domingo, 16 de junho de 2013

DEUSES TELÚRICOS I - ATLAS, O AXIS MUNDIS, por artur felisberto.

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Figura 1: Atlas apanhando as maças (> «peros» ó «esferas») do jardim das Hespérides enquanto Hércules ficou a suportar a esfera armilar do mundo celeste, qual cariátide masculina, de que aliás viria a ser tema arquitectónico.

Pseudo-Apolodoro, Bibliotheca 2. 119-120: "Prometeu aconselhou Hércules para não ir ele próprio buscar as maçãs, mas sim para libertar Atlas da esfera celeste e despachá-lo (a fazer esse serviço). Então, quando Hércules chegou junto de Atlas entre os hiperbóreos, lembrou-se do que Prometeu o aconselhou e assumiu a esfera. Atlas pegou em três maçãs do jardim das Hespérides e depois voltou para Hércules. Sem querer segurar a esfera, disse a Hércules que ele é que deveria levar as maças a Euristeu, e que Hércules poderia segurar o céu no lugar dele. Hércules concordou, mas por um truque deu a esfera de volta ao Atlas. Seguindo o concelho de Prometeu, ele pediu a Atlas para pegar no céu enquanto ele colocava uma almofada na cabeça. Ouvindo isto Atlas deitou as maçãs ao chão e Hércules viu-se assim aliviado da esfera. Assim Hércules as apanhou do chão e seguiu. Alguns dizem, porém, que ele não tomou as maçãs de Atlas mas que matou o Dragão que as guardava e as apanhou. Retornando com as maçãs deu-as a Euristeu que fez um presente delas a Hércules. Mas Atena as recuperou dele e levou-as de volta pois não era permitido por lei divina (de Hera) localizá-los em qualquer outro lugar."[1]

A postura de Atlas na função de Cariátide masculina pode não ser puramente fortuita e conter alguma coisa de semântico sob o ponto de vista tanto da mitologia cósmica quanto da própria etimologia mítica.

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Figura 2: Não terá sido por mero acaso que Prometeu aconselhou Hércules a segurar o mundo. Na verdade, pelo menos aparentemente seria mais fácil enfrentar a serpente «ladino», de nome Ladão, do que aguentar com o céu! Ou seria que o céu seria tão leve como uma pena como é sugerido pelo facto de Chu ser simbolizado por uma pluma que flutua no ar voando nas asas das aves? Na verdade suspeita-se que Hércules e Atlas seriam variantes do mitema dos todo poderosos deuses “Manda Chuvas” das montanhas da Aurora da Deusa Mãe.

As Cariátides, que faziam parte do cortejo de Afrodite, podem ter sido o séquito das Hespérides, tanto mais que Afrodite foi a deusa Pomona da maçã de Adónis e seguramente a inspiradora do mito da cobra da tentação genésica e bíblica, tanto mais que esta terá sido uma das *cáforas cretenses.

The name of only one figure in the glyptic of the Period is evidently known. This is, in part, due to the uncommon occurrence in a Middle Assyrian letter of the term for a seal icon it calls lahmu. The sender had commented on his seal’s image. Recently, it has been discovered remarkably by the Dutch Assyriologist F.A.M. Wiggermann, through comparing a relief of the "heroic" figure with the inscription upon it, indicating that lahmu is a principal term for the "heroic" figure with frontal face and prominent beard which appears often in contest-scene seals in close association with cattle as mentioned above, and which constitutes a conspicuous figure in the third group of animal-frieze / contest-scene seals mentioned above. There is no evident reason for reservation in setting back the identity of this "heroic" nude figure as far as the ED III Period and even much earlier. This opened the door to all the existing cuneiform literature and, in so doing, helped to interpret the contest-scene seals. W.G. Lambert has given a useful summary of the epigraphic evidence for the cosmogony of the lahmu in extension to Wiggermann’s initial presentation. The lahmu had been the "heroic" figure of art history descriptions for decades. Yet the facts remarkably resemble P. Amiet’s surmise some years ago that the "heroic" figure was a kind of Atlas, based upon later Old Babylonian scenes on cylinder seals. (The gamut of early and late representations of the lahmu show that the assumed locks of hair of the art historians may often be long plaits of hair tied in chignons, three on each side of the head. The reason remains obscure, but a Neo-Assyrian relief suggests this. Plate four, number one.) (...) The evidence is: (...)

