segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

*LABURTU, A DEUSA MÃE LUNAR DA VIDA E DA MORTE, por arturjotaef

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Figura 1: Bha-dra-kali, circa 1675 Painting; Made in: India, Himachal Pradesh, Basohli, now placed in LACMA Museum(M.72.53.7).

Se na ilha minóica de Creta não sabemos se o nome da deusa do “machado duplo” era Brito-Martis ou Potnia Teron, *Kertu ou Hera, na índia sabemos que a sua equivalente era Bha-dra-Kali = Maha-Kali-Mata, que ficou registada por usar algo cortante entre a faca de obsidiana de Taveret e o “machado duplo” das deusas cretenses, a cimitarra de gume semilunar.

Bhadrakali é a forma terrível e feroz da mãe deusa Durga, também conhecido como o gentil Kali, é geralmente uma forma auspiciosa da deusa Kali.

Consorte de Vira-bhadra, que foi ele próprio nascido da ira de Rudra. De acordo com a Vayu Purana e o Mahabharata ela surgiu pela ira de Devi, quando Daksha insultou Shiva, durante o grande Ashvamedha Yagna (sacrifício do cavalo).

Bhadra-Kali (ou Maha-Kali-Mata) era principal divindade da Kakatiya reino hindu de Warangal (Oragallu ou Ekashilanagaram), que governou a maior parte de Andhra Pradesh durante esse tempo. Rituais e sacrifícios de animais (e humanos, segundo algumas opiniões) em grande escala eram realizados para invocar as bênçãos da Deusa Bhadrakali antes dos Kakatiyas partirem para a guerra.[1]

Figura 2: Bhadra-Kali. A forma da cimitarra em golfinho ainda apela mais para a mãe das cobras cretenses.

Bhadra-Kali era seguramente uma das formas arcaica das deusas mães caçadoras de animais e homens como Artemisa, sedentas de sacrifícios e a quem eram votados também sacrifícios humanos particularmente crianças seguramente em relação com a elevada fecundidade e mortalidade infantil primitiva.

Ó deusa negra, vossas promessas não são jamais vãs, vós cujo nome favorito é Koun-Khali (a devoradora de homens), vós que bebeis sem cessar o sangue dos demónios e dos mortais.

No hinduísmo, Bhadra é uma deusa da caça e um dos servos de Shiva[2].

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Bhadra-Kali seria literalmente apenas a variante artemisina da Deusa Mãe.

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Figura 3: Bhadrakali vestida como deudsa mãe das cobras, sobre o cadáver de Daksha

Figura 4: Bhadrakali adored by Two Bhairavas

De facto, na Grécia é Atemisa a deusa que partilha mais aspectos arcaicos com as gorgónias particularmente no templo de Corfu logo a seguir de Atenas que carrega na sua égide a cabeça de Medusa, a rainha das Gorgonias.

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Figura 5: A fúria sanguinária de Kali em cima do corpo de Shiva.

É óbvio que esta deusa hindu é a reminiscência fóssil das terríveis deusas mães arcaicas das cobras cretenses que eram recordadas pelos gregos olímpicos na forma de gorgónias e com as funções punitivas das Fúrias e Erínias. O “machado duplo” encontra semelhanças na cimitarra de dupla concavidade…ou no tridente.

Aqui ela é descrita como tendo nascido a partir da testa da deusa Durga durante uma de suas batalhas com as forças do mal. Como diz a lenda, na batalha, Kali estava tão envolvido na matança que ela se empolgou e começou a destruir tudo à sua volta. Para detê-la, o Senhor Shiva deitou-se debaixo de seus pés. Chocado com essa visão, Kali mostrou a língua em espanto, e pôs fim à sua fúria homicida.[3]

É duvidoso que a explicação teológica do aspecto furioso de Kali seja tão simples como os hindus modernos a apresentam. Porém, sejam estas quais forem a fúria de Kali seria apenas a expressão arcaica natural do lado mortal e maléfico das forças brutas e destruidoras da Natureza e da Deusa Mãe da vida e da morte que os azetecas retrataram ainda melhor na sua deusa mãe das cobras, Cuatlicoa ó Kali-Kuta > Calcutá.

Porém, Kali reporta-nos para a questão universal da Deusa Mãe da vida e da morte. Quase todas as civilizações referem a possibilidade da existência de aspectos negros e negativos da Deusa Mãe, afinal na mesma linha dos imprevisíveis ataques de fúria de qualquer mãe de prol numerosa e de magros recursos, como seria o caso frequente das sociedades primitivas. Esta faceta tântrica da deusa mãe não é outra senão a mesma de Kali a Deusa Mãe negra dos hindus.

