sábado, 25 de maio de 2013

AS RUNAS SÃO ECOS “DOS POVOS DO MAR” NO NORTE DA EUROPA, por artur felisberto.

Definição

As Runas são sinais que representam homens, animais, partes do corpo humano, motivos de armas, símbolos solares, de transportes, de tempo, de sentimentos, etc... Surgiram nos países teutônicos, (Escandinávia, Alemanha), muito antes da aparição da escrita quando havia apenas a transmissão do conhecimento por via oral. -- A definição de RUNAS, Por: Miriam Carvalho - miriam@vidanova.com.

The Germanic Runes (the Futharc) are now thought to derive from the Northern Etruscan alphabet, a fact which supports the existence of a vast Etruscan trading network.[1]

Los vikingos no contaban con una cultura escrita en el sentido moderno de la palabra, puesto que no tenían libros, pero disponían de unos carácteres alfabéticos, la escritura rúnica, cuyas letras se llamaron runas. La inspiración tal vez haya llegado desde la región del Rhin. Las runas estaban compuestas de manera que podían ser grabadas, y en la época de los vikingos fueron grabadas en madera, hueso, metal y piedra. La escritura se había empleado en los Países Nórdicos varios siglos antes de la época vikinga, y las primeras inscripciones rúnicas que han sobrevivido se remontan a un par de siglos después de Cristo. Las runas no eran tampoco algo especialmente escandinavo. Varios pueblos germánicos las utilizaban para escribir: alemanes, godos, frisones y anglosajones, así como los pueblos norgermánicos, de los que descendían los vikingos. A juzgar por las muchas inscripciones tempranas, encontradas en un área bastante reducida, es de suponer que Dinamarca es la cuna de las runas (según la teoría del runólogo Erik Moltke). No había una única escritura: los detalles de los signos rúnicos variaban de una región a otra y de un siglo a otro. (...) Las primeras piedras rúnicas se levantaron en Noruega y Suecia y datan de 300-400. -- Embajada real de Dinamarca.

Latim

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Grego

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Futhark

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Fenício

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B

Meroita

 

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Futhark

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Fenício

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Meroita

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Fehu

clip_image004>clip_image005= F

Fehu is the vital current that is associated with fire. Originally, it referred to cattle or livestock, but it came to mean all the wordly and material goods that a person has as well as any less tangible skills or resources.

clip_image007Meaning: Cattle, livestock, by extension Wealth. Ideographic Meaning: Bovine Horns

Feoh (ganado) (f) representa las cualidades del ganado, lo doméstico y manso, lo servil, el espíritu débil, estúpido, torpe, para ser usados por los hombres libres. La forma de la runa es la cabeza cornuda de una vaca. Como el ganado es la riqueza del hombre antiguo, por añadidura es riqueza, servía para pagar deudas, entonces es el honor, es el poder regalar. En algún momento significó también esclavos. El poder del guerrero se media por su botín. En la magia se usó para el bien: aumentar la riqueza y el honor de alguien, o para el mal: aumentar su torpeza y cobardía, puede crear miedo y dependencia servil.[2]

Dan. Fejghed < Old. Engl. Feoh

                     < Fehu < *Pheku > Lat. Pecu > «pecúnio».

                                  > «fogo»

        «Pego < Fego» < *Pheku < *Keku < Cacu(s).

Germ. Vieh < «Vaca» < Beco» <*Keku > Wewu

> Lat. bovi(s) > Crec. Bou(os) > «Boi».

As equações etimológicas confirmam a semântica do nome da runa. A confirmação da natureza pictográfica original de Fehu implica uma mera rotação desta runa. A origem parece cretense e anterior ao alfabeto latino uma vez que em latim *pheco já era pecu.

A Dinamarca parece ter conservado a etimologia do termo «Fejghed»

< Engl. Caward, lit. «boi-homem» > «cobarde».

Esta runa tem quase tudo a ver com o F latino, mas poderia parecer que nada teria a ver com a equivalente grega f, nem com o f  fenício. O f mais se parece com um P do que com um F, e poderá ser uma das razões porque muitos termos com som ph em grego passaram a P latino. No entanto, pode ter sido a corrupção da curvatura lateral direita do P que permitiu a concepção gráfica do F. Assim, a origem de todos estes sinais teria sido algo próximo do f de *Pheku, que, então, teria sido o pictograma da cabeça duma vaca com cornos horizontais

 

Uruz

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Meaning: Aurochs, Drizzle, and Rain cycl. Ideographic Meaning: = Horns of the Aurochs. Uruz, is the vital aspect of life. The bio-energetic current that suffuses all living things.

Ur (toro) (u): El ur o uro es una especie de toro extinguido fuerte ágil y agresivo, no domesticable, cazarlo era un alto honor, sus cuernos se exhibían como trofeos y usaban como adorno en los cascos y como vaso para beber, adornado con plata. Ur significa las cualidades del animal, potencia masculina, fortaleza, agilidad, resistencia, libertad, audacia, valor. Es potencia sexual, su forma es un cuerno o un falo erécto. La magia de ur se usa para infundir resolución y coraje, para aumentar la virilidad, indirectamente como amenaza. También es Audhumia, la gran vaca que dio forma a Búri, el andrógino primario, y fuente de subsistencia de Ymir, el gigante cósmico. Es la fuerza formuladora y formadora del multiverso. Es el diseño no manifiesto de la materia. Es sabiduría, saber tradicional. El eterno depósito del diseño arquetípico.

                                      > Auraush > Auroch.

Uruz < Sumer Urash < Ur-ush, lit. «filho de Ur(ano)» < Uru, o boi animal selvagem  > Ur.

                Crono ó Kauran > «corno» > Engl. horn.

Búri < Wur < Kur

ó *Urki < Aurki + *Kaumi > Audhumia > «Eufemia».

Formalmente é apenas um U (u) latino invertido que mantém os dois cornos do touro no alfabeto grego com idêntico valor fonético como U (u) e o  U  fenício. Interessante é dar conta que o meroita U = u

A relação desta runa com o chuvisco decorre da mística dos deuses taurinos enquanto deuses «manda-chuva» da fertilidade primaveril que seriam particularmente adorados nos alvores da revolução agrícola; que deu origem às migrações que estão por detrás dos movimentos dos povos bárbaros antigos.

