segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ESFINGE, ou a deusa mãe leonina, por artur felisberto

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Figura 1: Uma das mais belas representações da misteriosa esfinge grega, Édipo e a Esfinge.

The derivation of the name "sphinx" is unknown (it is not Greek, or Indo-European at all, although it first appears in Greek in the 5th century BC), and we don't know what the Egyptians called him. [1]

Engl. Sphinx = early 15c., "monster of Gk. mythology," from L. Sphinx, from Gk. Sphinx, lit. "the strangler, "a back-formation from sphingein "to squeeze, bind".

Obviamente que estamos a falar da esfinge legada pelos clássicos uma vez que, também em português a semântica esfíngica desta ave mítica está envolta no mistério da sua origem cuja etimologia nos reporte literalmente para o grego!

«Esfinge» < Lat. Sphinx, ngis < Gr. Σφίγξ

= Sphinx, ngos > Boeot. phix < Monte Phikion na Boeócia.

 

ÉDIPO E A ESFINGE.

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Figura 2: Primeira versão de Édipo e a Esfinge de Ingres, Louvre.

Figura 3: Oedipus and the Sphinx, Ingres circa 1826-1828, National Gallery.

Conta-se nas tragédia de Sófocles que uma esfinge devastava o país de Tebas, propondo enigmas aos mortais devorando os que não sabiam resolvê-los. A Édipo, filho de Jocasta, perguntou:

— Que ser tem quatro pés, dois pés ou três pés, e quantos mais têm mais fraco é?

Édipo respondeu que era o homem, porque quando criança se arrasta em quatro pés, quando maior anda em dois e na velhice se apoia num bastão. A Esfinge ficou tão humilhada ao ver resolvido o enigma, que se atirou do alto do rochedo e morreu. Este episódio da lenda de Édipo corresponde a uma óbvia variante do sonho de Tutmés adaptada ao contexto da cultura grega o que só reforça a ideia de que a mitologia, tanto quanto a ideologia de que a religião e a mitologia são formas particulares, são formas retóricas de interpretar os enigmas da existência pois só seres que perderam os instintos vitais com a erupção do pensamento necessitam de alimento espiritual como de pão para a boca!

Porém, no caso de Édipo o enigma reporta-se às 3 fases da vida humana e não às 3 fase do ciclo solar diário o que realça a diferença essencial da cultura antropocêntrica clássica em face da antiga cultura teocrática dos semitas.

Σφίγξ, , gen. Σφιγγός, Boeot. φίξ , Φικός: = Sphinx, Prob. form σφίγγω, the throttler.

O monte Fiquião na Beócia era considerado local de origem da esfinge e também dos monstros Tifão e Equidna.

Homer refers briefly to the Oedipus story - he killed his father and married his mother, but carried on ruling in his beloved Thebes, suffering pangs of remorse. His mother/wife, Epicaste, was the one who paid with her life. But there's no mention of any sphinx. The first we hear about her is in Hesiod. He says nothing about what she looks like herself, although she is the daughter of a monster, either the Echidna or the Chimaera depending on how you interpret the Greek. Her father was the dog Orthos, and she was the Nemean Lion's sister - presumably she had something of the lion or dog about her, then. I prefer Chimaera, otherwise her mother conceived her by her son, which sounds unlikely as well as rude.

Her name is Phix, which is, according to the scholiast, in Hesiod's local Boeotian dialect: elsewhere it would be Sphix. Not Sphinx, which seems to come from a later Greek attempt to connect her with the Greek verb sphingo, I bind, constrict or throttle (as in sphincter). "The Strangler" sounded a plausible name for a monster - although she seems to have favoured eating her victims raw (according to Aeschylus) All Hesiod tells us about her myth is that she was "trouble to the Cadmeans" (ie Thebes).

So far, then, we have a name, but no real reason to connect the name of this monster with what we later think of as a sphinx, and no mention of Oedipus. But the story is connected to Hesiod's native Boeotia, and "Phix" was trouble!

There are references to a war between the Thebans and the Minyans of Orchomenos which started on Mt. Phikion. It would not be too hard to imagine a tradition developing after a battle on Sphinx Mountain that a sphinx had somehow been defeated.

