectus genialis em homenagem ao gênio e as noivas no dia do casamento invocassem o gênio de seus noivos. Isso parece sugerir um significado do Gênio como o espírito propagativo da gens, da qual todo indivíduo humano é uma encarnação: Censorinus afirma: "O gênio é o deus sob cuja tutela todos nascem e vivem", e que "muitos autores antigos, entre os quais Granius Flaccus
Na literatura e iconografia clássica ele é frequentemente representado como uma cobra, que pode aparecer no leito conjugal, sendo esta concepção talvez o resultado de uma influência grega. Foi fácil para o conceito romano de Gênio se expandir anexando outras figuras religiosas semelhantes como os Lares e o grego δαίμων ἀγαθός. – Wikipedia
Parece que os genii latinos seriam os anjos da guarda do destino dos homens.
Para as mulheres estes anjos seriam Junii, ou seja um nome composto a partir do de Juno. Embora não o possamos provar, a etimologia aponta para que estejamos perante metáforas relativas a almas que seriam múltiplas cópias de Jano e de Juno distribuídas pelos homens supostamente criados ab eternum por este casal de deuses criadores.
Jana = a minor Roman goddess. She is the wife of the god Janus.
Sendo assim Jano foi o antigo nome de Júpiter e formava com Juno um casal que bem podia ter tido o nome mais adequando de Jano & Jana.
Figura 6: Genius Populi Romani. Genius / Juno Genius, every man had his, and every woman her Juno: that is, a spirit who had given them being, and was regarded as their protector through life. On their birthdays men made offerings to their Genius, women to their Juno. In Roman mythology, the genius was originally the family ancestor who lived in the underworld. Through the male members he secured the existence of the family. Later, the genius became more a protecting or guardian spirit for persons. |
These spirits guided and protected that person throughout his life. Every man had a genius, to whom he sacrificed on birthdays. It was believed that the genius would bestow success and intellectual powers on its devotees. (…) However, not only individuals had guardian spirits: families, households, and cities had their own.
Even the Roman people as a whole had a genius. The genius was usually depicted as a winged, naked youth, while the genius of a place was depicted as a serpent.
Assim, uma das razões pelas quais quase todos os mitos fundadores têm uma cobra enrolada nas raízes reside nesta crença quase intuitiva de que as cobras eram os animais de transporte dos espíritos dos antepassados esquecidos ou seja, os espíritos protectores dos lugares. No entanto, esta razão seria apenas contingente e motivacional porque a principal razão seria bem mais profunda e importante sob o ponto de vista da história dos movimentos civilizacionais.
Sendo Enki o deus das cobras de água, todas as localidades fundadas por marinheiros da talassocracias mediterrânicas teriam uma cobra d´água por animal totémico fundador! O facto de os génios terem asas reforça a sua relação com “animais de transporte das almas” e, por serem afinal cobras aladas na origem, também com o lado draconiano de Enki.
Catullus [,] Tibullus e Pervigilium Veneris, 1921, página
magne Geni, cape tura libens votisque faveto,
si modo, cum de me cogitat, ille calet.
Grande Génio, aceita a libação de incenso e seja favorável
aos meus votos, de tal modo que quando pensar em mim, me seja caloroso.
«Génio» < Lat. Geni-us < ??? proto-indo-europeu *ǵenh₁- (“gerar”),
< latim antigo genō (“gerar, dar à luz; produzir, causar”), + *-yos;
Obviamente que o génio deriva de genō mas não da forma proposta mas de Gen-i(t)us < Gen-itus
Gen-ō, gen-ere, gen-uī, gen-itum.
Forma alternativa
Gignō, gignere, gen-uī, gen-itum
< *Gin-evi < *Gin-(ev)itum > *Ginevitu, deusa da vida.
Gen-ō = (Latim antigo) produzir como um fruto de mim mesmo: dar à luz, gerar.
Sinônimos: prōcreō, gignō, prōdō, ēnītor, cōnītor, pariō, ēdō, suscipiō, efficiō.
< proto-itálico *genō, < ??? proto-indo-europeu *ǵenh₁-, ó cognata do latim gignō ó grego antigo γείνομαι (geínomai, “gerar, trazer à existência, (passivamente) nascer”) < grego antigo γονή (gonḗ, “prole, semente, ato de geração”), sânscrito janati, “para gerar, produzir, etc.”), Sânscrito janā, “nascimento, origem”), e outras formações variadas em muitos idiomas.
< γυνή / gunế < Kuna
A forma alternativa Gignō do verbo latino Gen-ō, é quase seguramente o antepassado deste e que bem poderia parecer a tentativa de esconder a mulher na etimologia da geração.
“Ginecologi” < Ginecologia (composto de ginecologia-, do grego antigo γυνή / gunế “mulher”, e -logia, de λόγος/lógos “fala”, etimologicamente “ciência, estudo da mulher”) é uma especialidade médica cirúrgica que trata da a fisiologia e doenças do sistema reprodutor feminino.
Supostamente foi Sorano o primeiro medico a escrever sobre ginecologia mas parece que o seu tratado se chamava Gynaikeia…embora a diciplina se chamasse já ginecologia precisamente em grego.
Não será por acaso que o Génio latino se correlaciona com a genética e com os «genes» do ADN moderno depois de se ter relacionado com a gens e com a «gente» e sobretudo com a genialidade do especial virtuosismo e da exepcional sabedoria de Enki. Obviamente que a etimologia última de Gin- deriva de Geia e de (Dam)Kina, esposa de Enki, e, em geral, e em particular de «cono», «cone», «cunha» e «cona», etc..
Comparar o proto-germânico *kunją (“parente”) e o sânscrito जन्य n (jánya, “linhagem, tribo, povo”), embora todas provavelmente formações independentes. Comparações com o aramaico ginnaya, “divindade tutelar”), e com o árabe árabe جِنِّي (jinnī, “jinn, espírito, demônio”) e جَنِين (janin, “embrião, germe”), sugerem os efeitos de uma antiga palavra substrato.
Que o Génio masculino fosse afinal o «cono» feminino dá que pensar tal como dá que suspeitar que não seria por acaso que o equivalente feinino fosse Junu, ou seja gramaticalmente masculino. Dito de outro modo Génio e Juno seriam o masculino e felinino do mesmo conceito primordial que teriam por antepassado Gino / Gina.
Yang < *Janki < Jano < Ju-Anu > Ju-no ó Ju-na > Gyna
< Gina / Gino > *Geno > Genius > Yin.
Estranha-se que os indo-europeistas não tenham correlacionado o conceito oriental Yang / Yin. Yin & Yang são conceitos do taoismo que expõem a dualidade de tudo que existe no universo. Descrevem as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio da noite, Lua, a passividade, absorção. O yang é o princípio do Sol, dia, a luz e atividade. |
«Génova» < latim Genua, (possivelmente da antiga palavra da Ligúria para joelho. Compare também latim genu;?) alternativamente, pode derivar, em última análise, de uma raiz celta *genu-, *genawa (“boca (ou seja, estuário”)), tornando-a possivelmente também semelhante à raiz de Genebra. < Mencionado em textos latinos como Genava. Provavelmente através de um proto-céltico *genwā do proto-indo-europeu *ǵénw-eh₂ (“joelho”), um derivado de *ǵónu no sentido de um rio curvo ou estuário, possivelmente semelhante a Gênova ???.
Jana < Gena > Genua > Gine(m)-bra > Genabra > Genova
> Gina > *Juna > Juno > Genebra.
«Joana» < *Ju-ana < *Juna
Gênova (/ˈdʒɛnoʊ ə/ JEN-oh-ə; Italiano: Genova [ˈdʒɛːnova] ( ouvir); Liguriano: Zêna [ˈzeːna])[a] é uma cidade e a capital da região italiana da Ligúria, e a sexta maior cidade da Itália.
O nome moderno da cidade pode derivar da palavra latina que significa "joelho" (genu; plural, genua), mas existem outras teorias. (???)
Poderia derivar do deus Jano, porque Gênova, como ele, tem duas faces: uma face que olha para o mar e outra voltada para as montanhas. Ou pode vir da palavra latina ianua, também relacionada ao nome do Deus Janus, e que significa "porta", ou "passagem". Além disso, pode referir-se à sua posição geográfica no centro do arco costeiro da Ligúria. O nome latino, oppidum Genua, é registrado por Plínio, o Velho (Nat. Hist. 3.48) como parte da Regio IX Ligúria Augusteana. [19]
Outra teoria traça o nome para a palavra etrusca Kainua que significa "Cidade Nova", com base em uma inscrição em um fragmento de cerâmica lendo Kainua, o que sugere que o nome latino pode ser uma corrupção de um antigo etrusco com um significado original de "cidade nova".
Kainua seria cidade nova porquê? Se foi habitada desde o quinto ou quarto milênio A.C. trata-se de uma das cidades das mais antigas da Europa!
Kae personal name [mc91: 95] see Latin Caius, Gaius [mc91: 95]
Kaisie personal name [mc91: 66]
Kainua significará antes *Gai-na-via, e neste caso significaria *Gaia- Navia uma variante naval de Jana e por isso esposa de Jano, o deus dos portos e das naves, estando por isso certos os que relacionam esta cidade com Jano.
Jana era uma deusa romana menor. Ela é a esposa do deus Janus.
«Genebra» < Esp. Ginebra < Ital. Ginevra < *Gina-bra > Maltês Ġinevra
> Turc. Cenevre < Romans. Genevra.
Genebra < Do latim Genava, variante de Genua, de um termo da Ligúria[1] que alude à proximidade de um corpo de água, ou de uma palavra gaulesa genaua (“boca”) (Xavier Delamarre, Dictionnaire de la langue gaulês).