4) F.A.M. Wiggermann proved that the nude "heroic" figure was called lahamu (or lahamu). (Pages 10 and 11; notes 38 and 40.) Also a Middle Assyrian official stated in writing that the lahmu appears on his seal. (Page 10.)

5a) From later ancient literature, W.G. Lambert points out that the lahmu (or in the pair, lahmu and lahamu) is Atlas-like, having a cosmic or pervasive function, also apparently supporting heaven and earth on an east-west axis. (Page 10.)

b) Moreover, from later-dated, more explicit art P. Amiet already concluded before Wiggermann’s cuneiform discovery that the nude "heroic" figure (=lahmu/lahmu) is an Atlas-like cosmic figure. (Page 10.) -- Early Dynastic Glyptic, The 'Butcher' Deity, And Myth-And-Ritual Theory, by James Christian, A.B., Sociology-Anthropology, Boston University, A.M., Ancient Near Eastern Languages and Civilizations, Oriental Institute, The University of Chicago.

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Figura 3: Lahmu/lahamu segurando o axis mundi na presença da trindade divina, Anzu, Anu e Enki.

Lahamu was the first-born daughter of Tiamat and Apsu in Akkadian mythology. With her brother Lahmu she is parent of Anshar and Kishar, who were in turn parents of the first gods. Lahamu is sometimes seen as a serpent, and sometimes as a woman with a red sash and six curls on her head.

Lahamu / Lahmu < Rakamu < Ur-Ki-ma = Ki-ur-ma

=> Hermes (Propileu)

Assim, a relação de Lahmu sumério com o Atlas grego tem que passar por uma relação ancestral entre estes dois deuses, ou seja, Atlas é uma variante autonomizada tardiamente de Hermes e de Prometeu.

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Figura 4: Os grandes castigados divinos: Atlas e Prometeu. O titã Atlas que foi condenado a segura o mundo por ter participado na guerra dos gigantes contra Zeus.

Jápeto desposou Clímene de belos tornozelos

virgem Oceanína e entraram no mesmo leito.

Ela gerou o filho Atlas de violento ânimo,

pariu o sobreglorioso Menécio e Prometeu

astuto de iriado pensar e o sem-acerto Epimeteu

que foi um mal dês o começo aos homens come-pão,

pois primeiro aceitou de Zeus moldada a mulher

virgem.

Ao soberbo Menécio, Zeus longividente

lançou-o Érebos abaixo golpeando com fúmeo raio

por sua estultícia e bravura bem-armada.

Atlas sustém o amplo céu sob cruel coerção

nos confins da Terra ante as Hespérides cantoras,

de pé, com a cabeça e infatigáveis braços:

este destino o sábio Zeus atribuiu-lhe.

E prendeu com infrágeis peias Prometeu astuciador,

cadeias dolorosas passadas ao meio duma coluna,

e sobre ele incitou uma águia de longas asas,

ela comia o fígado imortal, ele crescia à noite

todo igual o comera de dia a ave de longas asas.

-- Teogonia de Hesíodo.

Na verdade deve ter sido a confusão fonética das cariátides com as Graias que levou os mitógrafos a supô-las habitantes do Atlas (quiçá enquanto relativas ao mesmo mito de tripla Deusa Mãe das cobras cretenses que, com apenas um olho comum seriam as três fases lunares, companheiras do mesmo e único sol!) tanto mais que são referidas no mesmo ciclo de Perseu como irmãs das Gorgonas.

 

Ver: ANDALUZIA (***)

 

Dito de outro modo, a semântica do Atlas começa a assemelhar-se com a de Talos e a permitir portanto sustentar como legitimar a suspeita de que a cultura que gerou o mito de Talos foi a mesma que criou o mito do Atlas, sendo assim quase seguramente de origem cretense. Ora, quando nos referimos à Creta arcaica dos tempos minóicos ou ainda a tempos mais arcaicos estamos a referir-nos à cultura neolítica que imperou nas ilhas e costas mediterrânicas e não apenas à que deu fama a Evans e à ilha de Creta.

