quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

VÉNUS I, a mãe dos romanos, por artur felisberto.






VANDA.. 11




Vénus era originalmente uma deusa de jardins, não do amor e do sexo como a grega Afrodite. Enquanto ambas podem ter compartilhado a fertilidade, tiveram fundamentalmente muito pouco mais em comum. Mas debaixo da orientação de Afrodite, Vénus herdou um reino novo e passou depressa do quintal ao quarto. --História e Civilização, Mark Damen.


Figura 1: Uma das muitas Vénus, de juvenil recato.

The temples of Venus were schools of instruction in a technique of sexual-spiritual enlightenment known as Venia. Romans educated in the sexual arts by the Venerii (priestesses) were taught that the moment of death was the ultimate sexual union, the consummation of the sacred marriage promised by the religion of Venus. Ovid, an initiate of these mysteries, requested, "(...) Let me go in the act of coming to Venus; in more senses than one let my last dying be done..." (Cavendish 51). "To die" was a common metaphor for sexual orgasm, as Ovid seems to imply (Shadock 544). Venus does not seem to have been the recipient of state holidays of massive blood sacrifices; however, She seems to have received the devoted attention of many Romans who either did not notice the oversight, or for whatever reason, chose to overlook it.

Venus is relative with venustas (grace) and venerari (admire). These words first appeared only in religious texts, if one from the God Venia, financial contribution, favor, mercy, begged for. Also, a reference passes venos to the alternative word, that the Greek charis, dear-attraction, corresponds to.[1]

O termo Venustas permite-nos uma primeira aproximação à origem étmica do nome de Vénus. De facto,

Venusta(s) < Venust(a) < Ven-ush, lit, “filha de *Wen, o monte primordial da aurora!” > Vénia                                        ó Phen-ish > «pénis».

                                                                              > Fénix.

The Phoenix derives its name from the Egyptian Benu bird (benu > *benus > *benyx > phoenix) which, in turn, seems to come from Vena (or Venu = Benu). The Vedic imagery is in general too subtle to discuss here in detail, and the interested reader is directed to our works on the subject. However, the passage of the Vedic hymn (RV 10:123) on the Vena is worth quoting in part:

This Vena pushes up those who bear the Sun.
Clouded in light, he spans the upper realm of space
In the union of the Sun and the Waters...
Vena whips the wave high out of the Ocean.

Cloud-born, the back of the beloved emerged
Shining on the crest of the apex of Order.
Wails like women’s cries come out of the Womb,
Like those of cows lowing for their calves.

Vena bears himself on golden wings
As he carries his smiling lover up to heaven.
Longing in their hearts for you, they have
Seen you flying to the dome of heaven like a bird,
As the golden-winged messenger of Varuna,
The eagle hastening into the womb of Death.

When the Drop comes out of the Ocean
Towering over the wide expanse like a vulture,
The Sun rejoices with the clear light
That imitates his own, in the upper realm.

O papel de Vénia, uma divindade romana do perdão e das boas maneiras é algo que não se explica facilmente na semântica do nome de Vénus. De qualquer modo o nome do «pecado venial», seguramente do tipo das meras ofensas protocolares, deriva desta semiologia. Teria a forma postural curvada da vénia um significado sexual explícito? Seria a vénia aos arrecuos um remanescente do que os antropólogos identificam nas posturas de submissão dos primatas? Que este misticismo fosse ou não uma forma de aprendizagem da boa morte, susceptível de promover o suicídio eis algo difícil de confirmar. Certo é que a educação para a sexualidade na época clássica seria sobretudo uma forma de preparar as crianças para assumiram o papel de adultos na sua respectiva e programada posição social.

Graeco-Roman domestic sexuality rested on a triad: the wife, the concubine and the courtesan. The fourth century BC Athenian orator Apollodoros made it very clear in his speech Against Neaira quoted by Demosthenes that 'we have courtesans for pleasure, and concubines for the daily service of our bodies, but wives for the production of legitimate offspring and to have reliable guardians of our household property'. Whatever the reality of this domestic set-up in daily life in ancient Greece, this peculiar type of 'ménage à trois' pursued its course unhindered into the Roman period: monogamy de jure appears to have been very much a façade for polygamy de facto. The advent of Christianity upset this delicate equilibrium. By forbidding married men to have concubines on pain of corporal punishment, canon law elaborated at Church councils took away from this triangular system one of its three components. Henceforth, there remained only the wife and the courtesan. [3]

Goddess - of Venus = Sumer. Nin-Ana-Si-Anna

Na suméria o planeta Vénus tinha por padroeira Nin-Ana-Si-Anna, lit. “ Sr.ª do céu e doce Ana”.

O triunfo do monoteísmo paternalista levou à antipatia pelos arcaicos cultos maternais de *Kima, a «Terra-Mãe» ou *Kiana, «a Terra do Céu» ao ponto de a teologia ter colocado a Mãe de Deus a esmagar com o seu calcanhar a cabeça da cobra mítica que, de símbolo de fecundidade maternal da Natureza se transforma em metáfora do «pecado original» como justificação metafísica eloquente e diabólica da condição humana em regime de patriarcado rural igual a tudo o que é moralmente negativo, porque subterrâneo e infernal. Nesta altura *Kiana, deixou de ser a Diana, Virgem Mãe das antigas artes da caça, e passou a ser apenas Benu, a Fénix da Aurora, o Basilísco ou a Cocatrix e possivelmente um(a) das concubinas do grande imperador do Céu babilónico! Ora, ironia das ironias, a Virgem, como símbolo duma “concepção imaculada” que denega o poder de fogo sexual, é virgo/virginis.

Virga < Werka, lit. Wer, deus da vida (ka) e dos rebentos primaveris de que se faziam as varas” > «verga» ó virginis < Wirkanis < Ka wir anu < Anu Kaphur, o deus *Kafura.