A cidade foi mencionada em textos latinos, por César, com a grafia Genava, provavelmente do celta *genawa- do radical *genu- ("boca"), no sentido de estuário, etimologia compartilhada com a Cidade portuária italiana de Gênova (
Genebra era uma cidade fronteiriça alo-bro-giana, fortificada contra a tribo Helvécia, ou seja, era uma localidade (alo)-bro-giana, ou seja, possivelmente denominada *Gina-bra, cidade de Gina, ou seja, da deusa Jana…ou Gana, como adiante se verá. Sendo assim é quase seguro que Júlio César, ou o seu redator, teve um lapsus calami ao chama-la de Genava, contaminando todos os nomes descendentes onde o erre emudeceu.
Portanto é quase seguro que Jana fosse Juno tal como Jano foi Júpiter.
A relação da divindade soberana feminina com o deus dos começos e das passagens reflete-se principalmente na sua associação com as kalendae de cada mês, que pertencem a ambos, e na festa do Tigillum Sororium de 1 de outubro. (…)
De acordo com a tradição, foi um rito de purificação que serviu na expiação de Públio Horácio, que havia assassinado sua própria irmã quando a viu chorando a morte de seu noivo Curiatius. Dumézil mostrou
M. Renard avançou a visão de que Jano e não Júpiter era a paredra original ou consorte de Juno, com base em suas muitas características, funções e aparência comuns em mitos ou ritos, como é mostrado por seus epítetos acoplados à cruz Janus Curiatius e Juno Sororia: Janus compartilha o epíteto de Juno Curitis e Juno o epíteto Janus Geminus, como sororius significa emparelhado, duplo. A teoria de Renard foi rejeitada por G. Capdeville por não estar de acordo com o nível de deuses soberanos na estrutura trifuncional de Dumézil. – Wikipedia.
Do mesmo modo que G. Capdeville pode rejeitar o que quiser qualquer um pode rejeitar a teoria trifuncional de Dumézil porque este não esteve investido com a infalifilidade papal, a sua teoria é uma banalidade infantil neo-nazi com mais furos que uma cesta de vime pelo que à luz da mitologia todos podem ter razão desde que a história das religiões seja vista de forma dinâmica e multomodal. Também não parece haver dúvidas de que o arcaico deus latino Jano seria apenas a sobrevivência de Xu®-an na cultura romana de que Uni seria variante elíptica dum virtual *Iuni, tal como o deus Inuus romano teria sido *Iunus e que teriam tido por variantes femininas a latina Juno depois de ter sido Jana e esposa de Jano. A prova é que vamos encontrar Juno no mito de Inuus e das lupercalias.
INUIT ó IUNIT.
E é então que vamos encontrar no Antigo Egipto as deusas Iunit e Inuit que supostamente não podem ser confundidas dizem os especialistas que ignoram que a que tanto a verdadira fonética do egipto arcaicos nos é inteiramente desconhecida como a transliteração dos nomes dados fonéticos pelos hieróglifos resultam quase sempre numa grande confusão.
Iunit (também Junit, Init) é uma antiga deusa egípcia do Amduat. Esta deusa está documentada no texto da pirâmide PT 1066 e foi adorada junto com Tjenenet pela primeira vez na 11ª dinastia como a esposa do mês
No Novo Reino, Junit foi contado entre os Noveanos de Karnak. Se este Iunit é idêntico ao Iunit de mesmo nome de Heliópolis ainda não está claro. Seu nome não deve ser confundido com Inuit (> Nuit > Nut).
"Anit" dá o nome aqui. Para o termo 'aniṭ' na gramática sânscrita, Iunit era uma deusa menor na religião egípcia antiga, cujo nome significa 'Ela de Armant'. Ela é a esposa de Montu.
A deusa Iunit tinha uma importância localizada na região de Tebas. Iunit foi incorporada à enéade local de Karnak no Novo Reino. Junto com a deusa Teieneyet, ela era venerada como consorte do antigo deus da guerra falcão Montu de Armant (Hermonthis). Ela foi mencionada nos textos das Pirâmides. A divindade feminina Raet também conhecida da região de Tebas, relacionada a Iunit. (...)
Iunit "Iwny.t" era uma deusa solar e membro da grande e pequena enéade de Karnak. Seu nome significa "ela – de-Armant'". Embora a deusa apareça pela primeira vez em relevos datados do reinado de Mentuhotep II e Mentuhotep III da 11ª dinastia, acredita-se que ela pode ter sido adorada lá desde tempos muito antigos. O quarto nome egípcio superior era seu centro de culto, especialmente nos templos de Armant, Tod, Deir - el madienh, khonso, Opet, Dendara, Philae e Edfu, onde apareceu em muitos lugares com diferentes formas de escrever seu nome. (...)
Iunit é mostrada entre a deusa Hathor e o rei Ptolomeu VIII. Ela está de pé, usando o disco solar entre os dois chifres acima de sua cabeça, e segurando em sua mão direita o cetro wAD, enquanto em sua mão esquerda o sinal anX da vida. -- Scenes of Goddess Iunit in the Temple of Edfu Shaimaa Eid Ali Mohamed - Radwa Mohamed Shelaih - Mofida El-weshahy Faculty of Tourism and Hotels Management - Suez Canal University.[9]
Iunit, por vezes Anit, era uma deusa menor na religião do Antigo Egipto, cujo nome significa "Ela a de Armant".
É esposa do deus solar e guerreiro Montu, pelo que costuma ser representada ao seu lado acompanhada por outra deusa, Rat-taui (ou Tyenenet).
Em Dendera, Iunit foi assimilada à deusa Ísis. Durante o reinado de Hatchepsut, Iunit fazia parte da Enéada Tebana.
Ambos são um par de antigas divindades da fertilidade. Durante o reinado do Faraó Hatchepsut, Younyt fazia parte da Enéada de Tebas.
Iounyt é também descrita como uma “fêmea falcão com um rosto bonito” bem como “a senhora do céu”, “aquela que tem o rosto perfeito”, “a soberana dos deuses”.
Iusa-aset - Uma Deusa Mãe muito antiga referida como "Avó dos Deuses" e ligada a Atum na criação do mundo. Ela é retratada no início do período dinástico (c. 3150-
Iusaas = Uma deusa de Heliópolis cujo nome significa ‘ela vem que é grande’. Usando um escaravelho na cabeça, ela pode ser facilmente vista como uma contraparte do deus-sol ATUM e, como NEBET-HETE-PET, desempenha um papel crucial como o princípio feminino na criação do mundo.
Iw - Uma deusa da criação adorada em Heliópolis associada a Hathor & Atum, combinando as qualidades de Hathor, Nebet e Hetepet.
Ipy é uma antiga deusa egípcia da fertilidade. Ela também é conhecida como Opet. Em Karnak é chamada Ipet, e no Papiro Mágico Demótico, é chamada Apet, a mãe do fogo.
Ipy > *Ibu > Iw > Iwet > Ipet > Apet > Ophi-et > Opet.
< Iw > Iu-sa-as = Iusa-Aset > Isis.
< Iw + Ana > Juana > Iu-Anet > Iunit
Juno > Juana > Iu-Anet > Anet.
Jana < > Iu-Anit > Janu-it > Inuit > Nuit > Nut.
Existem poucas referências a Inuit mas se de facto esta vor uma variante de Nenet > Nunut > Nuit > Nut >Not, mas se esta é filha de Shu & Tef-Nut é compreensível que fosse também uma mistura de ambos os nomes paternos e logo uma mera variante de Iunit.
I-nuit < *J-Nuit < *X-Nuit < *Shu-Nuit > Ju-Nut > Iunit.
Ver: QUIRINO (***)
Na religião romana antiga, Inuus (latim clássico: [ˈɪnuʊs]) era um deus, ou aspecto de um deus, que incorporava a relação sexual. As evidências para ele como uma entidade distinta são escassas. Maurus Servius Honoratus escreveu que Inuus é um epíteto de Fauno (grego Pan), nomeado a partir de seu hábito de relações sexuais com animais, baseado na etimologia de ineundum, "entrando, penetrando", de inire,[[10]] "entrar" no sentido sexual. Outros nomes para o deus foram Fatuus e Fatuclus (com um curto a).
Fauno (aparentemente da raiz de favere, 'gentil', um eufemismo, embora isso seja debatido: cf. Radke, Götter 119 ss., contraK. Latte, Gnomon1954, 18), um deus das florestas, estava especialmente conectado com os sons misteriosos ouvidos neles, daí seus títulos (ou identificação com) Fatuus e Fatuclus (Serv. em Aen. 6. 775), ambos significando 'o falante'. A sua morada, as florestas selvagens (silvicola, Verg. Aen. 10. 551), fizeram dele um protetor dos rebanhos transumantes. Seu primeiro templo, dedicado na ilha Tibre em
Se Walter Friedrich Otto contestou a etimologia tradicional e derivou Inuus de in-avos, "amigável, benéfico", tal como Fauno era Favónio, e Georg Wissowa rejeitou tanto a etimologia quanto a identificação de Inuus com Fauno, todos perdem tempo porque, nos alvores da oralidade, os nomes tinham fonéticas e semânticas variáveis, no tempo e no lugar, relacionadas com aquilo que as coisas pareciam. Sendo assim, e tendo em conta a indeterminação de leitura dos caracteres romanos V/U e J/I, todos acabam por ter razão e, em Inuus, o I pode ser lido como J e um dos Us pode ser lido como V.
Inuus ó Invus < Inavus ou Junus.
Inuus > *Iunus > Ivno Lvcina ó Ivno Moneta = "Ivno que adverte."
Se Fatuus, lit. “o insensato”< *Fatulus < Fatuclus < *Fatu-culus.
Inuus, lit. “o inoculador” < *Inulus < *Inuclus < *Inu-culus.
Lat. -culus < proto-itálico *kūlos, < ??? > proto-indo-europeu *kuH-l-,.
Os cognatos incluem o irlandês antigo cúl (“cu”).
*Fatu-culus é literalmente o oráculo (fatus) do cu (-culus)...de Fauno, o deus da fauna florestal.
Faunos são deuses dos latinos , de modo que existe tanto um Fauno masculino quanto uma Fauna feminina; há uma tradição de que eles costumavam falar de (fari) eventos futuros em lugares arborizados usando os versos que chamam de “Saturnianos” , e por isso eram chamados de “Fauni” por “irem falando”. -- Varro, De lingua latina.
