terça-feira, 18 de junho de 2013

MEGALITOS, GAUDEMICHOS DA DEUSA MÃE, por artur felisberto

No seu artigo “Los megalítos de Malta” Jean Guilaine[1] refere:

Que a cultura micénica não é a mais antiga do mediterrâneo já se sabe de há muito. Aliás, esta é apenas a herdeira (supostamente indo-europeia) da civilização cretense cuja cultura foi uma das mais antigas da chamada História Antiga. Com esta e com a mais antiga civilização continental que se conhece, a da Suméria, é que, afinal, deve ser feita a comparação com a cultura maltesa.

A verdade é que hoje se sabe que estas culturas neolíticas mediterrâneas, que são anteriores ao início da história egípcia, se desenvolveram de forma autónoma.

Porém, a cultura maltesa é tipicamente pré-histórica na medida em que é anterior a qualquer forma de escrita. Ora, a falta de factos escritos tem sido uma das dificuldades para interpretar o papel da civilização cretense na história antiga e será o óbice decisivo para interpretar o papel do conjunto das culturas neolíticas mediterrâneas no eclodir da história.

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Figura 1: Mnandra.

Malta, la isla mediterránea cuyos vestigios ciclópeos son comparables a los palacios de Micenas, ha sido considerada durante mucho tiempo como el enlace de Oriente o del Egeo con Europa Occidental. La civilización maltesa es, en suma, la expresión de una cultura mucho más antigua que

Micenas, desarrollada sin aportes exteriores durante varios milenios y en la que aún quedan por descubrir muchos aspectos. Su evolución nos ha llevado desde las primeras sepulturas hasta las estatuas de la Diosa Madre y los grandes templos, cuya construcción marca el apogeo de una civilización grandiosa que caerá en el olvido sin que se conozcan las causas de este declive brutal.”

Mesmo assim é possível pressupor que, sendo difícil conceber uma realidade saída do nada, como parece ter sido o inicio da história na Suméria, foram as civilizações neolíticas mediterrâneas que levaram ao rubro as potencialidade culturais da sedentarização agro-pecuária, que a insularidade terá tornado inevitável nas ilhas do mediterrâneo, ainda antes de eclodir da história nos ecossistemas fluviais, também relativamente fechados, do vale do Nilo e da mesopotâmia.

Ora, como refere Jean Guilaine, se o que há de mais característico nestas civilizações megalíticas mediterrâneas é precisamente a sua autónoma tal poderá muito bem ter resultado mais da sua anterioridade em relação às culturas suméria e egípcia, do início da história, do que a um seu isolamento absoluto razoavelmente impossível ao longo dos vários milénios em que esta cultura evoluiu.

Na verdade, é possível suspeitar que estas culturas são mais do que “el enlace de Oriente o del Egeo con Europa Occidental” pois corresponderão à ponte de passagem e transição das culturas megalíticas tumulares neolíticas ibéricas para as culturas das pirâmides e dos zigurates dos alvores da história.

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Figura 2: El templo megalitico de Ggantija se encuentra en la isla de Gozo.

Fue construido en dos fases: las tres cámaras posteriores (A) del templo sur, cuya disposición en planta trifoliada es caracteristica de la arquitectura prehistórica maltesa, fueron edificadas en un primer momento. Posteriormente se le añadieron dos cámaras en la parte anterior (B). En esta misma época los prehistóricos edificaron el templo norte (C) y el conjunto fue rodeado por una muralla. La fachada del templo sur, parcialmente conservada, da una idea del aspecto colosal de las construcciones: los muros se elevaban sin duda a más de 10m del suelo.(Dibujo tomado de The Prehistoric Antiquities of the Maltese islands. J D Evans. Athlone. Londres.).

Se o paleolítico corresponde à longa cultura da arte rupestre com um culto religioso proto-tumular centrado no espaço natural das cavernas calcárias o neolítico corresponde ao eclodir da arte de utilizar e trabalhar a pedra de forma megalítica de que as pirâmides do Egipto são de certa forma o paroxismo final.

It is said that Ggantija (meaning "Giantess' Tower") is the most impressive of the Maltese Temples and can be found on the island of Gozo (or: G'awdex as the Maltese call it). I cannot confirm it, because I have not seen it yet. But it is a fact that the temple of Ggantija are the oldest man made building that were found on the earth. It dates back an astonishing 5600 years back and was built around 3600 BCE. According to Elmar's Travel Handbook 'Malta' Ggantija is "the most imposing megalithic temple complex at Malta. It is built in soft globegirine limestone on the top of a low hill; the corridors are mainly made of a more solid material: coralbased limestone." The complex has two temples enclosed by a outer wall and measures 1,000 sq. metres.

Fossem outras as convenções históricas e o fim, senão do neolítico pelo menos do megalitismo, poderia ser situado no Egipto, no fim do Império Antigo quando as pirâmides foram substituídas pêlos túmulos reais escavados nas encostas do deserto.

The story of these people start on the Maltese islands around 7000 BCE. It was then that humans crossed the Mediterranean from nearby Sicily and settled on the islands: Malta's neolithic history was about to start.... The Neolithic period had three phases which succeeded each other without any interruptions. They are called: Ghar Dalam, Grey Skorba and Red Skorba. All these periods were named after sites, which have been excavated and left usefull information for archeologists. After this the Temple Period started about 4100 BCE (over 6000 years ago!) and the first phase was 'Zebbug' (4100 - 3800 BCE). In this time a new group of farmers arrived at Malta, who had connections with the San Cono-Piano Notaro cultures in Sicily. However, still no temples were to be build, as there was none in the second phase: Mgarr (3800 - 3600 BCE). But then the Ggantija phase (3600 - 3300 BCE) came to Malta and finally the temple period earned its name.[2]

Se os primeiros colonos de malta terão vindo da Sicília a verdade é que o megalitismo poderá ter vindo de mais longe, possivelmente do paleolítico da península ibérica mas não por intermédio das ilhas baleares, o que não deixa de ser intrigante. Na verdade, a pré-história das baleares parece ser recente e posterior o neolítico maltês.

 

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Taula de Torralba d'en Salort.

Naveta d'es Tudons

DIVISION OF BALEARIC PREHISTORY Pre Settlement Period - Early fossil record to 5000 B.C. Early Settlement - 5000 B.C. to 3000 B.C. (Comparable to European Neolitic Period)Pre Talayotic Period - 3000 B.C. - 1400 B.C. (Copper Age) Talayotic Period - 1400 B.C. - 800 B.C. (Bronze Age) Post Talayotic Period - 800 B.C. to Roman Colonization (123 B.C.) (Iron Age)

Não é necessário um estudo comparado e evolutivo exaustivo dos primeiros monumentos megalíticos da humanidade para poder concluir que os primeiros esboços da arquitectura evoluíram das cavernas onde foi possível encontrar arte rupestre até às pirâmides. Numa primeira aproximação, podemos afirmar que, nesta linha evolutiva, os hipogeus malteses ocupam o elo que vem logo a seguir às antas e aos dólmenes. Nestes monumentos arcaicos o culto dos mortos e dos vivos andava ainda misturado de tal modo que em Malta nos surpreende a grandeza do culto da Deusa Mãe do Parto, como parece inferir-se de indícios dum primeiro esforço, seguramente ainda incipiente, de cuidados obstétricos. Na origem estava a caverna enquanto vagina maternal, templo do sol nascente, túmulo do sol-posto e berço do «deus menino» e de Zeus! Entretanto, a evolução cultural vai-se bifurcar de tal modo que as pirâmides se transformam no expoente da vertente tumular e os zigurates irão corresponder ao clímax da templaridade. As pirâmides mexicanas parecem situar-se precisamente num período anterior a esta especialização sendo sobretudo montanhas cósmicas da aurora e rampas imponentes de cultos solares, com túmulos no seu interior, de quando em vez.

O elo europeu que deveria existir entre os hipogeus e as pirâmides mexicanas por um lado e estas e as próximas expressões que iriam ser as pirâmides do Egipto e os zigurates parece ter-se perdido nas ruínas revoltas pelas vagas do classicismo das civilizações do mar Egeu. No entanto, a recente descoberta das pirâmides das ilhas Canárias, parecidas com as mexicanas na sua forma e com os zigurates na sua função, poderão ser o indício de que existiu deste lado do atlântico uma civilização anterior às pirâmides que espalhou por todo o mundo a nova ideologia maçónica dos «mestres construtores» do calcolítico.

 

Ver: GUANCHES (***) & MASTABAS E PIRÂMIDES (***)

 

Claro que se poderia também postular que a origem das pirâmides maias teria partido das civilizações que precederam as culturas do vale do indo de que terão derivado as culturas pré-budistas do Nepal. Na verdade existe uma semelhança surpreendente entre a forma das pirâmides maias e certos templos budistas como o do centro de Katmandu.

A falta de indícios mais consistentes da presença neste lado oriental do atlântico desta novidade cultural neolítica que terá sido a da construção de templos no alto de pirâmides, em parte, pode resultar do facto de as técnicas arquitectónicas utilizadas serem ainda incipientes, tal como o estudo da evolução das técnicas de construção das pirâmides do Egipto têm revelado, facto que terá motivado o seu desaparecimento por erosão das ilhas do mar Egeu. No entanto, a existência de vários tipos de construções megalíticas em várias ilhas mediterrânicas indicia a possibilidade de terem ocorrido em simultâneo vários tipos de tentativas de construção funerária que antecederam as pirâmides maias as mais sugestivas das quais aparecem na Sardenha, ilha onda quase todas as fases do megalitismo parecem suceder-se desde o paleolítico até ao período micénico. Nesta ilha, o Monte d'Accoddi parece mesmo ser uma pirâmide maia desmoronada!

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Figura 3: Even before the altar of Monte d'Accoddi was erected on this spot, this area was the locus for two successive villages.

The first was founded during the Neolithic (V millennium BC); the second was established at the end of that period (late IV millennium B.C.) and it continued to be utilized during the early Eneolithic (first part of the III millennium B.C.). -- http://linux.lettere.unige.it/iias/mtaccode.htm

L’edificio, che ricorda gli altari a terrazza mesopotamici del III millenni a.C. detti ziqqurat, era ricoperto di intonaco dipinto di rosso, e fu realizzato, in età calcolitica (circa 3000 a.C.), sopra un villaggio di capanne di cultura Ozieri con annessa un’area sacra. 

 

Ver: CAVERNAS (***) & PARECENÇAS TRANSATLÂNTICAS (***)

 

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Figura 4: Povoamento Nurache de Palmavera na Sardenha.