Ver: JANUS (***)



Na verdade, a mais forte suspeita com que se fica é que o nome de Afrodite poderia ter-se derivado muito simples e naturalmente de *Kaphura, o nome arcaico mais provável da deusa mãe cretense das cobras. No entanto, o nome de Vénus tem pouco a ver com esta semântica.

"She was the goddess of chastity in women, despite the fact that she had many affairs with both gods and mortals. As Venus Genetrix, she was worshiped as the mother (by Anchises) of the hero Aeneas, the founder of the Roman people; as Venus Felix, the bringer of good fortune; as Venus Victrix, the bringer of victory; and as Venus Verticordia, the protector of feminine chastity. Venus is also a nature goddess, associated with the arrival of spring. She is the bringer of joy to gods and humans. Venus really had no myths of her own but was so closely identified with the Greek Aphrodite that she "took over" Aphrodite's myths."

Já o mesmo se não pode dizer da sua iconografia particularmente da tradição de Vénus de cócoras”!

«(A)cocorar» = Franc. accroupir = Eng. Crouching < probably from O. Fr. crochir < from croche (= “qui est courbé et tortu”) = German. Kauernd.

«Cócoras» < Kaukurash < Kakura > *Kaphura = Ka-Pher!

                                       > Kakur(a) + Ophi > Kacuropi > Franc. Accroup(ir).

                                             > Kaurhe > Ger. Kauer-n(d) ó coerno > «corno».

Croche < croash < *Kaur-ke < *Kur-ki = *Urki > Lat. Curvu > «curvo»

                                                 > Taurte > Lat. Tortu >«torto».


Figura 2: Vénus «de cócoras» dos Medici!

Many different, and slightly varying, versions of a Crouching Venus, all thought to be copies of a Greek statue made in the third century BC, were discovered from the 16th century onwards. The version owned by the Medici, and displayed in the room at the Uffizi known as the Tribuna, became the most celebrated; reproduced here is a version in the Vatican Museum in Rome. At one period the statue was thought to represent Venus just after her birth from a seashell, but it has also been described as the bathing or washing Venus.

A tradição clássica de Vénus acocorada constitui uma forma única de representação da mais conhecida das deusas do amor que, pelo número de estátuas completas e torsos que chegaram até nós, nos permite alicerçar a ideia de que esta estranha postura de Vénus seria mais do que uma apologia do ridículo, por suspeita dum erotismo coprofílico. Uma Vénus de cócoras, sem indícios de final de gravidez, tanto pode ser um convite a um banho termal erótico como a uma explícita relação sexual selvagem, animalesca e à “cansana”!

No entanto, por detrás de todo este evidente erotismo, já patente nas deusas nuas orientais com as mãos nos seios, teria estado a teatralização postural das cobras enroladas em arcaicos ritos em honra do parto da Deusa Mãe das cobras cretenses que transportava no seu seio o Ka da vida, o “deus menino solar”!

Os romanos que se apropriaram do panteão grego investiram Vénus dos atributos de Afrodite mas, em boa verdade, fizeram-no um pouco desastradamente porque existe pouca ou nula relação étmica entre ambas as divindades e quase nenhuma relação mítica.

Leno < lu + en / la + anu > *lana > lena.

                      Pimp + anu > pimpanu > «pimpão» ó

Ingl. pimp < wimp (> vam-pu < Wan-Ku???) < 16th c.: origin unknown[4] <

?Kimeku? > = «chulo» < Chu-lu, lit. “homem de Chu, o deus da guerra” ó

Kuru > Kouro.

O termo grego leno derivaria muito directamente do sumério, onde seria lu + en, literalmente «o homem (que guardava o harém) do senhor». O seu feminino em grego não viria a ser lena, mas seguramente já de pois da formação do termo grego e não na origem suméria porque então teria sido *lana.




Figura 3: Outra Vénus acocorada.

These, John Moschus described in his sixth-century Spiritual Meadow as a 'house of prostitution' in Jericho or even more vaguely 'an abode of lust' in Jerusalem (Prat. Spir. 17). The prostitutes who were employed in these establishments were slaves and the property of a pimp (leno) or of a 'Madam' (lena). The very name of the prostitute in Tyre who called out to a monk to save her - Kyria Porphyria - is telling. She was so used as a 'Madam' to boss other women, that once she had been reformed and had convinced other harlots (presumably her former 'girls') to give up prostitution, she organised them into a community of nuns of which she became the abbess - the mirror image of her brothel. [5]

«Pimpão» • s. m. e adj. valentão;• fanfarrão;• jactancioso;

O fornices de Horácio, há primeira vista este termo poderia vir directamente de *Kornikes, já que Kores ou korês eram as jovens gregas que se entregavam ao amor dos kourois por causa da deusa do amor, a filha da Deusa Mãe, também conhecida como Ceres e Deméter. Porém, fornices, enquanto lugar particular de venda de favores amorosos, pode ter sido também santuário da deusa Fornax.

Fornax > Phornax-ish > fornices.

                            > Porna.

De facto, enquanto deusa dos mistérios das padarias eram deusa dos fornos do pão quente, espaço caloroso de mulherio onde estas se poderiam iniciar nos mistérios da gravidez enquanto analogia do pão lêvedo, flor de trigo fecundada pelo fermento! Como se verá a propósito de Afrodite, nestes mistérios se fundamentará o equivoco que deus origem ao mito do nascimento de Vénus da espuma do mar!

"In Roman mythology, Fornax was the goddess of the mysteries of bread-baking and the embryo's development."

Fornices <= Fornax < Phuran ash(a) < Kur An Kaki =>

ð    An Kur Kaki => Afrodite.

ð    Ka Kur Ki an => Saturan (Ki) > Saturno!

ð     (Ka) Wulkan > Vulcano!

ð     Ka Kur An (ki) <= Kaphura, a deusa das cobras e dos infernos subterrâneos donde nasce o fogo das entranhas da terra.

ð    => Phurnalya = lit. «a festa do fogo» => «fornalha».

