sábado, 8 de dezembro de 2012

DAGON II, DEUS PEIXE, DEUS DO GRÃO OU AMFÍBIO E AMBIVALENTE COMO ENKI? por arturjotaef@netcabo.pt

H. Schmökel asserted in 1928 that Dagon was never originally a fish-god, but once he became an important god of those maritime Canaanites, the Phoenicians, the folk-etymological connection with dâg would have ineluctably affected his iconography.

Suspeita-se da existência de uma conjura negativapor razões ocultas de fé duvidosa que no limite apenas evitaria fazer remontar a mitra episcopal ao culto de Dagon e no imediato começaria a explicar muitos mistérios construídos em torno deste deus apenas para se contornar a ideia monstruoso e indigna de um deus supremo Sírio do deserto e dos filisteus ser consorte de Decerto, a deusa sereia. Ora, flagrantemente o Dugão ou Dugongo é um mamífero malaio em forma de peixe.

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Figura 1: Dugão / Dugongo

< (Mal. duyong, m. s.), s. m. cetáceo do Oceano Índico, dotado de forma extravagante e ao qual o vulgo chama homem-peixe.

É o menor membro da ordem Sirenia, uma ordem de mamíferos marinhos que inclui igualmente o peixe-boi ou vaca marinha.

Etimologia = Em ugarítico, a raiz dgn também significa grão: em hebraico dāgān, Samaritano dīgan, é uma palavra arcaica para grão.

O autor fenício Sanchuniathon diz também que Dagon significa siton, que é a palavra grega para grão. Sanchuniathon explica ainda: "E Dagon, depois de descobrir o grão e o arado, foi chamado Zeus Arotrios." A palavra arotrios significa "lavrador", "relativas à agricultura" (conferir ἄροτρον "arado").

Talvez esteja relacionada com o hebraico médio e o aramaica judaica a palavra dgn ʾ "ser escarchado" ou ao árabe dagn (دجن) 'chuva-(nuvem)'.[1]

Por mais que se investigue, o baixo perfil de Dagon parece, por enquanto, um facto incontornável que impede uma caracterização precisa deste deus para dele inferir alguns aspectos etimológicos que lhe são comummente atribuídos na cultura semita quer relacionado com a etimologia do peixe em hebraico e acádio, quer do grão em hebreu e da chuva em árabe.

clip_image003 = Da-Ka = peixe > Daga => Português «(d)ar-gana»

= espinha de peixe.

clip_image005 damušen = um pássaro.

O deus sumério com atributo mais próximos dos peixes, da chuva, da fertilidade agrícola expressa no cereal e senhor dos pássaros foi Enki.

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Figura 2: Selo sumério onde Enki aparece como Senhor das “águas doces”, dos peixes e do pássaro.

Assim sendo, a presunção de H. Schmökel, em Der Gott Dagan (Borna-Leipzig) de 1928 de que Dagon não era originalmente um deus-peixe, mas que, o facto de ser ter tornado dum deus importante dos cananeus marítimas, os fenícios, a conexão etimológica popular com dag-, teria inevitavelmente afectado a sua iconografia”, parece tão arbitrária como tantas outras sobretudo por incluir no seu raciocínio o anacronismo da etimologia popular que seria estranha ao tempo cultural dos filisteus e depois dos fenícios que tratavam as questões divinas com muito mais respeito e menos leviandade popular do que a pressuposta por H. Schmökel.

Claro que é irrelevante para já partir do postulado de que Dagon não seria um deus peixe na sua origem até porque H. Schmökel não adianta muito sofre qual seria esta. No entanto o simples facto de se aceitar que Dagon foi de facto iconograficamente um peixe já é meio caminho andado para se postular em alternativa essa hipótese o que retira à afirmação de que “Dagon não era originalmente um deus-peixe” toda a carga dogmática que os que citam H. Schmökel lhe querem dar.

Na verdade, como já se viu antes, Dagon não parece ser de origem Suméria nem Caldeia onde o seu culto aparece como importação tardia sobretudo relacionado com o culto dos mortos.

The god Dagon first appears in records about 2500 BC. He is mentioned occasionally in early Sumerian texts, but only becomes prominent in later inscriptions as a powerful and warlike protector. In an Assyrian poem, Dagon appears as a judge of the dead. A late Babylonian text makes him the underworld prison warder of the seven children of the god Emmesharra.

A relação Síria, Fenicia e Filisteia de Dagon também não é menos vaga quanto a origem, mitologia e ritual não indo muito além da informação, sempre duvidosa quando em segunda mão e ainda para mais vinda do maior falsário da história que foi Eusébio de Cesareia.

Philo of Byblos must be considered the first 'etymologist' of Dagan and as such has also been the most fortunate and the one with the most followers right up to the present day. Philo is cited in the Preparatio evangelica by Eusebius of Caesarea as the translator of a Greek text written in Phoenician by a certain Sanchuniaton, a writer who, according to Philo, lived before the war of Troy. In this work, Philo describes Dagon as the grain, the discoverer of grain and ploughing. In this way Dagan takes on an agrarian character, as a god closely connected with agriculture and, as a result, with the fertility of the land. Even though Philo of Byblos does not make an explicit comment it is quite clear that he relates the name of the god with west Semitic dgn 'grain'. This has been the etymology that most scholars have accepted. -- [2]

Mas Ouranus, sucedendo ao reino de seu pai, contraiu casamento com sua irmã Ge, e teve dela quatro filhos, Ilus, que é chamado de Cronus e Betylus e Dagon, o que significa siton (grão / cereal) e Atlas. (...)

E Cronos que assim superau Ouranus em batalha, retirou-lhe o reino e lhe sucedeu no poder imperial. Na batalha foi tomada uma concubina bem-amada de Ouranus que estava grávida, e Cronos concedeu-a em casamento a Dagom, e, enquanto ela estava com ele, deu à luz a criança que ela havia concebido por Ouranus, que se chamou Demarous. (...)

E Dagon, depois que ele descobriu o pão de cereal, e o arado, foi chamado Zeus Arotrius. - A teologia dos fenícios: a partir de Sanchoniathon.[3]

Σιτίον = grão, cereal > Σῖτος, ac. σῖτον= grão.

A edição de 1911 da Encyclopædia Britannica refere que o Sanconíaton “pertence mais à lenda do que à história” ainda que boa parte, destes escritos, tenha sido corroborada pelos textos mitológicos escavados desde 1929 nas ruínas de Ugarit, na Síria.