 

 

Thurisaz

Tawrich = The personification of hunger. She is a Daeva. Her eternal opponent is Haurvatat. clip_image012

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Meaning: Thorn = Giant (Þurs) , Strong

 

Figura 1: Martelo de Tor ou Thorn, a arma com que este deus da chuva comandava os «tornados» e as «tormentas.»

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alfa (a)

Bigorna?

Thorn

Thurisaz is power below the level of the conscious. It is as sociated with Mjöllnir, the hammer of Thorr and represents the natural force of lightning and thunder.

Thorn (mal) (th), Es el nombre de un gigante perverso, se traduce como demonio, es un diente o una garra, o una espina, da la idea de dolor o lucha. Es una fuerza maléfica, el poder del caos destructivo. Es el martillo de Thor (Mjöllnir), protectora de Midhgardhr y Ásgardhr. Contiene la polaridad vida-muerte, es regeneración. Se usa en magia para defensa, destrucción de enemigos, magia de amor. Es contenedora de la polaridad vida-muerte. de regeneración y fertilización. Fuerza fálica del cosmos. Es Loki como deidad, color naranja, metal estaño, un martillo, el roble, y como piedra el jaspe.

Thurisaz < Tawrich-ash, lit. “os cornos,

enquanto vergônteas (ash) ou de Iscur”.

Esta runa poderia corresponder ao memo pictograma em forma de bucrâneo que deu origem ao alfa (a) grego e que correspondia ao alef (a) fenício que parece ter o significado boi. Como nenhum destes animais começava pelo fonema «a» nos falares nórdicos, ou nos dialectos egeus que falavam os colonos que emigraram para as regiões nórdicas nos tempos dos “povos do mar” esta runa ficou a meio caminho entre o a e a runa Ansuz.

No entanto, é possível que para os nórdicos tenha sido sempre não tanto o martelo ou “espeto de pau em casa de ferreiro” (Thorn) mas a «bigorna» de Tor, porque deste recebe o som criador inicial.

De facto, o martelo de Tor que esta runa significa era o machado duplo dos cultos taurinos cretenses que seria então literalmente uma machado de abate e desmancha de touros e vacas.

Com a mesma arte de ferreiros e caldeireiros está relacionado o termo «torno» de ferreiro.

Engl. Hammer < Ka-mer = Mer-ka < Fenic. Melkart > Mar-*Kertu

Como se prova que *Kertu ó Tellus, então:

                       Mar-*Kertu = *Mar-Tellu.

«Martelo» < Lat. Martellu = *Mar-Tellu, lit. «a tala de pedra de Marte»!

 

Ver: TALO (***) & *KERTU

 

«Bigorna» • (< Lat. bicorna), s. f. peça de ferro, com o corpo central quadrangular e as extremidades cónicas ou piramidais, sobre a qual se batem e amoldam metais.

«Torno» • (Lat. tornu < Gr. tórnos, m. s.), s. m. aparelho utilizado para fabrico de peças de revolução;

É sabida a particular fascinação que as artes de ferreiro exerceram sobre os povos bárbaros centro-europeias desde os alvores da idade do ferro que parece ter sido particularmente impulsionada por eles ao ponto de chegar a aparecer que os movimentos bárbaros antigos resultaram duma mística cultural colectiva impulsionada por «caldeireiros» militantes, fervorosos adoradores de Vulcano e de vários deuses ferreiros e infernais, tal como o deus neo-hitita solar Caldis!

 

Ver: SOL (***)

 

TOR

Num poema em Islandês arcaico Tor, casado com uma gigante parece ter sido Saturno, ou seja Crono > Thorn.

 

Þurs er kvenna kvöl

ok kletta búi

ok varðrúnar verr.

Saturnus þengill.

 

 

Giant torture of women

and cliff-dweller

and husband

of a giantess

O cutelo de seixo com que o deus grego Crono separou Geia de Urano apresenta uma evidente relação semântica com o martelo de Thor, deus que assim fica relacionado com o gigante grego que teve em Saturno o equivalente latino. Sendo assim, o nome dos gigantes nórdicos Þurs deriva etimologicamente de Thor porque este foi, como Crono e Saturno o gigante filho de Urano.

                                                                  > Thors > Thorr.

Thurisaz < Thaurish + ash > Thauris > Þurs.

Que isto dizer que Thor não era Crono mas o equivalente jupiteriano de Marduque, o campeão que combateu os titãs da Deusa Mãe. Sendo assim, o nome original mais de acordo com esta posição de neto do deus do céu teria sido mesmo Thurisaz. Mas, com as voltas e reviravoltas da cultura oral a que a mitologia esteve condicionada e bem possível que Tor, o campeão dos deuses, tenha sido a forma etimologicamente elíptica do nome de Hércules, também este, um deus caceteiro e suspeito de ter sido em tempos arcaicos um deus supremo e “manda-chuva”, das tempestades, da guerra e da virilidade taurina!

Como se viu antes, tanto em Inglês como em latim os martelos tiveram tanto a ver com Marte como com Melkarte que, por meio do Mercoles espanhol eram apenas variantes de Hércules. Também não se compreendem facilmente as razões que levaram os latinos a confundir Odin com Mercúrio (nem alias este com Hermes, visto que, de acordo com a versão ibérica Mercoles, era sobretudo aparentado com Melkart, e por isso mais próximo de Hércules!), a menos que tenha sido pelo seu lado enquiano.

Thorr é chamado também Veurr (o sacerdote ou Santo Guardião) e Vingthorr (Thorr o que consagra). De facto, o martelo de Thorr ou o seu sinal era usado para consagrar um lugar ou uma coisa.[3]

clip_image019[1]

Figura 2: representação barroca dos raios de Zeus numa moeda grega. A simetria vertical deste símbolo que desabrocha como uma flor no meio das «tor-mentas» tanto pode derivar de “dois pares de cornos” como do duplo machado da deusa mãe cretense herdado por Hefesto.

Thursday is named for him and he was associated by the Romans with Jupiter. Donar was an early version of Thor among the early Germans. The anglo-saxons worshiped a thunder god named Thunor.

Thór, Þórr, Thunar, Donar, Donner: The best loved and along with Óðin, is the best known. The friend of men and the warder of Miðgarð. He is the son of Óðin and Earth (< Erda < Jörð), member of the Aesir and sometimes appears as a young man with a red beard and sometimes as an old man with white beard. He is a God of battle, strength, and Smiths. He represents social order and the spirit of the law, and in ancient times was seen as the warder against the eastern cult of Christianity.