Lest we forget that virtue is meaningless without vice, that holiness cannot exist without lewdness, a fifth century AD Gnostic hymn from Nag-Hammadi in Middle Egypt proclaimed:

'I am She whom one honours and disdains.

I am the Saint and the prostitute.

I am the virgin and the wife.

I am knowledge and I am ignorance.

I am strength and I am fear.

I am Godless and I am the Greatness of God'.(...)

Soon, therefore, ecclesiastical resthouses (xenodochia) and inns specifically for pilgrims (pandocheia) run by members of the clergy, sprang up along the main pilgrim routes.

Este hino gnóstico corresponde à verificação da multiplicidade de nomes da deusa mãe que andava de par com a sua personalidade multifacetada de mulher, mãe e senhora, esposa amiga e amante, amazona, eunuco e prostituta. Este aspecto foi verificado e referido desde o princípio da literatura no caso de Inana.

De todos estes aspectos venéreos o que acabou por ficar irremediavelmente colado à pele desta deusa foi o da «Vénus, a impúdica mãe de todos os «filhos da puta deste mundo cão»!

By Rivkah Harris, “Inanna is seen as cruel and violent paradox, a "combination of male aggressiveness with the force of a superabundance of female sexuality" (268,270).  She intentionally breaks the boundaries between the sexes as well as between the classes:

Though I am a woman, I am a noble young man,

Julgando-me mulher, eu sou um jovem nobre,

Her coming forth is that of a hero,

Cujo porte altivo é de herói

Lordship and kingship he placed in her hand.

A quem se dá senhoria e as rédeas do poder!

When I take my stand at the rear of battle,

Quando tomo o meu lugar às rédeas da batalha,

Verily I am the woman who comes and draws near.

Na verdade, sou eu a mulher que chega e se coloca ao lado.

When I sit in the ale-house, I am a woman (but)

Quando me sento nas esplanadas, eu sou uma mulher,

Verily I am an exuberant man.

Mas, na verdade, sou um homem de garbo!

When I am present at a place of quarreling,

Quando estou num lugar de quezílias

Verily I am a woman, a perfect pillar.

na verdade, eu sou uma mulher, um sólido pilar.

When I sit by the door of the tavern,

Quando me exponho à porta da taberna

Verily I am the prostitute who knows the penis.

Na verdade, eu sou a puta que sabe de pilas

The friend of a man,

Eu sou um amigo do homem,

The girl-friend of a woman.

E uma confidente da mulher!

There were two categories of Byzantine harlots: on the one hand, actresses and courtesans (scenicae), on the other, poor prostitutes (pornai) who fled from rural poverty and flocked to the great urban centres such as Constantinople and Jerusalem. (...) The scenicae were involved in a craft aimed primarily at theatre-goers. It has been described as a 'closed craft', since daughters took over from their mothers.


Figura 4: A Bela e recatada (?) Vénus dos Medici.

The classic example is that of the mother of the future Empress Theodora who put her three young daughters to work on the stage of licentious plays. The poet Horace described in his Satires (1.2.1) Syrian girls (whose name ambubaiae probably derived from the Syrian word for flute, abbut or ambut) livening up banquets by dancing lasciviously with castanets and accompanied by the sound of flutes.

Ambubaiae < Amwiwaya

< Amphi-Gaya < Enki-Kiki.

E porque é que não haveria de derivar directamente do nome da deusa do fogo Kiki na sua qualidade de esposa de Enki, ou seja de a Enki + Kika = Enkika já que a variante Ambica foi um dos nomes que a Deusa Mãe conservou na mitologia hindu?

Suetonius simply equated these with prostitutes (Ner. 27). That is why Jacob, Bishop of Serûgh (451-521) in Mesopotamia warned in his Third Homily on the Spectacles of the Theatre against dancing, 'mother of all lasciviousness' which 'incites by licentious gestures to commit odious acts'.

De todas estas bizantinices a única coisa que é nova é a negatividade pecaminosa da sexualidade porque a decadência da Prostituição sagrada oriental, em formas de prostituição vulgar, mediadas por Afrodite Pandemos, era já moeda corrente nos tempos áureos do classicismo.

A sedução reptilínea foi sempre a arma mais secreta e eficaz da mulher e a génese de todos os artifícios da prostituição que nalguns casos fez com que mulheres comuns subissem ao poder imperial (Teodora) do mesmo que foi a desgraça de outras (Cleópatra)!

De qualquer modo a prostituição seria mais rentável que a arte de gladiador e em ambos os casos determinou processos de enriquecimento fácil, à revelia de velhos padrões culturais o que acabou numa subversão completa das regras do jogo do poder social ao ponto de ter gerado uma reacção de política cultural na forma de um puritanismo moral de tipo estóica que o cristianismo não fez mais do que apadrinhar. No caso particular da mulher este tipo de enriquecimento pelo exercício livre da prostituição era eventualmente libertador do jugo do paternalismo oriental nos quais a mulher já se encontrava em vias de submissão pelo que ao velho poder paternalismo apenas restaria a reacção misógina puritana e anti-sexual do tipo judaico cristão que acabou por vir a ser adoptado por todo a cultura paternalista do antigo regime.

O helenismo ao crescer como enxurrada civilizacional levou à sua frente velhos processos de produção e antigos equilíbrios sócio económicos pelo que terá tornado a prostituição numa das poucas formas de exercício profissional de mulheres sem dote ou seja de último reduto de subsistência nas grandes metrópoles dos elementos livres ou libertos da população rural submetida e das escravas sem outro préstimo. Nalguns caso e tal como pode acontecer e sempre aconteceu com a mais velha profissão do mundo a prostituição pode ter sido a única forma de libertação da mulher num universo militarista de domínio patriarcal absoluto.