Quasi un millennio è durata la civiltà nuragica(1800-1000 a.C.) che prende nome dal nuraghe, monumento a torre caratteristico ed emblematico, ancor oggi, dell'isola. Cominciò con la prima età del Bronzo e finisce con l'apparire della civiltà del Ferro. (...) Con la sua grande architettura il nuraghe rappresenta uno dei fenomeni più straordinari dell'antico mondo mediterraneo.

La civiltà che lo espresse, traendo simboli e umore dalle precedenti culture dell'età del Rame, attraversò diverse fasi di sviluppo e crebbe fortemente e originalmente per virtù propria e anche per i rapporti, diversificati nei modi e nelle stagioni, con popoli e culture europee e mediterranee (tra queste ultime coi Micenei).

A sardenha é riquíssima em vestígios neolíticos, como em geral todas as ilhas mediterrânicas, e tem também uma das primeiras manifestações arquitectónicas da idade do bronze que marcaram o fim do megalitismo pré-histórico e o começo da época histórica, os nurages.

There are over 7000 examples spread all over Sardinia, characterised by truncated-conic towers with a circular internal room covered by a tholos or false dome (nur is a pre indo-european word that means "hollow heap"). They present various architectural solutions.

A ideia de que um arcaico termo indo-europeu *nur possa ter significado algo de tão virtual quanto irreal como é um “montão oco” só pode ser mais uma das indignidades que costumam desacreditar os melhores mitos, neste caso, se o indo-europeu já se parece com isso muito mais um virtualíssimo pré-indo-europeu. Localmente o termo pronuncia-se *Nuraxe. Então:

                               > Ital. Nuraghe

«*Nurache» < Nuraxe < Anu-Ur-ash, lit. “filhos de *Anur > Aniru > Niro > Nério > Nilo <= En-Kur.

< En-Kur-Kiki = Kur-Ki-Enki = Wi®-kinugi ¿ > Wiking.

Este deus *Anur / Niro / Nério que deu nome ao Nilo, seria o Sr. dos guerreiros de Enki, seguramente marinheiros e guerreiros como os vikings. Aliás, este grupo particular de guerreiros, que só se terá vindo a manifestar na história dois mil anos depois, no sec. X, bem pode ter tido a mesma origem arcaica dos *anuraches.

O povo aguerrido da história arcaica da sardenha, que não deixou nome nem história escrita, embora a possa ter tido, permanece um mistério no que respeita à sua origem étnica e cultural. Não é minóico porque lhe será posterior uma vez que a civilização cretense arcaica permaneceu semelhante à que precedeu a cultura nurache, ou seja, neolítica e sem fortificações militares. Assim, podemos postular que a estratégia básica de política defensiva dos cretenses se baseava na sua força naval e no prestígio da sua cultura e sobretudo na defesa natural que era  

O lado negro da história de Creta é difícil de esclarecer mas a presença de sacrifícios humanos como “estratégia de guerra psicológica” parece ser de considerar como inquestionável tanto mais que esta estratégia parece ter sido, a par da manutenção duma constante supremacia económica e bélica apoiada e resguardada numa retaguarda de insularidade, a principal defesa contra os inimigos uma vez que a engenharia militar baseada em muros e fortalezas defensivas ainda não tinha sido introduzida no mediterrâneo.

De forma interessante esta mesma estratégia básica de política defensiva era as utilizadas pelas culturas centro-americana, à excepção das dos incas, seguramente posteriores e originadas a partir de colonizações micénicas contemporâneas dos nuragues. Identificar a origem dos construtores de fortalezas militares, bem como de toda uma mitologia associada à cidade como lugar onde originariamente se centrava o forte militar será assim encontrar a origem da civilização nurage, bem como da micénica com a qual terá estado relacionada.

As long as weapons remained relatively primitive, permanent fortifications predominated. The art of fortification developed in earliest times with the building of earthworks made up of layers of mud, sticks, rocks, and the like. These soon were developed into walls, then into palisades and elaborate wooden stockades. In the Middle East walled cities appeared very early. Those of Mesopotamia had walls of mud or sun-dried brick built to withstand invaders. The citadel, a fort or fortified section within the city, also appeared early. Phoenician cities were strongly walled and offered sturdy resistance to Assyrian, Persian, and Macedonian attackers. Major developments in permanent fortification were made by the Romans, who constructed walls along the Danube and Rhine and in England. -- The Columbia Encyclopedia, Sixth Edition. 2001.

Assim sendo, as possibilidades de identificar um povo específico que tivesses dado origem ao movimento fortificador da idade do bronze devem ser desvalorizadas pela simples razão de que estamos perante uma infinidade de possibilidades. Na verdade, os cretenses nunca inventaram a fortaleza pelas mesmas razões porque os ameríndios o não fizeram também, ou seja, porque existiriam motivações de natureza formal tão inultrapassáveis no plano ideológico como seriam as da transformação, por moto próprio, ou seja por mera evolução adaptativa interna, da estrutura faraónica numa cultura do tipo da cidade estado, por exemplo.

Toda a cultura minóica de que deriva a egípcia se baseava na superioridade intrínseca da sua cultura, baseada na crença duma particular protecção divina derivada da natureza teocrática dos seus regimes políticos, no uso de métodos de “guerra psicológica” baseados no terror das cobras da Deusa Mãe e no medo da morte e quiçá num arsenal que hoje seria incompreensível de pragas, maldições, feitiços e sortilégios mas que fazia todo o sentido no tempo do pensamento mágico em que a humanidade iniciava os eus primeiros passos na liberdade de pensamento. Todas estas estratégias culturais de defesa, que seriam hoje consideradas como sombras chinesa de tigres de papel, eram, nesses tempos de terror mítico, reforçadas por práticas quotidianas de penalidades violentas com castigos corporais sistemáticos e correntes, violência familiar de todo o tipo; e torturas e penas de morte violentas culminadas com rituais ameaçadores de sacrifícios humanos. Esta estratégia, desconhecida dos egípcios eruditos da época histórica, mas comum nos meios rurais, teria resistido em Creta e seguramente persistiu entre os fenícios entrando em clímax e paroxismo nas civilizações do Iucatão. Porém, pouco tempo teria resistido qualquer civilização fundamentada apenas no terror se não tivesse a seu favor a arma defensiva decisiva que era a defesa natural da insularidade dos arquipélagos do mas Egeu e em Creta e, no Egipto, o facto de o Nilo ficar isolado como um oásis no deserto. Enquanto não apareceram armas mais eficazes do que as de cobre, já dominadas por estas culturas como em Creta, tiveram o seu sucesso garantido à crusta da riqueza alcançada pela agressividade da sua frota mercante que em ultimo recurso lhe permitia comprar a vassalagem dos seus adversários. A catástrofe da explosão da ilha de Kalistê terá sido o primeiro rude golpe neste sistema que foi depressa aproveitado por exemplo pelos micénicos e pelos nurages e que no oriente motivou os mitos do início do patriarcado na forma da epopeia babilónica Enume Elish ou seja da titanomaquia que marcou o triunfo de Marduque sobre Tiamat.

Donde vieram estes os povos que substituíram os minóicos. Qualquer um dos muitos adversários terá descoberto que a fortificação, já usada no oriente, era a forma mais eficaz de protecção das cidades de retaguarda, sobretudo perante a violência dos confrontos campais de exércitos armados com as novas lanças de bronze. A sardenha poderia ter sido uma destas rivais a ter começado a ensaiar esta solução aprendida nos seus contactos com o oriente, uma vez que nada tinha a perder sob o ponto de vista ideológico. Esta estratégia transposta para as terras virgens do Iucatão explica parte do típico e estranho fenómeno da ascensão e queda de cidades estado maias. Sem qualquer tipo de fortificações naturais, por não serem cidades de planície continental, estas tinha a seu favor apenas a floresta virgem, quando tinham. Quando estas cidades atingiam o apogeu e haviam explorado o máximo dos recursos naturais disponíveis, o recurso às tácticas de terror esgotava-se sem que disso se apercebessem os seus dirigentes máximos e eram então literalmente vencidas por uma súbita implosão social interna das populações residentes oprimidas e explorada ao extremo e que literalmente abandonavam as cidades quando se sentiam ameaçadas pelos inimigos externos que deixavam de temer os seus deuses e dirigentes e entravam nas cidades sem que fossem necessários longos cercos. A razão pela qual estas cidades subitamente abandonadas não seriam novamente ocupadas seria, por um lado a falta de entusiasmo das populações escravizadas, porque as tácticas de terror nunca deixam saudades nas suas vítimas por mais que estas participem no mesmo sistema de valores. Pode-se acreditar no céu mas ninguém deseja ir para lá antes do tempo. Por outro, dirigentes e restantes suportes militares seriam literalmente sacrificados aos deuses dos adversários, sucumbindo vítimas das mesmas armas ideológicas. Esta situação seria típica duma civilização colonial sem intensos laços de tradição cultural no meio ambiente social circundante. De facto, a grandiosidade da civilização mexicana pré-colombina só tem paralelo na grandiloquência da cultura colonial espanhola, derivando da mesma estratégia de exploração intensiva dos recursos sociais e ambientais disponíveis. O uso da pedra permitiu que, os resultados arquitectónicos destas civilizações tivessem perdurado quase intactos até hoje. A sujeição dos sacerdotes sobreviventes aos vencidos, ao bom estilo assírio, porque afinal o respeito aos deuses era ainda o ultimo a perder-se, terá permitido a continuidade deste processo quase ad infinito, noutros locais, a soldo de tribos vencedoras.

E a verdade é que as tendências do gigantismo arquitectónico persistiram para além deste período, continuando um traço marcante da arquitectura e da estatuária, religiosa e funerária, dos egípcios nos zigurates sumérios e na arquitectura urbana dos caldeus que iriam continuar nos episódios de arquitectura colossal do helenismo de que o colosso de Rodes foi o exemplar mais conhecido e paradigmático!

 

Ver: AMERÍDIOS (***) & LABIRINTO (***)

& DEUSES TELÚRICOS III / DEUSES COLOSSAIS (***)

 

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Figura 5: cabeça remanescente da estátua colossal de Constantino, (o Grande em tudo, até na megalomania estatuária!)

Ora bem, apesar de ser verdade que a cultura grega primou pela harmonia e simplicidade formal, os exageros nas construções monumentais que vieram até ao helenismo não ficaram por aqui pois a arquitectura romana deixou-nos alguns exemplos de exagerada monumentalidade como é o caso do Circulo Máximo, das termas romanas de Caracala e a estátua, hoje fragmentária, de Constantino. É certo que a monumentalidade volumétrica tende a variar na proporção inversa da qualidade dos recursos estéticos arquitectónico e da riqueza artística dos acabamentos. Porém, que a monumentalidade atravessa a história das “grandes maravilhas do mundo” como um arco de triunfo do orgulho cultural do auge civilização que manifesta na grandiosidade das obras públicas a força orgásmica do seu prestígio social.

