domingo, 26 de maio de 2013

O MITO DO PARAÍSO PERDIDO, por artur felisberto.

O CONTO DE SETNE[1]

O filho histórico de Ramsés II, Setne, sumo sacerdote de Ptah, é neste conto apresentado como um mago cujo êxito ao ganhar um livro de encantamentos ao espírito de um mago já falecido o conduz ao infortúnio. Esta narrativa existe actualmente num fragmento de papiro conservado no Cairo e que data do Período Polemico.

O príncipe, e mago, Setne estava uma vez a conversar com um dos conselheiros do Faraó que parecia duvidar dos seus poderes. Em resposta às suas cépticas observações sobre a eficácia da magia, Setne ofereceu-se para o conduzir a um local onde encontraria um livro dotado de poderes mágicos e que fora escrito pelo próprio Toth. Esse livro continha dois poderosos encantamentos: O primeiro podia encantar todo o universo e era tão forte que todos os animais, aves e peixes lhe obedeceriam; o segundo habilitava um homem sepultado a ver Ré subir no céu com todo o seu círculo de deuses, a Lua a nascer, acompanhada de todas as estrelas do céu, e os peixes que estão nas profundezas do oceano.

O sábio, muito naturalmente, indagou então de Setne qual era o repositório desse maravilhoso livro; Setne informou-o de que ele se encontrava em Mênfis, no túmulo de Nefer-ka-Ptah. E Setne partiu, acompanhado por seu irmão, e passou três dias e três noites em busca da sepultura de Nefer-ka-Ptah, que finalmente encontrou.

Pronunciou umas palavras mágicas sobre ela, a terra abriu-se e ambos desceram à câmara do túmulo propriamente dito. O livro, depositado sobre o sarcófago, iluminava o local, com uma luz tão intensa, que não eram precisos archotes. Setne percebeu, a essa luz, que naquele túmulo não estava apenas o primeiro habitante mas também a sua esposa e o seu filho - os quais, embora sepultados em Coptos, haviam ido morar, na forma dos respectivos kau, com seu esposo e pai. Setne declarou-lhes que desejava levar dali o livro; mas Ahura, a esposa de Nefer-ka-Ptah, rogou-lhe encarecidamente que o não fizesse, explicando que a posse desse livro já tinha causado a infelicidade de outros.

Seu esposo, que dedicara à magia a maior parte do tempo de que dispusera em vida, comprara-o ao sacerdote de Ptah, por cem peças de prata e dois requintados sarcófagos, o segredo do esconderijo de tão maravilhosa obra.

O livro estava em Coptos, dentro de um cofre de ferro, enterrado no meio do rio; no cofre de ferro estava outro e bronze; no cofre de bronze estava uma caixa de madeira de palmeira que continha, por sua vez uma caixa de ébano e marfim na qual se encontrava uma caixa de prata em cujo interior havia uma caixa de ouro: o verdadeiro receptáculo do livro. O volume era guardado por bandos de serpentes e de outros répteis nocivos de todos os tipos; enroscada em seu redor, havia uma serpente que não podia morrer.

Nefer-ka-Ptah dirigira-se, com a esposa e o filho, a Coptos, onde obtivera do sumo-sacerdote uma miniatura de jangada e umas figurinhas de operários com as respectivas ferramentas. Recitando sobre eles umas palavras de poderio, ganharam vida; e com eles descobriu, pouco depois, o cofre. Nefer-ka-Ptah pôs em fuga, com palavras mágicas, os répteis que rodavam o cofre e por duas vezes matou a grande serpente que estava enroscada em volta do cofre de ferro; mas de ambas as vezes ela voltou a viver. A terceira vez, todavia, ele cortou-a em duas e lançou areia entre as duas metades, que desse modo nunca mais puderam reunir-se.


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Figura 1: Ptah, one of the greatest of gods.

Ancient inscriptions describe him as “creator of the earth, father of the gods and all the being of this earth, father of beginnings”. He was regarded as the patron of metalworkers and artisans and as a mighty healer. He is usually represented as a mummy bearing the symbols of life, power, and stability.[2] 

Figura 2: Nef, ou Neheb, o deus-serpente, divindade do mundo subterrâneo, é uma reminiscência da serpente do mundo que encontramos noutras mitologias.

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A história da luta de Nefer-ka-Ptah com a serpente protectora do livro dos encantamentos deve ter gozado de grande ressonância mitológica entre os Egípcios.[3]

Abrindo as sucessivas caixas, Nefer-ka-Ptah retirou o misterioso livro, em cujas páginas leu o primeiro encantamento. Ficou assim, a saber todos os segredos do céu e da terra. Estudou atentamente o segundo e viu o Sol nascer no céu acompanhado de toda a sua comitiva de deuses. Copiou depois os encantamentos num pedaço de papiro sobre o qual espargiu incenso, dissolveu tudo em água e bebeu-a para desse modo ter a certeza de que a sabedoria daquelas fórmulas se conservaria nele para sempre.

O deus Tot, contudo, estava zangado pelo que ele fizera e informou Ré do sacrílego acto. Ré decidiu então que Nefer-ka-Ptah, sua esposa e seu filho nunca mais poderiam voltar para Mênfis; e, no regresso a Coptos, Ahura e o filho caíram ao rio e morreram afogados. Pouco tempo depois, Nefer-ka-Ptah teve idêntica sorte.

Esta narrativa não dissuadiu, porém, Setne, que estava decidido a possuir a livro. O falecido Nefer-ka-Ptah propôs-lhe então que a posse do 1ivro fosse decidida par uma partida de damas: quem ganhasse ficaria com ele. Setne concordou com isto e Nefer-ka-Ptah fez o melhor que podia para ganhar, primeira, com honestidade e depois por meio de fraudes; mas acabou por perder a partida. Setne pediu ao irmão, que o acompanhara ao mausoléu, que subisse ao lugar superior e lhe trouxesse os mágicos escritos. Feito isto, os encantamentos produziram os seus efeitos em Setne, o qual, pegando no maravilhoso livro de Tot, logo subiu aos céus com uma admirável leveza. Quando ele partiu, porém, Nefer-ka-Ptah fez notar à esposa que dentro em breve o faria regressar. A profecia de Ahura, segundo a qual Setne seria infeliz se persistisse em conservar o livro, realizou-se, de facto, por completo: Setne foi atormentado por uma bela súcuba que não só conseguiu seduzi-lo, fazendo-o transferir para a sua posse tudo quanto tinha, como ainda o persuadiu a matar os seus próprios filhos a fim de garantir a transferência. Foram tais os seus infortúnios que o Faraó mandou restituir o livro a Nefer-ka-Ptah.

O interessante deste texto reside no facto de não ser apenas um conto alegórico mas um verdadeiro mito sobre a origem da sabedoria.

No conto Nefer-ka-Ptah é a alma do primeiro habitante da terra, ou seja o equivalente de Adão. Neste conto, as analogias com o mito hebraico do Génesis vão ainda mais longe. Em ambos os relatos a serpente guarda a sabedoria; que aqui é um livro de magia e no Génesis, uma árvore. A posse dum certo tipo de saber proibido (possível alusão ao saber de tipo iniciático e esotérico) acaba, em abas as situações, por levar à morte, não apenas do próprio como dos próximos, o que, no Génesis, acabou na expulsão do paraíso terrestre.

A mitologia do paraíso perdido, equivalente da idade do ouro, enquanto ideia recorrente nas mitologias primitivas tem que ter uma explicação que não seja apenas histórica na medida em que, sendo também recorrente na psicanálise, deverá corresponder a uma estrutura antropológica relacionada com a natureza humana ou pelo menos com a natureza da sua cultura.

Ora, a natureza desta cultura envolve não apenas o sentimento de perda do paraíso quanto a pulsão da sua busca que só o cristianismo e mais tarde o marxismo ousaram colocar no futuro, ora do “reino do céu” ora do “fim da história”. Já nas histórias míticas o paraíso esteve sempre nos tempos originais.

Esta saudade proustiana do tempo perdido reporta-nos às crises da adolescência para o simbolismo da tranquilidade duma infância protegida no aconchego materno. A esta suposta felicidade da inocência infantil chamou-se o paraíso que não é senão uma possível projecção cultural das reminiscências individuais do tempo pré-natal, psicanaliticamente acoplada ao traumatismo parto onde a expulsão uterina ganha o lugar simbólico da expulsão do paraíso de que resulta o mítico sentimento de culpa do pecado original.

Mas Adão não foi expulso do Paraíso por punição, por ter pecado comendo da árvore da sabedoria, mas sim por divina previdência preventiva: para que, tendo Adão obtido da serpente o conhecimento do bem e do mal, não viesse a comer também da árvore da vida e então ficar imortal.

O sentimento de culpa é um sentimento complexo, no qual se misturam o medo da perda do relacionamento com o próximo, preocupação para com ele, afeição e boa vontade. Sentimentos de culpa nos alertam para o facto de que magoámos alguém. Eles levam à fuga, para fugir da vingança, mas também à reparação. No caso da culpabilidade, se a considerámos como objecto dos sentimentos de culpa, trata-se de um mal que infligimos e de uma razão para a reparação.

(…) De modo correlato, também se renega a agressão dos pais na literatura psicanalítica e na interpretação dos mitos. Que Édipo foi enjeitado e deformado pelos pais, e só aí foi conduzido ao seu destino trágico; que Deus sacrificou o seu filho, como mito fundador do Cristianismo (enquanto no Antigo Testamento Abraão ainda foi poupado do sacrifício) – tudo isso permanece sem atenção.

(…) As observações sobre primatas não-humanos permitem a conclusão de que, segundo o desenvolvimento histórico-natural, o sentimento de culpa precede a vergonha, o pudor – que apenas os homens conhecem. E, com o surgimento da vergonha, é como que se aparecesse um adversário poderoso para essa consciência autónoma original: a vergonha estaria em condições de anulá-la em boa parte, tomá-la inconsciente e dificultar sua expressão cultural. Assim, abrir-se-ia caminho para a hipótese de que o homem desenvolve sua consciência por força da inscrição social. -- CULPABILIDADE E SEUS FUNDAMENTOS EMPÍRICOS, Dirk Fabricius.

Quanto ao paraíso original bíblico, que é equivalente da idade do ouro greco-romana, tanto pode corresponder a uma recordação idealizada da estrutura sócio cultural do matriarcado como a uma mera elaboração mítica da infância durante os ritos de passagem. De facto que pecado congénito é o da humana condição que nos tivesse merecido não apenas a perda dum paraíso real quanto ainda o da sujeição ao sofrimento e à morte?

Na verdade, nunca se tratou de uma questão de pecado mas da condição cultural de aquisição do pensamento enquanto capacidade para a construção das armadilhas e miragens do sentido em substituição da perda da harmonia dos instintos. Pelo menos nos Génesis o mito do paraíso perdido não é senão a imagem simbólica da inocência perdida com os primeiros desenganos da vida amorosa descrito em linguagem infantil.

25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

Naked and Crafty. The Hebrew text makes a subtle connection between Genesis 2 and 3. Whereas the primeval couple was "naked" (Hebrew arom), the serpent was "crafty" (Hebrew arum). This is a literary signal that these two chapters form a unified story. Another signal is the continuation of the name YHWH Elohim to refer to God. This is a relatively rare designation, and is found only in the Yahwist source.[4]

Porque foi o autor bíblico buscar um exemplo de típica vergonha sexual como símbolo de uma culpabilidade tão grave que fez com que toda a humanidade passasse a partir daí a ser a ficar sem acesso à imortalidade por causa da matreirice duma cobra? Porque afinal a história bíblica do Génesis está escrita como um conto infantil à volta da inocência perdida, que o senso comum sempre associou à perda da ingenuidade sexual, ou seja na passagem da virgindade à adultícia que levava à consciência do dolo…e eventualmente ao crime que, como o dolo, esteve nas sociedades patriarcais arcaicas associado à escravidão.

Se vergonha e culpa se diferenciam de modo bastante evidente na clínica do adolescente, na criança, cujas instâncias estão em constituição e nem sempre bem diferenciadas, elas são mais difíceis de distinguir. Na criança, cuja psique está em formação e cujas capacidades de simbolização verbal são precárias, o sofrimento ligado ao sentimento precoce de culpa assume formas diferentes em função de sua organização psíquica, de sua idade e de seu entorno. -- Nicole Minazio*, Brussels.

Ora, são precisamente as armadilhas e miragens do sentido que fazem com que a humanidade tenha tropeçado nos equívocos do pensamento analógico levando-o à paralogia abusiva, ao pensamento mágico redundantemente inútil e sobretudo às mistificações e aos erros grosseiros.