Por outro lado, um dos aspectos deste moralismo misógino judaico cristão que justifica as razoáveis investidas dos marxistas anti-clericais modernos é precisamente o facto de ele ter por fundamento ideológico um hiper-paternalismo levado ao paroxismo como forma de sujeição da mulher à condição de mãe submissa ao poder paternal ou, como forma reactiva de pena e castigo à condição criminosa de prostituta sujeita ao mais baixo estatuto sócio económicos. Doravante este duplo ferrete imposto à antiga prostituição sagrada (de que afinal o monaquismo conventual é a evolução natural em ambiente paternalista) seria o único, inaudito mas sobejamente eficaz estímulo à promoção da santidade.

A obediência à submissão paternalista, à pobreza consequente e à castidade ideologicamente necessária no pano de fundo da lógica simbólica, seriam os padrões de excelência de vida inatingível senão apetecíveis pelo menos pelo menos almejados no plano do sublime e minimamente aceitáveis no plano da sobrevivência e que as regras do monaquismo garantiam na relativamente boa vida que as monjas (< Ama-an-kias) levavam.


Ver: MADALENA (***)


Ora, a verdade é que, se de facto o termo meretriz veio a fixar o aspecto venal da mais antiga profissão do mundo, na origem, este termo ou teria sido equivalente daquela que se dedica a actividades cénicas (scenicae) na qualidade de mera actriz (J) ou, então, a meretrix chegou a Roma por via cartaginesa por meio de:

«Meretriz» < Lat. Meretrice (s. f. mulher pública) < ? mer(h)e terish ? < merki Ishtar, literalmente a mercadora fenícia dos favores de Ishtar? Ou teria sido já

Melki-trisha ó Melkartisha < Mel-ki Tar-isha= Mel-karthi-isha, literalmente a deusa do fogo, filha e esposa de Melkart!

Astarte < Ashtar-at < Ish-Tar Ki-ki < Kaki Karki

= Ka Kar kaki >Atar-kaki >  Syr. Atargati

ó A-Kur-Kati > A-Phru-thati > Afrodite!


Figura 5: Vénus Capitolina, a fêmea adulta e madura com penteado de Virgem.



Only a few courtesans could climb the social ladder in this phenomenal way. Most prostitutes who worked in brothels and tavernae ...and are described as pornai ...

Pornai < phoranai, koranai <= Kor An, «jovens deusas, tão nuas como acabadas de vier ao mundo»,

...were slaves or illiterate peasant girls like Mary the Egyptian who later became a holy hermit in the Judaean desert. Because neither hetairai nor pornai had any legal status, and since hetairai were also slaves belonging to a pimp or to a go-between, the distinction between courtesans and pornai was based entirely on their different financial worth. This aspect of the trade was inherent in the Latin name meretrix for prostitute, meaning 'she who makes money from her body'.(...)

Venus which Lucretius (4.1071) had dubbed Volgivaga - 'the street walker' - was the patron of prostitutes who celebrated her feast on 23 April late into the Byzantine period.

This, too, must explain the intense hostility of some rabbis towards the public baths of the Gentiles over which the goddess ruled both in marmore and in corpore. Since Biblical times, lust had always been intimately associated with the idolatrous worship of the ashera - a crude representation of the Babylonian goddess of fertility Ishtar who had become the Canaanite, Sidonian and Philistine Astarte and the Syrian Atargatis (1 Kgs 14.15) - as well as with the green tree under which an idol was placed (1 Kgs 14.23; Ez 6.13). Had the prophet Jeremiah (2.20) not accused Jerusalem of prostituting herself:

'Yea, upon every high hill

and under every green tree,

you bowed down as a harlot'? Sidon.


Como quase toda a cultura latina foi herdada da grande cultura etrusca que a precedeu deveríamos procurar entre os restos mortais da mitologia etrusca o rasto do nome de Vénus. A verdade porém é que funcionalmente a Vénus etrusca era Turan.

Assim, até pareceria que, na tradição etrusca, a deusa do amor seria, se não fora já tão só etimologicamente, uma vaca taurina, a deusa Turan, seguramente uma esposa/filha de Saturno (Sat-Turan), e grande Deusa Mãe da Natureza.

Tur-An(a) ó (A)na-tur > Natura.

Quer dizer que, dentro da regra da inversão das sílabas da passagem da tradição oral do etrusco para o latim, Turan se transformou na Natureza dos latinos.

A tradição de representar as deusas da aurora aladas é seguramente Egípcia onde Isis & Néftis assim eram de facto representadas muitas vezes até aos tempos ptolemaicos. A tradição dos deuses gémeos foi quase sempre referida a deuses masculinos tais como Apolo & Hermes.


Ver: GEMEOS (***)


Figura 6: Turan.

Ati Turan is Goddess of love, health & fertility, Goddess of the city Vulci.

Usually portrayed as a young woman with wings on her back. Attributes: Pigeon and black swan. Accompanied by the Lasas. Wife of Maris.


Porém, nada obsta a que tenham existido também deuses gémeos femininos, se é que pela lógica intuitiva da precedência da galinha sobre o ovo (J!) não terão tido a primazia.

Acontece que, tal como o dueto de irmãs gémeas Isis & Néftis do Egipto, na Etrúria este dueto pode ter sido formado por Turan (Isis na forma de Hator?), e Vanth na forma funcional de Neftis mas uma variante fonética próxima dos deuses da aurora como era o caso do pássaro Benu. Esta deusa tinha no Egipto a variante fonética Neter, de que derivou a latina Natura, afinal, a mesma que Turan.

Neter ó Natura < An-Tur = Turan.

Obviamente que, o facto de as mitologias, particularmente as complexas mitologias egípcias, terem acabado por sofrer desenvolvimentos locais determinou inovações que acabam por dificultar as comparações entre panteões que em muitos outros aspectos se mostram similares. No entanto, as similitudes por vezes estão debaixo dos olhos. Turan era seguramente uma deusa do parto da aurora como Tauret ó Taur (ó Hator)

Taur-et ó Taur + An = Taur(an) > Turan.

              ó Ashtaur <?> Hator.

Tanetu = Light goddess, a form o f Hathor.

