sexta-feira, 3 de maio de 2013

ISTAR, A ESTRELA DA MANHÃ DOS SUMÉRIOS QUE VEIO A SER A VÉNUS DOS LATINOS, por artur felisberto.

 

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Figura 1: Istar.

A Deusa Istar, "A que transporta a luz". grande-deusa-mãe babilónica. Como Inanna, ela é a deusa de fertilidade, amor e guerra. O seu culto era o mais importante na antiga Babilónia e teve vários nomes. Deusa hitita e Síro-Mesopotamca ela é a Deusa mais importante do Próximo Oriente e da Ásia Ocidental. Outras variantes ortografia: Ishara, Istar, Istaru, Aschtar, Aschtart,. Os Escritos babilónicos a chamaram de: "Luz do Mundo, Líder das Hostes, A que abre o Útero, Juiz íntegro, Legislador, Deusa de Deusas, Doadora de Força, Geradora de Todas as derrotas, Senhora de Vitória, A que perdoa os Pecados, Tocha de Céu e da Terra, “Luz exaltada de Céu", "A Que Procria Tudo", "Guardiã da Lei", "Pastora das Terras " - e Muitos mais são os seus títulos sagrados.[1]

                       > Istaru < Istar-ut

Istar < Ishtar < Aschtar < Aschtartu > Aschtart > Ashtoret.

 

TÍTULOS DE ISTAR

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Figura 2: Istar Caçadora e artemisina.

She assimilated into herself a number of 'lesser' deities. In the case of Ishtar this is well documented and traceable, and the following alphabetical listing will show a goddess who should perhaps be called 'Ishtar Incorporated'.

* Absusu = A Sumerian title for Ishtar in her role as a promiscuous goddess

* Abtagigi = "She Who Sends Messages of Desire"; a Sumerian title used for Ishtar as patroness of sacramental promiscuity and/or Sacred Prostitution

* Agasaya = A Semitic goddess of war called 'the Shrieker' she was absorbed into the concept of Ishtar, who was also known as goddess of battles.

* Anatha Baetyl = A planetary goddess (Venus) known in Egypt and among the Hebrews, later absorbed into Ishtar; part of a trinity with males.

* Anatu = In early Mesopotamia she was known as Ishtar's mother (with alternative names such as Antu, Antum); the ruler of both Earth and Heaven. Later in time she became absorbed and merged into the worship of her daughter.

* Asakhira = Early Semitic goddess of promiscuity; merged into Ishtar

* Dil-bah = Ishtar as Venus the morning-star and goddess of war and hunting

* Gumshea = Mesopotamian goddess of vegetation and fertility who was assimilated into Ishtar

*Anunit or Anunitu = was the patron-goddess of the city of Akkad and, associated with Venus, as evening star. Daughter/sister of the moon-god Sin, She became, in the course of time, absorbed into the great figure of Ishtar who also took over her role as ruler of the city.

* Har = A name of Ishtar that led to the title Harine

* Irnini = Originally a patroness or guardian-deity of the Lebanese cedar-mountains she later became absorbed into Ishtar.

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* Kilili = The goddess Ishtar as symbol of the promiscuous and independent woman - the ancient idea of the virgin - whose wanton behavior inspires both excitement and a tremendous anxiety in many of those who desire her. => Lilite.

* Nanab = 'Queen'; an old Babylonian title used for Ishtar at the cities of Lagash and Ninevah; it may refer back to a global form of Inanna from which Ishtar has developed.

* Nin Si Anna = Ishtar as the all-seeing 'Lady Eye of Heaven'

* Nin-kasi = Sumerian goddess of Wine, 'Lady Horn-Face', who became 'incorporated' into Ishtar

* Nin-kharak = A dog-headed goddess of healing who was assimilated into Ishtar

* Nin-tur or Nintu Sentu = An ancient goddess of Shirpurla who became merged into Ishtar; the names meaning 'Lady of the Womb' and 'Lady Life-Giver'.

* Sar-banda = 'Queen of the bow', a goddess of the hunt or of war who was venerated at the city of Erech; later she became assimilated into Ishtar

* Sharrat Shame = Ishtar as 'Queen of Heaven'

* Siduri (Shiduri, Shidurri)= Ishtar in her guise as innkeeper and wine-maker in the story of the hero Gilgamesh

* Ulsiga = A title of reverence meaning 'Ishtar of Heaven and Earth' < Urkika

* Zan-aru = A title of Ishtar meaning 'Lady of the Lands'

* Zib = Ishtar as Venus the evening-star and goddess of love.

«Esaura» < Esara < Isara < Ishara < Ish-Kur > *Ishthar > Ishtaru > «Ester».

                                                                    + at > Ashtarat > Aschtart > Astarte.

O nome babilónico de Inana, a luciferina deusa do médio oriente antigo, era a deusa da aurora que trazia a luz da «estrela-da-manhã», era Ishtar nome significava literalmente: «filha = rebento seco de lenha = centelha de fogo, dos infernos do Kur», ou seja, ela era a representação ideal de arcaicas realidades míticas que os poetas antigos não haviam esquecido inteiramente nos epítetos que lhe davam de «tocha dos céus e da terra», das manifestações das telúricas e vulcânicas dos subterrâneos infernais onde reinava Iscur, supostamente filho de Enlil mas etimologicamente filho de Enki, o deus En-kur, Sr. do Kur.

Iscur =Ish-Kur, lit. «filho do Kur» > Ishkar > Ishara > Istar.

