domingo, 2 de junho de 2013

PERSEU & ANDROMEDA, por artur felisberto.

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Figura 1: O desdém vitorioso com que Atena observa a Medusa decapitada disfarça mal a inimizade pessoal que a primeira tinha pela Medusa que seria o «alter-ego» de Atena, tal como Ariadne o foi no mito de Teseu.

De facto, alada e com botas de “sete léguas” como as de Hermes a Medusa seria uma poderosa divindade pré-olímpica que dificilmente poderia ser enfrentada por um mortal pelo que nos fica a suspeita de que a “morte da Medusa” se tratou de um suicídio teológico que marca a capitulação do matriarcado cretense na presença justiceira de Hermes.

Perseu, no início de sua caminhada contra Medusa, teve a ajuda de Hermes e Atena, que o guiaram para as Graias, que lhe indicariam o caminho às Ninfas que iriam dar-lhe as armas para matar a Medusa. Quando encontrou as Graias (Enio, Pefredo e Dino) roubou-lhes o olho e o dente, únicos que tinham para as três. Elas contaram-lhe onde encontrar as Ninfas, e ele logo lhes devolveu o olho e o dente.

Saiu da terra delimitada pelas Graias, em direcção as Ninfas. Encontrou-as. Elas lhe entregaram um par de sandálias aladas, uma bolsa, a única que poderia carregar a cabeça da Medusa, denominada quíbisis, e o capacete de Hades, que o deixa invisível. Saiu a procura das Gorgonas. Hermes lhe entregou a espada mágica e Atena o escudo. Passou pelo jardim das Hespérides e entrou em um túnel. Lá moravam o Remorso, a Dor, as Moléstias, a Velhice, o Terror e a Fome. Colocou o capacete de Hades e com ele ficou. Quando chegou, as Gorgonas (Esteno, Euríale e Medusa) estavam dormindo, com excepção de Medusa. Voou sobre elas, com o auxílio das sandálias, para aproximar-se da Medusa. Esta pensara que era Poseidon que viera para a amar e devolver-lhe a sua beleza. Quando ela se aproximou daquela bela imagem produzida pelo reflexo do escudo, ele degolou sua cabeça, a cabeça da única mortal das Gorgonas. Dela saíram seus filhos com Poseidon: Pégaso, o cavalo alado, e Crisaor, o gigante. Colocou a cabeça da Medusa no quíbisis e rapidamente foi embora, antes que uma das irmãs de Medusa acordasse.

XCI — Os Egípcios vivem inteiramente alheios aos costumes dos Gregos e, numa palavra, aos de todos os outros povos. Esse alheamento se observa em todo o país, exceto em Quémis, importante cidade da Tebaida, perto de Neápolis, onde existe um templo de Perseu, filho de Danéia. O templo é quadrado e cercado de palmeiras; tem um vasto vestíbulo feito de pedras, notando-se, ao alto, duas grandes estátuas de pedra. No recinto sagrado fica o altar, onde se vê uma estátua de Perseu. Os Quemitas dizem que esse herói aparece constantemente no país e no templo, e que ali encontram, por vezes, uma de suas sandálias com dois côvados de comprimento, achado tido sempre como sinal de grande prosperidade em todo o Egito. Realizam-se em honra do herói e à maneira dos Gregos, jogos gímnicos, de todos os jogos os melhores. Os prêmios disputados são mantos, peles e cabeças de gado.

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Figura 2: Perseu, com as “botas de sete léguas” de Hermes, persegue a Medusa que era a variante arcaica das deusas másculas e sempre eternas virgens Atena / Artemisa!

Perguntei-lhes, certo dia, por que eram eles os únicos a quem Perseu costumava aparecer e por que se distinguiam do resto dos Egípcios pela celebração dos jogos gímnicos. Responderam-me que Perseu era originário daquela cidade e que Dânao e Lincéia, que velejaram para a Grécia, tinham nascido em Quémis. Apresentaram-me, em seguida, a genealogia de Dânao e de Lincéia até Perseu, acrescentando ter este vindo ao Egito para arrebatar da Líbia — como dizem também os Gregos — a cabeça da Górgona, e que, passando por Quémis, reconheceu todos os seus parentes; que, quando ele chegou ao Egito, já conhecia o nome dessa cidade por intermédio da mãe; enfim, que fora por ordem de Perseu que eles começaram a celebrar os jogos gímnicos.[1] – História II. Heródoto.