«Tormenta» < Lat. tormenta, pl. de tormentu <

Tor-Mentu, lit. O touro Mentu ou seja, o Minotauro.

A quinta-feira era dia do sacerdócio por ser o dia de Júpiter, o divino sumo-sacerdote! Quem consagra é sacerdote. Sacerdote teria sido Hércules que andava sempre com a pele de felino, típica dos sumos-sacerdotes orientais, particularmente semitas. Vingthorr parece-se demasiado com «vingador» para não estar relacionado com as funções de justiceiro que este deus também era, tal como Hércules foi. Weurr é seguramente uma variante fonética evolutiva de Tor que deixa a descoberto a hipótese de este deus ter tido também funções marciais em épocas mais antigas.

Então, começa a suspeitar-se que estes deuses podem ter evoluído a partir da deificação dos relâmpagos enquanto arma de guerra preferida do deus supremo.

Sharur: Personified weapon of Ninurta/Ningirsu, a lesser god, probably represented as a mace.

Sharur < Kar-hur < *Kur-Kurish => Hércules.

                   Thorr ó Wer-hur, lit. «Wer, o guerreiro» > Weurr.

Os equívocos que impedem ver mais claro nestas analogias deriva do facto de os latinos terem confundido as funções de «manda-chuva» de Tor com as de Júpiter, quando se sabe que, no panteão nórdico, era Odin o deus supremo significando isso que estas funções não andavam sempre juntas nem eram exclusivas do deus dos deuses! Neste aspecto, o panteão nórdico é parecido com o caldeu onde quem tinha estas funções era Escur / Adad e não Enlil / Enki.

Thor's names: Asa-Thor, Ása-Thór, Donar, Donner, Thorr, Thór, Thunder, Tor, Þor

Thor's Day:

English: Thurs-day, Thunder-day

Old English: Thures-dæg, Thurs-dæg, Thunres-dæg

German: Donner-stag

Old High German: Donares-tac

Dutch: Donder-dag

Danish, Norwegian, Swedish: Tors-dag

Faroese: Tórs-dagur (local); s-dagur

Old Icelandic, Old Norse: Þórs-dagr

Tórs < Tors < Þórs < Thurs < Thures <

                               Hós < Hó®s > Horus.

                                       < Kurish = Iscur > Ása-Thór.

Sharur < Kar-hur < *Kur-Kurish > Grec. Herkales > Lat. Hércules.

Ø    Tharur > Thaurr > Thorr > Tor.

Ø                               > «Torre».

Assim, enquanto Tor, este deus era equivalente de Escur caldeu e de Horus egípcio o que permite suspeitar que o panteão nórdico era correlativo destes e que se separou do panteão clássico antes da época das trevas e da confusão mítica posterior à reforma do panteão hitita por Tudália IV que levou às convulsões políticas que determinaram o fenómeno “dos povos do mar”, a lenda da guerra de Tróia e o colapso súbita de Hatusa, capital do império hitita.

Se as funções de Iscur se confundem frequentemente com as de Enki, o mesmo se passa entre Tor e Odin.

  Thunar = Thun-her ó Tun-ish => Tunis > Adonis > Dionísio.

Thunder < Thun-her < Ki-An-Kur > Don-ner > Donar

                                        Ki-An-Kur = Ki-Kur-An > *Kaphur-an >

                                                            > *Kauran > Crono.

Ao fazerem uma tradução superficial da cultura nórdica, supuseram que a soberania de Odin era tão simbólica como a de Saturno e, possivelmente não se enganaram muito neste aspecto porque na mitologia nórdica Odin ainda era como o deus Saturno dos antigos itálicos e cretenses, o deus supremo da idade de ouro, o que confirma a hipótese de os nórdicos serem o resultado duma antiga colonização levada a cabo pela talassocracia cretense!

In Germanic religion, Odin is the supreme god. His cult, although widespread among the Germanic tribes, was sometimes subordinated to that of his son Thor.

 

Ver: ODIN (***)

 

Ansuz

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Ansuz is associated with Oðin and represents the ecstasy of contact with the numinous. It is the rune of spiritual knowledge and wisdom.

clip_image024Meaning: Ancestral God, Breath, Wind. Ideographic Meaning: The windblown cloak of Odhinn.

Ansuz (dios) (a): Es instrumental para la creación de la humanidad. Es el doble regalo de Odin, Hoenir y Lodur (triple aspecto de Odin) al primer hombre Askr y a la primera mujer Embla, estos regalos eran el önd (aliento espiritual, dador de vida) y ödhr ( actividad mental inspirada). Es receptor, contenedor y transformador del poder espiritual y del conocimiento numínico. Es Odin mismo, color blanco, metal mercurio, una lanza, el fresno y el diamante. Es la runa de la palabra, de la poesía y conjuros mágicos (galdr), expresión de fuerza mágica. Por medio de esta runa se puede recobrar la consciencia del lazo entre los dioses ancestrales y sus pueblos. Encarna los misterios tanáticos de los AEsir. En magia, se usa para aumentar los poderes de clarividencia, para sugestión e hipnósis, adquirir sabiduría.

«Anjo» < Ansuz < Anzu, o pássaro de transporte Odin, como a águia era de Zeus / Júpiter, ou a capa de penas que o protege dos ventos gélidos do norte e que já era a pomba do Espírito Santo da sabedoria de Enki!

O pictograma A é possivelmente um pássaro estilizado com duas asas, uma asa de ave ou uma pena. De qualquer modo a relação com o vento é óbvia tal como com o sopro inspirativo do divino espírito santo! Porém, como as letras gregas e fenícias equivalentes deste som era o alfa (a) e o alef  (A simétrico do k, ) podemos aceitar perfeitamente que a forma pictográfica da runa ansuz, se não deriva desta, pelo menos sofreu a sua influência.

 

Ver: ANZU (***)

 

Raidho

clip_image026>clip_image027= R

Raidh, Wagon, Ride, Riding, Charioto is the rhythm and natural order of the multi-verse. It represents travel, especially on the spiritual path that leads to self-knowledge.

Rad o Raido (ca-bal-gar) (r) clip_image029: El carro de Thor. Es la ley cósmica del orden legítimo y arquetípico del multiverso. Es el misterio de la ley divina que se manifiesta en la humanidad. Símbolo de la religión organizada o Asatrú, la antigua religión nórdica, que expresaba una mezcla equilibrada de religión, magia y ley. Orden correcto de las energías, conduce a los iniciados a través de los caminos de los nueve mundos de Yggdrasill . Rito, danza, ritmo, los ciclos de los planetas, de la luna de las estaciones, de lo cósmico.