Ishkur: A storm-god, canal-controller, son of Anu. God of lightning, rain, and fertility. Identified by the Romans with Jupiter. Somewhere out there is what is called the "Eclipse Myth" which has to do with demons attacking An and trying to destroy him. It seems that at one point in time during the attack, the demons had seduced Inanna and her sister, Ishkur, to their sides, but other than that, I have found nothing more on the tale (Kraemer Sumerian Mythology 123).

Dito de outro modo Inana/Istar faziam com Iscur uma irmandade como os gémeos clássicos Artemisa/Apolo, de que eram seguramente os antessesores.

Já então, e etimologicamente, Istar só poderia ter sido o paredro feminino de Iscur, o deus guerreiro e Sabaoth filho do Kur, precisamente porque era filha do Kur, e portanto de Enki enquanto En-kur, o deus que, como se disse já, fazia filhos a todas as suas filhas e netas.

Nesta confusa cadeia de divinas relações familiar são sobretudo as posições de Enki e Anu parecem mais inconsistentes porque ora se confundem ora se dissociam.

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Figura 3: A winged goddess with bird's claws that is flanked by two owls and standing on two lions, the Burney Relief is thought by Harris to be Inanna as "Lady Owl," Kilili (yet another name for Inanna), "the harlot who like the owl comes out at dusk".

O facto de os babilónios terem acrescentado Ansahr a estas genealogias divinas, como pai da Anu, só vieram aumentar a suspeita de que Enki terá sido primordialmente Anu, pelo menos numa época de matriarcado em que se aceitou que a Virgem Mãe Terra, Ki, se auto criou do caos primordial para parir o monte cósmico primordial sem ter necessitado da ajuda dum macho.

Este monte primordial era o monte Sião ou Ben-Ben, termos etimologicamente próximos do nome do deus protágono grego que foi Phan, uma forma de Eros, Pan, Dion-ísio, “o deus menino” filho de Ki, que na suméria ainda era Enki, o deus da criação do homem, o deus que mais amou a humanidade e que por isso foi um deus de amor que gerou Inana e Iscur amando a própria mãe.

The Primordial Incest: In another myth, it is Brahma who is hit by Kama’s arrow, and falls in love with his own daughter, Ushas (or Dawn). Unable to control himself, he assaults the girl and commits the Original Sin (Caste mixing) that resulted in the doom of the world. In some versions, such as that of the Kalika Purana, Brahma, the Androgyne, split between desire and the will to resist sin, ends up cleaving in two, becoming Man and Woman.

Brahma < Wurkima < *Kur-Kima => Kur-Ama-ki > Hermes.

Ushas < Urshas < Urash +Ki < Ishkar > Ishtar!

Por analogia com esta função mítica foi elevado à categoria de deus do fogo celestial dos relâmpagos e das tempestades.

De forma explícita ou velada as deusas do amor foram sempre deusas mães da fertilidade e, por isso, esposas ou parédros dos deuses telúricos e taurinos da fertilidade, ou seja, quase sempre do deus supremo ou do deus mais respeitado como tal, como foi o caso de Enki. Ora Iscur deve ter sido, ou um epíteto muito arcaico de Enki, quanto mais não seja porque era ele o senhor do Kur, logo também do «fogo de Kur», ou filho de Enki e irmão de Inana. Em qualquer caso, é quase seguro que sendo a mitologia uma realidade essencialmente retórica os filhos dos deuses resultam duma hereditariedade etimologia em resultado da autonomização dos epítetos divinos ou das mutações linguísticas do nome de deus no campo fértil das potencialidades formais da linguagem.

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Figura 4[2]: Istar domadora de leões.

This cylinder seal was dedicated to a little-known goddess, Ninishkun, who is shown interceding on the owner's behalf with the great goddess Ishtar, who places her right foot upon a roaring lion, which she restrains with a leash. The scimitar in her left hand and the weapons sprouting from her winged shoulders indicate her war-like nature.

Além da natureza esfíngica e alada comum aos deuses infernais Istar manifesta a sua ligação com a deusa mãe vestindo as sete saias cerimoniais e dominando o leão. A natureza taurina está-lhe presente tanto no nome quanto na tiara de cornos. Ao lado do sol alado revela-se esposa de Kar. Quanto a Ninishkun.

Nin-ishkun ó Nin Ishkuna = Sr.ª Ishkina > Atkina > Atena.

O facto de, neste selo, Ishtar e NinishKun aparecerem como entidades autónomas não significa que o tenham sido, ou, pelo menos, que não tenham sido em tempos a mesma entidade.

 

ANAT

Como se vê pela etimologia, NinishKun encobre um conceito que iria desembocar em Anat / Atena, deusas que tiveram em Ishtar uma antepassada a altura devida, guerreira como Anat acrescida do poder de ser detentora dos me das artes e ofícios, como Atena.

Antu ó Anta ó Anat > Atan > Atena.

Síria Hanat < Ki-An-at

Anta (Anat) = Considered by the Egyptians to be a daughter of Ra, Anta is an aspect of Ishtar.

Ishtar, e ainda mais Inana, foi na origem a simbiose de Demeter, Artemisa/Atena e Afrodite, tripla face da deusa mãe parideira, guerreira caçadora e jovial prostituta.

Este e outros indícios comprovam que o paganismo começou logo na Suméria pois os nomes seguintes de deusas foram seguramente variantes do nome de Istar, quer na forma fonética quer na função.

Figura 5: Ishtar, a potinija caldeia.

= Ishhara = Inanna. She is Anu's second consort, daughter of Anu and Antum, (sometimes daughter of Sin), and sometimes the sister of Ereshkingal. She is the goddess of love, procreation, and war. While Ishtar is called a lioness, in her aspect of the fighting deity she is designated as male ferocious animals.

