sexta-feira, 16 de maio de 2014

OS DEUSES ERAM CAVERNÍCULAS, por Artur Felisberto.

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Figura 1: Diktaion Antron, where Rhea gave birth secretly to Zeus.[1]

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Natural caves - dark, damp, often inhospitable places - might not appeal today as sites for burying the dead. Yet for much of prehistory, caves, fissures and rock shelters seem to have been favoured burial places in Britain and elsewhere. Many of the earliest hominid remains in Britain have been found in caves - such as the Neanderthal bones from Pontnewydd in North Wales, dating from c 225,000BC - suggesting the practice of cave burial is as old as humankind. Since the last Ice Age ended about 10,000 years ago, people appear to have been continuously buried in caves right up to the Iron Age and Romano-British period, with a single apparent gap in the Late Mesolithic between c 5900-3900BC, when no cave burials have been found. A recent programme of radiocarbon dates on human bones from caves suggests the practice was most common in the Neolithic. After c 3900BC - the start of the Neolithic period - the numbers of people buried in caves increased dramatically, just at the time when people began also to be buried in monuments such as chambered tombs and long barrows. In all, at least 256 individual Neolithic burials have been found in 70 caves in Britain, dated either directly or by association with Neolithic artefacts. [2]

CAVERNAS

A arcaica arte rupestre deve ter começado a expressar-se precisamente nas cavernas ibéricas e pirenaicas cerca de 35 mil anos ª C.
Ibéria < Hipheria < Kiwer-Hika
< Ki kur-ki-ki, lit. “subterrâneos onde o sol dormia”.
Por estranha coincidência foi também nas cavernas desta península que os deuses foram adorados pela primeira vez de forma expressiva e rupestre!
«Caverna» < Kawer-ana < Kapher Ana < Ka-Kur-Ana, a Deusa Mãe de Sacar.                => Kawer-ia > «caveira». < (???) > caavaria < Lat. Calavaria,
(< «caravela» < ) Karaphelia < Kurakuria, lit «os ossos que transportam o senhor dos bons juízos, o rei da força hercúlea (da mente)»!
De facto, tendo sido com os ritos dos mortos que a religião começou entende-se que as «tumbas» tenham começado a ser construídas em «catacumbas» subterrâneas onde, em épocas pós-diluvianas, afloravam frequentemente fósseis de monstros pré-diluvianos que deram origem aos terrores míticos dos titãs e dos gigantes.
"The most secret rituals of ancient initiation were performed in subterranean crypts, which were called 'caverns of the Mysteries.' In the Gothic rites, the final ceremony in which the new initiate was invested with the insignia of his order took place in a high, vaulted, cavernous chamber in the presence of the luminous statue of Balder (a Nordic 'deity') -- (Manly P. Hall Pub. Co., Los Angeles, CA, 1932, p. 160)
A particular frequência com que aparecem «caveiras» em locais de exumações permite pensar que teriam sido então que estas se passaram a chamar «crânios» < Kawer-anius!
Averna = Roman The queen of the dead.
Avernales = Roman Nymphs of the underworld rivers. Their name implies they were derived from notions of the souls of the dead and were related to the death-goddess Averna. This recalls the Baltic Veli who were related to the death-goddess Velona or Veles Mate.
Avernus = A crater near Cumae believed to be the entrance to the underworld. Also a name for the underworld itself.
Averruncus = Roman Tutelary goddess of delivering newborns.
Averna < Haverna < Ka-| Wer-Ana > «Caverna»!
                          «Verão» ó Verana > ? Bellona!
As «cavernas» são também conhecidas como:
«Algares» < Ár. algar < Al-Kar < Kal-kar (> calcário), lit. «o que transporta o fogo branco de Kali» < Kur-Kur! Etc.
«Antros» < An tar > «anta»);
«Covil» < Lat. Cubile, diminutivo de «cuba» ou de «cova»? Obviamente teria que ser de «cuba» mas, ainda que pudesse passar foneticamente por tal, uma vez que existem covis de feras que o poderiam ser, estas derivam o seu nome da analogia com os “covis de ladrões” que eram cavernas como as de Alibaba. Em rigor, a «cova» é que seria um diminutivo, por elipse fonética, de «covil» por intermédio do latino covu! < Kuwile < Kikur > Kiwel > Cibel! «Covas» < lat. covu < Kauwa, lit. «a terra das almas (kau< Kapha < *Kaka),
«Furnas» <= Lat. Furnax < Kur An Kaki, => «cafurnas dos infernos»[3]!
«Grutas» < garut < *Kar-ut, < N.ª Sr.ª *Kartu, das cobras cretenses, onde nasce Kar  • < Lat. crypta < Gr. krýpte. < Kur phi ta < *Kur Kika > Iscur.
«Lapas» < Rapha, lit. «a deusa que tudo «rapa» deste mundo < Raca < Reha, esposa de Saturno < *Urka > «Urça»!
«Tugúrios» < Lat. Tuguriu < Ki-kur-ico.
«Tavernas» < Lat. tavernae < kavernae > Esl. Taverníka, literalmente discotecas da época e sucedâneos dos sub-mundos dos cultos ofídios de < kaphur-an, libertinos e libidinosos como são os cultos juvenis de côrte e acasalamento, de todos os tempos e lugares que descendem do passado cavernícula da humanidade ó «cavernas». ó Kaphur-et < Tawer-et > Cawar-et > Cabaré!
"Dances are to us what prayers are to you," an elderly Bushman once informed a European.