Corinna, the local poetess, believed Oedipus was a sort of poor man's Heracles or Theseus, killing local monsters - besides the sphinx, he also accounted for the Teumesian Fox. Thus he seems to have been an all-purpose hero in Boeotia, rather than a visitor who just happened to come and solve some riddle. Early vase paintings show him doing the deed with a sword or spear - there was no riddle, no suicide. So the sphinx, as local monster, could well have come about from the fancied resemblance of the mountain between Thebes and her old enemy Orchomenos to a sphinx. And Oedipus killed her. -- Oedipus & the Sphinx, The Riddle of the Sphinx, by Andrew Wilson.

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Figura 4: Marduque jupiteriano combatendo o saturnino Kingu.

Kingu era um deus na mitologia Babilônica a quem Tiamat pretendia colocar como governante dos deuses.

Quando Enki (Ea) aprisionou Apsu esposo de Tiamat, num eterno sono e roubo a glória de Mummu, Tiamat gerou Kingu e o tornou seu esposo com a intenção de torná-lo rei.

Tiamat deu a Kingu três Tábuas do Destino, as quais ele colocou na sua armadura, que lhe garantiu imenso poder e posteriormente colocou-o no comando do exército de monstros de Tiamat. Porém foi vencido e morto por Nibiru e seu sangue foi utilizado para criar a humanidade.

O mito grego da esfinge comprova a suspeita de que as palavras evoluem por justaposições sucessivas de conotações semânticas por ressonância fonéticas de acordo com regras retórica de livre associação de analogias e conveniências míticas.

A origem monstruosa da Esfinge, filha de Ortos e de Equídna ou da Quimera faz reportar este mito para os tempos arcaicos da titanotomaquia que na zona da cultura egeia era reportada para a época lendária de Minos mas que na Caldeia começa com o mito dos monstros criados por Tiamat na batalha contra dos deuses liderada pelo seu monstro e general Kingú. O deus Ortos dos orquimenos seria então Kingu e por isso um filho da Esfinge se é que não era Kingú que era filho desta. Seja como for há que dar conta que Kingú era morfologicamente uma esfinge masculina contrariamente às esfinges gregas que eram sempre femininas, razão que levou Heródoto a espantar-se com o facto de as esfinges egípcias serem sempre masculinas e por isso esmo chamou de andro-esfinges.

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Figura 5: Selo caldeu onde possivelmente Marduque enfrenta as esfinges de Tiamat.

Ish + Kingú = ishkingu > ishphingu???

Obviamente também que a esfinge, tanto enquanto monstro de Tiamat quanto a *Fige beócica relacionada com uma lendária batalha no monte Phikion entre os tebanos e os orquimenos e onde o poder esfígico e matriarcal dos minóicos foi derrotado. A esfinge era assim a Deusa mãe leonina símbolo do poder aterrador do matriarcado cretense.

 

Ver ACTEON (***)

 


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Figura 6: Uma versão do jovem Édipo e a Esfinge.

A fabulous monster near Thebes that used to propose riddles to travellers, and tear in pieces those who could not solve them; usually represented with the head of a woman and the body of a lion, afterwards also with the wings of a bird; or, also, with the head of a man and the body of a lion. (...) Augustus had the figure of a sphinx upon his seal, as a symbol of silence. -- Lewis & Short Latin Dictionary

< *Phi-ki-an < Ki-kian < *Atkina

< *Kiki-ian > *Ishkian, lit. “(ave mítica de rapina) filha do monte.

Será possível confirmar com algum indício semântico mais sério esta virtualidade aparentemente tão rebuscada?

When he refuses, she promises to deliver vengence upon him should he ever transgress. Presumably he fails to offer his best kills to the gods. Later he followes a disguised Anat to Qart-Abilim but presumably thwarts her new scheme to aquire his bow and lives there for a time, possibly under the favor of Yarikh. He is left on a mountain and while sitting for a meal is attacked by Anat's attendent Yatpan in the form of an eagle, along with other birds of prey, and is slain. [2]

A verdade é que vai ser nas terras da fenícia que vamos encontrar o mito de Aqhat, herói que foi estrangulado por uma águia ao serviço da leonina Anat e cujo nome era Yatpan em que se descobre inesperadamente ressonâncias com o nome da «esfinge»!