Irnini is another name of Ishtar, probably derived ultimately from Inanna, her Sumerian counterpart. Igigi is a collective name for the great gods of heaven. Gushea is another name for Ishtar, sometimes appearing as Agushea, or Agushaya.

Eanna is the name of the temple of Inanna-Ishtar in Uruk, biblical Erech.

Ishhara: Goddess of marriage and childbirth, enforcer of oaths.  Cult center: Kisurra in Babylonia. Symbol: Scorpion. Ishkhara: Babylonian goddess of love, priestess of Ishtar.

Ishtaran (Angal) : - Patron god of Der, a city East of the Tigris.

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Gushea < Agushea < Agushaya < hindu. Ankusha

< Enkiuska > Enki-Gaia > «Angustia»=> Augusta

=>Na verdade, Iscur > Ish Kaura > | Ishk > Ish | hara, assim como,

ð    Ishtaran = Ishtar + An º Angal = An Kar < Enkur => Kar = Ishtar < Iscur porque Angal < An kar(a) [3]> Ka(/u)r An + ish => Ishkauran > Ishtaran.

 

AS DEUSAS DA «PROSTITUIÇÃO SAGRADA».

A prostituição praticada nos templos da babilónia seria sagrada por ser a sobrevivência ritualizada da sexualidade natural dos tempos do matriarcado. Nesse sentido sagrado seria tudo o que era deixado ao sabor dos caprichos dos deuses, ou seja, de acordo com os instintos naturais e com os interesses sociais, em oposição com os interesses privados do patriarcado emergente. Neste sentido, a sexualidade sagrada era a que era deixada, como as carnes sacrificadas aos deuses, para proveito dos indigentes e de todos que dependiam dos favores dos deuses e poderosos.

A história religiosa do Mediterrâneo é, no fundo, a história de uma lenta domesticação do feminino sagrado. No início, nas culturas agrícolas do Neolítico e depois nas civilizações urbanas do Oriente Próximo, a deusa era o centro: senhora da fertilidade, da guerra, do amor, da morte e da renovação. Inana, Ishtar, Astarte, Cibele — todas elas condensavam num único corpo simbólico a totalidade da vida. O masculino era consorte, parceiro temporário, figura sacrificável no ciclo da vegetação. Mas com o surgimento do Estado, da propriedade privada, da guerra organizada e da linhagem patrilinear, o feminino cósmico foi sendo progressivamente subordinado. A deusa não desapareceu: foi enquadrada, domesticada, convertida em esposa, filha ou auxiliar de deuses masculinos soberanos. O que antes era centro tornou‑se periferia; o que era força cósmica tornou‑se culto específico. A transição do matriarcal simbólico para o patriarcal estatal não apagou o passado — apenas o recobriu com novas camadas de ordem e moralidade.

É por isso que Afrodite Cipris, a Afrodite de Chipre, é tão diferente da Afrodite ateniense. A primeira herda diretamente Astarte e Ishtar: é senhora do mar, da fertilidade, do desejo, da guerra, da circulação de mercadores e marinheiros. É uma deusa perigosa, estrangeira, poderosa, que não se deixa domesticar. A Afrodite ateniense, pelo contrário, é filtrada pela pólis patriarcal: torna‑se protetora do casamento, da beleza, do desejo regulado, da harmonia doméstica. Atenas não podia tolerar a Afrodite oriental, que dissolvia fronteiras e ameaçava a ordem cívica; por isso criou uma versão mais suave, mais moralizada, mais “grega”. A mesma deusa, dois mundos.

Ishtar, por sua vez, encarna o paradoxo mais profundo da religiosidade antiga: é simultaneamente “prostituta” e “virgem”. Mas estes termos não têm o sentido moderno. “Prostituta” significa a que se dá, a que circula, a que pertence a todos e a ninguém, a que não é propriedade de um homem. “Virgem” significa a que não é possuída, a que permanece autónoma, a que não se submete ao regime conjugal patriarcal. Ela é virgem porque é livre; é “prostituta” porque é universal. O que parece contradição é, na verdade, soberania. A deusa não é esposa: é cosmos.

Quando este universo simbólico chega a Roma através do culto de Cibele, os Galli — sacerdotes castrados — tornam‑se uma ameaça à ordem romana. Não porque fossem libertinos, mas porque encarnavam tudo o que Roma temia: homens que renunciam à virilidade militar, que vivem fora da economia produtiva, que se entregam ao transe, à música frenética, ao êxtase. A castração ritual era incompreensível para a mentalidade romana, que via a virilidade como fundamento da cidadania. Os Galli eram estrangeiros, liminares, devotos de uma deusa que não obedecia às normas da cidade. Por isso foram tolerados, mas sempre vigiados, sempre caricaturados, sempre alvo de acusações moralizantes. A sua existência lembrava Roma de um mundo mais antigo, onde o corpo e o sagrado não estavam separados.

Esse mundo antigo sobreviveu de forma mais explícita no tantrismo hindu, onde o corpo continua a ser veículo do divino, onde o feminino (Shakti) é energia primordial, onde a sexualidade pode ser via espiritual, onde a transgressão ritual é caminho para a libertação. O Mediterrâneo perdeu essa estrutura sob camadas de patriarcado estatal, moral judaico‑cristã e puritanismo moderno. O tantrismo preservou aquilo que o Ocidente esqueceu: que o sagrado não é inimigo do corpo, mas a sua profundidade.