A mitologia da «montanha cósmica primordial» terá sido tão forte nos tempos paleolíticos que deverá ser a esta que deve inculpada a responsabilidade pelo mistério das pirâmides de todo o mundo, particularmente as imponentes pirâmides do Egipto, seguramente na sequência de dois tipos de derivação interpretativa desta mitologia que iria dar origem:
A norte e a ocidente, à tradição tumular das «antas e dólmenes» e aos kurganes dos citas.
No centro mediterrânico, dos hipogeus de Malta às pirâmides gregas e Egípcias!
A sul e a oriente, da tradição templar e citadina dos zigurates até as mandalas hindus orientais.
Tratando-se duma derivação cultural, natural seria postular uma origem comum ou seja, uma fase mais arcaica em que os monumentos megalíticos fossem um misto ainda indefinido de ambos os tipos referidos que posteriormente se diferenciaram e tornaram mais diversificados. Na verdade, a explicação para o facto de as pirâmides ameríndias serem uma mistura de tradições formais, que tanto nos reportam para os zigurates caldeus como para as pirâmides do Egipto, pode ser encontrada precisamente no postulado duma fase arcaica de tradições formais comuns. Ora, nós vamos encontrar estes monumentos megalíticos de transição nas “Pirâmides gregas” e nas “Pirâmides das ilhas Canárias”.
Esta fase explicaria ainda o estranho que é não se encontrem monumentos piramidais em Creta.
A explicação só pode ser esta: Creta era uma ilha onde não havia cidade que não tivesse a sua de caverna sagrada. A mais célebre é a Cavena Dictiana onde ainda na época clássica se supunha ter nascido Zeus, o deus supremo dos helenos.
Evans may not have found a Labyrinth at Knossos, but Greek and foreign speleologists have found hundreds of Labyrinths in the Cretan mountains. They are almost completely in proportion to the mythical Labyrinth at Knossos, if we discount the fact that most of the caves and sinkholes of Crete have an impressive arrangement of stalactites and stalagmites.
Caves were first used in Crete as dwellings or at least as habitation sites in the Neolithic period. Toward the end of the Neolithic, they also began to be used extensively as cemeteries, and such usage continued throughout the Early Minoan period and in some areas even longer. Caves appear to have first been used as cult places early in the Middle Minoan (Protopalatial) period, at more or less the same time when the first Cretan palaces were being constructed. There may very well be some connection between the establishment of powerful central authorities in the palaces and the institution of worship in caves. The evidence for the use of caves as cult places consists of pottery, animal figurines, and occasionally bronze objects. Such objects are found not only in caves which had previously served habitation or funerary purposes but also in caves which had as their earliest known function the housing of some religious activity. In addition to artifacts, some cult caves contain large quantities of animal bones, mostly from deer, oxen, and goats and no doubt derived from some form of animal sacrifice.
Bel and the Dragon may speak to modern celebrative worship by "gods" who are about to get caught slipping into the pantry. His various names in the Old and New Testaments demonstrate the various aspects in which he was regarded. Thus in Exodus he was named Ba`al-Tsephon, the god of the crypt. He was likewise named Seth or Sheth, signifying a pillar (phallus); and it was owing to these associations that he was considered a hidden god.
1-2Jeová deu então as seguintes indicações a Moisés: Diz aos filhos de Israel que voltem e acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; acampareis aí junto ao mar. 3Porque O Faraó vai pensar assim: 'os israelitas estão aflitos com certeza, entalados entre o deserto por um lado e o mar por outro!' 4E mais uma vez endurecerei o coração de Faraó o qual se porá em vossa perseguição. Planeei isto assim para que seja ainda maior a minha honra e glória sobre Faraó e os seus exércitos; e os egípcios saberão sem dúvida alguma que eu sou o Senhor. E foi assim que acamparam ali como lhes tinha sido dito. -- Éxodo 14:2-4.
The identification of biblical Zaphon with Ugaritic/Assyrian Sapuna, and hence with Mount Zephon or Kasios, used to be widely accepted, but this standard opinion has come under scrutiny beginning with Liverani (1998), based on doubt cast on the reading Sapuna itself (due to Albright 1943) in relevant passages in the Amarna letters.
Te Ophion ó T-y-phon ó T-se-phon ó T-si-on
Se Baal-Tsephon era um deus das cavernas era seguramente um deus titânico e ofídio, senhor da santa Sofia órfica, que seria então a filha da Medusa e Deméter, ou seja, Korê ou Per-sefona.
Este deus, também oculto nas cavernas e chamado Set pelos egípcios, seria afinal Cronos / Saturno o que deixa a suspeita de que Saturno, o deus da idade dourada e das saturnálias, ter sido afinal o protótipo mais arcaico de deuses de “morte e ressureição solar” porque estava relacionados com sacrifícios humanos!
Kitu, lit. «filho de Ki > *Kiat > Sephi.
          T-sephon < Tzephian < Sephi-(Anu) > Shef > Set + Urano
= Saturno, lit. “filho de Ki e de Urano.”                 > + Ur > Reshef.
Como Set < *Kiat > Ftá, e este deus da criação que era uma múmia conotada com Osíris seria afinal uma manifestação arcaica de antigos ritos de morte e ressureição.