É que a mitologia hindu revela a este respeito um paralelismo fantástico com a mitologia antiga, particularmente a grega.

Bhadra- | Kali ó Vira- - | bhadra => Kali ó Wira

=> Kali-Kyra < Kar-i-Kura < Kur-u-Kur-a < Kur-Kur

ó Kurukulla (Devi) ó hind. Kali.

 

Ver. KALI (***)

 

Possivelmente o termo genérico hindu Bhadra para caça teria algo a ver com o culto arcaico destas deusas das cobras mas é seguramente a referência de que Bhadra-Kali era consorte de Vira-bhadra, ambos nascidos da ira de Rudra (Shiva) que nos coloca na pista da entidade que procuramos para tutelar o labirinto. Sendo bhadra um genérico comum para caça cuja etimologia não nos interessa agora, ficamos com a suspeita de que Vira-bhadra seria Viracocha, ou seja uma das variantes do “deus menino” e que por isso o mito hindu já andaria como se suspeitou já muito mal contado porque Rudra seria nem mais nem menos o núcleo mítico que procuramos na complexa mitologia hindu para nos esclarecer as entidades que presidiam ao labirinto.

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Figura 6: O deus multifacetado das forças sombrias da natureza.

Rudra est la deuxième facette de Shiva, appelé parfois Shiva-Shankar, la face sombre de Shiva; Dieu des animaux, de la mort, des orages.

Dieu hurleur effrayant et dieu des tempêtes. Il représente le côté le plus  mystérieux du grand dieu, il n'intervient que dans certaines incarnations (avatars de Krishna) pour rappeler à Shiva qu'il n'y a pas de dualité en lui (puisque Shiva est une conscience pure) lorsque l'être aimé est perdu: on pourrait dire que Rudra est Shiva sans sa Shakti.

Na mitologia hindu, Rudra é o deus da tempestade e dos trovões, dos tremores de terra e da caça. Um dos loka (palavra em sânscrito que significa mundo, morada, lugar ou plano de existência) de Shiva.

Kali aparece por primera vez en el Rig Vedá, no como diosa, sino como una de las siete lenguas de Agni, el dios hindú del fuego. Sin embargo, la personalidad de Kali aparece en la diosa Ra-tri (la noche), que se considera el prototipo de Durga y de Kali.

En la literatura del período Sangam de los Tamil, aparece una diosa sanguinaria llamada Kot-tra-vai. Como Kali, es brutal e inspira miedo en la gente por sus crueles prácticas. Es probable que la fusión entre Ratri y la Kottravai indígena produzca a diosas temibles del hinduismo medieval, entre ellas Kali, que es la más prominente.

Rudra ó Ra-Tri < Ra-| Tyr < Kur > Wer > *Raver | > Labur.

        Laepus < Laebo < Raebu < Raweru < *Rebur

Claro que será arriscado suspeitar sem mais indícios que a deusa ibérica Laepus / Laebo seria uma arcaica antepassada da deusa cretense do “trabalho de parto” *Rebur que terá dado nome micénico ao labirinto.

ALLATU

Obviamente que os nomes das esposas do deus das tempestades seriam muitos e variados segundo as manifestações atmosféricas que se iam salientando. Pidraja, Aretsaja e Talaja, eram filhas de Baal, o deus fenício da tempestade, mencionada na Epopeia de Baal, e uma das "noivas perfeitas". Aretsaja poderia ter tido uma antecessora cretense de *Caretsija que bem poderia ter acabado como Cardeia, esposa do latino Jano. Aretsaja poderia ser a assíria Ardat-Lili.

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Andraste, também conhecida como Andrasta ou Andred, foi, de acordo Andate, mencionada mais tarde pela mesma fonte e descrita como "nome para a Vitória": i.e., a deusa Vitória. Thayer declara que ela pode estar relacionada à Andarta também. A deusa Vitória está relacionada à Nice, Belona, Magna Mater (Grande mãe), Cibele e Vacuna — deusas que frequentemente são retratadas sobre carruagens.

Figura 7: Nemesis

Némesis é frequentemente chamada Adras-teia possivelmente por ser aquela a que não se podia escapar por ser tão inexorável como as Parcas, as Moiras e as Keres e todas as filhas da Noite e da Necessidade e por isso também foi chamada Erínia, (a “implacável”) epíteto que era especialmente aplicado a Deméter e a Cibele.

Nemesis, Nin-Meshses, era a Senhora das tábuas da lei como Inana Ishtar e antes de todas teria sido Ki ou Dimme era então a mãe de Labartu / Ereshkigal.

«Andrade» < Andred < Andrasta < Andraste < An-thar-te > Andarta

                                                        < An Kar Ki-Ki > Anfitrite/ Afrodite.