A modernidade, ao inventar a categoria moral de “prostituição”, distorceu completamente a leitura do passado. Na Antiguidade, o sexo pago não definia uma identidade moral; era uma profissão, uma função social, um papel económico. O julgamento recaía sobre estatuto, não sobre o ato. A modernidade transformou uma prática em essência, uma função em estigma, um gesto em pecado. Quando olhamos para o passado com esta lente, chamamos “prostituição” ao que era ritual, simbólico, festivo, consuetudinário. E chamamos “pureza” ao que era apenas controle patriarcal do corpo feminino. A categoria moderna não serve para ler o mundo antigo — apenas o distorce.

É por isso que os túmulos etruscos, com a sua iconografia de corpos, danças, gestos de intimidade e símbolos apotropaicos, parecem tão estranhos aos olhos modernos. Para os etruscos, a sexualidade era força vital, proteção, boa sorte. O falo era amuleto contra o mal; o casal reclinado era símbolo de continuidade; a festa funerária era celebração da passagem. O erotismo não era escândalo, mas garantia de vida. A morte não era ruptura, mas transformação. A iconografia etrusca preserva, talvez melhor do que qualquer outra cultura mediterrânica, a memória de um mundo onde o corpo era sagrado e onde a sexualidade era parte da ordem cósmica.

No fundo, todos estes temas — Inana, Afrodite, Ishtar, Cibele, os Galli, o tantrismo, os túmulos etruscos — são variações de uma mesma história: a longa tensão entre um mundo antigo que via o corpo como expressão do divino e um mundo posterior que o moralizou, o domesticou e o separou do sagrado. A polémica moderna sobre a “prostituição sagrada” nasce precisamente desta fricção: não entre verdade e mentira, mas entre duas cosmologias incompatíveis. E quando percebemos isto, o passado deixa de ser escândalo e torna‑se inteligível — um espelho de um tempo em que o sagrado era mais amplo, mais complexo e menos moralizado do que o nosso.

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At this time the marriage of the king and the goddess Inanna was not only for the guarantee of fertility, but to also symbolize the ability of the community to provide for itself (Wakeman Ancient 12).  When Sargon came to power the idea of Inanna spread throughout Sumeria, and every New Years day the "Sacred Marriage" took place between the king of Sumeria and Inanna which celebrated the bringing in of the harvest (Wakeman Sacred 24).  It was then that the king began to be worshipped as a god, for to be a king, he had to have married Inanna; she was the representative of the divine, and this was a marriage between the mortal and the divine (Wakeman Sacred 12, 13).  Interdependace of the community and the gods became clear, the king was safety and material welfare, and the goddess was the creativity of nature and culture, it was a harmonious marriage (Wakeman Sacred 13).  Inanna eventually became servant to the king, and her priestess at Eanna became his consort (Wakeman Sacred 20).[4]

In other peoples, she has been called the following: Ishtar was said not to listen to men's pleas unless the man visited an Ishtar cult. Her temples have special prostitutes of both genders. The cult houses were full of women who were considered holy prostitutes. A woman that dedicated herself to the goddess Ishtar was said to have a sacred duty. She believed that the more sexual healing she procured that the more her spiritual being was pure.

Figura 6: Ishtar was the Babylonian goddess of love, fertility, nature, sex, and war.

 

A discussão sobre a chamada “prostituição sagrada” começa sempre no mesmo ponto: a tensão entre o que Heródoto relata sobre a Babilónia e o que as fontes mesopotâmicas administrativas não confirmam.

“Existe entre os Babilónios um costume que me parece o mais «asqueroso» de todos. Cada mulher do país deve, uma vez na vida, sentar-se no recinto de Afrodite e unir-se a um estrangeiro. Muitas mulheres ricas, orgulhosas da sua beleza, não se misturam com as outras; chegam em carruagens cobertas e esperam ali, rodeadas de servas. Mas a maioria senta-se no recinto da deusa, com uma coroa de corda na cabeça. Os homens passam por elas e escolhem. Quando um homem lança uma moeda ao colo da mulher, dizendo ‘Invoco a deusa por ti’, ela não pode recusá-lo; deve segui-lo. A moeda pode ser de qualquer valor, pois não é permitido rejeitar o que é oferecido. A mulher acompanha o homem para fora do recinto e une-se a ele. Depois disso, tendo cumprido o rito para a deusa, regressa a casa e não poderá ser persuadida por qualquer soma a repetir o ato. As mulheres belas partem rapidamente; as feias esperam muito tempo, pois não podem voltar para casa antes que algum estrangeiro lhes tenha lançado uma moeda e cumprido o rito.”

Quando Heródoto descreve o costume babilónico e o qualifica como “o mais asqueroso”, ele não está a enfraquecer o seu testemunho — está, paradoxalmente, a reforçá‑lo. A repulsa não é um defeito do texto, mas uma marca de autenticidade. Sempre que uma autoridade cultural observa um rito popular que escapa ao seu controlo, a reação é invariavelmente moralizante: o que é vivido pela comunidade como natural, apotropaico ou votivo surge aos olhos do observador como torpe, indigno, repugnante. É assim com Heródoto perante a Babilónia, e é assim com a Igreja Católica perante as práticas populares que não consegue domesticar. Os concílios, os sermões e os penitenciais medievais descrevem rituais de mulheres, promessas rurais, danças noturnas ou oferendas a fontes com o mesmo vocabulário de repulsa — “abominável”, “torpe”, “supersticioso”, “coisa feia” — precisamente porque esses ritos eram reais, vividos e resistentes. A condenação é o selo involuntário da autenticidade. O que Heródoto chama “asqueroso” não é fantasia orientalista: é a reação grega típica a um costume que, por ser natural e profundamente enraizado na cosmologia de Ishtar, lhe pareceu tanto mais chocante quanto mais verdadeiro. Tal como os textos católicos, a sua repulsa não descreve o rito — descreve o desconforto de quem o observa. E é nesse desconforto que se revela a força documental do relato: o que o autor não compreende, mas não consegue ignorar, é precisamente o que existiu.

