sexta-feira, 16 de maio de 2014

A ESTRANHESA DOS DEUSES GÉMEOS, por artur felisberto.

ENKI = ENLIL

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Enlil: god of the air and located at Nippur. An and Ki's union produced Enlil (Lord of 'lil'). Enlil was the leader of the pantheon from at least 2500 BC. He assumed most of An's powers. He is glorified as "'the father of the gods, “'the king of heaven and earth,”' the king of all the lands'". Kramer portrays him as a patriarchal figure, who is both creator and disciplinarian. Enlil effectuates the dawn, the growth of plants, and bounty. He also invents agricultural tools such as the plow. He is also banished to the nether world (kur) for his rape of Ninlil, his intended bride, but returns with the first product of their union, the moon god Sin (also known as Nanna). Most often he is considered Ninlil's husband, with Ninhursag as his sister, but some traditions have Ninhursag as his spouse.

Nippur < Ni(n)-Phur < Nin-Kur ó En-Kur, lit. «Sr. do Kur».

Podemos assim suspeitar que a cidade santa de Enlil foi primordialmente a cidade do Sr. do Kur, que foi Enki. De resto, de En-kur > Enki-Kur chega-se facilmente a Angkor, cidade lacustre e capital dos Kemeres, seguramente descendentes de arcaicos marinheiros de Enki.

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Figura 1: cidade Santa de Angkor < Enki-Kur, lit «a corte de Enki»!

Razões pelas quais se suspeita que Enlil corresponda a uma usurpação de funções de Enki ou a uma individualização de um heterónimo de Enki, são as seguintes:

1º – As funções de Enlil são pouco diversificadas e pouco recordadas no coração dos crentes!

2ª – Sendo o papel de Enlil o de ser deus da soberania suprema foi sendo substituído pelos deuses dominantes da cidade-estado preponderante ou cabeça do império.

3ª – Grande parte das funções de Enlil são comuns e derivadas das de Enki ou são paralelas e virtualmente complementares com as de Enki.

Enlil His command it is the Word that all teaches and has the potential to Create everything. (…) Esoterically, Enki´s coming into the world brings consistence and meaning to Enlil´s designs, because if Enlil is the Inspiration and Breath of the Universe, Enki as the Master Shaper of All gives form and substance to Creation, transforming ideas (Enlil´s attribute) into deeds in the world. Therefore, Enlil and Enki are both Complements to each other, Divine Brothers who represent the outer and inner realisation of power in the land.[1]

4ª – «Most often he is considered Ninlil's husband, with Ninhursag as his sister, but some traditions have Ninhursag as his spouse». Ora, ... «Ninhursag, wife of the water-god Enki». Dois irmãos gémeos que partilham a mesma esposa senão são a mesma entidade funcional na “sagrada família”, é como se fossem.

5º – Enlil foi condenado a descer aos infernos do Kur por ter estuprado Ninlil num mito épico muito semelhante ao de Enki e Ninhada onde Enki estupra a própria filha Ninkur e por isso passou a viver no E-kur.

Sumer: E-Kur = main temple of Enlil = House which is like a mountain.

Ora, o Kur é reconhecido como domínio de Enki! De resto, esta passagem referida de forma sumária e superficial comporta uma tragédia mítica de importância apocalíptica relacionada com “a morte de Deus” o que acaba por fragilizar este deus ao ponto de passar a ser possível confundi-lo com os mitos de mote solar com que Enki / Tamuz estaria envolvido!

Adad (Sumerian Ishkur, West Semitic Hadad, Adar, and Addu, also Rimmon, Ramman, "Earth-shaker"): A storm-god, canal-controller, son of Anu. God of lightning, rain, and fertility. Identified by the Romans with Jupiter. In the Gilgamesh epic, the god of winds, thunder, and storms. Symbols: bull and forked lightning. Lord of omens and extispicy. Cult center: Aleppo.

6º – Se Enlil era o deus do vento era também um deus das guerras e das tempestades, motivo que o teria levado à soberania suprema. No entanto este deus era Escuro, filho de Anu como Enlil, nome que Enlil teria então adquirido na sua passagem pelo Kur. Porém, Escuro era filho de Enlil em outros mitos.

7º – Se a estes deuses estavam cometidas funções de “fertilizadores da terra” por serem os “manda-chuvas” da suméria a verdade é que as funções de irrigação e de controladores de canais teriam que ser conflituais com as de Enki, o deus “das águas doces”!

8º – Como Enlil era o deus da soberania deveria ser também o deus da lei e da ordem e o senhor das tábuas do destino das coisas e dos homens. A verdade é que no mito “Enki and the World Order” refere-se: “The first section praises and the Anunnaki to Him and tells us how Enki, by Anu´s and Enlil´s designs (respectively the Skyfather and Lord Air/Wind), is hailed as the divine architect of the gods to establish the land´s organisation”.

Por outro lado, em assuntos importantes como eram as tábuas das leis e dos destinos Enki & Enlil partilham o poder da posse dos mês.

9º – Enki é “identificado com o planeta Jupiter”. Ora, este planeta costuma ser identificado com os deuses supremos o que deixa Enlil numa má posição na partilha sa soberania sobre os planetas.

10º – «Compare now with the pattern for divine and human brothers in myth and fairy tales and you will find out a totally different picture. One is either the vain villain, the younger one the simpleton but superior, who gets the kingdom and the princess at the end. For those who insist on parallels with Egypt, it is enough to say that Seth is the traitor and Osiris the victim. Now, Enlil is never the victim, but the one who has to review his positions when confronted by Enki. On the other hand, Enki is not openly the winner... despite the fact that by wit and empathy Enki beats us all! --[2]

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Compare now with the pattern for divine and human brothers in myth and fairy tales and you will find out a totally different picture. One is either the vain villain, the younger one the simpleton but superior, who gets the kingdom and the princess at the end. For those who insist on parallels with Egypt, it is enough to say that Seth is the traitor and Osiris the victim. Now, Enlil is never the victim, but the one who has to review his positions when confronted by Enki. On the other hand, Enki is not openly the winner...

despite the fact that by wit and empathy Enki beats us all! -- [3]

A origem do nome dos deuses celtas do mar só se entende postulando que Enki e Enlil eram a mesma entidade.

Damballah = The powerful serpent god of Voodoo mythos, he manifests himself in the sky above Haiti with his wife, Ayida, as a rainbow. The two divinities encompass the world.

Apesar de os mitos arcaicos recolhidos em tempos modernos poderem estar contaminados por mitologias mais recentes este caso parece revelar uma sobrevivência fóssil de mitos cretenses. Ayida pode ser uma contaminação com a Aida de Verdi mas…também pode ser uma corruptela do masculino de Ayas a variante hitita de Ea. Por outro lado, Damballah, o deus serpente dos relâmpagos, parece a aglutinação do nome de Enki e Enlil.