Como não existe uma deusa com a forma mais ou menos explicitamente parecida como Vénus podemos suspeitar que a forma foneticamente parecida de Tanetu, literalmente a mãe da cobra, tenha sido um elo perdido nesta analogia.

Bêndis < *Kian-tu > Tanitu >Tanit.

> Wenthi(s) > Bentus > «Bento».

> *Wan-at > Wanth > Vanth

«Veneza» < Wen-et ó Venhish > Vénus!



Porém, existia entre este povo, de intricadas superstições e de arreigado culto dos mortos, uma deusa de nome Vanth associada foneticamente com Vénus e que, por ter sido seguramente a deusa gémea de Turan, acabaria mais tarde por vir a ocupar entre os latinos o papel daquela como rameira divina. Encontram-se referencias a esta deusa entre os povos da ibéria o que sugere uma colonização comum a partir do antigo império minóico ou uma colonização italiota anterior e / ou concomitante com a fenícia.

Banda, Bande, Bandei, Bandi, Bandua, => «a/o que liga».

Bandi Arbar-aico Proterora dos arbaricos.

Bande Raeco, Bandi Oilien-aico,

Bandua Etobrico,

Bandua Arugel(ensi/ou eaco).

Bande Velugo Toir-eaco.

Bandi Isibra-egui

Banda = Mercurio? => «Bento».

Figura 7: Vanda.

Vanth (Etruscan) female demon of death. Lives in the underworld. With the eyes on her wings she sees all and is omni-present. Herald of death and can assist a sick person on his deathbed. Attributes: snake, torch & key.

Como Turan era também uma deusa alada podemos estar em presença duma variante que iria dar origem a Vénus. As asas seriam um formalismo típico dos deuses celestes o que deixaria de lado a hipótese de estarmos perante uma deusa infernal. No entanto, as cobras na mão desta deusa sugerem uma divindade descendente da Deusa Mãe das cobras cretenses, e, como tal, uma deusa da saúde e dos abismos infernais.


Porém, muitas outras teriam sido as variantes do nome de Vénus enquanto deusa mãe do parto e da aurora. Uma desta terá sido a deusa Bentis ou Bêndis, a deusa que os Trácios levaram para a Ática.

Outra, muito mais distante no extremo oriente a deusa japonesa Benten que com Saraswati parece manifestar a mesma alternância fonética entre Vénus e Afrodite.

Benten was the goddess of music, the guardian of eloquence and the giver of wealth. She was also seen as the goddess of fortune. The Japanese version of the Hindu river goddess, Saraswati: Goddess of Learning and Brahma's consort. His depected as dressed in white, seated on a white lotus and playing the veena (A stringed instrumant).

Branwen by Amy M. Durante = The Celtic goddess of love and beauty. Also of Manx and Wales. She is the sister of Bran the Blessed and Manannan mac Lir, daughter of Lir, and wife of the Irish king Matholwch. She is similar to the Greek goddess Aphrodite and the Roman goddess Venus. After the death of her brother Bran, due to a war caused by Matholwch, Branwen died of a broken heart. (…) She is one of the three "matriarchs of Britain", along with (probably) Rhiannon and Arianrhod.

Branwen < Wran | Uran |-Wen, lit. “Vénus Urânia” = Afrodite Urânia ó V(e)r-an Ven(us) <= Kauran Kian.

A mitologia celta, registada já depois da cristianização é um misto de lenda e de efabulação infantil pelo que se torna difícil fazer comparações semânticas. De qualquer modo, o facto de ter sido considerada uma forma de Afrodite dos galeses permite considerar com alguma seriedade a estrutura étmica do seu nome. Sabemos que existiu de forma explícita uma Afrodite Urânia, a deusa grega do amor etéreo, supostamente mais por ter nascido do esperma do sexo decepado de Urano derramado na espuma do oceano primitivo do que por corresponder a uma forma de amor platónico, ou então aristocrático, em contraponto com o amor plebeu de Afrodite Pandemos.


Figura 8: Bentis dando pão ao povo!

A verdade é que a estrutura étmica do nome celta desta deusa assim o parece indiciar. No entanto, Bran, que poderia ser seu irmão e esposo, não parece ser um deus uraniano. De facto, este deveria ter sido Lir ou Llyr pelo que Bran deveria denominar-se Verão ou seja, o sr. Ver, um deus da segunda geração, ou seja, e um deus cronida. Este deus das estações do ano era um deus da primavera e portanto parédro adequado das deusas do amor.

Benten < Wen-Tan, lit. «a cobra (venenosa) da aurora»?

= Vénus & Pan o casal de cobras furnicantes do caduceu??

Que este esposo era Enki demonstra-o o facto de Bramapoder ser não apenas o equivalente fonético de Hermes.

Brama (< Wrama < Karma < Herma)

Que Inana, enquanto deusa do amor, foi Vénus em Roma já o sabíamos tal como foi Afrodite na Grécia. Pois bem, não deixa de ser espantoso que seja possível pensar que terá sido Saraswati  na Índia, Bendis na Trácia tal como Benten no Japão!

Saraswati < Karash Wat < Ishkur Kiki => An Kur Kiki > Afrodite.


Ver: *KAFURAS (***)



Being the goddess of learning, her devotees mainly consist of students and academically interested people. It is quite rare to find a temple or even idols of this goddess, especially in the South.

Claro que esta deusa da sabedoria não era mais do que Inana, a deusa dos «sete ofícios» que roubou as tábuas da lei a seu amado pai e extremoso esposo, o deus das águas da sabedoria!

Figura 9: Saraswati tem a estrutura fonética de Afodite e era seguramente a equivalente funcional das deusas do amor ocidentais. De facto:

Saras-Wat ó Saraswati

           < Ishar ó Ishtar.

Não deixa de ser ainda mais estranho que na origem da cidade de Roma, que antes de o ser foi «quartel sem bordel», esteja Vénus, a deusa do amor venal, e uma «Loba» suspeita de ter sido tão voraz a comer homens como meiga a amamenta-los!