Assim sendo, é mais provável encontrar exageros formais em fases culturais de decadência e transição, como foi o caso do helenismo, do que em épocas imperiais estabilizadas em que a colossalidade se torna, de certo modo, num vício de forma.

A emulação das épocas de mundialização cultural, com as suas rivalidades multicêntricas, é propícia a manifestações de arrogância e soberba em actos de excelência cultural paroxísmica, de que o megalítismo terá sido um dos primeiros expoentes.

Salvas as devidas proporções, a possibilidade de idêntico fenómeno se ter passado no período da arte rupestre paleolítica, como pode ter sido o caso do santuário rupestre ao ar livre do vale do Côa, tal como se veio também a manifestar com as catedrais góticas, com a rivalidade entre a basílica de S. Pedro, em Roma, e S. Paulo, em Londres, e com os arranha-céus das grandes metrópoles modernas.

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Figura 6: Obelisco da praça de Bernine na basílica de S. Pedro em Roma.

Claro que a humanidade nem sempre teve a obsessão pela arquitectura monumental mas a verdade é que a grandeza e o sucesso das civilizações do passado focaram sempre marcados na pedra, precisamente desde a “pedra lascada” até aos modernos arranha-céus de betão armado! É óbvio que as grandes construções do início da civilização, tal como as modernas, necessitarem de financiamento, ou seja, tiveram que andar acompanhadas de um qualquer processo económico de acumulação de riqueza que acabou na época das pirâmides do Egipto e das cidades maias por levar à falência das culturas que suportavam a fé nessas mais-valias. De facto, se o megalitismo reflectiu na colossalidade da pedra lascada os sucessos da pesca das civilizações lacustres e da caça controlada (como no vale do Côa) antecessora da pastorícia também a revolução agrícola do neolítico, que lhes sucedeu, se caracterizou obviamente por um novo tipo de gigantismo arquitectónico expresso em construção de zigurates e pirâmides, um pouco por todo o mundo.

Como nem todas as civilizações fizeram uma gestão do ócio no sentido da acumulação de riqueza que financia a monumentalidade é evidente que estamos perante uma questão de natureza tão circular quanto o é a ideologia! Dito de outro modo, para que tivesse sido possível a existência duma civilização mítica de gigantes foi necessário que tivessem existido homens capazes de acreditar neles!

Nenhuma civilização se elevou sem crentes mas é também quase seguro que nenhum processo de repressão inerente à gestão de tanta fé, bem como da organização de tanto do trabalho civilizacional como do ócio cultural que ela sustenta, se teria aguentado contra tantas improbabilidades e tantas forças de entropia histórica sem que o balanço final de tanto esforço não se tivesse saldado num qualquer acréscimo de felicidade para a humanidade, porque afinal, “nem só de pão vive o homem”! Mesmo o mais inculto dos humanos se deixa enfeitiçar pela beleza formal dos processos culturais de excelência que é o mesmo que ir ao encontro do senso comum de que todos gostaríamos de ser mais civilizados do que aquilo que somos, porque quase todos acreditamos que grande parte dos males da humanidade resulta da falta de civismo, ou seja, de vida civilizada e citadina.

Só que…nem todos, nem sempre estamos dispostos a pagar todo e qualquer preço por aquilo a que chamamos civilização e que pode não passar duma mera ilusão de viver melhor sustentada por uma auto-sugestão colectiva a que Marx chamava “ópio do povo” mas que todos aceitamos, por experiência pessoal, como sendo a alienação cultural mínima sem a qual não é possível sobreviver humanamente!

Todo o homem é religioso porque mesmo quando se perdeu a fé dos antepassados é porque se passou a acreditar nas manhãs de progresso dos nossos vindouros e “ser ateu graças a Deus” não deixa de ser uma forma de doutrina como outra qualquer!

Dito de outro modo, só desesperamos dos deuses antigos por estes se não terem revelado suficientemente esperançosos; só denunciamos a mentira dos falsos deuses em nome da Verdade; só nos envolvemos em guerras santas em nome de Deus e, por mais que enfatizemos a realidade prática numa fuga em frente pela porta do cinismo é sempre em nome do Espírito (e para o caso pouco importa a semântica da Sua santidade) que teorizamos as doutrinas e as ideologias que dão forma à nossa acção, seja ela cívica, seja ela de comprometida acção política!

Duma vez por todas há que romper com velhas mentiras e com os eternos erros de sempre que resultam dos dogmatimos fanáticos de esquerda ou de direita porque o único acréscimo que verdadeiramente tem feito diferença, no lento e progressivo tactear da humanidade ao longo do penoso (e tão trágico quão cómico processo histórico) tem sido o facto de sempre ter havido homens de “boa vontade” e gente justa que permitiram à humanidade nunca ter desistido de procurar o lenitivo da “alegria de vive”» resultante do acréscimo de verdade que marca a diferença no contraste com a inevitável desordem generalizada da entropia termodinâmica, mesmo quando a mentira pareceu triunfar como anestésico insidioso ou como “droga pesada” e violenta! Que importa que haja sempre alguém disposto a aproveita-se dos sistemas organizativos que construímos para elevar a “casa de deus” e a instalarem-se nela como vendilhão do templo se o que importa é o gozo de participar nos jogos dos impossíveis que é a vida e a felicidade de contribuir para a manutenção da civilização que suporta a aventura humana?

Se a pergunta que se intuía era saber porque houve sempre momentos da história em que a humanidade pareceu dar o máximo de si mesma para construir gigantescos castelos de areia como se da casa de deus se tratasse a resposta só pode ser esta: Porque foi essa a forma com que a humanidade quis exprimir a sua satisfação por estar a participar num gigantesco processo a que hoje chamamos progresso, como outros chamaram felicidade e outrora outros apenas designaram por busca da verdade ou procura dos caminhos da fé! Todos os pecados nos têm sido perdoados menos o pecado contra o Espírito Santo. Ora, embora tenha sido sempre sibilina esta sentença cristã cada vez me parece mais seguro que esta falta imperdoável só pode ser a que se traduz na busca deliberada dos caminhos dogmáticos da mentira pecado tantas vezes cometido por falsos crentes e por igrejas com excesso de fé! Pecados paradigmáticos deste tipo foram cometidos em autos de fé contra delitos de opinião, em incêndios de bibliotecas, em vandalismos contra a memória da humanidade e em todas as formas de manipulação da verdade história.

Ora, a única garantia que temos para trilhar os difíceis e enganosos caminhos da verdade é precisamente a que resulta da humildade de reconhecer a possibilidade do erro que, mesmo assim, não deixa de ser imperdoável sobretudo quando vinda dos arcanos da verdade e dos depositários da sabedoria!

Aceder ao orgulho de poder rejeitar os arcanos e fazer as suas próprias regras de conduta é um desafio quase sobre humano mas, ter a humildade de aceitar o risco de errar é a principal marca do carácter humano. Saber que mesmo assim se corre o risco de vir a errar tudo na vida, eis o principal indício da eterna superioridade do Espírito Santo!

 

MENHIRES.

Se este processo explicativo é valido prospectivamente para fenómenos de megalomania recentes tem que ser também válido em retrospectiva cabendo perfeitamente neste paradigma a compreensão do megalitismo, particularmente no caso dos menhires, que manifestam menor explicabilidade funcional.

Uma coisa é certa e óbvia de se ver: os obeliscos egípcios, que ainda hoje nos fascinam, são simultaneamente, mais do que um símbolo, um autêntico falo escoliótico e uma refinada estilização neolítica dos paleolíticos menhires.

Ora, a verdade é que tanto o termo «obelisco» quanto o termo «menhir» não são tecnicismos inventados pelos modernos arqueólogos mas nomes que remontam aos tempos antigos possivelmente coevos dos próprios megálitos.

Em «menhir» pode suspeitar-se as afinidade étmicas com o Minotauro.

«Minotauro» => Min(us) hir < Min Ker < Min Kaur, deus pré-histórico da fecundidade, da guerra e das forças telúricas da natureza!

«Obelisco» [3]< ophi-el-isco, lit. “Cobra de fogo”, ou seja pedra caida do céu, meteorito < Kaphurisco.

Ora bem, sendo evidente que o termo obelisco nos reporta etmicamente para o Egipto[4] natural será encontrar na sua composição o étimo ofídio que se sabe ter sido omnipresente nesta cultura!

Então, e sabido que o termo menhir nos reporta para os celtas irlandeses não deixa de ser misterioso que ambos os termos se assemelhem tanto. De facto:

«Obelisco» < Ophyr(isco)

< Ophi

-*Ker (isco)

«Menhir» < Minkyr

< Min

-*Ker

...o que levanta a suspeita de *Min- ser equivalente mítico de *Ophi-, se não semântico pelo menos funcional!

Ora, só um cego não vê que o arcaísmo desta tradição nos obriga a reportar a antiguidade dos herma e do deus Terminus para a época megalítica dos Menhires. Já o próprio termo «megálito» parece ser mais do que um mero neologismo de via erudita.

«Megálito»: • (Gr. mégas, grande + líthos, pedra), s. m. pedra ou construção monumental dos tempos pré-históricos.

Para Miguel Serrano los menhires se clavaban en sitios específicos para evitar inundaciones, hundimientos y otras catástrofes, y los dólmenes servían para la transformación espiritual del iniciado: "La ciencia de los menhires es enseñada en Europa a los ligures por los "antes" o gigantes; también la de los dólmenes. Estos últimos son verdaderas cítaras de piedra que vibran en señalados centros terrestres, al ser mojados por el rocío o "agua de la luna". Permiten así la mutación del elegido... Hay todo un libro de piedra abierto al iniciado en los monumentos megalíticos. Está escrita allí la más antigua alquimia, la de la Atlántida, y con ella la historia esotérica del hombre. El menhir representa la Montaña polar primera, el Eje Polar; también la columna vertebral del hombre. Luego, toda estupa búdica, todo templo, señala igualmente la Montaña de la Revelación, en la más lejana Medianoche. Todo promontorio primitivamente levantado, toda "piedra central" u "omphalo"... Toda Montaña y Templo significa también el cuerpo del hombre. Por lo mismo, el Arbol de la Vida, el Eje, el Menhir, el Lingan, es la Columna Vertebral Invisible... Es la Alquimia de la Piedra, el "lapsis excilis", el Gral".

Na verdade não me espantaria se a evidente natureza técnico-científica do «megálito», evidenciada pelo seu carácter compósito, fosse posta em causa pela sua similitude com um qualquer termo de expressão mais vernácula própria da tradição helénica. Um destes poderia se Megarikos, relativo a cerâmica e à cidade de Mégara, que teria deixado de ser a Nisa minóica para ter o nome do santuário (megaron) de Deméter.