A relação síria e cananeia de Dagon com o cereal devem resultar mais como efeito do que enquanto causa etimológica. Dagon seria como Enki (de que seria mera variante linguística) um deus de fertilidade agrícola e por isso tarde ou cedo relacionável com o cereal.

De facto também Enki aparece na suméria relacionado com os mitos do cereal, curiosamente por intermédio de uma sobrinha filha de seu irmão gémeo Enlil, a poderosa deusa Ashnan.

Ashnan: Deusa dos grãos de cereais, como Ceres. Era filha de Enlil. Ela foi designada para as terras férteis da Suméria por Enki. Ela é a mais poderosa divindade, por dar sustento às pessoas, e aparece muitas vezes tendo como cônjuge Shakkan.[4]

Sumer. Ĝanun = armazém = (Índ.) «Bagançal».

Da-gan = Deus de cereal? <=? > Sumer. ezinu = grão, cereal.

Os caldeus que terão tido conhecimento tardio e importado de Dagon nunca o relacionam com o cereal pelo que é legítima a suspeita de que os fenícios, pelo menos os do Sanconíaton terão confundido, com o tempo ou nalguma parte da correlação da sua mitologia com a grega, Enki com Dagon ou, o que ainda é mais provável terão recebido ambos os deuses por vias diferentes mas com funções mitológicas sobreponíveis.

Ashnan < Ash-| < Ninana > Inana | > Asnanu > eshninu =?> ezinu.

Não deixa de ser suspeita e curiosa da relação do termo sumério para armazém, seguramente de cereal, Ĝanun com Dagon e com o termo «ba-gan- çal» de origem indiana. Então, se a relação de Enki e Dagon com o cereal era arcaica e comum fatalmente alguém acabaria por usar o nome de Dagon para significar cereal.

Σιτίον (= grão, cereal) < Ki-Ki-Anu > Kitano > «Caetano» ó Dagon.

Assim e na falta de certezas sobre a origem de Dagon, o mesmo princípio do preconceito cultural como base de raciocínio se pode virar contra dogma de H. Schmökel especulando que foi a cultura continental semidesértica da Síria que fez desaparecer ao lado pisciforme de Dagon mantendo o aspecto de deus de fertilidade agrícola que gerou a raiz ugarítica para o grão e de deus manda chuva de que se gerou a raiz árabe para chuva.

Chronologically, the next suggestion for an etymological explanation of biblical Dagon dates to the IV-V century CE, when, first Saint Jerome and then certain mediaeval exegetes related the name of the god with Hebrew dāg 'fish', and as a result described Dagon as having the profile of a fish-god. "This proposal has had few followers among modern researchers who connect him instead with the Odacon of Berossus.

The third etymology that has been proposed is the most modern; in this case it relates Dagan with Arabic dagana 'to be cloudy, rainy'. In this way Dagan acquires the profile of a weather-god, in connection with Addu-Baal, the weather-god par excellence and the son of Dagan. -- [5]

A seguir a S. Jerónimo foi a vez do judeu Rashi ter reparado que era a própria bíblia que insinuava que Dagon tinha o corpo de peixe.

No século XI, comentarista bíblico judeu Rashi escreve sobre uma tradição bíblica de que o nome de Dagon está relacionado com o hebraico dāg/dâg 'fish' e que Dagon era imaginado na forma de um peixe (…).

No século XIII David Kimhi interpretou a frase estranha de 1 Samuel 5, 2-7 que " Dagon lhe restava" para significar que "apenas a forma de um peixe restou", acrescentando: "Diz-se que Dagon, do seu umbigo para baixo, tinha a forma de um peixe (daí seu nome, Dagon), e do seu umbigo para cima, a forma de um homem, como se diz, as suas duas mãos estavam cortadas.[6]

Young's Literal Translation (YLT)

4 And they rise early in the morning on the morrow, and lo, Dagon is fallen on its face to the earth, before the ark of Jehovah, and the head of Dagon, and the two palms of its hands are cut off at the threshold, only the fishy part hath been left to him.

Today's New International Version (TNIV)

4 But the following morning when they rose, there was Dagon, fallen on his face on the ground before the ark of the Lord! His head and hands had been broken off and were lying on the threshold; only his body remained.

4 Mas, na manhã seguinte, quando se levantaram de madrugada, lá estava Dagom caído, rosto em terra, diante da arca do Senhor! Sua cabeça e mãos tinham sido quebradas e estavam sobre a soleira; só o seu corpo ficou no lugar.

A forma de peixe pode ser considerado como um símbolo fálico, como visto na história do egípcio grão deus Osíris, cujo pénis foi comido por (confundida com) os peixes no Nilo depois que ele foi atacado pelo animal tifónico Set. Da mesma forma, no conto que descreve a origem das constelações, Capricornius, o deus grego da natureza Pan tornou-se um peixe da cintura para baixo quando saltou para o Nilo depois de ser sido atacado por Typhon.

Vários estudiosos do século 19, como Julius Wellhausen e Robertson William Smith, acreditam que a tradição deve ter sido validada a partir da eventual ocorrência de serias como motivo decorativo encontrado na arte assíria e fenícia, incluindo moedas de Ashdod e Arvad.[7]

 

DAGON DRACO

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Figura 3: Dragão de Marduque nas portas de Istar da Babilónia.

Na mesopotâmia os mistérios pascais decorriam em torno de Tamuz pelo que seria este o deus equivalente de Mitra que teria a sua forma fonética taurina no nome de Iskur, um deus infernal que terá sido quase seguramente uma variante de Tamuz / Ninguizida, a forma obscuras de Enki!

Porém, outros mistérios terão existido entre os povos caldeus que ainda hoje nos escapam!

Nos estádios iniciais da cultura suméria, os deuses e deusas que formaram grupos não se distinguiam de demónios. Eles eram definidos vagamente e tinham formas mutáveis. Quando se tentava descrevê-los eram representados em várias formas diferentes. Alguns eram touros alados ou leões com cabeças humanas, outros tinham formas compostas ainda mais notáveis.

O "dragão da Babilónia", por exemplo, que foi retratado nas paredes dos templos, tinha a cabeça de uma serpente, um corpo coberto de escamas, as pernas dianteiras de um leão, patas traseiras de uma águia, e uma longa e retorcida cauda serpentina.