Varro diz também que Fatuus & Fatua também derivam de fari, obviamente por fatus (oráculo). Por outro lado, Fauna / Fátua, muitas vezes era representada como Juno ou como Cibele.
Quando Rômulo reclama que uma baixa taxa de fertilidade tornou inútil o rapto das mulheres Sabinas, Juno, disfarçada de deusa do nascimento Lucina, oferece uma instrução: "Deixe a cabra sagrada entrar nas matronas italianas" (Italidas matres sacer hirtus inito, com o verbo inito uma forma de inire). As pretensas mães recuam desse conselho, mas um augur, "recém-chegado do solo etrusco", oferece uma esquiva ritual: uma cabra foi morta, e sua pele cortada em tiras para flagelar as mulheres que desejavam engravidar; daí a etiologia para a prática da Lupercalia. Rutilius Namatianus oferece um jogo verbal semelhante, Faunus init ("Fauno entra"), ao apontar uma estátua representando o deus
Ivnu Regina. Deusa do parto e das mulheres em geral.
Assim chegamos ao núcleo da raiz do nome de Júpiter que é precisamente Ju- presente em conceitos fundamentais da romanidade mas que podem parecer contraditórios se não forem devidamente integrados e que são: o «jugo» da sujeição à lei de júris em contraste com o culto de Juventas, a deusa que presidia à juventude e à libertação dos jovens do «jugo» paterno. Na verdade, a contradição é apenas aparente pois esperava-se que o jovem se libertasse do jugo da família do pai para formar uma nova família pelo jugo matrimonial a que presidia Juno Juga.
Juga, ou Jugalis, é um epíteto de Juno em seu aspecto como deusa do casamento, que se acreditava unir um casal
Palavras latinas associadas a jugarius incluem jugalis ("junto") e jugo ("casar" ou "juntar"). Algumas palavras derivadas dessa raiz latina são (em inglês): "yoke", "join", "juncture", "conjugal" e até "yoga" (da raiz sânscrita yuj, que significa "jugar" ou "unir"). Juga, ou Jugalis, é um epíteto da deusa Juno em seu aspecto como deusa do casamento (acreditava-se que ela se juntasse a um casal no matrimônio). Como Juno Juga – Juno do Yoke do Santo Matrimônio – ela tinha um altar no Vicus Jugarius (local exato desconhecido). Embora os antigos acreditassem que isso dava nome à rua, na realidade, provavelmente era o contrário.
Como Juno Juga, ela tinha um altar no Vicus Jugarius e, embora os antigos acreditassem que o altar dava nome à rua, na realidade provavelmente era o contrário, pois o Vicus Jugarius era muito antigo - talvez até mais antiga que a própria Roma, pois fazia parte da rota comercial original para o rio Tibre. Jugarius pode significar "jugo" ou "cume"; pois, como esta estrada corria ao longo do Monte Capitolino, provavelmente significava algo como "a estrada ao longo do cume".
Juno Juga ou Iuga, Iugalis.< proto-itálico *jugos,
< proto-indo-europeu *yugós (“jugo”),
< *yewg- (“juntar, unir, arrear”) + *-ós (sufixo adjetivo).
Juga; Casamento: namoro;
Juga-tinus; casado; também cumes de montanhas.
Iugus < proto-itálico *jugos, do proto-indo-europeu *yoke (“yoked”),
< *yewg- (“juntar, unir, aproveitar”) + *-ós (sufixo adjetivo).
Contraste iugum, = um jugo (para bois ou gado) ou coleira (para um cavalo) (sentido transferido) uma canga, par ou junta de bois de tracção; um par de cavalos; uma carruagem, um par de qualquer coisa, uma lavragem de terra. Sinônimo: iūgerum.
< Iugum = (genitivo iugī); < proto-itálico *jugom,
< proto-indo-europeu *yugóm, < *yewg- (“juntar, arrear, unir”) + *-óm.
Cognato com sânscrito yuga, grego antigo ζῠγόν (zugón) e gótico (juk). Equivalente a uma substantivização do adjetivo iugus (“jugo”).
ó iugum, uma formação nominal, e iūgis, provavelmente não relacionado. Para o epíteto divino, cf. Grego antigo Ἥρα ζυγία (Hḗra zugía).
ZYGIA and ZYGIUS (Zugia and Zugios), are surnames of Hera & Zeus, describing them as presiding over marriage. (Hesych. s. v..) and Hera [is called] Boopis (Cow-Eyed) and Zugia (Yoking-Goddess) and Gamelia (Marriage-Goddess)."
< Cūnctus (cūncta, cūnctum); tudo, coletivamente, todo. Sinônimo: tōtus
< Etimologia Incerta...porque os gramáticos se desentenderam.
< concitus.
Aceite por Pokorny (1959), e por De Vaan (2008) com algumas ressalvas.
< con- | cieō < cio < proto-indo-europeu *ḱey-.
Ernout e Meillet (1985) rejeitam tanto esta etimologia como a seguinte.
Autores antigos o explicaram como uma contração de *coiūnctus,
< côn-iūnctus (“conjunto, conectado”)
< conjunctus < coniungō (“unir, conectar”)
< con- (“com, junto”) + iungō (“juntar, unir”).
Iu-beō (iubēre, iu-ssī, iu-ssum) = jubeo < latim antigo ioubeō < proto-itálico *jouðejō, = Autorizar, legitimar, tornar legal, homologar, aprovar; licitar, comandar, ordenar. Sinônimos: imperō, praecipiō, praescrībō, ēdīcō, mandō, in-iungō, dictō, indicō, pōnō > Iuba f (genitivo iubae) = juba; o cabelo solto no pescoço de um animal; uma crista em um capacete; tufos; crista dum galo.
< aparentemente da mesma fonte proto-indo-européia que iubeō como em "movimento", "ondulação".????????????????????????????????????
Obviamente que a «juba» deriva do uso de crinas de cavalo nos capacetes a imitar as cristas de galo e a juba dos leões como símbolos de força, poder e autoridade para exercer o poder de iubēre e exercer a justiça da manu militari.
Jus-ticia < jūs-titia < ius-titia. Era uma das Horas, ela é a deusa da justiça. Ela é filha de Júpiter e Themis; suas irmãs são Pax e Eunomia. Ela é a contraparte romana de Dike.
1 Jus = lei < proto-itálico *jowos, do proto-indo-europeu *h2yew-, uma forma estendida da raiz *h2ey- (a fonte de aevum e iuvenis). ó com o sânscrito yos (yós).
2 Jus = sumo < proto-indo-europeu *yúHs (“sopa, caldo”). ó sânscrito yus (yūs), yusha (yūṣa), grego antigo ζύμη (zúmē), proto-germânico *justaz, proto-eslavo *juxa.
O nome Juno também foi suposto ligado a Iove (Jove), originalmente como Diuno e Diove < *Diovona. [11]Embora esta etimologia ainda receba algum apoio, uma derivação foi mais tarde proposta de iuven- (como no latim iuvenis, "juventude"), através de uma forma sincopada iūn- (como em iūnix, "novilha", e iūnior, "jovem"). Esta etimologia tornou-se amplamente aceita depois que foi endossada por Georg Wissowa[12]. (…)
Em algumas inscrições, o próprio Júpiter é chamado de Iu-untus, e um dos epítetos de Júpiter é Io-viste, uma forma superlativa de iu-uen- que significa "o mais jovem".
Juventas, também conhecida como Iuventus ou Juventus (equivalente em grego: Hebe), era a antiga deusa romana cuja esfera de tutela era a juventude e o rejuvenescimento, igual à deusa grega Hebe. Ela também protegia as relações contratuais e conjugais na sociedade romana.
Ela era especialmente a deusa dos jovens "novos no uso da toga" (dea novorum togatorum) - isto é, aqueles que tinham acabado de atingir a maioridade.
De acordo com Dionísio e Tito Lívio, tanto ela quanto o deus Terminus teriam "recusado" a cerimônia de reversão (exauguratio) realizada quando Tarquínio desejava reconstruir o distrito do templo no Capitolio.
Juventas "era considerado uma poderosa força divina que proporcionava um dom vital de força em um momento crítico".
Iuvenes < proto-itálico *ju-wenis, < ??? do proto-indo-europeu *h₂yéwHō.
ó com o sânscrit yúvan, o persa جوان (javân).
O nome Juno também já foi considerado estar conectado a Iove (Jove), originalmente como Diuno e Diove de *Diovona. No início do século XX, foi proposta uma derivação de iuven- (como no latim iuvenis, "juventude"), através de uma forma sincopada iūn- (como em iūnix, "novilha", e iūnior, "mais jovem"). Esta etimologia tornou-se amplamente aceita depois de ser endossada por Georg Wissowa.
Juno < Iuno = Ivnu < Iuven >< Iuven(es).
Youth < inglês médio youthe, yough-te, < inglês antigo ġeoguþ (“o estado de ser jovem > juventude”), < germânico proto-ocidental *juwunþa < protogermânico *jugunþō, ó Saterland Frisian Juugd, West Frisian jeugd, holandês jeugd, baixo-alemão Jöögd, alemão Jugend.
Holand Jongen m (plural jongens, diminutive jongetje n) < Holand. médio jongen (< dativa/acusativa de jonge, <) nominal de jong (“jovem”) < Holand. médio jonc, do holandês antigo junc, < proto-germânico ocidental *jung, do proto-germânico *jungaz, do proto-indo-europeu *h₂yuh₁n̥ḱós. Compare com o alemão jung, o inglês young, o dinamarquês ung e o islandês ungur.
ó alemão Junge (“menino”).
A discussão sobre a possível relação entre as raízes indo‑europeias h₂yuh₁n̥ḱ- (base de iūvenis) e yewg- (base de iugum, “jugo”) não se resolve por dogma nem por proibição académica. A razão da separação tradicional é simplesmente metodológica: não existem provas suficientes para unificá‑las, mas também não existem provas suficientes para excluir uma origem comum. A prudência filológica suspende a fusão; a intuição estrutural reconhece um eco profundo entre ambas.