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Figura 7: "Sobre los restos mortales de la persona querida, se elevaba un dolmen más o menos complicado, que se cubría después con una ligera capa de tierra, á la cual, la devoción del transeunte añadía una pequeña piedra ó un puñado de tierra, hasta formar una eminencia cónica ó semiesférica á las que damos en general el nombre de Mámoas, medorras, ó medoñas, con que son indistintamente conocidas en el antiguo Reino. Esta costumbre, de que todavía quedan vestigios en Bretagne y en Galicia, no era exclusiva de los celtas, sino que existía también ente otros pueblos de la antigüedad, y especialmente entre los hebreos, según se infiere de las palabras de Salomón:-- Como él que echa una piedra en el cairn: así él que da honor a un necio." (Saralegui, 1894: 271-272).

A arte da cerâmica deve ter andado relacionada com Hermes, o deus dos cemitérios, tanto pelos vasos funerários, como pelo lado fálico relativo ao facto de os herma serem primeiro «fragmentos» de rocha tosca que depois foram esculturas ou bonecos de barro.

Herma < *Keram- > Kerma (< keirô) fragmento, «caco» => keram-eikos, the Potters' Quarter at Athens, keram-ikos, (of or for pottery, gê k. potter's earth).[5]

Magarikos, < Megarikos, esp. of pottery, Megarian; Megarikoi keramoi, and in the language of trade Megarika, Megarian pottery.

Assim, seja pelo lado terreno da cerâmica, seja pelo lago da Deusa Mãe, a verdade é que não estamos longe do tema das culturas megalíticas. Na verdade, o megaron correspondia ao quarto principal dos palácios homéricos,[6] que era quase sempre o apartamento das mulheres[7] e também o santuário ou a capela do palácio. [8] Se aceitarmos que nenhum destes aspectos andará longe da função de culto religioso a Deméter, Pallas Atena, a deusa mãe das cobras dos palladium minóicos, entendemos porque razão Mégara terá sido também Nisa (< Nisha > Nikê) em honra da minóica Atena Nikê, a forma em que a filha de Deméter seria ali adorada! Ora bem, Deméter foi mais conhecida por Antu, a deusa mãe dos cemitérios das Antas. Sendo assim, não seria de espantar que as pedras erectas dos antepassados funerários de todos os templos fossem conhecidos na Grécia por Megarikos (> megalikos < megalithos).

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Figura 8: Dolmen de Pulnabrone (< Phurna Worne < Kuran-Kuran). «Also known as a "Druid's Altar", or as a "cairn" (< Kaurn < *Kuran) it is actually a tomb or wedgetomb once covered by a mound and worn clean by the ages. This spectacular dolmen sits in a limestone field on The Burren and dates back to approximately 4000 B.C.»

     «Dolmen» < Thor Min < Kar Min => Herman[9].

«Menhir» < Min Kyr < Min Kar > *Min Tar > Minutauro.

Quer dizer que as Antas lusitanas seriam equivalentes aos megarons da tradição micénica, que mais não são do que variantes dos bem conhecidos dolmens. Claro que os megálitos (porque do final do paleolítico) são muito mais antigos do que os druidas das civilizações celtas da idade do ferro.

No entanto esta confusão deve ser antiga pois o nome que o povo irlandês deus às suas antas magalíticas tem similitudes fonéticas com os Kurganes dos citas, povo nuclear da civilização indo-europeia de que derivariam os celtas.

De forma inesperada, mas interessante, poderíamos considerar que se trata de duas palavras derivadas do mesmo conceito composto de dois termos arcaicos que apenas variariam na inversão da sua posição relativa. Ora, esta mera inversão de posição de termos parece ter funcionado na linguagem primitiva como esboço da formação de antónomos. Neste caso haveria uma certa antinomia de conceitos pois o menhir seria, pelos seus aspecto fálico e agressivo, uma homenagem aos espíritos masculinos e guerreiros enquanto o dólmen seria apenas o seio maternal da terra mãe, a anta de Antu, que acolheria o último repouso dos guerreiros! Na mesma linha semântica andaria o megaron micénico.

Megaron < Me Kar An > Kur Min.

O que é ainda mais interessante é verificarmos que todos estes termos parecem minóicos quando na verdade e, pelo contrário, nos deveria parecer que a civilização megalítica se teria desenvolvido em paralelo com a civilização minóica, mas em regiões mediterrânicas opostas. Se repararmos no mapa da frequência de menhires verificamos que eles aparecem sobretudo nos vales profundos de rios atlânticos sendo raros ou inexistentes na Andaluzia.

Stone circle of Almendres. This is the largest stone circle of the Iberian peninsula and one of the most important in Europe. It was identified to the modern world in 1964 and the first of its several phases of construction took place in the 5th millennium BCE (early Neolithic). It stands on a gentle slope facing east near the summit of an important hilltop somewhat near Evora, in the region of Alentejo. It was doubtless a place for social assembly, linked to astral observations and predictions, and some of its menhirs have carvings with social and religious symbology. One of them reveals three radial solar representations; this iconography is believed to correspond to a religious superstructure centred on a female super-divinity idealised with huge sun-like eyes, the great Mediterranean Mother-Goddess.

«Amêndoa» < almendola < Almendra < Almendres < Arme-andros, o que poderia significar literalmente o homem esposo de Artemisa, que foneticamente teria sido Hermes, mas que, de facto, deve ter tido antes um sentido mais profundo < Karma-antro, o antro, o templo, o lugar sagrado de Artemisa, a Deusa Mãe!

Seguramente relacionado com a cultura dos menhires terá andado o epíteto de Horus Megalosthenês, com o significado de «forte e poderoso», que em Hercules tinha a variante de Geronthrae (< Gerion Thareco) literalmente o «touro velho e manhoso» de Gerião (< Kar-An-Kar) das Ibérias, o sol, a grande besta que percorre o céu). Interessante também é pensar que Horus-o-velho (= Heroeris < Her-on-Her) seria uma variante do nome mítico de Gerão envolto no estranho mito de Hércules seguramente relativo ao arcaico deus pai Enki/Hermes, o megartos (= «invejoso» < Megalithos?), orgulhoso do seu papel de divino macho dominante e de touro sagrado de cobrição!

Glossário dos monumentos megalíticos:

Menhir (< Meanker < An Kerma): upright stone.

Dolmen (< Thormean < Kerma An => Menhir) : burial place formed out of big stones. = Antas (< Antu, deusa mãe e esposa de Kur)

Cromleclh (< *kormalecho < Kerma-Urash): enclosure of menhirs.

Cairn (< Kur-An): dry-stone construction covering one or several dolmens (ex. cairn de kercado)

Tumulus (< Thumurus < Kima-ur > Kiurma > Herma): mound covering a burial place without access corridors (ex. tumulus St-Michel).

Les Menhirs, encore très nombreux, malgré les destructions volontaires ou les chutes naturelles, ces menhirs sont difficiles à interpréter. Ils posent aujourd'hui plus d'interrogations que les dolmens. On a beaucoup écrit à leur sujet, et on écrit encore beaucoup. Pour ne retenir que les hypothèses les plus sérieuses, on y voit parfois la figuration d'une divinité, parfois l'expression d'un culte de la fécondité. Certains les considèrent comme une "borne" destinée à marquer un point topographique précis: limite d'un territoire, jalonnement d'itinéraire, emplacement d'une sépulture lorsqu'ils voisinent un dolmen, proximité d'une source ou d'un point d'eau. (...)

La variété des origines proposées tient en partie à la variété des types de localisation de ces menhirs; points hauts - replats - pentes. Mais c'est surtout leur mode de groupement qui permet de les distinguer. Aux menhirs isolés s'opposent les groupes organisés. On peut observer deux modes de groupement de ces pierres: les alignements, pratiquement rectilignes, et les enceintes, ensembles non linéaires, parfois circulaires. Les alignements peuvent êtres formés d'une seule file, ou de plusieurs, exceptionnellement dix à douze. Ce sont des ensembles complexes se terminant parfois par une enceinte.

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Figura 9: Carnac offre le meilleur exemple de ces grands champs d'alignements, comprenant aujourd'hui près de 4 000 pierres, mais qui a dû en comprendre à l'origine bien plus.

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Les alignements de Carnac  (< Karanaki < Kar-Enki) se composent de trois champs : Le Menec, Kermario, Kerlescan.

Le Menec (< Mineco, filho de Minos): A chaque extrémité (est et ouest), une enceinte ou cromlech. Entre les deux, 12 files de menhirs. La structure entière fait, environ, 1 150 m de long et les plus grands menhirs sont à l’ouest. Actuellement, il reste 1 099 menhirs.

Kermario (< Kurma-ario, literalmente área de ermas): Le champ s’étend, aujourd’hui, sur 1 200 m et compte encore 1 029 menhirs en 10 files. Après le réservoir de Kerloquet (< Ker-roket, literamente rochas de Ker, a Deusa Mãe da morte negra) les files de menhirs continuent, et l’on remarque un grand menhir (3 m), qui signale le tertre tumulaire du Manio (< Manico < Mean kiu > Menec). La base de ce menhir est gravé de 5 serpents. On y a trouvé, lors des fouilles, 5 haches polies, plantées, le tranchant en l’air et conservées, maintenant au musée de Carnac.[10]

Kerlescan (< Ker-Urash-Kian, lieralmente, campo santo de *Karlus, filho apolínio de Enki): Ce champ comprend à l’ouest, une vaste enceinte en forme de tonneau d’où partent 13 files de menhirs. Il est possible que les alignements du Petit Menec aient appartenu à cet ensemble.

Se mais nomes não houveram na toponímia de Carnac, para nos autenticarem a suspeita de que os menhires foram erigidos em honra de Hermes, restaria o nome de Hermário, o cemitério do «exército de Hermes»!

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Figura 10:. Kermario (< Kar me urio, literalmente « o exercito de Hermes) > Herme + Ur).

Lo mismo acontece con los rollos y picotas que ha censado José Vicente de Frías Balsas: Barca, Berlanga de Duero, Cabrejas del Pinar, Calatañazor, Caracena, Carrascosa de la Sierra, Espeja de San Marcelino, Fresno de Caracena, Fuentearmegil, Gormaz (< Karmash), Moñux, Morón de Almazán (< Karmash-An) Muriel de la Fuente, Osma, Puebla de Eca, Quintanas Rubias de Arriva, Quintanilla de Nuño Pedro, Rello (< Urlu), Rioseco, Santiuste, Valtajeros (< War kakeros < Kar kakuros), Velamazán (< Weramachan < Karmash An) y Vinuesa. Igualmente hubo en Abejar, Almazán (< Karmash-an), Agreda (< Kar etha), El Burgo de Osma (< Ashma), Valdanzo, Retortillo, Magaña (< Maka-Ana), Olvega, Fuentepinilla, San Pedro Manrique, Tejado y Villasayas. (...)