Ea teve várias formas de monstros. A seguinte descrição de uma delas é suficientemente repulsiva:

A cabeça é uma cabeça de serpente,

De suas narinas escorre muco,

A sua boca baba água;

As orelhas são como os de um basilisco,

Seus chifres são torcidos em três ondas,

Ele usa um véu em faixa na cabeça,

O corpo é um suh-peixe cheio de estrelas,

A base de seus pés são garras,

A sola do seu pé não tem calcanhar,

Seu nome é Sassu-Wunnu,

Um monstro marinho, uma forma de Ea.

kakkadu kakkad siri
ina ap-pi-su hi-in-zu uz-zu-ru
ina pi-su ma-a su-gal-lu-lu-ni
[uznâ] ki-ma ba-as-mi sa-kin
[karnâ]-su a-na III-su un-ka-a-ti i-ta-ad-da-a
[a]p-par-ri-tu ina li-ti-su sa-kin
[p]ag-ru SUH-HA kakkabâni ma-li
[libit] sepi-su zu-up-ra si-na
ka-an tap-pu-sa ik-ba la isi
sum-su Sa-as-su u-ri-in-nu (?)
la-ah-mi tamti su-[ut] E-a

--------------------------Tradução R. C. Thompson.[8]

A ambivalência de deus neolítico da agricultura de Dagon versus deus anfíbio permite postural as seguintes variantes do seu nome:

«Dragão» < D®a-Kon < Dagon > Dag®on > Deus Grano.

Embora seja comum a tentação de relacionar o termo Dagon com Dragon, já que a mera sincope do «erre» poderia permitir derivar este daquele termo, a verdade é que várias outras fontes insistem no carácter particular do termo dagon que costumam correlacionar com um termo semita para “semente de trigo”. Aliás, sendo o dragão um animal marítimo e simbólico de Enki faria sentido que fosse adorado como animal totémico de Creta!

Dito de outro modo, o mais provável é que Draco ó Dracon seja uma variante derivada de Dagon dentro de toda a normalidade das regras linguísticas correntes.

The German Drache, the Italian Dragone, and the French Dragon, was Δράκων with the Greeks — indeed this has been the universal title in the transcribed forms of the word. Classic writers, astronomers, and the people have known it thus, although Eratosthenes and Hipparchos called it Ὄφις, p203and in the Latin Tables, as with some of the poets, it occasionally appeared, with the other starry snakes, as Anguis, Coluber, Python, and Serpens.

(…) It is said that at one time the Egyptians called Draco Tanem, not unlike the Hebrew Tannīm, or Aramaic Tannīn, and perhaps of the same signification and derived from them.

(…) Bayer cited from Turkish maps Etanin, and from others Aben, Taben, and Etabin; Riccioli, Abeen vel Taeben; Postellus, Daban; Chilmead, Alanin; and Schickard, Attanino. Al Shujāʽ, the Snake, also was applied to Draco by the Arabians, as it was to Hydra; and Al Ḥayyah, the Snake, appeared for it, though more common for our Serpens, with which word it was synonymous. (…)

Babylonian records allude to some constellation near the pole as a Snail drawn along on the tail of a Dragon that may have been our constellation; while among the inscriptions we find Si-r, a Snake, but to which of the sky serpents this applied is uncertain. And some see here the dragon Tia-mat, overcome by the kneeling sun-god Izhdubar or Gizdhubar, our Hercules, whose foot is upon it. Rawlinson, however, said that Draco represented Hea or Hoa, the third god in the Assyrian triad, also known as Kim-mut. (…)

This appears on a Babylonian cylinder seal of about 2150 B.C. Still earlier in Akkadia it seems to have been known as the Bull of Light, its double title, Te Te, referring to its two groups, the Hyades and Pleiades, which in every age have been of so much interest to mankind; and a cylinder has Gut‑an‑na, the Heavenly Bull, mentioned in connection with rain, so recalling the rainy Hyades. -- Star Names Their Lore and Meaning by Richard Hinckley Allen

Sayce says that the great astrological and astronomical work compiled for the first Sargon, king of Agade, or Akkad, devoted much attention to this star, then marking the pole [Polaris marks the Pole nowadays], as Tir-An-na, "the Life of Heaven"; Dayan Same, "the Judge of Heaven"; and Dayan Sidi, "the Favorable Judge", — all representing the god Caga Gilgati, whose name it also bore. Dayan Esiru, "the Prospering Judge", or "the Crown of Heaven", and Dayan Shisha, "the Judge Directing", as having the highest seat amongst the heavenly host [when it was the Pole star].

Dajalu / dajali s.; chief inspector; wr. syll. and LU.GAL.DIN.

*Dajalu (fem. dujalitu) adj.; gatuna; só fem. verif.; Uma feiticeira que anda pelas ruas, que entra nas casas da-u-a-li-tum sha bireti (e) anda nos becos.

Dajanu (dijanu, fem. dajante, dijante) s.; judge; from OAkk., OA on; Ass. da’anu, di-ia-ia-nu RA 29 96:12 (MB), dijante in MB personal names. Di-ku5 judge; judging (cf. ki di-ku5) < DI.TAR = wr. di-kud "judge"; dīnu Akk. dīnu dânu.

Dayan Esiru = Coroa de céu < Esiru = peixe

Dayan Same = Juiz de céu

Dayan Shisha = Juiz (mais alto, Draco)

Dayan Sidi = Juiz (favorável).

About 2750 B.C. it was less than 10' from the exact pole. (Allen). "Thuban (Hebrew), the subtle. Some 4,620 years ago it was the Polar Star. I was drawn to this name "all representing the god Caga Gilgati," I hate to say it but for me. In China it was Yu Choo, the Right-hand Pivot; the space towards ι being Chung Ho Mun.

Star stones - Draconis, Mesopotamian Caga Gilgati E-dul-Kug

Kag-a Gil-ga-ti

Kag [< clip_image008ka (kag2) BOCA] wr. ka "declamam" Akk. pû

Gil/b, gilim/b → gi16(l/b) = gi16(l/b), gil/b, gilim/b to lie across, bar, block, obstruct (Civil, AV Biggs 24 reads gilimb) => Gil [TREASURE] (50x: ED IIIb, Old Akkadian, Ur III) wr. gil "treasure"

Ga = milk; suckling (as attribute of animals)

Ti [UNMNG] (38x: ED IIIb) wr. gešti "unmng".< Tu = vida!

Kag-a Gil-ga-ti seria um epíteto de Draco enquanto senhor do Kur, que significaria literalmente “Boca de água e reservatório de leite vivo” o que o correlaciona literalmente com Enki, como seria de esperar enquanto dragão de Marduque e deus Capricórnio.