But the account given by Herodotos of Khemmis and its temple is a mere product of the imagination. Indeed, he implies that he received it from certain "people of Khemmis" whom he had questioned, probably through his interpreter. They told him that the temple, of which a few remains are still visible, and which was really dedicated to Min or Amon-Khem, was that of the Greek hero Perseus -- a name suggested, it may be, by its likeness to that of the sacred persea tree. Each year, it was further alleged, gymnastic games in the Greek fashion were celebrated in honour of the foreign deity, who at times appeared to his worshippers, leaving behind him his sandal famous in Greek mythology. But the inventive powers of the informants of the Greek traveller did not stop here. He further assures us that the pylon of the temple bore on the summits of its two towers two images of the deity. The statement is of itself sufficient to discredit the whole story and to prove that Herodotos could never have seen the temple with his own eyes. The watch-towers that guarded the entrance of an Egyptian temple never had, and never could have, images on their roofs. They were needed for other purposes, and the very idea of their supporting statues was contrary to the first principles of Egyptian architecture and religion. It was a conception wholly Greek. -- The Egypt of the Hebrews and Herodotos, By The Rev. A. H. Sayce, Professor of Assyriology at Oxford.

Se houve confusão no relato de Heródoto sobre o culto de Perseu não pode ter resultado de equívoco com o nome da Persea Sagrada que os egípcios antigos denominavam por Ished ou S'w'b.

The association of the name Persea is derived from the Greek mythological hero Perseus and suggests that the tree may have been in Egypt since some very early period. (…) It is an old Greek name used by Theophrastus as the common name of Mimusops ca 320 B.C. (1, 3).-- California Avocado Society 1977 Yearbook 61: 59-63.

Persea (meris of Herakleides). (…) The village name is written Περσέα in Greek. (…)The village is named after the tree mimusops laurifolia, which was cultivated in Egypt from the Middle Kingdom onwards (Baum 1988, 87-90) and protected by the government in Greco-Roman times (Kramer 1995, 226-227). (…) Texts from the Ptolemaic period usually consider Persea a feminine singular, while in the Roman period it is a neuter plural (e.g. κώμη τῶν περσεῶν).

Até ver a pesquisa da origem do nome da árvore Perseia autóctone do Egipto ou da Abissínia faz-nos andar às voltas. A aldeia com o nome Persea do distrito de Heracleides é uma criação helenística porque o nome da árvore do abacate no Egipto sempre foi Isede. Assim sendo, a origem do nome da Persea sempre foi grego e resulta possivelmente de confusões de Teofrasto (371 – c. 287 aC.) que a introduziu na cultura grega como remédio para a hemorragia como vai aparecer na ciência médica primeira vez em Pedanius Dioscorides (circa 40 - 90 dC.). Porém, parece que desde a origem helenística grega a Persea aparece como fruto venenoso de origem persa…possivelmente por mero preconceito relativo às guerras Médias ou por mera mania popular que nesse tempo atribuía tudo o que era exótico uma origem persa como na época dos descobrimentos luso se atribuía tudo o exotismo à Índia e mais tarde à China nem sempre com muita propriedade porque muitas da novidades provinham do Novo Mundo. Em conclusão, Heródoto deixou-se como um turista mal avisado levar por história mal contadas por guias com poucos escrúpulos e cometeu o erro grosseiro de confundir o abacate com o «pêssego» e este com Perseu!

«Pêssego» < Lat. persicu, literalmente “a maçã da Pérsia”

=> *Perseia, a árvore de Perseu que Heródoto pensou ser o abacate.

Mas é muito possível que o nome de Perseu tenha muito pouco a ver nem com o Egipto nem com a Pérsia!

«Perseu» < Περσεύς < Pher-Zeus, literalmente o que transporta Zeus

…ou o que anda com Deus.

A relação do nome de Perseu com o de Pégaso é inevitável por haver a suspeita de serem a mesma entidade a nível de evolução mítica diversa. Então, é quase certo também que o nome que foi dado ao herói lenda de Perseu sofreu um enquadramento retórico que o mistura com um mito mais arcaico de Pégaso, o filho da medusa, e com outro mais recente que foi o de Belerofonte derivado do mito assírio babilónico de Marduque! Assim se entendem as confusões reflectidas na História de Heródoto de que Perseu daria de origem assíria.

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Figura 3: Danae a ser fecundada por uma chuva doirada, para alguns metáfora da chuva de moedas de ouro com que o seu amante Preto subornou a guarda de Acrísio.

