domingo, 9 de dezembro de 2012

APOLO LOXIAS, o deus da luz oblíqua dos extremos do dia propícios à profecia, por arturjotaef

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Figura 1: Apolo em trajo de luces com todos os luxos orientais dum nababo como Sardan-apalo.

O epíteto Loxias (Λοξίας, de λέγειν, “dizer”) foi historicamente associado a λοξός, “O ambíguo”. A este respeito, os romanos chamaram-lhe Coelispex (do latim coelum, “céu”, e specere, “perscrutar”) O que augura os sinais do céu!

Um dos vários preconceitos da filologia clássica é o de pensar que a semântica se esgota em torno de raízes semânticas próprias de certos grupos linguísticos e que no caso do grego se esgotaria nele mesmo e também no caso do latim se não for possível deriva-lo do grego. O confronto deste epíteto de Apolo na versão grega e latina levanta-nos sérias dúvidas sobre a razoabilidade do preconceito da filologia clássica. É bem possível que tenham sido os cultos oraculares de Apolo Loxias que iniciaram os gregos na doxia dos instrumentos linguísticos e nas formas de os dizer que permitiram desenvolver a filosofia grega do logos e da lógica. No entanto, não é no grego que se tem a intuição de como se possa ter ido do dizer Loxias ao ser “oblícuo” no sentido de sinuoso e ambíguo de um “deus que escreve direito por linhas tortas” e que revela a verdade por meias palavras mas apenas ao eleitos mais inteligentes. Os latinos, que já adorariam este deus dos oráculos muito antes de terem conquistado a Grécia, chamavam-no Coelispex por tradição etrusca por este ser o grande Augure dos sinais celestes e como tal identificaram Apolo Loxias por tradução ideográfica e não por tradução filológica porque então tê-lo-iam chamado Apolo Loquaz. Ora, se a grandiloquência estava relacionada com o flavífluo e fulvo mel de Aristeu, filho de Apolo, já eloquência e a sabedoria eram um dom de Hermes, que terá sido em tempos arcaicos irmão gémeo de Apolo, pelo que seriam poucas a probabilidades de os romanos identificarem ao loquacidade oratória com Apolo.

Possivelmente Apolo Loxias foi relacionado com as famosas subtilezas oblíquas dos oráculos de Delfos por mero acaso linguístico relacionado com uma confusão por mera semelhança entre o epíteto Lóxias com o verbo grego comum λέγειν com que as sibilas e pitonisas diziam os oráculos, termos muito mais próximo do imperativo latino legis das leis divinas do que das difusas e confusas manteias dos oráculos. Loxias por sua vez recebeu esta semântica profética por razões identificadas pelos latinos ao recordarem que Apolo seria um divino Auruspex por ser o olho divino de Rá e de Hórus e, sendo assim o Sol que tudo vê, observar e ler os sinais do céu!

Assim, Apolo foi um deus solar particularmente por causa do seu epíteto Loxias o “oblíquo” que só secundariamente significaria a ambiguidade lunar que Apolo Febo teve porque estaria relacionado com a obliquidade sombria do sol nascente e do sol poente. Por isso deus origem na Ibéria às cores: de «rosa», «roxo», «ruivo» e «russo» alaranjado, do nascente e do poente.

                            > Lux.

    Loxias = Lauxi-ash, lit. “filho, esposo e irmão de Diana Licina = Lucífera.

«Louçã» < *Laush(i)-Ana > Losna

                                          > Lucina > *Lusna > Luna > «Lu(n)a».

                                                         > «Lúcia > Luzia».

Lucina (Roman) As a Goddess in her own right, Lucina was said to be a daughter of Juno and Jove Pater. She was associated with childbirth. Her emblem was the lady bug. The name, Lucina, meaning "light-bearer", was also a surname of Juno and Diana. Lucina was honored in both September and December. Another festival was celebrated on March 1 and allowed matrons to assemble and implore for a happy posterity. Lucina was later canonized as Santa Lucia, or Saint Lucy.

Lóxias foi Lux em latim, e Lugo, o deus celta da luz e do sol.

Figura 2: Lugh

Lugo (ou Lugh) foi um dos mais populares e difundidos deuses celtas.