Um facto interessante a realçar é que o termo «bento» anda conotado com o adj. benzido e com os frades da ordem de S. Bento sendo então suposto derivar de Lat. benedictu! Pois bem, tal conotação piedosa pode ter raízes muito mais suspeitas de paganismo pois que «benzedeira» é a mulher que pretende curar doenças com rezas e benzeduras; feiticeira; • bruxa. Não vou discutir o italiano S. Bento, que não terá etimologia muito diversa da do baixo latim que andou na Lusitânia, pois quase de certeza que «Bento/a» não pode derivar de benzido já que a lógica mais elementar mandaria que fosse o inverso. Claro que Bento vem directamente de Bendis, um destes nomes da  Deusa Mãe, razão pela qual as mesmas benzedeiras referidas antes se chamam «bentas» no Alto Douro!




Outro aspecto, ainda mais interessante, da arcaica tradição latina é o facto de o mito fundador da cidade de Roma ter na sua génese o nome de Vénus, a Deusa do «Amor de Mãe». A origem do mito fundador de Roma, supostamente antiga, mas não necessariamente muito arcaica, uma vez que é suspeita de contaminação helenista, remonta a Anquises & Vénus, pais de Eneias.

Anquises < Enki-ish, literalmente «o filho de Enki».

Eneias < An(eias) significaria também literalmente «os deuses e senhores» que não eram senão os patrícios detentores da tradição e do saber religioso herdado de antigos colonos hititas, não tanto de forma directa como o mito pretende mas, talvez indirectamente e por intermédio dos etruscos, estes sim os verdadeiros colonos hititas antigos. É que, de facto, a justificação ideológica do domínio de classe social dos patrícios não resultava tanto duma mera lógica aristocrática de direito divino de tradição heróica[6] como repousava sobretudo na posse do conhecimento da tradição religiosa que afinal era a ars aruspicina que os etruscos haviam recebido da cultura hitita. Esta relação íntima entre uma religião de vasculhadores de vaticínios nas entranhas dos animais e os domínios oraculares de Apolo permitem, em capítulo dedicado a este deus, estabelecer uma relação entre os cultos apolíneos e as arcaicas culturas itálicas por meio duma evidente ligação entre este deus as tradições anatólicas dos Hititas.

Prostitution was also institutionalised under the form of brothels which Juvenal called lupanaria (Sat. 11.172-173) and Horace fornices (Ep. 1.14.21).

Por mais voltas que se dê para dourar a pílula o certo é que os lupanares são casas de passe e as lobas foram sempre símbolo de prostituição (< (a)phros titu te) como já os romanos o suspeitavam. Ora, a «Loba» era deusa do amor porque era a deusa da Lua, esposa de Kar, o deus dos exércitos solares!

Mand. Liwet < Luw + at < lupa < Luw (> «lua) + An > Luvana > Luna.

                                    > Engl. Love.Aliás,

lat. lupa < Rupha[7] < Mand. Ruha < Urka ó Kaur,

...a deusa guerreira da constelação das Ursas (Maior e Menos) que velam na noite o corpo do «sol-posto», Orfeu ou Osíris, deposto no colo de Eos, a aurora. Mais tarde, quem desceria aos infernos na 6ª Feira Santa seria Cristo nos braços da Sr.ª da Piedade que passou a ser a padroeira das prostitutas conversas.

Como justificar esta relação étmica entre a mitologia latina, supostamente originária do mais puro filão ariano da dita cultura indo-europeia com este incómodo elo fóssil mandaieno, até à poucos anos supostamente perdido, porque ignorado?

Ver: EOS & MACARENA (***)


Figura 10: Vénus de Mazarino. Para além da excepcional beleza e delicado enamoramento de postura esta deusa encanta pela sua relação com o Delfim apolíneo o que reforça a ideia de que Afrodite foi Anfitrite e Apolo um príncipe Apkallu.

Ruha (< *Urka) went to Adam son of Adam and said to him, «come, amuse yourself with us!» and he went. Liwet (Venus) made herself like a beautiful woman, and Adam son of Adam took her and became the father of children. Ruha, too, disguised herself as Hawa, and went to Adam, and Adam went into the water with her (i.e. performed purifications after cohabitation). When they reproached him afterwards, saying, «Did you not see how big she was in the water»? I he replied that he had known nothing, for she employed sorcery. -- from E.S.Drower: The Mandaeans of Iraq and Iran, Clarendon Press, Oxford,1937. Mandaean Stories and Legends.

Liwet < Ur-Wet | Taveret / Mavet + Anu > Urwatanu => Ur-Wan-At > (Ur)-*Vanish.

Venvs | Libitina < Urwitiana < *Urwatanu / Zarbanitu < Kur-kiki-an = *An-kur-kiki = Afrodite.

Rejeitando liminarmente o tese indo-europeia como sendo um mero preconceito cultural ao arrepio do mais elementar bom senso que nos faz esquecer que a origem xamânica de toda a mitologia é tão válida para os ocidentais como para semitas e orientais! Como compreender que afinal tenha sido este povo perdido nos confins do Iraque o único a guardar a lembrança da fonética de Vénus entre os caldeus? A verdade é que *Urwatanu > *Urki-Tan, é literalmente a cobra do crescente lunar que nos reporta para a virgem de Guadalupe.




*| Urki < Ki-Ur | - | Tan < At-An | = *An-ki-Ur-At = *(An)-Kur-At = Ishtar.

Em conclusão, o «quebra-cabeças» mitológico resume-se afinal a um mero baralho de poucas cartas. Se neste jogo a ordem dos factores parece ser semanticamente arbitrária quando se trata da manutenção do sentido a fonética essa altera-se de tal forma que só um jogo arrojado de etimologia selvagem pode consegui repor a ordem perdida!

Levana ("lifter") is the protector of newborn babes. The father recognized his child by lifting it from the ground, where it was placed by the mother.

Luna < Luana < Leuana < Levana < Revana < Urbana < *Urki-Ana, a «lua»!