A forma latina iūvenis não possui etimologia interna clara. O sânscrito yuvan- e a latina juventus apenas confirmam a existência da raiz, não o seu significado original. A forma reconstruída h₂yuh₁n̥ḱ- é um hapax morfológico, isolado no léxico indo‑europeu, mas formalmente próximo de yewg- pela sequência yu + dorsal + nasal. A juventude indo‑europeia, enquanto categoria social, está associada a submissão ao pater, integração no grupo viril, serviço militar e disciplina agrícola — um campo semântico que converge para o gesto primordial de jungir.
As razões técnicas que impedem a unificação são três: A dorsal diverge (g vs. ḱ), embora a palatalização diante de y seja comum. A morfologia difere (raiz simples vs. derivado nasalizado), sem que isso exclua uma origem remota comum. A semântica não é automaticamente derivável, embora a leitura antropológica restabeleça a coerência perdida.
Nada impede, portanto, que ambas as raízes descendam de um mesmo núcleo PIE, centrado na ideia de ligar, unir, integrar sob um jugo físico e social. A juventude IE seria, assim, literalmente “aquilo que está sob o jugo”, e iūvenis uma designação funcional antes de ser etária.
A objeção fonética perde força quando se reconhece que as leis fonéticas são contingentes, não universais nem necessárias: são regularidades reconstruídas a posteriori, sujeitas a variação social e histórica. Já as estruturas morfológicas, os padrões derivacionais e os campos semânticos são muito mais estáveis, porque codificam categorias sociais e cognitivas. A deriva fonética necessária para aproximar iūncos e iugum — nasalizações, alternâncias g/ḱ, palatalizações condicionadas, síncopes vocálicas — não só é possível como é atestada nas línguas filhas.
A hipótese de uma origem comum não afirma identidade formal; afirma apenas que a divergência fonética não basta para excluir uma relação conceptual profunda. A juventude como fase de sujeição, o jugo como instrumento de integração e a estrutura social indo‑europeia como máquina ritual de passagem articulam‑se de forma coerente com as análises de Dumézil, Benveniste e Mallory.
CEDRO ESPINHOSO OU JUNÍPERO
As pessoas conhecem os usos práticos do zimbro há milênios. Talvez seja surpreendente, então, que não tenha uma presença forte na mitologia antiga. O zimbro era um símbolo da deusa da fertilidade dos cananeus, Ashera ou Astarte, na Síria. No Antigo Testamento, um zimbro como uma presença angelical protegeu o profeta Elias da perseguição da rainha Jezabel. Um conto bíblico posterior conta como o menino Jesus e seus pais foram escondidos dos soldados do rei Herodes por um zimbro durante sua fuga para o Egito. (…)
É por suas propriedades culinárias, medicinais e rituais que o zimbro é mais conhecido. As duas primeiras destas propriedades relacionam-se com as bagas de zimbro.
Os produtos químicos nas bagas também estimulam a contração dos músculos uterinos. Eles podiam ser administrados durante o trabalho de parto, mas as mesmas propriedades também eram usadas para abortar uma gravidez indesejada. Havia uma frase usada na Idade Média de dar à luz "sob a árvore savin (zimbro)". Este era um eufemismo para aborto induzido por zimbro. (…)
Os usos práticos da madeira de zimbro são poucos, e era mais comumente usado para queimar. Isso não era tanto por seu calor, mas sim por sua fumaça. Embora a queima de madeira de zimbro libere apenas fumaça visível mínima, essa fumaça é altamente aromática. Nos tempos antigos, as pessoas usavam-no para a purificação ritual dos templos. Os antigos acreditavam que a fumaça ajudava a clarividência. Foi queimado para purificação e para estimular o contato com o Outro Mundo no festival Samhain no início do ano celta. Na Europa Central, a fumaça de zimbro desempenhou um papel na limpeza da primavera e na expulsão da bruxaria. O zimbro também foi queimado durante os surtos da Peste.
Juniperus oxycedrus : Uma pequena árvore com folhas semelhantes a agulhas que cresce a uma altura de
«Junipero» < lat. jūniperus < iūn-iperus ó iūn-cus ("junco")
< iūnctus < iungō.
Junk = meados do século XIV, junke "cabo ou corda velha", cortado em pedaços e usado para calafetagem, etc., uma palavra náutica de origem incerta, talvez do francês antigo junc "junça, junco", também usado figurativamente como um tipo de algo de pouco valor, do latim iuncus "rush, reed" (...).
O nome vem do gênero Juncus < junc, nome latino dessas plantas, talvez derivado do latim jungere (juntar): os juncos são usados como cordas.
O uso de cordas, cordões, nós e laços pelo homem se confunde com a sua própria história. Fundamentais para a evolução da espécie e extremamente valiosos para o estabelecimento de sua supremacia sobre outros animais, o desenvolvimento destes recursos como parte do ferramental de sobrevivência humano só deve ser posterior, na escala tecnológica – se o for – ao emprego de pedras, paus e ossos pelas comunidades primitivas. (...)
Os primeiros materiais para confecção de cordas devem ter sido lianas, trepadeiras, cipós, , junco, cânhamo, peles de animais, cabelos, tendões e tripas.
No Norte da Europa medieval, por outro lado, era costumeiro usar juncos secos - às vezes misturados com ervas aromáticas - como uma cobertura espalhada pelo chão de terra batida, propiciando isolamento térmico e absorvendo sujeira e detritos para fácil remoção. > Lixo > Engl. junk ó manta morta = serapilheira.
Serapilheira, do latim vulgar *sirpicularia, cesto ou tecido de junco, do latim scirpiculus, relativo ao junco.
Foi estendido a "restos antigos de barcos e navios" (década de 1660), depois a "artigos velhos ou descartados de qualquer espécie" (1884), geralmente com sugestão de reutilização. O significado de "carne salgada usada em longas viagens" é de 1762. O significado de "droga narcótica" é de
Sendo o junco um material usado desde sempre pela humanidade como material de cordoaria e tecelagem de serapilheira e cestaria a sua relação com atar e junguir era obvia para os altinos sendo desnecerrário o recurso ao duvidoso proto-itálico *joinikos para inventar com ele uma etimologia IE ainda mais duvidosa.
Ziniperus = alteração do iūniperus clássico, talvez com assimilação de vogais. Aparece nesta forma no Apêndice Probi[1], onde o (z) inicial sugere um alofone fortemente africado de /j-/. Cf. Ortografias latinas tardias, como (zanuario) para iānuāriō. | |
Figura 7: Cones e folhas de Juniperus communis. | |
«Junipero» < *iūniber < Xu-Nefer, o belo Xu < Xu-Anu-| Pher < Ker|
«Junipero» < lat. jūniperus < iūn-iperus < iūn-cus ("junco") < iūnctus < iungō.
> *iūniber > *zin(i)b(e)ru(m) > «zimbro» > Zibreira, Torres Novas.
«Junipero», enquanto madeira de fomigações odoríficas purificadoras do ar sagrado transportava as almas dos mortos para o céu enquanto Xu-Anu-Pher. A razão porque a referância ao zimbro aparece aqui a respeito do culto de Juno tem a ver com a raiz latina Ju- que ambos os termos partilham porque ambos participavam dos cultos purificadores das festas de Juno Fébrua, Juno Februata ou Santa Febrônia (de febris)
Juno Februata, também, Februtis, Februlis, Februta ou Februalis é a deusa romana da purificação e fertilidade. Era um aspecto da grande deusa Juno (equivalente à grega Hera), particularmente cultuada e com celebrações festivas em sua homenagem na segunda quinzena de fevereiro.
Februata vem da palavra latina februa que significa "purificação religiosa" e, portanto, também fevereiro, o mês da purificação, como escreveu Ovídio:
"Os Padres de Roma chamaram-lhe purificação, februa... Nossos ancestrais acreditavam que todo pecado e causas do mal poderiam ser apagados pelos ritos de purificação."
A primeira menção a Juno Februtis que pude encontrar foi feita por Arnóbio, um cristão primitivo escrito por volta de 300 d.C. que achou necessário (como alguns outros autores cristãos primitivos) escrever sobre o quão tola ou obviamente errada era a religião pagã quando comparada ao cristianismo; no processo de tentar refutar a existência de Juno, ele lista muitos de seus epítetos conhecidos, e inclui Februtis entre eles. Parece, então, que esse aspecto de Juno foi tardio, talvez ligando os temas de purificação e renovação do mês com seu conhecido aspecto de padroeira do parto, que envolve antecipação semelhante do novo.
JUNONA
Etimologias antigas associavam o nome de Juno a juvare, "ajudar, beneficiar", e iuvenescere, "rejuvenescer", às vezes ligando-o à renovação da lua nova e crescente, talvez implicando a ideia de uma deusa lunar. Ju-no / Ju-nonis é um nome estranho no conjunto dos deuses latino o que aponta para que seja um nome arcaico que não parece derivar de uma composição a partir de nomes vis latina acabados na raiz -ona. Ju-no < Ju-non < Ju-none < Ju Nona = Lei do mês de nascimento < Aenona |
Aenona é uma cidade da Liburnia situada perto da costa do Mar Adriático, agora Nin ou Nona.
Abeo-na / Adeona era deusa romana que protegia as crianças quando elas saiamm da casa dos pais pela primeira vez.
Angerona era a deusa romana do solstício de inverno. A Deusa que conhece o nome secreto de Roma. Angerona é a deusa do sofrimento e do silêncio.
Bell-ona /Duell-ona, Bo-na Dea,
Bub-ona – “Vaca”, é a protetora do gado.
Ep-ona, Interced-ona, Lat-ona, Matr-ona, Mell-ona,
No-na era a deusa romana do tempo adequado de gravidez.