Old Engl. Rad.Old Norw. Ræið. Old Icel. Ræsir.

Rad.< Ræið. < Raidho < Radiu < Ra-thiu, lit. «deus Ra»

< Uratu < Urash > Fenic. Resh. ó Resheph.

Tal como na semântica mítica de Uruz e Thurisaz voltamos a encontrar a mística dos cultos solares, neste caso relacionado com o “carro do sol”.

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Figura 3: Carro do culto nórdico do sol, de Trundholm na Dinamarca.

De facto o R corresponde à silhueta muito estilizada dum carro hitita de rodas de ferro que fez a sua aparição triunfal na histórica a batalha de Kadesh marcando o início da “idade do ferro”. Relacionado com o carro Raidho tem semelhanças fonéticas com os «raios» e as «rodas» dos carros que seriam o próprio disco solar.

Sharur > Karur > Lat. carru, s. m. veículo de rodas. > «carro».

                             =Kar-hur º Iscur = Kur-isho > Ur-ito º Ra-Uto

                                                                                           ó Raidho.

Quer dizer que os nórdicos ou confundiram as rodas com o carro ou fizeram derivar a etimologia do seu termo para carro Raidho de Ra-Uto, lit. «Uto. O sol e filho do céu claro que era Ur(ano)

.

Kenaz

clip_image032>clip_image033ó K< clip_image035

Torch, Sore or Boil, Swelling. Kenaz is the controlled fire of man, represented by the torch and forge.

KEN (antorcha) (k)clip_image037 : Es la regeneración a través del fuego y el sacrificio. El fuego controlado por el hombre, de la creación, del hogar, de la forja. Asa la carne del animal sacrificado y la transforma en sagrada. Es la runa del artista y del artesano, es el aspecto técnico de la magia, encarna el conocimiento y sabiduría. Es pasión, deseo, amor sexual humano, es la raíz emocional del hombre. Contiene muchos aspectos de Freyja, la diosa. Comunica con los ancestros. Es ver, reconocer.

Old Engl: Cen. < Old Norw: Kaun = úlcera = ferida viva

(de «amor que arde sem se ver»!) > ardor = fogo aceso! < *ka-ken

«Acender > Lat. accendere < *ka-ken-ter

«Tenaz», que controla o fogo do ferreiro < Lat. tenace < then-ash

< Ken-az < Kian-ash, lit. «a filho do monte Sião» > o vulcão > a tocha

> a forja de ferreiro!

Este símbolo pode ter sido o pictograma de uma «tenaz» que, na sua forma mais arcaica, seria apenas uma pinça formada por uma haste de ferro, dobrado em «ele», com que se domina o fogo das forjas. Se estivermos perante uma simplificação pictográfica, poderia ser o cabo duma verdadeira tenaz ou as pegas dum fole de forja. Nalgumas versões chega mesmo a ter a forma duma forquilha, k, ou “espeto de pau em casa de ferreiro” e, então, ele também parecido com o k  minúsculo fenício (k). Quer isto dizer que, na eterna e difícil busca do sentido, ora é o signo que se adapta a este, ora acontece o inverso!

Se a razão do pictograma é a imagem feérica e arcaica do fogo vulcânico, seria sobretudo com o K grego que o pictograma original se pareceria visto ter derivado do kaph (K), de que o signo K é a simetria horizontal.

Sumer. Apa (= pai) < Hapa < K(apa) < fenic. Kaph (K > k ) < Kaki

< Cacu, o misterioso e arcaico deus itálico do fogo vulcânico!

 

Gebo.

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Gebo. Gift, Hospitality, Crossing of Two Beams, Gallows. Gebo is the rune of reciprocity that is expressed in the relationship that the Old Germanic peoples had with their deities. It is the rune of sacrifice and giving to a higher purpose. The gestalt.

Ideographic Meaning: Crossing of Two Beams, Gallows.

Gyfu (regalo) (g) clip_image040: Representa a Dios, es decir, la fuerza mágica que está presente en Ginnungagap (vacío mágicamente cargado, antes de la formación de los mundos). Es el donante, lo dado, el dar, y el que recibe lo dado une personas entre si. Unión física entre dos personas generando una fuerza creativa, es magia sexual. Se usa en magia chamánica.

Ginnungagap era o mesmo que o ma primordial de Tiamat. Sendo assim Ginnungagap deve ter sido aquilo a que ressoa.

Engl. Gift < Gyfu < Gebo, o deus egípcio da terra

< Kiw < Ki-Ki, lit. «as duas terras ou o duplo horizonte»

ó Geia < Kiw > Kiw-el > Cíbele.

Assim sendo, este sinal pode ter sido o deus Gebo segurando o céu com as pernas e as mãos abertas facilitando o apoio do deus e a sustentação do céu! O pictograma pode ser uma «vagina duplicata em simetria vertical», duas cobras entrelaçadas numa cópula mística, um monte vulcânico como alusão à dupla montanha da aurora, dois troncos de lenha cruzados significando o «ashera» canaanita, ou o resultado de todas estas analogias simbólicas! As cobras entrelaçadas eram o caduceu, sinal suficiente mágico para ter sido a origem deste símbolo.

É idêntico ao X latino e grego. Embora com sons diferentes nas runas, no alfabeto latino e grego tiveram sonoridades próximas. Ch em latim, C de «quá-quá». Ora, o som Q > X era escrito em grego Q > X, um óbvio colo uterino para um ginecologista.

A persistência do mesmo desenho só pode significar o seu arcaísmo, ou seja a sua relação com um símbolo mágico anterior à própria escrita cuneiforme! Até aqui é o único pictograma que não aparece rodado, seguramente em resultado de não poderia ser disfarçado devido à sua simetria ou significado tão óbvio que não poderia ser escondido de ninguém!

 

Wunjo

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Wunjo = Like a Clan or Tribal Banner. Wunjo is the rune of harmony, well-being and fellowship. It represents the communitas that holds a group together and gives it a sense of group-self. Phoenetic Value: W or V. Joy, Pleasure, Hope. Old Engl: Wen

Wyn (gloria) (W) clip_image043: Clan, Tribu, unión de individuos de raíz común. Las sociedades primitivas se unían en clanes en un todo armonioso. Felicidad, bienestar unidad, elimina la alienación. Armonía de dicho clan, su poder es la promoción del compañerismo. En magia une otras fuerzas o runas.