Lug est le dieu suprême de la mythologie celtique, non seulement parce qu'il est au sommet de la hiérarchie mais aussi parce qu'il est panceltique: il fait partie des rares divinités à se retrouver sous le même nom, selon nos connaissances, chez tous les peuples celtes. Comme la Morrigan, il apparaît parfois sous la forme d’un corbeau.

Lugo o Lugh no se trata del dios supremo, sino de un dios «sin función» porque tiene todas las funciones. En efecto, es: Samildanach o el múltiple artesano de la mitología celta, no solamente porque está en la cima de la jerarquía sino también porque es pancéltico: es una de esas raras divinidades que por lo que sabemos de los pueblos celtas, podemos encontrar en todos los panteones.

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Lughnasadh é também conhecido como Lammas (lê-se "lamas") ou Festival da Primeira Colheita. O nome Lammas significa "A Massa de Lugh", que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com os grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do coven ou da família ou mesmo entre amigos.

En la mitología del pueblo celta, Lughnasadh fue comenzado por el dios Lugh, como una fiesta funeraria y juegos conmemorando su madre adoptiva, Tail-tiu, quien murió de agotamiento antes de despejar las llanuras irlandesas para la agricultura. Históricamente la celebración de Áenach Tailteann fue un momento de competencias de fuerza y de habilidad, y de matrimonios. Durante el festival se declaró la paz y se hicieron celebraciones religiosas. Un festival de Lughnasadh similar se hizo en Carmun (cuya localización exacta está en disputa). Carmun se cree que fue una diosa de los celtas con una historia similar a Tailtiu.

Na suméria foi, como viria a ser Marte, deus da agricultura e da guerra, Urash > Uraz, o deus das «roxas urzes» outonais, lembrança do «rubro» sangue de louros e «russos» guerreiros «arianos» mortos em seu nome, em ritos de morte e ressureição pascal.

Also known as Lugh of the Long Arm. He killed his grandfather, Balor, during a battle in which the new order of gods and goddesses took over from the primal gods =>

Mais tarde, porque deus do fogo que transporta a luz das «chamas» (< Shamas =) do sol, foi também chamado Lúcifer Em relação com esta tradição os cristãos transformaram-no num anjo caído, militarmente derrotado e politicamente falhado, e transformaram-no, por isso, num rei dos diabos.

Como se vê, o mito da “morte do pai tirano”, que mergulhou a Terra Mãe na escuridão do “regime de Macho dominante” durante a pré-história, teve o seu fim com o aparecimento de Lugo, a luz da aurora depois duma interminável noite de “facas longas”.

A madrasta de Lugo foi a deusa da Terra de sugestivo nome Tail-tiu, ou seja, Tea Tali(a) e que teria tido a variante de Carmun(a), Carmona, Carmenta, Carmo ou Carmina.

Obviamente que o deus celta Lugo terá feito parte da mitologia geral dos celta porque terá sido um nome em moda na época da emigração celta sem que no entanto seja uma verdadeira inovação na medida em que se encontra no nome da luz latina e no teónimo de Apolo Lóxias, que seriam possivelmente uma evolução do nome de Marduque, Asarluhi (Asalluhi, Asarluxi), “o deus do poder mágico de palavras”.

 

Ver: FEBO (***) & OS DEUSES DO SOL-POSTO (***)

 

Asarluhi: (também escrito Asalluhi, Asarluxi) Deus acádico de Ku'ara, filho de Ea, assimilado por Marduk. Possui poderes mágicos e de cura, sendo muito evocado na literatura de encantos e alta magia. Kuara (also known as Kisiga, Ku'ara) was an ancient Sumerian city located on the western bank of the mouth of the Euphrates River, about 30 km southeast of Ur. According to the Sumerian king list, Kuara was also the home of Dumuzid, the fisherman, legendary third king of Uruk. The city's patron deity was Meslamtaea (Nergal). In Sumerian mythology, Kuara was also considered the birthplace of the god Marduk (Asarluhi), Enki's son. The cults of Marduk and Ninehama were centered in Kuara.