O homem perde os instintos de protecção individual quando se socializa e adquire costumes de vida comunitária. Se os instintos são as garras da individualidade o verniz de cultura com que a civilização as recobre corresponde à perda do instinto natural e do direito à supremacia da liberdade individual sobre o direito de o grupo impor a violência legítima do tabu. O mito substituía o instinto o que, dito de outro modo, confirma mais uma vez que a religião começou com a necessidade do reencontro do saber, oculto no lugar dos instintos perdidos pela espécie humana. Daí a grande admiração que o homem primitivo, do período animista / zoólatra, demonstra pelos animais, que pressentia em perfeito equilíbrio ecológico com a natureza dos seus instintos, ao ponto de os ter transformado em paradigmas de comportamento perfeito e logo de seguida em deuses tutelares! Assim, os homens tiveram que deixar de obedecer às suas leis internas (instintos) para passarem a obedecer aos instintos míticos (tabus) do seu animal totémico. Onde a falta do instinto mais cedo se fez sentir foi precisamente quando a adolescência teve que enfrentar o primeiro de todos os tabus que foi o do incesto.

Instintos de sobrevivência individual => tabus de sobrevivência tribal

=> mandamentos religiosos > normas éticas > Leis penais.

A protecção contra doenças neuróticas que a religião concede aos seus crentes é facilmente explicável: ela afasta o complexo parental, do qual depende o sentimento de culpa, quer no indivíduo, quer na totalidade da raça humana, resolvendo-o para ele, enquanto o incrédulo tem que resolver sozinho seu problema. (Freud, 1910/1969, p. 113)

"Pode-se representar o sentimento de culpa como o mais importante problema no desenvolvimento da civilização" (Freud, 1930[1929]/1969, p. 96).

É exatamente por isso que a civilização se beneficia do agente interno que vigia o sujeito e o condena com a emergência da culpa. Após inúmeras reflexões e trabalhos, em 1929, em "O mal-estar na cultura" Freud conclui que a civilização consegue, de uma maneira ou de outra, dominar o perigoso desejo de agressão, enfraquecê-lo, desarmá-lo e estabelecer no interior do sujeito um agente para conter o desejo. Isso porque esse agente – o supereu – vigia o eu e está pronto a condená-lo, intensificando o sentimento de culpa que sustenta a civilização. Para chegar a essa conclusão Freud teve de percorrer um trajeto minucioso de pesquisas e investigações em que ora se destaca a universalidade da culpa, na tentativa de explicar o cerne da civilização, ora se atenta à neurose e à culpa que atormenta o sujeito.

(…) Diante dos paralelos e analogias entre neurose obsessiva e religião, Freud (1907/1969) conclui: "pode-se considerar a neurose obsessiva um correlato patológico da formação de uma religião, descrevendo a neurose como uma religiosidade individual e a religião como uma neurose obsessiva universal" (p. 116).

(…) Sabe-se que originalmente, na vida psíquica, o sentimento de culpa era produto do temor da punição pelos pais, isto é, a expressão do medo de perder o amor dos pais; mais tarde os pais são substituídos por um número indefinido de pessoas na comunidade, o que leva à "ansiedade social", que, apesar de se apresentar enquanto culpa individual, nasce graças à vivência coletiva.

Sentimento de culpa na obra freudiana: universal e inconsciente, André Gellis; Maria Isabel Lima Hamud.

A verdade é que, se, como ficou dito, o paraíso era uma forma de nostalgia duma mítica felicidade intra-uterina ou lacto-maternal, a actividade sexual, pela penetração vaginal, constituía o regresso, no mínimo simbólico, ao espaço intra-uterino e, pelo orgasmo, o reencontro, ainda que fugaz, com uma felicidade aberta no corpo dos instintos. A sexualidade renovava (como ainda renova e irá renovar ad eternum, como as estações) na alma dos adolescentes o sentimento de reencontro com o paraíso perdido e com os espíritos dos animais e divindades que aí viveriam de forma mítica ou retórica! Assim, a religião começou nos “ritos de passagem” pascais como necessidade da reaprendizagem cultural da sexualidade à luz das conveniências éticas impostas pelos tabus sociais como primeira consequência lógica espontânea da harmonização da liberdade individual com as responsabilidades impostas pela vida em comum.

A sexualidade humana foi sempre uma questão ética e as religiões começaram de facto no terreno mítico e instável da ética sexual.

Qualquer actual homem tem a intuição de que a sobrevivência do grupo depende da procriação e esta da sexualidade. No entanto, a relação da sexualidade com a procriação não é uma evidência natural e foi uma descoberta do final do neolítico relacionada com domesticação dos animais e a mestria da pastorícia. A descoberta da importância da sexualidade na fertilidade animal iria ter um carácter de tal modo revolucionário que iria ser a teoria fundadora “ritos de passagem” pascais de que emergiram todas as religiões do patriarcado agro-pastoril.

Na medida em que a religião corresponde à mais elementar das formas e fazer política o princípio universal da sobrevivência da espécie, materializada no conservação do grupo ou na tribo, (na forma do Amor a Deus) foi sempre a ideologia básica de todas as religiões.

Esta lógica simples consubstancia-se por um lado na aceitação elementar do princípio da necessidade da reprodução implícito em todas as religiões monoteístas, na forma dum rígido e imperativo “tabu natalista” e por outro na evolução do mandamento primevo, quase instintivo e sexista do “crescei e multiplicai-vos”, quando em condições de apogeu da idade agro-pastoril, para formas laterais que permitem antever a vantagem dum certo investimento na “mais-valia da pessoa emergente” que irá consubstancializar-se em leis de tipo vitalista como na formula mosaica do “não matarás”!

Ao lado de um corpo sem vida, passou a existir não só a doutrina da alma, a crença na imortalidade e uma poderosa fonte de sentimento de culpa do homem, mas também os primeiros mandamentos éticos. A primeira e mais importante proibição feita pela consciência que despertava foi: não matarás. (Freud, 1915b/1969, p. 305).

Como é óbvio, esta passagem do princípio da sobrevivência individual para um análogo de tipo social não sexista marcaria o começo da socialização humana que começou por sobrevalorizar a sobrevivência dos reis e senhores e só depois iria estender o direito aos homens livres.

Os escravos ficariam de fora até ao cristianismo na ordem moral e no direito até à revolução francesa. A vertigem da descoberta do valor social da sobrevivência de alguns eleitos seria levada ao paroxismo delirante entre os Egípcios que, não a divinizariam o Faraó em vida (fórmula mágica de imortalidade doutrinária que permitia criar o interdito da intocabilidade da soberania) como iria condicionar toda a actividade social numa espécie de mono “indústria fúnebre” em torno da construção de condições objectivas, que iam das “técnicas de mumificação” à construção de “túmulos e piramidais”, e que permitissem a sobrevivência do faraó para além da morte.

Mais tarde, já na época helenística e m condições de início de excesso populacional em ambiente de vida citadina, dar-se ia a redescoberta da lógica vitalista que, na sua forma elementar de tipo metafórico e alegórico, do tipo das fábulas de Esopo e das parábolas cristãs, permitiria dar início ao progresso das doutrinas sociais baseadas na síntese dos princípios anteriores, ou seja, no regresso ao princípio natalista em versão vitalista. Dito de outro modo, o mandamento “amai-vos uns aos outros como Deus vos amou”, ou seja sem sexo, foi, afinal, a mais hiper sublimada das soluções altruísta da evolução cultural na base do princípio egoísta da conservação individual, por amor de Deus e da humanidade!

O tabu do aborto é simultaneamente resultado do imperativo vitalista (não matarás!) e do imperativo procriador pelo que deveria ser defendido em simultâneo por promotores duma sexualidade orgiástica e promíscua, o que prova que nestas coisas a lógica da fé não é a lógica formal corrente, se é que corresponde mesmo a alguma razoabilidade. De facto, a forma como estes imperativos têm sido defendidos variam com as modalidades éticas o que não anula o valor que a sexualidade tem tido em todas as religiões. A anti-sexualidade típica de alguns esoterismos, albigenses e catarinos, e dos novos fanatismos puritanos não é mais do que a prova pelo absurdo do papel da sexualidade na vivência religiosa que, no mínimo, pode estar perversamente disfarçada de misticismo assexuado e no máximo de anti-sexualidade.

Mesmo a negação histérica da sexualidade pecaminosa própria dos ascetismos ou a renúncia da sexualidade por uma castidade sacerdotal e sacrificial provam o quanto ela é importante aos olhos de Deus. Céu e pecado, Sexo e sofrimento amoroso, Eros & Tánathos, são dualidades paradigmáticas da luz e das trevas que começam na descoberta de Deus como Mater Genitrix, Verdade criadora e Amor salvífico e acabam nos deuses da morte, na fome, na peste e na guerra, os quatro cavaleiros do Apocalipse do “dies irae” da vingativa condenação às penas eternas do inferno!

É verdade que, no conto mítico antes referido, as consequências a que o herói Setne foi sujeito ainda hoje são motivos de tratamento literário por continuarem a provocar dramas deste tipo em idênticas situações de escolhas de rumos de vida temerários.

Este aspecto dramático da vida de todos os tempos põe-nos na pista de que o esoterismo teria tido origem na busca do saber oculto que permitia ao homem primitivo o controle espontâneo das forças instintivas de que a sexualidade era a mais dramática expressão e, assim, regressar ao paraíso da felicidade perdida. Num ambiente de tradição judaico-cristã de repressão da sexualidade, considerada genericamente impura, poderá fazer sentido perguntar: como pode a sexualidade ter estado relacionado com os deuses e com o Éden?

Aparentemente parece que a relação será espúria ou mesmo errada!

Baseado em tradições apócrifas judaicas e gnósticas, Branham afirmava ter recebido a revelação particular de que o Pecado Original teria sua origem no fato de Eva ter copulado com a serpente, a qual introduzira nas gerações humanas sua semente, dando origem a posteridade de Caim, a qual contaminou toda a humanidade. (…)

Na perspectiva psicanalista foi sugerido que o pecado mencionado no Gênesis teria sido o ato sexual. Esta explicação não encontra, contudo, raízes nas tradições judaicas pré-cristãs, em que a união carnal entre o homem e a mulher foi estabelecida por Deus. Entretanto se o pecado original fosse o ato sexual, Deus mesmo teria induzido o homem ao pecado, quando ordenou, crescei, multiplicai e enchei a Terra.

Se han aducido numerosos rasgos que pudieran reforzar esta hipótesis: la naturaleza fálica de la serpiente, el hecho de que los castigos impuestos a la mujer sean el parto y la sujeción de su deseo carnal al mandato del marido Génesis 3:16, y el hecho de que, tras el castigo, Adán diera su nombre a Eva "pues era la madre" (Génesis 3:20).

No obstante, existen detalles del texto bíblico original que aparentemente contradicen esta interpretación: Cuando Dios decretó la prohibición (Génesis 2:17) Adán estaba solo y continuó así por algún tiempo (Génesis 2:23); Dios autorizó a la pareja a que tuvieran prole (Génesis 1:28): Eva comió primero del fruto y después se lo dio a Adán (Génesis 3:6) -- Wikipédia

As objecções baseadas na interpretação literal da Bíblia chegam a ser pueris

Fazendo esta leitura comparativa, damos com a surpresa de a Bíblia incluir uma dupla e ao mesmo tempo contraditória descrição da criação.

Os estudiosos chegaram à conclusão de que não puderam ter sido escritas pela mesma pessoa, e pensam, antes, que pertencem a diferentes autores e de épocas diferentes. Como os seus nomes não chegaram até nós, e nunca poderemos sabê-los, chamaram ao primeiro “sacerdotal”, porque o atribuíram a um grupo de sacerdotes judeus do séc. VI a.C.; e ao segundo autor, situado no séc. X a.C., “yahvista”, porque chama a Deus com o nome próprio de Yahvé. (…) A própria Bíblia, por esta justaposição pacífica de diferentes modelos cosmogónicos, indicou a sua relatividade. Os pormenores “científicos” não fazem parte da mensagem bíblica. São apenas um meio sem o qual essa mensagem não poderia ser anunciada. -- Ariel Álvarez Valdés, Sacerdote argentino, biblista.

Na verdade, dando conta de que existem dois Génesis na Bíblia poderemos objectar a questões infantis de forma literal também:

Começando pela segunda objecção relativa ao mandamento do “crescei e multiplicai-vos” damos conta de que esta aparece no segundo Génesis de capítulo 1, que todos os autores concordam ser posterior ao do capítulo 2. Por isto mesmo é admissível postular que o Homem se encontraria já na fase do simples mortal sujeito à mera procura da imortalidade genética pela via da multiplicação do DNA.