             < Kon-Chu ó Egipt. Konso.

Wunjo < Win ij < Ven-ish > Vénus, a deusa gentílica dos latinos.

Clã < Clan < Kulan < Kur-an º Kian-ish > Lat. Gens.

Sendo uma referência ao monte Sião é aceitável que o W latino seja a evolução invertida da dupla montanha da aurora.

De facto, o signo W em fenício, na forma maiúscula, W, era pictograficamente uma espécie da cadeia montanhosa.

Na forma minúscula era w   > w, minúsculo > w >  o W ómega grego maiúsculo que tem a forma da runa Peredhro, ou seja um pictograma que é o compromisso gráfico entre uma vagina e a dupla montanha, estilizados ao máximo. Então, o Wunjo pode ter começado como dupla montanha acabando por ser o «triângulo invertido» da zona púbica feminina com um traço inferior a representar a linha de entre-coxas, do pictograma como X do linear-b ou um antepassado da runa Z ou o Y.

No entanto, a distorção deste símbolo pode ter acabado por faze-lo parecido com uma ban-deira (> engl. Banner), símbolo do Clã com o P de pavilhão, facto que terá sido a razão que levou à sua transformação num signo parecido com o P de pavilhão haúlico!

 

Naudhiz

clip_image045 > clip_image047 > (Ugarit. T) clip_image049 > (Ugarit. H)H => clip_image050

Meaning: Needfire, Necessity. Bore and Bow, the need-fire generated by friction. Old Engl: Nyd. Old Norw: Nauðr Phoenetic Value: N clip_image052.

Naudhiz < Nau | < Anu -| thishu < Kiash > *Phiat > Phta > Pot-.

      Nebo < New > Neku < Enki.

A cruz foi o símbolo de Anu. No entanto, este sinal não tem correspondência clara noutros alfabetos antigos com o valor fonético de N, nomeadamente no grego e no fenício.

Em ugarítico já tinha o som e a forma dum T (T).

Porém, é bom não esquecer que no Egipto Anu terá sino Nu, ou Nun, o deus das águas primordiais, com nome começado pelo fonema n de que derivaram os nomes de Neptuno, Nereu, Nilo, etc. Esta inversão de Anu > Nu/Ni deve ter começado em épocas muito recuadas porque já acontecia na nomenclatura suméria em termo como Nin, Nergal, etc.

Sendo assim é aceitável que, contra o que seria de esperar, o alfabeto fenício foi beber a inspiração para o signo N à letra equivalente do alfabeto meroita N, pictograma explícito da superfície ondulada do mar ou dum rio como o Nilo e que, por sua vez, já era uma evolução do hieróglifo clip_image053 para Nu, enquanto deus das aguas primordiais, de que deriva o demótico N > fenício. Quer então dizer que o N greco-latino herdou o som da tradição mesopotâmica e egípcia e o pictograma em forma de ondulação da tradição egípcia? Talvez.

Fica no entanto por explicar a razão pela qual a cruz aparece com o som N na Etrúria e depois nas runas.

Ora, já na escrita ugarítica a cruz de Anu (H) tinha o som do H e o som T era um tau (T) No entanto a relação da escrita cuneiforme com a fonética fenícia ou é fortuita ou deve ter-se ficado pelo tau, que sempre foi considerada uma letra intocável e quanto muito (e com alguma boa vontade) pode ter influenciado a forma do C (c)e do E (E).

Sendo Tin / Odin o nome do deus supremo etrusco (e este uma forma de Enki), natural seria que, os seus adoradores tivessem substituído lentamente o n da tradição fonética mesopotâmica e egípcia pelo som do tau que ainda persistia na tradição ugarítica com a carga de tabu própria dos deuses supremos, que bem se adequava, na forma e na semântica, à sua própria mitologia.

Tudo isto leva a pensar que foi no alfabeto etrusco que tudo começou? De modo algum, porque o tau já era no alfabeto fenício um t (> T de que derivou o x latino por Xi < Ki, por equívoco semântica com o tau de Tanit?) E é tão antigo como o alfabeto fenício e a letra hebraica da lei.

Assim, esta pode ser a razão pela qual a forma intocável do tau determinou na runa Naudhiz o som sagrado do clip_image055 om” tântrico da mesma tradição mesopotâmica e egípcia, mas agora, com a exclusiva tradição pictográfica mesopotâmica por via ugarítica, herdade apenas pelo alfabeto etrusco!

 

Ver: ANU (***)

 

Obviamente que tudo isto é pura conjectura que tem por único ponto de apoio a lógica duma reconstrução coerente das distorções na transmição informativa entre as culturas históricas antigas. Porém, este método de restauro do tecido histórico pela lógica do puzzle tem dado sistematicamente resultados positivos na busca dos invariáveis da história, subjacentes à necessidade de congruência implícita em toda a transmição informativa, que, afinal, a história cultural é!

 

Isa

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Isa is the rune of Ice. It represents stillness and antimatter and the quiet place that one arrives at when all distractions are eliminated. Meaning: Ice Ideographic Meaning: Icicle Phoenetic Value: I .clip_image058

Isa < Isha, lit. “a filha” e “Branca de Neve” > Isis.

Do I apenas se pode dizer que ele tinha no alfabeto fenício a forma i próxima da runa Eihwaz rodada em simetria horizontal, seguramente como equívoco com a runa Elvaz.

 

Jera

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Dynamic Rotation of Seasons Jera represents the cyclical flow of nature in the turn of the seasons and the life stages of humankind. Phoenetic Value: J or Y. clip_image061 Meaning: Year, Harvest.

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Figura 4: Uróboro.

Este sinal é pictograma da cópula entre duas cobras presente no caduceu. Variantes mais elaboradas deste pictograma são «as gregas» e a suástica. No alfabeto fenício tem a forma do “ollho do cu” J que se poderia parecer com a “roda da fortuna” mas que seria uma mera estilização do mesmo mitema do caduceu, o hierogamos ofídio primordial ou o uróboro que muitas vezes represente duas cobras que se copulam mordendo-se pela cauda

Quer então dizer o ideograma do som J andou associado com o semantema do movimento «giratório» mas o seu pictograma nunca foi uniforme. Este pictograma pode ser uma forma simplificada da suástica.

«Gira» < Jera < Pher- > Wer <= Kar.