Yatpan < Jatipan < *Chu-at-Phan < Ish-Phan-at

<= *Kiki-Kian-Kiki >

*Ishkianish > Ishpianish > Gr. Sphinx. >

Kaphian-ish, lit. “filha duma *Saphian, a cobra da sabedoria”?

Em boa verdade a esfinge era apenas uma de entre várias divindades relacionadas com o culto solar, mais precisamente com os ritos da aurora e com o conceito dos “deuses de transporte” do sol durante a noite e, por analogia mimética, das almas dos mortos!

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Figura 7: Desenho de esfinge caprina da avenida do templo de Karnak!

Supõe-se que representava a autoridade do rei e custodiava os sepulcros e templos. Outras, nas avenidas de Karnak, têm cabeça de carneiro, o animal sagrado de Amon.

It may well be the case that word "sphinx" — which has no certain etym in Egyptian — indeed derives from the proto-Dravida ech-pinx, meaning "the ghost (i.e., the double or ka) of the dead" or, yet, "the guardian of the dead". [3]

Ora bem, porque razão haveria o nome da esfinge derivar do proto drávida e não duma qualquer proto-linguagem de que, tanto esta como outras línguas arcaicas teriam derivado? Se as mais famosas esfinges são do antigo Egipto, de que a de Gizé é praticamente o símbolo nacional do Egipto moderno, então natural seria estudar a etimologia do seu nome a partir desta mesma grande cultura que até tem a egiptologia como uma ciência própria e prestigiada?! De resto, o autor em referência chega mesmo a falar no ka, que é, como se sabe, um conceito típico da mitologia do antigo Egipto! O facto de o nome ocidental da esfinge não parecer ter equivalente na língua do antigo Egipto nada prova!

O espantoso seria verificar que o conceito da esfinge tenha chegado à índia, se não se soubesse que se trata de uma crença comum da cultura neolítica que foi, seguramente, cultivado pela civilização de Harapa!

Este conceito mítico de “imagem viva” deve ter sido tão importante para a idolatria como para os cristãos o “vero ícone” da Verónica ou a “vera efígie” de todos os locais de aparições, uma espécie de marca cultural da autenticidade do divino envolvido numa crença!

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Figura 8: Uma das muitas esfinges do Egipto seguramente a «vera imagem» do faraó reinante, neste caso Ramsés!

Esta tradição seria tão arreigada que não terá sido por mero acaso que a tradição da Verónica (< Vero Icon) chegou à Via Sacra como anseio de profundo respeito pela autenticidade do rosto de Deus que permaneceu no imaginário cristão como Santo Sudário!

Ora, é inevitável propor que:

Effigies < effingo < Ex-fingere < *Ish-phinga > Sphinga

> Lat. fingere > «fingir» = simular ó simulacro = Imago.

En una de mis conferencias, hablé de la ficción y la ponía en relación con la fe. Coloquialmente ficción quiere decir fantasía, falta de fundamento, mentira. En un mundo tecnificado como el nuestro, fácilmente las palabras han perdido sus raíces. Ficcón viene de un verbo latino que es fingo y que se podría traducir como pintar. En este sentido emplea Hegel la palabra ficción. El que pinta un cuadro re-construye o re-crea una realidad creíble, como quien cree en algo re-construye o crea para sí algo creíble. Creer en el amor, en la justicia, en la ética, en Dios, es finalmente una construcción personal o un convencimiento que no podemos tocar pero por cuyo convencimiento los creyentes son capaces de dar la vida. Nosotros, este convencimiento sólo lo podemos representar simbólicamente, como si para el hombre lo definitivo siempre estuviera en otro lado. Es como si "el hombre pudiera administrar de forma finita lo Infinito" decía Hegel. Nietzsche cambió la dirección del origen del lenguaje. Éste, no proviene dictado desde las cosas sino desde la creación ficcional del hombre: el lenguaje es una creación artística. El mundo de la teoría literaria tiene muy estudiado y trabajado el tema de la ficción que en el mundo de la filosofía es tratado de vergonzante: ningún diccionario de la filosofía lo contempla. Pensadores de la altura de G. Vico en el siglo XVIII y Nietzsche al final del XIX lo trabajan. Pero, parece que después, la filosofía quiere medirse siempre con alguna realidad científica o matemática. Y de ahí han venido muchos equívocos.