Anshar deu-lhe outro nome: ASARLUHI.

À menção do seu nome nós nos curvaremos!

Os deuses irão prestar atenção ao que ele diz:

O seu comando terá prioridade acima e em debaixo.

O filho que nos vingou será o altíssimo!

A sua lei terá prioridade e não terá rival! – Enuma Elish.

Se foi Anshar quem deu nome a Asarluhi seria de suspeitar que o seu nome originar teria o genérico do pai e seria *Ansharluhi, pelo menos numa qualquer origem. Anshar era literalmente apenas o “rei do céu” ou o “Sr. rei”! E obviamente que o rei do céu era o Sol!

A este nível de pensamento geral é difícil saber se foi o «ovo ou a galinha» que apareceram primeiro! No limite, a soberania terrestre e a divina começaram ao mesmo tempo tal como parecem sugerir os mitos fundadores das grandes dinastias de direito divino!

Anshar - 'whole sky' He is the father of Anu and the child of Tiamat and Apsu. He is often paired with Kishara, and his qualities were assimilated with Ashur.

No entanto este nome aparece também na variante Asal-lu-he, o que parece afastar esta hipótese.

Asal-lu-he: “Man-drenching Asal.” Also Asarluhi, a title of supremacy given to Marduk. The Rain God (Akkad. Adad, Syr. Hadad).  Viz. Ishkur, Lugalbanda.  His spouse is Nineha.

Old Akkadian, Ur III, Early Old Babylonian, Old Babylonian) wr. ĝešasal2; "poplar" Akk. şarbatu Asaru (Akkad.): Water-giver, Garden-irrigator, a title given to Marduk.

Asarualim (Akkad.): “The Gods Learn Humility Before Him,” a title of Marduk.

Asarualim Nunna: the same title with added brightness.

Asaruludu: mysterious, magical name given to Marduk.

Asharu (Akkad.): title given to Marduk.

Asal em acádico significava plátano pelo que não será por aqui que chegaremos a etimologia mais plausível do nome deste deus!

De qualquer modo não deixa de ser interessante que esta árvore seja apolínea porque faz parte de um dos seus epítetos como Apolo Platanistios.

Nos cinquenta nomes de Marduque, que significarão outras tantas variantes do mesmo deus, encontramos várias começadas por Asar com significados que serão já segundas leituras em sumério ou de significados desconhecidos como Asharu, que pelo seu aspecto arcaico nos parece ser a raiz original do nome. O deus foneticamente mais próximo e de facto o fenício Shahar, “aurora”, & Shalim, “crepúsculo”.

Shahar & Shalim são o único par de deuses gémeos, jovens príncipes que dividiam o mar. Eles nasceram de El e Athirat. Construíram novos templos no deserto e viveram lá durante oito anos.

In the Dictionary of deities and demons in the Bible, Shalim is also identified as the deity representing Venus or the "Evening Star," and Shahar, the "Morning Star".

Um misterioso texto Ugaritico Shachar & Shalim conta como (talvez perto do começo de todas as coisas) El veio pela costa do mar e viu duas mulheres que subiam e desciam as dunas. El ficou sexualmente excitado e levou as duas com ele, foi matando pássaros lançando pedras, e foi-os assado no fogo. El pediu às mulheres que lhe dissessem quando o pássaro estivesse assado e envia-lo depois então ao marido ou ao pai, porque ele se comportaria para com alas como elas o chamassem a ele. Elas saudaram-no como marido. Ele então deitou-se com elas para conceber Shachar ("Manhã") e Shalim (“Crepúsculo"). Novamente El se deita com as suas esposas que deram à luz estes “deuses graciosos”, “separadores do mar”, "filhos das águas do mar". Não nos são dados explicitamente os nomes destas esposas, mas algumas partes confusas do começo do mito referem o nome da deusa Athirat, que é aliás a esposa de El, e a deusa Rahmay (“Misericordiosa"), que, ao contrário, nos é desconhecida.