Ver: CRONO (***)

*KERTU = KORÊ = PER-SEFONE

Como existem evidências arqueológicas de que estes cultos terão começado nas ilhas mediterrânicas de Malta e Chipre, a revolução cultural que precedeu o neolítico terá começado, contrariamente à opinião dominante no mundo dos arqueólogos, no mar Egeu em torno dos cultos de assistência no parto e de enterramento dos mortos da Deusa Mãe da “vida e da morte”, *Kertu, a deusa das cobras cretenses.
During the Minoan years in Crete, almost every city and every palace had its own cavern of worship, high atop some near mountain, which was found at a distance of maximum one hour. If some cavern of worship was significant and used for the needs people of more than one city, then the structure of these cities was adjusted according to the position of the worship cavern. Usually the cities were situated eastern of the sacred cavern, while the inner sanctum of the temples found in the city was orientated towards the sacred cavern at the west and the temple entrance was often from the east. -- *By Antonis T. Vasilakis[4]
«Greta»
= a vagina da Deusa Mãe
ó «Gruta»
«Creta»
< *Kertu, a Deusa Mãe
< Kur-at
Sendo as Grutas a vagina por onde a Terra Mãe paria o sol, natural seria que estas fossem sagradas e dedicadas ao nascimento do «deus menino»! Inevitavelmente, Jesus teria que ter nascido numa gruta em Belém, assim existira uma gruta natural naquele local! As grutas eram topograficamente filhas dos montes e dai que fossem divindades denominadas filha do Kur!
«Gruta» < Gurta< Kur-at > Kur-tu > *Kertu
                           > Lat. curta>  «curta».
Em Portugal, muitas são ainda as Virgem Mães que descendem de antigas deidades de cavernas naturais. A mais célebre é a Sr.ª da Lapa!
«Lapa» • s. f. grande pedra ou laje que, ressaindo de um rochedo, forma um abrigo. • gruta; • cavidade.
«Lapa» < Lat. lapide < Ra-pute, lit. «onde Ra, o Sol nasce e se faz puto?”
A mitologia da Sr.ª da Lapa, a Virgem Mãe da «divina montanha» só faz sentido enquanto mitema do regaço onde se abria a gruta sagrada, a «greta divina» que paria Ra, o sol!
«Greta» < ??? ó Gretar < Lat. crepitare, fazer ruído??? Obviamente que a etimologia oficial da «greta» é mais do que duvidosa! Porque «é que as gretas haviam de crepitar? < *Kerputare, lit “fazer nascer Kar, o sol?”.
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Figura 2: Keres dos cretenses com a tocha de fogo na mão esquerda, *Kartu / Kythu, a «Sr.ª do Monte» Ida e da Aurora, guardada pelos leões da Deusa Mãe, era já uma forma arcaica de Cíbele. (Desenho de anel cretense).
Sendo assim, pode inferir-se que estes cultos eram simultaneamente cultos de morte porque Mut, a deusa do por do sol era uma deusa tenebrosa e infernal, mas eram também cultos de nascimento porque Mut / Taweret era a deusa do parto da aurora! Dito de outro modo, a origem dos cultos de morte e ressurreição dependiam da mesma Deusa Mãe, que devorava o «pôr-do-sol» e paria a aurora, que presidia tanto ao culto dos mortos como aos rituais que acompanhavam os partos complicados. De resto, em tempos de grande mortalidade péri-natal o culto da Deusa Mãe teria que envolver tanto de alegria pascoal quanto de tristeza e paixão! A relação do nome de Cibele, a cavernosa cavernícula, com a semiologia das grutas e cavernas só pode estar implícita na função de deusa da Aurora. A Deusa Mãe que era a Sr.ª da Lapa e da montanha primordial onde nasceu a primeira cidade sagrada, a Mandala, e onde existia a gruta por onde nascia o sol das entranhas da terra e que era também a «gárgula» medonha e profunda que haveria de comer no sol poente. E, para propor mais um elo de ligação entre a cultura Egeia e a Ameríndia, invocamos agora o nome do submundo infernal dos maias, o Xibalba.