El menhir, asimismo, tiene un simbolismo fecundador ampliamente conocido popularmente como evidencia la etnogragía y la Historia comparada de Religiones. En la India no puede uno por menos que equipararlo a la piedra fálica tallada que simboliza el limgan (pene) del dios Siva, en el que para nada hay que ver interpretaciones freudianas sino, en todo caso, las esotéricas y las junguianas: fuente de creación, de poder y fertilidad.

Porém, como é fácil de inferir, por suspeitas legítimas do conjunto da mitologia universal, Hermes teria sido uma variante tardia duma invocação solar, pelo que será muito mais natural encontrar na toponímia paliolítica o nome do deus Kar, como no caso do nome de Carnac (< Karanaki < Kar-Enki) , já de si suspeito de relações fonéticas com a cidade egípcia de Karnac também esta célebre pelos seus obeliscos!

Mên-an-Tol seria «stone with a hole in Cornish» por mera interpretação ideográfica! Na verdade estaremos perante raras interpretações fálicas femininas, talvez porque seriam mais difíceis de talhar ou porque se terão partido e deformado com a erosão. De qualquer modo, esta óbvia natureza vaginal permite-nos relacionar este megálito com os deuses minóicos da fertilidade de que Minos grego e a etrusca Mean eram o herogamos (bem como Min/Menat, no Egipto)

Mên-an-Tol < Mean-Antol ó Nan Madol.

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Figura 11: The Mên-an-Tol monument consists of four stones:

 one fallen, two uprights, and between these a circular one, 1.3m (4ft 6in) in diameter, pierced by a hole that occupies about half its size. An old plan of Mên-an-Tol (the name means stone with a hole in Cornish) shows that originally the three main stones stood in a triangle, which makes certain astro-archaeological claims for it difficult to support. They could be the remains of a Neolithic tomb, because holed stones have served as entrances to burial chambers. Its age in uncertain but it is usually assigned to the Bronze Age, between 3000-4000 years ago.

 

Ver: MANDALA / NAN MADOL (***)

 

Uaimh na Gréine

A great site about Newgrange opens with the following text: "Built some 5,300 years ago, this holy place is one of the oldest built structures in the world. Known in Gaelic as Uaimh na Gréine, 'the cave of the sun', Newgrange is a pagan monument, with a vaulted roof and a cruciform design. Its history is interwoven with intriguing myths and the mysteries of its construction. The lore of its past calls ever-growing numbers of visitors to this chamber of light. Newgrange is at the centre of an entire Boyne valley megalithic culture and religious ritual."

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Figura 12: New Grange: The Body of the Earth.

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I've gathers some facts that might be interesting: First of all, Newgrange was once known by the name: Si An Bhru. I will use the common name Newgrange on these pages. (…) Newgrange was originally built about 3100 BC and today is in a much restored form. It consists of a vast stone and turf mound about 85 meter in diameter and 13,5 meter high, containing a passage leading to a burial chamber. Outside the base, 12 out of the original estimated 38 large boulders up to 2.4 meter high form a ring of about 104 meter in diameter. (…) Newgrange gets its modern name from the fact that by 1142, the site had become part of Mellifont Abbey farm. These farms were known as granges, and by 14th century the site was known only as the 'New Grange'. In early Irish mythology, Newgrange was not only the alleged burial place of the prehistoric kings of Tara, but also the home of a race of Irish supernatural beings, known as 'Tuatha de Danann': the people of the goddess Danu. (…)

Newgrange was also taken to be the house of the patriarchal god Dagda. Dagda means "good god" but good in the sense of being very skilled rather than in a moral or judgemental sense. This title can also be spelt Daghda or Daghdha and, less commonly, Dagdae or Dagda Mór ("the Great Good God"). He also has some by-names he is known as: Eochaidh Ollathair, which means either "father of many" or "father of all/All-father", and Ruadh Ró-Fheasa, meaning "All-knowing noble". This use of the former title in the sources is to show him as a wise ancestral figure. It may be appropriate to call him a god of the Gaels. He is listed as a leader of the Tuatha De Danaan and was one of the most important deities. In connection with his latter title Dr. O Hogain has noted that the text on the first battle of Moytirra calls him a god of druidry. [12]

In Irish Myth and Legend, the Sidhe are associated with the Tuatha De Dannan (Gaelic for People of the Goddess Danu). Newgrange itself was the home of Aenghus mac Og, the Great God of Love. It is said that he won his home by a trick, as he had been away when the magical places of Ireland were parceled out. Upon his return, he begged to use Newgrange for day and night. When it came time for the owner to reclaim his land, Aenghus refused, saying that all time could be divided by day and night. Apparently after consulting a higher court, Newgrange became Aenghus' forever and he lived there with his wife Caer Ibormeith. Although this does little to help us determine its original use, the possibility that Aenghus died there while visiting does come to mind.[13]

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Figura 13: Dolmen and Menhir in Okchon:

"This one appears to have been some kind of tomb monument or ancestral deity judging from the existence of a number of dolmens in its vicinity. Residents of the area call it Halmoni, meaning Grandmother, and make offerings here from time to time to pray for their wishes to be  answered." (...) This menhir of hard granite was located on the slight slope, upper side of the dolmen, about 100 meters to the east. The circle on the menhir, I think, would be carved maybe after Iron Age with another purpose, not in the meaning of pregnancy. Menhir looks like rather a symbol of male. (1996.11.)

 

Ora, Halmoni e quase Hermes, cognominado Hermano.

Halmoni < harmoni < Kar-Ma-An > Hermanu

=> Hermes.

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Figura 14: At Taegu in Korea was erected in the bronze age. The information board says: "This menhir is a typical example of the megalithic culture in the Bronze Age. It was probably used as a boundary marker or as an object of worship. Being one of the largest menhirs in Korea, it is 4,5m high and 2m around. The Artifacts were found while clearing the area east of this menhir (plain coarse pottery and stone implements) support the theory that it dates from the Bronze Age."This menhir is is located on a hill at Changpyongri (a.k.a. Shindong) near Taegu in Korea. The stone is called 'Shindong Eepsok', 'Eepsok' or 'Sondol', all meaning 'standing stone' in Korean.[14]

A cultura megalítica teve a duração de todos os milénios do alto paleolítico, tempo este que foi suficiente para conseguir estender a cultura dos menhires, simultaneamente solares e funerários, por todo o mundo. Assim, vamos encontra-los na Coreia, nação cujo nome é já por si uma homenagem ao culto de Kar, o deus sol mais arcaico.

Ficamos assim a saber o óbvio: que os menhires megálitos uma homenagem à Grande Deusa Mãe e avó de todos os deuses e homens, precisamente porque eram monumentos fálicos ou seja, porque eram autênticos dildos metafóricos destinados a dar prazer sexual à Terra Mãe!

Quem ou os que, já depois da época megalítica, se deram ao trabalho de gravar o circulo testicular da base deste menhir coreano pouco mais fizeram do que sublinhar a informação, recentemente adquirida pela cultura humana do início do patriarcado, de que este símbolo de fertilidade implicava mais uma proclamação da importância do poder fecundante dos machos do que uma homenagem à tão natural e óbvia quanto inevitável e indiscutível fertilidade da Deusa Mãe! Na verdade a cultura megalítica marcou a primeira expansão mundial da civilização humana feita em nome da crença na paternidade taurina aprendida com o início da domesticação animal conseguida a partir das primeiras tentativas de fertilização animal artificialmente controlada, quiçá fortuitas como sói acontecer como todas as grandes descobertas humanas, a partir de cruzamentos de animais recentemente apanhados em cativeiro topográfico. A grande e súbita extensão mundial do megalitismo terá parte da sua explicação no rápido crescimento cultural que as mais-valias da pastorícia terão proporcionado à humanidade. Os «menhires» terão sido os padrões do descobrimento do papel masculino na fertilidade, que mais do que metaforicamente se veio a espalhar por todo o mundo numa autêntica manifestação de arcaica civilização mundial pré-histórica e Atlântida! As «antas», a primeira manifestação de diferenciação de classes de base paternalista que foi precisamente a grande ideologia desta primeira revolução cultural da humanidade. Como esta esteve baseada em culto solares como centro de referência para os passos na sistematização da astronomia e como esta é sobretudo necessária à navegação marítima podemos concluir também que as primeiras tentativas de expansão marítima terão tido então o seu início! Então, tanto os menhires como os «obeliscos» seriam desde o paleolítico a comemoração figurada do falo que caía meteórico do céu para fecundar a terra.

 

OBELISCOS, MASTABAS & PIRÂMIDES

Diz-se que o termo «obelisco» vem de uma palavra grega com o significado de «espeto» quando é muito mais Óbvio que esta aplicação prosaica do termo terá derivado de um conceito arcaico muito mais digno.

«Obelisco» < Lat. obeliscu < Gr. obelískos, pequeno espeto, diminutivo de obelos / Dor. Odelos = espeto.

É pouso provável que os cultos e avisados gregos alexandrinos tivessem feito figura de parvos quando virem os gigantescos obeliscos egípcios pois no mínimo tê-los-iam visto como gigantescos espetos. Na verdade, o mais provável e que o termo tivesse uma conotação mais arcaica relacionada com os equivalentes helénicos de Hermes Propileus do qual os espetos vieram a tomar metaforicamente nome comum. Literalmente, de facto, o termo obelisco é um isco de Obel, ou seja, em termos mitológicos mais claros, Obel, o filho de Cibel, a Deusa Mãe da Aurora, ou seja ainda, o «deus menino» solar.

Em grego obeliaphoros ainda era uma redundância para a acção de transporte que sempre foi a Deusa Mãe com o deus menino ao colo. Obel-iaios significava, em linguagem médica helenista, uma incisão direita e sagital o que reporta para a semântica dos Erma ictifálicos.

 

Ver: DEUSES TELÚRICOS II - HERMES PROPILEU (***)

 

Throughout most of the Old Testament two words are translated as tabernacle, mishkan and obel.

The same god, Apollo, was sometimes called Ophel, which is nearly the same name, dropping only the syllable On, which signifies the sun; for by this time the word EL had arrived at the same signification. El means god, from the Hebrew אל; and when the sun came to be deified, he was naturally called El, whence the Greeks obtained the word helios, to denote "the sun." Apollo, then, being the Serpent-Solar Deity, his temples will be those in which we must look for the temples of The Serpent; for though in a few instances we may find the serpent adored alone, yet in no place shall we find a serpent-temple, in which the rites of the sun were not also partially celebrated.