Obviamente que é estranho este mito do nascimento de um gracioso par de gémeos concebido por cópula simultânea com duas esposas mas a imaginação explicativa dos mitógrafos antigos não tinha limites. Alguns autores referem este par de gémeos como masculinos e inimigos como parecem ter sido inicialmente Apolo e Hermes, filho de Maia, possivelmente a raiz final de Rah-May. Outros referem um para masculino (Shalim) e feminino (Shachar) que neste caso poderia ser Apolo e Artemisa e já veremos em que medida poderia ser Leto.

Podemos concluir que estamos perante uma variante dos deuses babilónicos Anshar e Kishar, mas neste caso explicitamente nas duas metades do começo e do fim do dia.

Ora, um dos filhos de deus Enki foi Asarluhi.

Um hino a Asarluhi

Enki o nomeou com o nome Id-lu-rugu (i.e. Rio da provação, um epíteto de Asarluhi), o curso sublime....... Você limpa o homem justo como ouro, e você entrega o mau a extinção.

12-19 Alimentado no bom leite da inteligência, conselho e razão, a voz dele ressoa ruidosamente. Salva Respeitável, filho primogénito de Enki, ele dá...... para todos os que nascem. Profundamente inteligente, tão sábio quanto o seu pai, cheio de compreensão, Asarluhi penetra em tudo. (…). Filho grandioso do Abzu, dotado de santa sabedoria, ele é Marduque, o que trás a deliberação. Alto em estatura, ele pode inspeccionar todos os poderes divinos de céu e terra. 

20-28 Filho dotado de uma larga compreensão cujo movimento é de um animal com grandes chifres entre os canaviais; Asarluhi, dilúvio poderoso que determina grandes destinos, livre e sem qualquer forma de destino! Quando adulto Anu compartilhou com ele os poderes divinos sobre o céu e a terra, encantamentos lhe caíram na sorte. Perscrutando todo o género humano com um olhar, deus de características benignas, com um físico atraente; caldeireiro dos mais qualificados criando obra-primas; conselheiro e juiz cuja palavra no augusto santuário é inalterável e cujo carácter é sublime: Eu o exaltarei em canção e glorificarei o nome dele.

29-36 Um dos Sábios do Abzu (Apkallu), grande ministro de Eridug, grandioso Asarluhi! Sacerdotes do senhorio e da senhoria, sacerdotes do grande padroado e das grandes abadesas, (…) as sacerdotisas e (…) todos te prestam atenção quando abre sua boca santa. Diariamente, à medida que avançam todos vos rodeiam com louvores. Limpando os rito de purificação com puras mãos e puro passo, santo sob todos os aspectos, tu es o supervisor dos padres de purificação de E-abzu.

37-41 Kuara, a cidade amada que escolheste no coração, vive em alegria por tua causa. O de coração generoso, o Príncipe (Enki) te nomeou com o nome Asarluhi. [1]

Inegavelmente, o epíteto Loxias era a sobrevivência do nome que Apolo teve na Caldeia enquanto Asarluhi.

 

CARLOCOS, O POVO DE LOXIAS

Nas terras do sol nascente a oriente da suméria devem ter aparecido povos que não só adoravam o sol nascente como retiravam o seu nome deste deus seguramente originário a partir do grande foco de propagação missionária que era a Caldeia. Este pode muito bem ter sido os «Carlucos».

The Karluks (also Qarluqs, Qarluks, Karluqs, Old Turkic: Qarluq, Persian: Khallokh, Arabic: Qarluq, simplified Chinese: Géluólù, customary phonetic Gelolu, Gelu, Khololo, Khorlo, Harluut) were a prominent nomadic Turkic tribe residing in the regions of Kara-Irtysh (Black Irtysh) and the Tarbagatai Mountains west of the Altay Mountains in Central Asia.

A referência mais antiga para a etimologia do nome de Karluk encontra-se no Livro de Tang da história dinástica chinesa que nomeia os Karluks como Ko-lo-lu e reporta o nome para a palavra Karlik (Turkic "montes de neve"). Kar é "gelo", como no nome do Mar de Kara (russo: Kárskoe more). N. Aristov notou que o rio Kerlyk, um tributário do Rio de Charysh, propondo a origem destes topónimos para o nome tribal turco que significa milho painço.[2]

Obviamente que se outras linha etimológicas mais consistentes devemos seguir a lógica de que são os conceitos mais altos e importantes que sugerem o nome dos mais baixos e banais e não a inversa! Nem o milho painço nem a neve ou o gelo podem ter importância e dignidade bastante para terem originado nomes de povos ou de rios.