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Figura 3: Os seis senhores de Xibalva, o reino dos infernos dos Maias presidido por Itzamna, tal como Osíris no tribunal dos mortos.
Xibalbá es el peligroso inframundo habitado por los señores malignos de la mitología maya. Se decía que el camino hacia esta tierra estaba plagado de peligros, era escarpado, espinoso y prohibido para los extraños. Este lugar era gobernado por los señores demoníacos Vucub-Camé y Hun-Camé. En ambos casos son llamados por los Señores de Xibalbá debido a que les molesta que hagan ruido al jugar a la pelota sobre la superficie de la tierra. Una vez allí serán retados a realizar varias pruebas y a jugar al juego de pelota. Así, mientras se cuentan los acontecimientos de dichos enfrentamientos, se hace una descripción de Xibalbá y del camino que hay que recorrer antes de llegar a él, lo cual permite dar una idea de la visión maya quiché del inframundo.
El camino hacia Xibalbá se describe como un descenso por unas escaleras muy inclinadas que desembocan en la orilla de un río, el cual recorre barrancos y jícaros espinosos. A continuación hay otros ríos e incluso uno de sangre, para después abrirse un cruce de cuatro caminos: uno rojo, otro blanco, otro amarillo (o verde en el caso de Hunahpú e Ixbalanqué) y otro negro. El último es el que se dirige a Xibalbá, exactamente a la sala del consejo de los Señores de Xibalbá.En cuanto a las pruebas que los Señores de Xibalbá hacían pasar, el Popol Vuh cuenta que eran muchos los lugares de tormento y los castigos de Xibalbá:
El primero era la Casa oscura, en cuyo interior sólo había tinieblas;
El segundo era la Casa del frío, donde un viento frío e insoportable soplaba en su interior;
El tercero era la Casa de los tigres, donde los tigres se revolvían, se amontonaban, gruñían y se mofaban;
El cuarto era la Casa de los murciélagos, donde no había más que murciélagos que chillaban, gritaban y revoloteaban en la casa;
El quinto se llamaba la Casa de las navajas, dentro de la cual sólo había navajas cortantes y afiladas;
El sexto se llamaba la Casa del calor, donde sólo habían brasas y llamas.
É óbvio que Xibalba seria a caverna uterina da Terra Mãe onde a nasceu o homem herectus por onde terá sempre ficado abrigada e onde depois nasceu a humanidade pelo menos quando começou a expressar-se em arte rupestre nas grutas péri pirenaicas e cantábricas. Xibalba seria literalmente em biscainho a terra (xi) da morte (balbe).
  • Balbe. Se llama así en varios lugares de Vizcaya a la muerte personificada, o al genio que causa la muerte.
No neolítico Zeus nasceu simbolicamente numa caverna de Creta e os astecas diziam-se metaforicamente originários de cavernas. Coisa ainda mais interessante é saber que o nome do deus dos infernos dos Maias se chamava Itzamna que é nem mais nem menos que o deus *Atmin postulado como antepassado étmico de todos os deuses de morte e ressurreição mais conhecido. Cibele, que era a Senhora da Caverna deve ter dado nome aos infernos maias.
Xibalba < Ki-Wal-Wa < Ki-Bel-ka < *Ki-Kur-Ki.
O conceito arcaico *Ki-Kur-Ki seria a descrição tão simbólica quando realmente descritiva da passagem dos sol nocturno pelas cavernas dos infernos desde ao pôr-do-sol na boca da Terra (Ki) Mãe, penetrando nas suas entranhas (Kur), e nascendo entre as montanhas da aurora da vagina da Terra (Ki) Mãe!