Na verdade, resulta óbvio do semantema da esfinge, que representa o misterioso papel daquilo que não é visível, um medo relativo ao que não existe mais neste mundo, dum sentido que afinal já se esqueceu!

E é então que a relação entre a esfinge o nome dos ícones aprece por intermédio do nome egípcio da esfinge shesep ankh, o “ícone com vida”, e a esfinge.

Ícone < εἰκών < eu-kon < Eu-| Xon, verdadeira «xoana» < Ishan(on)

> Kikion > monte Phikion, que teria virtualmente a forma da silhueta de uma deusa leonina.

Com esta mitologia icónica de arcaicos deuses anicónicos esteve seguramente relacionado o estranho deus latino Agonio.

Sabemos, pela tradição e por numerosas referências literárias, que as primeiras estátuas de culto dos santuários eram estátuas em madeira de vestir, as xoana, esculpidas a partir de troncos de árvores e geralmente de aspecto anicónico. Os detalhes eram, certamente, bastante primitivos: traços esquemáticos, sumários e pintados; corpo recoberto de vestes e enfeites rituais. Seria posteriormente pintada com cores ocres ou «sépia».

El color sepia es un color marrón-gris, que coge el nombre del rico pigmento marrón derivado del saco de tinta de la sepia común, molusco marino.

Los sepíidos (Sepiida) son un orden de moluscos cefalópodos conocidos con el nombre de sepias, jibias o chocos.

Sepi-ida < Jibidas < Kikikas

              => Ish-Keph > Shesep.

«Imagem» < Lat. Imago < Hima-ku < *Kima-ku.

«Simulacro» < | Kimur < *Kimer > Quimera| - acro

«Figura» < Phi-Kura < Ki-Kura.

Nomes como «simulacro», «imagem» e «figura» teriam a mesma origem semântica.

Esfinge (del griego Σφίγξ) es el nombre helenizado de un ser fabuloso que se suele representar, generalmente, como un león recostado con cabeza humana. Las esfinges fueron ideadas por los antiguos egipcios y formaban parte de su compleja mitología; también tuvieron relevancia cultural en la mitología de los antiguos griegos.

Los antiguos egipcios la denominaron Sheps-anj, que significa «imagen viviente» o «estatua viviente»; después derivó a sefanjes (sephankhes) y posteriormente a esfinge.

A Sphinx is a being with the head of a human and the body of a lion. In ancient Egypt, the head might assume the face of the reigning pharaoh who, along with the Sphinx, was the earthly representation of the sky-god, Horus. In addition, the lion symbolizes kingship and courage.

The name of the Sphinx is usually derived from the Greek sphingein, meaning "to strangle". But this may be indeed a corruption of the Greek shesep ankh ("the living image"). This is an epithet often applied to the sphinxes in Egypt. Hence, we see that sphinxes were believed to be the guardians of the dead, just as the Great Sphinx was the guardian of the Great Pyramid, the tomb of Osiris. As her Egyptian name suggests, the Sphinx was the ka (or "double") of Osiris guarding his own tomb against intruders. But a widely accepted theory is that he was called shesep-ankh, which means "living image". [4]

Effigies [< effingo], an (artistic) copy, imitation of an object -- for syn. cf.: imago, pictura, simulacrum, signum, statua, tabula. Gr. homorruthmos, prokothêlumanês, eidôlomorphos, morphoeidês, pardalôtos).

Pois bem, pode parecer uma miragem mas é um facto que o nome egípcio Shesepankh proposto para a «esfinge» com o significando “de imagem viva ou verdadeira efígie” vem precisamente ao encontro da linha etimológica em análise pois que:

Shesep-ankh < eseph-ankh > sephanj > Sphenix > sphinx

                                                                 Sphenix < Ish-Phoen-ish <

*Kiki-Kian-Kiki

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Figura 9: O disco solar transportado por Cafre entre Néf(er)tis e Isis!