Andarte < Adarte > Ardat => Ardat-Lili

Ora, é nesta pesquisa em que tropeçamos em Ardat-Lili que vamos encontrar a deusa assíria Labartu.

The Lilitu, the Akkadian Ardat-Lili and the Assyrian La-bar-tu like Lilith, were figures of disease and uncleanliness. Ardat is derived from "ardatu", a title of prostitutes and young unmarried women, meaning "maiden". One magical text tells of how Ardat Lili had come to "seize" a sick man.

Other texts mention Lamashtu as the hand of Inanna / Ishtar in place of Lilitu and Ardat lili.

Seria esta deusa também a que foi chamada por Allatu, “a deusa expressamente alada”?

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Figura 8: Allatu / Ardat-Lili / Labartu.

Allatu era a deusa babilónica da copulação e também a esposa de Nergal e, logo, uma variante do nome de Ereshkigal.

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Figura 9: Placa de uma deusa alada, possivelmente Allatu em pé sobre duas cabras ibex de Ras-Shamra / Ugarit.

Allatu (Allatum): deusa babilónica da copulação, esposa do rei dos infernos Nergal, é uma deusa submundo modelado após o Eresh-Ki-gal deusa mesopotâmica e também adorado pelos povos semitas ocidentais, incluindo os cartagineses. Pode também ser equiparada com a deusa cananeia Arsay.[4]

Porém, em Sumério..:

La = abundance, luxury, wealth; youthful freshness and beauty; bliss, happiness; wish, desire. = to penetrate, etc.»

...o que significa que Allatu poderia ser a deusa das penetrações castrejas e férteis! Ou poderia ser apenas *Lalatu / *Lulita / Lilite / Leilah.

Notar como de Allatu os persas mazdaístas chegaram Leilah por um processo subtil de beatificação da “beleza feminina” que passa de tentação diabólica monástica a uma forma de carinho casto antecessor do e puritanismo.

Leilah = "Beleza". Divindade zoroástrica que representa castidade e o carinho.[5]

                              > O. Fr. herlot > Engl. harlot > O. Prov. arlot

> O. Sp. arlote > It. arlotto.

Al-latu < Har-latu < *Kar-La-tu, a felicidade (la) de Kar,

parideira de jovens guerreiros < «Carlota» < *Kar-la-kiku

=> Apkallu > Apolo.

Se a harlot inglesa é de origem incerta pode perfeitamente ter tido origem por aqui tanto mais que a expressão lusa, “carloto, carloto” parece ter conotações brejeiras desconhecidas!

Harlot = early 13c., "vagabond," from O. Fr. herlot, arlot "vagabond, tramp" (usually male in M. E. and O. Fr.), with forms in O. Prov. (arlot), O. Sp. arlote), and It. (arlotto), of unknown origin.

Foneticamente Allatu seria a corruptela de um equivalente caldeu do feminino de Apolo, Lato, logo um epíteto da Deusa Mãe de Apolo e Artemisa com que pictograficamente se parecem ambas a versão de deusas mães caldeias das figuras anteriores. Adiante se verá que Lato / Leto seria uma mera variante de Ilítia, deusa cretense incontestada do parto.

Em qualquer dos casos, esta deusa infernal longe de ser uma deusa exclusivamente de morte, como o mito da descida de Inana aos infernos revela, era uma deusa de frenética e telúrica fertilidade, e por isso mesmo, ciumenta de uma das suas filhas ou irmãs, Inana, a que veio a ser a amada predilecta de seu pai e avô, Enki! Mas existem outras genealogias ainda mais confusas resultantes da tendência que os poetas míticos tinham para a asneira quando pretendiam explicar o inexplicável que era a proliferação de nomes de deusas mães, pela lógica do senso comum.

Zaltu - "contenda", deusa criada por Ea para complementar Ishtar.[6]

Zaltu < Shar-tu, a mãe de Kar > *Kartu => N.ª Sr.ª do Carte do concelho de Resende!

Em qualquer dos casos Istar foi também uma óbvia deusa mãe do deus menino solar!

Zohar 3:69a One day the companions were walking with Rabbi Shim'on bar Yohai. Rabbi Shim'on said: "We see that all these nations have risen, and Israel is lower than all of them. Why is this? Because the King [God] sent away the Matronit from Him, and took the slave woman [Lilith] in her place. Who is this slave woman? The Alien Crown, whose firstborn the Holy One, blessed be He, killed in Egypt. At first she sat behind the handmill, and now this slave woman inherited the place of her mistress." And Rabbi Shim'on wept and said: "The King without the Matronit is not called king. The King who adhered to the slave woman, to the handmaid of the Matronit, where is his honor? He lost the Matronit and attached Himself to the place which is called slave woman. This slave woman was destined to rule over the Holy Land of below, as the Matronit formerly ruled over it. But the Holy One, blessed be He, will ultimately bring back the Matronit to her place as before. And then, what will be the rejoicing? Say, the rejoicing of the King and the rejoicing of the Matronit. The rejoicing of the King because He will return to her and separate from the slave woman, and the rejoicing of the Matronit, because she will return to couple with the King.