Da-mballah < Th(e)-| An-Wa-lil-at <= mistura estranha de Tiamat + Enki + Enlil.

Lir (or Llyr) was God of the Sea, like his son, Mana-wydan (Manannan). According to the Welsh, he was chief of the gods. Bar-inthus = (Welsh, Anglo-Celtic) A charioteer to the residents of the Otherworld who was once probably a sea or sun God.

Llyr < Lir < Lil + (Manann)an = Lil-an = An-Lil > Enlil

Bar-inthu(s) < War | Kaur < Kur | - | Entu < Enki | = Kur-Enki.

Obviamente que Mana-wydan, o filho de Enki-Kur-Lil seria o minóico *Gu-dan que foi Odin entre os nórdicos e Dionísio no mar Egeu, supostamente o marinheiro bêbado que levou a agricultura por toda a parte para cultivar cereais para cerveja ou vinhedos para o vinho.

Enfim, são fortes as suspeitas de que Enki & Enlil fossem o par de gémeos primordiais pelo que sendo Enki o equivalente de Hermes então Enlil teria que ser o equivalente de Apolo, tal como Ninhursague, supostamente esposa de ambos, teria as funções de Artemisa, apesar de revelar uma fonética próxima de Afrodite!

Se não é possível derivar o nome de Apolo de Enlil, até porque seria bem mais fácil deriva-lo dos Apkallu, a verdade é que é que Apolo conserva um «ele» dos dois do nome de Enlil, o que pode ser uma mera coincidência!

Enlil, Also known as Ilu, Abba or Illulu. Lord of the Air and Earth. With Enki became joint Guardian of the Table of Destiny.

A ideia imediata é de que, tal como En-ki era “o Sr. da terra” En-lil era o senhor dos ventos, ou seja, da atmosfera. No entanto, existe a forte possibilidade de o nome de Enki se referir primordialmente ao espaço entre o Céu e a Terra ou seja, havia o céu (Anu) e a Terra (Ki) e entre ambos o espaço atmosférico chamado En-Ki, precisamente por estar entre ambos…e ter por isso que ser filho de ambos.

Possivelmente, Enlil seria originalmente *En-lulu, lit. “Sr. dos homens”, entidade que só poderia ter sido Enki o seu criador. Ou seja, *En-lulu seria inicialmente um epíteto de Enki, “o manda chuva” que, por ser senhor dos homens também era comandante em chefe das tempestades! Assim, os nomes de En-lil, Ilu e Illullu permitem pressupor que tenha sido o uso e abuso do nome deste deus no papel de “manda chuva” e senhor dos ventos que tenha acabado por dar o nome ao vento em sumério…e autonomizar Enlil como deus gémeo de Enki.

No mito de Enlil & Ninlil, quando Enlil ainda era um jovem, apaixonou-se por Ninlil violando-a antes do casamento.

Ele satisfez a urgência de fazer aquele amor,

satisfez a urgência de beijar aqueles lábios,

e no seu primeiro ato de amor,

no seu primeiro beijo,

ele derramou no útero dela

o esperma, germen de Suen (a Lua),

o brilhante viajante solitário divino! (Ash-im-babbar)

Ninlil, supões-se, foi à presença dos grandes Anunnaki e pediu justiça. Os grandes deuses decidiram pela morte de Enlil, que então foi expulso de Dilmun (o paraíso e a casa dos deuses), para habitar com Ereshkigal em “Kur-Nu-Gia", a Terra do Não-Retorno" como a torre da Babilónia.

Enlil estava passando através de Kiur,

e, enquanto Enlil estava passando através de Kiur,

os cinquenta grande deuses,

e os sete deuses que formulam as decisões,

estavam julgando Enlil em Kiur:

"O delinqüente sexual Enlil irá deixar a cidade!

O delinqüente sexual Nunamnir (Autoridade do Príncipe)

irá deixar a cidade!"

Enlil, obedecendo o que foi decidido sobre ele,

deixou a cidade.

Os mitos antigos sumérios contavam histórias de carochinhas que não tinham uma interpretação uniforme porque as cidades estado sumérias não tinham uma ordem teológica centralizada. Daí que pareçam contraditórios mas é sempre possível encontrar um fundo comum, à medida que se aprofundam os conhecimentos dos diversos mitos. Na verdade, no mito da criação do homem parece ser uma versão da morte de En-lil, que mais não seria que Enki na forma juvenil e tumultuosa como os ventos.

 

Ver: EDEN (***)

 

"Eles mataram Aw-liu que ousou falar na Assembleia.

Nintu amassou barro com a carne e o sangue dele. (…)

Nintu, seria afinal nesta história a esposa do próprio deus que recolhendo o sangue do amante dava o nascimento à humanidade. Ora, outros mitos referem que Ninhursag, como "Ninmah", auxiliou Enki na criação da raça humana. Ela, juntamente com Enki / Nammu, modelaram o homem em argila.

Este deus estava casado com a deusa Ninlila, derivado do seu nome, que tinha tido o nome original de Sud, que poderia ter estado relacionada com o vento Sul uma vez que Sul era Sutu, caprichoso e feminino, conhecido também como "a respiração de Ea” e o Vento Este = Sadu, significando supostamente “vento da montanha” que era Nin-kursag, esposa de Ea, tambem chamada Senhora da vida, Nin-Tî, e por isso quase seguramente Nintu, a que deus origem aos humanos com o sangue de Awilu.

*Xu-Tu < Zu-tu < Sutu > Sadu > Sud.

Sendo assim, e quase seguro que Sud seria corruptela de *Xu-Tu, o deus alado e avícola, possivelmente o Espírito Santo e o Dragão de Tiamat o deus que era o eixo do mundo e sustentava o céu no Egipto! Este deus “manda chuva” acabaria senhor dos humanos criados por sua esposa Nintu / Ninlila / *Xu-Tu.

Ora, segundo os mitos, assim que Enlil nasceu, se colocou-se entre seu pai Anu (Céu) e sua mãe Antu / Ki (Terra), distanciando-os para sempre. Tal evento provocou um coito interrompido e uma má gestação que ocasionou no nascimento de deuses híbridos, os Utukku. Dito de outro modo, En-lil era uma variante de Xu, que acabaria Techuva na Anatólia, Zeus na Grécia e Júpiter em Roma e Ba-al ou El na Fenícia.

Enlil < Enlilu < *An-lulu, lit. «Sr. dos homens»!

                       > Illulu > Ilu ou Elilu > Elu > El.

                                     > Lilu > lil, o vento.

O mais interessante nesta arqueologia mítica é que, se Enlil era também Abba, meramente o pai dos ventos, poderia também sido denominado como “pai vento” ou seja, Abalilu, ou seja, Aw-liu, o tal deus que ousou falar “como uma rajada de vento” na Assembleia, possivelmente a favor dos Igigi! Este deus seria então uma variante dum deus morto e ressuscitado para salvar a humanidade.