Tal nome sugere uma figura de retórica em que Phian/Pan se encontra entre duas Kiki, deusas do fogo, o que está de acordo com o conceito de Hórus entre duas terras ou dois horizontes! Isis era seguramente uma Kiki (> «SiSi» > Isis)! pode ter sido Nefertis (< *An-kur-Kiki), precisamente por estar relacionada com o transporte solar, sendo então uma das Kikis entre as quais deambulava o sol diurno facto que esta imagem comprova!

A diferença é que, sendo Néftis esposa de Saturno, um deus ocidental, Néftis era seguramente a deusa das terras do Poente.

 

Ver NEFER (***) e AURORA (***)

 

From Egypt, the idea of the Sphinx spread to Syria, Phoenicia, and Greece where the sphinx assumed the head and bust of a woman, and added an eagle's wings and a long serpent's tail. In Greek legend, it was the Sphinx who put forth a riddle to all passersby and devoured those who failed to guess the correct answer. Oedipus solved the riddle and so caused the Sphinx's death. In later Greek literature, the Sphinx became a wise and mysterious woman. [5]

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Figura 10: Esfinges sírias de marfim em estilo egípcio de guarda à árvore da vida.

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Figura 11: Prato grego com uma esfinge sempre feminina em postura egípcia!

Este tipo de Esfinges era aplicado nos quatro cantos dos templos como sagradas guardiãs da tranquilidade dos deuses. A esfinge dos monumentos egípcios (chamada “andro-esfinge” por Heródoto, para a distinguir da grega) é um leão estirado por terra e com cabeça de homem.

Claro que era o verbo Sphingo [= «(es) fincar», «espancar» => «esfíncter»] que derivava do nome da Esfinge porque esta tinha a fama de “estranguladora” (e também o proveito, com alguma ajuda devota) de quem desafiasse os seus enigmas precisamente por se tratar de uma quimera mitológico destinada a guardar e defender as portas do Céu e os “locais secretos do leão” ou seja, criado como arma psicológica actuando particularmente pelo temor místico para dissuadir, aliás sem grande eficácia, os ladrões de túmulos! No entanto, mais uma vez, parece que é o verbo grego Sphingo que deriva da mitologia da esfinge e não o contrário.

Também a «asfixia» < Gr. asphyxía, com todo o seus cortejo de sintomas relativos ao resultado da acção esfíngica tais como: «falta de pulso, s. f. suspensão ou supressão da actividade respiratória e da circulação do sangue;• sufocação» não terá derivado dum arcaico *ash-phynx > Sphinx?

De qualquer modo as suas garras de leão ficariam famosas pelo seu potencial «asfíxico» ao ponto de terem sido quiçá a origem do nome que os ingleses foram buscar para dedos, quem sabe se por herança de uma qualquer tribo de estranguladores.

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Figura 14 e figura 15: A Esfinge grega era sempre feminina e alada.[6]

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A propósito do terror asfíxico que esta quimera provocaria não deixa de ser interessante que seja "Abu el-Hol, "the Father of Terror" o nome moderno em árabe da «Grande Esfinge de Gizé», "who gazes enigmatically across the Nile towards the rising sun with its back towards the three great pyramids![7]"

Ora, chamar à envelhecida mascote dos modernos Egípcios o “pai do terror” soaria um pouco a falsete se não correspondesse a uma desajeitada actualização, no contexto da cultura Árabe, duma semântica local decorrente da antiga que o nome ainda conservaria da tradição faraónica e que seria mais ou menos idêntica à que foi recebida pelos gregos!

Ora, e isso agora pode ser discutível por ser coincidência em demasia, Abu el-Hol tem ressonâncias com Apkallu, e por isso com o nome de Apolo. Pelo menos parece claro que este nome Árabe seria uma tradução livre e literal do antigo nome da Grande Esfinge o qual conteria seguramente o nome de Hórus. Se este tivesse sido originalmente Ra-Horakhty = Khty Ra-Hora > Aku La-Hola ? > Abu el-Hol!