Karta - A goddess of fate and destiny mentioned in Latvian folksong.
Krataeis = A mãe do monstro Skylla que foi identificada com Keto e Hekate.   
Kratos = Deus de força. Como os seus irmãos apoiou Zeus na Gigantomaquia e tornou-se um dos seus criados.
CRES = A deusa-terra da ilha de Crete.
Kretheis = ninfa ou naiada da cidade Lidia de Esmirna. Era a mãe lendária do poeta Homero pelo rio-deus Meles.
Kreousa = A ninfa ou naiada esposa do deus de rio Peneus.
Krinaiai = ninfa ou naiada das fontes.
Krios = O Gigantesco-deus do domínio, liderança e das constelações.[5]
                        Kertu < Kritu > Clito.
Kri-na-iai <= Cri-us ó Kre-us-a < Kre-usha > CRES
    Kratos < Krata-eis < Kre-theis < Ker-ta < *Kertu ó Keres.
                              > Karta ó Mel(kart).
Obviamente que o nome da deusa mãe da terra cretense seria Keres e não Cres derivada duma deusa neolítica virtualmente *Kartu e, por sua vez, responsável pelo nome helenista Cres, pelo nome da deusa latina Ceres e pela deusa da morte negra dos gregos Ker, mãe dos espíritos mortos, os Keres. Mas pode ter tido também a variante fonética *Kertu de que facilmente derivariam a Clito platónica.
Esta deverá ter sido a principal razão pela qual não aparecem pirâmides nem zigurates em Creta o que só comprova o carácter ancestral da civilização cretense e a sua posição primordial em relação à origem do neolítico. Vistas as coisas por esta lógica evolucionista, os templos tumulares de malta seriam o primeiro esboço duma tentativa para retirar os deuses das cavernas onde tinham nascido nos tempos recuados do paleolítico. Porém, como os cultos dos deuses e dos mortos andaram ligados desde início por intermédio da crença na existência do Inferno enquanto local de passagem do sol nocturno podemos compreender que os primeiros templos tenham sido sempre locais tumulares.
O facto de os montes sagrados se terem transformado em pirâmides do Egipto, sobrevalorizando o aspecto tumular em detrimento do templar, em oposição ao que aconteceu na caldeia onde os zigurates acabaram por se tornar no equivalente dos templos em «lugares altos», só prova que estas civilizações históricas corresponderam a uma fase terminal de diversificação num processo de maturação da mitologia dos «montes da aurora» que, na origem, teriam cavidades cavernosas sagradas em analogia com a mítica «gruta/greta» vaginal da Deusa Mãe. Podemos encontrar a prova de que era esta a mitologia dominante nos primórdios da história no poema sumério «Enmerkar e o Sr. de Aratta».
Faça cumprir em Kallab os meus mes.
Faça para mim o Abzu como uma montanha
Purifique para mim o Eridu como uma montanha
Que a sagrada capela apareça para mim como uma gruta!
Aratta < Hartita < Kartu-ki, lit. «terra de *Kertu».
Este templo deveria ser E-abzu = E-engurra, em Eridu, a Enki dedicado enquanto En-kur-ra = Sr. do Kur. Na verdade, alguns autores referem que Eridu era referida pelos sumérios como situada às portas do inferno, ou seja, perto duma caverna natural. Ora,
Eridu < Eritu < Erat < Eresh = Uruk < Ur-k(iki)
Como Eresh seria a cidade de Eresh-ki-gal, lit. «a rainha da terra de Eresh», Eridu seria equivalente a esta cidade por ser também uma cidade às portas do inferno e refúgio na terra do «Sr. do Kur». Aliás, o nome do templo de Enki em Eridu era E-engurra, lit. «casa de Enkurra, ou seja, do Sr. dos curros dos infernos». Se Nergal era filho de Enlil, tal pode ser um mero equívoco na história mítica porque dificilmente se entenderia o reino dos mortos governado por dois deuses supremos, Nergal e Enki, Sr. do Kur.