Quanto ao resto se substituirmos acto sexual por consciência da “função reprodutora da sexualidade”, que hoje sabemos ter sido a ideologia fundadora do matriarcado, é óbvio que este poderia ter sido proibido ao homem ainda em fase angelical e poderia ter sido adquirido primeiro pela mulher que, como é sabido foi também a primeira a lidar com a domesticação animal e com as condições da sua fertilidade, enquanto o homem andava fora de casa a caçar!

O que se rejeita é a afirmação de que a tese do diabo do sexo escondido com rabo de fora na expulsão do paraíso seja uma mera “perspectiva psicanalista” porque faz parte de “tradições apócrifas judaicas e gnósticas” quanto do senso comum da esperteza saloia e brejeira!

Pelo contrário a psicanálise poder-nos-ia dizer muito sobre as motivações que levaram à fobia da sexualidade. Porém, independentemente dos aspectos específicos do contributo da psicanálise para a compreensão da evolução das estruturas de pensamento simbólico relacionadas com os processos de sublimação colectiva dos instintos, saltas à vista que o anátema contra a sexualidade das culturas piedosas e bem pensantes que, ou a denegaram, como foi o caso da cultura egípcia, ou a vituperaram como é o caso da cultura judaica, e foi o caso do masdeísmo, resulta duma atitude global que não difere muito da que hoje é tomada contra a droga.

Se, como diz o autor latino “toda a comparação erra”, podemos adiantar que, no essencial, a analogia é útil para uma primeira abordagem de fenómenos complexos. Ora aquilo que assusta na droga é mais a iminência da loucura do desregramento dos sentidos, que se teme disfarçada por detrás da irrupção da ubris na consciência clara dos sentimentos, própria das viagens virtuais pelos mundos desconhecidos da alucinação química, do que, a dependência que ela provoca. Sobretudo porque, no caso das drogas clássicas, como é o vinho e o álcool, como só pontual e tardiamente estas levavam ao delírum tremens, a prudência do senso comum só se apercebia dos seus riscos na forma do pecado da intemperança! É certo que no que respeita a consequências de abusos de consumo de alimentos ou bebidas promotoras de dependências, tudo é questão de “falta de tempero” e de falta de regra no abuso!

Na verdade, em dependências várias andam qualquer cultura enleada e, sem dependências não há gostos nem desgostos, nem sentimentos duradouros. O que a cultura moderna iria descobrir tragicamente é que as dependências físicas determinam a tolerância aos vícios e o embotamento dos sentidos, com a inevitável escalada do conflito dos sentimentos que, ou determinam o desespero e a morte por desgosto de viver, ou a morte pela entrega orgiásticas à paixão da overdose!

O fenómeno do embotamento dos sentidos por excesso de prazer foi pressentido pela cultura romana da decadência magistralmente descrita nas “Confissões” de Santo Agostinho, o Santo que iria fazer do suplício do seu próprio drama libidinoso a glória do ascetismo e da moral de temperança cristã.

Ora bem, foi o pânico psicossocial da “ressaca”, que tem por denominador comum a atracção histérica da realidade dionisíaca e orgiásticas do “sexo, vinho e festa” comum à ideologia do consumismo moderno do “Sex, Love and Rock 'n' Roll”, que fez com que a questão subjectiva da felicidade e do prazer fosse pressentida pelos povos primitivos como matéria mística e um instrumento de divina loucura com que os deuses tecem o destino dos homens. O lado perigoso dos prazeres da vida fez com que o homem clássico tivesse chegado à bela metáfora do pressentimento de que “os deuses sempre tiveram ciúmes de quem é feliz nas suas paixões”!

Porém, ao lado do risco de insanidade que os vícios sexuais potencializam vislumbrava-se um risco muito mais difícil de definir consensualmente que era o risco de morte por doença sexual. Esta intuição da natureza neurótica da sexualidade como fonte ambivalente de prazer e morte deve ter sido uma das matérias curriculares da iniciação sexual inerente aos “ritos de passagem dos tempos xamânicos” e causa dos primeiros mitos do paraíso perdido que são afinal a mais ingénua descrição do fim dum caso de amor.

A invenção do mito de Eros & Tánatos é psicanalítica mas as suas causas culturais profundas perpassavam por toda a tragédia Grega e estavam implícitas no mito único de Dionísio.

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Figura 3: Orgias dionisíacas.

Se Dionísio esteve sempre loucamente enamorado de Ariadne e nunca com Afodite bem poderia ter estado porque Adónis que não era senão a variante fenícia de Dionísio.

De facto, o medo das doenças sexualmente transmissíveis infiltrado na moralidade do senso comum não é um neologismo decorrente do convívio surdo com a Sida dos tempos pós modernos. O que torna o sexo impuro e o prazer num risco de corrupção só pode ser a doença e a morte que lhe anda associada. A associação causal intuitivamente empírica entre doenças venéreas, corrimentos sexuais e promiscuidade deve ter sido muito precoce ou pelo menos datada dos tempos dos tabus da impureza sexual que levaram à circuncisão entre os Egípcios. Antes do pânico da Sida existiu a fobia da Sífilis e antes desta a que se relacionava com todas as doenças relativas à intimidade com mulheres impuras descritas pelos autores bíblicos em termos tais que iam desde o “tabu do sangue” menstrual à intuição da relação de certos corrimentos genitais com a blenorragia.

Regressando ao paraíso perdido verificamos que numa doutrina religiosa começada com os “ritos de passagem” da puberdade em torno da nostalgia dos tempos de “doce enlevo” materno-infantil o primeiro Deus teria que ser a Deusa Mãe.

A razão pela qual se revelou então com a forma da Cobra só pode ter sido como resultado óbvio do tabu do incesto numa época de descoberta da importância da actividade agro-pastoril. Não sendo possível amar sexualmente a própria mãe teria que ser encontrada uma alternativa digna desta que só podia ser a Terra Natal enquanto mãe de todas as coisas vivas e lugar nostálgico de todos os entes queridos! Numa relação tal com a natureza em que o animal era tido como ente em perfeita comunhão de instintos, natural seria que um animal viesse a ser escolhido para mascote da deusa mãe. De qualquer modo, se o primeiro deus foi a Terra, o seu fonema Ki pode ter sido primordial e a Cobra o seu primeiro animal totémico.

Nef < Neheb < An Hiwe < An Phi We (> «anfíbio”) < An-Ki-Ki.

Quanto a Ftá < Phta < Ptah, o seu papel de “creator of the earth, father of the gods and all the being of this earth, father of beginnings” permite legitimar a suspeita de que tenha tido origem no mesmo nome.

Se Toth, Ptah e Nef não foram o mesmo deus nos primórdios da teologia Egípcia poderiam ter sido! De qualquer modo a sua íntima relação etimológica permite inferir uma correlação teológica entre a “cobra, o sexo e a magia”[5]. Em parte porque a magia foi (e é ainda para alguns) a busca dum saber transcendente que não fosse mera e banal abstracção ou seja um equívoco resultante das armadilhas e miragens do sentido. A escola teológica onde se deu a elaboração metafísica que permitia a coabitação de todas estas divindades foi Mênfis cujo nome é muito suspeito de prestar homenagem à cobra da deusa mãe.

Mem Phis > Min | Phis < Ki-ish < Min-Ki-ish, “terra dos filhos de Min”.

Qualquer raciocínio elementar permite concluir que todos estes nomes de deuses podem corresponder ao mesmo deus ou ao conceito de um único deus original, mesmo que ainda não necessariamente único, fonética e doutrinariamente comum. Dito de outro modo, estas tríades correspondem a tês estratos de manipulação teológica (para uniformização doutrinária pacificadora) de que os deuses afídeos são a sobrevivência mais arcaica do período primitivo da Deusa mãe. O conto acima referido além de reforçar, com a sua simbologia, esta tese contribui com um elo semântico na forma do nome da alma do primeiro Adão, Nefer-ka-Ptah. Se, no mito, esta entidade tinha sido redimida pela morte do pecado de ter encontrado o saber místico que só aos deuses caberia ascender, tal feito heróico fez dele um deus, ou pelo menos o espírito guardião do livro desse mesmo saber logo, pelo menos, um avatar de Fta.

Esta verificação permitiria traduzir o termo Nefer-ka-Ptah como sendo literalmente “a cobra Nef é a alma da sabedoria”. De facto sendo Sofia de seu nome...seria esposa de Ptah.

Sofia < Kauphi-a(t) > ka-Ptah.

De resto, *Kauphia teria que ser um Kaw, a alma de um certo animal totémico que, no caso, seria, em resultado do étimo Phi, a Serpente mítica dos vários disfarces e nomes, um dos quais foi o egípcio Nef.

 

Ver: TIAMAT (***)

 

O MITO DA CRIAÇÃO HUMANA

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Figura 4: Criação do mundo por Ptah, o divino oleiro. Apesar da mitologia menfitica referir que Ptah criou o mundo com o coração (por vontade própria) e com a sua língua (por mera ordem verbal) a verdade e que esta representação refere o deus sentado diante dum torno de oleiro amassando um ovo de barro com que iria moldar o universo.

Ptah creates the world by divine word in the Memphite Theology. This forms a unique parallel between Genesis 1:1—2:3 and Egyptian cosmology. “While the doctrine of creation in response to divine command is widespread in Egyptian literature, it is not to be found in Babylonian cosmologies.

The image of the Creator as a potter was echoed several places in the Old and New Testaments. But now, O LORD, thou art our father; we are the clay, and thou our potter; and we all are the work of thy hand. Isa 64:8 O house of Israel, cannot I do with you as this potter? saith the LORD. Behold, as the clay is in the potter's hand, so are ye in mine hand, O house of Israel. Jer 18:6.

In the beginning were only Tepeu and Gucumatz. These two sat together and thought, and whatever they thought came into being. They thought earth, and there it was. They thought mountains, and so there were. They thought trees, and sky, and animals. Each came into being. Because none of these creatures could praise them, they formed more advanced beings of clay. Because the clay beings fell apart when wet, they made beings out of wood; however, the wooden beings caused trouble on the earth. The Gods sent a great flood to wipe out these beings, so that they could start over. With the help of Mountain Lion, Coyote, Parrot, and Crow they fashioned four new beings. These four beings performed well and are the ancestors of the Quiché.

                            > Garani Tu-Pan < Chin. Pan-Ku.

Tepeu < Te-Pheu < Pheu-te < Phteu ó Peteh > Phtat.

                           > Te-seu < (Teos)-Zeus

Gucumatz < Guku-Mat < Kiki-Mat = Tea-mat.

A figura primária na maioria das lendas Guaranis da criação é Ya-man-dú (ou N(i)han-derú ou Tupã), o deus supremo de toda a criação. Esta mitologia é seguramente de arcaica origem mediterrânica minóica (pela raiz -mandu) e por ser quase seguro que Tupã não será mais do que o arcaico deus grego Pan ou Fanes e o latino Fauno.

 

Ver: GUANCHES (***)

 

La historia de Atrahasis también conocido como Utnapishtim (para los babilonios) o Ziusudra (para los sumerios), siendo el protagonista del poema que lleva el nombre "Atrahasis", empieza mucho antes de que este entre en escena, y antes de que el hombre fuera pensado y creado, así fue, que los dioses menores tenían que drenar los canales, cavar zanjas y hacer todo el trabajo pesado. 

        Los dioses tuvieron que drenar los ríos y limpiar los canales, 

        y las fronteras de la vida de la tierra, 

        los dioses drenaron el lecho del Tigris 

        y luego ellos drenaron el Éufrates. 

Después de 3600 años de este trabajo, los dioses finalmente comienzan a quejarse. Deciden declararse en huelga, quemando sus instrumentos de trabajo y rodeando "la vivienda del dios principal Enlil (su templo)”. El visir de Enlil, Nusku lo busca y lo encuentra descansando en su cama, lo alerta de la muchedumbre enfadada afuera. Estos asustan a Enlil. (Su cara es descrita como "cetrino como un tamarisk ¿..?"), Nusku aconseja a Enlil que convoque a otros grandes dioses, sobre todo a Anu (el dios de cielo) y a Enki (el dios inteligente de las aguas dulces). Anu aconseja que se averigüe quien es el cabecilla de la rebelión y envían a Nusku para preguntar a la muchedumbre de los dioses, cuál es su líder. ¡Las respuestas de la muchedumbre, "Cada uno de nosotros dioses ha declarado la guerra!" 

        ¡Belit-ili la diosa madre (diosa matriz o diosa de utero) está presente, 

        Dejad a la diosa madre crear al descendiente, 

        y dejad al hombre llevar la carga de los dioses! 