Orb-ona era deusa romana invocada por pais que ficaram sem filhos e implorou-lhe que lhes concedesse filhos novamente. Orbona- Deusa dos órfãos
A festa principal de Juno Mucina, chamada Matronália, era celebrada no dia 1º de março. Neste dia, cordeiros e outros animais eram sacrificados a ela. Outro festival acontecia no dia 7 de julho e se chamava Nonae Caprotinae ("Os Nonas das bebras").
Nona ("nona") aparecia às mães no nono mês de grávidez, quando a criança deveria nascer. Mais tarde, ela tornou-se associada às deusas Morta e Décima e formou as deusas dos Destinos Romanos. A mais nova das três Fadas ou Parcae, filha de Júpiter e Justícia; as fiandeiras do fio da vida. Ela é o equivalente romano de Cloto.
Seja como for, não é clara a etimologia clássica do nome da deusa Nona nem do número nove. Os racionalistas teimam em fazer derivr o nome dos deuses da trivialidade das coisas que vieram a tutelar por especialização decidida pela classe sacerdotal. No entanto, é quase seguro que o nome divino precede as coisas a que vieram a dar sentido e no caso de Nona não parece haver excepção.
NORTIA / NERTO
A deusa Nona pode ser uma adaptação alegórica ao tempo de gestação solar e derivar da mesma mitologia Egeia como a etrusca Nortia e as Nornas nórdicas de que Nerdo seria uma variante germânica referida por Tácito.
Na mitologia etrusca, Nortia era a deusa do destino e da fortuna. Seu atributo era o prego, que era pregado na parede dos seus templos durante o ano novo. Embora não haja menção da deusa em textos etruscos, o historiador romano Tito Livio a menciona numa dedicação ritual associada com ela: Minervae inventum sit. Volsiniis quoque clavos indices numeri annorum fixos in templo Nortiae, Etruscae deae, comparere diligens talium monumentorum auctor Cincius adfirmat. -- Livy vii. 3. 7.
É uma desatenção inexplicável não comparar nem postular uma relação evolutiva entre a deusa etrusca Nor-tia e as Nor-(a)nas nórdicas sendo todas deusas da sorte e do destino.
> Ger. Nerthus.
Nona < *No®na < Nornas < Nor-(a)nas º Nor-tia, lit. deusa *Nora
< *Nurtha-
< Nor-a(na)s < *Ana-uras < Sumer. Ana-Urash
< *Ana-Kur-ash > *Kaurania ó Kur-Ama > «Forma» ó «Morfo».
> Urania, deusa da astronomia, astrologia e profetismo.
Aparentemente a passagem de *No®na a Nona deve ter acontecido por ressonância com o sumério Anuna > *Nun-na.
Na verdade, *Nora tanto poderia ser a deusa Nor-tia, quanto a Senhora *Nora Ana como ainda a deusa mãe Nor-ma ou a deus das formas reais Forma e dos sonhos Morfo.
Ver: MOIRAS, PARCAS & NORNAS, AS TECEDEIRA DO DESTINO (***)
The Anuna (Anunnakkû), which possibly means 'princely offspring', is used in earlier, especially Sumerian, texts as a general word for the gods, in particular the early gods who were born first and were not differentiated with individual names. They are put to work to help build the temple at Girsu in a Sumerian hymn, and are linked with the benign iama-deities. There are fifty Anuna of Eridu. The sky god Anu (An) is described as king of the Anunnakku. In the Epic of Creation the multitude of gods are called the 'Anunnakku of heaven and earth.
Nūnum < Possivelmente do sumério ou de um empréstimo de outro lugar para línguas semíticas, também encontrado em um aramaico נוּנָא (nūnā) / nūnā, (“peixe”) e hebraico mishnaico נוּן (freira, “peixe”). (Um proto-semítico *nūn- (“peixe”) às vezes postulado é dificilmente possível, na medida em que duas consoantes idênticas ligadas por uma vogal são um padrão estranho para um substantivo semítico.)
Hitit = *ku_an- (c.) ‘woman’. CLuw. uana-‘woman’ Lyd. kãna-‘wife’.
Tudo aponta para que o nome do número «nove» e a palavra para «novo» decorram do nome da deusa Nona e não o inverso porque esta deusa presidia ao nascimento de uma «nova» criança no «nono» mês da gravidez o que é tão simples quanto ainda é óbvio!!!
Nundĭna, ae, f. (sc. dea), a deusa que presidia a purificação e nomeação dos bebês, o que acontecia no caso dos meninos no nono dia e no das meninas no oitavo dia após o nascimento, Macr . páginas 1, 16, 36.
Nondina > nundinus < proto-itálico *novenos (“nono”) + proto-itálico *di(a)nos (“dia”, atestado apenas em compostos), relacionado a dies (“dia”)...e Diana.
“Os Langobardos se distinguem por serem poucos. (…) Não há nada de especialmente digno de nota sobre estes estados individualmente, mas eles se distinguem por uma adoração comum a Nerthus, isto é, a Mãe Terra, e acreditam que ela intervém nos assuntos humanos e atravessa seus povos. Existe um bosque sagrado numa ilha do Oceano, no qual há uma carruagem consagrada coberta com um pano, que somente o sacerdote pode tocar. Ele percebe a presença da deusa no santuário mais íntimo e com grande reverência a acompanha em sua carruagem, puxada por vacas. Há então dias de alegria e o campo celebra a festa, onde quer que se digne visitar e receber hospitalidade. Ninguém vai para a guerra, ninguém pega
Figura 8: "Nerthus" de Emil Doepler, 1905.
Embora alguns estudiosos tenham contestado vários aspectos do culto de Nerthus, desde o seu próprio nome até ao seu estatuto como uma genuína deusa germânica da terra, nenhum destes argumentos provou ser particularmente eficaz à luz de um exame abrangente e cuidadoso das provas. O mais frequentemente questionado é o próprio nome Nerthus. Tácito escreve, Nerthum, id est Terram matrem, “Nerthus, isto é, a Mãe Terra”. Nerthus é apenas um dos três nomes divinos de origem étnica na Germânia, demonstrando que Tácito provavelmente tinha uma origem germânica para ele. Alguns estudiosos contestaram a certeza desta leitura por causa de formas variantes do nome encontradas nos manuscritos, todos datando do século XV ou posterior. Essas leituras variantes são: Nerthum, Nertum, Neithum, Nehertum, Necthum, Herthum e Verthum. O próprio Jacob Grimm abordou esse ponto já em 1835. Em vez de qualquer desejo nacionalista de conectar o folclore alemão à mitologia nórdica antiga, como alguns sugeriram , a autoridade por trás da Lei de Grimm confiou em suas habilidades como linguista, afirmando claramente que “os manuscritos compilados têm esta leitura”. Nem foi esta a sua preferência: “Eu preferiria Nertus a Nerthus, porque nenhuma outra palavra alemã em Tácito tem TH, exceto Gothini e Vuithones.” Ele rejeita a leitura Herthus, “embora o aspirado in herda possa parecer pleitear por isso, a terminação –us é contra.” Assim, a afirmação de Lotte Motz de que Grimm selecionou o nome “porque coincide foneticamente com Njörðr” é sem fundamento. Estudiosos modernos, conhecedores de linguística, apoiam a leitura de Nerthum. (…)
A forma Hertha é uma leitura falsa de origem comparativamente moderna. Em 1519, Rhenanus, o piedoso estudioso que publicou Tácito, escreveu Herthum para Nerthum, manifestamente o mesmo que o antigo alto alemão Herda, terra. Com base em sua autoridade, o texto de Tácito foi uniformemente dado como Herthum até 1817, quando editores como Franz Passow restauraram Nerthum ao texto latino. O fato de o nome Nerthus ser gramaticalmente masculino na forma levou alguns críticos, como Klaus von See para concluir que Tácito não tinha nenhuma informação genuína sobre o culto de Nerthus além deste nome e, portanto, baseou seu relato do "deus" germânico no culto romano de Magna Mater (a Grande Mãe), um culto no qual o próprio Tácito era intitulado participar. Portanto, as objeções mais frequentes à autenticidade do culto de Nerthus baseiam-se em comparações superficiais com o seu reflexo romano, quase sempre ignorando os seus nítidos contrastes. (…)
Nerthus é mais frequentemente identificado como um dos Vanir. Há muito se reconhece que o nome Nerthus é um étimo de Njörðr, o mais antigo dos deuses Vanir nomeados, e pai de Freyr e Freyja. O próprio Grimm observou que o nome Nerthus era idêntico ao nome nórdico antigo posterior Njörðr, um “identidade tão óbvia quanto a de Freyr para Freyja.” De acordo com John McKinnell (2005), o desenvolvimento seria “Nerthus > *Njarðuz (quebra) > *Njörðuz (u-mutação) > Njörðr (sinscópio).” Muito foi feito desta aparente disparidade de género. Ao longo dos anos, os estudiosos sugeriram que a divindade descrita por Tácito era na verdade masculina ou mudou de género ao longo do tempo, refletindo a redução do status das mulheres entre os tempos de Tácito e Saxão. A teoria concorrente de que Nerthus era um hermafrodita recebeu alguns atenção quando foi proposto pela primeira vez, mas agora é geralmente rejeitado. Tais interpretações, no entanto, são injustificadas, uma vez que vários ídolos de madeira recuperados das turfas da Dinamarca e de Schleswig-Holstein demonstram que a divindade poderia ser de ambos os sexos. Como veremos, os de Foerlev Nymølle e Rebild skovhuse são mulheres, enquanto os de Broddenbjerg, Spangeholm e Rude Eskildstrup são homens. O sítio
Ner-thus > *Njar-ðuz > *Njör-ðuz > *Njör-ður > Njör-ðr.
Ner-gal > Ne(r)-gar > *Njar- > *Njör-
Portanto, a etimologia sugere que Nerta seria esposa de Nergal, um deus infernal caldeu que por isso seria deus da tábua das leis do destino como Ninurta e como foi seguramente Dis Pater, o pai dos gauleses por ser o pai do céu, ou seja, Dis- | *Tinus ó Tunis < Tinia < Ti Anu, porque Anu era o deus do céu da Suméria.