O contrário é igualmente possível; os topónimos terem sido nomeados a partir de um etnónimo do povo nativo. Outra versão cita o homónimo do vale de Karluk no Altai. A derivação do nome Karluk a partir de Kara (em Turco: "grande", “do norte", “preto") é considerada filologicamente impossível e incompatível com a bem documentada forma árabe do etnónimo Halluh.[3]

The name Qarluk could be a derivative of Qara (Black) and "-lik" (people of, pertaining to), which literally means "Black folks". It is at different points of time, employed as a label contradistinctive of Sarlik, or "Yellow people". The color-label could be arbitrary, or otherwise describing physical characteristics of two different Turkic populations of mongoloid (black-haired) and caucasoid (yellow-haired) features, respectively. Many Turkic confederations, such as the Hunnish ancestors of modern Kazakhs, the Kyrgyz, and the Western Turks employed this black-yellow distinction. This adds to the obscurity regarding the Qarluks' true tribal affiliation. The Qarluks' indentifying with the color black is perhaps attested in the exaltation of this color-symbol in the Karakhanid state.

Obviamente que a raiz Kar é um arcaísmo altaico universal relativo ao nome do Sol e ao seu culto que teve o gelo e a neve nas suas origem, como o comprova o mito de Apolo conotado com o lobo branco levado para o país dos hiperbóreos, porque o branco e a cor da luz!

Apollo also has a chthonic side, for he is a god of prophecy like the Babylonian sun god Shamash; during the dark quarter of the year he retires to the land of the Hyperboreans (probably Britain[4]), during which time Dionysus rules in Delphi. Hyperborea was the ancestral home of Leto of the Dark Robe, the mother of Apollo and Artemis, and a goddess of the night. The Hyperboreans helped Apollo found the Delphic oracle. (Oswalt 35-6, 148, 171; Larousse 113, 117)[5]

A história de Apolo é confusa. Os Gregos apresentam-no como sendo o filho de Leto, uma deusa conhecida no sul da Palestina com o nome Lat (ver 14. 2), mas simultaneamente ele foi um deus dos Hiperbóreos («os homens que viviam para lá do Vento do Norte»), que Hecateu (Diodoro Sículo: II. 47) identificou claramente com os Britânicos, embora Píndaro (Odes Piticas x. 50-55) os considerasse Líbios. Delos era o centro desse culto hiperbóreos, que irradiou, ao que parece, para sudeste ate a Nabateia e a Palestina, para noroeste ate a Grã-Bretanha, passando por Atenas. Entre os diferentes estados que comungavam deste culto, havia um intercâmbio permanente de contactos (Diodoro Sículo: loco cit.). – OS MITOS GREGOS, DE Robert Gaves.

O amarelo dos cabelos dos nórdicos hiperbóreos era a cor solar dos cabelos dourados de Apolo. Quanto ao negro…obviamente que sendo uma cor oposta ao branco nos reporta para o reino do sol nocturno e para o negro da lenha queimada pelo fogo. O que nos passa despercebido na cultura clássica e o lado sombrio de Apolo que os gregos reservavam a Dionísio ou a Hermes. No entanto Nergal, enquanto deus das pragas, parece ter sido o antepassado caldeu de Apolo e seria o lado negro do sol!

Nergal actually seems to be in part a solar deity, sometimes identified with Shamash, but only a representative of a certain phase of the sun. Portrayed in hymns and myths as a god of war and pestilence, Nergal seems to represent the sun of noontime and of the summer solstice that brings destruction, high summer being the dead season in the Mesopotamian annual cycle.