 

Eihwaz

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Phoenetic Value: clip_image065 EI as GR: ëaut; World Tree Yggdrasill. Eihwaz is the yew rune and is asociated with the central axis of the World Tree. It represents the vertical connection between heaven, earth and underworld. Old Engl: yew. Old Norw: Ýr

                              Eihwaz < Aishuas > Ashu-ish > Axis (mundi)

«Ei(xo)» < Gr: ëaut < *Kiwat < At-at < Ashu-ish < Ki-Chu,

lit. “filha da terra”!                                + Ra < Ashera.

Sendo um ditongo não tem, naturalmente correspondência noutros alfabetos. A sua persistência nas runas deve ter sido determinada pela grande importância mística do mitema da “árvore da vida”. Se esta runa fosse a própria Áshera teria sido, com muito mais propriedade, a runa Elvaz, Z.

Sendo apenas o tronco desta árvore, o seu pictograma teria que ter a forma de um toro ou de uma coluna com base e capitel como um I de que esta runa será, de certo modo, a deturpação! Esta conjectura faz-nos pensar no Djed egípcio!

Figura 5: Djed.

O Djed é um símbolo egípcio que é descrito como uma coluna com uma base ampla e capital. Na parte superior da coluna, o capital é dividido por quatro barras paralelas. A imagem foi interpretada de várias maneiras. Diz-se ser:

quatro pilares, vistos uns atrás dos outros;

a espinha dorsal humana ou de de Osíris,

um cedro sírio com os ramos cortados;

o pau em volta do qual seriam amarrados quarto molhos de cereal.[4]

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A primeira conjectura faz pouco sentido porque a perspectiva só foi descoberta na Renascença e estava completamente fora das conjecturas formais da iconografia egípcia! Estranho seria que os intelectuais Egípcios (os sacerdotes) tivessem ficado fascinados com a visão duma colunata em perspectiva e deste fenómeno só tivessem reparado nos capitéis que, obviamente, seriam mais difíceis de ver do que as bases, por quem observava do chão as altíssimas colunas dos templos e monumentos egípcios!

A segunda é quase seguramente uma interpolação secundária relacionada com a hegemonia do culto de Osíris.

A terceira é a mais plausível mas, seguramente, no contexto mítico mais universal da “árvore da vida” que para os egípcios parecia ser o cedro, de folha perene como os ciprestes, o guardião da vida dos cemitérios!

 

Ver: HULLUPU DE INANA (***)

 

A quarta é demasiado prosaica para ser atendível como causa de sentido quando seria teria, quanto muito, adquirido sentido a partir de outro mitema que não está muito claro no Djed .

Claro que o djed parece ter pouco a ver foneticamente com o I. Porém, como a semântica e o sentido são do domínio da ideologia onde tudo o que parece é, em casos como este há que suspeitar sempre duma qualquer distorção fonética ocorrida no caminho. Ora, os egípcios habitualmente bem informados sobre estas coisas não devem ter invocado os cedros em vão com cuja madeira se faziam as sacrossantas barcas solares. Pois bem, é possível que o Djed enquanto mitema já não tivesse significado próprio em egípcio, pois doutro modo não existira nenhum mistério em volta deste símbolo. Afinal, o termo pode ter sido importado da fenícia com os troncos de cedro e ter significado isso mesmo “tronco de cedro” ou iode, nome do I que em fenício tinha o nome duma arma, um varapau afiado ou uma forquilha.

Em português o J é ainda uma das pouca letras a ter nome próprio, por acaso (so por acaso?) «jota»!

Djed < jed < *yed < iode!

             «Jota» < Gr. iôta < hiaut < *Kiwat > *iuat > Gr: ëaut.

                                                       > Heiwash > Eihwaz.

Claro que o Djed não é palavra homófona do nome da runa Eihwaz. Sabendo-se que J, Y, I são letras inter-permutáveis em quase todas as línguas, somos obrigados a concluir que estamos perante uma equação cujas probabilidades são quase uma certeza!

De resto, para o estudo comparado da mitologia bastaria que tenham elos étmicos comuns, como parecem ter por meio do Gr: ëaut.

Depois, acresce ainda que no alfabeto etrusco esta deturpação terminou no z porque o som equivalente seria o Gr: ëaut < aut < at < ash > az.

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Do I de Isa as runas herdaram o primeiro som (i) e o alfabeto etrusco e latino o segundo (z)? Que que uma constatação destas dizer? Que o nome das runas é anterior aos próprios nórdicos e deve ser tão arcaica quanto a mitologia que lhe subjaz!

 

Perdhro

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Ideographic Meaning: Dice Cup, Vagina, Womb. Perdro is the rune of Orlog (Destiny) or karma. The shape suggests the dice cup used in gambling and alludes to the forces that set the framework for our lives. Old Engl: Peorth. Phoenetic Value: P clip_image072.

Perdhro tem um significado bastante complexo, mas geralmente contém a idéia do desfecho de alguma coisa desconhecida, oculta, mas que vira luz. Esta Runa também pode referir-se a qualquer segredo que o consulente esteja mantendo dentro de si. Perdhro está associada também a um copo para jogar dados. Os teutões tinham por hábito jogar dados, não simplesmente como um jogo, mas principalmente como adivinhação, sendo então apropriada essa tradução para a Runa. O planeta regente desta Runa é Marte, o qual indica fortes paixões e algumas vezes impulso sexual.

Old Engl: Peorth < *Kaurtu > Phortu(mno) + Una > Fortuna.

      «Caldeiro» < Cal-ther < Kar + ter > Pher-thre (> «féretro»

= urna ) > Per-dhro.

Sendo regida por Marte esta runa seria masculina e então, Portumno, o equivalente romano da fortuna. E pictograficamente o equivalente do P fenício e do P grego mas na forma horizontal de “copo entornado”! Sendo assim o Perdhro seria o nome do caldeirão das bruxas nórdicas.

 

Elhaz

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Figura 6: arcaica Deusa Mãe do Nilo.

clip_image075 Elhaz. is the elk rune and symbolizes protection, sanctity, and the striving of humankind for spiritual growth and attainment.

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Figura 7: caracteres ibéricos.

Phoenetic Value: Z.clip_image079 Meaning: Elk, Swan, Bow. Ideographic Meaning: Horns of Elk, Tree Branch, Splayed Hand.