Matronit < Mater-| Aunit < Anu-et, filha e esposa de Anu > Anat.

Labartu seria então um arcaico nome de Ereshkigal, também chamada Ardatu / Asherdu, que foi Cardeia na Itália, esposa de Jano / Enki e Derceto, a deusa sereia dos cretenses.

 

Ver: ERESHKIGAL, A RAINHA DA NOITE (***)

 

Moedas de Tenedos apresentam-nos a dupla face janiforme de Jano / Cardeia e noutra, o “machado duplo”.

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Figura 10: TROAS, Tenedos. After 189 BC. Obv:- Janiform head of a laureate male and diademed female Rev:- Labrys; monogram and grape bunch to left, Demeter to right; all within laurel wreath.

                               => P. Gmc. *hardu-

Ardatu < Hard-atu < Wardatu < Karda-tu > Cardeja > Cardeia.

Asherdu < *Ash-Her-tu > The + *Ash-Her-tu > Thecerto > Derceto?

Não é mera coincidência o facto de a etimologia tradicional se cruzar frequentemente com supostos falsos cognatos derivados da mitologia. Na verdade é quase seguro que foi a mitologia que gerou por via erudita a maioria das formas linguísticas mesmo as mais populares. De facto, é fácil de ver que a decadência aristocrática democratiza os costumes e que o que já fui muito erudito e hoje vulgaridade popular.

Hard (adj.) = O.E. heard "solid, firm, not soft," also "severe, rigorous, cruel," from P.Gmc. *hardu- (cf. O.S., Du. hard, O.N. harðr "hard," O.H.G. harto "extremely, very," Ger. hart, Goth. hardus "hard"), from PIE *kortu-, (cf. Gk. kratos "strength," kratys "strong"), from root *kar-/*ker- "hard."

Assim, a raiz PIE *kortu- estaria relacionada com *Kertu, a filha de Deméter que veio a ser Core e *kar-/*ker-, a raiz mais geral do que é árduo e difícil como era a morte negra da nocturna deusa mãe Ker, variante arcaica de Deméter como Medusa terá sido de Artemisa, evolução enviesada de Lamashstu / *Kartumasha / Kartemis.

Lamashtu ou Dimme (na mitologia suméria) era um demónio feminino, uma deusa maligna que ameaçava as mulheres durante o parto e se alimentava da carne e do sangue dos recém-nascidos após sequestrá-los enquanto estavam sendo amamentados. Era filha do rei dos deuses Anu e Ninhursag. Era casada com Pazuzu que era invocado para enfrentar Lamashtu e proteger o parto.

Sendo a demonologia caldeia uma variante explicativa das doenças e do mal social enquanto aspectos negativos para o homem da vontade divina, natural será que tenha sido referidos na literatura com particular reverência ao ponto de os nomes originais da divindade aparecerem encriptados. Estas mitologias estariam relacionadas com os cultos infernais em que seriam sacrificados humanos em tempos arcaicos e / ou em tempos difíceis e conturbados.

Assim sendo Dimme não seria senão a face negra de Damkina, esposa de Enki-Kur na forma obscura e infernal de Anzu / Kingu / Pazuzu / Nergal.

Grec. Dame (= Deme-ter) < Dimme < Da-Min-a

< Damhina < Damkina.

Este lado negro da deusa mãe persistiu até aos tempos modernos no culto das virgens negras, esteve latente no culto de gorgónico de Artemisa a quem foram feitos sacrifícios humanos na guerra de Tróia, na égide da cabeça de medusa de Atena e sobretudo em Ker, a deusa da morte negra, e no lado terrífico de Taveret / Ammut. No entanto, na iconografia dos selos cretenses nunca aparece nenhum touro sacrificado com o machado duplo.

Sendo La-bar-tu um dos nomes desta deidade a quem eram devidos sacrifícios humanos ou, em sua substituição, de bois, que seriam sacrificados com facas rituais, natural seria que o seu nome lhe ficasse colado como o sangue sagrado que lhe escorria nas veias.

Sabemos da existência do metaplasmo anatólico T/ L suposto no nome do rei hitita Ta-barna / La-barna. A propósito da análise do termo labirinto ficou-se com a convicção de que o nome nuclear seria War(a)na que seriam variantes Ta-barna / La-barna.