A mitologia negative do sol na forma de Nergal é seguramente um dos conteúdos míticos absorvidos por Apolo logo nas suas origens anatólica. Por sua vez, o título de Loxias, inturido pelos gregos como oblíquo (“obscuro ou sombrio”), seria assim o legado directo caldeu a partir do nome do filho de Enki, Asarluhi. Por isso é quase seguro que este nome seria uma frase compósita muito arcaica reportada a Marduque / Nergal e que seria muito provavelmente *Sa-Kar-Lu-Kiki, ou seja Lúcifer, “o cocheiros do carro solar despontando entre os seios da dupla montanha da aurora”.

Asarluhi < Asalluhi, < Asarluxi < Anshar-| Lukish < Urki-ish |, literalmente “o filho do sol e da lua”, Anshar e Kishar, de Enki / En-kur e de Ki.

Por outro lado, parece não haver nada que impeça Asarluxi de ser um deus solar e simultaneamente filho das águas de Enki.

Na verdade parece mesmo plausível inferior que, enquanto senhor da cidade de Kuhara, Asarluxi seria tanto Marduque como Meslamtaea ou Nergal que não seria o aspecto obscuro e lunar de Chamaz responsável pelos mitos de morte e ressurreição solar de Damuzi / Tamuz. Por isso é que a mitologia mais arcaica de Apolo se cruza ora com Hermes ora com Dionísio ora por vezes com Hércules.

Ku'ara < Kukara < Kykura ó Kikika > Kisiga.

           < Kakara > Hakar > Asar > Asal + | Luhi < Luki < Luxi < Lukaki |.

Asarluhi < Asalluhi > Asarluxi < Sa-| Kar-Lu-Kaki < Kar-Lu-Kiki |.

 

Ver: MITRA (***)

 

LÓXIAS; filho de *Lito, a Sr. da Rocha.

Por outro lado, Lóxias seria literalmente em grego o filho de Loxi, ou seja Diana Lucífera que na fonética ibérica era Sr.ª do Rocio, o Roxa deusa mãe das angústias do Parto da rósea aurora, a ruiva e russa estrela da manhã! Mas poderia ser se é que não era mesmo também a «Rocha» na forma de duplos seios do nascer do sol e por isso e que o mito do nascimento de Mitra nos revela um deus nascido literalmente duma pedra que não teria sido senão a Srª da «Rocha» ou Srª da «Lapa»! Nunca ninguém reparou nisso mas o nome de Leto pode ter tido muito a ver com o termo grego para pedra, litos!

De facto, por um lado inferimos que a mãe de Apolo sendo Leto poderia ter sido *Retu, esposa de Rá, que era o sol por excelência dos egípcios mas sobretudo o senhor do ceú como Anu e Urano, e poderia ser em escrita egípcia Renenet ou outra qualquer deusa de nome parecido, como Reret ou Taveret (< *Uret < Ta-urt < Rat-taui?) ou *Ker-tu, seguramente uma senhora da montanha como Cibele.

Cibele < Ki-Wer = Wer-Ki > Kertu > Hertu

> *Retu > Leto > Litos

      Loxi > Ro | -Kiki > -ash | > «Rocha».

Em conclusão, para ir de Creta à deusa mãe anatólica de Apolo temos que passar pelo Egipto para encontrar uma esposa fonética do deus Sol que foi Rá. Assim a mística solar tardia de Apolo decorre tanto de como do culto orgulhoso patriarcal e guerreiro de Hórus.

Apolo era de facto tanto o que “dardeja longe”, como o “Sol invicto”!

Na mitologia antiga, como se vê, tudo era duma simplicidade analógica intuitiva tão previsível quanto infantil. O mito do filho que mata o pai para que se faça a «luz da verdade» duma nova ordem política é quase tão eterno quão universal e tinha entre os celtas Lugo como protagonista o que está de acordo com a tradição se pensarmos que Zeus/Júpiter, com origem a partir do arcaico deus do fogo Kakus > Xu, já teriam tido o mesmo papel. Neste caso, Balor parece ter sido uma variante arcaica de Hércules, «o velho» e Alalu, o deus hitita que foi rei do céu nos tempos anteriores à gigantomaquia!

Balor < War Kaur = Kar-Karu > Har-Haru > Alalu.

Nesta mesma linha fonética e com função semântica idêntica se pode incluir o deus nórdico Loki, se bem que com algum antagonismo ou negatividade em relação à divindade celta.