Na verdade, já na caldeia havia uma indeterminação no nome dos deuses das tempestades Ninip ó Ninib / Nir-ig < Ner-ik > Nerg-al.
NETALENIA
Figura 9: An old drawing of 2 altars dedicated to Nehalennia.
Nehalennia é uma deusa de origem obscura, talvez germânica ou celta. Ela é atestada e retratada em numerosos altares votivos descobertos ao redor do que é hoje a província de Zeeland, na Holanda, onde o rio Schelde desembocava no Mar do Norte. O culto a Nehalennia remonta pelo menos ao século
Embora o significado do nome Nehalennia permaneça controverso, os linguistas concordam que sua origem não é latina. Dado os locais onde a maioria das referências e artefatos foram encontrados, seu nome é provavelmente de uma língua germânica ou celta. Gutenbrunner (1936) relacionou-o com o proto-germânico *nehwa "close", mas não conseguiu explicar o resto do nome. Gysseling (1960) acreditava que o nome não era celta nem germânico, mas sim derivado da raiz protoindo-europeia *neiH- "liderar". Ele não conseguiu rastrear o resto do nome. De Stempel (2004) relaciona seu nome com o galês halein "sal" e heli "mar", propondo uma origem celta. Ela desconstrói o nome como uma combinação de celta *halen– "mar" e *ne- "on, at". Finalmente, *-ja é um sufixo que forma um substantivo feminino. O significado seria "aquela que está no mar".
Outros deuses indígenas que foram cultuados localmente naquela época são: Burorina, Hludana, Hurstrga, Sandraudiga, Seneucaega, Vagdavercustis e Viradecdis.
Burorina < Bu-rau-ru-Ana < Bu Auru-ru > Brauronia.
Ártemis Braurônia, protetora das mulheres na gravidez e no parto, tinha seu principal santuário em Brauro, um demo na costa leste da Ática.
O santuário de Artemisa em Brauro (em grego clássico: Βραυρών ou Βραυρώνα; romaniz.:Vravrona ou Vravronas) é um antigo local sagrado na costa leste da Ática, perto do Mar Egeu.
Hludana < Holundana < Haulundi-ana < Senhora da Holanda
< *Kaurun-dia = Deusa Kaurania.
Hurstrga + Nin = Nin-Hurstarg < Nin-Kur-Ishtar-Ki
> Ninhursag.
Sandrau-diga < Sandra-u-dica < deusa | Sandra < *Santhar < Santar
Seneuca-ega < Seneuca-| (d)ega < dica | < deusa | Seneuca > Seneca
> Seni-ura = Divina Senhora
Vagda-ver-cus-tis < Vagda | < Vadiga < Vau-dica > Boudica.
Boadiceia (FO 1943: Boadicéia) (também Boudica, Boudicca, Boadicea, Buduica e Bonduca) < *boudi 'vitória, vitória' + *-kā 'ter' sufixo, ou seja, 'Mulher Vitoriosa', conhecido nas crônicas latinas como Boadicea ou Boudicea, e em galês como Buddug (pronúncia galesa: [ˈbɨðɨɡ])) foi uma rainha da antiga tribo britânica Iceni, que liderou uma revolta fracassada contra as forças conquistadoras do Império Romano em 60 ou 61 d.C.
*Wera-Cun-dia < + Wer-cus tis = Virtude.
Ver: VIRTUDE (***)
A deusa Vagdavercustis, cujo nome pode significar "virtus honrado", era homenageada principalmente por soldados, quer estivessem ou não em seu santuário em Kalkar, na Alemanha. As armas foram dedicadas a ela aqui. Ela também era conhecida nos Países Baixos, mas o centro de gravidade do seu culto ficava logo depois da fronteira atual, na Alemanha.
A deusa Vagdavercustis está listada em um total de oito ou nove inscrições, a maioria das quais vem da área de Kalkar, Xanten e Kleef. Uma inscrição (CIL XIII 8805) foi encontrada na Holanda, em Hemmen (Gelderland).
Outro (AE 1935 163), encontrado em Budapeste, foi feito por um membro da Coorte III Batavorum, talvez um bataviano da região do Baixo Reno.
Cinco das inscrições foram feitas por soldados. Em Kalkar, também foram descobertos os restos de um templo em 2000, no qual foram encontradas algumas das inscrições da deusa. Restos de armas, armaduras e arreios de cavalos também foram encontrados aqui.
Várias interpretações foram feitas do nome Vagdavercustis. Theodor von Grienberger traduziu o nome como "o que dá vitalidade", mas de acordo com Rudolf Much, esta interpretação é improvável e complicada. Muito se argumenta que a parte -Vercustis pode vir do germânico *Wer(a)-coastiz, "excelência masculina" ou "virtus" do céltico.
A parte Vagda é mais difícil, afirma ele, mas pode ser atribuída a um significado no estilo de “honrado”. Isso explicaria o nome Vagdavercustis como "honrado Virtus. Virtus, a personificação da bravura na batalha.
Vira-dec(i)-dis = deusa da palavra de homem (honrado).
Viradectis é uma divindade que serviu para unir os Tungri Condrustis e vigiá-los em terras estrangeiras, e é excelentemente adequado para qualquer um que siga um caminho especificamente Tungri
Nehalennia, era uma deusa germânica adorada no ponto onde os viajantes cruzaram o Mar do Norte vindos da Holanda, é mostrada em muitas pedras esculpidas segurando pães e maçãs como uma Deusa Mãe, às vezes com a proa de um navio ao lado dela, mas também frequentemente com um atendente cachorro que fica sentado olhando para ela. Este cão está em treze dos vinte e um altares registrados por Ada Hondius-Crone (1955:103), que o descreve como uma espécie de galgo.
Davidson liga ainda o motivo do navio associado a Nehalennia com o par germânico Vanir de Freyr e Freyja, bem como com a deusa germânica Nerthus. Ela observa que Nehalennia apresenta alguns dos mesmos atributos das Matres.
Não se sabe se o nome Nehalennia tem origem germânica, celta ou outra. As tribos que existiam na época eram referidas pelos historiadores romanos como germânicas, por um lado, e são frequentemente identificadas - ou pelo menos parcialmente - como celtas pela arqueologia contemporânea. Além disso, deve-se considerar que Nehalennia é uma transcrição latina de um nome de outra língua, e foi corrompida a tal ponto que grande parte da vocalização local foi perdida. Várias explicações etimológicas têm sido propostas.
Embora o significado do nome Nehalennia permaneça controverso, os linguistas concordam que a sua origem não é latina.
De acordo com outros linguistas, o nome Nehalennia não se origina de uma língua celta, bem como de uma língua germânica, mas deve ter vindo de uma língua muito mais antiga.
"Nehal" está etimologicamente relacionada com a palavra "ver-niel-en" (destruir) em holandês moderno.
Ver- = Quando adicionado a um verbo, indica uma mudança, muitas vezes para pior.
Niel = topónimo de cidade nas margens do rio Rupel, no sudoeste da província belga de Antuérpia < Holandês medieval niel que significa "jogado de bruços nas profundezas" < germânico nihwulia ou niwaialho (que significa: "de cabeça para baixo"). Além disso, foi demonstrado que lugares com nomes com "niel" são invariavelmente mais baixos.
Então, se niel tem a conotação do que é «nivelado» por baixo ficamos a suspeitar que terá algo a ver com o nome dos Países Baixos ou Netherland.
«Países Baixos» = Nether-land < inglês médio nether, netthere, nithere, < inglês antigo niþera (“inferior, abaixo, mais baixo”, adjetivo), de niþer, niþor (“abaixo, abaixo, abaixo, abaixo, abaixo, em uma posição inferior”, advérbio), do proto-germânico ocidental [Termo?], do proto-germânico *niþer, *niþra (“para baixo”), do proto-indo-europeu *ni-, *nei- (“dentro, para baixo”). Os cognatos incluem neder holandês, nieder alemão, nidder luxemburguês, ned dinamarquês, norueguês e sueco, nedre dinamarquês, norueguês e sueco (“inferior”), niður faroês e islandês.
Pois bem, se nether < *niþra / *niþer < Lat. inferus, o que põe em causa a etimologia supostamente indoeuropeia que pretende relacionar este termo latino com under.
Inferus < From Proto-Italic *enðeros, from Proto-Indo-European *h₁n̥dʰér-o-s, from *h₁n̥dʰér. Cognate with English under, Sanskrit अधर (ádhara). *ð > f is irregular in word-internal position (**inderus would be expected; compare fundus) and is explained either as (Faliscan) dialectal influence or by assuming metanalysis as a compound with in.
Obviamente que a etimologia indo-europeia resulta mais duma divagação feita de achismos que premeditadamente pretendem contornar a vasta, arcaica e ebm documentada tradição oriental do que por força de leis fonéticas mais ou menos arbitrarias. Obviamente que o inglês un-der se relaciona com o grego *ἔν-τερος tal como seria o caso do Proto-Italico *en-ðeros, se este fosse necessário para chegar ao latino in-ferus. Na verdade não é assim porque se tratam de variantes dum mesmo conceito composto que muito possivelmente derivaria do dumério En-kur, variante do nome do grande deus Enki, por sinal deus dos inferno do Kur como foi depois Nergal, seguramente uma evolução do mesmo nome e conceito mítico.
Uma consideração das duas primeiras sílabas ("Nehal") fornece possibilidades para uma explicação tanto do nome de Nehal-ennia como da deusa Nerthus e de Nortia / Norna.
Lat Infer > Inferno <=> Nergal.
Ner-gal > Nehal-| ennia < anina.
Ner-gal > Ner-hal > Nether + land > Nederlandia.
Ner-tu > Ner-thus => Norna.