Metaplasmo de contexto idêntico seria a variante do nome da deusa mãe La-bar-tu / *Ta-bar-tu. Obviamente que *Ta-bar-tu seria no Egipto Taveret que era oficialmente conhecida como “deusa da faca” supostamente por cortar o cordão umbilical mas seguramente também por ser outrora a senhora dos sacrifícios humanos particularmente de crianças e por isso a senhora que cortava os fios da vida.

Another series of tablets described Labartu, or hag-demon, a sort of female devil who delighted in attacking children, gave directions for making a figure of Labartu and incantations to be repeated over it. It seemed that the magician and physician worked together in Assyria, because medical men constantly employed incantations to drive out demons, and incantations were often associated with prescriptions. This same sort of medical magic is found amongst the American Indians and other primitive peoples. –

http://www.themystica.com/mystica/articles/s/semitic_occultism.html.

The Labartu, to whom we have referred, was a female who haunted mountains and marshes; like the fairies and hags of Europe, she stole or afflicted children, who accordingly had to wear charms round their necks for protection. Seven of these supernatural beings were reputed to be daughters of Anu, the sky god. (…)

Like the Ancient Egyptians, the Babylonians also had their kindly spirits who brought luck and the various enjoyments of life. A good "labartu" might attend on a human being like a household fairy of India or Europe: a friendly "shedu" could protect a household against the attacks of fierce demons and human enemies. -- Myths of Babylonia and Assyria, by Donald A. MacKenzie.

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Figura 12: Tumulo cretense de Hagia Trigia. Notar as cercaduras em «esses» ondulados deste túmulo que assim estabelecem a continuidade da tradição deste tema já presente na arte neolítica templar de Malta e que ficarão para sempre como as volutas entrelaçadas da nossa arte do ferro, tipicamente mediterrânica. Os motivos dos crisântemos passaram quase intocáveis para a pérsia e chegaram ao longínquo Japão onde se tornaram símbolo solar nacional! A cena central será analisada de seguida. De qualquer modo, fosse qual fosse o sentimento místico que motivou esta cercadura serpentina, só podemos constatar que se trata duma estilização a tal ponto esteticamente elaborada que do seu significado original pouco mais podemos que conjecturar que se trataria duma referência às vagas de cobras entrelaçada do mar primordial da Deusa Mãe mítica esta, típica dum povo orgulhoso da sua vocação marítima. Uma coisa é certa, a iconografia cretense contrata com outras da mesma época, particularmente egípcias, pela sua exuberância estética em detrimento do conteúdo mitológico ou seja, revelam uma paixão pela vida e um gosto pelo devaneio da “arte pela arte” que vamos reencontrar nos etruscos e que será sempre um pendor latente da arte europeia.

É fácil de ver que La-bar-tu seria uma variante degradada de Tavaret dos tempos arcaicos dos sacrifícios humanos que a idade da escrita suméria já ignorava. Ainda assim, labartu continuava a ser uma bruxa má que atormentava e roubava crianças, porque afinal o desaparecimento de crianças é um mal muito antigo não apenas para sacrifícios humanos quanto para pedofilia. Sabemos de facto da arcaica tradição cretense do rapto de jovens para pederastia iniciática.

La-bar-tu seria então também uma deusa cretense das «cobras» e «lagartos», das «labaredas» dos infernos, do “machado duplo” que ficaria sendo o seu símbolo no país dos ocidentais que a talassocracia minóica era na Ibéria.

«Lagarto» < *la-cartu ó Lat. la-certu = «sáurio» (< kaurio)

= «sardão» (< Kar-Kian)

«labareda» < *Labaretu < La-bar-tu < La-Ker-tu.

                                        > Lat. *la-bel-lu > «labéu»,

= desonra da prostituição sagrada a que presidia Labartu?

Zeus Labra-Undos, lit. O deus da “lavoura Abundante”???

< *Lawyr, machado das lides tauromáquicas cretenses??.

 

Ver: Ver: FACA (***) & AMORCA (***)

 

Pela sua profusão ritual na iconografia cretense o “machado duplo” seria mais um símbolo do poder da Deusa Mãe dos cretenses do que um instrumento de guerra que só seria usado pelas suas sacerdotisas em situações de emergência ou como elemento sacrificial nas hecatombes que acompanhariam os festivais do Minotauro nos ritos pascais de iniciação em hora da Deusa Mãe que veio a ser Demé-ter!

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Figura 11: Corpus of the Minoan and Mycenaean Seals.