Outra variante do mito ainda mais arcaica refere que “Quando Enki (Ea) aprisionou Ap-Zu, esposo de Tiamat, num eterno sono e roubo a glória de Mummu, Tiamat gerou Kingu e o tornou seu esposo com a intenção de torná-lo rei. Porém foi vencido e morto por Nibiru / Marduque, para o impedir de crescer, e seu sangue foi utilizado para criar a humanidade. Sendo assim, os mitos repetiam a mesma história em múltiplas variantes mas possivelmente sobre o mesmo assunto. Apzu teria sido afinal o Xu Sumério, ou seja Zu-pai (literalmente Júpiter) e Kin-Gu uma segunda variante deste deus, literalmente o Senhor Gu, responsável pelas variantes ocidentais do nome de deus que deixou rastos na Ibéria no prefixo Gu de muito rios e no nomde dos godos e de do deus inglês, God. Obviamente que Enki absorveu ou foi avatar de Apzu e terá sido confundido com Ku / Gu / Zu / Du, variantes sumérias de linguagem infantil. Estamos perante um mitema difuso da morte do “deus menino” filho de Nintu / Antu / Antum que por múltiplas razões de estado teria sido sacrificado para com o seu sangue dar vida ao *Lamacho de que nasceu a humanidade e que por isso seria *Antumino e que teria estaria na géneses dos mui arcaicos mitos de morte e ressurreição solar das festas dos rapazes dos ritos de passagem.

Assim, Enlil seria o precursor de Apolo que seria adorado como Apalilu na Anatólia e seria o Apaliunas Hitita, deus de Tróia e trazido para a Grécia arcaica pelos dórios.

Apolo < Hit. Apaliu(nas) < Apalilu < Abalilu > Aw-liu.

Apolo < Abgal < Apkallu < Apa-Ka-lulu!

Por outro lado, Apolo parece dever mais à tradição gnóstica de Enki até porque tem nos seus epítetos relações com os nomes dos filhos de Enki bem como nos já referidos Apkallu.

Even the Veda nowhere affords a more transparent narrative than this. The Iroquois tradition is very similar. In it appear twin brothers,[136] born of a virgin mother, daughter of the Moon, who died in giving them life. Their names, Ioskeha  and Tawiskara, signify in the Oneida dialect the White One and the Dark One.

A possível decifração comparativa destes nomes pode ser:

Ioskeha < Eos Keko, literalmente o filho de Eos, o Alvor da manhã?

=> Josquico ó Jaquico > Baco / Dionísio.

Tawiskara, < Kaphis Kar < Kakis Kar > Iscur.

Under the influence of Christian ideas the contest between the brothers has been made to assume a moral character, like the strife between Ormuzd and Ahriman.

But no such intention appears in the original myth, and Dr. Brinton has shown that none of the American tribes had any conception of a Devil. When the quarrel came to blows, the dark brother was signally discomfited; and the victorious Ioskeha, returning to his grandmother, "established his lodge in the far East, on the horders of the Great Ocean, whence the sun comes. In time he became the father of mankind, and special guardian of the Iroquois." He caused the earth to bring forth, he stocked the woods with game, and taught his children the use of fire. "He it was who watched and watered their crops; 'and, indeed, without his aid,' says the old missionary, quite out of patience with their puerilities, 'they think they could not boil a pot". There was more in it than poor Brebouf thought, as we are forcibly reminded by recent discoveries in physical science. Even civilized men would find it difficult to boil a pot without the aid of solar energy. Call him what we will, -- Ioskeha, Michabo, or Phoibos, -- the beneficent Sun is the master and sustainer of us all; and if we were to relapse into heathenism, like Erckmann-Chatrian's innkeeper, we could not do better than to select him as our chief object of worship. [ [4]]

 

Ver: FEBO APOLO (***)

 

Again, every reader of the classics knows how Selene cast Endymion into a profound slumber because he refused her love, and how at sundown she used to come and stand above him on the Latmian hill, and watch him as he lay asleep on the marble steps of a temple half hidden among drooping elm-trees, over which clambered vines heavy with dark blue grapes. This represents the rising moon looking down on the setting sun; in Labrador a similar phenomenon has suggested a somewhat different story. Among the Esquimaux the Sun is a maiden and the Moon is her brother, who is overcome by a wicked passion for her. Once, as this girl was at a dancing-party in a friend's hut, some one came up and took hold of her by the shoulders and shook her, which is (according to the legend) the Esquimaux manner of declaring one's love. She could not tell who it was in the dark, and so she dipped her hand in some soot and smeared one of his cheeks with it. When a light was struck in the hut, she saw, to her dismay, that it was her brother, and, without waiting to learn any more, she took to her heels. He started in hot pursuit, and so they ran till they got to the end of the world,--the jumping-off place,--when they both jumped into the sky. There the Moon still chases his sister, the Sun; and every now and then he turns his sooty cheek toward the earth, when he becomes so dark that you cannot see him. [ [5]]

Como sempre os mitos não são nem foram mais do que historietas de adultos estilisticamente semelhantes a contos infantis na medida em que são engenhosas teias de divagações metafóricas em torno dos mistérios da natureza urdidas no tear da lógica analógica com os fios da imaginação poética. Estes temas terão sido glosados ad náusea pelas culturas antigas e terão tido na cultura suméria uma variante que teve por personagem Enkimdo, o deus dos lavradores.

Enkimdu: Sumerian god of farmers, landowners, and grain growers. "The robust, the farmer of Enlil, Enkimdu, the man of the ditch and dike, Enki placed in charge of them".

Enkimdu < En-*Kima-tu ó < Enki-Amatu, lit. «Enki, o filho da mãe» <=

                                           < (An) *Ki-Ama-ash > Thiamash > Tiamat.

                                               (An) *Ki-Ama-Chu < Thamashu > Tamuz

                                                                              > Damuz > Damuki.

O tema do fratricídio de Abel, o pastor, perpetuado por Caim, o lavrador, deve ter sido largamente glosado na cultura antiga desde logo na variante suméria do litígio alegórico entre as actividades pastoris e agrícolas dos pretendentes à mão de Inana, Enkiu & Damuz.

Enkiu < Enthy + Mean > Endumian ó Enkimdu(-an).

Quanto à relação entre Abel e Damuz esta deve ser procurada no facto de Damuz ser inicialmente um mero genérico para marido ou mais arcaicamente Dumu-zid, o”verdadeiro filho” que acabou consorte da própria mãe nos tempos primordiais. Este deus deve ter tido muitas variantes e ter sido um dos filhos de Ki, possivelmente na forma de Enki-lulu ou Enbilulu.

Enbilu-lu era deus dos rios e canais na mitologia Mesopotâmica. Foi colocado de guarda aos rios sagrados do Tigris e Eufrates pelo deus Enki na mitologia da criação. Era uma deidade de irrigação e cultivo. Na história Suméria de "Enlil & Ninlil" ele é filho deste casal. Nos tempos babilónicos Enbilulu retoma o papel de filho de Ea sendo associado ao culto de Adad. Na verdade ele teria sido o par de gémeos primordiais *En-Ki-lu-lu, em que um terá sido Enki e outro En-lil.