"In Norse mythology, Lofn was a goddess concerned with sparking passionate love. She had permission from Odin and Frigg to do so even for those who were forbidden to marry".

Lofn < Lophen < Kar-kian > lowan > Lup-An => lupanar. [8]

E é nestes enredos mitológicos que descobrimos e origem etimológica do amor anglo-saxão.

Love < Old English lufu from Germanic: related to LEAVE2, LIEF[9]

Tal como a etimologia das línguas latinas não acaba miraculosamente no latim também genealogia das línguas germânicas não acaba seguramente na bárbara língua gótica tal como a relação semântica de «love» com «leave / life» além de é pouco evidente é sobretudo pouco provável. De qualquer a etimologia próxima com inglês arcaico lufu não deixa de ser espantosa pela sua insuspeita relação fonética com Vénus, a Loba, mãe dos latina e dos amores lupercais!

Lelwanis (Lilwani, Ereshkigal, sometimes assimilated with Ishtar), 'Sun of the Earth' Hittit Goddess of the earth and the nether-world, appeasement of her through sheep sacrifices helps remove threats from evil omens.

    Engl. «Love» < Old English lufu ó Alm. Liebe

                                                         ó Low-en < Ur-Wen = Vénus Urânia.

                                                                            ó Lupen => Lupanar.

Lilwani = (En)-Lil-Wan(ish) <= Lil-Wan-ish => Liw

Lelwanis > Lar-wanish > Lawer-ana(-ish) > Laverna.

   Larvae > Lar-wanish > Lawer- > Laure > Laura + Vénus!

Laverna; Thieves and Impostors; Had an altar and sanctuary grove on the Aventine where thieves hid and prayed to her for the appearance of honesty.

Pensar que o termo «love» é genuinamente germânico pode revelar-se à luz da etimologia de inspiração mítica um erro. Na verdade a linguagem dia indo-europeia pode ter chegado aos países nórdicos não por invasão bárbara continental mas ter raízes autóctones nas regiões ribeirinhas domar do norte progressivamente colonizadas por marinheiros ibérica desde o fim da última glaciação. Na verdade, os falares latinos ibéricos têm com a mesma correspondência fonética e com semântica próxima o termo «louvor» que só por ressonância semântica terá derivado do latino laudare, por sua vez derivado dum virtual *laudeare, que mais não seria do que uma referência aos urras guerreiros dirigidos ao deus dos exércitos!

Pois bem, é possível que as laudes latinas tenham tido que competir com termos relativos ao louvor devido à deusa da veneração que foi Vénus.

De facto, amar a deus = «adorar» a deus = «venerar» ó «louvar».

Terá sido por uma via paralela que Vénus, vinda da Anatólia na bagagem dos deuses (Eneias = Enijas, lit. «o marinheiro»? de Enki) refugiados hititas da guerra de Tróia, chegou a Roma?[10] Repare-se que em latim a «venalidade» estava mais conotada com a desonestidade mercantil do que com o despudor da moralidade sexual. Sendo assim, Vénus esteve condenada à «má fama» dos latinos não tanto pelos excessos da sua explícita prostituição, mas sobretudo pelo facto de esta ter deixado de ser meramente sagrada para começar a descambar numa forma de exploração da miséria sexual da soldadesca da potencia militar em que Roma se vinha tornando muito tempo antes da consolidação da mitologia latina.

De qualquer modo, tudo nestas relações semânticas envolve a deusa dos amores venais com as deusas da morte numa linha de tradição que já vinha desde Anat e que Freud retomou na metáfora da antinomia Eros/Tanatos. De facto, a partir de Lelwanis descobrem-se outros deuses da morte.

En la mitología romana, las larvae (larvas) e os lemures (en singular, lemur) eran los espectros o espíritus de la muerte; eran la versión maligna de los lares. Algunos autores romanos describen a los lemures como el nombre común para todos los espíritus de la muerte, y los dividen en dos clases: los lares, o almas benevolentes de la familia, que protegen la domus o casa, y las larvae, o inquietas y horribles almas de hombres malvados. Pero la más común idea era que los Lemures y las Larvae eran lo mismo. Se decía de ellas que vagaban por la noche y que atormentaban y asustaban a los vivos.

El 9, 11 y 13 de mayo, se celebraba la Lemuralia o Lemuria, la fiesta de los Lemures, cuando judías negras eran ofrecidas a las Larvae con la esperanza de hacerlas propicias; se usaban también ruidos fuertes para alejarlas. 

Los Lemures fueron llamados así por Linnaeus por sus grandes ojos, hábitos nocturnos y los sonidos tremendos que hacen por la noche. Algunas especies de lemur fueron identificadas por sus llamadas incluso antes de que fuesen vistos individuos concretos. Linnaeus acuño también el uso moderno de la palabra 'larva' para denotar el estadio de oruga en el ciclo vital de los insectos.

Lar (s.), Lares (pl.) são divindades domésticas romanas. Inicialmente associados a Mane - Divindade proto-romana dos mortos - os Lares passaram a ser cultuados no culto doméstico primitivo como personificações de seus antepassados..

Lares < («lauro» ) < Laures < Larues < Larvae < Lerwi Anus < Lelwanis.

Lara, también llamada Lala (del griego habladora), Laranda, Larunda o Tácita es, en la mitología romana, el nombre de una náyade, hija del dios-río Almón y famosa tanto por su belleza como por su charlatanería. Este último defecto, que sus padres habían intentado corregirle, la hacía incapaz de guardar cualquier secreto.

Habiéndose enamorado Júpiter de Yuturna, no pudo satisfacer sus deseos, pues la ninfa se arrojó al Tíber para esconderse de él. Entonces Júpiter llamó en su auxilio a todas las náyades y les rogó que impidiesen que Yuturna se escondiese en sus orillas. Las náyades cumplieron este ruego, a excepción de Lara, que no pudiendo refrenar su lengua chismosa acudió a Juno, la esposa de Júpiter, y le relató los devaneos del dios. 