A verdade é que o mito do Atlas é do tempo dos Titãs e dos Gigantes antigos que, por sua vez não terão andado sempre associados por mero acaso às manifestações megalíticas já conhecidas dos antigos. Este deus deve ter sido de facto um gigante primordial vindo já do paleolítico seguramente enquanto heterónimo de Hermes Propileu.

Clymene = A Titaness, the daughter of Oceanus and Tethys. She was the wife of Iapetus and bore him Prometheus, Epimetheus, and Atlas.

Claro que o Oceano era uma variante nocturna de Enki / Hermes porque era lit. “o deus do sol posto”, enquanto evidência metafórica do grande mar atlântico onde era suposto ficarem as portas do fim do mundo onde quotidianamente o sol descia ao inferno para se deitar no «ocaso» do mundo dos ocidentais. Oco- é o étimo azeteca do que é leve e vem à superfície do mar, seguramente derivado do mesmo semantema que em português foi «oco» e «chocho» < oci-, o étimo latino de tudo o que cai ... em desgraça ou é morto.

Oci- < Hauki < *Kau | -Kian

<= Caco - Enki => Aka-Kian > At-ian > A-tan, a grande cobra do mar primordial > Canaan. Adónis  => Ati-(Me)an > *Atumn [2]> Egipt. Atum.

Quanto a Tétis < Thethi < Ki-ki, esta seguramente uma variante de Ki / Ninkursag, a Virgem Mãe e esposa de Enki!

Sendo assim, Climena < Kali-Mean + Kiki =>

= *Kur-Ki-Ma-An-ish => Lit. N.ª Sr.ª (An) de Carquemiche > Artemis.

                                       => An Iscur *Kima => Istar.

Atlas fought with the Titans in the war against the deities of Mount Olympus. As punishment, he was condemned to bear forever on his back the earth and the heavens and on his shoulders the great pillar that separates them. (…) The ocean's name is derived from Atlas.

Começamos assim a suspeitar que a mitologia clássica só não diz explicitamente que existiu uma gravíssima “guerra santa” antes da época clássica porque não temos sabido entende-la. Claro que a tradição da existência de conflitos entre velhos e novos deuses já existia na tradição acádica tendo manifestado com particular violência no mito de Marduque na epopeia de Enuma-Elish, seguramente decorrente da crise da civilização arcaica que pode ser esquematicamente reportada ao tempo do cataclismo que destruiu miticamente a Atlântida mas que, na realidade destruiu a ilha de Tera, nomeada pela deusa Tela.

Ora, Tela deve ter sido de facto o local de origem semântica de toda a mitologia da Atlântida tanto mais que é lógico pensar que um mito se torna tanto mais profundamente insidioso na memória cultural dos povos quanto mais traumática tenha sido a sua origem. A aprendizagem humana reforça-se com e moções e esquecemos menos os que mais nos marcou ao ponto de que quando a emoção se torna traumaticamente insuportável se transforma em esquecimento neurótico que foi o que aconteceu com os gregos em relação com o mito da Atlântida. Se...

Atlas < At-Talo, lit. “filho de Talo, Tellus ou Tera + Anu

> Atal-an > *Atalan-

...então, este étimo pode muito bem ser anterior tanto ao mito do Atlas quanto ao da própria Atlântida.

 

Ver: ATLÂNTIDA (***) & PARECENÇAS TRANSATLÂNTICAS (***)

        ASTLAN (***) & TALOS (***)

 

Tera ou Tellus, a Srª do Altíssimo, seria o nome da deusa mãe do monte vulcânico que hoje se chama Santorini, luzeiro do mar Egeu e seguramente tão magnífica e imponente que acabou por servir de modelo para a semântica mítica do monte Atlas, da Atlântida e do Atlântico. As colunas de Hércules eram, na época clássica que lhe registou os rastos geográficos, a forma vestigial dum grande mito cosmográfico que concebia a céu nocturno como sendo o corpo da Virgem Deusa Mãe na posição de grande vaca-leiteira celeste com as patas dianteiras viradas para ocidente e as traseiras para oriente.

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Figura 5: Hator / Nut, a vaca leiteira do céu

Figura 6: Chu suportando o corpo do céu que era Nut, encima de Gebo.