Acrísio, rei de Argos, era casado com Eurídice, filha de Lacedemon, e tinha uma filha Dânae , mas não tinha filhos homens. Quando Acrísio perguntou ao oráculo como ele poderia ter filhos homens, a resposta foi que Dânae teria um filho que o mataria.

Dânae foi trancada em uma câmara de bronze subterrânea e posta sob guarda, mas ela foi seduzida, segundo alguns autores, por Preto, irmão e rival de Acrísio, ou por Zeus, que assumiu a forma de uma chuva de ouro. Lactâncio, autor cristão que viveu por volta do ano 300, influenciado pelo evemerismo, diz que esta "chuva de ouro" foi, na verdade, uma larga soma em dinheiro que o rei imortal Zeus despejou sobre o colo de Dânae, para compensar a desonra que ele fez nela, e que os poetas posteriores adotaram a chuva de ouro como figura de expressão, assim como "chuva de ferro" se refere a uma grande quantidade de dardos e flechas.

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Figura 4: Perseu e a sua mãe Dánae é colocado num baú (de papiro) para ser lançada ao mar como Sargão da Acádia e Moisés.

Acrísio, não acreditando que sua filha estivesse grávida de Zeus, colocou-a em um baú, que foi jogado ao mar. O cesto chegou à ilha de Sérifo, onde foi encontrada por Díctis, que criou o menino.

Perseu como Sargão da Acádia e Moisés teve o destino dos divinos bastardos que acabam todos por se tornarem vingativos e acabarem em super-heróis.

 

PERSEU / PERSÉFONE

LIII — É isso o que contam os Lacedemônios. Os Gregos referem-se a esses fatos de maneira diversa, e fazem uma enumeração exata dos reis dórios até Perseu, filho de Danéia, sem incluir na mesma o deus, provando serem eles Gregos, pois desde os primeiros tempos já eram contados no número dos Gregos. Disse eu que a origem desses reis dórios remontava a Perseu, sem querer avançar mais, porquanto esse herói não tem pai mortal a quem se possa atribuir um sobrenome, como se dá com Anfitrião com relação a Hércules. Tenho, pois, razão para dizer até Perseu; mas se ao chegar a Danéia, filha de Acrísio, investigarmos os seus ancestrais, verificaremos que os chefes dórios são originários do Egito. É assim que os Gregos se referem à sua genealogia.

LIV[2]De acordo, porém, com as tradições dos Persas, Perseu era assírio, tornando-se grego depois, embora seus pais não o fossem. Concordam, assim, não existir nenhum parentesco entre Perseu e os ancestrais de Acrísio, egípcios segundo os Gregos. -- História VI. Heródoto

LXI — (…). Os Gregos davam-lhes, outrora, o nome de Cefenes, e seus vizinhos, o de Arteus. Perseu, filho de Júpiter e de Danéia, tendo ido à casa de Cefeu, filho de Belo, enamorou-se de Andrômeda, filha deste último, e desposou-a, tendo dela um filho que recebeu o nome de Perses. A criança permaneceu na companhia de Cefeu, e como este não tinha filhos varões, toda a nação tomou de Perses o nome que hoje possui. (…).

CCXX — (…) A resposta estava assim concebida em versos hexâmetros. “Cidadãos da vasta Esparta, ou vossa célebre cidade será destruída pelos descendentes de Perseu, ou toda a Lacedemônia chorará a morte de um rei descendente de Hércules. Nem a força dos touros nem a dos leões poderá sustentar o choque impetuoso do Persa, que tem o poderio de Júpiter. Não. Ninguém será capaz de resistir-lhe”. (…). História VII. Heródoto.

Assim sendo, se Perseu não era Persa tinha da Pérsia o nome e, segundo a tradição persa, Perseu era assírio mas segundo a tradição dos gregos referida por Heródoto, os persas eram descendentes de Perseu e da babilónica Adrómeda.

Perseu e Andrómeda viveram alegremente por muitos anos na ilha de Serifo, e tiveram uma descendência muito gloriosa. Tanto ele quanto sua amada Andrómeda foram levados ao céu por Zeus e transformados em constelações.

Perseu tem até em comum com este grupo de deusas o sufixo pher- dos deuses de transporte solar presente no nome de Perséfone e entre Teseu e o deus supremo dos hititas, Teshub pode ser esboçada a seguinte equação:

Te(os) Zeus < Teseu < Te-Shew < *Te-Xu-Wi > Teshub.

                  Resheph < Pher-Xu > Perseu.