Loki (também conhecido como Loke ou Loptr) é um deus ou um gigante da mitologia nórdica. Deus do fogo, também está ligado à magia e pode assumir muitas formas. Ele não pertence aos Aesir, embora viva com eles. Pode ser considerado como um símbolo da maldade, traiçoeiro, de pouca confiança; está entre as figuras mais complexas da mitologia nórdica. Ele possui um grande senso de estratégia e usa suas habilidades para seus interesses, envolvendo intriga e mentiras complexas. Sendo um misto de deus e gigante, sua relação com os outros deuses é conturbada. Entretanto, ele é respeitado por Odin, os dois mantém relações fraternas. Ele também ajuda Thor em algumas situações para recuperar seu martelo Mjölnir, roubado pelos gigantes. Ele possui boa aparência, amigável, mas sua natureza é maligna. Ele é calculista e malicioso, mas também heróico. Muitas das suas proezas causam grandes danos ou ferimentos, mas geralmente ele é rápido o bastante para restaurar a ordem e evitar o desastre completo.

Grec. Loxi(as) < nordic. Loki < Lat. Lux (ias) < Lu Kaki < Ur Kaki

=> Lugashi > celt. Lugh!

Loki ou Lopi-ter teria já antes do cristianismo as características que viria a ter Lúcifer.

Lopiter < Lau-phi-ter < Lu-ki-pher > Lúcifer.

Tal como na Natureza, na mitologia a economia semântica permite inferir que a respeito do nome dos deuses “nada se cria, nada se perde e tudo se transforma”.

Se existe uma divindade do fogo solar que deve ter sido um dos desposáveis pela má fama do diabo e de Lúcifer terá sido esta versão nórdica desta mesma matriz mítica de deuses do fogo solar. Como Lúcifer ele era “O que trás Urki, a lua ou a aurora””, que como se verá noutros capítulos acabará por ser um dos epítetos possíveis de Apolo Hecatébolo.

The Goddess of Dawn, Eos (Aurora), brings forth the Children of the Sun. These children are the Shining Twins, the Two Lights of Heaven (Sun and Moon), Apollo and Artemis (Diana), born of Leto (= Latona), the only pre-Greek goddess or Titan accorded worship by the Greeks. She is a daughter of Phoebe (= Bright One), a name of the Moon, and Koios (< Kiu > Kaio > Gaio) , called Polos [6](< Pole) because he is the Cosmic Axis, and she is the sister of Asteria the Star Goddess. She is called Leto of the Dark Robe because her raiment is as dark as the night, for she is the goddess of the primal darkness. By Hera's decree she could give birth only where the sun never shines, or during the "wolf-light" (lukophos or lukauges) just before dawn, when only wolves see clearly. Indeed she was born in Lukia (Lycia), "Wolf Country," (...) , and wolves accompany Leto and her twins. Apollo is called Lukeios, which means simultaneously "Wolfish" (lukeios), "from Lukia" (Lukios), and "God of Light" (from luke, morning twilight). (Jung, P&A 186; Kerenyi, Goddesses 75, Gods 130-2; LSJ s.v. lukeios; OCD s.vv. Leto, Phoebe; Oswalt 171; Walker 127) [7]

Latoan < Rato-An < Urash-An.

Locust < Urkiast < Urki-ash

Loxias < Lukaki-Ash < *Urkaki > *Urkiash > Lukios

Lycean < Luki-An < Urki-An.

Loxias < Locust < Lukesto< Lu-ki-ash < Urki-Kaki > Luke(h)ios > Lukios = Ur Ki An > Lycean!

 

Ver: OFIDEOS (***) & ÍXIÃO

 

Of such a nature were, they said, the beings represented by these images - they were very far indeed from being gods. However, in the times anterior to them it was otherwise; then Egypt had gods for its rulers, who dwelt upon the earth with men, one being always supreme above the rest. The last of these was Horus, the son of Osiris, called by the Greeks Apollo. He deposed Typhon, and ruled over Egypt as its last god-king. . --- Heródoto.