Saber que a constelação do Dragão era a estrela do Pólo Norte há cinco mil anos é o mesmo que dizer que esta constelação foi adorada por povos de marinheiros que lhe terão dado o nome. Os povos continentais que a receberam preferiram dar-lhe epítetos menos marinho como “Touro do céu” que em cretense seria *Kurano, literalmente o Sr. do Kur ou «Tirano», epíteto de Enki, e por isso acabou Tir-An-na, lido com algum esforço como “vida do céu”!

The Greek word δράκων, drakon (genitive drakontos, δράκοντος) "serpent, giant seafish", which is believed to have come from an earlier stem drak-, a stem of derkesthai, "to see clearly," from Proto-Indo-European derk- "to see" or "the one with the (deadly) glance."

Obviamente que para se ir de drak- a derk- não são necessários saltos mortais mas há que ter fortes motivos para tantas trocas!!! Se isto não é etimologia a martelo então o que serão os falsos cognatos!

É que, pelo meio do salto aparece dark que em Inglês significa «escuro» sendo por isso difícil "to see clearly" nesta etimologia pseudo erudita mais arrevesada ainda do que a popular, porque nem história mítica ou lendária tem para a explicar!

Voltando ao dragão é óbvia que estamos perante duas realidades: o termo específico que parece um exclusivo helénico e o mitema que parece universal! Na verdade, o suposto Proto-Indo-Europeu derk- não tem qualquer suporte porque mesmo o termos nórdicos actuais são empréstimos tardios do nome Latino da constelação respectiva!

In Persia Draco was Azhdeha-, the Man-eating Serpent, occasionally transcribed Hashteher; and, in very early Hindu worship, Shi-shu-mara, the Alligator, or Porpoise, which also has been identified with our Delphinus. (…)

Se, em Persa, Draco era Azhdeha, que em Hindu é Shi-shu-mara, é difícil saber de que cartola draconiana se retirou o coelho Proto-Indo-European derk-. Começa a parecer óbvio que foi do verbo grego derkesthai,to see clearly” que derivou a semântica do olhar lancinante e hipnótico da serpente que constitui grande parte do conteúdo deste mitema. Na verdade é essa a semântica que se depreende do grego como sendo a sua raiz mais primitiva:

"Ȧλαοῖσι καὶ δεδορκόσι" A.Eu.322 (lyr.); "δεδορκότ" S.El.66: freq. com neut...Adj, δεινόν, σμερδαλέον δ, olhar terrível, Il.3.342, 22,95, etc. "δεινὰ..ὀφθαλμοῖς δρακεῖν"A.Eu.34;"δ φόνια"Ar.Ra.1337 (lyr.):c…acc…cogn, πῦρ ὀφθαλμοῖσι δεδορκώς piscando fogo dos olhos, Od.19.446; "Ἄρη δεδορκότων" A.Th.53, mas "σκότον δεδ" cego, E.Ph.377.

II. De luz, flash, brilho, como o olho, δέδορκεν φάος, φέγγος, Id.N.3.84, 9,41; δεδορκὸς βλέπειν ser de olhar afiado, Chrysipp.Stoic.3.198; "τὸ σφοδρὸν καὶ δεδορκός" Plu.2.15b...(Cf. Skt dadárśa 'vi', dr[snull]tas 'vista';... Prop não apenas de vista, mas de visão afiada, cf A.Supp.409, S.Aj.85.-Poeta e depois Prosa.) -- Henry George Liddell. Robert Scott. A Greek-English Lexicon.

Como o núcleo semântico do nome de Dagon era –Gon e como Da parece derivar de Gi < Ki que quando selvagem poderia ser Kur (que aliás era um dos epítetos de Dagon) podemos postular que Dagon poderia ser também Dragon.

Precisamente por assim ter sido é que foi Dagon colocado pelos cretenses no papel da Constelação de Drago como chefe inspector dos pontos cardeais e juiz do Pólo Norte, seguramente por já ser Juiz dos mortos, possivelmente na variante de Sar-pe-don.

Este papel passou para o assírio como termo genérico comum de inspecção (Dajalu) e juízo (Dajanu)!

The sanctuary of Dagan at Tuttul is very well documented from the Sargonic period and during the whole of the second millennium. The most logical conclusion, then, is to think that 'the Lord of Tuttul' is Dagan, and thus, in the light of the documentation from Ebla, Dagan was worshipped at Ebla under this local dedication. The presence of a divine statue of the goddess Ša(l)aš, as the consort of dBE in Tuttul (EB:T 18), is further proof for identifying 'The Lord of Tuttul' with Dagan, since in later tradition(s),

Dagan has Salas as a consort. This goddess is documented in three other texts from Ebla, but in these cases connected with the god Wada'an(u) and with Karramu, which, according to A. ARCHI, is a town to the northeast of Ebla, beyond the Euphrates Valley. It is a different matter to consider that all the occurrences of dBE followed by a geographical name are different local manifestations of Dagan, as Pettinato does. -- [9].

Parece que em árabe wada'na significa “tão longo” ou seja, para uma primeira aproximação a este inesperado deus Wada'an(u) poderíamos aceitar que teria uma conotação de “eternidade”, tal como Da-ga teria de “omnipresença” (Daga em gótico era dia, a divina presença de “Deum de Deo, lumen de lúmine) de Dagan, a “totalidade” explícita no deus Pan!

Ora, podemos postular um equação com permuta de sílabas tal que permita estabelecer uma relação etimológica entre Wada'an(u) e Dagon o que levaria a uma quasi certeza de ser este deus uma mera variante de Dagon em dialecto local de Karramu.

Odin < Votan < Wodan < Wada'an(u) < Wa-| Da-Anu < *Kathano.

                      => Wōđanaz / Wōđinaz > Dinash > Dion(ísio)|

«Catano»< *Kathano > Thakan > Dagon ó *Gu-dan.

Wōđanaz or Wōđinaz is the reconstructed Proto-Germanic name of a god of Germanic paganism, known as Óðinn in Norse mythology, Wo-den in Old English, Wodan or Wotan in Old High German and Godan in Lombardic.

Lir (or Llyr) was God of the Sea, like his son, Mana-wydan (Manannan). According to the Welsh, he was chief of the gods. Bar-inthus = (Welsh, Anglo-Celtic) A charioteer to the residents of the Otherworld who was once probably a sea or sun God.

Llyr < Lir < Lil + (Manann)an = Lil-an = An-Lil > Enlil

Bar-inthu(s) < War | Kaur < Kur | - | Entu < Enki | = Kur-Enki.