Ver: NERGAL (***)

Enki´s main cult-centre was the lagoon-based Eridu, in South Mesopotamia, the oldest city in Sumer on the coast of the Persian sea. There He built His temple, the E-abzu or E-engurra. The temple, decorated with silver, lapis lazuli, carnelian and gold, was established on the bank of a river, and its foundations reached deep into the underground sweet. It was a building of wonder: the brickwork gave Enki advice, while the surrounding reed fences roared like a bull. The roof-beam was shaped like the bull of heaven, and a kion gripping a man formed the gateway. The overall effect was described as a lusty bull. Enki also filled the building with lyres, drums and musical instruments. Surrounding the temple was a delightful garden full of fruit trees, with birds singing all around and frolicking carp playing among the reeds in the streams. Archaeological records show that it is exactly in Eridu that are located the remains of the oldest temple and settlement in Mesopotamia. In the Sumerian King-List, Eridu is the place "where kingship descended from the Heavens" or the seat of the first dynasty of the land. -- [6]
Se toda esta mitologia nos parece um pouco confusa é apenas porque nos esquecemos que as portas dos infernos eram as mesmas que davam para o céu, porque afinal eram as portas dos mortos! O importante é darmos conta de que a função principal dos templos sumérios era a de permitirem materializar a construção dum modelo cósmico relacionados com as «portas do céu e dos infernos» por onde os deuses descessem do céu à terra e as almas entrassem no inferno que era apenas o conforto eterno do seio da Terra Mãe. Neste modelo o templo montanha era a estrutura exterior dos abismos subterrâneos e a capela era a greta/gruta da entrada para estes que era simultaneamente a porta do céu e do inferno. Pelo menos assim se explica que o zigurate da torre de babel fosse considerada a «porta do céu».
De resto, todos s monumentos megalíticos do neolítico são apenas a tentativa artificial para reconstruir em «terra estranha» as condições naturais da «terra natal», ou seja, trata-se de um fenómeno tipicamente colonial criando em condições sócio-económicas favoráveis de «novo-riquismo», fenómeno este do tipo da emigração sem retorno. Por se ter desligado dos elos tradicionais da sua evolução natural, adquire particulares e estranhos aspectos de artificialidade, gigantismo e megalomania. E que condições naturais da «terra natal» seriam estas que os colonos da talassocracia cretense, (ou outras das várias ilhas mediterrânicas do neolítico como, por exemplo, terá sido o caso de Malta), não iriam encontrar nos locais onde eram emigrantes recentes? Mais uma vez, aquelas que ai seriam naturais e dispensariam obras artificiais de mimetismo, as cavernas naturais cuja tradição já vinha das antediluvianas culturas rupestres péri-pirenaicas.
Caves are ambiguous spaces, offering both protection and shelter but can also trap and imprison. Because of its location within the earth, which many cultures have identified as female, the cave has been identified as the womb of Mother Earth, and associated with birth and regeneration. Although sacredness may have been invested in many other natural forms and objects (such as trees, mountains, etc.) during the prehistoric period, the earliest known sacred places are naturally-formed caves, such as that at Lascaux in France. In various cultures, caves have been location for the celebration of diverse cults and mysteries, and this was most likely the case at Lascaux. (…)
Besides naturally occurring caves, artificial caves were dug into mountains (cf. Mountains and the Sacred or cliffs (cf. Abu Simbel). Often the mountain itself was also artificial. The pryamids in Egypt were man-made sacred mountains inside of which were created artificial caves (cf. Giza, Egypt). It may be argued that a number of prehistoric megalithic 'burial' mounds, such as Newgrange in Ireland were built to 'house' an artificial cave. Conceived along the same lines are Myceneaen tholos tombs and Etruscan tumuli. The Neoplatonist Porphyry (234-305 CE) explains that before there were temples, religious rites took place in caves.
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Figura 4: Gruta de Lascoaux capela cistina do paleolítico e berço do Minotauro!