En castigo por su indiscreción, Júpiter le arrancó la lengua y ordenó a Mercurio que la encerrase en los infiernos. En el camino el dios mensajero se enamoró de la ninfa, que correspondiéndole le hizo padre de dos gemelos, llamados los lares, que custodiaban las entrecrucijadas y vigilaban las ciudades. 

Por su larga estancia en el inframundo Lara se convirtió involuntariamente en una ninfa ctónica, y con el tiempo Numa Pompilio inició su culto como Tácita, la diosa silenciosa (Dea Muta), convencido de que en el buen gobierno de una nación esta diosa era tan necesaria como la de la elocuencia.

Dos «louros» das vitórias em nome da Deusa Mãe ao loureiro que conservava as carnes dos animais mortos (com que, cozinhadas com favas, se presenteavam os mortos nas «lamúrias» da Roma antiga?!) ao loureiro às portas de prostíbulos e tabernas iria o mesmo culto de fertilidade e vida para além da morte, relacionado com as Vénus arcaicas.

Lelwanis (Lilwani, Ereshkigal, às vezes assimilada com Ishtar), 'Sol da Terra' - Deusa da terra e do sub-mundo, o apaziguamento dela pelo sacrificio de ovelhaa ajudava a remover ameaças de maus presságios.

Aliás há que não esquecer os seguintes:

Les Enfers tant hittites que grecs sont avant tout un lieu de mort mais les divinités infernales sont liées à l’agriculture et donc sources de vie. Les divinités des Enfers garantissent l’agriculture et la prospérité des produits des champs. Cette ambivalence est visible aussi bien dans le mythe hittite appelé le Mythe de Télipinu que dans le mythe de Perséphone rapporté par Hésiode dans la Théogonie et par l’Hymne homérique à Déméter (...)

Cette conception de prairie de l’au-delà commune aux deux peuples est une survivance d’un fond indo-européen commun. On peut rapprocher le grec Elusios leimon, Homère Elusion pedion "champs élysées" et le hittite wellu-, d’une forme commune indo-européenne *wel- "pâturage; demeure de la mort", cf. par exemple louvite u(wa)lant- "mort"; tocharien A walu "mort", lithuanien Veliuona "dieu de la mort". -- REMARQUES A PROPOS DES ENFERS DANS LE MONDE HITTITE ET LE MONDE GREC, par Catherine Saint-Pierre et Cécile Colonna.

Se o conceito mítico dos Campos Elísios se trata de uma sobrevivência indo-europeia ou universal será caso para discutir porque o paraíso do Génesis, insuspeito de contaminação ariana, era já um jardim de delícias agro-pastoris! Quanto à proximidade entre os nome Grec. Elusios leimon e o Elusion pedion de Homero com o suposta forma comum indo-europeia *wel- seria caso para concluir que com proximidades destas nada é afinal assim tão distinto quanto isso!

De resto, Wel ó Wer => Ver-des prados da (Prima)-Vera ao Ver-ão!

Na verdade, é mais fácil ir de... Elusi-os/on > Elusi > Elush = Ushelu < Chu-El-u, lit. Senhor Altíssimo Chu, suporte do céu dos Egípcios > Lat. Coelu > ao «céu» do que a *wel-. No entanto, como Chu foi também um deus guerreiro podemos aceitar que... Chu-El > Kiel > Ker, uma arcaica deusa da morte trágica dos gregos > Wer, um deus sumério da guerra e das tempestades > *Wel-.


Ver: VERTUMNO (***)



The patron deity of Pompeii was Venus Pompeiana; she was always shown as being fully clothed and wearing a crown. The statues and frescos which have been found in Pompeian gardens always show Venus either scantily clothed or totally nude. Pompeians seem to have referred to these nude images of Venus as “Venus Fisica”; this may be from the Greek word “physike”, which meant “related to nature”.

Lat. Fisica < Physike < *Kikika lit. “filha de Ki” > Hit. Kaushka ó *Ki-at.

Vénus Física seria teologicamente a equivalente de Afrodite Pandemos. Em conclusão: as deusas do Amor descendentes de Inana / Ishtar são irmãs do segundo Eros, filho de Afrodite, porque filhas da 2ª geração da Terra Mãe.

[1] IMPERIUM-ROMANUM.COM, opifex@imperiumromanum.com.

[2] Copyright © 1997 Arysio Nunes dos Santos. Fair quotation and teaching usage is allowed, as long as full credit is given to this source, and its home address is given in full.

[3] idem.

[4]Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. The Concise® Oxford Dictionary, 9th Edition. (c) © Oxford University Press. All rights reserved.

[5] idem.

[6] Estas tanto podem ser resultado duma antiga situação real de conquista por dominação militar, como no caso das instituições feudais ditas indo-europeias, ou colonização mercantil do tipo das talassocracias mediterrânicas, incluindo a portuguesa, como lenda, tal como parece ser a presente genealogia de Anquises, senão mesmo mera invenção à posteriori por descarado e diletante anacronismo, como era o caso das aristocracias de contrabando nobiliárquico de fim de século e são ainda todos os tipos de novorisquismo burguês.

[7] As alcunhas costumam ser pretexto para explicações populares. «Ruca» era uma, de um meu colega de escola, das ninguém soubia explicar. Outra era «Latas» (< Ratas < Urakas < Urkias => orquídeas)! Outra era «Becos» (< Wekius < Kakius)!

[8] ...e «love», o nome inglês para o amor.

[9]"love," Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. The Concise® Oxford Dictionary,  9th Edition. (c) © Oxford University Press. All rights reserved.

[10] No entanto, o nome de Vénus pode ter chegado a Roma da terra dos alanos por via terrestre na bagagem cultural dos celtas.

Dewi (Dwynwen) = The Celtic god of love

Maka Devi > Dewi => Dwynwen, lit. «divina Vénus».

Maka Devi + Ana = (Ma) ka-Ki-vina = Vina-Kaki > Vinush > Vénus.

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