Ya que los dioses superiores, ahora ven que el trabajo de los dioses inferiores, era demasiado pesado, deciden sacrificar a uno de los rebeldes, para el bien de todos. Ellos tomarán a un dios, lo matarán, y harán la humanidad, mezclando la carne del dios y la sangre con la arcilla. Luego, Enki, les instruye sobre rituales de purificación para el primer, séptimo y decimoquinto de cada mes, los dioses sacrifican a Geshtu-E, "un dios que tenía la inteligencia" (su nombre significa (piensa) "el oído" o “la sabiduría”) y la humanidad se forma de su sangre y la arcilla. Después de que la diosa madre mezcla la arcilla, toda la tropa de dioses por y la saliva sobre ello. Entonces Enki y la diosa de matriz toman la arcilla en "la habitación del destino, " donde 

        Las diosas madres (diosas matrices o diosas de útero) fueron montadas. 

        Él (Enki) mezcló la arcilla en presencia de Ella (Belit-ili, también Ninhursag, o Aruru, o Dingirmakh, o Ninhursaga, o Ninmah, o Nintu/Antu) 

        Que se mantuvo recitando un conjuro, 

        Mientras Enki, se quedaba y presenciaba todo, él le hizo recitar. 

        Cuando ella hubo terminado su conjuro, 

        Pellizcó catorce pedazos de arcilla, y puso dos juegos, 

        Siete pedazos a la derecha, siete a la izquierda. 

        Entre ellos, ella dejó un ladrillo de fango.

Como a mitologia do Géneses não pode ter contaminado a dos povos Maias pré colombianos há que propor um postulado mais lógico: suspeitar que estamos perante uma mitologia neolítica que remonta precisamente ao calcolítico e da descoberta da cerâmica já que existe a tendência psico-cultural de teorizar o geral a partir da aquisição cultural mais marcante de cada época.

4 Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que JEOVÁ fez a terra e os céus. 5 Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.

Gipara läki iscscurüscu sca ä läshe'uû

Os lameiros não tinham sido lavrados, nem ilhas eram visíveis,

A primeira grande inovação do Génesis é, assim, colocar a criação do homem no ponto primacial em que os caldeus colocaram a criação dos deuses.

 

Ver: ENUMA ELISH (***)

 

6 Um vapor, porém, subia da terra e regava toda a face da terra. 7 E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

Em termos de fonte cultural, o mito da criação do homem do Génesis é um plágio muito simplificado do mito Egípcio de Khnum.

 

Ver: CHNUM (***)

 

The Creation Tradition of Khnum: While the creation of humans and animals receives little attention in the main cosmogonies, Egyptian evidence concerning the creation of man is not lacking. As Cyrus Gordon notes,

One of the most familiar scenes in Egyptian art is Khnum, the ram-headed god, fashioning a person out of the clay on the potter’s wheel.” In the Temple of Deir el Bahari, Hatshepsut had a relief carved on one of the walls depicting Khnum fashioning her and her ka out of clay on his potter’s turntable. Khnum creates humans and animals on his potter’s wheel using the silt of the Nile, i.e., clay. After fashioning a person, his consort Heket offers the “breath of life,” symbolized by the ankh, to the nose of the clay figure. This animates the clay effigy and the person receives an allotted life-span, personified as Shay meaning “That-which-is-ordained.” (…)

Since the Hebrew and Egyptian concepts of creation share more in common with one another than the Hebrew and Babylonian, this suggests that the author or redactor of the Genesis creation accounts possessed greater knowledge of Egyptian than Babylonian cosmology, or a the very least held a worldview that was closer to the Egyptian than the Babylonian worldview. If the Pentateuch was written by Moses who was educated in the courts of Egypt, the use of Egyptian ideas in the Genesis creation account should not be surprising.

O mito da criação Sumério é, no entanto, ideologicamente mais fundador do que o Egípcio na medida em que determina de forma clara e universal a função doutrinária do homem na sociedade esclavagista e servil em que se baseava a prosperidade da civilização agrícola do crescente fértil. Nesta perspectiva, se bem que todos os mitos da criação possam ser considerados como tendo uma origem remota comum, a verdade é que eles foram recontados e readaptados de acordo com as necessidades fundadoras de cada comunidade nascente e renascente.

Early Christians apparently understood that they would eat and drink with Christ after death. To moderns this appears to be a strange notion. If one has immortality, why the need to eat and drink? Eating and drinking is neccessary to sustain mortal life! The answer is that in Ancient Near Eastern myths, the notion existed that the gods could die. They are portrayed warring with each other and slitting each other's throats! They possess Fleshly Bodies! They had created man to grow and harvest food for them on the earth, which was mystically consumed by them in the heavens via offerings in the temples! So, gods could go hungry, and possibly starve to death. Thus man, who obtains immortality after death, must also be nourished with food and drink like the gods to keep their Fleshy bodies alive in heaven. This "strange" notion also explains why in the resurrection of the Dead they must come back to life IN Fleshly Bodies instead of as spirits ( cf. Ezekiel 37:1-11; Luke 24:39-43; Revelation 20:11-15). When the goddess Inanna descended into Hell to visit her sister, and was killed, the Fleshly Carcass was hung on a stake. Eventually Enki sends two demigods to the underworld, they sprinkle 'bread of life and water of life" on Ishtar's Dead Body, and it comes back to life, and she ascends from the underworld to once more take her place amongst the other Fleshly Gods who dwell on the earth's surface. That is to say, for the Mesopotamians, the dead lived on in the underworld as dis-embodied spirits, they came Back To Life, only when their Fleshly Bodies arose and walked the earth again as happened to Inanna/Ishtar. This also explains Abraham entertaining God or "the Lord" in a Fleshly Body at his tent, offering him a meal before he and his two companions (angels) destroy Sodom and Gomorrah (Ge 18:1-16). -- [6]

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Figura 5: carnificina divina num sinete sumério.

"Eles mataram Aw-liu que ousou falar na Assembleia.

Nintu amassou barro com a carne e o sangue dele.

Ambos, deus e homem, eram completamente misturados no barro.

Da carne do deus permaneceu [o] espírito

Que permitiria ao vivente conhecer os seus sinais,

E para que não fosse esquecido, [o] espírito permaneceu, 

Depois de ela ter misturado aquele barro.

Ela chamou os Anuna, os grandes deuses.

Os Igigi, os grandes deuses, desovaram no barro.

Mami preparou-se para falar,

E disse aos grandes deuses,

"Vocês me ordenaram a tarefa e eu a completei!

"Vocês mataram o deus, bem como o seu sopro vital.

Eu acabei com o vosso pesado trabalho de escravos,

Eu impus este jugo ao homem.

Vocês provocaram (?) o clamor do género humano".[7]

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Figura 6: A deusa mãe e o “deus menino” junto à árvore da vida a quem um oleiro dá um vaso sagrado?

(…)

Todo lo que Tiamat había conspirado, a él se lo repitió:

“...ella ha creado una Asamblea y ha montado en cólera...

les ha dado armas incomparables, ha dado a luz monstruos-dioses...

además once de esta clase ha dado a luz;

de entre los dioses que formaban su Asamblea,

ella ha elevado a Kingu, su primogénito, le ha hecho jefe...

le ha dado una tablilla de destinos, se la ha sujetado al pecho”.

O deus Abílio / Abel foi assim uma das origens arcaicas do mito cristão do sacrifício divino para salvação da humanidade. Interessante é saber que na mitologia Zuni Awon-awilo-na é o deus criador que a si próprio se transforma em sol e da sua própria substancia ígnea gera duas sementes com que engravida as Águas (afinal, preexistentes ao criador) primordiais sobre as quais aparece uma espuma de que irão nascer o pai do céu e a terra mãe!

É patente que o nome Awon-awilo-na deriva do mito sumério de Aw-liu, de mistura com alguma confusão com os Anuna.

Awon-awilo-na ó Anuna + | Aw-liu > Awil(u/o).

“Enki abriu a sua boca e disse aos grandes deuses ...Que eles matem um deus ...com a sua CARNE e o sangue se mistura o barro. Deus e Homem ...misturados no barro”. [8]

“Deixai-nos matar (dois) deuses Lamegos. Com o seu sangue deixai-nos criar o género humano. O serviço dos deuses seja o seu quinhão para todo o sempre. Manter as margens dos diques limpas, colocar a enxada e cesta nas suas mãos... cultivarem plantas em abundância ... encherem o sileiro ... celebrarem os festivais dos deuses... despejarem água fria na casa grande dos deuses ...porque eles deveriam aumentar o número de bois, ovelhas, gados, peixes e aves, a abundância da terra...”[9]

In “The Trilingual Creation Story” the blood is taken from two craftsman gods (lamga), while in “The Epic of Creation” it is the blood of the rebel-god Kingu. Likewise in Atra-hasis humankind is composed of the flesh and blood of a rebel-god named Geshtu-e. A couple of variations on this theme exist though. For instance, in “Cattle and Grain,” all that is mentioned is that humankind is “given breath.” -- [10]

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Figura 7: Marduque com todos os poderes cósmicos perseguindo Kingu!

En mitología acadia y sumeria, Geshtu-E (también Geshtu, Gestu) fue un dios menor de la inteligencia. La leyenda relatada en el poema Atrahasis, cuenta que fue sacrificado por los dioses superiores y su sangre usada para crear a la humanidad.

Lakhmu is a deity from Akkadian mythology, first-born son of Apsu and Tiamat.

                                                                                       > Grec. Phan-es

Lamga (> Lahmu & Lahamu) º Kin-gu ó Pan-Ku º Gestu = Aw-liu.

Lamga < Lameka < Har-meka < Kur-mesh > Hermes.

Sendo os deuses Lahmu & Lahamu primordiais e aparecendo pela primeira vez na versão babilónica do Enuma-Elish é muito provável que se trate já duma corruptela da arcaica deusa suméria Lama, que veio a ser Tiamat e mãe dos monstros primordiais, peludos e nus, os Lamaços.

 

Ver: DEUSES DA SAÚDE – III / N. SR.ª DOS REMEDIOS (***)

 

A Sociedade babilónica era constituída por três classes representadas pelo awilu, uma pessoa livre da classe alta; o wardu, ou escravo; e o mush-kenu, uma pessoa livre de baixa propriedade que legalmente era enfileirada entre o awilu e o wardu.[11]

                                                                                              > Cabiros.

«Vilão” < Lat. Vil-lanu < *Vilu < A-wi-Lu < Ka-Wi-Lu > Aw-liu.

                                       «Gabirú” < Heberu < Habi(ru) < Hawi < Kaki.

                                                                        > iberos, hebreus, etc.

O facto de as classes nobres babilónicas serem os awilu, nome de possível origem suméria reporta-nos para a possibilidade de os elamitas pouco ou nada terem alterado na posição social dos habitantes sumérios da cidade babilónica quando a conquistaram no fim da queda do império cretense.

Se o nome dos awilu nos reportar para o mito dos cabiros que compunha a casta guerreira que teria defendido o “deus menino” Zeus recém-nascido de ser comido vivo por seu pai Saturno, tal facto reforça-nos a convicção de que os sumérios eram uma civilização neolítica de cultura cerealífera intensiva para produção massiva de cerveja iniciada por um povo curdo de origem cretense.

O mais interessante ainda é verificar que a história da criação do homem terá estado desde muito cedo ligada ao mito da própria criação dos deuses o que nos deixa na suspeita de que os mitos patriarcais sumérios tenham sido um remanejamento recente de mitos matriarcais mais antigos do alto neolítico mediterrânico.

Tablete VI: Marduk decide criar os seres humanos, mas tem necessidades de sangue e ossos para os modelar. Ea aconselha-o que apenas um dos deuses deveria morrer para prover os materiais para esta criação, e este deveria ser o culpado de conspirar contra os deuses. Marduk informa-se na assembleia dos deuses sobre quem incitou a rebelião de Tiamat, e contaram-lhe que tinha sido Kingu, o marido dela. Então, matou Kingu e usou o seu sangue para formar o ser humano para assim eles poderem executar tarefas servis para os deuses. Para honrarem Marduk, os deuses constriuram uma casa para ele na Babilônia. Depois de sua conclusão, Marduk dá um grande banquete para os deuses na casa sua casa nova onde todos o elogiam Marduk pela sua grandeza ao ter subjugando Tiamat. O primeiro grupo de cinquenta nomes de tronos de Marduk é então recitado.[12]

Em conclusão, os diversos mitos apontam para que estejamos perante a forma mais arcaica do mito da morte do “deus menino” que acabou entre os gregos na morte de Dionísio…eventualmente na de Zeus como os cretenses acreditavam já que na sua terra mostravam o seu túmulo aos turistas da época helenista.

Entretanto, o menino foi descoberto por Hera, a esposa de Zeus, que queria vingar-se da nova aventura do esposo. Assim, quando o deus se estava a olhar distraído no espelho, dois kouretas titãs enviados por Hera, horrendamente pintados com argila branca, aproximaram-se de Dionísio pelas costas e, aproveitando a ausência de Perséfone, mataram-no.