Upon the introduction of images to express objects of worship, the solar deity was not unfrequently represented by conical stones in an upright position. These were called by the Greeks βαιτλια --derived probably from the Hebrew, בית־אל, "the house," or "dwelling place of God." The earliest mention of such a stone occurs in Gen. xxviii, where Jacob erects one as a pillar, in remembrance of his celebrated dream, and, consecrating it to God, calls the name of the place Bethel. In process of time the stone itself was called Bethel, and similar pillars were hence named βαιτλια, and supposed to be animated with the presence of the deity he Ophites called them Abadir from the name of the serpent-solar god: and they were conical, as representing a ray of the sun. These conical pillars gave the first notion of an obelisk, which is a similar monument on a larger scale. The word obelisk, according to Bryant, is derived from Obel, the name of the god to whom they were dedicated. This was hellenized into βελίσκος. Obel was the Apollo of Syria; and, probably, Heliogabalus was the same deity; for this god was represented by a black stone of conical form, which was said to have dropped from heaven, and was revered as an image of the sun, at Emesa.

In the Caaba of Mecca there is also a black stone, said to have fallen from heaven. The Mahometans generally hold it in great veneration. His was, probably, of the same kind as the Heliogabalus of Emess -- a probability which is strengthened by the name of the temple -- Caaba: for this word may be a corruption of Ca-ab-ir, which means "the temple of Abir, " the solar serpent. -- The Worship of the Serpent by John Bathurst Deane.

Nota: Betel < Bet (= casa em egípcio)-el, lit. “casa do sr.”.

                                     > Kaku-ker > Kahawer > Ca-Abir > Caaba > «cova».

Obel < Ophel < Au-pher < Kau-ker => Sacar.

                        > Opel > Aupel > Apol(o)

                                                  > Apel(es)                                   > Abel.

Interessante e constatar que no recém descoberto evangelho de Judas Iscariotes se encontra nome de Harmathoth.

LOS REGIDORES Y ÁNGELES: “Los doce regidores hablaron con los doce ángeles: “Dejad a cada uno [52] [...] y dejadlos [...] generación [ ― una línea perdida ― ] ángeles”: El primero es [S]eth, quien es llamado Cristo. El [segundo] es Harmathoth, quien es [...]. El [tercero] es Galila. El cuarto es Yobel. El quinto [es] Adonaios. Estos son los cinco que gobiernan sobre el mundo inferior, y antes que nada sobre el caos.-- EL EVANGELIO SEGÚN JUDAS.

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Figura 1: O Obelisco de Thutmós I.

O obelisco, tal como a pirâmide, estava ligado ao mito heliopolitano da criação, de acordo com o qual ao princípio só existia o Nun, o oceano primordial, donde emergiu um monte de base quadrangular com cúspide no topo: a colina primordial ou benben. No seu cume ocorreu um prodígio: apareceu a ave Benu a bater as asas e, à sua volta, uma auréola brilhante. Quando Benu levantou voo, confundiu-se com o disco chamejante, que se elevou nos céus. Isso daria lugar ao primeiro sol, no começo da criação. Segundo os sacerdotes de Heliópolis, este fenómeno teria ocorrido na sua cidade e a imagem do monte que se elevava no centro do seu templo era o benben. Contudo, a parte superior deste era redonda e, portanto, faltava-lhe pureza geométrica. Assim, transformaram-no em pirâmide ou piramidion. O obelisco truncado era a pedra erguida, considerada a encanação do deus-sol. A pedra benben tomou-se renovação da vida. [15]

De facto,

«Obelisco» < Au-Wer-isk < *Ka-kur kiko > *Kaphurisco (> Basilisco fenício)

                      => Wer-isco (+ ma) => Hermix > Hermes!

Ora, este termo teria a ver mais com o penhascoso conceito da montanha cósmica onde o sol nascia e se punha de que a cobra-macho, o *Kaphurisco, seriam a representação totémica! Pois bem, ao tropeçar neste arcaico conceito da “montanha cósmica” vem-nos à memória o papel do Egipto no esforço humano de esmero técnico para a ultrapassagem do esboço de arquitectura tosca iniciada no paleolítico. E a verdade é que, se a primeira tecnologia da humanidade se desenvolveu em torno do culto dos mortos, ela só foi possível por causa dos reforços heróicos alcançados pelos vivos em nome da Deusa Terra mãe, da vida e da morte, mãe dos primeiros deuses da humanidade!

Pois bem, o Egipto dos escribas que tudo registou ao pormenor na pedra e em todas as superfícies disponíveis tem uma história para contar a respeito da montanha cósmica primordial.

As variantes mais elegante dos cultos fálicos megalíticos dos paleolíticos terão sido então os obeliscos egípcios.

It is a monumental tapering shaft usually made of pink granite. Capped with a pyramidion at the top. Obelisks are solar symbols similar in meaning to pyramids, they are associatedwith an ancient stone called Ben-Ben in Heliopolis. They were set in pairs, at the entrances of temples, and to some Old Kingdom tombs.

Ben-Ben[16] < Wen-Wen < *Kian-Kian.

                  > «Sião-Sião»,

Sião eram os montes «santos» por serem a “dupla montanha” do parto da aurora bem como o local das cavernas onde os homens arcaicos enterravam os seus mortos!

Segundo Heródoto os árabes pré islâmicos não adoravam outros deuses além de Orotalt / Dionísio e Alilat / Afrodite Urânia. Os nabateus adoravam Duchares que era um deus osiríaco, e por isso dionisíaco, na forma ictifálica dum obelisco ou dum monte de pedras, ou erma. Então:

Orotalt = Orotal(-te) < Auro-Tal, lit. “O Talo da Aurora”

                                    > Orobal > Oobal > O-Bel + isho > «obelisco», literalmente o “belo e garboso filho do Senhor”.

 

Ver: BENU (***)

 

Pyramids were obelisks of the most magnificent order; but it is supposed by Bryant that the obelisk originally represented the deity, of whom the pyramid, in times of improved architecture, was the temple. As the obelisk was an improvement upon the original Baitulia, it preserved the pointed form of these sacred stones in its apex -- every obelisk terminating in a small pyramidal figure, which, like the Baitulia, was intended to be the representation of a sun's ray. The word pyramid itself means "a ray of the sun" from the Coptic Pi-ra-mu-e. -- The Worship of the Serpent by John Bathurst Deane.

Assim, não nos podemos admirar se as «pirâmides», por antonomásia, do Egipto, contiverem na sua etimologia a memória destes tempos.

Numa primeira aproximação as «pirâmides» • (< Lat. pyramide < Gr. pyramís, pyramídos) «são sólidos que tem por base uma superfície poligonal e, por faces laterais, triângulos que se reúnem num ponto, chamado vértice» e pode ser decomposta a partir do grego pyramídos = pyra + midos < Pi-r-a-mu-e(t).

a) Pyra, que poderia sugerir superficialmente uma derivação da «pira» funerária (< Lat. pyra < Gr. pyrá, = fogueira), que é a «fogueira onde se queimam cadáveres», mas que na verdade remonta ao étimo grego da «pila de Hermes», o monte cósmico primordial < Phyr- < Kyr- < Kur! Seria então uma referência solar e, então, na tradição copta patriarcal, um raio solar, perdida que tinha sido a relação com os montes da aurora!

Os cultos crematórios podem ter sido consequência dum curto-circuito na lógica do pensamento mítico que levou alguns povos primitivos a acreditarem na metafórica de que os mortos ressuscitariam mais depressa se, em vez de utilizarem animais de transporte necrófagos como deuses psicopompos, ardessem como e com o sol!

«Cremação» < Lat. Crem-atione, acção de queimar, Ker-ma, lit. “fazer o que a deusa mãe da morte, Ker, faz naturalmente.

Claro que toda esta etimologia poderá não passar de mera coincidência tanto mais que as pirâmides nada tinham a ver com cremação de cadáveres. Pelo contrário, as pirâmides pretendiam proteger da destruição os «mortos-vivos» que eram as múmias na suposição tão ingénua quanto incrível de que a sobrevivência do Ba no além seria se o Ka não permanecesse no corpo do corpo que fica aquém. Esta correlação entra a vida e o espírito versus vazio e plenitude corpórea explica o significado do Ka na suméria que era tanto o «vão» e a «boca» que alimenta o corpo como o vazio do íntimo das entranhas. Sendo assim, só nos ocorre pressupor que, independentemente de ter sido um rito, anterior, concomitante ou posterior, o certo é que a cremação era relativo aos cultos dos mortos. Em ambos os casos havia uma montanha em honra da Deusa Mãe Antu (> «antas = dólmenes») que poderia ser perene ainda que de pedra lascada, como as antas, ou efémera por de lenha ser para arder, como era o caso das piras funerárias.

b) Midos apela para o arcaico «meda» (< Lat. meta, o objectivo da jorna dum lavrador), enquanto amontoado cónico de feixes de trigo, palha, caruma, etc. < Mithos, textualmente «o mito», ou seja, o «monte cónico» era mesmo mítico, porque muito arcaico e universal ao ponto de ter acabado mito por antonomásia!

Então, numa segunda aproximação as pirâmides teriam sido meras «medas» de lenha em resultados do trabalho funerário de alguns escravos gregos antes de ter entrado na linguagem comum deste povo com a conotação de um grande amontoado de pedras por acaso também em resultado de trabalho fúnebre. Assim, se a semântica da «pira» funerária se mantém no contexto dos cultos dos mortos a sua associação a «meda» parece um pleonasmo que só se compreende se o helénico mis, medos tivesse andado associado ao culto de Metis, a deusa da justiça divina e dos «temas» e dos «mitos» que sempre lhe andaram associados. Maat, deusa da lei e da ordem poderia ser também símbolo da rectidão e da linha do horizonte e dai, pirâmide poder ter tido de facto inicialmente a semântica de “raio do sol”.

Pyra + midos = mithos + Pyra < Kur-| Amyt < Amut, literalmente o monte da deusa Mãe, senhora da vida e da morte.

Antigo egípsio mesha' (mSa, masc.) = Armada.

Os montes míticos hindus eram Machu e, igual nome, tinham os montes gémeos sumérios, seguramente por conotação com a excelsa deusa mãe suméria Nin-mash. Ora, nem por acaso, as pirâmides encontradas na Grécia são quase sempre cónicas, até porque é mais provável encontrar na natureza montes cónicos do que perfeitamente piramidais.