En-bil-u-lu > Embilho < «êmbolo» ó A-Bel, lit. “Sr. da água”!

A rivalidades entre deuses gémeos derivava mais de querelas e rivalidade politico religiosas de capela e ma vizinhança do que de mitologias que na origem de confundiam. Na verdade Tamuz era um culto de primaveril e fertilidade agrícola que era tão benéfica para a fauna como para a flora, tanto para os pastos como para as sementeiras e, por isso, uma deidade grata tanto a pastores quanto a fazendeiros. Mas querelas entre pastores e fazendeiros sempre existiram mesmo depois dos consensos rurais de que para os pastores ficam reservados os pastos das serras donde apenas descem para o restolho de Outono e para pernoita fecundante nos campos no Inverno.

Ora bem, a rivalidade fratricida destes deuses fica reforçada pela sua misteriosa gemiparidade que a etimologia reforça.

When Adam arrived in Mecca, he built the first Ka'ba, instructed by Jibril who also taught him to pray there. Jibril also guided Haiwa towards Mecca, and when Haiwa arrived there, Jibril performed the first wedding ceremony so that they were properly married. They had forty children, twenty sets of twins, each a boy and a girl. The two eldest sons, Kabil and Abil quarrelled over Kabil's twin sister whom Adam had given to Abil as his wife. -- by Micha F. Lindemans

Abel < Abil < Kabil => Apolo.

Na verdade, existem outros litígios fratricidas na cultura Suméria.

O relato do litígio ciumento entre estações do ano: Emesh (Emec > Caem > Caim???) = o Verão, que era pastor e Enten (Enben > Aben => Abel??) = Inverno, que era lavrador.

Claro que as etimologias propostas são simplificações tão excessivas que delas apenas se podem inferir indícios de rastos étmicos.

Emesh = E-Mesh, literalmente o templo (E) do «filho da mãe», que era Enki e também obviamente o deus menino solar. No entanto, mesh significava também gémeo em sumério o que nos coloca na pista de o «deus menino» ter sido inicialmente um par de gémeos, ora do mesmo sexo, ora de sexos opostos.

Estes gémeos de sexos diferentes tinham no par astral sol/lua a analogia astronómica mais óbvia. Sendo assim, Emesh acabou por ser identificado com o sol de Verão de tal modo que o nome latino teria derivado duma variante do nome deste deus que teria sido Wer-ano, literalmente “o que se transporta (wer/fer) no céu”! De igual modo, Enten, de que parece derivar o nome do Verão francês (été) parece ser uma corruptela óbvia do nome da cobra do céu, An-tan, que era a lua! Dito de outro modo, o Verão teria estado associado ao calor solar enquanto que o Inverno teria estado associado ao gélido luar de Janeiro! Então, Inverno poderia ter derivado dum nome que teria estado próximo de *Nin-Wer-Ano, esposa de *Werano.

 

Ver: HORAS (***)

 

O importante nesta análise semântica é darmos conta que deste modo chegamos a encontrar uma correlação entre a lua, o nome de Caim e Enki, deus dos vulcânicos ferreiros.

Qayin (Cain/Kain) - properly Q’ayin - has often been called the ‘first Mr Smith’ because the term qayin also means ‘smith’, as in metalsmith, or more precisely as in blade-smith, a required skill (or kenning = knowing) of the early kings of Mesopotamia. In this respect, his given name (Cain) in the Book of Genesis in the Bible, is a descriptive appellation rather than a real personal name.

In the alchemical tradition he was indeed a qayin - an artificer of metals of the highest order, as were his descendants, particularly Tubal-Cain (Genesis 4:22) who is revered in scientific Freemasonry. Tubal-Cain was the great Vulcan of the era, the holder of Plutonic theory (knowledge of the actions of internal heat) and was, therefore, the prominent alchemist.

Qayin’s heritage was that of the ancient Sumerian metallurgists and the supreme Master of the Craft was Qayin’s father Enki, described as ‘the manifestation of knowledge, and the craftsman par excellence, who drives out the evil demons who attack mankind.’ -- Genesis of the Grail Kings, by Laurence Gardner, Bantam Press 1999[6].

Caim < En-kim-du (< Kima > Ur + kima > Hermes) e Abel (< Apel < Apolo).

Dito de outro modo, estamos no núcleo semântico mais primitivo das mitologias arcaicas relativas à deusa mãe primordial *Kima em que imperavam os deuses criadores primordiais, seguramente seus filhos primogénitos os gémeos *Ki-Ama-shu (= Abzu/Enki) e *Ki-Ama-ash (=Tiamat).

 

LAHMU & LAHAMU

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Mashu: Mountain at the edge of the world where the sun rises. Guarded by the scorpion-men. Name means: Twin.

Figura 1: Um par de Lamachus, touros alados assírios guardiões das portas do céu e dos palácios reais. Com os respectivos «3 pares de caracóis» (uma madeixa bilateral de cabelo e uma barba) e 3 cintas de pano grosso (uma facha sagital, a cilha, e o cabresto?) estes animais seriam suficientemente «feios porcos e maus» para corresponderem a uma das possíveis figurações dos gémeo primordiais.

Lahmu & Lahamu - "the hairy one" or "muddy" they have three pairs of curls, and are naked except for a triple sash. They were the first children of Tiamat and Apsu. Kappa was sent to fetch them by Anshar, to help send off Marduk on his fight with Tiamat and be rallied to his side..[7]

In the Babylonian Account of Creation on Tablet I opening scene presents a primitive age when only living uncreated world matter existed, personified by two mythical beings – Apsu (male), representing the primeval fresh water ocean and Tiamat (female), the primeval salt water ocean. These were the parents of the gods. Apsu and Tiamat begat Lahmu (Lakhmu) and Lahamu (Lakhamu) deities. --- From The Alpha and the Omega - Chapter Four, by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved. "Names of Angels Found In Genesis 11-24".

Lahmu < Lakh-mu < La-kiki-mu < La-ish-mu, lit. «o deus Lesma»,

< | lu < ur < hur < Kur | -Ama-Chu, lit. «o macho guerreiro» da Deusa Mãe e o seu amado filho! .

O mito assírio-babilónico de Lahmu & Lahamu reflecte uma tradição muito arcaica que poderia ter sido já a dos sumérios, ainda que os registos existentes não o atestem. Se só se pode provar como certo o que focou registado não se pode provar como impossível o que o não se consegue localizar! O importante é reparar que o «caos primordial» pode ter sido o «ovo mítico» duma deusa mãe mais arcaica e primordial do que Ki, a deusa Mãe Terra (ou então uma deusa mãe Natureza ainda informe e caótica!) de que nasceram os primeiros deuses ou entidades míticas cosmológicas primordiais: Anshar ou céu An, Kishar ou a terra Ki e Lahmu & Lahamu, que são, nesta tradição caldeia tardia, as únicas entidades que parecem divergir da cosmologia suméria onde apareciam como primeiros descendentes do casal primordial Ki/An ou céu/terra os deuses também etmicamente assim nascidos primordialmente, Enki e Enlil.