Obviamente que os mitos antigos eram variantes de infindas variantes anteriores de mitos passados de boca em boca e que apenas na suméria teriam começado a ser passados a escrito. A tradição grega de Dionísio não conservou, porque era teologicamente indesejável, a tradição da morte do filho de Deus para criação da humanidade. Como os mitos nunca corresponderam a verdade externa nenhuma mas eram meras interpretações da realidade de conveniência cultural estiveram sujeitos às mesmas regras das teorias académicas que se vão sucedendo conforme se vai alterando o conhecimento e se vai alterando a sociedade. Trata-se portanto de um lento resultado da reflexão social feita pela classe bem pensante de acordo com as conveniências do senso comum dominante ou contra a opinião até então dominante. A lei marxista da luta de classe aplicar-se-ia aqui mutatis mutandis apenas na medida em que as grandes mutações históricas resultaram da apropriação de mitos inovadores por parte de gerações ascendentes mais cultas e cientes do seu poder social transformador. A guerra de religiões antecedeu a luta de classe e a guerra de grupos de cultos guerreiros a, de religiões.

Obviamente que estamos no terreno mais difícil da meta análise que é o da análise trans-histórica. Seja como for, o mito da morte do deus menino por amor da humanidade renasceu no cristianismo na forma de morte e ressurreição Jesus, o Cristo, que agora se entende que teria que ser Deus, porque tinha que ser a evolução do mito do “deus menino” da “festa dos rapazes” nos ritos de passagem pascais.

Como adiante se verá, este deus primordial não seria senão o filho primogénito da Deusa Mãe, o sol que esta quotidianamente devora pelo crepúsculo para parir com a aurora! Na suméria estes mitos seriam pouco claros, possivelmente porque socialmente pouco inteligíveis, visto decorrerem duma sociedade arcaica de caçadores recolectores, e o que nos restam são formas que nos reportam para o tempo nubloso da cosmologia da criação do mundo, dos deuses e dos homens. No entanto, podemos concluir que existe alguma unidade no mitema de fundo.

Enquidu (ou Enkidu) é um ser meio animal meio humano que foi criado a partir do barro a fim de contrabalançar o poder de Gilgamesh aquando dos seus abusos de poder. Os deuses tramam um plano para roubar de Gilgamesh a sua autoridade e dominação. Nas planícies incultas eles colocam um homem cabeludo e selvagem, Enkidu. Como os animais, ele pastava e perambulava com eles. Enkidu foi visto por um caçador no poço onde os animais iam beber água. Gilgamesh é informado e congeminou um plano para capturar este homem animal. Enviou uma prostituta sagrada consagrada à deusa Istar com o caçador, ao local do poço. Ao alcançarem Enkidu, o caçador obriga a mulher a tirar as roupas, deixando à mostra sua nudez madura. Ela abriu completamente as vestes, expondo seus encantos e entregando-se aos abraços dele. Durante seis dias e sete noites ela gratificou-lhe os desejos e o alimentou com pão e cerveja, até que sua vida selvagem foi completamente vencida.

Shamhat, Šamhat o Shamjat es el nombre del personaje que aparece en la Tablillas I, II y VII del Poema de Gilgamesh. Posee el título de "harimtu" o devota del culto a la diosa Ishtar, cuya raíz proviene del verbo "hara-mu" (cubrir), por dedicar una vida de reclusión dentro de las paredes del templo.

Los textos le otorgan el "kuzbu" o atractivo sexual, que usa para tentar a Enkidu y sacarlo de su estado salvaje, civilizándolo a través de las relaciones sexuales continuadas. Por desgracia para Enkidu, después de disfrutar a Shamhat durante "seis días y siete noches", sus antiguos compañeros, los animales salvajes, le rehúyen aterrados al congregarse en el pozo donde solían beber.

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Figura 8: The seal shows Dumuzi being captured at his sheepfold in the Sumerian edin and bound by the serpent-like Ugalla demons who carry him off to the underworld as his bride, Inanna's replacement or surrogate. He is shown in scene one fully clothed with sceptre and crown, his hands and feet being bound with sticks, scene two: half-naked descending via Hell's gate, Scene three: fully naked in the underworld and finally, scene four: fully clothed, holding two fruit-bearing branches atop a walking serpent-dragon, showing his "return" to the earth's surface each spring as the life-force in the new plantlife or regrowth of the edin which surrounds the gods' city-gardens which man was created to toil in to feed the gods and free them of toil (for the photo cf. p. 71.Henrietta McCall. Mesopotamian Myths. [The Legendary Past series]. Austin, Texas. University of Texas Press. In co-operation with the Trustees of the British Museum, London. 1990, 1993).

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Figura 9: Below, a NAKED priest pours out a libation before an enthroned CLOTHED god identified as Ningirsu (p. 116. fig. 54 "Ningirsu." Stephen Herbert Langdon. The Mythology of All the Races, Semitic[Vol. 5]. Boston. Archaeological Institute of America. 1931).

Summation: In recasting the Mesopotamian myths in order to refute them the Hebrews have given "new twists to old ideas or motifs." The Garden in Eden is a recast of Eridu and Nippur where man was made to serve in a god's garden replacing the Igigi gods as laborers. It also fuses Anu's heavenly abode with a Lebanese Cedar Mountain sacred to the gods, and a watering hole in the uncultivated steppe land (Akkadian seru, Sumerian edin or edin-na) near Uruk where a naked Enkidu is "undone" by a naked Shamhat. The Edenic Serpent is a recast of Enki (Ea), Anu, Ningishzida and Dumuzi. The Cherubim are recasts of Ningishzida, Dumuzi and Huwawa. Adam is a recast of Adapa and Enkidu. Shamhat has been recast as Eve. The "bread of life" and the "bread of death" have been recast as "tree fruits." A man's forbidden access to trees is the cedars guarded by Huwawa, accessed by Enkidu, who's death is ordered by Enlil. Yahweh-Elohim is a recast of Anu (An) in heaven, Enlil (Ellil) of Nippur, Enki (Ea) of Eridu, the Hunter of Uruk, and Shamash (Utu) the sun-god who at Uruk refused to curse Shamhat at Enkidu's request. In recasting these Mesopotamian motifs the Hebrews are _denying, challenging, and refuting_ the Mesopotamian concepts regarding how man came to created, his purpose in life, why he is not immortal, why his demise was sought in a flood, and how a seventh day of rest for the gods came about. -- The Pre-Biblical Origins of the Cherubim (And The Mercy Seat Atop the Ark of the Covenant) Walter Reinhold Warttig Mattfeld y de la Torre, M.A. Ed. 10 Nov. 2001 Updated and Revised through 25 November 2006.

1º - O homem foi criado do barro amassado com o sangue do “deus menino”, filho da deusa mãe!

2º - De acordo com o mito da criação Enuma Elis este “deus menino” teria sido o par de gémeos primordiais: os deuses lamachos, literalmente os “filhos da Lama” que era a Terra Mãe. Estes deuses seriam também as cobras Nin-Gu-izida.

3º - Na época mais antiga da mitologia caldeia já seriam vários os nomes deste deus: Aw-liu / Cabiru, que tudo leva a crer ser o mesmo que ousou falar na assembleia como Kin-Gu. Este, seria afinal Nin-Gu-izida, ou Gu-estino.

- Embora não seja referido nos mitos da criação que nos chegaram estes deuses eram afinal Tamuz que seria a variante caldeia do protótipo cretense dos deuses de morte e ressurreição solar que teria sido *Atumino, o Minotauro.

Obviamente que a teoria de que os homens tinham sido criados pelos deuses para alimentarem com a sua força de trabalho os deuses era uma teses social que tentava explicar o esclavagismo que estava na base da sociedade agrícolas de produção intensiva.

A razão por que estas teses desaparecem no Génesis decorre do facto de os judeus terem sido de certo modo a expressão mais radical da primeira subversão libertadora duma classe de escravos que terão sido no Egipto, defensores do primeiro direito dos trabalhadores ao descanso sabático semanal. De qualquer modo, se a causa da escravidão deixa de ser culpa dos deuses a tese inversa de que passou a ser culpa do pecado original de Adão e Eva, possivelmente o casal de deuses primordiais, permaneceu, com desvantagem evidente para os humanos, possivelmente por evolução do mito de Marduque que culpa Kingu de ter conspirado contra os deuses por inspiração da cobra Tiamat.

 

ADAPA

Por outro lado, o nome deste homem primitivo aparece primeiro como Adapa e depois como Enki-tu (filho de Enki).

Adapa era obviamente Adão.

Adapa + An = Senhor Adapa = Adapaan > Adawaan > Adauaan

> Hebraic. ʼĀḏām > «Adão”.

Adapa era un mortal de un linaje divino, un hijo de Ea, dios de sabiduría y de la ciudad antigua de Eridu, que trajo las artes de la civilización a aquella ciudad de Dilmun. El mito de Adapa, cuenta que él cortó o rompió las alas de Ninlil o Sud (Viento del sur). Anu a causa de estó enfureció y mandó llamarle. Enki le aconseja ir vestido de luto, para que cuando los guardianes de la casa de Anu (las puertas del cielo), Dumuzi y Ningizzida le pregunten por su atuendo, Adapa dijera que era porque se extrañan a unos dioses en su tierra. Los guardianes le preguantarían ¿qué deidades se extrañaban? el tenía que contestar Dumuzi y Ningizzida. Enki, sabía que esto caería bien a los porteros de la casa de Anu, por lo tanto hablarían favorablemente de Adapa a Anu. Adapa hizo caso y así fue, pero Enki además le previno de no alimentarse con la comida que Anu le ofreciera. Anu impresionado con la sinceridad de Adapa le ofrece la comida de la inmortalidad, la cuál Adapa rechaza y pierde la oportunidad de ser inmortal.

Geralmente diz-se que Adapa, inteirino de Eridu, era um exorcista dotado de robustos poderes, em batalha contra os demônios que assolavam a imaginação mesopotâmica. Tomou lugar entre os Apkallu, os setes sábios famosos. Era um mortal de linhagem divina que, como muitos heróis gregos, encontrava-se no limiar entre dois mundos. Ao quebrar as asas do Vento Sul, que tinha virado seu barco de pesca, Adapa foi chamado para prestar contas frente a An (ou Anu). Ea, seu deus protetor, o preveniu quanto ao uso de alimentos durante sua estada no céu, terminando por privá-lo da imortalidade naquele momento. 

Na corte da Assíria, médicos especiais, nas extremidades sulistas da região, treinados na sabedoria anciã de Eridu, previam ou profetizavam o aparecimento de doenças a partir de sinais e do comportamento do corpo de pacientes – idéia essa que não deve ser de imediato associada ao conceito de "sintomas" do ponto de vista contemporâneo, já que usavam-se de encantamentos e recursos mágicos. -- Wikipédia, a enciclopédia livre.

O filho mortal de Enki que tinha todas as virtudes e poderes do pai excepto a imortalidade que, aliás, recusaria, supõe-se que por divina artimanha do próprio pai da matreirice!

Adapa: According the Adapa myth, Adapa was the son of the god Ea, the god of wisdom, and was the Priest-King of Eridu, Babylonia's oldest city. He was the first of the Apkallu, the Seven Sages sent by Ea, who brought the arts and civilization to mankind. Ea ga ve Adapa knowledge but not eternal life. He was also a fisherman and when the South Wind, Sutu, broke his boat on the cliffs, Adapa caught him and broke one of his wings. For this deed he had to account before the supreme god Anu in heaven. His own fat her Ea, angered by his conduct, or perhaps wishing to keep him as a servant, misled him about the correct behavior in heaven, and deceived him about what would be offered at the court of the chief-god Anu. Had Adapa partaken of the water and the food of fered to him in heaven he would have become immortal. so that Adapa did not receive the eternal life as he had hoped. He is the forerunner of the biblical Adam, the first man.— Ver: THE MYTH OF ADAPA, Translated by Stephanie Dalley. Ver THE MYTH OF ADAPA, Translated by Stephanie Dalley. BABYLONIACA - Ancient & Modern Mesopotamian Texts & Links.[13]

Adapa º Uan, Oannes < Auanes < *Kau-an-ish > Danish > Dionisi.

                                                                                  > Gasnesh.

E assim, por causa do vento «suão», perdeu o homem a imortalidade e ganhou o sol direito ao eterno retorno e aos ritos pascais da anual ressurreição primaveril!

É quase seguro que de um deus virtual, etimologicamente imaginado com o nome *Ish-Kaka = *At-Kaka, lit. “filho de deus” Kaka, poderia ter surgido na vastidão temporal do paleolítico.

*At-Kaka > At-at > Ath-ath > Adad > Hadade!

                  > At-Haphia > Ath-apha > Adapa.