Quando este mito astronómico se antroporfomizou no de Mut / Nut a reconhecida fragilidade feminina tornou esta posição recurvada demasiado cansativa para ser aguentada pelo que passou a temer-se como ao gauleses que o céu cai-se em cima dos humanos com o sol os astros, receio que terá sido reforçado pelo facto astronómico da queda de algum cometa na época arcaica de que decorreu o mito de Lúcifer, o anjo caído como o filho de Apolo. Os Egípcios criaram então, estimulados pelo machismo patriarcal emergente, o mito de Chu, o forte deus do estado atmosférico que suportava o corpo frágil da deusa mãe do céu do céu nocturno sobre o corpo da terra máscula que era Gebo! Ora, evidentemente que este deus era, já como En-ki, o Senhor da terra que viria a servir de modelo ao mito de Atlas. Entendemos assim que o mito tenha começado como Telus e tenha acabado no Atlas e nas colunas de Hércules.

Tera > Tellus > Talos > Atlas => Atlântico > Atlântida, etc.

Upelluri - Deus hitita semelhante ao clássico Atlas, uma vez que os antigos deuses construiram o mundo nas suas costas.

Claro que Atlas é apenas uma variante de Hércules, o deus “manda chuva” que desceu aos infernos como o sol quando a terra se põe em cima dele no ocaso, como aconteceu com Urano. Entre o que está em cima e o que está em baixo vai apenas uma questão de perspectiva e de ponto de vista relativo! Na verdade o sol está em cima durante o dia e em baixo durante a noite e daí a origem do Hiperião enquanto fogo visível do sol derivado de Mel-Kiwer / Mel-Karte / Herkules.

A hipótese cosmológica mítica dum tempo anterior ao nascimento do dia solar deve ter perseguido o pensamento primitivo de forma tão angustiante como a que ainda hoje persegue os cientistas que se apoiam no mito positivista do caos do espaço-tempo anterior ao «Big-bang»! A alegoria dum amplexo sexual eterno que tornasse desejável a aspiração humana dum orgasmo infinito terá sido a imagem mais inspirada para representar a situação do primeiro casal divino formado por Gaia e Urano, anterior ao nascimento do primeiro filho de deus que foi o sol.

 

Ver: APALIUNAS (***)

Ver: HERMOGENES, & CULTO DOS DEUSES ESTAFETAS. (***)

 

Na mitologia Nórdica quem segura o mundo e a árvore do Yggdrasil é Tiwaz.

Tiwaz = A war-god. He is said to have had only one arm and, in some versions, was a huge wooden pillar or tree, holding up the universe, like Yggdrasil. On occassion, identified as Tiwaz, Ear, Ear, Tyr, Er, Er, Cheru, Heimdall, Erchtag, Erchtag, Tiwaz, Hermensul, Hermensul, Herminsul, Irmensaule, Irminsul, Tiwaz, Ir, Ir, Tig, Tig, Tiu, German Tiuz, Tiw(a), Norse Tyr, Tiuz, Tiuz, Tiwaz, Tiw, Tiw, Tiwa, Tiwa, Zio, Zio, Zeus, Ziu, Ziu, Ziu-Wara, Ziu-Wara, Ziumen, Ziumen, Ziw or Ziw. - [3]

Por mais estranho que pareça este mesmo deus Tiwaz aparece na mitologia mesopotâmica como um deus solar o que prova que as mitologias nórdicas e germânicas eram mais semitas do que os nazis gostariam de imaginar. Sabemos que no Egipto quem suporta o céu (e o mundo) é Chu, o deus da raiz de todos os deuses “manda chuva jupiterianos” e, de facto, Tiwaz seria apenas o deus Wash ou Ki-ash o filho (Ush > Chu > Zu > Ziu > Zeus) da Deusa Mãe Terra, Ki (ou Ker de Creta), e por isso mesmo a «gi-esta» gigante que iria suportar o mundo.

Assim, suspeita-se que tanto Atlas quanto Upelluris seriam variantes do mesmo deus “manda chuva” que por motivos de geografia mítica e política passaram a uma posição secundária, como meros homens de mão de um deus manda chuva e que a etimologia sugere como sendo Ashur / Iskur / Asterio / Minotauro. E é assim que começamos a entender a etimologia do nome do Atlas como sendo o filho de Ker e Macarena. De facto, a primeira raiz at- é o remanescente de Ish / Chu, literalmente o rebento de lenha e o “filho”.