Sendo assim, a origem do termo «esfinge» permanece tão enigmático quanto a figura do seu mito pelo que nada obstaria a aceitar a teoria de que este nome derivaria duma invocação ritual trivocálica do nome do deus Pan/Phian, filho anicónico da deusa mãe, em consequência duma tradição litúrgica ainda presente na missa católica, por exemplo durante o «Kirye e o Agnus Dei»!

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Figura 12 e figura 13: Várias esfinges decorativas em vasos gregos arcaicos. A esfinge grega mais do que uma forma aterradora de guardiã de templos e cemitérios era um motivo decorativo entre outros, como os grifos, as quimeras e as hárpias.

Então...Phianish => Phiani(sh!... Phianish!... Phianish!...)

=> *Shphianishphianish ??? > Sphinix > Esfinge ou seja, a cobra solar alada que mordia o som da própria cauda!

Claro que:

Fenix < Phoenix, lit. «a que brilha como a aurora» => phain-ic > phen-ic =>

«Fénico» (< Gr. phain < phaînein, brilhar), adj. diz-se de um ácido extraído do alcatrão da hulha, também conhecido por fenol e álcool fénico.

=> Fenc > Feng, e os paciente chineses, que tudo registavam como os laboriosos egípcios, lá saberão porque! =>

Feng, the Chinese phoenix and the personification of the primordial force of the heavens. Feng has the head and the comb of a pheasant and the tail of a peacock.

Phing + ish, lit. “o filho da aurora, Hórus”.

= Ish-Phinga > Esfinge!

Obviamente que entre outras coisa a esfinge era a Fénix e o pássaro Benu, ou seja a Luz da Aurora primordial e por isso um símbolo da deusa mãe do Parto!

 

Ver: FENIX (***) &

        O MISTÉRIO DA GRANDE ESFINGE DE GUIZÉ (***)

 

Obviamente que a esfinge era uma metáfora dos animais que se supunha guardarem as portas das aurora e a sua natureza compósita deve derivar do facto de este mito ter sido tão original quanto o começo do dia entre os seios da “dupla montanha da aurora” ao ponto de terem existido vários animais totémicos a tutelá-la. Na indefinição dos mitos contados e recontados numa miríade de tempos e lugares os animais que guardavam as portas do paraíso acabaram por ter a forma compósita dum sincretismo mítico primordial!

Paulo Urban fala de “strigae, demónios femininos que sob a forma de pássaro se alimentavam de recém-nascidos. Strega, bruxa em italiano, deriva-se daí, e em português temos igualmente o termo estrige; ambos oriundos da raiz latina strix, a significar coruja, pássaro noturno ou qualquer outra ave de rapina”. – ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA, INSTITUTO ECUMÊNICO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEOLOGIA REGINA BOSTULIM.

No caso particular das esfinges que guardavam os túmulos estas estariam relacionadas naturalmente com cultos solares de morte e ressurreição e também com cultos infernais. Enquanto animais de transporte das almas teriam muito cedo sido associadas a aves agoirentas como mochos, corvos e corujas. A relação da coruja com Atena e esta com a deusa mãe das cobras cretenses fecha o círculo da mitologia das esfinges enquanto animais estranguladores e instomentos de morte da deusa mãe, como as harpias gregas e as estriges latinas.

«Estriga» • (Lat. striga < stringere, apertar), s. f. porção de linho que se põe de cada vez na roca; • madeixa; • (Lat. striga < strige, m. s.), feiticeira; • bruxa. > «Estriga» • (Lat. strige), s. f. coruja; • feiticeira; • vampiro. ó «Estrígidas» < • s. m. pl. família de aves de rapina, nocturnas, que inclui os mochos e as corujas.

 

Ver: AVES AGOIRENTAS (***)

 

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Figura 16: Adade nos infernos com Ereshkigal. De cada lado das portas dos infernos dois deuses sacarídios em cima de duas esfinges aladas, guardiões das portas do céu.

Há esfinges barbadas e coroadas nos monumentos da Assíria e a imagem é comum nas gemas persas.