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Figura 2: Lahmu & Lakamu matando uma cabra e um leão. Selo caldeu.

The name of only one figure in the glyptic of the Period is evidently known. This is, in part, due to the uncommon occurrence in a Middle Assyrian letter of the term for a seal icon it calls lahmu. The sender had commented on his seal’s image. Recently, it has been discovered remarkably by the Dutch Assyriologist F.A.M. Wiggermann, through comparing a relief of the "heroic" figure with the inscription upon it, indicating that lahmu is a principal term for the "heroic" figure with frontal face and prominent beard which appears often in contest-scene seals in close association with cattle as mentioned above, and which constitutes a conspicuous figure in the third group of animal-frieze / contest-scene seals mentioned above. There is no evident reason for reservation in setting back the identity of this "heroic" nude figure as far as the ED III Period and even much earlier. This opened the door to all the existing cuneiform literature and, in so doing, helped to interpret the contest-scene seals. W.G. Lambert has given a useful summary of the epigraphic evidence for the cosmogony of the lahmu in extension to Wiggermann’s initial presentation. The lahmu had been the "heroic" figure of art history descriptions for decades. Yet the facts remarkably resemble P. Amiet’s surmise some years ago that the "heroic" figure was a kind of Atlas, based upon later Old Babylonian scenes on cylinder seals. (The gamut of early and late representations of the lahmu show that the assumed locks of hair of the art historians may often be long plaits of hair tied in chignons, three on each side of the head. The reason remains obscure, but a Neo-Assyrian relief suggests this. Plate four, number one.) (...) The evidence is: (...)

4) F.A.M. Wiggermann proved that the nude "heroic" figure was called lahmu (or lahamu). (Pages 10 and 11; notes 38 and 40). Also a Middle Assyrian official stated in writing that the lahmu appears on his seal. (Page 10.)

5a) From later ancient literature, W.G. Lambert points out that the lahmu (or in the pair, lahmu and lahamu) is Atlas-like, having a cosmic or pervasive function, also apparently supporting heaven and earth on an east-west axis. (Page 10).

b) Moreover, from later-dated, more explicit art P. Amiet already concluded before Wiggermann’s cuneiform discovery that the nude "heroic" figure (= lahmu/lahamu) is an Atlas-like cosmic figure. (Page 10).

-- EARLY DYNASTIC GLYPTIC, THE 'BUTCHER' DEITY, AND MYTH-AND-RITUAL THEORY, by James Christian, A.B. , Sociology-Anthropology, Boston University, A.M., Ancient Near Eastern Languages and Civilizations, Oriental Institute, The University of Chicago.

A reforçar a hipótese de que Lahmu & Lahamu tenham sido gémeos primordiais está o facto de se referir que Mashu em sumério significaria gémeos, seguramente no contexto em que aparece, ou seja, enquanto duplos pilares salomónicos ou serpentes primordiais de suporte do mundo.

The Coptic had a name for this sign, ‘Pi Mahi’ means "The United" as in brotherhood. The Hebrew called the constellation Thaumin, The United. [8]

Sendo assim, os Lahamu eram uma variante fabulosa dos guardiões das portas da aurora, os montes sagrados de que derivariam os Herma dos gregos, se bem que formalmente tenham sido escorpiões, equivalente dos leões Aker dos Egípcios. Sendo possível que a tradição Suméria registada tenha sido uma das várias possíveis e nem sequer a mais representativa esta terá sido apenas uma das versões oficiais registadas pois que os touros alados nas portas dos palácios assírios teriam sido chamados lamashus.

Lamia. = Also half woman and half serpent, she was beloved of Zeus, who gave her the power to remove her eyes whenever she wished. She lived on the flesh and blood of children. In classical poetry Lamia is a beautiful woman, bewitched by a jealous Hera.

Lamia < Lamya < Lamahia => Lahmu.

A cultura dos judeus da época persa teria que conhecer alguma coisa da cultura do mundo grego que afinal estes reconheciam como tendo sido herdade em parte dos fenícios. Só assim se pode compreender a seguinte passagem bílblica.

"And demons and monsters shall meet, and the hairy ones shall cry out one to another, there hath the lamia lain down, and found rest for herself" (Isaias, xxxiv, 14).

Quanto as interpretações que correm a respeito desta passagem parece-me que não serão mais fiáveis que a apresentada!

It is true that the Hebrew word here rendered by "demons" may merely mean wild animals. But on the other hand, the Hebrew word which is rendered very literally as "hairy ones" is translated "demons" by Targum and Peshitta, and is supposed to mean a goat shaped deity analogous to the Greek Pan. And "lamia" represents the original Lilith, a spirit of the night who in Hebrew legend is the demon wife of Adam.

De resto como um dos lamashus foi Hermes que teria sido em tempo o deus Pan talvez os comentários acabem por ser análogos neste ponto tal como no que permite correlacionar Lilith, seguramente uma variante duma deusa da aurora e antepassada comum com Artemisa, a esposa e irmã de Hermes & Apolo!

 

Ver: AURORA (***) & Sr.ª DA SAÚDE (***)

Só assim faz sentido que na mitologia suméria, num tema sobre a criação, não apareça o sol e a lua logo a seguir à criação do céu (An) e a da terra (Ki)! Do mesmo modo se compreende que na mitologia Suméria que chegou até nós se chame Uto ao sol que deve ter sido sobretudo conhecido por Urash tal como o deus da lua ora é Nana num estranho género masculino quando terá sido sobretudo Urki e do género feminino!

Aceitando que a mitologia assírio-babilónica se revela a este respeito como a mais adequada à lógica da tradição, podemos propor que Lahmu & Lahamu são correlativos de Enki & Enlil na mesma posição paralela de Hermes & Apolo.

No entanto, parece ter existido sempre uma certa confusão entre quem teria sido quem neste mítico conjunto de deuses primordiais pois ainda que mais frequentemente considerados um par de gémeos verdadeiros do sexo masculino eles podem ter sido considerados também um par de gémeos se sexo diferente do tipo Apolo & Artemisa que, para manter a identidade fonética deveria ter sido Hermes/Artemisa, o que é uma das razões porque se postula que Hermes & Apolo terão sido em tempos considerados gémeos verdadeiros.

Na suméria este mito supõe-se ter sido Damuz e Inana.

 

Ver: DAMUZ (***)

 

Outra variante destes mitos teria sido Prometeu, Epimeteu & Pandora.

Prometeu < Phrau-ama-teos < *Kur-Ama-Chu.