Atlas < Ash-Tel-lu > Astraeus > Asterius / Minotauro

Atlas < Ash-Tel < Ash-Ker > Ashur < Ishkur.

Lucifer as a personification is called a son of Astraeus and Aurora or Eos, of Cephalus and Aurora, or of Atlas.

Upelluris é uma forma ainda mais deformada desta mitologia que visava secundarizar o papel de um deus condenado a andar com o fardo do mundo Às costas como um escravo e que por isso não poderia ter a dignidade de um deus supremo.

Upel-luri - Semelhante ao Atlas, este gigante carrega o mundo em seus ombros. Os deuses antigos construíram a terra e o céu em cima dele. Eles tinham uma faca de cobre que usaram para separar o céu da terra, após o que eles a guardaram em antigos armazéns que selaram - para abri-los e recuperá-la para uso em Ullikummis - Apesar de ele não notar, mesmo quando os dois foram separados com um cutelo. Na direcção de Imbaluris o mensageiro de Kumarbis, as divindades Issira colocaram Ullikummis no seu ombro direito, onde a criança cresce. Ea, em busca de Ullikummis inquiriu-o e Upelluri admite uma pequena dor no ombro, mas ele não consegue identificar o que Deus lha causa.[4]

Origem do étimo *Ur dos deuses guerreiros primordiais.

Sumer. Ím = corredor, estafeta. < Sumer. Imi, im, em = barro, lama, velocidade, vento, direcção, tempo, tempestade, nuvens, chuva.

Imbal-uris, mensageiro de Kumarbi, aquele que «embalava» as tabuinhas de barro dos deuses e que as despachava à velocidade do vento acabando por provocar tempestades no céu e na terra! Ou seja, se o português deriva do latim com toada celtibera o latim derivava do hitita com toada suméria e hurrita.

Upel-luris < U-bell-uris, semelhante ao Atlas.

Ullikummis < Uri-kumnish => Minotauro.

Im

Bal < war < Kar

uris

> 

Imbaluris

U

Bal < war< kar > pher > ter

uris

< 

Baal > bel

> pal

U-pel-luris

Sumer U = 1 uma expressão de protesto, gritos, gritos, o grunhindo, ofegante de batalha, disputa de luta, que se curvar. 2 Planta; vegetal; erva; alimentos; pão; pasto, nutrir, apoio, carga, forte, poderoso (homem). 3 sono, para dormir. 4 montar, orientar, conduzir, pássaro macho, galo; (elevada) de altura; totalidade.

Inicialmente Upelluris seria uma forma descritiva em hurrita do mitema do áxis mundis, a planta ou «giesta» que segurava o mundo o por isso não seria descabido de todo postular que foi mesmo *U(sh)-Tel-lur-is. Mas por outro lado descobrimos que U em sumério já era uma evolução sintética de Ush / Chu, com o significado primordial de filho, rebento de árvore, lenha, galho etc. Por outro damos conta que Upelluris recebeu ressonâncias com a acção de erguer, elevar, sustentar…o mundo, a partir da interjeição U que já estava implícita no sumério e no hitita up-zi (Upa! “sobe”!).

Sub = word-forming element meaning "under," from Latin preposition sub "under" (also "close to, up to, towards"), from a variant form (*(s)up-, perhaps representing *ex-upo-) of PIE root *upo- "from below," hence "turning upward, upward, up, up from under, over, beyond" (cf. Sanskrit upa "near, under, up to, on," Greek hypo "under," Gothic iup, Old Norse, Old English upp "up, upward," Hittite up-zi "rises"). Used as a prefix and in various combinations.

Atlas era uma entidade mítica cheia de ambiguidades e contra-sensos! De qualquer modo, a suspeita de poder ter sido pai de Lúcifer faz deste deus uma arcaica versão de Apolo e portanto uma variante do mito solar que teve outras expressões em Hércules e em Talos.

Sendo um dos titãs, que depois de vencido por Zeus, ficou com o castigo de ficar como um dos pilares do mundo segurando-o às costas no norte de Africa, mesmo assim teria reinado da Arcádia onde lhe sucedeu Dimas (< Thamuz?) a tempo de provocar a guerra de Troia.