Adapa < At-apa < *ash-apa, lit. “filho do pai”.

Prometeu < Phor | < Kar < Kur |-me-teo.

Se assim não foi, mais facilmente ainda poderia ter acontecido que Adapa fosse meramente *Ash-apa, literalmente o “filho do pai” Enki, ou seja, um mero nome genérico duma primeira manifestação ideologia paternalista a partir do trabalho pastoril que permitiu a descoberta da existência da hereditariedade por via masculina caucionada por um “Deus pai” primordial e todo-poderoso porque suposto auto-gerado e criador do céu e da terra sem a necessidade duma “deusa mãe”!

O equivalente grego deste mito foi Pró-me-teu, literalmente o deus dos mês do Phor < Kar < Kur.

 

Ver: PROMETEU (***)

 

Adão (do hebraico ʼĀḏām, "pó; o homem; género humano", relacionado tanto a adamá, solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom, "vermelho", e dam "sangue") é considerado dentro da tradição judaico-cristã e islâmica como o primeiro ser humano, uma nova espécie criada directamente por Deus. Teria sido criado a partir da terra à imagem e semelhança de Deus para domínio sobre a criação terrestre.

Resumo: Adapa, ou talvez Adamu, filho de Ea, havia recebido de seu pai, o deus Ea, sabedoria, mas não a vida eterna. Ele era um ser semi-divino e foi um homem sábio e sacerdote do templo de Ea em Eridu, onde ele praticava o ritual do pão e da água. No exercício deste direito ele liderava a pesca no Golfo Pérsico. Certa vez, Adapa foi para mais um dia de pesca em águas tranqüilas, mas o vento sul subiu de repente e virou seu barco, de modo que ele foi atirado ao mar. Irritado com o acidente, ele quebrou as asas do vento sul, para que por sete dias ele não pudesse soprar frescor do mar sobre a terra quente. Anu chamou Adapa para dar conta deste crime, e seu pai Ea o avisa sobre o que deve acontecer a ele. Ele diz-lhe como enganar Tamuz e Gishzida, que irão a seu encontro na porta do céu. Ea avisa-lhe para não comer ou beber qualquer coisa no céu,temendo que o alimento e bebida envenenadas serão servidas ao seu filho. No entanto, alimento e bebida da vida eterna são oferecidas para Adapa e sua cautela o priva da imortalidade. Após a recusa, ele recebe ordens para voltar à Terra.

 

TABULETA 1

Ele possuía inteligência...

Seu comando era como o comando de Anu...

Ele (Ea) concedeu-lhe uma orelha grande para revelar o destino da terra,

Ele concedeu-lhe sabedoria, mas não lhe concedeu a vida eterna.

Naqueles dias, naqueles anos, o homem sábio de Eridu,

Ea, tinha criado Adapa como chefe entre os homens,

Um homem sábio, cujo comando ninguém deveria opor-se,

O prudente, EA era o mais sábio entre os Anunnaki,

Adapa era irrepreensível, de mãos limpas, ungido,

O bservador dos estatutos divinos,

Com os padeiros ele fez pão

Com os padeiros de Eridu, ele fez o pão,

O alimento e a água de Eridu ele produzia diariamente,

Com as mãos limpas, preparou a mesa,

E sem ele a mesa não ficava pronta.

O navio dirigiu, pesca e caça para Eridu ele trouxe.

Então Adapa de Eridu (…)

Em cima da barragem pura, a barragem de lua nova,

ele embarcou no navio,

O vento soprou e seu navio partiu, com o remo,

e dirigiu o navio sobre o vasto mar…

 

TABULETA 2

O vento sul (...) quando

Ele tinha me levado para a casa de meu senhor, eu disse:

O vento sul, no caminho eu te (...) tudo o que,

as tuas asas, eu vou quebrar. "Como pronunciado pela sua boca,

A asa do vento sul foi quebrada, por sete dias

O vento sul não soprou sobre a terra.

 

Anu Chamou o seu mensageiro Ilabrat:

Por que o vento sul não tem soprado sobre a terra por sete dias?

Seu mensageiro Ilabrat respondeu-lhe: "Meu senhor,

Adapa, o filho de Ea, a asa do vento Sul ele quebrou ".

Quando Anu ouviu estas palavras

Ele gritou por ajuda! "Ele subiu no seu trono,

"Que Adapa seja trazido aqui",

Ea o sábio, que conhece o céu, foi ter com Adapa

(...) ele o fez vestir. Com uma vestimenta de luto

Ele vestiu-o e deu-lhe conselhos

Dizendo: "Adapa, tu irá diante do Rei Anu

(...) para o céu

 

Quando ires para cima, e quando tu se aproximar da porta de Anu,

Na porta de Anu, Tamuz e Gishzida estarão te esperando,

"Eles vão te ver, eles vão perguntar-te;" Senhor ",

Para que razão tu aparecestes assim, Adapa? Por que

vestes uma roupa de luto?

"Em nosso país, dois deuses desapareceram, por isso

Estou assim. " "Quem são os dois deuses, que na terra

Desapareceram? " "Tamuz e Gishzida".

Eles vão olhar um ao outro e ficarão admirados. Boas palavras.

Eles vão falar com Anu. Farão com que o rosto

benigno de Anu seja mostrado. Quando estiveres diante de Anu

O alimento da morte será servido diante de ti,

Não coma. Água da morte será servida diante de ti,

Não beba. O vestuário que irão apresentar diante de ti,

Coloque-o. O óleo que irão oferecer-lhe, unge-te.

O conselho que tenho dado a ti, não te esqueças. As palavras

Que eu falei, guarde-as.

 

"A mensagem De Anu veio: "Adapa quebrou

A asa do vento sul. Traga-o diante de mim. "

A estrada para o céu o fez tomar, e ele subiu ao céu.

Quando ele veio para o Céu, quando ele se aproximou da porta de Anu,

Na porta de Anu, Tamuz e Gisbzida estão em pé.

Quando viram Adapa, eles gritaram:

"Senhor, para quem tu vais aparecer?

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Adapa, para quem tu vens vestido com uma roupa de luto?

"No meu país, dois deuses desapareceram, por isso eu estou com

Roupa de luto". " Quem são os dois deuses que

desapareceram da terra? "Tamuz e Gishzida".

Eles se entreolharam e Ficaram atônitos.

Quando Adapa diante de Anu, o rei, Aproximou-se, Anu gritou:

"Vem cá, Adapa. Porque é que tu quebraste as asas

Do vento sul? "Adapa respondeu:" Meu senhor,

Para a casa de meu senhor, no meio do mar,

Eu estava pescando. O mar estava como um espelho,

O vento sul soprou, e virou-me.

Para a casa de meu senhor, fui conduzido.

Na raiva do meu coração, Tomei cuidado".

 

Tamuz e Gishzida Respondem: (...) "Tu és". Para Anu

Eles falam. Acalmou-se, seu coração foi (...)

"Por que é que EA, a um indigno humano

Revelou o coração do céu e da terra, tornando-o

distinto e fez-lhe um SHEM?

O que podemos fazer com ele? Alimento da vida,

Traga-o, que este homem, coma. "Alimento da vida

Trouxeram-lhe, mas ele não comeu. Água da vida

Trouxeram-lhe, mas ele não bebeu. Vestuário

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Figura 10: É pouco provável que esta cena se refira à apresentação de Adapa perante Anu porque o deus sentado no trono é seguramente Enki, o deus dos ”potes das águas doces”. Assim o mais provável é que se refira à apresentação pela mão de Niguisida, o deus das portas do inferno, do rei Gudeia perante Girsu, o deus pessoal deste rei, e que seria uma variante de Ninaso o deus vedor, filho de Enki.

Trouxeram-lhe. Ele vestiu-se. Óleo

Trouxeram-lhe. Ele ungiu-se.

Anu olhou para ele, e maravilhou-se dele.

"Come, Adapa, por que tu não comeste, nem bebeste?

Agora tu não viverás. "(...) Os homens (...) Ea, meu senhor

Disse: "Não comereis, nem bebereis."

Levá-lo e trazê-lo de volta à sua terra.

(...) olhou para ele. ([14])

So is there any relationship between the Hebrew "Adam" and the Sumerian adammu (red)? Scholars are divided on this issue, mainly because the evidence is only circumstantial, and it is unclear whether (in Hebrew or Akkadian) these words are related to dam (Hebrew) or damamum (Akkadian) - the words for "blood." My guess is that there is a relationship, and that relationship has nothing to do with blood (or genetics). As Hebrew "adam" was taken from the earth ("adamah"), so in Akkadian the earth is referred to as "adamatu" (and is RED earth - see dictionary above). "Earth" is of course conceptually related to clay (clay = watery earth), and, in the Akkadian stories, when humankind was made of mixed clay and blood, the resulting mixture could be conceived of as RED clay (adamatu). The point to recognize, though, is that the Hebrew Bible deletes any reference to blood - the life principle being "the breath of God" (Gen. 2:7) - as is the case in Egyptian creation stories.

The Sumerian myths regarding the creation of man AGREE with Genesis, Man was: 1) created by a god (Enki); 2) Man was made naked and left in that state for an undetermined period of time; 3) Man was placed in a location called edin which in Sumerian means "desert" (desert-plain or steppe); 4) A god (Enki) created naked man to till and tend HIS "fruit-tree garden" in Sumer in edin-the-plain; 5) Man eventually learns it is wrong to be naked and clothes himself, an echo of the Sumerian notion that the gods wore clothes, and knew it was wrong to be naked, yet they DENIED man this knowledge, allowing him to wander edin the plain without clothes with only wild animals for companions (Note: e.din or edin, edinnu, edin-na is variously rendered plain, steppe, or DESERT by different scholars).

 

O EDEN

8 E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado. 9 E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência {ou conhecimento} do bem e do mal. 10 E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. 11 O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro. 12 E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio e a pedra sardônica. 13 E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe. {ou Etiópia} 14 E o nome do terceiro rio é Hidéquel; {ou Tigre} este é o que vai para a banda do oriente da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates.

These few verses describe a place called Eden, a garden of lush plantings that included the tree of life. Verses 10-15 locate this garden somewhere in relation to the two rivers that define Mesopotamia, the Tigris and Euphrates. This place was the locale of all good things, including intimate fellowship with God. Many of the events of the Primeval Story have identifiable locations within Mesopotamia.[15]

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Figura 11: Margens idílicas da bacia mesopotâmia.

15 E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

Eden. The term is related to the Sumerian word edin, which refers to the fertile steppe region in the Mesopotamian basin, later to become barren. The Babylonian word edinu then came to mean "plain, desert. "This derivation may be superseded by evidence from the bilingual Tell-Fekheriyeh statue of Adad-iti (see Figure 1.5), which uses the word 'dn in the sense of "enrich" when describing a god who provides all things necessary to produce food. Consequently eden may mean "place of luxuriance" rather than "steppe" (see Millard and Bordreuil 1982: 140). It was translated paradeisos in the Septuagint, which in turn became "paradise" in English. By locating Eden in proximity to the Tigris, Euphrates, Pishon, and Gihon rivers the text seems to imply that it lay somewhere in Mesopotamia. Eden has never been located, nor should we expect to find it. Sauer (1996) speculates that the Kuwait River may be the ancient Pishon.

clip_image017[4]Figura 12: O crescente fértil e a origem do éden como paradigma da terra da prosperidade neolítica.

Paradeisos = among the Persians a grand enclosure or preserve, hunting ground, park, shady and well watered, in which wild animals, were kept for the hunt; it was enclosed by walls and furnished with towers for the hunters. a garden, pleasure ground grove, park. => the part of Hades which was thought by the later Jews to be the abode of the souls of pious until the resurrection: but some understand this to be a heavenly paradise => the upper regions of the heavens. According to the early church Fathers, the paradise in which our first parents dwelt before the fall still exists, neither on the earth or in the heavens, but above and beyond the world.

O paraíso seria nem mais nem menos do que uma “reserve de caça” para gente rica criado pelos assírios como se pode ver na magnificência das cenas de caça que nos deixaram.

Durante o cativeiro assírio os judeus desejaram ter ali o seu paraíso, perdido com a “terra prometida”, e fizeram do termo de que os persas se apropriaram, com as reservas de caça assírias, o seu teológico limbo, ou seja, a porção do sub-mundo reservada aos eleitos e a que os gregos chamavam campos Elísios, margem do rio Letes, no Hades, onde, segundo o testemunho de Políbio, só durante três meses do ano as rosas não floriam.

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Figura 13: Cena assíria de caça!