Epimeteu < Euphi-ama-teos < Kauki-Ama-Chu < At-ama-Chu > Damuz.

Pandora < Phan-taur-ha < Kian- kur-kia > Iscuran > Ishtar (an).

Mais interessante ainda será suspeitar que Rómulo & Remus são apenas mais uma referência aos arcaico mito dos gémeos que ora são tidos como amigos inseparáveis, como no caso de Castor e Polux, ora inimigos «horácios e coriáceos» como Seth & Osíris, Caim & Abel ou os filhos de Hipermenestra & Lynkeus, ora inimigos temporários, como quase todos os irmãos, como Apolo & Hermes e que corresponderia na tradição caldeia aos primeiro casal de filhos de Tiamat & Apsu, Lahmu & Lahamu.

 

Ver: PANDORA (***) & CAOS (***)

 

A verdade é que se pode postular a hipótese de que estes gémeos correspondem a uma analogia solar para descrever a realidade astronómica da constelação dos Gémeos. Esta analogia tem implícita a antinomia “sol poente/sol nascente”! Pelo menos no caso de Remus é fácil ver Hermes debaixo deste nome.

Romulo < Haurmulo < Hermulo = Hermacho > Hermes.

Variantes itálicas de deuses menores deste tipo seriam Pilumnus & Picumnus:

Pilumnus is a minor Roman god, the brother of Picumnus and together they stimulated the growth of little children and avert sickness. To ensure to help of these gods, people made an extra bed right after the birth of a child. Pilumnus is also believed to have taught mankind how to grind corn.

*Kur-kima-anus >

Phyr-hum-anus >

Pilumnus >

 Pilumnus.

                           >

 Phy(r)-kum-anus >

Picumnus >

 Por-tunus.

Na Índia estes grémios foram:

Rama & Lakshmana < Urash-Kima-an < (An) *Kur-Ama-ish > Hermes.

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Figura 3: Rama & Lakshmana.

Rama is one of the most commonly adored gods of Hindus and is known as an ideal man and hero of the epic Ramayana. He is always holding a bow and arrow indicating his readiness to destroy evils. He is also called "Shri Rama". More commonly he is pictured in a family style, (Ram Parivar) with his wife Sita, brother Lakshmana and devotee Hanumana who is sitting near Lord Rama's feet.

Pela postura atlética e caçadora este par de Grémios corresponde seguramente à irmandade que se suspeita ter havido entre Apolo, o deus da caça ao arco, e Hermes / Lakshmana no logar de Artemisa que este nome invoca! O macaco nesta alegoria faria o papel de Paposileno.

Porém, o núcleo de origem desta história mítica que, por ser assim praticamente comum aos latinos e aos hindus, poderia ser atribuído a um arcaico legado indo-europeu, torna-se quase que seguramente numa evolução inevitável da mitologia suméria ao verificarmos que aparecem ainda (já mais restos do que) rastos étmicos deste mito entre os madaienos.

The Mandaean Nation. The story of our nation is this. Two hundred and fifty years ago the S'ubba, who are the true children of Adam Paghra and Hawa Kasia, lived in Serandib (Ceylon). They were all cut off by plague except one pair, whose names were Ram and Rud.

Ram & Rud(ra) º Rama & Rama(y-ana)

Outro avatar de Enki/Hermes seriam os irmãos gémeos Rama & Lakshmana.

Aceitando que Lakshmana foi Hermes (= Enki = *Phiat = Kiash + Anu => Wiashanu > Vishnu) compreendemos que a esposa deste tenha sido Lakshmi.

Figura 4: Lakshmi.

She is the wife of Lord Vishnu and is the goddess of prosperity, purity, chastity and generosity. Her four hands represent four spiritual virtues. She sits on a fully blossomed lotus, a seat of divine truth. Her personal charm is considered par excellence. An aura of divine happiness, mental and spiritual satisfaction, and prosperity always exist around her. Her palm is always extended to bless people. She is adored by Lord Ganesha.

Como se verá noutros contextos Ganesha seria um avatar de Hanish, um dos quatro filhos de Enki, seguramente o mesmo que Dioniso. Neste caso, temos uma manifestação mítica única de uma das possibilidades da divina relação «Deusa Mãe» / «filho de Deus»: o «deus menino» a manifestar a sua força elefantina suportando ao colo a própria mãe.

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HERMES & APOLO

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Figura 5: A família dos filhos gémeos astrais de Leto: Hermes-Termenos, Apolo & Artemisa. [9]

The Shining Twins, Apollo & Artemis, celebrated the Sacred Marriage by mating in Leto's womb, which is the enclosed garden. So also the divine twins Osiris and Isis mated in the womb. (Isis, like Artemis, is a goddess of magic and the moon.)

Enumclaw And Kapoonis = In North American Indian mythology Enumclaw and Kapoonis were two mortal twins who sought spirit servants to give them powers over other mortals.Enumclaw tamed a fire spirit and learned how to toss fragments of fire,Kapoonis tamed a rock spirit and learned how to toss boulders. They thenterrorised civilization until Father Sky, so alarmed took them into hiskingdom and made them spirits, Enumclaw becoming lightning, and Kapoonis thunder.[10]

Enumclaw < Enuma-kraw < *Anu-ma Kaur = Karminu ó Herman &

Kapoonis < Kapho®onis > Apolonis.

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Figura 8: Apolo entre Artemisa e Hermes, segundo a tradição comum. No entanto, além do arco de caça, a atitude de «aguadeira» da deusa é mais adequada a Potnia Teron, a Athena Potinija ou a Nike, que muito possivelmente seriam a mesma entidade mítica.

Their parents were the twin gods Geb and Nut, Earth and Starry Night Sky, whom Plutarch identified with Kronos (Saturn) and Rhea (i.e. 11.Time and 16.Star, the Lord and Lady of Necessity). From this union was born Horus (Egyptian Hor), the regenerated sun; as Hor Meti, Horus of the Two Eyes (the sun and moon), he unites the opposites in one being (see 21.World). (Larousse 14-7, 19, 21; Walker 125) [11]

Hor Meti = Horus of the Two Eyes = Kar + Methis < Kar | Meki > kime | => Artimes.

An altar of Artemis stands on the right as you return from the Portico that the Eleans call the Portico of Agnaptus, giving to the building the name of its architect. [7] After re-entering the Altis by the processional gate there are behind the Heraeum altars of the river Cladeus and of Artemis; the one after them is Apollo's, the fourth is of Artemis surnamed Coccoca, and the fifth is of Apollo Thermius. As to the Elean surname Thermius, the conjecture occurred to me that in the Attic dialect it would be thesmios (god of laws), but why Artemis is surnamed Coccoca I could not discover. -- Pausanias, Description of Greece, 5.15.1.