Heródoto descreve um costume segundo o qual as mulheres, uma vez na vida, se uniriam a um estrangeiro no recinto de Mylitta, ecoando práticas que ele associa também a Chipre e ao culto de Afrodite Cipris. A crítica moderna, marcada durante muito tempo por um puritanismo herdado do cristianismo e por uma leitura administrativa das fontes, rejeitou esta descrição por falta de documentação templária explícita. Mas essa rejeição esquece que os rituais antigos — sobretudo os ligados a divindades da fertilidade como Inana/Ishtar, Astarte, Afrodite ou Cibele — eram frequentemente secretos, liminares, consuetudinários e não necessariamente registados em tabuinhas administrativas. A ausência de registo não é refutação, sobretudo quando falamos de práticas que pertenciam ao domínio do simbólico, do extático e do festivo, e não ao da contabilidade templária.

A sexualidade, no mundo antigo, não estava separada do sagrado. Pelo contrário: era uma força cósmica, uma energia criadora, um princípio de fertilidade que atravessava a natureza, o corpo e o ritual. Nos cultos orientais, desde a Mesopotâmia até Chipre, passando pela Síria e pela Anatólia, encontramos figuras sacerdotais de género liminar — galaassinnukurgarru, e mais tarde os Galli de Cibele — que desempenhavam papéis rituais associados à música, ao transe, à lamentação e à inversão simbólica das normas sociais. Autores clássicos como Luciano, Juvenal, Estrabão ou Firmicus Maternus acusam estes sacerdotes de comportamentos sexuais desviantes, mas essas acusações surgem num contexto moralizante, xenófobo ou satírico, e não como descrições etnográficas neutras. Ainda assim, o simples facto de tais acusações existirem mostra que havia práticas, comportamentos ou atmosferas rituais que chocavam a sensibilidade greco-romana, habituada a separar o que era “viril” e “cívico” do que era extático, estrangeiro e feminino.

O erro moderno foi tomar estas acusações como prova de devassidão ou, no extremo oposto, descartá-las como pura fantasia. A leitura equilibrada é outra: havia práticas sexuais consuetudinárias, toleradas, integradas no ambiente ritual e festivo dos cultos de fertilidade, mas não havia uma instituição templária formal que regulasse tais atos como parte de uma liturgia codificada. O que Heródoto viu — ou ouviu — não foi uma “prostituição sagrada” no sentido moderno, mas um costume tradicional, talvez local, talvez ocasional, talvez mal interpretado, mas enraizado numa visão do corpo como parte do sagrado. A crítica moderna, ao exigir documentação administrativa para validar um costume ritual, comete o erro de confundir instituição com tradição. Os templos registavam salários, propriedades, contratos e listas de pessoal — mas não registavam práticas liminares, festivas ou secretas, tal como os Mistérios de Eleusis não deixaram instruções litúrgicas explícitas.

Assim, Heródoto pode ser reabilitado: não como um etnógrafo infalível, mas como alguém que captou o espírito de cultos onde o erotismo simbólico, a inversão ritual e a liminaridade eram parte integrante da experiência religiosa. A sua descrição não corresponde a uma instituição templária formal, mas corresponde plausivelmente a práticas consuetudinárias que sobreviveram em Chipre, na Síria, na Babilónia e mais tarde nos cultos de Cibele. A modernidade, marcada por séculos de moral cristã e puritanismo, teve dificuldade em aceitar que a sexualidade pudesse ser sagrada; mas para os antigos, como ainda para os hindus tântricos, o corpo era um veículo do divino. A polémica entre Heródoto e a crítica moderna não é, portanto, entre verdade e mentira, mas entre duas formas de olhar o sagrado: uma que integra o corpo e outra que o separa. E quando percebemos isto, o relato de Heródoto deixa de ser um escândalo e torna-se um eco de um mundo onde o sagrado era mais amplo, mais complexo e menos moralizado do que o nosso.

A própria estrutura interna do relato de Heródoto revela que o costume babilónico não é invenção literária nem instituição económica, mas um rito votivo profundamente enraizado na cosmologia de Ishtar. O facto de a mulher se unir a um estrangeiro — e não a um vizinho, parente ou membro da comunidade — não é sinal de libertinagem, mas precisamente de pudor ritual: o estrangeiro é a figura liminar que não perturba a ordem interna da família nem cria vínculos sociais indesejados, tal como sucede em inúmeros ritos mediterrânicos de passagem. A obrigatoriedade feminina e a voluntariedade masculina reforçam esta leitura: se o rito fosse institucional, haveria tarifas, registos, controlo sacerdotal e uma fila organizada; mas Heródoto insiste que a moeda pode ser de qualquer valor, que não há preço fixo e que as mulheres feias esperam mais tempo, o que só é possível num costume espontâneo, não administrado. A fórmula votiva “invoco a deusa por ti” é demasiado específica para ser inventada por um grego e corresponde exactamente ao tipo de linguagem litúrgica que acompanha promessas apotropaicas. A proibição de repetir o ato — “não poderá ser persuadida por qualquer soma” — indica que a comunidade protege a mulher contra assédio posterior, sobretudo as mais belas, que naturalmente despertariam interesse após o rito. Tudo isto mostra que o costume era vivido como um gesto único, de purificação e consagração, comparável à peregrinação que se cumpre uma vez na vida, e não como prática contínua.