 

Ver: CAVERNAS & PIRÂMIDES GREGAS (***)

 

Formalmente as pirâmides são um mero acaso da gigantesca cultura de construção funerária egípcia que transformaram as mastabas em pirâmides escalonadas e estas em pirâmides. No entanto, as mastabas, muito mais próximas dos zigurates mais primitivos e das mais primitivas pirâmides guanches e ameríndias, teriam um priramidão (literalmente uma espécie de redundância com a conotação de monte-montão, ou seja a dupla montanha da aurora) a coroa-las!

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Figura 2: Mastaba a El Faraun IV Dinastia Egípcia.

Uma mastaba é um túmulo egípcio, cujo centro nevrálgico era uma capela, com a forma de um tronco de pirâmide (paredes inclinadas em direcção a um topo plano de menores dimensões que a base), cujo comprimento era aproximadamente quatro vezes a sua largura. Começaram-se a construir desde a primeira era dinástica (cerca de 3500 a.C.) e foi o género de edifício que precedeu e preparou as pirâmides. Quando estas começaram a ser construídas, mais exigentes do ponto de vista técnico e económico, a mastaba permaneceu a sua mais simples alternativa. Eram construídas com tijolo de barro e/ou pedra (geralmente, calcário) talhada com uma ligeira inclinação para o interior, o que vai ao encontro da etimologia da palavra. Etimologicamente, a palavra provém do árabe maabba = banco de pedra (ou lama, segundo alguns autores), do aramaico misubb, talvez com origem persa ou grega. Efectivamente, vistos de longe, estes edifícios assemelham-se a bancos de lama, terra ou pedra.

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Figura 3: Anta ou mamoa de S. Geraldo, - Montemor-O-Novo - Portugal.

A etimologia deste termo é obviamente incerta. Os etimologistas de tradição clássica costumam reportar os seus estudos linguísticos as línguas que lhe eram acessíveis esquecendo que, antes de os árabes chegarem ao Egipto, já os seus habitantes falavam e escreviam o nome das mastabas há muito tempo pelo que o mais provável será pensar que foram estes e muitos outros aramaicos que visitaram o Egipto a copiarem o nome. O mais seguro é que este termo fosse corrente na época arcaica tendo ficado nos falares aramaicos como sinónimo comum do que era, um montão de pedra e lama artificial, tal e qual como um kurgan e como terão sido as antas e as mamoas quando foram construídas, obviamente que inicialmente com finalidades funerárias e depois com qualquer outra.

Uma mamoa ou tumulus é um montículo artificial que cobre uma câmara dolménica. Pode ser de terra, revestida por uma couraça de pequenas pedras imbricadas, ou ser apenas constituída por pedras, sendo então designada usualmente por «cairn», do escocês càrn (que se pronuncia 'kern'). (...) O nome mamoa origina dos romanos aquando da sua chegada à Península Ibérica, que deram o nome de mammulas a estes monumentos, pela sua semelhança com o seio de uma mulher.

Obviamente que confundir túmulos megalíticos com “maminhas” (< Lat. mamma-ula) é mesmo imaginação mesquinha e perversa de etimologistas! È duvidoso que os romanos fossem míopes como muitos eruditos. Obviamente que o nome já por cá existiria e seria algo parecido com *mamauas.

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Figura 5: Isis e Horus, a Virgem com o “deus menino” ou a metáfora primeira de toda a cultura humana!

A verdade é que nem sequer é necessário ser tão drástico. Se voltarmos à realidade que nos ficou registada na arquitectura egípcia, por ser a este respeito elucidativa, verificamos que o piramidon respeitava a teoria da montanha cósmica primordial como sendo um monte de base quadrangular com cúspide no topo! De facto, se os homens têm feito a história à sua imagem e semelhança ictifálica as mulheres tenda a ver tudo pelo feminino, mesmo o que é ictifálico, o que já é feminismo a mais até porque a meia-lua só é ictifálica na aparência e o falo só pode ter sido um símbolo lunar enquanto análogo dum falo fecundante. A verdade é que uma coisa é a mãe e outra, o filho e ambas formaram o par inseparável da “virgem com o menino”, mais arcaico e mais arquétipo.

A mãe era a terra, a base, o quadrado e o filho era a cúspide, a saliência cónica ou o pedregulho alongado espetado na terra mãe!

Mamoas < Lat. Mammulas ??? < *mamauas < mam-auash < ma-m |

<=> Ma-ast | -wach > Mastabas.

Ahora bien, ¿qué es lo que dice la Historia Comparada de las Religiones al respecto? Lo que nos descubre es que antes de que la piedra enhiesta tuviera un significado masculino lo tuvo femenino. Nos revela que "la representación más primitiva de la diosa lunar y quizás la más universal, era un cono o pilar de piedra", como afirma Esther Harding.

"La piedra era la representación original de la luna que fue adoptando gradualmente características humanas", señala esta hermeneuta junguiana, lo que me sugiere que tal vez la figura humana de la Estatua-Menhir de Villar del Ala sea femenina y no masculina.

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Figura 4: Piramidão que coroava a pirâmide vermelha de Seneferu < *Kian-Pher-u (J)! – lit. “o que e tranportado ao colo do monte Sião”.

The pyramidon is top of the obelisk symbolized the rays of the sun, it had a pyramid formation and was plated in gold, a metal which the Egyptians believed was the skin of gods Egyptians believed that solar rays had a vivifying power.

Frecuentemente se encuentra también como emblema de la Diosa Luna un pilar de madera o un árbol, motivo que se apropiaría la iconografía mariana y que puede verse en un buen número de tallas marianas soriana.

Por analogia, ou por derivação, a «pirâmide» seria, pelo que foi dito, apenas um dos nomes que poderia ser dado a um monumento funerário.

A verdade é que:

Pyramís, pyramídos < Phur(a)mithos > Hermis, Hermitos < Hermakis.

Sendo assim, o conceito nuclear desta questão está na “Virgem e o menino”, a Deusa Mãe Terra, a montanha cósmica sagrada que pariu, sem ter sido fecundada por um macho, o sol nascente que a ela regressa quando se põe, e o filho morre!

 

FAMOIROS

Selon le Lebor Gabála Érenn (Livre des Conquêtes d'Irlande), les Fomoires débarquent en Irlande après le Déluge, ils sont parfois appelés « Géants de la Mer ». En fait, ils sont présents tout au long de l’histoire mythique de l’Irlande. Innombrables, ils sont décrits comme étant extrêmement affreux, avec un seul œil au milieu du visage, un seul bras, une seule jambe et une tête d’animal (chèvre, cheval ou taureau). Inhumains et démoniaques, ils sont dotés de pouvoirs magiques et représentent le chaos et la destruction.

Ora bem, uma variante deste nome deu origem ao de Hermes, o deus que já na época tardia da Grécia era representado como um erma ou seja um menhir ictifálico! A deusa mãe seria Mar e os seus adoradores seriam *Ka-Mar-ish. Ora bem, Hermes e este nome virtual seriam formas da mesma coisa.

Ki-Mar-ush < Ki-ma-ur-ish > Ki-ur-ma-ish > Kur-mesh > Hermes.

Estes pertenceriam a um povo que descobriu e desenvolveu a arte de marear que lentamente se espalhou em mancha de óleo, como se referiu antes, por todo o mundo. Ligados à progressão marítima desta cultura megalítica teríamos a tradição da colocação de menhires por todo o lado onde se fundariam os primeiros núcleos de agricultura neolítica. Reminiscências desta tradição seriam os marcos de cruzeiro dos navegadores portugueses que já tinham localmente nos pelourinhos a sobrevivência local dos menhires como marcos de referência de núcleos populacionais.

Ora bem, nomes de povos primevos relacionados com o nome de *Ka-Mar-ish encontram-se espalhados por todo o mundo. Desde logo os nomes primordiais das primeiras civilizações históricas.

«Suméria» < Shu-mer-isha < *Ki-Mar-ish => Tamar, nome arcaico do Egipto. Os babilónios Hamurreus seriam uma variante tardia dum ramo tribal dos sumérios. Aliás, é bom lembrar que Amurru, o deus deste grupo tribal, era também Martu, deus que os latinos herdaram dos hititas como sendo Marte.

Hamurru < Kamur-ur ó Ka-Mur-tu < *Ki-Mar-ish.

                                                              > Martu > Marte, variante de bélica de Hermes.

Parece cada vez mais provável a existência de uma civilização de marinheiros pré-minóicos, senão mesmo contemporâneos ou do mesmo ramo cultural, que terão espalhado a civilização do final do paleolítico por todas as costas do mundo inteiro. Esta civilização ter-se-ia espalhado de próximo em próximo desenvolvendo-se mais por contaminação cultural do que por invasão ou colonização étnica. Sendo assim, esta será a principal razão pela qual vamos encontrar o mesmo padrão civilizacional megalítico do Egipto de Tamar, o memo paradigma mítico de tipo astrológico e mesma estrutura linguístico incipiente na forma de proto-linguagem, em povos de raças tão variáveis como os famoiros irlandeses.

Acredita-se que o palavra fomoiro deriva de fo muire de antigo irlandês (faoi muire no irlandês moderno), "debaixo do mar". Isto, combinado com a associação destes com torres de vidro no oceano ocidental, sugestiona uma conexão com icebergs. Porém o elemento mór pode derivar de uma palavra com o significado de “terror” e que sobrevive no pesadelos inglês "nightmare".[17]

Em Portugal quase que seguramente os marinheiros arcaicos que deram nome a Gimarães, Tamar da Nazaré e ao nome da cidade dos misteriosos templários de Tomar, seriam famoiros, de que já não resta senão a fama de moiros (J)!

Claro que em portugês também «marear», com a semântica original de “andar no «mar», significa “enjoar a bordo > manchar (com vómito) > perturbar-se > embaciar-se > perder o brilho > deslustrar > oxidar” mas ninguém se lembraria de derivar daqui o mito das «moiras» encantadas, por se tratarem em muitos casos de memórias lendárias embaciadas! Os portugueses perderam a tradição dos famoiros enquanto “marinheiros da mãe terra (ou do deus do Guadiana)”, quiçá porque nunca terão deixado de o ser! De qualquer modo, a tradição de que tudo o que é ruína antiga, mesmo quando obviamente romana, é coisa de moiros, além da evidente relação com a meória ainda recente da colonização árabe, mais do que isso reporta para uma tradição anterior de marinheiros mediterrânicos que tanto deixaram nome na mauritânia dos moiros arábicos quanto no nome, antigamente feminino, do Mar e na serra do Marão!