Obviamente que Mana-wydan, o filho de Enki-Kur-Lil seria o minóico *Gu-dan que foi Odin entre os nórdicos e Dionísio no mar Egeu, supostamente o marinheiro bêbado que levou a agricultura por toda a parte para cultivar cereais para cerveja ou vinhedos para o vinho.

É óbvio que só não vê quem não quer que sendo Wada'an(u) casado com Salas, a «reputada» mulher de Dagon, só podemos aceitar que qualquer equação etimológica que consiga relacionar ambos os teónimos como sendo de origem comum com um hipotético *Kathano, deus do comando[10] (ou do «catano»!)

Terá existido um deus com nome *Kathano? Obviamente que é muito provável que sim tal como é seguro que Caetano não será um falso cognato deste por derivar do nome de S. Caetano, nome italiano Gaetano di Thiene que por mais estranho que pareça é um falso cognato da congregação dos teatinos por derivar esta não do nome deste santo, ao que parece, mas do nome de Chieti, em latim Teate do grego Θηγεατη, sede episcopal de Gian Pietro Carafa (depois papa Paolo IV) co-fundador da ordem. No entanto, como o nome da ordem deve ter andado nas bocas do mundo da época é mais do que verosímil que tenha recebido influências ressonantes do nome de Thiene, uma comuna italiana da região de Vêneto de onde era S. Caetano, porque de facto o nome latino Chieti já pouco ressoaria a teatino. Tudo isto para exemplificar que as ondas de evolução etimológica têm fluxos e refluxos, interferências e ressonâncias que condicionam a evolução das línguas de acordo com vicissitudes aleatórias da história.

*Kathano > «Catano» ó Caetano < Ga-et-ano < JE-TA-NA < Hit. Istano

Ki-at-ano > *KI-TA-NO > *Kathano < QE-TU-NE.

J-T-N

JE-TA-NA

Word HT We 1020g

K-T-N-S-J-S

KI-TA-NA-SI-JA-SE (see KI-TA-NI-TE, ]RA-KI-TA-NA-SI[; cf. TA-NI-KA)

word formed from a hypothetical placename? *KI-TA-NO? (but compare Linear B ki-ta-no, alum (or pistaccio) PE Zb 3

Q-T-N

QIf-TU-NE (cf. QE-TU-NE)

Heading HT 87.1-2 (precedes MA-KA-RI-TE); HT 7b.1; HT 117b.1 (heading to third list)

No linear-b micénico parece não ser possível identificar o deus Dagon mas encontramos kitano com o possível significado de «pistacho» o que parece pouco consentâneo com a ideia aceite de que este fruto seco seria originário da Pérsia com introdução recente na Ásia Menor pelo que seria uma noz ou uma avelã.

The earliest records of pistachio in English are around roughly year 1400, with the spellings "pistace" and "pistacia". The word pistachio comes from medieval Italian pistacchio, which is from classical Latin pistacium, which is from ancient Greek pistákion and pistáke-, which is generally believed to be from Middle Persian, although unattested in Middle Persian. Later in Persian, the word is attested in Persian as pista. As mentioned, the tree came to the ancient Greeks from Western Asias. Pistachio is a desert plant, and is highly tolerant of saline soil.

Assim, com a mesma circunspecção com que se aceita que «catana» seja de origem japonesa se dá conta que em linear-b pa-ka-na é uma “pequena” espada. Ora se não é seguro relacionar este termo nem com Pan nem com Dagan podemos relacionar com ambos outro objecto micénico, pa-ta-jo que, ao significar aljava ou setas, seria derivado do adereço reconhecido a Dagon e a suas esposas, as deusas caçadoras, Artemis / Atena / Diana, o que faz deste deus um avatar arcaico de Apolo. Como pa-te é pai em linear-b pa-ta-jo poderia derivar de *pa-te-ta-jo com o significado de “pai *Tajo” que seria o nome nuclear deste deus uma fez que o sufixo –na / -an é um genérico terminal (também muitas vezes inicial) de Senhor, grande e divino, de que derivou o «ão» português.

 

Ver: CARALLIUM / CATANO & CAETANO (***)

 

At Ebla (Tell Mardikh, 55km south-west of Aleppo on the edge of the Syrian Desert), the royal archives have revealed that Dagan was the head of a pantheon of some 500 deities. He is referred to as Be-dingir-dingir: ‘Lord of the Gods’ and Bekalam: ‘Lord of the Land’, and along with his consort - identified simply as Belatu: ‘Lady’ - he ruled over the temple complex called émul: ‘House of the Star’. One entire quarter of Ebla and one of its gates bore his name, and the first month of the year was dedicated to him.

There are references to Dagan as being: Lord of Bulanu; Lord of Tuttul; Lord of Irim; Lord of Ma-Ne; Lord of Zarad; Lord of Uguash; Lord of Siwad and Lord of Sipishu. Also, Dagan is called ti-lu ma-tim: ‘the Dew of the Land’ and as Be ka-na-na, he may already have been known as the ‘Lord of Canaan’. – [11]

Early Semitic (Ebla and Mari) 2600 - 2200 b.c.e. I month = Za-'a-tum

IX. MA x GANAtenu-sag

New Ebla 2600 - 2200 b.c.e. = I month = Ishara

IX. UD.DU (= E)

Lagas/Girsu 2350 b.c.e. IX. ezem-munu-gu-nanse

OB Mari Calendar. c. 1800 b.c.e. VIII. Dagan. THE BABYLONIAN RITUAL CALENDAR,

http://www.angelfire.com/tx/tintirbabylon/caledarintro.html

Porque é que Be ka-na-na haveria ser o Sr. de Canaan ou de Caná e não de qualquer outro lugar com nome idêntico como os houve e há até no Lesoto por onde antigos marinheiros e exploradores sumérios poderão ter andado? Quem é que garante que arqueologica e historicamente Canaan já teria este nome no tempo do reino de Ebla, 2600 – 2200 anos a. C?

Curiosamente ou nem tanto, a esposa de Dagon, Shala, terá dado nome ao termo dujalitu, enquanto remanescente do sacerdócio feminino cretenses que depois da queda do império minóico ficou reduzida ao papel de Medusa do “mau-olhado” e de velha bruxa má e reles como Labartu, que entra nas casas saída dos becos labirínticos da sagrada prostituição para ler a sina e esconjurar o mal de inveja!

De facto parece que Sathar, o deus ugarítico da aurora, foi equivalente do judaico Satan, exactamente de acordo com as mesmas regras linguísticas referidas antes e que se repetem no nome do deus etrusco Tajo / Targeto, aliás semanticamente conotado com todos estes.