                    Perseu < Pher Xu < Kar Kiku => *Kartu? literalmente «o deus solar cretense antepassado do que viria a ser o fenício Melkart»?

Afinal Perseu teria sido mais cretense do que argivo ou então, o nome que lhe foi posto disfarça mal a antiga dependência colonial dos micénios em relação a Creta.

 

Ver: PERSEFONE (***)

 

Em conclusão, para Ki º Kur => Teseu º Perseu e então:

Teseu/Ariadne º Perseu/Perséfone

Na verdade, Perseu só não é o parédro masculino de Perséfone por mera contingência política!

De facto, Ariadne, sendo Korê, era Perséfone / Porserpina.

Então:

Perse-

fone

< Fiona

< Waun

< «Cona»

> *Kurish-cona

Perse-

u

< Hu

< Wau

< «Cu» + An

> *Kuriscão

Na história infantil Fiona era a princesa guardada por um dragão como a aurora.

Fiona < Phiona < Kiauna < Ki-An > Wan > Benu, o pássaro da aurora.

                          > Phan > Pan.

Quer assim dizer que o mito de Korê e Perséfone não é senão uma das muitas variantes do mito da aurora.

De *Kuriscona derivaria o nome de Anfitrite, esposa taurina de Neptuno, o deus supremo da talassocracia de Creta que assim seria o mesmo que Min, ou o Minotauro.

Prosérpina < Phro-ish-*Herpina = Anfitrite + Hárpia.

Como era filha de Minos / Minotauro esta deusa seria também:

Min-*Herpina < Minervina = Minerva / Atena.

Perseu viria a dar ao género de crustáceos comestíveis de água salgada...

«Percebes» < Kur-ish –wu => Ker-Hippo

                      Kur-luki-wu > Lat. pollicipe < Phor-(lu-Ki)pu => «pólipo» < Lat. poly-pu < Gr. pólypous (< polýs, muito + poús, podós, pé).

Perseu teria então a forma dum «percebe» ou dum “cavalo-marinho”, como filho de Zeus / Neptuno que era, ou melhor, seria mesmo Pégaso, o “cavalo alado” de Ker, a Hárpia e Medusa, a deusa mãe *Kertu.

Da cabeça cortada da Medusa saíram dois seres fantásticos: o cavalo alado Pégasos e o gigante Crisaor, ambos filhos de Poseidon.

A relação de Hermes com Perseu explicará mais adiante a relação de Pégaso com o Pétaso deste deus. De resto, Hermes, que a cultura clássica transformou num mensageiro de Zeus por ser seu filho, ao emprestar as suas botas de sete léguas a este herói transformou-o miticamente em sim mesmo na forma dum cavalo alado que teria sido em tempos arcaicos porque, como Iscur, transportava o carro sol dos infernos para a luz do dia!

Perseu < Pherish-eu < Kur-      ish-eu

                                      Kur-ma-ish-eu > Prometeu ó Hermes.

 

ANDRÓMEDA

Andrómeda era filha de Cefeu, rei da Etiópia, e de Cassiopéia. Foi acorrentada num rochedo como sacrifício para o fim da destruição da Etiópia, causada por um monstro enviado por Poseidon. Fora libertada por Perseu, que a recebeu em casamento. – wikipedia.

Partiu com Perseu para Argos e, em seguida, para Tirinto, onde viveram por muito tempo, tendo vários filhos. É actualmente o nome de uma constelação. – wikipedia.

O mito de Andrómeda reporta-nos para o ciclo de Perseu e, portanto, para a época final da civilização micénica comprovando assim que seriam pratica corrente os sacrifícios humanos por meras razões de inveja política disfarçadas de superiores interessas comunitários porque permanecem obscuras as causas naturais que fariam desaparecer monstros que não fossem simplesmente imaginários, com simples sacrifícios cruentos, fossem eles ou não humanos!

No entanto, se bem que existam possibilidades de Perseu ter sido um herói lendário a verdade é, como uma das técnicas de memorização dos tempos arcaicos da oralidade estrita era a contextualizar a narrativa num enredo de módulos mítico que se reportavam a mitemas conhecidos em várias variantes.

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Figura 5: Perseu liberta Adrómeda depois de ter morto as Gorgonas. Mural romano. (Fresco de Pompeia desenhado por Raoul Rochette).