O “deus menino”, além de Minotauro era também o touro solar de Ra, que por isso seria também *Gu-Ra ou ghora (< Kaura, o "terrivel")! As lides taurinas do Minotauro no labirinto seriam afinal touradas sagradas que já suspeitávamos e conhecíamos de selos cretenses.

Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. Posteriormente deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento; ele ajudava muito os outros com seus conselhos, mas não conseguia resolver seus próprios problemas, até que um dia, furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"

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Figura 13: A morte de Orfeu.

Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.

O autor do vaso grego desenhado por Eduard Gerhard retrata uma das ménades que mataram Orfeu empunhando uma machado duplo que teria servido para o seu posterior espostejamento. Esta reminiscência sugere também que as ménades seriam sacerdotisas frenéticas de Dionísio como os coribantes de Cibel.

Estas teriam sido outrora as sacerdotisas de Delfos que Apolo / Orfeu destronou pelo que o mito da morte de Orfeu pode bem ser um eco da defesa feroz que estas sacerdotisas de tradição matriarcal terão feito aquando da introdução do panteão olímpico durante as invasões dóricas.

De facto o nome Men-ades sugere que seriam sacerdotisas do deus Minos, o Minotauro, e por isso senhoras do machado duplo e logo labru-ates. Por isso é que os sacerdotes de Delfos se chamavam labríades (λαβρυάδες), facto que passou despercebido a Plutarco quando especulou sobre a etimologia do labirinto. O machado duplo seria acima de tudo um instrumento de trabalho agrícola útil sobretudo para roçar mato e preparar os matagais em terrenos de cultivo. Daí que como veio a ser a “foice e o martelo” um símbolo do trabalho entre os comunistas seria o machado duplo ou *labaru seria também um símbolo do trabalho árduo.

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Figura 14: Lenais, (em grego antigo: Λήναια), Leneias ou Lêneas eram um festival anual com competição dramática, mas um dos festivais menores de Atenas e Jônia na Grécia antiga. As Leneanas ocorriam (em Atenas), no mês de Gamelion, que corresponde aproximadamente a Janeiro. A festa era em honra de Dionísio Lenaio. Lenaia provavelmente vem de lenai, outro nome para as mênades, as sacerdotisas de Dionísio.

It should be noted that the priests at Delphi were called Labryades (λαβρυάδες).

Labur- seria assim também o nome dos 12 trabalhos de iniciação que incluiriam façanhas de caça e de mortes sacrificiais de prisioneiros de guerra e de animais de grande porte, como touros e javalis, e o nome técnico do “machado duplo” pode mesmo ter sido o que os gregos conservaram, peleco e ter tido a variante sagar(is). Com o tempo o nome dos trabalhos rituais que implicavam o uso do sagrado “machado duplo” passou para este, sobretudo quando adquiriu a poderosa força do ferro e do aço.

Assim, o mais plausível é considerar que o labirinto era mesmo o lugar onde as sacerdotisas da deusa mãe *Laburtu realizavam os seus «trabalhos» e bruxedos, labur, que mais não eram do que os grandes e secretos «trabalhos» de iniciação que culminavam com a morte pascal e dionisíaca do Minotauro. Estas sacerdotisas cretenses seriam afinal as ménades.

Dionísio | Lenaio < *Le-Min + eu ó Le- | Min + ates > menades |

> lemnias > lenaias.

*Le-Min < Remin < Kermino (> Hermes) = Min-Ker > Minotauro.

Porém, por mais voltas que se dê à etimologia acaba sempre por se ir ter à deusa mãe da dupla montanha da aurora que por ter sido Tavaret era também a deusa da faca e do machado duplo e tinha também o nome de *Laburtu.

Existem fortes probabilidades de que Labarto fosse afinal uma variante arcaica de Ereshkigal / Perséfona / Prosérpina / Libera que entre os latinos era irmã e esposa de Liber Pater, Dionísio / Baco e teria os nomes de Libera ou Liberta que acabou como variante adjectiva tardia e alegórica da Liberdade (libertas) e da liberalidade imperial, Liber-al-itas.

*Laburtu < La-War-Tu > *Labur-te > Lybarta > Libera ó Liber-ta.

Libera es una diosa de la fertilidad en la Religión de la antigua Roma. Sus origenes se desconocen, aunque se cree que pudo haber sido una diosa de la fertilidad de los arcaicos o pre-romanos de Magna Grecia. Su nombre en latín es el femenino de Liber, (libre, o en un contexto de culto, La libre). (…)

Le nom de Libera fut employé pour désigner la seconde divinité féminine de la triade Éleusinienne, lorsque cette triade fut transportée à Rome, sur l'ordre des livres Sibyllins, au début de la République. Libera fut alors assimilée à la déesse grecque Korè - Perséphone: elle entra ainsi d'abord dans le cycle proprement éleusinien, puis plus tard dans le thiase dionysiaque.