No entanto, e até provas mais concludentes, é possível pensar que, embora a confusão draconeana do nome do deus Dagon tenha sido provavelmente um facto desde a sua origem, a verdade é que também nada se opõe, no plano étmico, ao facto de ter nascido como Daguna.

Daguna < Thakuna < Kakuanu / Kakina.

Porém, sendo este deus reptilíneo um deus das tempestades seria também um deus do fogo do céu que começou como deus do fogo e acabou como réptil marinho sem ter perdido a sua ligação simbólica com o fogo que vomitava como espuma venenosa, vulcânicas sulfarolas de acido sulfúrico!

O dragão que voa como o fumo das explosões piroclástica e que vomita fogo seria uma bela metáfora para um vulcão. Hoje sabemos quanto mal os vulcões fizeram à civilização minóica mas estes possivelmente por temerem tal o adoravam como deus da civilização.

Então, começa a ser virtualmente possível a passagem de Da-con para Dra-con como formas evolutivas variantes do mesmo nome porque usadas concomitantemente com ligeiras variações de sentido e de contexto.

Oannes was a repulsive amphibius being who came from space in an egg shaped vehicle. The fragments of text that survive are a Babylonian retelling of a much more ancient Sumerian tale. Six thousand years ago or so, the Vela supernova was an awe inspiring sight from the earth. It was then, according to legend, that powerful beings or "Watchers" came from the sky, taught humans the arts of civilization, then made them their slaves. According to Robert Temple in his Sirius Mystery, astronomical knowledge imparted by the Oannes is preserved by the tribal Dogon people today.

Kur-kiano > Vulcano < Velchenos

                   > Thauracon > D®acon.

 

Ver: VELCHANO (***)

 

The Dogon are an ethnic group located mainly in the administrative districts of Bandiagara and Douentza in Mali, West Africa. (…) Because of these inexact and incomplete sources, there are a number of different versions of the Dogon's origin myths as well as differing accounts of how they got from their ancestral homelands to the Bandiagara region.

The people call themselves 'Dogon' or 'Dogom', but in the older literature they are most often called 'Habe', a Fulbe word meaning 'stranger' or 'pagan'.

(…) The religious beliefs of the Dogon are enormously complex and knowledge of them varies greatly within Dogon society. Dogon religion is defined primarily through the worship of the ancestors and the spirits whom they encountered as they slowly migrated from their obscure ancestral homelands to the Bandiagara cliffs. There are three principal cults among the Dogon; the Awa, Lebe and Binu. The Awa is a cult of the dead, whose purpose is to reorder the spiritual forces disturbed by the death of Nommo, a mythological ancestor of great importance to the Dogon. (…) According to Dogon beliefs, the god Lebe visits the hogons every night in the form of a serpent and licks their skins in order to purify them and infuse them with life force. The hogons are responsible for guarding the purity of the soil and therefore officiate at many agricultural ceremonies.

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According to Dogon mythology, Nommo was the first living being created by Amma, the sky god and creator of the universe. He soon multiplied to become six pairs of twins.[12] One twin rebelled against the order established by Amma, thereby destabilizing the universe. In order to purify the cosmos and restore its order, Amma sacrificed another of the Nommo, whose body was cut up and scattered throughout the universe.

This distribution of the parts of the Nommo's body is seen as the source for the proliferation of Binu shrines throughout the Dogon region. The Dogon say that their astronomical knowledge was given to them by the Nommo. The Dogon elder, Ogotemelli, describes them variously as having the upper part as a man and the lower portion as snake; or as having a ram's head with serpent body.

Amma pode ser uma evolução de Amom(-Ra) ou uma confusão da mitologia matriarcal de Ama com Anu. Nommo poderia ser uma corruptela dum dos heterónimos de Enki, Nudimmud, quiçá na forma minóica *Atum-Nu.

1.                                      Atum < At-Umino > Nomiu > Nommo.

(A)nu-dim-mud > Nau(d)immu(d) > Momimo > Nommo.

Dím = formar, criar, construir. Mud = sangue; criar, gerar, antepassado.

No entanto, o mais provável é que Nommo seja um nome frase feito a partir de Anu do mesmo tipo do nome Nu-dim-mud, no sentido do Sr. que cria a partir do sangue (única forma de superar a redundância da semântica criativa), o que possivelmente justifica a mitologia arcaica dos sacrifícios cruentos!

 

Ver: ATUM (***) & O VATICANO, A MITRA E OS BISPOS (***)

 

DAGON & TAGES

En la mitología griega los telquines (en idioma griego Τελχινες, ‘difamador’) eran nueve hermanos, mitad marinos, mitad terrestres, con cabeza de perro, la parte inferior del cuerpo en forma de cola de pez o de serpiente y los dedos de las manos palmeados. Eran conocidos como niños-peces hijos de Ponto y de Talasa, y fueron, junto con sus hermanos, los primeros habitantes de la isla de Rodas, que entonces se llamaba Τελχινίς Telquinis en su honor.

Tel-Kin-es => Telephino > Delfim.

«Tacão» < *Taka-on < *Taka-lon > *Tahalon > Esp. talone.

«Calcar» < Lat. calcare > Lat. calcan-eu < Tal-Kan ó *Taka-lon

ó Aztec. Talocan > Tlaloc-an.

(…) This is certain, but the rule of three does not always have to function. In the ancient city of E-kal-te (modern Tell Munbāqa) located in the Middle Euphrates region, a few kilometers north of E-mar, a small number of documents of the middle age have been found in which, in the onomasticon, the best documented deity is Dagan (also with the spelling dKur, as in neighbouring E-mar). In spite of that, the local deity of the city is Bahlaka (dàba-ah-la-kâ). This is a good example to refute ARCHI's arguments, Dagan is the principal deity of the Middle Euphrates region, but does not have to be the head of the various 'local pantheons' of the cities of the region. Dagan could be the 'Lord of Ganana' but there is nothing to substantiate this.-- THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

In Palestine itself there is clear evidence of the presence of Dagon before the coming of the Philistines. A certain Dagan-takala contributed two letters to the Tell el-Amarna correspondence. - [13]

*Telkino / Telepino seria assim o nome do altíssimo Enki da ilha de Rodes e quase que seguramente uma variante do gigante Talos de Creta onde aí poderia ter sido também *Taka-lon.

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Tarchies < Tariches < Taurish-ish < Kaurishos ó

                > Ta®ches > Tages.