Figura 9: Nehalenia (também Nehalenia, Nehalaenniae, Nehalaenia) é uma deusa patrona indígena que foi adorada por viajantes, especialmente marinheiros e comerciantes, na foz do Escalda nos séculos 2 e 3 na Gália e na Belgica. Uma inscrição encontrada traduz-se assim: "Antes de Nehalennia, Marcus Exingius Agricola, cidadão de Trier, comerciante de sal em Colônia, cumpriu sua promessa, disposto e com razão". A maioria das ofertas votivas foi doada por mercadores que suplicavam à deusa uma passagem segura para a Britânia. O culto a Nehalennia estava concentrado em templos de Ganuenta e Domburg. Na antiguidade romana, Ganuenta era um assentamento na Zelândia. Este lugar estava localizado na margem sul do Escalda. |
O templo em Ganuenta era dedicado exclusivamente à deusa, enquanto outros deuses romanos também eram adorados
GANA
Notar que a cidade onde se encontrou o culto de Necalenia nos Países Baixos, foi Ganuenta: topônimo obscuro: lugar / local próximo / na foz / estuário: Ganuenta pode conter uma forma germânica de uma palavra celta para garganta, estuário; portanto, poderia vir de um antigo Genu-venta: lugares próximos a uma foz. A situação real é de facto próxima de um estuário e, portanto, a semântica é apropriada. Mas como são os conceitos que derivam dos deuses e não o inverso, Gan-uenta seria a cidade do templo da deusa Gana (< Cret. *Ganu-into), uma arcaica deusa marinha parédra de Gan-dar-ewa.
Gand-hāra foi uma antiga civilização indo-ariana centrada no atual noroeste do Paquistão e nordeste do Afeganistão, aproximadamente na parte noroeste do subcontinente indiano. Uma origem proposta do nome é da palavra sânscrita गन्ध gandha, que significa "perfume" e "referindo-se às especiarias e ervas aromáticas que eles (os habitantes) negociavam e com as quais se ungiam".
Gând-Ara = terreno despovoado mas coberto de plantas agrestes; charneca; terreno arenoso pouco produtivo ou estéril. De origem pré-romana, pelo latim ibérico gandĕra-.
O Império de Gana (750-1068) estava localizado no que hoje é o sudeste da Mauritânia e oeste do Mali, ao sul do Saara, no vale médio do rio Senegal. Era conhecido pelo nome Wagadu por seus próprios cidadãos Soninke, mas europeus e árabes o chamavam de Império de Gana após o título de seu rei, Gana, que significa rei guerreiro. Wagadu (< *Vacatu > «vacado») significa terra de rebanhos (waga < *vaka = rebanho, du = terra).
A etimologia de "Guiné" é incerta. O termo inglês Guiné vem diretamente da palavra espanhola Guiné, que por sua vez deriva da palavra portuguesa Guiné. O termo português surgiu em meados do século 15 para se referir às terras habitadas pelos guineus, um termo genérico usado pelos portugueses para se referir aos povos africanos "negros" que viviam ao sul do rio Senegal (em contraste com os "tawny" Sanhaja Berberes, ao norte dele, a quem chamavam de azenegues). O termo "Guiné" é amplamente utilizado na crônica de 1453 de Gomes Eanes de Zurara. [1] D. João II de Portugal assumiu o título de Senhor da Guiné a partir de 1481. [2][3][4]
Acredita-se que os portugueses tomaram emprestado o termo Guineus do termo berbere Ghinawen (às vezes arabizado como Guinauha ou Genewah) que significa "o povo queimado" (análogo ao grego clássico Aithiops, "do rosto queimado"). Os termos berberes "aginaw" e "Akal n-Iguinawen" significam "negro" e "terra dos negros", respectivamente.
Uma teoria concorrente, encaminhada pela primeira vez por Leo Africanus em 1526, afirma que a 'Guiné' é derivada de Djenné (que ele se refere como Gheneo, Genni e Ghinea), a grande cidade comercial do interior no alto rio Níger. Djenné dominou o comércio de ouro e sal em toda a África Ocidental, do século 11 (queda de Gana) até o século 13 (quando a invasão do Mali interrompeu suas rotas e redirecionou o comércio para Tombuctu, até então apenas um pequeno posto avançado de Djenné). É durante o período de domínio Djenné que o termo Genewah realmente entra em uso em fontes árabes (al-Sudan – árabe para "negros" – é usado mais comumente antes).
Outras teorias tentam ligar "Guiné" a "Gana", mas isso é menos certo. O Império Gana é nomeado após a cidade comercial medieval de Gana mencionada já por geógrafos árabes do século 11 (por exemplo, al-Bakri), mas é usado distintamente de Genewah por fontes árabes (por exemplo, eles diriam "Gana no país de Genewah"). Por outro lado, permanece possível que tanto Gana quanto Djenné devam seus nomes originais de cidade à denominação berbere para os negros que viviam lá (???). Uma possível reconciliação das teorias é que os berberes Ghinawen (negros) foram a fonte do Djenné (cidade), que por sua vez deu origem ao Genewah árabe (terra dominada por aquela cidade), que finalmente chegou à Guiné portuguesa.
Costuma-se dizer que o nome Guiné foi uma forma corrupta do nome Gana, escolhido pelos portugueses no Magrebe. O presente escritor acha isso inaceitável. O nome Guiné tem sido usado tanto no Magrebe quanto na Europa muito antes do tempo do príncipe Henrique. Por exemplo, em um mapa datado de cerca de 1320 pelo cartógrafo genovês Giovanni di Carignano, que obteve suas informações sobre a África de um compatriota em Sijilmassa [antiga cidade comercial no norte da África], encontramos Gunuia, e no atlas catalão de 1375 como Ginyia. Uma passagem em Leão [Africano] (vol. III, 822) aponta para a Guiné ter sido uma forma corrupta de Jenne [cidade de 2.000 anos no centro do Mali, no rio Níger], menos famosa do que Gana, mas ainda assim por muitos séculos famosa no Magrebe como um grande mercado e uma sede de aprendizado. A passagem relevante diz: "O Reino de Ghinea . . . chamados pelos mercadores de nossa nação Gheneoa, pelos habitantes naturais de Genni e pelos portugueses e outros povos da Europa Ghinea." Mas parece mais provável que a Guiné derive de aguinaou, o berbere para negro. Marrakech [cidade no sudeste do Marrocos] tem um portão, construído no século XII, chamado Bab Aguinaou, o Portão do Negro (Delafosse, Haut-Sénégal-Niger, II, 277-278). A aplicação moderna do nome Guiné à costa data apenas de 1481. Nesse ano, os portugueses construíram um forte, São Jorge da Mina (atual Elmina), na região da Costa do Ouro, e o seu rei, D. João II, foi autorizado pelo Papa [Sisto II ou Inocêncio VIII] a intitular-se Senhor da Guiné, título que sobreviveu até à recente extinção da monarquia. --
Guiana < língua indígena nativa Caribenha ou Arawak, considerada uma palavra que significa "terra de muitas águas" como eram as terras amazónicas.
*Xu-Ana < *Gu-Ana > Ganua + Intu[14] > *Ganuinto > Ganuenta
< *Gen(u)-venta > Génuva > Genebra, etc.
Mas também é verdade que esta cidade poderia estar relacionada com a cidade trácica de Ganos no estreito de Dardanelos da Propôntida onde era adorada a deusa Gana. Parece no antigo escandínavo ganô significaria bocejar, abri-e-lhe a boca de espanto ou de gaúdio…como pareceria ser o caso da boca dos deuses dos rios ao encontrem o mar.
Segundo DLE1, a palavra (espanhola) GANA (desejo, apetite, vontade de algo) é de origem incerta. As teorias consideradas são as seguintes:
Segundo Covarrubias vem do grego γάνος (ganos = alegria, contentamento). Esta palavra vem do verbo γάνυµαι (gánymai = brilhar de alegria ou alegria), que estaria relacionado com a raiz indo-europeia *gau- (regozijar-se, brilhar de alegria).
Pianigiani também o associa ao grego γάνος, mas diz que viria do alemão antigo gânjan (estar de boca aberta). Ele também diz que há uma confluência com o latim gannire (rosnar, murmurar), que discutimos nos verbetes sobre enganar e repreender.
De acordo com Diez, viria do alto alemão antigo geinôn (ficar boquiaberto) e seria comparável ao latim hiare (ficar boquiaberto) e ao grego χαίνειν (khainein = abrir). O que, tal como o nosso verbo vencer, estaria relacionado com uma raiz indo- europeia *ghe-2 (ter a boca aberta, bocejar, abrir um pouco).
Corominas dá uma versão semelhante, dizendo que viria de um gótico *ganô (ganhar, ganância) relacionado ao antigo gana escandinavo (abrir a boca) e compara-o a ganhar.
No Avesta, Gan-dar-ewa é um demônio que vive na água e tenta constantemente engolir as boas obras da criação; finalmente ele é morto pelo herói Keresaspa.
Gauna = O líder dos espíritos dos mortos, na lenda bosquímana africana, Gauna (também conhecido como Gawama e Gawa) procura atrapalhar a criação de Kaang e assediar a vida de homens e animais. < Gu-Ana.
Gad é o nome de uma divindade da boa sorte, equivalente ao grego Tyche e ao latino Fotuna. < Gad(i) < Gau-di + Ana > Rio Guadiana.
Ver: GANIMEDES, UM DEUS MENINO
DA PEDERASTIA INICIÁTICA (***)
Figura 10: Gangaur: Festival do amor. "Gana" é outra palavra para Senhor Shiva, e "Gauri" é a manifestação da Deusa Parvati. Gangaur significa Senhor Shiva e Deusa Parvati. Gangaur (em hindi: गणगौर, ISO 15919: Gaṇa-gaura) é um festival hindu celebrado em vários estados indianos. (...) Gangaur e um dos festivais mais importantes e coloridos do povo do Rajastão observado em todo o estado com grande fervor e devoção por mulheres que adoram a Deusa Gauri, a esposa de Shiva durante o mês de Chaitra (março-abril). É a celebração da primavera, da colheita, da fidelidade conjugal, da bem-aventurança conjugal e da maternidade. |
Gana é sinônimo de Shiva e Gaur, que significa Gauri ou Parvati, que simboliza Saub-hagya (felicidade conjugal). As mulheres solteiras a adoram para ser abençoada com um bom marido, enquanto as mulheres casadas o fazem pelo bem-estar, saúde e vida longa de seus maridos e vida conjugal feliz.