Apesar de se considerar que a deusa Libertas foi uma deusa alegórica de introdução tardia depois da segunda guerra púnica para comemorar as liberdades públicas sabe-se que era uma deusa antiga com muitas outras virtudes seguramente semelhantes às das deusas ctónicas como Libera / Korè – Perséphone, e por isso mais próxima de outra deusa alegórica da liberalidades imperiais, Liberalitas. No entanto, todas estas qualidades decorriam do estatuto de divindades ctónicas da fertilidade agrícolas, de deusas da Fartura e Fortuna cornucópia

Libertas a deusa romana da liberdade, era representada em muitas moedas romanas como uma figura feminina com um píleo (uma tampa de feltro, usado por escravos quando foram libertados), uma coroa de louros e uma lança.

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Figura 15: Libertas Publica.

Figura 16: Liberalitas

Liberalitas - "liberalidade" é representada por uma mulher segurando uma cornucópia, ou distribuição de dinheiro com o outro.[7]

Libitina / Lutina. The Roman goddess of corpses and the funeral, her name often being a synonym for death itself. In her temple all the necessary equipment for burials were kept. Here, people could rent these attributes as well as grave diggers. Later she was equated with Proserpina.

Libitina < Libi®tina < Urki | Thiana

> (Ki) Ur Tina > Rutina > Lutina.

Na verdade, o estatuto de deus de Salvador e de libertação já era intrínseco ao papel de deus do vonho de Liber Pater / Baco / Dionísio, seguramente pela sensação de liberdade e libertação dos desejos e instintos decorrente do inebriamento etílico.

Eleuthereus (Eleu-ther-eus), a surname of Dionysus, which he derived either from Eleuther, or the Boeotian town of Eleutherae; but it may also be regarded as equivalent to the Latin Liber, and thus describes Dionysus as the deliverer of man from care and sorrow. (Paus. i. 20. § 2, 38. § 8; Plut Quaest. Rom. 101.) The form Eleutherius is certainly used in the sense of the deliverer, and occurs also as the surname of Zeus. (Plut Sylmpos. vii. in fin.; Pind Ol. xii. 1; Strab. ix. p. 412; Tacit Ann. xv. 64.)

Eleu-ther-(eus) < E-re-u-ti-ja ó *Er-eu-Her < Re-Wer

> Ry-Wer > Liber.

Eleuter reporta-nos para Ilítia (Εἰλείθυια) a deusa que libertava o deus menino do cavernoso e labiríntico do “canal de parto” da deusa mãe cretense. Neste sentido um dos mais laboriosos, árduos e dolorosos trabalhos iniciáticos dos labirintos cretenses seriam o mesmo dos hipogeus malteses, ou seja, a iniciação das mulheres no “trabalho do parto” como metáfora cósmica do parto solar diário e equinocial. Sendo assim, suspeita-se que o grito pascal do “Aleluia, Aleluia” seria uma exclamação litúrgica arcaica com o significado “liberto, liberto!” no sentido de “deus menino” solar liberto e nascido com a deusa mãe cretense Ilítia, Illite ou Rato / Lato / *Laburtu.

 

Ver: ILÍTIA (***)

 

Libertar ou prender fazia parte do papel das deusas vingativas como Nemésis e as Erínias e todas as variantes penais gregas e latinas.

Começa então a entender-se que o papel simbólico do “machado duplo” da época da decadência da civilização minóica seria uma reminiscência da época áurea da civilização matriarcal cretense em que a justiça do rei dos infernos, Minos, seria tão cruel quanto implacável como transparece na tradição judaica sobre a justiça de Sodoma e Gomorra. O “machado duplo” seria então o instrumento certeiro e infalível da pena capital aplicada pela justiça penal da Deusa Mãe o que nos tempos mais arcaicos seria na forma aterradora e inapelável de sacrifícios humanos voluntariamente aceites.

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Figura 17: Representação estrusca de uma Furia ou Furrina com o machado duplo da justiça implacável da Deusa Mãe das leis inexoráveis da Natureza.

Fur-®ina teria sido a esposa do deus do Kur, denominado Dis Pater entre os latinos e que pode ter sido também o duro e fero *Diro, esposa da furiosa Dira. O nome grego das Erínias, ouvido ao lado das Furrinas começa a ser fácil de explicar. Não eram senão variantes fonéticas das Keres, as filhas da deusa mãe das cobras cretenses.

Erí- | < Er(esh-ki-gal) < Ker | nia < ina | < Kur-i-Ana

> Phur-i-na > Furrina.