Os caracteres ibéricos acima representados parecem indiciar uma forma evolutiva relativamente coerente que teria começado num signo pictográfico que representaria os cornos de um alce ou elfo e teria terminado num pictograma vaginal. O segundo pictograma ibérico chega mesmo a parecer-se com a parte superior do símbolo de Tanit. Quer isto dizer que, se podermos estabelecer o elo semântico entre o elfo e a deusa mãe acabaremos por entender a origem evolutiva desta runa que assim confirmaria a origem ibérica dos povos nórdicos, a par de origem idêntica dos povos celtas das ilhas britânicas e irlandesas.

De facto, este sinal aparece em muitos e variados alfabetos sempre com som semelhante.

No etrusco e antigo marselhês soa a kh, no berbere tem posição deitada e o som t, aparece no ibérico Messapico como ch, no magiar como sz, no Uyghur como ci e corresponde seguramente ao Y (psi) grego e quase que poderia corresponder ao e do linear-b que até teve ali o som «e» do início de Elhaz. Esta runa terá tido no signo fenício w  a forma elementar duma vagina com o som w ou sh.

Corresponde seguramente a um arcaico sinal relacionado com a “deusa mãe” podendo ser tanto uma orante com as mãos levantadas para o céu como uma muito mais sugestiva, mas apenas sugerida, vagina estilizada.

Pois bem, por estranha coincidência, o nome desta runa é Elhaz, o que sugere ter tido outrora o som E, e ser portanto de origem cretense!

Elk-ash < Elhaz < El-Hash < Helat > At-her > Ashera.

Em grego o X reporta-se ao Quiasma da deusa mãe enquanto troncos de lenha cruzados numa fogueira!

Como se viu a propósito da runa do «axis mundi» que era Eihwaz, esta era o tronco da “árvore da vida” que era a deusa Ashera, o Yggdrasil, que teve o nome da runa Elhaz.

 

Sowilo

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Phoenetic Value: S clip_image082. Meaning: Sun. Ideographic Meaning: Solar Wheel, Thunderbolt. Sowilo is the rune of the sun, which is feminine in the Old Germanic concept.

It is associated with the sublte-body energy nexi known as chakras. It is the spriitual force that guides the aspirant towards the goal.

           *Kauphiro > Shauwilo => Jarilo.

«Sovela» < Sowilo < Shauwil > Souilo > Sol ó Etrusc. Usil.

O pictograma e incontornavelmente o zig-sag dum relâmpago.

É seguramente a metade duma suástica e por isso mesmo uma possível simplificação desta. Notar que esta runa tem ressonâncias com o termo luso «sovela» não tanto pela sua origem etimológica mas por corresponder a um instrumento de sapateiro cujo uso exige a prática do movimento giratório implícito na suástica e no movimento giratório aparente do sol. Falso cognato? Há que desconfiar deles!

«Sovela» < Lat. subella, por subula, s. f. instrumento formado de uma espécie de agulha direita ou curva e de bordos cortantes, encabada, com que os correeiros e sapateiros furam o cabedal ou a sola;

 

TIWAZ

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Phoenetic Value: T.  clip_image085Meaning: The God Tyr. Ideographic Meaning: Pole Star. Tiwaz is coonected tot he God Tyr and represents Justice and Law. It is the rune of Vistory and just cause.

Os latinos, como muitos outros antigos e modernos nestas e noutras coisas idênticas, enganaram-se, porque não poderiam senão enganar-se uma vez que não poderiam ter identificado etimologicamente Júpiter com Tiwaz.

De facto, em rigor fonético, quem deveria ter sido identificado com Júpiter deveria ter sido Tiw, por intermédio de Zeus e não Tor. Mas Tive era um deus celta e não nórdico.

Tiw is the Sky father of the Celtic religion around the 13th century. He is also known as the god of courage, aggression, glory, and justice. He is quick in his actions and in his thoughts. He watches over warriors and the assembly of people, called the Moot, with his shining light like a guiding star. With his shining sword as his emblem, warriors look to him for courage and strength.

De resto, é muito provável que os próprios nórdicos da época clássica já não soubessem muito bem qual era a relação mítica entre Tor e Tiw. De facto, o pictograma que se supõe representar a estrela polar não é senão o martelo de Tor.

Týr, Tiw, Tiwaz: A complex God, believed to be the original sky-god of the Indo-Europeans who was supplanted by Óðin at a later date. Other names include the "One handed God", the "Bravest God", and others. He is preeminently a God of light, but also a God of justice in battle. He represents the ridged legalistic and the letter of the law.

Thwasha = Personification of 'Infinite Space' Zoroastrian Deitie.

Vivasvat married the nymph Saranya, daughter of Tvashtar.

Alias, só na tradição clássica é que:

Týr < Ter (+ Teshup > Jupiter.)

Ziw < Tiw, Tiwaz < Kiki-ash lit. «filho de kiki» > Thiwash > Thwasha.

     Deus < Thewas < Kiwush > Zevish > Ziues > Zeus.

Como Zeus nasceu em Creta terá sido o primeiro rei Minos, logo:

                             Zeus =Tiwaz º Minos =>

Hind. Tvashtar < Nord. Tiwaz + Nord. Tor º Minotauro.

Em conclusão, a relação com o bucrâneo, suspeito na morfologia, parece fazer sentido nas fontes semânticas e míticos!

 

Berkano

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Phoenetic Value: B. clip_image088Meaning: Birch Tree, Birch Goddess. Earth Mother, Birth/Life/Death. It represents the mysteries of birth and rebirth.Keywords: Ideographic Meaning: Breasts.

Belchans - Etruscan god of fire < Wer-kans > Vulcano.

Berkano < *Wer-kano “os montes Ben-Ben” > Belchans.

  Beltano < *Wel-kano > Vulcano.

                                       <= Kur-Ki-An, lit. “a trindade primordial,

Eros (Wer), a Terra (Ki)e o céu (Anu)”.

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Figura 8: A universalidade da mística da “dupla montanha” da Sr.ª do Parto da Aurora encontra-se exemplificada nesta quadro.[5]

Aparentemente esta montanha mítica parece ter sido tripla mas a verdade e que deve existir aqui algum equívoco porque, aceitando que os egípcios não andaram vários milénios enganados a escrever os mesmos conceitos.

A tripla montanha era utilizada para descrever as terras dos “bárbaros e selvagens” do estrangeiro.