Ver: MINOTAURO (***)

In this sense, it may be argued that temples in ancient Greece and Rome were in some respects man-made substitutes for the cave. It can be pointed out that the cella or naos of a classical temple was not provided with windows, so that the interior space was dark and cave-like (cf. the Athenian Acropolis).[7] -- SACRED PLACES
De facto, o culto das cavernas não foi iniciado no neolítico que fez a sorte das ilha mediterrânicas e, por isso, não é originário de Creta mas das regiões em torno dos Pirinéus onde a cultura Paleolítica teve a sua explosão mais expressiva nas grutas de Altamira e Lascaux!
In ancient caves in the south of France, near Lascaux, boys in 1940 discovered 17,000 year old paintings and artifacts made by our early ancestors. "Dating back some 17,000 years, the cave was evidently a sanctuary for the performance of sacred rites and ceremonies. (…)
The hunting of big game provided new experiences for Homo Erectus, bringing about an intensification of the learning process for the young and a considerable increase in the area and distances covered by expeditions. The application of the group tactics and strategies needed to approach and catch big game developed the powers of observation, agility, cunning, memory and knowledge of the habits of each animal species and probably also helped in the development of communication and language. "The habit of meat-eating led by imperceptible degrees to more complicated hunting techniques and gradually transformed mankind. For the first time culture and tradition became increasingly responsible for changes formerly brought about only by genetic mutation and natural selection." (J Pfeiller).[8]
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Figura 5: bisonte de Altamira
On the basis of the data provided by archaeological excavations with regard to both the natural environment and the material culture at Altamira, we can now venture a portrayal of the human groups who lived here 18.000 and 14.000 years ago. At the outset it should be borne in mind that this period is normally referred to as that when the technique of collective hunting flourished. Such an affirmation is supported on the one hand by the existence of outstanding, practically universal artistic manifestations -painting and sculpture-, and on the other by the degree of perfection and sophistication that had been attained in stone and bone working techniques, as is illustrated by the Solutrean flint points and the Magdalenian antler harpoons. -—[9]
Quando se olha para o paleolítico com olhos d´alma distraída parece que se mergulha na vastidão difusa e imprecisa da escuridão pré-histórica quando, pelo contrário, estamos a assistir à epifania da história e ao despertar do sol da cultura humana precisamente na forma de cultos de morte e ressureição solar. No entanto, eles aparecem num dos primeiros períodos de revolução cultural que foi formalmente o da «arte rupestre» baseada materialmente no sucesso de novas tácticas de cilada aplicadas na caça em grupos organizados. A maior expressão desta cultura foi (precisamente e não por mero acaso) onde hoje impera a cultura latina. Assim, poder-se-á referir de passagem que o império romano ocidental veio a torna-se numa espécie de desforra desta arcaica Europa do paleolítico decadente que iria novamente passar a ser o expoente do refinamento clássico do neolítico depois de ter sido já um triunfo do megalitismo. Em boa verdade, a revolução agrícola teria nascido nas ilhas mediterrânicas, particularmente do mar Egeu e, portanto, a meio caminho entre as regiões cantábricas e o crescente fértil!
A razão pela qual o neolítico emergiu bruscamente no fim da última época glacial pode ser encontrada no facto de a subida da linha costeira do mar mediterrâneo, além de ter gerado o mito do dilúvio, ter transformado zonas continentais de caça e recolecção em zona insulares isoladas onde o pastoreio veio a substituir a caça orientada e a agricultura a recolecção como única estratégia para compensar a penúria da insularidade!

Ver: CERES (***) & DILÚVIO (***)

A própria insularidade obrigaria à adopção de estratégias sociais de gregarismo e vida sedentária propensa à agricultura e ao urbanismo!
Whilst for many years scholars have searched for the reason underlying the cave art of the Palaeolithic, at the present point in time the view is held that for such an extensive cultural manifestation as this - both in terms of time (stretching out over 20.000 years) and space (encompassing Portugal, Spain, France and Italy) - there simply cannot be a single common cause or just one interpretation. Today, therefore, we are witnessing a time of profound reevaluation and detailed analysis of the phenomenon of cave art, a process that has to include Altamira and which must be carried out before other syntheses can be put forward.—[10]
Assim, estes cultos cavernícula de mistério de iniciação ficaram para sempre marcados pelo espectro da culpabilidade guerreira exorcizado com o sacrifício do “filho de deus”, representado no animal totémico! A certeza de que a cultura e a linguagem tiveram aqui a sua primeira grande estruturação não se revela por uma escrita organizada mas na mais expressiva das formas de comunicação que foram as gravuras ao ar livre e a pintura moral da arte rupestre.
Mesmo assim, ainda ouve um esboço dos efeitos desta cultura de mimetismo de emigrança bem perto de Creta, em pleno solo da Grécia arcaica.