Sendo o deus *Telkino / Telepino / Dagon um peixe não teria pés e precisaria de um *Taka-lon / *Tahalon, ou seja, um pedestal calcanhar para se segurar! O nome Dagon-Takala seria então uma redundância. Em Creta a variante delfínea de *Takaluna poderia ter derivado na variante Bah-Laka da cidade de Emar…e na variante lacunar Ta-Laka de que derivou o nome do mar grego, Ta-Lassa. Now strange though it may seem, there is a possibility that the Philistines brought with them from their western home a god whose name was similar to Dagon.

 

Ver: TALASSA (***) & POTOS (***)

 

Análises de furos no vale (do Erotas) indicam que no Plioceno foi um lago. De acordo com os autores antigos, era pantanoso em tempos clássicos, mas a terra exposta cultivável era muito fértil. Então, como agora, era principalmente usado para árvores de fruto, especialmente azeitona. [[14]]

The Ethnic names are Eth. Λάκων, Λακεδαιμόνιος, Lat. Laco or Eth. Lacon--nis, Eth. Lacedaemonius; fem. Eth. Λάκαινα, Λακωνίς, Eth. Laconis. Adj. Λακωνικός. These names are applied to the whole free population of Laconia, both to the Spartan citizens and to the Perioeci, spoken of below (for authorities, see Clinton, F. H. vol. ii. pp. 405, 406). They are usually derived from a mythical hero, Lacon or Lacedaemon; but some modern writers think that the root LAC is connected with λάκος, λάκκος, lacus, lacuna, and was given originally to the central district from its being deeply sunk between mountains. (Curtius, Peloponnesos, vol. ii. p. 309.) -- [15]

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Figura 4: Tages Boy, Oracle, Voice of the Gods. Appeared from ploughed field and 2 snakes for legs.

We have not found any trace of him in or around Crete: the decipherment of the Minoan tablets may possibly tell us something about this in the future. But the Etruscans, kinsmen of the Philistines, had a myth of a certain Tages, who appeared suddenly from the earth in the guise of a boy, and who, as they related, was their instructor in the arts of soothsaying. This took place 'when an Etruscan named Tarchon was ploughing near Tarquinii'—names which immediately recall the Tarkhu, Tarkon-demos, and similar names of Asia Minor. Festus (sub voce) describes Tages as a 'genii filius, nepos Iouis'.

As the Etruscans rejected the letter D Tages is closely comparable to a name beginning with Dag-; and indeed the -es termination is probably not part of the Etruscan name, but a nominative termination added by the foreign writers who have reported the story. If the Philistines brought such a deity with them in their Syrian home, they might well have identified him with the god Dagon, whom they found there before them. -- The Philistines, by R.A.S. Macalister, [1913], at sacred-texts.com.

Uma antiga região da Grécia que teria sido parte importante da civilização minóica que os dóricos vieram reclamar, por razões que se suspeita decorrerem de relações dinásticas com os Hititas da Anatólia, foi a Lacónia que deve seguramente o nome à variante lacunar de Dagon.

No vale da Lacónia corria o deus rio Erotas que se supunha nascer no monte Tagetos que afinal seria Tage, uma variante fonética de Dagon.

Mount Taÿgetus (Ταΰγετον, the common forms; Τα̈́γετος, Lucian, Icarom. 19; τὰ Ταΰγετα, Polyaen. 7.49; Taÿgeta, Verg. G. 2.487: the first half of this word is said by Hesychius to signify great). This mountain is the loftiest in Peloponnesus, and extends in an almost unbroken line for the space of 70 miles from Leondari in Arcadia to C. Matapan.

(…) Its principal summit was called Taletum (Ταλετόν) in antiquity: it was sacred to the Sun, and horses and other victims were here sacrificed to this god. (Paus. 3.20.4.) It is now called S. Elias, to whose chapel on the summit an annual pilgrimage is made in the middle of the summer. Its height has been ascertained by the French Commission to be 2409 metres, or 7902 English feet. -- [16]

A esperteza saloia com que os cristãos ortodoxos transformaram o culto solar de Hélios no de S. Elias é espantosa na sua ingenuidade e ignorância beata.

E é então que importa referir o nome do maior rio português e o segundo maior ibérico, o Tejo.

"A Tago de antiga estirpe, de grande beleza

E famoso por corajosos feitos, pregou-o ele em alto poste,

E, esquecido dos deuses e dos homens, em triunfo passeou

Pelos povos contristados o corpo de seu rei em exéquias

A Tago que recebera o nome de aurífera fonte.

Ululando o choram pelas margens e cavernas as ninfas ibéricas".

------------- Sílio Itálico.

Obviamente que esta etimologia recente não faz sentido tanto mais que os romanos a teriam deixado cair se assim fora.

Tagus era nome arcaico do rio que banha Lisboa e possivelmente já seria originalmente Te-Gu, literalmente o deus Gu que faz parte do nome te muitos rios e cursos de água ibéricos e…transatlânticos ameríndios. Gu era também o touro bravo sumério do gado de Gerião e por isso não seria semanticamente muito diverso do rio Douro que seria o touro do céu do “deus menino” dos campinos do Ribatejo que veio a ser Dionísio que deu também nome ao Dão e a todos os cursos de água em Dan- ou Don-. Pois bem, o mesmo deus menino com pés serpentinos como os rios era o Tage etrusco.

Pois bem, *Te-Gu-Anu, literalmente o “deus touro do céu”, seria nem mais nem menos do que Dagon. E muito possível que a variante sem o determinante divino Te- fosse Enki, Jano, e por isso terá dado em Portugal origem aos topónimos comuns S. Geão e S. João.

Taletum ó Ταλετόν < Tale-Tan, lit. Talos / Telus, a cobra (do céu)!

< *Tala-Kan < Tara-Kan < Kur-Ki-Na.

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Figura 5: Ancient Coins. Greek. Calabria, Tarentum (c.272-235 BC), Silver Stater, naked boy rider right, crowning horse, ΛEΩN below , rev Taras astride dolphin left, holding trident and bunch of grapes, AV monogram to right, lion passant left below dolphin,...

Embora seja na iconografia arcaica que mais se encontram deuses tifónicos, serpentinos e draconianos como se suspeita ter sido Dagon, em Creta não encontramos este deus peixe porque seria muito simplesmente o símbolo nacional de Creta minóica, o Golfinho.