 

Ver: ALVOR / A MONTANHA DA AURORA (***)

 

Morfologicamente corresponde a um pictograma muito arcaico relacionado com a “dupla montanha da aurora” que evoluíram para o B. O facto de a tradição mística nórdica ter mantido a associação desta mitologia cósmica com «seios» reforça a ideia que se faz de que as “duplas montanhas da aurora” eram de facto os “seios faros da Terra Mãe” representados na tradição semita como uma mulher nua palpando os seios, como se pode ver na figura seguinte de Inana! O alfabeto fenício ainda tem reminiscências disto ao indiciar que o b pequeno latino é o inverso do fenício (B) que na verdade é metade daquela representação, ou seja, o braço esquerdo (do coração) de Inana segurando o seio.

 

Ehwaz

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Phoenetic Value: E clip_image092Meaning: Horse. Ideographic Meaning: Two Horses Facing. Ehwaz is symbiosis, the mutually beneficial joining of two entities in a partnership.

This is the rune of travelling between the worlds, just as a horse and rider travel

Ehw-az < eku-ash > «éguas»?

Feníc. E. Grec. E, e.

Esta runa é pictograficamente quase um M mas sobretudo, quase um E deitado. De acordo com a tradição o significado do pictograma bem pode ser o de dois pescoços de um casal de equídeos cheirando o focinho um do outro.

 

Mannaz

clip_image093 > M

Phoenetic Value: M.clip_image095 Meaning: Man, Human Being. Ideographic Meaning: Marriage Between Heaven and Earth Man, Human Being Marriage Between Heaven and Earth. Mannaz is the power of human intelligence and represents humankind.

Every innovation is based on that which was done before.

Mannaz < Maninas < Ma-Inana => Menat.

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Figura 9: Inana.

Pictograficamente o Mannaz parece ser um duplo Wunjo significando então dois corpos entrelaçados e um casamento cósmico entre a terra e o céu. No entanto, neste caso pode tratar-se de uma interpretação tardia relativa a Minos o esposo de *Menat, que deve ser a verdadeira inspiradora desta runa por ser o pictograma de Inana segurando as mamas com as mãos. Neste caso, o M faz jus às «mamas» da Deusa Mãe!

A evolução deste signo iria dar origem ao m > M > M, ou este é um maneirismo místico em torno do signo M etrusco porque representava o som Xi...que por acaso seria uma forma evolutiva de Ki, a Deusa Mãe Terra, e mãe de Inana.

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Ainda hoje o M continua a ser o símbolo de Maria, a Virgem Mãe.

 

Laguz

L > l > L > clip_image099  clip_image101 > L

Phoenetic Value: L. clip_image103Meaning: Water, Sea, Leek. Ideographic Meaning: Wave, Leek. Laguz is the primal waters from which life springs. It is a rune of healing like Uruz.

                                             Para Urki = Kiur, temos:

«Lagos» < Laguz < La-ku-ish < Urki-ish.

                              < La-tha-ash = Tala-ash < Talassa.

A cidade portuguesa algarvia não tem lagos próximos o que pode significar que existiu também uma tradição ibérica que utilizava este termo como sinónimo de vagas do mar. O pictograma fenício L era de facto uma onda e o lambda minúsculo ainda o era mais. A relação entre esta runa e o L etrusco e latino só nos comprovam que a memória humana é tão mutável como as ondas do mar e que os primeiros alunos da história eram tão cábulas como os de hoje!

 

Ingwaz

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Phoenetic Value: NG. clip_image106Meaning: The God or Hero Yngvi. Ideographic Meaning: Castrated Male.

Ingwaz is the God Ing, later associated with Freyr. It is the essentially masculine energy of the seed.

Ingwaz < Yngwi-ash < Enkiw-ish

Enki/Urano era um deus ambivalente e hermafrodita.

Daqui teria nascido o mito do deus castrado pelo próprio filho, Crono. O pictograma seria a marca remanescente da castração de Urano, o deus que só tinha o “buraco do cu”!

Não existe equivalente desta runa nos alfabetos etrusco, latino e grego mas é possível que corresponda ao pictograma do «jota» fenício J. De facto, o y de Ingwi pode ter tido o som «jota» como em Ivno/Juno. Como estes sons foram concentrados na runa «gera», a runa Ingwaz passou a ser associada ao som «ng», possivelmente frequente nos falares nórdicos, tal como o é comum em povos a sul do Saará colonizados pelos minóicos. É possível que fizesse parte do linear-b.

 

Dagaz

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Dagaz is the light of day and represents the precise moment of the alchemical experience when opposing concepts are brought into synthetic balance. Meaning: Day. Ideographic Meaning: Balance Between Night and Day.  Phoenetic Value: Dclip_image109

Micenic. Di-Wo-Nu-So-Jo = Di-Wo-(Nu-So)-Jo = Diwojo.

Dagaz, < Thakiash < Diwojo < Kakiash > Wakiush > Bacus > Baco

Ø    Diwon-Usojo, filho de Dione

Ø     Diuonusoio > Dionísio, o «deus menino», filho de Isis, a deusa da aurora.

De facto, o balanço entre a noite é o dia e feito com aurora.

 

Othala

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Othala is the heritage, both spiritual and genetic, that one derives from their clan. This rune is also sometimes used to represent Oðin. Ideographic Meaning: Enclosed Estate. Meaning: Property, Homeland, Sacred Enclosure, Inheritance, Prosperity. Phoenetic
Value:
O.
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Othala < Hau-Thala < Kaku-thara > Ishthar.

Othala > Hau-Thalya > Ot-halia > Utília

                                     > Atilia > Adília > Adélia.

A melhor compreensão da etimologia do nome desta runa só nos pode vir da heurística do nome dos deuses Talo, Talia e Talos.

 

Ver: TALO (***) E AZTLAN (***)

 

Este signo parece ter no alfabeto celtibero o valor v, talvez de Vénus mas, como os resultados da aplicação destes alfabetos está longe de ser satisfatória há que ter algumas reservas a respeito da sua decifração.



[1] Etruscan Language.

[2] vonheimdall@hotmail.com

[3] Thorr is also called Veurr (Hallower or Holy Warder) and Vingthorr (Thorr the Hallower). Thorrs' hammer or the sign of Thorrs' hammer is used to hallow a place or thing. – Galdrek, Copyright © Ulfheim Kindred 1999.

[4] The djed is an Egyptian symbol that is depicted as a column with a broad base and capital. At the top of the column the capital is divided by four parallel bars. The image has been interpreted in several ways. It is said to be: four pillars, seen one behind the other; man's, or Osiris' backbone; a Syrian cedar with its branches removed; the pole around which sheaves of grain were tied. . -- http://www.egyptianmyths.

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