Na mitologia grega, os Campos Elísios (em grego, Eλύσιον πέδιονÊlýsion pédion) eram um lugar do mundo subterrâneo governado por Hades, oposto ao Tártaro (lugar de eterno tormento e sofrimento), onde as sombras dos homens virtuosos e de boa alma repousavam dignamente após a morte, rodeados por paisagens verdes e floridas dançando e se divertindo noite e dia.. (...) O nome vem de Eνηλύσιον (enêlýsion), que significa "lugar golpeado pelo raio". – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Elysium is an obscure and mysterious name that evolved from a designation of a place or person struck by lightning, enelysion, enelysios.[1] Scholars have also suggested that Greek Elysion may instead derive from the Egyptian term ialu (older iaru), meaning "reeds," with specific reference to the "Reed fields" (Egyptian: sekhet iaru / ialu), a paradisiacal land of plenty where the dead hoped to spend eternity. Biblical scholars have suggested that Elysion may derive from Elisha, who was, according to Genesis, a son of Yawan (Iouan, forefather of the Ionians) and one of the ancestors of the Greeks. Elisha may have been worshipped as a god by his earliest descendents.-- Wikipedia, the free encyclopedia

Obviamente que os montes Olímpicos podem ter tido a ver com o «limbo” e ambos com os «relâmpagos” de Zeus, o deus das tempestades montanhesas, mas nem metaforicamente seria inteligível que o comum de milhares de gerações helénicas tivessem acreditado que todos os mortos eram fulminados por Zeus antes de serem entregues à guarda de Hades, tanto mais que era mais comum aceitar-se que a “morte súbita” era da responsabilidade das flechas de Apolo, que seria bem mais discretas do que os raios de Zeus!

Ora bem, o Κύριε Eλέησον deveria ter sido suficiente para evitar as divagações de dos escolares versados em egiptologia e estudos bíblicos! Literalmente os campos Elísios não seriaM mais do que campos de misericórdias e salvação das almas!

Obviamente que Eλέησον < Eleos < El, o deus fenício da misericórdia de que derivaram os bíblicos Eloim.

 

JARDIM DAS ESPÉRIDES E DAS DELÍCIAS DE HERA

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Hera recebera de Gaia lindas maçãs (pomos) de ouro como presente de seu casamento com Zeus e mandou plantá-las em seu longínquo jardim, no extremo Ocidente. Ela deu às Hespérides, ninfas do entardecer e filhas de Atlas, a função de proteger este jardim. Quando as ninfas começaram a usar os frutos de ouro para próprio benefício, Hera teve de procurar um guardião mais confiável. Assim Ladão, o dragão com um corpo de serpente e cem cabeças, passou a proteger o jardim.

O dragão que guardava as Hespérides de Hera chamava-se Ladão seguramente por ter alguma relação com Eridan, o rio dos infernos de Ereshkigal seguramente relacionado com Eridu, cidade muito antiga, nas margens do Golfo Pérsico e centro de culto do deus Ea / Enki.

Eridu (Cuneiform: NUN.KI; sumério: eriduki; acadiano: irîtu)

A cidade de Eridu era o templo de Enki, chamado Casa do Aquífero (cuneiforme: E2.ZU.AB; sumério: e2-abzu; acadiano: bītu Apsu), que mais tarde seria chamado de "Casa das Águas" (cuneiforme: E2.LAGAB × HAL; sumério: e2-Engur; acadiano: bītu engurru). Seu nome refere-se ao reino de Enki.

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Figura 14: Deus cobra sumério que tanto poderia ser Abzu, como Enki como Tamuz / Ninguizida.

Pelo menos podemos admitir que teriam tido esta ordem de aparição (e possível filiação mítica): Abzu > Enki > Ningizida.

Eridu = NUN-KI = Terra de Nuno (nome que no Egipto tinha o deus das águas abissais e de que deriva o nome de Neptuno) = Eridu-ki = Terra de Eridu > Acadic. Iritu.

No había crecido una caña
no había sido creado un árbol
no había sido hecha una casa
no había sido hecha una ciudad
y las tierras eran mar
cuando Eridu fue creada.

Mesopotamia y el Antiguo Oriente Medio (1992)

O facto de Eridu ser a mais antiga cidade suméria tanto sob o ponto de vista arqueológico como mítico reforça a suspeita de que foi o local do aparecimento da primeira cidade fundada pelos missionários egeus que deram origem aos mitos dos Oanes.

 

Ver: DAGON & OANES (***)

 

Eridu < Herithu < Keritu < Kertu, deusa mãe das cobras cretenses cujo filho primogénito seria En-Ki / Enkur, senhor do Kur e deus do Ab-Zu.

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Figura 15: Adão & Eva com a cobra da tentação junto à “árvore da sabedoria” ou o casal primordial Tiamat & Abzu / Anu & Ki / Enki & Ninkursag?

O Abzu era esposo de Tiamat e como ela seriam ambos o casal de serpentes que cercavam o mundo e geravam as águas doces da terra e do céu.

No entanto, quem guardava as portas dos céus e dos infernos era, entre outros, Ninguisida e Tamuz na forma de dragões leoninos.

Ladão < Ladan < Rathan, a cobra solar alada que transportava o sol

< Ura-tan, a cobra feroz!

16 E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Eu não entendo que os hebreu copiem "os mitos da Mesopotâmia porque estes apenas os reformam para os refutarem e negarem considerando que, quando, onde e como o homem foi criado, colocado no jardim privado dum deus, a quem foi negada a imortalidade e de quem procurara a destruição numa grande Inundação. Ou, dizendo doutro modo, os temas do Géneses são simples "variações e transformações de temas" mais antigos. Eu entendo que as “árvores de fruto" do Éden bíblico plantadas por Deus (Ge 2:8,15-17) recorda o aparecimento destas árvores (plantadas pelo homem) próximo das ravinas dos rios nas planícies de Mesopotâmia ou edin. A colheita de cereais recorda o crescimento de trigo para "pão " por Adão (Ge 3:19). Nos mitos da Mesopotâmia, porém, não é homem que plantou as árvores de fruto, mas, ao invés, os deuses que para si mesmos construíram no edin, a planície, as cidades para morarem e onde também plantaram os jardins dos deuses, adjacente para às cidades. Depois, os deuses fizeram os homens trabalhar nos seus jardins, terminando com a labuta dos deuses menores nestes jardins.[16]

Porém, já começam a aparecer estudiosos bíblicos que sabem ler os textos tal como eles andam escritos.

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Figura 16: El Jardin de las Delicias, Hieronynus Bosch.

O padre Armindo Vaz interpretou os capítulos dois e três (escritos entre os séculos IX e VI A.C.) à luz dos mitos de origem da Mesopotâmia (do princípio do terceiro milénio até ao século IV A.C.). Tanto este mito bíblico da criação, como os mitos mesopotâmicos, a certa altura contemporâneos, pretendiam interpretar as realidades sociais, culturais, religiosas e históricas da vida humana arranjando-lhes então uma origem inventada. E assim, Armindo Vaz interpreta uma parte da Bíblia recorrendo a textos extra-bíblicos e ao contexto daquela época.

A leitura tradicional presente no catecismo diz que Adão e Eva, já humanos e num tempo histórico, viveram em perfeita harmonia num lugar divino - o Paraíso terrestre ou Éden. Até que, ao comer o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, cometeram o pecado original, sendo expulsos do Paraíso e tendo transmitido esse pecado às gerações futuras.

Ora, para o padre Armindo Vaz, eles não viveram no Paraíso das delícias terrestres num tempo já histórico nem estavam ainda completamente criados por Deus. Neste mito, viveram sim no "pomar de uma várzea" ou "gan-éden", na expressão hebraica. "A concepção de Paraíso das delícias terrestres não está no texto original em hebraico nem na tradução mais antiga do Antigo Testamento, a grega, nem sequer na latina".

De facto, os tradutores da Bíblia para o grego traduziram "éden" como "parádeisos" - um terreno circundado por uma sebe destinado ao cultivo de legumes e árvores frutíferas. E depois o "parádeisos" foi traduzido para o latim como "paradisus". Em ambos os casos, o sentido continua a ser o de um pomar ou jardim plantado numa várzea fértil.

De onde surgiu então a confusão entre Éden (ou "parádeisos" e o "paradisus") e o Paraíso de delícias terrestres? De escritos judaicos que falavam de um Paraíso celeste. Nessa concepção, assumida pelo Novo Testamento, o Paraíso é um local espiritual (não terrestre) para onde irão os justos depois da morte. E foi assim, diz Armindo Vaz, que "a interpretação dos textos bíblicos fundiu e confundiu a concepção do Paraíso de delícias com o local de trabalho normal em que o homem primordial foi colocado por Deus".

"Não houve queda" Ao pôr o homem no pomar de uma várzea, um local fértil e fácil de trabalhar, o mitógrafo preparava a explicação para a realidade do trabalho penoso dos solos aráveis - a realidade que afinal ele conhecia e pretendia explicar. Para isso, Adão e Eva teriam de ser expulsos do "gan-éden", por terem comido o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Interpretando essa transgressão com a ajuda dos mitos de origem mesopotâmicos, Armindo Vaz defende que a transgressão do casal primordial tem como função a explicação das penas e das dores da vida humana. "Essa transgressão é mítica, não é histórica. É anterior à história para explicar a história".

Quando cometeram a transgressão, os nossos proto-parentes míticos adquiriram então o conhecimento, a condição humana (a mortalidade, o sofrimento) e a civilização. "Não houve uma queda, mas sim uma evolução no processo de criação do homem em curso. O mitógrafo explica assim o conhecimento, adquirido de forma abusiva".

Quando Adão e Eva adquiriram conhecimento, cobriram-se com folhas de figueira: "Enquanto antes estavam nus e não tinham vergonha - ainda não estavam civilizados -, agora já sentem o pudor das pessoas civilizadas e procuram cobrir-se". Mas, o narrador do mito bíblico não conhecia pessoas vestidas com tangas, ainda que de folhas de figueira, mas sim túnicas. "Era essa a realidade que precisava de explicar e, por isso, põe Deus a fazer túnicas de peles e a vestir o homem e a mulher. Dessa forma, explica a civilização representada simbolicamente no vestuário. É uma linda maneira de ver a civilização à luz de Deus".

De acordo com esta interpretação, Armindo Vaz acha que o narrador procurou "desresponsabilizar Deus de estar implicado no mal da vida humana, mas também desculpabiliza o ser humano". Por um lado, foi o ser humano a transgredir, por outro, se queria atingir a civilização tinha de transgredir. "Não havia hipótese. O mito é subtil, lindíssimo." Daqui emerge então uma interpretação positiva, pois "os mitos das origens não são tragédias".[17]

A questão não foi assim tão simples. Todas as reinterpretações dos mitos cristão são apenas um “sinal dos tempos” e cada ligeiro passo em frente no “ajioranamento” adaptativo da Igreja Católica à realidade incontornável do seu tempo não difere em muito da que o autor bíblico terá feito em relação aos anteriores mitos fundadores dos caldeus.

Os mitos fundadores foram assim uma espécie de teologia constitucional que, no caso sumério instituía a escravidão sagrada como paradigma de toda a servidão humana! Ora, espantosamente a escravidão parece arredada do mito bíblico facto que terá sido uma das principais razões da sua aceitação pelas classes mais desfavorecidas do baixo-império romano, o que preparou o triunfo constantiniano do cristianismo!

Como adiante se verá, em contraste com a abolição da escravidão típica do patriarcado arcaico, o monoteísmo, que depois passará dos judeus para o mundo islâmico, consagra o triunfo amadurecido do patriarcado letrado e nominalista com a submissão completa da mulher à ordem masculina.

Pois bem, é precisamente esta a grande novidade do Génesis em relação aos mitos sumérios nos quais a supremacia da Grande deusa mãe ainda era evidente e onde a exuberância luxuriante de Inana era a garantia de que a “prostituição sagrada” era uma prerrogativa feminina e não a profissão degradante em que se viria a tornar.

 

A SERPENTE DO PECADO ORIGINAL.

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Figura 17: A Serpente Mulher de Michelangelo na Capela cistina.

18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliar que o assista diante dele.

19 Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. 20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava auxiliar que estivesse como diante dele.

21 Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. 22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem fez uma mulher; e trouxe-a a Adão. 23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne. [18]

The original text uses a pun on the word man, which can be mirrored by the pun in English: "man" is ish and "woman" is ishah. This is yet another way of affirming the essential relatedness of man and woman. [19]

Gênesis 2: 25 Ora acontecia que ambos, o homem e a mulher, estavam nus; mas nenhum deles se sentia envergonhado com isso.