É quase seguro que esta conjectura de Pausânias não acertou no alvo! Apollo Thermius será nem mais do que uma subtil manifestação da relação de Apolo com seu irmão gémeo, Hermes. Não ter visto ainda em Apolo Thermius, o deus das Termas oraculares de Artemisa, uma revelação do deus latino Terminus é ainda um maior mistério!

Esta gemelaridade astral sol/lua aparece ainda mais explícita na trindade de divindades astrais de pai e filhos gémeos (céu / sol / lua) de Palmira, Beelshamên, Aglibol, Malakbêl (Yarhibol). Neste caso é o homófono de Hermes que é o deus solar e não o homólogo de Apolo!

 

Ver: APOLO ARGUROTOXO (***) & LUPERCALLES (***) & SET (***) & OS DEUSES DA AURORA NA TRADIÇÃO EGÍPSIA (***)

 

 

CASTOR & PÓLUX

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Figura 6: A família de Apolo: Zeus & Leto, Apolo & Artemisa.

In Hyginus' version of the story (Fab. 77), Zeus came as a swan to their mother Leda, and they made passionate love. She is the primordial Woman, for Lada means "woman"[12] in the language of wolf-land Lukia, whence came Leto (whose name probably also derives from Lada). Later that night Leda lay with her husband Tyndareus, and as a consequence four children were engendered as twofold twins. Although Castor and Polydeukes are called the Dioscuri (Dioskouroi = Dios Kouroi = Sons of Zeus) it is Polydeukes and Helen who were sired by Zeus, and the other two were from Tyndareus. Thus we have the male Gemini, Castor and Polydeukes opposed to the female Geminae, Clytemnestra and Helen. Conversely, we have two male-female pairs of fraternal twins: Polydeukes and Helen, who are born of Zeus and immortal, and Castor and Clytemnestra, who are born of Tyndareus and mortal. In time Leda gave birth to an egg (or twin eggs) from which the four siblings were born; the empty egg shell was still preserved in Sparta in Pausanias' time (c. 150 CE). In our image, the Divine Twins wear the halves of the Cosmic Egg for their hats, which are reminiscent of the Phrygian hats worn by the Dioscuri. (Kerenyi, Gods 107-8; OCD s.vv. Dioscuri, Helen, Leda, Leto; Oswalt 292-3; Pausanias III.xvi.1)

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Figura 7: Castor & Polux.

Castor and Pollux = Twin heroes called the Dioscuri. Castor was the son of Leda and Tyndareus and Pollux the son of Leda and Zeus. Castor was a skilled horseman and Pollux a boxer. They were famous warriors, noted for their devotion to each other. Patrons of mariners, the Dioscuri were especially honored by the Romans The Disocuri were Castor and Polydeuces (or Pollux), the twin sons of Leda and Zeus and the brothers of Helen of Troy. Because Zeus came to Leda in the form of a swan, they are sometimes presented as having been born from an egg. Pollux was a formidable boxer, and Castor was a great horseman.

Together, they were the "Heavenly Twins," often associated with the constellation Gemini.(...) Pollux was granted immortality by Zeus, but he persuaded Zeus to allow him to share the gift with Castor. As a result, the two spend alternate days on Olympus (as gods) and in Hades (as deceased mortals).

A variante grega do nome de Polideuses aparece, manifestamente na literalidade do seu significado virtual de «deuses da polis, a cidade», como manipulação rectórica recente o que não deveria espantar uma vez que estamos em presença dum mito que é uma óbvia homenagem mnemónica à constelação do Sisne. Em boa verdade, a verção mais antiga e mais conhecida entre os recrutas era o nome dos Dioscuri.

Desde logo Diozkoroi (< Dios Kaur oi), literalmente plural de deus Kaur ou então o deus dos Curetes, os «recrutas».

 

Ver: CABIROS (***)

 

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Figura 9: Dioscuri (< Dios Kuris, lit. «divinos Kauroi, filhos do sol»?)

Os termos Deuces/dios até parecem a versão galaico-portuguesa e castelhana do nome genérico dos deuses. Na verdade,

«Deuses» < Deuces < Thiwaces < Kikakes > Kikos > Kiwos > Thiws > Dios.

 

Polydeuces < Grec. arcaic. Po(l)ludeuces =>

Phoru < Kour < Kur

Deuces

Dioscuri = Curi + Dios                             =>

Curi <  Kiur < Kur

Dios

 

Porém, os romanos no arcaísmo da sua cultura conservaram o rasto essencial deste mito solar de «Castor e Pollux». Castor < Kiash Taur, lit. «o fogo da terra no inferno» ou seja o fogo magmático dos vulcões, em oposição ao fogo solar de Apolo.

Pollux < Phol lu Kaki < Kar lu ka ki / Kaki Karlu

=> | kaki > Haphi > Ap | Kal lu => Apolo.

The Navajo Twins closely correspond to the ones of the Pueblo Indians and those of the Mayas and even the ones of the Indians of South America. Indeed, the Navajo Twins are the counterparts of those of the Old World, pairs like Castor & Pollux, Atlas & Gadeiros, as well as the Ashvin Twins of Vedic India. In all cases the function of these Twins was ridding the world of monsters and pests, including diseases and vermin. This is true on both sides of the world. Hence, it is naive to think that such perfect correspondences can be the result of chancy coincidences.[13]

Sendo assim, a variante latina Pollux dos Dioscuri acaba por ficar a meio caminho da versão Polydeuces, visto que o étimo Kaki pressuposto para Pollux, constitui o mais arcaico nome de Zeus e a nascente original do nome dos deuses.

 

Ver ATLAS (***)

 

The Hero Twins in Maya Mythology

The story of the Hero Twins in the Popol Vuh is a tale of a battle between the forces of good and evil. Our focus will be on their adventures with the lords of the underworld, Xibalba (or Place of Fear).

Xibalba < Ki-Wer-Wa > Kibel ta <???> Tea Cibel

                                    ó Nin-Wer => Inver-an > Inferno.

To tell the tale, we first have to know how the Twins came to be. Before the Hero Twins, there was another set of twins, who were the sons of the creator gods Xpiyacoc and Xmucane.

Xpiyacoc < Ish-Phia-Caco <???ó Fiat ó Ftá.

Xmucane < Ish-Muka-an ó Mawu <= Maveret.

The twins' names were Hun Hunahpu and Vucub Hunahpu, who were great ballplayers. One day, the lords of Xibalba were disturbed by their playing so they sent for the twins and eventually killed them.

Esta parte do mito repete a titanomaquia de Tiamat.

Hun Hunahpu | < Hun < Ka-uno > Pan ó Fauno | Hun-ahpu < Enki Anpu? |

Vucub | Hunahpu | < Kukuki, filho de Caco, ou seja, Dionísio

                              ó Baco.

Xqiq < Ishkiki = Kiki-ish > Tetis / Matis?