Mas a história mítica deve ter andado muito mal contada porque o equivalente egípcio foi Chu, que foi um evidente heterónimo de Teshup e de Júpiter. Claro que existem indícios de que a mitologia egípcia teria sido mal decorada pelos sacerdotes que a aprenderam de arcaicos colonos mediterrânicos ao ponto de existirem varas genealogias divinas raramente coerentes. Quer então dizer que Chu pode ter substituído Gebo ou Hórus nesta função de segurar o céu sendo já então um deus da terceira geração como Zeus olímpico enquanto Atlas seria um deus da segunda geração como Talos e Crono. Obviamente que, em virtude de os fundamentos de todas estas mitologia astrológicas estarem ainda muito longe da revolução de Copérnico, careciam de suporte real pelo que teria pouco interesse saber onde residem os pontos exactos de concordância ou de insanável desacordo de estas variantes mitológicas mas a verdade é que Atlas foi em tempos um deus solar e com quase toda a certeza teria sido uma mera variante de Talos que teria sido na origem o nome do vulcão de Terá. A ideia de um vulcão majestoso, como seria esta na época arcaica, poder ser uma metáfora para o conceito-mítico do áxis mundo faz assim todo o sentido!

But Atlas is also said to have ruled in what today is called northwestern Africa where he had, among other riches, a tree with golden leaves and golden branches and golden fruits. Some have said that these Golden Apples ere given by Gaia as a wedding present to Zeus and Hera.

Depois parece que foi por causa das maçãs de oiro que Hércules pôs Atlas a segurar o mundo enquanto outros julgam que foi Perseu que o petrificou, como Ullikummis, com a cabeça da Medusa, em cima das cadeias montanhosas do Atlas, apenas por mera falta de hospitalidade do guardião das Hespérides, apenas para que se cumprisse a profecia de Témis sobre Atlas:

"Atlas, the time will come when your tree will be spoiled of its gold by a son of Zeus."

Assim tudo apontava para que Atlas estivesse fadado a servir de pretexto para confusões míticas.

Ora, a verdade é que a etimologia do nome de Atlas já em si se prestava a tanto!

Atlas < Talas < Talo

< Tellus < Tar lu < Kar lu, homem touro ou anjo mensageiro de Kar,

o que se transportado no céu ao colo da Deusa Mãe, o Sol Invicto!

Assim sendo, e apesar das confusões étmicas da mítica clássica, Atlas era filho do sol, e por isso um digno antepassado de Hermes pois seria apenas mais um avatar de Enki.

 



[1] Pseudo-Apollodorus, Bibliotheca 2. 119 - 120: "Prometheus advised Herakles not to go after the apples himself, but rather to relive Atlas of the celestial sphere and dispatch him. So when Herakles reached Atlas among the Hyperboreans, he remembered Prometheus’ advise and took over the sphere. Atlas picked three apples from the garden of the Hesperides, then returned to Herakles. Not wanting to hold up the sphere, he told Herakles that he should carry the applies back to Eurystheus, and that Herakles could hold up the sky in his place. Herakles agreed, but by a trick gave the sphere back to Atlas. On the advise of Prometheus he asked Atlas to take the sky while he put a cushion on his head. Hearing this, Atlas set the apples down on the ground, and relieved Herakles of the sphere. Thus Herakles picked them up and left. Some say, however, that he did not take the apples from Atlas, but killed the Drakon that guarded them, and picked them himself. Returning with the apples he gave them to Eurystheus who made a present of them to Herakles. But Athene retrieved them from him and took them back, for it was not permitted by divine law to locate them anywhere else."

[2] *Auxi-Min < authi-mean < Lat. autumnu > «outono», uma metáfora do «sol posto» transporto para o ciclo solar anual! Ver: Talos (***)

[3] http://www.mythologydictionary.com/

[4] Upelluri - Similar to Atlas, this giant carries the world on his shoulders. The olden gods built the earth and heaven upon him. They had a copper knife which they used to cleave the heaven from the earth, after which they stored it in ancient storehouses and sealed them up - only to open them and retrieve it for use on Ullikummis - though he did not notice, even when they those two were separated with a cleaver. On the direction of Kumarbis' messenger Imbaluris, the Issira deities place Ullikummis on his right shoulder where the child grows. Ea interviews him, in search of Ullikummis and Upelluri admits to a small pain on his shoulder, although he can't identify which god is causing it.

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