Obviamente que Hórus teria sido identificado com Apolo por ser um deus solar. No entanto, com alguma cautela podemos dizer que Hórus teria sido um deus cretenses com a grafia de Kaurus, ou seja, os efebos e coiros que acabaram por ser os mais frequentes representantes estatuários de Apolo.

No entanto, o deus egípcio mais comummente referido como equivalente de Apolo foi Rechefe, literalmente o “chefe do (carro de guerra) solar”.

 

Ver: OS DEUSES «MANDA-CHUVA» (***)

 

Obviamente que não se dá conta da relação etimológica do nome grego de Apolo com estes arcaicos deuses sírios e egípcios. De qualquer modo o nome babilónico do filho de Enki, Asarluxi terá ficado no epíteto de Apolo Loxias.



[1] A hymn to Asarluhi (Asarluhi XA): Enki has named you with the name Id-lu-rugu (i.e. River of the ordeal, an epithet of Asarluhi), the sublime course ....... You cleanse the just man like gold, and you hand over the wicked to extinction. 

12-19 Nourished on the good milk of intelligence, advice and reason, his voice resounds loudly. August sage, firstborn son of Enki, he gives ...... to all who are born. Profoundly intelligent, as wise as his father, possessed of understanding, Asarluhi penetrates everything. Nothing ...... him. Lordly son of the abzu, endowed with holy wisdom, he is Marduk, the bringer of counsel. Tall in stature, he can survey all the divine powers of heaven and earth.

20-28 Son endowed with a broad understanding, whose movement is that of an animal with large horns in the reed-beds; Asarluhi, mighty deluge determining great fates, unleashed and knowing no course whatsoever! When great An shared out the divine powers for heaven and earth, incantations fell to your lot. Scanning all mankind with a glance, god of benign features, with an attractive physique; most skilled metalworker, creating masterpieces; counsellor and judge, whose word in the august sanctuary is unalterable and whose character is sublime: I shall exalt him in song and glorify his name. 

29-36 Eloquent one of the abzu, great minister of Eridug, lordly Asarluhi! The enkum and ninkum priests, the abgal and abrig priests, the ...... priestesses and the ...... all pay attention when you open your holy mouth. Daily as they go forth, they circumambulate (?) you. Cleansing the purification rites with pure hands and pure tread, holy in every respect, you are the supervisor of the purification priests of E-abzu.

37-41 Kuara, the beloved city which you have chosen in your heart, lives in joy because of you. The generous-hearted Prince (Enki) named you with the name Asarluhi.

[2] The most ancient reference to the etymology of the Karluk name is recorded in the Chinese dynastic history Book of Tang, which names Karluks as Ko-lo-lu and traces the name to the word Karlik (Turkic "snow piles"). Kar is "snow", as in the name of the Kar Sea. N. Aristov noted the river Kerlyk, a tributary of the Charysh River, proposing the tribal name originating from the toponym with a Turkic meaning of "wild millet".

[3] The reverse is equally possible; the toponyms named after an ethnonym of the native people. Another version cites the homonym of the Karluk valley in Altai. The derivation of Karluk from Kara (Turkic "Great", "Northern", "black") is considered to be philologically impossible, and incompatible with the well documented Arabic form of the ethnonym Halluh.

[4] Ou, de forma mais razoável, todos os povos da Europa do Norte tais como os Danes da Dinamarca que talvez tenham estado no Mediterrâneo no sec. XII a.C. fazendo parte dos «Povos do mar» tal como os Vikings do sec. X d.C. Os Hyperboreans que ajudaram Apolo a conquistar Delos, e que seriam também os Atlantes de Platão, seriam estes mesmos Danes adoradores do deus nordico Tor, e por isso também conhecido como Dórios, ou ibéricos do val do rio Douro? Nada obsta de facto de que estes Danes fossem os mesmos adoradores de Tuatha de Danaan que teriam permanecido longo tempo a norte do Douro antes de invadirem a Irlanda e de se terem fixado na Dinamarca a partir de Bigantia a norte da Galiza.

[5] V. Pontifex Maximus - Archiereus - High Priest (5), Pythagorean Tarot homepage. 72747.154@compuserve.com

[6] A + Pole = Apolo!

[7] Pythagorean Tarot homepage.

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