One of the twins, Hun Hunahpu, was not completely killed, however. His head was severed and placed on a tree, which later bore fruit. One day the daughter of one of the lords of Xibalba came by the tree. Her name was Xqiq, or Blood Moon. The skull of Hun Hunahpu, which also possessed the spirit of Vucub Hunahpu, spit on her hand and caused her to become pregnant. Once her father discovered her pregnancy, he ordered her execution. Blood Moon was able to escape Xibalba and went above ground to the house of Xmucane, the first twins' mother. Blood Moon eventually gave birth to the Hero Twins, Hunahpu and Xbalanque.

The twins later discover that their fathers had been ball players. They find their fathers' playing gear, with the help of a rat, and start playing ball. The lords of Xibalba hear the playing and send for the twins to come down to the underworld. What follows is the adventures of the twins and how they came to bring honor to their fathers and make the earth a better place. Like their fathers, the Hero Twins are put through a series of trials and tests by the gods of Xibalba. On the final test, Hunahpu's head is taken off by a bat and taken to the Xibalban lords for them to use as a ball in a final match. Xbalanque tricks the lords during the game, and switches his brother's head with a squash. He is then able to put his brother back together. The lords try to trick them once more by asking them to leap four times over an oven but the twins leap into the fire instead. Their bones are ground up and scattered into the river. After five days, they reappear as fish, and then appear as dancers and actors.

The Navajo Twins and Their Old World Counterparts

The Navajo Twins also evoke Amphion and Zethos, the builders of the walls of Thebes, in Greek mythology. Amphion was rough and brutal and gigantic like Slayer-of-alien-gods, whereas Zethos was slight, gentle and charming like Child-of-the-waters. The elder twin was born "somewhat precipitately, to the sound of thunder", whereas the younger one was born "mildly to the accompaniment of gentle thunder".

Their exploits are also treated in far more detail in those of their counterparts among the South American Indians. There, the twins are called Nanderikey and Tiviry by the Apapocuva Guarani, names that mean, respectively "Our Lord" and "Twin". The Twins are also worshipped by the other South American Indians, who call them by equivalent names.

As we said above, some tribes make the second Twin a female, as is the case of Jurupari and Romi Kumu. These two are, respectively, the Great Father and the Great Mother of the Barasana Indians. Among other Brazilian tribes, for instance the Ava-Katu-Etê and the Aché, the Twins are identified to the Sun and the Moon, and are actually called Kuaray ("Sun") and Yacy ("Moon").

The Primordial Couple of the Barasana Indians of Brazil also closely recalls Yama and Yami, their Hindu equivalents and archetypes. These names mean, respectively, "Male Twin" and "Female Twin", and their myth and role is highly complex in Indian mythology. An even closer parallel with the Barasana Twins is afforded by Shiva and Brahma. Both gods end up by being castrated, like Romi Kumu and Jurupari. This event takes place repeatedly in different occasions, during which, in alternation, one of the Twins plays the female to the other Twin. In this way they engender Humanity and, indeed the whole of Creation.

Even in Christianism, things apparently accord to this scheme. The figure of Christ’s twin is often the one of the Beloved Disciple. This personage is often confused with St. John the Baptist, with St. John the Evangelist, with Thomas Dydimus ("twin Twin") or even Judas and Mary the Magdalene. For instance, in Gnostic figurations such as the famous one of Leonardo da Vinci, St. John the Baptist is traditionally painted as an androgynous personage, charming and effeminate.

As we point out elsewhere, the "twin" figures of John and Christ, and the peculiar circunstances attending their engendering, their birth and their childhood were copied verbatim from the Hindu Gospels of Krishna and Balarama. Even the puzzling detail which the Hindus call samkarshana — the mysterious trading of wombs from one Virgin Mother to the other — is not lacking in the Christian version. Actually, these mysterious events are allegories of the Paradisial events having to do with the Mass (Missa) and the Messias, as discussed in the previous footnote. But this theme cannot be treated in more detail here, for certain things may not yet be disclosed. [14]

In Norwegian mythology, the Divine Twins are Hjuki and Bil (i.e., Jack and Jill) who, like the Gemini, are the star-souls of the universe. After Ragnarok, the rebirth of the universe, they tumble from the top of the heavenly mountain, bringing the seeds (the astral and elemental semina) of the new world. They were brought to the mountain by way of the Moon (cf. 17.Moon) as they were bringing the Water of Life "from the spring called Byrgir, carrying between them the bucket called Saegr, on the pole Simul" (Prose Edda, Young 38). Concretely, Hjuki and Bil correspond to the waxing and waning of the moon, respectively, but more abstractly they are the forces of growth (jakka = assemble of increase) and dissolution (bil = break up or dissolution), which must unite in the creation of the new world. (Mercatante s.v. Bil and Hjuki; Walker 126). Pythagorean Tarot homepage.

Hjuki < Kuki < Shu < (Herma)shu => Kahi(m)

& Bil < (A)bel < Apol(o)

Yoked Together: Simargl, a stone carving that shows an ancient Indo-European deity, the heavenly twins Sim and Rygl, this time as a winged dragon. The heavenly twins Sim and Rygl as the embodiment of the Indo-European duality principle.

Sim(a) ó «C(a)im»

Rygl < Urkiel < Urphiel ó Abel.

 

Australian Lightning Brothers:

Tjabuinji <= Kaku-Enki

and Jagtjadbulla | < jgatj < Udjat | -Apullo

Qadish-u-Amrar: The two messengers of Asherah fused into one God. He dredges up provisions to entertain her guests from the sea with a net.

Qadish < kadesh < Kakiash < *Kakus.

Amrar < Amurar < Amurru? ó Hermes ???



[1] ENKI AND ENLIL DIVINE BROTHERS, SOUL BUILDERS OF SUMER, By Lishtar.

[2] idem.

[3] ENKI AND ENLIL DIVINE BROTHERS, SOUL BUILDERS OF SUMER, By Lishtar

[4] Myths and Myth-Makers: Old Tales and Superstitions Interpreted by Comparative Mythology by John Fiske.

[5] Myths and Myth-Makers: Old Tales and Superstitions Interpreted by Comparative Mythology by John Fiske.

[6] The Ray Smith Notebook of Metalworking Orgins - Copyright © 2002 Ray Smith HTML Copyright © 2002 Jock Dempsey

[7] The Assyro-Babylonian Mythology FAQ version. 1.7html by Christopher B. Siren (Nov. 1994). cbsiren@hopper.unh.edu

[8] From The Alpha and the Omega - Insert Chapter Three, by Jim A. Cornwell, Copyright © 1995, all rights reserved. " Gemini (Star Chart)".

[9] Recostrução cibernética do autor a partir de vaso grego (Lucanian Red Figure. J. Paul Getty Museum, Malibu 85.AE.101)

[10] The Probert Encyclopaedia, North American Indian Mythology

[11] V. Pontifex Maximus - Archiereus - High Priest (5), Pythagorean Tarot homepage. 72747.154@compuserve.com

[12] Ingl. Lady?

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