Assim, Heródoto pode ser reabilitado: não como um etnógrafo infalível, mas como alguém que captou o espírito de cultos onde o erotismo simbólico, a inversão ritual e a liminaridade eram parte integrante da experiência religiosa. A sua descrição não corresponde a uma instituição templária formal, mas corresponde plausivelmente a práticas consuetudinárias que sobreviveram em Chipre, na Síria, na Babilónia e mais tarde nos cultos de Cibele. A modernidade, marcada por séculos de moral cristã e puritanismo, teve dificuldade em aceitar que a sexualidade pudesse ser sagrada; mas para os antigos, como ainda para os hindus tântricos, o corpo era um veículo do divino. A polémica entre Heródoto e a crítica moderna não é, portanto, entre verdade e mentira, mas entre duas formas de olhar o sagrado: uma que integra o corpo e outra que o separa. E quando percebemos isto, o relato de Heródoto deixa de ser um escândalo e torna-se um eco de um mundo onde o sagrado era mais amplo, mais complexo e menos moralizado do que o nosso.


A DESSCIDA DE INANA PELO CORREDOR SÍRIO

Kosharoth: The Wise Goddesses. These may be somewhat along the lines of the Greek Graces, or the Seven Hathors of Egypt. As we see them, they are called to set up a Wedding. They are also sometimes symbolized as sparrows or swallows, which indicated fertility. They were Goddesses of childbirth. They are also known as the Daughters of the Cresent Moon, and thus are the daughers of Yarikh.

Koshar U Khasis = Kothar-and-Khasis "Skillfull and Clever". Craftsman of the Gods. Also known as Chousor and Heyan (Ea) and identified with Ptah. Built the palaces of both Yam-Nahir and Baal. He also fashioned the two clubs that Baal used to defeat Yam.

Koshartu: Wife of Koshar.

Kosharoth º Koshartu < Koshar-et.

                                         Kothar-et ó *Kertu.

É interessante a referência, na mitologia canaanita, aos pares de deuses Qodesh-&-Amrur e Kothar-&-Khasis, que nos permitem correlacionar Qodesh com a egípsia Hathor por meio de Kothar/Ea/Enki pela sua inegável relação de esposo ou pai de Ishtar/Athirat com o «anjo pescador» Qodesh-&-Amrur! Não seria de grande espanto que se viesse a provar que Qodesh-&-Amrur significou mais ou menos (D)am(us)-Ur/=>Hermes, o galã guerreiro de Qodesh, que, como sabemos já, era um dos epítetos de Ishtar.

 

Ver: QADSHU

 

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Figura 7: Ishtar, accompanied by her attendants (Nos. 38, 37, 36).

The great Babylonian goddess Ishtar was worshipped in Anatolia under the Hurrion name of Shaushga. She was the sister of Teshup and held sway as the Goddess of Low and War. She appears here with her attendants, the goddesses Ninatto and Kulitta, as the Hurrion Goddess of War.

In her place among the mate deities at Yazılıkaya, she wears, like them, a pointed cap with one horn and bears an axe (this is absent in the illustration given here). She was represented unarmed in the row of female deities at Yazılıkaya, in her capacity as the Goddess of Low. The latter relief now rests on the ground below the figures of the female divinities. The hieroglyphic ideograms accompanying the two portrayals of the goddess are identical.

A variante mais fantástica desta deusa só pode ser a ameríndia Ixchel

Ixchel é a árvore da vida, provedora da fertilidade que garante a continuidade da vida, tanto animal quanto vegetal e humana. Esta deusa detêm os mistérios da vida e da sexualidade feminina. Ela é deusa do amor, mas não do casamento. É protectora das mulheres e das crianças. O leite nutritivo flui dos seus seios e o sangue sagrado da vida flui do seu útero. (Códice Madri).(...)

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Ixchel é a Grande-Mãe maia da Vida e da Morte. Na lâmina acima ela derrama as águas da vida do seu jarro de ventre sobre todos nós. Ixchel, também é a dona dos ossos e das almas dos mortos. Sua festa é realizada em 1 de novembro, Dia dos Mortos. (Códice Dresden). (...) Ixchel é com certeza, a Grande-Mãe maia. Encera em si as qualidades de seu marido Kinich Ahau, "Rosto do Sol", que se confundia com Itzamna, o Céu propriamente dito, pois era a sua manifestação diurna, por oposição a sua imagem ncoturna. Ele era representado sob os traços de um velho sábio.

                           < ? Xiker > Cibel.

Ixchel < Ixcher <= Ester ó Istar.

Kinich Ahau <= Aka Ki-Anish lit. o filho de Ki e Anu, ou seja, Enki.

Itzamna < Estamina < Estar-Mean. Lit. “filho do deus mãe etrusca Mean.


Ixchel encerra em si as qualidades do seu consorte solar Kinich Ahau, o “Rosto do Sol”, que se confundia com Itzamna, o Céu propriamente dito, a sua manifestação diurna. Kinich Ahau é o velho sábio, o sol que vê tudo, o princípio ordenador. A relação entre Ixchel e Kinich Ahau repete, com espantosa fidelidade simbólica, a relação entre Ishtar e Enki: a deusa lunar, fértil e tecedeira, unida ao deus solar, sábio e ordenador. Não é paralelismo: é memória.

Estas aproximações não são filologia académica — são arqueomitologia, a ciência profunda das ressonâncias simbólicas. As deusas não viajam por gramáticas, mas por mitos. E quando os mitos coincidem com esta precisão, é porque há uma raiz comum.