3:1 A serpente era a mais ardilosa de todas as criaturas que o Senhor Deus tinha feito. Então aproximou-se e disse à mulher: É verdade que Deus disse que não deviam comer de nenhuma das árvores do jardim? 2-3 Não. Nós podemos comer a fruta de todas as árvores do jardim. Só da árvore que está no meio é que não devemos comer. Dessa é que Deus disse que não devíamos comer e nem sequer tocar-lhe, senão morreríamos. 4-5 Não morrem nada!, retorquiu-lhe a serpente. Deus sabe muito bem que no mesmo instante em que comerem esse fruto os vossos olhos se hão-de abrir, e serão capazes de distinguir o bem do mal! 6-7 A mulher convenceu-se. Reparando na beleza daquela fruta, fresca e apetecível, que ainda por cima lhe daria entendimento, chegou-se e começou a comê-la. Depois ofereceu ao marido que também comeu. Enquanto comiam, começaram a dar-se conta de que estavam nús, e não se sentiam à vontade. Foram então arrancar folhas de figueira que coseram para se cobrirem à volta da cintura.

8-9 Ao cair a tarde daquele dia ouviram o Senhor Deus a passar através do jardim. Então esconderam-se por entre o arvoredo. O Senhor Deus chamou por Adão:

-- “Onde estás?

-- 10 Ouvi-te a passar pelo jardim, respondeu Adão, e não quis que me visses nu. Então escondi-me.

-- 11 Mas quem te mostrou que estavas nu? Comeste do fruto daquela árvore sobre a qual te avisei?

-- 12 Sim, admitiu Adão. Mas foi a mulher que me deste por companheira que me trouxe um pedaço para provar, e eu comi”. 13 O Senhor Deus perguntou à mulher:

-- “Porque é que fizeste isso?

-- Foi a serpente que me enganou”. 14-15 O Senhor Deus dirigiu-se pois à serpente:

--“Este é o teu castigo: de entre todos os animais, serás o único que é amaldiçoado. Terás de rastejar no pó da terra e comê-lo toda a tua vida. De agora em diante tu e a mulher serão inimigas, assim como os descendentes de ambas. O descendente da mulher te esmagará a cabeça, enquanto que tu lhe ferirás o calcanhar. 16 E à mulher disse:

-- “Terás de ter filhos com custo e dor. Desejarás muito a afeição do teu marido, e este terá predomínio sobre ti”. 17-19 E para Adão:

-- “Porque deste ouvidos à tua mulher e comeste o fruto de que te avisei que não tocasses, o solo da terra será maldito por tua causa. Terás de lutar a vida inteira para tirares da terra a tua subsistência. Dar-te-á muitos espinhos e cardos, mas tu comerás das suas verduras. Terás de suar muito durante a vida toda para teres o sustento, até que morras e voltes para a terra, donde aliás foste tirado. Porque fundamentalmente és terra e para a terra voltarás.

20 E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era a mãe de todos os viventes. 21 E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu. 22 Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente, 23 o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado. 24 E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

Tsumura on Eden's 'contested' etymology:

"Etymology of `eden. In light of the new information from Fekheriyeh, Millard, Greenfield, and others have recently suggested that the term `eden means 'a place well-watered place'. This fits the context of Geneis 2 very well. There are three theoretically possible explanations for the etymology of the Hebrew `eden:

(a) Sumerian Loanword directly into West Semitic. The Sumerian edin 'plain', has been suggested as its origin. But since Sumerian presumably has no phoneme /`/, it is not likely that the Sumerian edin was borrowed directly into Canaanite as `eden or the like. Also, the meaning 'plain, steppe', or uncultivated land does not fit the context of Genesis well.

(b) Sumerian Loanword via Akkadian into West Semitic. It has been suggested that the Sumerian edin was borrowed through Akkadian edinu. While this has been a common view for the etymology, Hebrew `eden cannot be a loanword from or via Akkadian edinu, since Akkadian has no phoneme /`/ either..."

(c) Common West Semitic. The root *`dn, which appears in the Fekheriyeh Inscription, in a Ugaritic text, in the divine epithet h`dn in Old South Arabic, as well as in the Arabic verb `adana, probably has the literal meaning 'to make abundant in water supply'. Hence, the Hebrew `eden probably means 'a place where there is an abundant water supply' (cf. Gen 13:10). The term *`eden (plural `adanim in Psalm 36:9), which means 'pleasure, luxury', has the same etymology as Eden, though the Massoretic Text seems to distinguish `eden from *`eden." (pp. 40-41. David Toshio Tsumura. "Genesis and Ancient Near Eastern Stories of Creation and Flood: An Introduction." pp. 27-57, in Richard S. Hess & David T. Tsumra. Editors. I Studied Inscriptions From Before the Flood. Winona Lake, Indiana. Eisenbrauns. 1994)

Wallace on Eden's 'contested' etymology: "Two explanations have been proposed for the origin of the name `eden, "Eden": (a) that it derives from the Akkadian word edinu, "plain, steppe," which in turn is a loan word from Sumerian eden; (b) that is is connected with the West Semitic stem `dn occurring in several languages, having to do with "luxury, abundance, delight, or lushness"...However, several objections have been raised. First, Genesis 2-3 refers to Eden in terms of a fertile garden or oasis. The transference to this meaning from a Sumerian word for "plain" or "steppe" is obscure. Secondly, while the word eden is common in Sumerian, the Akkadian equivalent edinu is attested only once...The usual Akkadian equivalent to Sumerian eden is seru. From available evidence it seems that edinu was an extremely rare word in Akkadian and it is not a likely candidate for further borrowing into biblical Hebrew. The craft of a narrator or scribe in adopting such a word would be lost to nearly all hearers or readers." (p. 281. Vol. 2. Howard N. Wallace. "Eden, Garden of." David Noel Freedman. Editor. The Anchor Bible Dictionary. New York. Doubleday. 1992) (...)

Obviamente que este tipo de argumentação constitui uma espécie de petição de princípio típica das argumentações que já estão condenadas à partida pelo crime de lesa-majestade contra os mitos fundadores. Obviamente que as objecções fonéticas são um puro disparate. A alteração da tónica em palavras com o mesmo significado é coisa corrente entre línguas vizinhas e até mesmo entre dialectos.

O facto de a palavra suméria edin ter começado com a semântica genérica de estepe e ter acabado no Génesis com a conotação de paraíso também nada tem de espantoso pois todas as evoluções / transformações míticas ocorrem deste modo. Por outro lado afirmar: “pela evidência disponível parece que edinu era uma palavra extremamente rara em Acádico e não é um candidato provável para, posteriormente, vir a ser emprestado ao hebreu bíblico” é contraditório com a evidência disponível que nos diz que o termo edin foi o utilizado exaustivamente pelos sumérios tanto na mitologia da criação do homem como na de Tamuz. Quem nos garante que esta tradução cultural não chegou até ao corredor sírio onde veio dar origem ao nome do rio Jor-Dão de que deriva o conceito de jardim das delícias que também era o paraíso? Ninguém, e, pelo contrário, poderia ate postular-se que esta mitologia suméria já era, à época dos primórdios da escrita, uma antiga tradição oral criada pelas culturas neolíticas peri-mediterrânicas que antes de terem lançado prósperas e fundas raízes na cultura suméria se desenvolveu em todo o crescente fértil precisamente a partir das costas norte-africanas, anatólias e sírias.

De resto, a evolução do mitema até é facilmente compreensível se a conotarmos com a própria evolução das condições socioculturais das sociedades que os utilizaram.

E-din, lit. “casa de Din, (pai dos Dinger)” > E-dinu => “Medina”.

Assim, antes de ser o genérico de Deus foi o nome de Dion(iso), o “deus menino”, filho primogénito de Dione, a deusa Nut da noite primordial.

 

Ver: DIONISO (***)

 

Ishtar (in the below acccount) is an Akkadian rendering of Sumerian Inanna, the "lady of heaven." In Nippur hymns praising Dumuzi Inanna is called Inanna-edin-na "Inanna of edin" and nin-edin-na "lady of edin" edin being the Suerian word for "steppe" or "plain sometimes rendered also as "desert"), she being the wife of Dumuzi the shepherd who dwells with his sheep in edin, who also bears the epithet mulu-edin-na "man/lord of edin."

Assim, não espanta que o conceito do Edenu apareça muito cedo relacionada com o mito de Inana / Damuz. O que espanta é que os sumérios se tenham já esquecido que Damuz era Enki, enquanto “deus menino”. De certo modo Enki, que não era o Senhor do Kur por acaso, ganhou autonomia à medida foi ganhando importância social e começou a ser um deus sénior da sabedoria. No entanto, a sua relação com a criação do homem ficou sempre implícita apenas ficando por entender como se responsável por auto-sacrifício com a criação do homem passou a ser responsável pela expulsão deste do paraíso.

 



[1] Lewis Spense, GUIA ILUSTRADO DA MITOLOGIA EGÍPSIA.

[2]"Ptah," Microsoft® Encarta® 97 Encyclopedia. © 1993-1996 Microsoft Corporation. All rights reserved.

[3] Lewis Spense, GUIA ILUSTRADO DA MITOLOGIA EGÍPSIA

[4] Reading the Old Testament, An Introduction to the Hebrew Bible by Barry L. Bandstra

[5] enquanto procura do saber oculto que leva à Verdade do Amor, ou seja à eterna juventude e à absoluta felicidade!

[6] Genesis' Genesis, The Hebrew Transformation of the Ancient Near Eastern Myths and Their Motifs, Walter Reinhold Warttig Mattfeld y de la Torre, M.A. Ed.

[7] "They slaughtered Aw-liu, who had the inspiration, in their assembly. Nintu mixed clay with his flesh and blood. That same god and man were thoroughly mixed in the clay. From the flesh of the god [the] spirit remained. It would make the living know its sign, Lest he be allowed to be forgotten, [the] spirit remained. After she had mixed that clay. She summoned the Anunna, the great gods. The Igigi, the great gods, spat upon the clay. Mami made ready to speak, And said to the great gods, "You ordered me the task and I have completed it! "You have slaughtered the god, along with his inspiration. I have done away with your heavy forced labor, I have imposed your drudgery on man. You have bestowed (?) clamor on mankind." (p.59. "Gods and their deeds." Benjamin R. Foster. From Distant Days, Myths, Tales and Poetry of Ancient Mesopotamia. Bethseda, Maryland. CDL Press. 1995. Foster is a Professor of Assyriology at Yale University)

[8] "Enki opened his mouth and said to the great gods ...Let them slay a god...with his FLESH and blood mix clay. God and Man...united (?) in the clay." (p. 67. Alexander Heidel. The Babylonian Genesis, the Story of Creation. [2d edition], University of Chicago Press. 1942, 1951, reprint 1993)

[9] "Let us slay (two) Lamga gods. With their blood let us create mankind. The service of the gods be their portion, for all times. To maintain the boundary ditch, to place the hoe and basket into their hands...to raise plants in abundance...to fill the granary...to celebrate the festivals of the gods...to pour out cold water in the great house of the gods...that they should increase ox, sheep, cattle, fish and fowl, the abundance of the land..." (p. 70. Alexander Heidel. The Babylonian Genesis, the Story.

[11] Babylonian society consisted of three classes represented by the awilu, a free person of the upper class; the wardu, or slave; and the mushkenu, a free person of low estate, who ranked legally between the awilu and the wardu. http://history-world.org/bab2.htm

[12] Tablet VI Marduk decides to create human beings, but needs blood and bone from which to fashion them. Ea advises that only one of the gods should die to provide the materials for creation, the one who was guilty of plotting evil against the gods. Marduk inquires of the assembly of the gods about who incited Tiamat’s rebellion, and was told that it was her husband Kingu. Ea kills Kingu and uses his blood to fashion mankind so they can perform menial tasks for the gods. To honor Marduk, the gods construct a house for him in Babylon. After its completion, Marduk gives a great feast for the gods in his new house who all praise Marduk for his greatness in subduing Tiamat. The first group of the fifty throne names of Marduk are recited.-- Enuma Elish: "The Mesopotamian/Babylonian Creation Myth, Dennis Bratcher.

[14] http://documentofantastico.blogspot.pt/2011/06/adapa-e-o-alimento-da-vida.html

[15] Reading the Old Testament, An Introduction to the Hebrew Bible by Barry L. Bandstra.

[16] I do  not understand that the Hebrews are "copying" the Mesopotamian myths, they are recasting them  in order to refute and deny them regarding why, when, where and how man came to be made, placed in a god's garden, denied immortality and his destruction sought in a Flood. Or, to put it another way, Genesis themes are simply "variations and transformations of earlier themes."-- Walter Reinhold Warttig Mattfeld y de la Torre, M.A. Ed.

[17] PÚBLICO - Sabado, 2 de Março de 1996 – Sociedade, O pecado original nunca existiu, Teresa Firmino.

[18] Este versículo está completamente fora do contexto e deve ser uma interpolação explicativa posterior!

[19] Reading the Old Testament, An Introduction to the Hebrew Bible by Barry L. Bandstra

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