No caso Preseu com os pés alados era um óbvio mitema de Hermes na vertente etimológica de Prometeu. Por isso mesmo, era filho de Cefeu & Cassiopeia, ou seja,

Cefeu < Kephi-eu < Kaku-eu => Caco, o arcaico deus do fogo das terras subtropicais da Etiópia.

Cassiopei < Kaki-ophe-ia, lit. “a cobra Kakeia”, Caca, a esposa de caco.

O facto de, os antigos gregos, possivelmente por influência dos Egípcios, atribuírem aos Etíopes a origem dos deuses mais arcaicos, em relações etimológicas implícitas no próprios nome do Ponto, parece estar em relação com a própria antropologia humana que demonstra que o homo sapiens teria sido originário da região dos grandes lagos tendo saído de Africa atravessando a Etiópia para se espalhar pelo mundo.

Seu nome é a forma latinizada do Ἀνδρομέδα grego (Andromeda) ou Ἀνδρομέδη (Andromede): "governante dos homens", de ἀνήρ, ἀνδρός (Aner, Andros) "homem", e medon, "governante".[3]

        Prometeu < Phro-met-eu < Kur-Ma-at-eu

Andromeda < (An)-Thor-met-a < Kur-Ma-at-a => Artemisa.

De qualquer ou seja, parece que os sacrifícios humanos arcaicos eram todos patrocinados em nome de Tiamat / Artemisa e outras Virgens Mães e Sr.ª das cobras de que a Tanit cartaginesa foi a última representante, tal como Atena teria sido a primeira a reconverter-se em divina precursora da defesa da paz e dos “direitos do homem”!

Deste modo, este mito serve também para reforçar a suspeita generalizada de que existiam sacrifícios humanos na aparentemente tão pacífica e humanista civilização minóica porque de facto, os sacrifícios mais comuns seriam de estrangeiros uma vez que os naturais seriam apenas sacrificados por razões políticas como ficou demonstrado!

O ciclo de Perseu tem episódios que muitas vezes se confundem com idênticos do ciclo de Teseu e de Hércules. Com Teseu tem a semelhança estrutural do nome e a explícita genealogia micénica.

 

Ver: HÉRCULES LATINO (***)

 

No caminho de regresso, Perseu avistou Atlas, que sustentava a abobada celeste em suas costas, como punição por haver se juntado aos gigantes na luta contra Zeus, e sentiu pena do seu fardo. Voou próximo ao seu rosto e, tirando a cabeça da Medusa da sacola mágica, transformou o titã em pedra, para que não mais sentisse o peso que devia manter suspenso.

Perseu era o avô de Heracles, que se tornou um dos maiores heróis da antiguidade.

 



[1] XCI. The Egyptians shun using Greek customs, and (generally speaking) the customs of all other peoples as well. Yet, though the rest are wary of this, there is a great city called Khemmis, in the Theban district, near the New City. In this city is a square temple of Perseus son of Danae, in a grove of palm trees. Before this temple stand great stone columns; and at the entrance, two great stone statues. In the outer court there is a shrine with an image of Perseus standing in it. The people of this Khemmis say that Perseus is seen often up and down this land, and often within the temple, and that the sandal he wears, which is four feet long, keeps turning up, and that when it does turn up, all Egypt prospers. This is what they say; and their doings in honor of Perseus are Greek, inasmuch as they celebrate games that include every form of contest, and offer animals and cloaks and skins as prizes. [5] When I asked why Perseus appeared only to them, and why, unlike all other Egyptians, they celebrate games, they told me that Perseus was by lineage of their city; for Danaus and Lynceus, who travelled to Greece, were of Khemmis; and they traced descent from these down to Perseus. [6] They told how he came to Khemmis, too, when he came to Egypt for the reason alleged by the Greeks as well--namely, to bring the Gorgon's head from Libya--and recognized all his relatives; and how he had heard the name of Khemmis from his mother before he came to Egypt. It was at his bidding, they said, that they celebrated the games. --- Herodotus, The Histories, 2.91.1.

[2] LIV. Thus have I traced their lineage according to the Greek story; but the Persian tale is that Perseus himself was an Assyrian, and became a Greek, which his forebears had not been; the Persians say that the ancestors of Acrisius1 had no bond of kinship with Perseus, and they indeed were, as the Greeks say, Egyptians. Hdt. 6.54.

[3] Her name is the Latinized form of the Greek Ἀνδρομέδα (Androméda) or Ἀνδρομέδη (Andromédē): "ruler of men", from ἀνήρ, ἀνδρός (anēr, andrós) "man", and medon, "ruler".

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