A deusa etrusca Mean, mãe primordial, é uma das formas mais antigas da Grande-Mãe mediterrânica. Mean dá origem a Minerva, que por sua vez conserva o núcleo da deusa neolítica: a tecelagem, a sabedoria, a fertilidade intelectual e cósmica. A cadeia que proponho — Estar‑Mean → Esta-mina → Itzamna — não é um jogo fonético: é a sobrevivência de um mesmo arquétipo que atravessa continentes.

Se os etruscos, minoicos e fenícios partilharam uma cultura marítima neolítica — e tudo indica que sim — então não é absurdo imaginar que símbolos, nomes e estruturas míticas tenham atravessado o Atlântico muito antes de Colombo. Não como colonização, mas como difusão simbólica, como ecos de uma mesma matriz arcaica que se espalhou pelas rotas oceânicas pré-históricas.

A iconografia de Ixchel — a jarra derramada, a água da vida, a lua, a tecelagem, a medicina, a fertilidade, a morte — é a mesma de Inana / IshtarAstarteCibeleHatorDeméterMeanMinerva eAnat / Nut.

A mesma deusa, mil nomes; a mesma matriz, mil geografias; a mesma memória, mil línguas porque a Grande-Mãe é uma só; o mundo é que se fragmentou.


ASTAR

As formas masculinas Astar da Abissínia e Athtart da Arábia não necessitam de significar uma espécie de perversão sexual, mais ou menos misógina ou mesmo tendencialmente homossexual Ashtaret / Athtart, porque sabemos que Istar seria esposa de Iscur, o deus luciferino da luxúria.

                        => Ishtar > Ester.

Astar < Iscur + et => Ashtaret > At-Taret > Athtart.

De facto, aos mitos de luxúria masculina, relacionados com a prostituição sagrada em louvor de Istar, podemos contrapor uma forma de luxúria feminina representada no mito do lobisomem, fonte duma infinidade de contos populares, contados por velhas bruxas e avozinhas ladinas, de que o lobo do «capuchinho vermelho» é apenas uma das variantes mais conhecidas! De facto, entre outras razões para que o mito do lobisomem seja o contraponto feminino da luxúria está o fundamento étmico do nome dos lobos e o facto de as sextas-feiras de lua cheia serem noites de lobisomens porque a sexta é dia das deusa do amor e existe a crença de que os lobos uivam à lua cheia, que é um símbolo de Istar enquanto deusa das mulheres na plenitude da gravidez ou da fecundidade do seu estro!

 

Ver: LUPUS (***) & PRÍAPO(***)

 

Entre as deusas clássicas Vénus, ainda que tenha sido mais suspeita do que Afrodite de partilhar a prostituição sagrada de Istar, tem com esta menos relação étmica do que aquela. No entanto, Vénus, como a seu tempo se demonstrará, manifesta já aqui, uma relação étmica muito arcaica com os deuses da aurora relacionados no Egipto com o pássaro fantástico Benu[5].

Quanto ao nome de Afrodite, embora não pareça numa primeira audição foneticamente aparentada com Ishtar, encontra-se perfeitamente adequado a esta série.

 

Ishtar < Ish-Thaur

< Iscur

<=Kiki

-Kur

 

Hathor < Kau-Thaur

< Kahu-Thaur

<=Kiki

-Kur

 

Axtartee < Ashtoreth

< Ish-kur-at

<=Kiki

-Kur

-Kiki

Afrodite

< *An ou *At |-Kur-Kiki |???

<=???

-Kur

-Kiki

 

*Kiki-Kur > Kahu-Thaur > Kau-Thaur > Hathor > Haphor > *Aphor-

...................> Iscur > Ish-Thaur > Ishtar > Abis. Astar (masc.).

                    + Ki-ki > *Ish-Tarat > Can. Axtarte > Fenic. Ashtoreth > Astarté.

....................> Iscur + Ki-ki > *At-Kur-At ??? > Athurat > Athirat

............................................... > Ash-Waur-kat > Aphrauthete => ??? Afrodite.

Um tal conjunto de equações só confirmaria em definitivo a tradição de que Afrodite nasceu na Assíria se pudesse explicar sem atropelos (e com toda a naturalidade própria das evoluções linguísticas) a origem do nome da deusa grega do amor. A verdade é que assim não parece acontecer pois, ainda que foneticamente semelhantes, não é fácil chegar de Athirat a Afrodite. Pelo contrário, nem sequer a hipótese de Athirat derivar duma arcaica forma do nome da deusa mãe *At-Kur-At pode ser demonstrada, ainda que pareça poder apoiar-se no facto de um dos nomes da deusa caldeia da prostituição ter sido Ichate (que, para ish = at, => *At-At!), o que permitiria apostar numa redundância do tipo de *At(-Kur/An-)At!

Eschaca = Diosa elamita de la fecundidad y las riquezas. Era equivalente a la Ops de los romanos.

Eschaca < Ish-kaka ó Ish-at.

O mais provável é que apenas que Istar derive directamente dum acasalamento em pé de igualdade com Iscur, e por isso mesmo contemporâneo com o matriarcado, já que as formas Axtarte, Ashtoreth, Astarté se parecem com meras formas gramaticais do género feminino em linguagem semita! Ou seja,

*At-Kur-At seria o feminino de *At-Kur que por sua vez seria Iscur, o genitivo de Kur/Enki (pai do par de gémeos promordiais Iscur / Istar!