Plínio, no seu catálogo de animais etíopes, inclui as esfinges, das quais não especifica outras características para além do pêlo pardo-avermelhado e os peitos iguais. A esfinge era assim um elemento simbólico universal que correspondia na assíria aos touros alados, os lamachu, e outros génios alados de animais fantásticos com as funções arquitectónicas de proteger as portas dos palácios assírios simbolizando assim a autoridade real e continuando a tradição mítica das quimeras leoninas de guarda às montanhas da aurora às portas do paraíso da “árvore da vida”!

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Figura 17: Esfinges leoninas aladas da Pérsia de guarda à «árvore da vida».

Figura 18: Touros alados (lamachu) de guarda às portas dos palácios de Assurbanípal em Corsabade.

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Figura 19: Esfinge Persa.

Na Pérsia pareceria que estes animais seriam sobretudo leões alados e grifos que guardavam a “árvore do paraíso” nos reinos da aurora.

Mas isso foi o que restou das purgas monoteístas do mazdeismo e, em tudo o caso, em qualquer outra parte do universo cultural apenas sabemos aquilo que por mero e quase sempre feliz acaso os resto da história nos permitem vasculhar com a arqueologia...tanto mais que os mortuários de cada civilização passada varia muito em quantidade e qualidade assim como a resistência dos materiais que foram utilizados como suportes culturais!

 

ORIGEM DO NOME DO N.º 5

«Figa» •, s. f. pequeno objecto em forma de mão fechada, com o polegar entre o indicador e o dedo grande, e que se usa supersticiosamente, como esconjurador de malefícios, doenças, etc. (de «figo» < Lat. ficu, s. m. fruto da figueira) => «mano fico».

«Figa» < Ficu < *Kiku + An => Kikuna > *Un-Kiku > *Ki-Unk, lit. «as garras de Ki» > *Phi-Unka > Lat/Grec. fingo? => *Unkish > ungis > Lat. unguis > ugnia > «unha» (na etimologia oficial < Lat. ungula, diminutivo de unguis? ou antes:

Lat. Ungula < unkula < Sumer. *U-Antu-la, a que corta a gordura (com as unhas)??? > *Enki-ura, a filha de Enki, Inana / Ishtar > An Kurra => Galla, a rainah dos infernos => «garra» (??? < Gaul, garra ?, parte de perna???) > galra > «guelra» (pela forma de garras que parece ter ... ou pela relação asfixica que teria na morte dos peixes???!!!).

Lat. pangere = fincar.

Porém, é bem possível que inicialmente o termo utilizado antes de «mano fico» tenha sido mano *finco, lit. «mão fincada», «em garra fechada».

Tal como «dedo» (< Lat. digitu = Lat. dece + tu = dicetu, lit. «os dez filho de *Dice»?) tem a ver com os dez dedos de ambas as mãos também o nº. 5 terá a ver com os dedos duma mão. Então, sendo «cinco» os dedos de cada «figa» depressa se teria confundido mano *finco com o nº. 5 < • Lat. *cinque por quinque < *Ki-Unki (+ ka) > *Phi-Unka > Lat / Grec. fingo? A confirmação desta hipótese poderá ser feita por estudos linguísticos comparados foi de facto, Eng. finger (= «dedo») < Old English from Germanic[8]??? quiçá com um pouco da ajuda a partir do étimo do verbo Lat. Sphingo.

 

Ver: VÉNUS/MANES/MANO FICO (***)

 



[1] URL http://www.nmia.com/~sphinx/egyptian_sphinx.html

[2] THE ATLANTEAN SYMBOLISM OF THE EGYPTIAN TEMPLE (PART II), nota 7. Copyright © 1997 Arysio Nunes dos Santos.

[4] URL http://www.nmia.com/~sphinx/egyptian_sphinx.html

[5] THE SAGA OF THE SPHINX by JC.

[6] Restauro cibernético do autor.

[7] THE SAGA OF THE SPHINX by JC.

[8]"finger," Microsoft® Encarta® 99 Encyclopedia. The Concise® Oxford Dictionary, 9th Edition. (c) © Oxford University Press. All rights reserved.

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