Gr. kólpos > Lat. colpu (=seio) «golfo» ó «Golfinho» < *Guel-phinus

Ζευς Βελχανος / Ζευς Γελχανος > Gelchanos > G(u)-El-Phian.

< Lat. delphinu < Gr. delphís, m. s ó Delphian / Hit. Telebinus.

  Te / Le-Phino > The-le-phin > Delfim.

Tho / Li-Cheno

Apa / Li-Wanas => Apolo.

  Be / Li-Kano ó Phelikan.

  Te / L(e)-Quines

Na mitologia grega os telquines eram demônios marinhos, filhos de Pontos com Tálassa.

Em algumas versões do mito de Poseidon, foram eles os criadores do Tridente do Deus do Mar, e não os Ciclopes. Mas quando começaram a utilizar magia negra, foram lançados ao Tártaro por Zeus. 

Em outros Mitos, há relatos de que eram imunes a magia mesmo de Hecate. Hália, irmã dos telquines, foi amada por Poseidon, com quem teve seis filhos homens e uma filha, Rode, que deu nome à ilha de Rodes.

Todas estas entidades parecem ser formas compósitas do nome do deus solar *Tala-Kan = Talo + Kino, o deus da montanha primordial que daria *Tarwino > Taurino. Dito de outro modo, Dagon seria um Touro em terra e Golfinho no mar. A variante compósita terá dado origem ao hipocampo alado que os fenícios adoravam com o sinal de Marnas.

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Figura 6: Moedas Fenícias com o Dragão dos mares, o Hipocampo.

*Tala-Kan > Taliskino < Ishkurkino => Iskur

                   > Te-liwino > Deus Regino ó Dragon.

De *Tala-Kan que teria derivado a semântica de «lago e laguna» …e dos deuses ameríndios Tla-loc e Chac.

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Figura 7: Moeda calabresa de Tarento onde a relação do hipocampo com um domador de golfinhos é bem explícita.

 



[1] Etymology: In Ugaritic, the root dgn also means grain: in Hebrew dāgān, Samaritan dīgan, is an archaic word for grain.

The Phoenician author Sanchuniathon also says Dagon means siton, that being the Greek word for grain. Sanchuniathon further explains: "And Dagon, after he discovered grain and the plough, was called Zeus Arotrios." The word arotrios means "ploughman", "pertaining to agriculture" (confer ἄροτρον "plow").

It is perhaps related to the Middle Hebrew and Jewish Aramaic word dgnʾ 'be cut open' or to Arabic dagn (دجن) 'rain-(cloud)'.

[2] THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

[3] But Ouranus, succeeding to the kingdom of his father, contracted a marriage with his sister Ge, and had by her four sons, Ilus who is called Cronus, and Betylus, and Dagon, which signifies Siton (Bread-corn,) and Atlas.(…)

And Cronus having thus overcome Ouranus in battle, drove him from his kingdom, and succeeded him in the imperial power. In the battle was taken a well-beloved concubine of Ouranus who was pregnant; and Cronus bestowed her in marriage upon Dagon, and, whilst she was with him, she was delivered of the child which she had conceived by Ouranus, and called his name Demarous. (…)

And Dagon, after he had found out bread-corn, and the plough, was called Zeus Arotrius. – The theology of the phœnicians: from Sanchoniathon.

[4] Ashnan: Godess of cereal grain, like Ceres. A daughter of Enlil. She was assigned to the fertile land of Sumer by Enki. She is the most powerful deity, supporting the people, and is often paired with Shakkan.

[5] THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

[6] In the eleventh century, Jewish bible commentator Rashi writes of a Biblical tradition that the name Dāgôn is related to Hebrew dāg/dâg 'fish' and that Dagon was imagined in the shape of a fish(…). In the thirteenth century David Kimhi interpreted the odd sentence in 1 Samuel 5.2–7 that "only Dagon was left to him" to mean "only the form of a fish was left", adding: "It is said that Dagon, from his navel down, had the form of a fish (whence his name, Dagon), and from his navel up, the form of a man, as it is said, his two hands were cut off."

[7] The fish form may be considered as a phallic symbol as seen in the story of the Egyptian grain god Osiris, whose penis was eaten by (conflated with) fish in the Nile after he was attacked by the Typhonic beast Set. Likewise, in the tale depicting the origin of the constellation Capricornus, the Greek god of nature Pan became a fish from the waist down when he jumped into the same river after being attacked by Typhon.

Various 19th century scholars, such as Julius Wellhausen and William Robertson Smith, believed the tradition to have been validated from the occasional occurrence of a merman motif found in Assyrian and Phoenician art, including coins from Ashdod and Arvad.

[8] In the early stages of Sumerian culture, the gods and goddesses who formed groups were indistinguishable from demons. They were vaguely defined, and had changing shapes. When attempts were made to depict them they were represented in many varying forms. Some were winged bulls or lions with human heads; others had even more remarkable composite forms. The "dragon of Babylon", for instance, which was portrayed on walls of temples, had a serpent's head, a body covered with scales, the fore legs of a lion, hind legs of an eagle, and a long wriggling serpentine tail. Ea had several monster forms. The following description of one of these is repulsive enough:--

The head is the head of a serpent,
From his nostrils mucus trickles,
His mouth is beslavered with water;
The ears are like those of a basilisk,
His horns are twisted into three curls,
He wears a veil in his head band,
The body is a suh-fish full of stars,
The base of his feet are claws,
The sole of his foot has no heel,
His name is Sassu-wunnu,
A sea monster, a form of Ea.
                             R. C. Thompson's Translation.

Myths of Babylonia and Assyria, by Donald A. MacKenzie, [1915], at sacred-texts.com

[9] THE GOD DAGAN IN BRONZE AGE SYRIA, BY LLUÍS FELIU.

[10] De que a expressão em gíria, do «camando»!, será a corruptela intencional ou em crioulo?

[11] Dagon Rising, 3. Dagon: The Material Basis, by STARRY WISDOM.

[12] Ilação típica de investigadores confusos que vêm filmes de ficção científica a esmo!

[13] The Philistines, by R.A.S. Macalister.

[14] Analysis of bore holes in the valley indicate that in the Pliocene it was a lake. In classical times, according to the ancient authors, it was swampy, but the cultivatable land exposed was very fertile. Then, as now, it was used mainly for fruit trees, especially olive.

[15] Dictionary of Greek and Roman Geography, illustrated by numerous engravings on wood. William Smith, LLD. London.

[16] Dictionary of Greek and Roman Geography, illustrated by numerous engravings on wood. William Smith, LLD. London.

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