Uma das tradições gregas, particularmente patente em Heródoto, é a de que os deuses Gregos vieram do Egipto. Porém, nesta cultura piedosa um dos nomes da deusa do amor foi de facto a vaca Hathor. Ora, embora foneticamente semelhante com a Síria Atirat, Hathor é estruturalmente parecida com Istar sendo assim muito mais provável derivarem duma antepassada comum que seria tão arcaica quanto estas e seguramente o suficiente para ter estado na origem do nome duma antiquíssima deusa das cobras de que teria derivado tanto o nome de Atena quanto o de Afrodite!

Assim, além de Ishat, Istar terá sido

*At-an-at > *Atanashi (> Atanasia) > Atanasai >Atena e *Kiki-Kur-kiki >

Kahu-Kaur-Thushi > *Kau-Phaur-Dusha > Ha-phrau-dite > Afrodite.

Medusa < *Maidusha < Amathusia ou Amathuntia = a paciente, porque quotidianamente sujeita às «dores de parto» o sol.

Este epíteto de Afrodite, supostamente derivado do nome de Amathus cidade de Chipre e terra natal de desta Deusa Mãe, era de facto uma confirmação de que o papel das deusas do amor decorre da sua função de deusas da aurora e parideiras solares.

Em conclusão, a deusa das cobras dos cretenses terá tido o nome genérico de *Maidusha parecido com o nome de Medusa, uma das gorgonas e terá sido *Kau-Phaur-Dusha, a deusa *Kaphura das cobras, que teria também por epíteto *At-an-ashi.

 

Ver: EOS (***) & MEDUSA (***)

 

Obviamente que Kalias tem a ver com as grutas sagradas da Deusa Mãe das cobras de Creta, relacionadas com o mito da morte solar de que originaram as pirâmides e o mito cosmológico da montanha do começo do mundo.

Galateia < «Cal» das grutas clacárias < Hind. Kali < Kalias < Kalyha <

Kali-ka < Kal-(Ki)ka > Kalphiga <= Iscur > Istar.

Afrodite Kalias - Goddess of the grotto; originally separate Samothrakian deity.

Kal(Ki)ka < Kar-Kika > *Kar-tu, N.ª Sr.ª do «Parto» dos cretenses, seguramente depois de ter sido também a Deusa Mãe obesa dos malteses! O facto de Cálias ser uma deusa das grutas, tal como a lusa Sr.ª da «Lapa», seguramente variante local da Lupa latina que foi Vénus, só vem confirmar o facto de *Kartu ter sido adorada nas grutas de Creta precisamente porque se acreditava que as grutas eram cavidades vaginais da Deusa Mãe Terra por onde se dava o parto do sol. O facto de tal crença estar longe da realidade física, que só teria ligeiras semelhanças com as grutas italianas relacionadas com túneis de rios de lava subterrânea, comprava que o carácter metafórico da mitologia terá sido espontaneamente aceite como tal com a mesma candura com que os crentes aceitam os dogmas mais incríveis e as descrições mais fantásticas do céu e o inferno!

Sumer. Nintu < Nin-an-tu = Sr.ª do Parto (N.ª Senhora do O)

Sumer. Nin-tur = Sr.ª do Parto < Nin | Ta(u)r < Kaur

                          Nin+na+tur+tu > An-| tur-tu < Kaur+tu > *Kartu

A N.ª Sr.ª do Parto seria também a protectoras do «Aborto».

«Aborto» < Lat. ab-ort-are < Lat. ab +  Ortus (= nascimento dum astro)

> Gr. Orthós (= recto) > Lat. ordi-ne > «Ordem».

Lat. Ortu (> Grec. Orthu) < Hautu < Kaurtu < *Kartu

A este nível de conotação a deusa Europa (< Eulaupa < Eo-Lapa) seria apenas uma forma enfática de nos referirmos a *Kartu como sendo a verdadeira «lapa», a vagina grotesca onde nasceu Zeus!

 

Ver: AFRODITE (***) & MANA (***)

 

=> ASHERAH, A DEUSA DA LENHA DOS SÍRIO E ISRAELITAS (***)



[1] The Goddess Ishtar, "The Lightbringer". Babylonian High-Mother-Goddess. Like Inanna, she is the goddess of fertility, love and war. Her cult was the most important one in ancient Babylon and became under various names. Hittite and Syro-Mesopotamian goddess he is the most important Goddess of the Near-East and Western Asia. Other spelling: Ishara, Istar, Istaru, Aschtar, Aschtart. Babylonian scriptures called her the "Light of the World, Leader of Hosts, Opener of the Womb, Righteous Judge, Lawgiver,Goddess of Goddesses, Bestower of Strength, Framer of All decress, Lady of Victory, Forgiver of Sins, Torch of Heaven and Earth,"Exalted Light of Heaven","She Who Begets All","Guardian of the Law","Shepherdess of the Lands" – and Many are her sacred titles.

[2] IraqAkkadian Period, Reign of Naramsin or Sharkalishari, ca. 2254-2193 B.C.Black stone4.2 cm H, 2.5 cm WPurchased in New York, 1947OIM A27903.

[3] Será que Ankara, o nome da capital da Turquia, tem como origem o nome do deus que foi o patrono da cidade de Der?

[4] Mary Lynn Schroeder, Anthropology 207:001 Ancient Civilizations of the Old World, Mr. Mike Fuller -- April 19, 1993. In the Eyes of Inanna: The Aspects of a Goddess in Literature

[5] Será que o nome gentílico judeu Ben-Hur, celebrizado pelo filme homónimo, seria uma variante fonética intermédia entre Vénus e Hera a meio caminho de Istar/Ashera?

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