Os Cimérios (Grego Κιμμέριοι, Kimmérioi) (ou Gimirru nos anais da Assíria) foram nómadas equestres que, de acordo com Heródoto, viviam originalmente na região norte do Cáucaso e no Mar Negro - actuais Rússia e Ucrânia - nos séculos VIII e VII a. C (...) e haviam, em determinado ponto do passado, sido expulsos das estepes pelos citas. (...) A sua terra original, chamada Gamir ou Uishdish, parece ter sido localizada no Estado-tampão de Mannai. O geógrafo posterior Ptolomeu colocou a cidade de Gomara nessa região. (...) Homero os descreve em seu livro 11 da Odisséia como habitantes de terras enevoadas e de trevas nos limites do mundo, às margens de Oceanus. (...) 721-715 a.C. - Sargão II menciona uma terra de Gamirr próxima a Urartu. 714 - suicídio de Rusa I de Urartu, após derrota por ambos assírios e cimérios. 705 - Sargão II da Assíria morre numa expedição contra os Kulummu.  679/678 - Gimirri sob a liderança de Teushpa invadem a Assíria a partir de Hubuschna (Capadócia?). Assarhaddon da Assíria os derrota em batalha.

Seriam famoiros os míticos cimerios, seguramente os próprios Sumérios, o povo de Amurru e mais tarde os Arménios, e em pontos ainda mais distantes do globo, os olmecas centro-americanos, os kemeres do Camboja, os samurais do Japão e terras como os Camarões no Golfo da Guiné, os Himalaias, a Sumatra, Timor etc.

The Greek Writers referring to the same people, substituted a less harsh guttural "K" in place of the "G" and their records call the same people "Kimmeroi."* The name "Gomer" changes to "Gommer," "Gimmer," "Kimmer," and in English translation is anglicized to "Cimmer." No wonder the confusion! The nationality endings are, in Hebrew and Assyrian, "i," in Greek, "oi," in English "ian," thus "Cimmerian."

Parece que estes Cimérios foram os caucasianos que tiveram a sorte de conseguir a queda do poderoso impérios anatólico dos hititas!

Cimmerians [or Gimmerai as the Assyrians called them] came through the Caucasus in 709 B.C. to devastate Hittite civilization." The Hittite civilization, which was uncovered again in the first part of the present century, was altogether lost and their name erased from history except for the pages of the Old Testament, which ties them to the Hamitic Canaanite tribes in the Table of Nations of Genesis 10. [18]

Porém, profetas de desgraças antigas teimam ver neste povo uma confirmação da tão confusa quanto difusa «tábua das nações» do Génesis!

Japheth. Literal meaning is fair or light (father of the Caucasoid/Indo-Europoid or Indo-European & Indo-Germanic races - Japhethites). Japheth is the progenitor of seven sons, Gomer - also Gamir, Gommer, Gomeri, Gomeria, Galic, Gallic, Galicia, Galatia, Gael, Gaul, Gadelas, Getae, Goth, Gimmer, Gimmerai, Gimirrai, Gimirraya, Kimmer, Kimmeroi, Kimirraa, Kumri, Umbri, Cimmer, Cimmeria, Cimbri, Cimbris, Crimea, Chomari, Cymric, Cymry, Celtae, Celt, Cumber (Irish, Scots, English, French, Saxons, Britons, Welsh, Galatians, Germans, Dutch, other related groups),[19]

Claro que a série de nome Galic, Gallic, Galicia, Galatia, Gael, Gaul, Gadelas, Getae, Goth (...) Celtae, Celt estão fora da mesma linha etimológica que permita ir até Gomer. No entanto é bem possível que todos estes nomes tenham também a mesma arcaica origem a partir da deusa mãe cretense *Kartu, à exepção de Getae, Goth que descendem duma etimologia ainda mais arcaica e que remonta como o nome de Deus e de Zeus aos deuses do fogo Caco & Caca!

Gommer < Gimmer < Kimmer

< Ki-Ama-ur, lit. «guerreiro de *Ki-Ama» < Quimera!”

Nomes míticos bíblicos como Gomer, pai de Jafé, supostamente antepassado dos povos ocidentais, Gomorra e o persa Gaiomar...

Guaimario I (Waimar, Guaimar, Gaimar, or Guaimario) (c.855 – 901) (855 ca. – 901) fu principe di Salerno dall'880, anno del ritiro di suo padre Guaiferio presso il monastero di Montecassino.

...e de povos lendários como os Cimérios e os Sicâmbros (var. Sicambers, Sicambri, Sicambres, Sigambrer, Sugumbrer, Sugambri = Citas + Cimérios?) e Sármatas (Sarmatae ou Sauromatae) e etc. Güímar, nas Canárias contra os Guaimaros ameríndios.

The Chimu kingdom, of which Chan Chan was the capital, reached its peak in the 15th century, not long before falling under the Incas. (…) Its construction was begun by the Mochicas in the third Century and was inhabited until the VII century. It became the capital of the Chimu nation in the XII century. The city also received the names of Chimo, Chimor and Cauchán. (…) Capital of the Chimú kingdom, city made of mud, considered as the biggest in America and one of the biggest of the world; its importance is only comparable to the old cities of Egypt, Mesopotamia, India, China or Teotihuacán in Mexico. (…)

Naylamp = Legendary character, mythological origin of the Chimú Culture. It arrived to San Jose´s beaches in Lambayeque under the control of a great fleet of rafts and warriors' retinue from distant foreign lands, and it was able to subject to the Mochica nation. It built the temple of Chot (huaca Chotuna) where it demanded to be buried at its death, in order to be immortalized next to a great emerald idol" Yampallec".

Anur-Enki > Anurenphi > Naylamp > Lambay-eque ó Yampallec

 

FOMORIANS = Famoiros

Ora, nem de propósito, parece que os povos mais arcaicos da Irlanda teriam tido o nome de Fomorians, formalmente parecidos em quase tudo o que era costume atribuir na cultura clássica aos titãs antediluvianos!

Fomorian / Fomhoire / Formorian/Fomoraig / Faoi-Mhuir / Fomor.

The Fomorians were an ancient sea-faring race it is thought that they originally came from Northern Africa or Asia as they are described as having dark hair and dark skin in the original accounts. The name 'Fomor' literally means 'beneath the sea' from the Gaelic faoi-mhuir. Today scholars believe that 'Mor' means 'phantom' or 'spirit' and therefore proves that the Fomorians were considered to be Gods with magical powers.

Conaing is one of the first of these Fomorians to have settled and they seem to have settled on all the Northern Islands along the coast of Ireland and across to Scotland and Norway. They were reputed to have great magical powers.  Some accounts have them living beneath the waves. It would seem that they split up into different tribes and that some did decide to reside in the Underworld such as Tethra the Fomorian faery king. They were certainly renowned Sea-farers and their ships were important to them. An account from the Second Battle of Magh Tuiredh says that their fleet stretched from Norway to the North-east coast of Ireland. 

Most Fomorians are described as dark-haired but there are exceptions Elatha the father of Bres being described as having 'golden-hair and being the handsomest man in sight'. He also seems to have been less blood-thirsty and more interested in justice. He refused to go to war with his son Bres against the Tuatha Dé because it was an 'unjust cause'.

In some tales the Fomorians live under the sea (like Chinese dragons) or else more prosaically on Tory Island. Sometimes they are giants, and moreover they can appear as one-eyed one-footed giants. Sometimes they appear to be a race of wizards, "human" enough to inter-marry with the Tuatha de Danaan (who, however, aren't all that human themselves). In fact the half-breed King Bres, who causes war between the two races10 is described as the most beautiful youth in Ireland -- even though the Fomoire are usually depicted as ugly, low, hideous, deformed, etc. One gets the impression that the Fomorians represent a pre-Celtic Irish race, and that we are seeing them through the texts of the Celts, who invaded their land and subdued them, and now wish to present them as villains, boors, snake-worshippers, or even nonhuman monsters. This is a universal theme in folklore, which often seems to harbor memories of an archaic "us/them" situation. Ultimately it may lead us back to the emergence of agricultural peoples and their "conquest" and enslavement of hunter/gatherer tribes -- i.e., back to the very beginnings of civilization and history. The Fomorians, who are connected with the megaliths by folklore, and who survive to play roles as ogres and giants in Irish fairy tales, may have been remnants of the great Atlantic Megalithic peoples, who created the culture of New Grange and Stonehenge long before the Celts arrived in Europe. The marginalized "race" or "caste" survives as tinkers (primitive metallurgists, perennial outsiders), minstrels, vagabonds, fortune-tellers, herbalists, servants, grooms, prostitutes, wizards. Much later in history the Celts will undergo the same marginalization by new "invading races"--the Fomorization of the Celts, as it were. --- Irish Soma Peter Lamborn Wilson.

 

 



[1] Jean Guilaine es investigador de ciencias del CNRS y director de estudios de la Escuela de altos estudios en ciencias sociales de Toulouse.

[3] > «Obelix» (J)!

[4] E não para a terra de Obelix como distraidamente se poderia pensar

[5] De qualquer modo, é possivel que os herma passassem a ser feitos de barro, à semelhança de deus, tradição que explicará as canecas das caldas e a razão pela qual terá surgido o equivoco da homosexualidade dos paneleiros que mais do que trabalham por gosto têm o exesso de zelo de gostam dos caralhos que reproduzem.

[8] freq. emHdt. (Hdt. 1.65, Hdt. 2.143 e Hdt. 6.134.)

[9] Hermês. Boeot. and Dor. nom. Hermas, gen. a, Corinn. Supp.2.57, Pind. P. 2.10, etc., voc. Herma A.Fr.384, acc. Herman IBID=au=A. Fr. 273: also Hermaôn [a_], Hes. Fr.23, Bion Fr.7. au=Bion Fr. 8, AP4.3b.au=AP 4.3b64=lr(Agath.):-- Liddell-Scott-Jones Lexicon of Classical Greek.

[10] Réalisation CyberOuest © Vannes

[11] fotografias de Marco Ferrari

[12] http://www.missgien.net/neolithics/newgrange.html.

[13] © 2001 Sales Online Direct, Inc., All Rights Reserved. Do not duplicate or distribute in any form.

[15] EGIPTO, um tesouro da humanidade. Planeta deagostini, nº 69.

[16] nome quase sugetivo daquilo que permite ao homem portugês estar no brejeiro «bem-bom»!

[17] The word fomóire is believed to derive from Old Irish fo muire (Modern Irish faoi muire), "under the sea". This, combined with their association with glass towers in the western ocean, suggests a connection with icebergs. However the mór element may derive from a word meaning "terror" which survives in English "nightmare".

[18] http://www.ao.net/~fmoeller/revdir.htm. A Commentary on the Book of Revelation, The Origin of the Russian People, Chapter 19.

[19] http://www.home.cio.net/timo/man/ The table of nations (genealogy of mankind) and the history of races.

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