PIRÂMIDES GREGAS

Seguramente que, a menos que se tenham perdido irremediavelmente no processo erosivo e transformador da história, haverá elos de ligação deste processo de diferenciação das «grutas» em pirâmides tumulares como é o caso das estranhas pirâmides gregas [11]
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Figura 6: The pyramid is located in the south of the Chania area, in the island of Crete, at an altitute of 290 m above sea level. Its approximate dimensions are: Heihgt: 8.5 m, Circumference at the base: 29 m.
«Joana» < Xoana < Chania < Ki-ania < Kianika (> «cónica») > «Tianita» (de Loulé) > Tanit.
Obviamente que esta deusa seria a mesma que no Egipto engolia o «sol poente» para o parir todas as manhãs. Outra ilação étmica interessante é que do nome arcaico desta deusa mãe terá derivado o nome de campo santo, chão sagrado e monte de Sião!
Figura 7: Gravure from a publication of the "French Scientific Expedition in Morea" showing the Pyramid as it was in 18th
This Pyramid is found in northwestern Peloponnese, near the village of Ligourion, on the foot of mount Arachnaeum, not far from the site of ancient Epidaurus.
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Its base has approximate dimensions of 14 X 12 metres and its has been dated to about 2100 B.C. with the method o thermoluminescence.
Arachna-heum, lit. «templo de Aracnê».
A meu ver o aspecto mais importante destas pirâmides é o de estabeleceram um elo de ligação evolutivo entre as antas ibéricas e as pirâmides do Egipto, tendo como fio condutor comum a mitologia da morte diária do sol, que os Egípcios muito bem conservaram nos atributos de Nut, e como início a arte rupestre do paleolítico.
Ereshkigal cannot be fooled. She has a gatekeeper (a position of tremendous honor) called Neti. Richard McLaughlin
A relação entre Nut e Neit permite compreender que a dama de companhia de Ereshkigal se chamasse Neti, quiçá porque seria apenas uma sua sósia. Nut < Enut < Anut/Antu > Neit > Neti.
Porém, o elo definitivamente necessário para permitir a relação entre os megalíticos ocidentais e as pirâmides ameríndias deve residir nas «pirâmides das ilhas Canárias».

Ver: NUT (***) & AMAZONA (***) & GUANCHES (***)


[1] http://zeus.jesus.cam.ac.uk/~mma29/pictures.cgi/Crete/12/Mvc-005f.j.
[2] In this dark cavern thy burying place, For most of prehistory, people buried their dead in caves. Andrew Chamberlain reports.
[3] Regionalismo de Foz-Côa!
[4] © 1997-2000, THE UNKNOWN HELLENIC HISTORY. http://www.ancientgr.com/
[5] CRATAEIS (Krataeis) The mother of the monster Skylla. She was identified with Keto and Hekate.
CRATUS (Kratos) God of strength. Like his siblings he sided with Zeus in the Titan-War and became one of the god's attendants.
CRES The earth-goddess of the island of Crete.  
CRETHEIS (Kretheis) A naiad nymph of the Lydian town of Smyrna. She was the legendary mother of the poet Homer by the river-god Meles.  
CREUSA (Kreousa) The Naiad nymph wife of the river god Peneus. 
CRINAEAE (Krinaiai) Naiad-nymphs of the fountains. 
CRIUS (Krios) The Titan-god of mastery, leadership and the constellations.
[6]ENKI, THE FRESH WATERS LORD, MASTER OF ALL CRAFTS, MAGICK AND WISDOM.  Lishtar, November 5th 1999. for my Goth Bard.
[7] SACRED PLACES is written and produced by Christopher L. C. E. Witcombe, Professor, Department of Art History, Sweet Briar College, Virginia, 24595 USA (phone: 434-381-6194 / fax: 434-381-6173). For more information, please email him at witcombe@sbc.edu
[8] Hunting, From "The Cave of Lascaux -- The Final Photographic Record", The Great Black Aurochs
[9]http://www.turcantabria.com/Datos/Historia-Arte/Cuevas/Cuevas%20Altamira/altamira-i.htm
[10]http://www.turcantabria.com/Datos/Historia-Arte/Cuevas/Cuevas%20Altamira/altamira-i.htm
[11] página da internet: THE MYSTERY OF THE GREEK PYRAMIDOIS Publisher: Academy of Delphic Studies. http://www.ancientgr.com/Unknown_Hellenic_History/Eng/Contents.htm.

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