Na evolução linguística os elos virtuais raramente são “passos perdidos” porque quase sempre são passagens virtuais que nunca foram tentadas por se ter considerado possível saltar por cima delas. Na verdade, a evolução linguística é um mero caso particular da transmissão de informação que ora parece ser escalar e feita aos saltos mortais, como os revolucionários acreditam ser sempre o progresso histórico, ora parece ser em mancha de óleo, progressivamente uniforme. No entanto, se a realidades é só uma isso significa que estamos perantes diferenças de escala e perpectivas dualistas dos processos de observação que se tornam progressivos quando tomada à distância geral e, escalares, quando observados na intimidade dos sentidos ou nos limites lumínicos da física quântica.
Número NOVE
Nona *No®na < no(r)nus > *no(r)venus > proto-itálico *nowem > Lat. novem
ó proto-helênico *en-né(r)wə
> ἐννέα (ennéa).
Lat. novem < *noven < proto-Indo-europeu *hnéwn̥.
ó sânscrito (navan), o grego antigo ἐννέα (ennéa), o gótico niun e o inglês antigo niġon (inglês nove).
ἐννέα (ennéa), < proto-helênico *ennéwə
ἐννῆ (ennê) — Dórico
ἔννεᾰ (énnea) — Eólico
ἐννία (ennía) — Beócia
ἐννῆᾰ (ennêa), ἑννέα (hennéa).
Lat. nōnus < *no(ue)nus < novenus < *novenos > novem > “nove”.
Lycian: nuntata. Prussiano antigo: newīnjai. Latgaliano: deveni.
Letão: deviņi. Lituano: devynì.
Neófito, NOVO e nado vivo.
De acordo com uma teoria, relacionada ao adjetivo de PIE *néwos (“novo”), supostamente um locativo sem fim que significa "no novo" (reforçado pela preposição *en (“no”), traços dos quais supostamente também podem ser vistos no grego antigo e no armênio), do radical r/n heteroclítico néwr̥ ~ néwn̥, cujos reflexos anteriores podem ser vistos no grego antigo νεαρός (nearós, “jovem, jovem”) e armênio նոր (nor, “novo”). (...) Outra teoria (Blažek 1999: 199) considera *h néwn̥ como o acusativo de um antigo substantivo primário *h enu- (“falta”) e, portanto, relacionado a *h₁new (“sem”) (de onde, por exemplo, grego antigo ἄνευ (áneu), alemão ohne).
«Neófito» < empréstimo do latim neophytus, < grego koiné νεόφυτος (neóphutos), do grego antigo νέος (néos, “novo, jovem”) + φῠτόν (phutón, “planta, árvore”).
Ancient Greek νέος ó νεαρός (nearós, “young, youthful”)
< proto-indo-europeu ***newr̥ós. Ou, o que é mais plausível, νέο(ς) + -αράς
> νε-αράς > νεαρός.
Sufixo -αράς • (-arás) m (feminino: -ού (-oú) neutro: -άδικο (-ádiko) e coloquial -ούδικο (-oúdiko)) intensificador adicionado a substantivos que derivam de substantivos, verbos ou derivados verbais: χορεύω (chorévo, “dança”) + -αράς (-arás) → χορευταράς (choreftarás, “grande dançarino”) Έλληνας (Éllinas, “grego”) + -αράς (-arás) → Ελληναράς (Ellinarás, “ultra grego, obcecado em ser grego; -aqui, irônico-”)
ó proto-indo-europeu *néwos, de onde νέος (néos, “novo”).
ó armênio antigo նոր (nor) e o latim noverca < *nor-vaca.
Qual seria a equivalente grega do nome arcaico de Juno? Seguramente o termo também arcaico Xuanon, ou seja uma Kora (< *Kaur-ania) arcaica antes de se ter diferenciado como Hera, esposa de Zeus.
ξόᾰνον • (xóanon / ξοᾰνου) = Uma imagem de madeira esculpida, uma imagem, estátua de um deus. ó De ξύω (xúō, “esculpir, alisar”). ó ξύλον (xú-lon, “madeira”).
Assim, é possível que a deusa germânica que Tácito identifica como Nerthus fosse já também uma evolução de uma arcaica deusa egeia *Kaur-ania em evolução para *Her-tha para formar o termo inglês para terra «earth» < Proto-Germanic *ertho.
Em conclusão, Juno era etimologicamente uma Ju-*nor-na ou *Xunortia, deusa dos destinos dos jovens subjugados ao poder paternal e dos casados subjugados pelas leis conjugais.
[1] Anregungen & Fragen an opifex@imperiumromanum.com
[2] Idem.
[3] https://www.theoi.com/Titan/TitanKoios.html
[4] 3) Aus CIL VI 357: lunone Loucinai Diovis castud facitud erschloß Mommsen die | Verbindung Iuno lovis , die nach Analogie ! von Xerio Martis , Salacia Neptuni u. a. zu, erklären sein würde (vgRv. Domaszewski, Abhdl. z. röm. Relig. S. 108); aber diese Deutung ist endgültig beseitigt worden durch die neuerdings gefundene Parallel inschrift von Norba, Röm. Mitteil. XVIII 338: P. Rutilius M. f. lunonet Loucina dedit meretod Diovos castud.
De CIL VI 357: lunone Loucinai Diovis castud facitud, Mommsen deduziu o | Conexão Iuno lovis, por analogia! por Xerio Martis, Salacia Neptuni e outros para, seria explicado (vgRv. Domaszewski, Abhdl. z. rom. Relig. p. 108); mas esta interpretação foi finalmente eliminada pela inscrição paralela recentemente encontrada de Norba, Rom. mensagem XVIII 338: P. Rutilius M. f. lunonet Loucina dedit meretod Diovos castud.)
[5] 5) Besonders beweiskräftig sind In Schriften wie die in Anm 3 angeführten in denen Inno neben Loucina und Diovis steht steht.
Inscrições como as citadas na nota 3, nas quais Iuno aparece ao lado de Loucina e Diovis, são particularmente conclusivas.
[6] Siehe oben S. 175 Anm. 4 und dazu die Opfer der Arvalbrüder an den Genius des regierenden Kaisers und die Juno der Kaiserin (Henzen, Acta fratr. Arv. S.
Veja acima p. 175 nota 4 e também os sacrifícios dos irmãos Arval ao Genio do imperador reinante e Juno da imperatriz (Henzen, Acta fratr. Arv. p.
[7] Daß die Juno einer Frau nicht vor Tibull erwähnt wird, kann gegenüber dem Zeugnisse der Arvalakten um so weniger etwas für den jungen Ursprung der Vor stellung beweisen, als nach der Beschaffen heit unserer Ueberlieferung die Zeugnisse für mannliche Personalgenien auch nicht älter sind. Die vereinzelten und späten Fälle, in denen einzelnen Frauen (z. B. CIL VIII 22770); oder Göttinnen (s. oben S. 180 Anm. 11) statt der Juno ein Genius gegeben wird, erlauben natürlich keine Rückschlüsse auf die Anschauungen der alten Zeit, und keinesfalls darf man dahin die Tatsache rechnen, daß z. B. coloniat, prortnciae, legiones, centuriae usw. nicht eine Juno, sondern einen Genius haben: denn selbstverständlich war maßgebend nicht das grammatische Geschlecht der sprachlichen Bezeichnung, sondern das physische Geschlecht der in diesen.
O fato de o Juno de uma mulher não ser mencionado antes de Tibulo não pode provar nada sobre a origem jovem da ideia em comparação com a evidência dos Arvalacts, uma vez que, de acordo com a natureza da nossa tradição, a evidência do gênio pessoal masculino também não é mais antiga. Os casos isolados e tardios em que mulheres individuais (por exemplo, CIL VIII 22770; ou Göttinnen (ver acima, p. 180, nota 11) recebem um gênio em vez de Juno, é claro, não permitem tirar quaisquer conclusões sobre as visões dos tempos antigos. , e em hipótese alguma se deve contar o fato de que, por exemplo, coloniat, prortnciae, legiones, centuriae, etc., não têm um Juno, mas um gênio: porque é claro que não foi o genero gramatical do nome linguístico que foi decisivo, mas o genero físico do presente.
[8] Vgl. auch A. v. Domaszewski, Abhdl.z. röm. Relig. S.
[9] Goddess Iunit had a localized importance in The Theban region. Iunit was incorporated into the local ennead of Karnak in the
Iunit "Iwny.t" was a solar goddess and a member of the great and small ennead of karnak. Her name means "she – of-Armant'". Although the goddess first appears in reliefs dated to the reign of Mentuhotep II and Mentuhotep III of the 11thdynasty, it is thought that she may have been worshipped there from very early time. The fourth upper Egyptian nome was her cult center specially at the temples of Armant, Tod, Deir - el madienh, khonso, Opet, Dendara,
Iunit is shown between goddess Hathor and the King Ptolemy VIII. She is standing, wearing the solar disk between the two horns above her head, and holding in her right hand the wAD scepter, while in her left hand the anX sign of life. -- Scenes of Goddess Iunit in the Temple of Edfu Shaimaa Eid Ali Mohamed - Radwa Mohamed Shelaih - Mofida El-weshahy Faculty of Tourism and Hotels Management - Suez Canal University.
[10] Notar que esta mesma etimologia foi proposta por Cícero, segundo Macróbio, para Jano.
[11] P. K. Buttmann, Mythologus I, Berlim, 1828, p. 200 e ss.; J. A. Hartung Die Religion der Römer II Erlangen 1836 p. 62 ; L. Preller Rômische Mitologia I.
[12] G. Wissowa Religion und Kultus der Römer, Munique, 1912, pp. 181-2, baseando-se
[13] https://www.etymonline.com/search?q=+junk
[14] Ver Laburinto (***).
[1] Anregungen & Fragen an opifex@imperiumromanum.com
[2] Anregungen & Fragen an opifex@imperiumromanum.com
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