 

CLITEMNESTRA

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Figura 18: Clite-m(i)n-estra “sacrificando” Cassandra com o “machado duplo”.

Detienne defende que as mulheres eram não só normalmente excluídas do ato sacrificial central (o homicídio da vítima), como também de participar na partilha da carne da vítima. A entrega da vítima sacrificial às mulheres e o consumo de carne por elas é visto como uma excepção. As mulheres teriam acesso a partilha unicamente por intermédio de seus maridos, mediadores entre elas e os pedaços de carne compartilhados do animal.

-- CLITEMNESTRA: MACHADO OU ESPADA? Talita Nunes Silva.

No fim da guerra de Tróia Cassandra passou de princesa a escrava e concubina do rei Agaménon e foi, por isso assassinada junto a um altar por Clitemnestra depois de esta ter morto o marido infiel.

A situação descrita no tondo da figura anterior corresponde a uma realidade que segundo Detienne já não seria comum na Grécia clássica porque se ainda haveria sacerdotisas estas já não eram sacrificantes. Esta tradição teria sido introduzida pelos dórios patriarcais. No entanto, parece que à época da guerra de Tróia ainda prevalecia a tradição do sacerdócio feminino sacrificial.

Pelo menos assim aprece ter sido o caso de Clite-m(i)n-estra, que, não por mero acaso, tinha um nome de ressonâncias minóicas. De facto o nome da esposa de Agaménon seria literalmente a sacerdotisa minóica ou ménade (minestra) de Clito, a deusa mãe de Creta, segundo o mito da Altlântida de Platão.

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Figura 19: Clitmnestra assassinando o marido Agamémnon com um machado que, para respeitar a tradição sacerdotal das rainhas micénicas, deveria ter sido duplo.

Ao saber que Argos é vitoriosa, Clitemnestra oferece aos deuses rituais de agradecimento. No entanto, seu júbilo pela queda da pólis inimiga e pelo regresso de Agamêmnon oculta um sinistro motivo: o desejo de vingar a morte de sua filha Ifigênia sacrificada pelo próprio pai. Para cumprir tais desígnios assassinos, Ésquilo utiliza-se de um ritual (Bouphonia, sacrifício do boi) integrante da Dipolíeia, festa ateniense em honra a Zeus Políeos, como modelo dos actos sanguinolentos que se desenvolverão através da acção de Clitemnestra.

 (…) As referências de Ésquilo a arma usada por Clitemnestra são vagas. No v.1149 da peça Agamêmnon, ao prever sua morte, Cassandra anuncia que os cortes que a aguardam serão provenientes de bigúmea (anfêkei, de dois gumes, duplo-cortante) arma. CLITEMNESTRA: MACHADO OU ESPADA? Talita Nunes Silva.



[1] Bhadrakali is the fearful and ferocious form of the mother goddess Durga, also known as the gentle Kali, is generally an auspicious form of the goddess Kali. Consort of Vira-bhadra, who was himself born of the wrath of Rudra. According to Vayu Purana and the Mahabharata she came into being by Devi’s wrath, when Daksha insulted Shiva, during the great Ashvamedha Yagna (Horse-sacrifice).

Bhadrakali (or Maha-Kali-Mata) was the principal deity of the Hindu Kakatiya kingdom of Warangal (Oragallu or Ekashilanagaram) that ruled most of Andhra Pradesh during that time. Rituals and animal (and human, by some accounts) sacrifices on a massive scale were performed to invoke the blessings of Goddess Bhadrakali before the Kakatiyas went off to battle.

[2] In Hinduism, Bhadra is a goddess of the hunt and one of Shiva's servants.

[3] Here she is depicted as having born from the brow of Goddess Durga during one of her battles with the evil forces. As the legend goes, in the battle, Kali was so much involved in the killing spree that she got carried away and began destroying everything in sight. To stop her, Lord Shiva threw himself under her feet. Shocked at this sight, Kali stuck out her tongue in astonishment, and put an end to her homicidal rampage.

[4] Allatu (Allatum): Babylonian Goddess of copulation, wife of the demon king Nergal, is an underworld goddess modeled after the mesopotamic goddess Ereshkigal and worshipped by western Semitic peoples, including the Carthaginians. She also may be equate with the Canaanite goddess Arsay.

[5] Leilah = "Beauty". Zoroastrian Deity: She represents chastity and affection.

[6] Zaltu - "strife", goddess created by Ea to complement Ishtar.

[7] Libertas The Roman goddess of freedom, was depicted on many Roman coins as a female figure with a pileus (a felt cap, worn by slaves when they were set free), a wreath of laurels and a spear.

Liberalitas - "freely" Liberalitas is signified by a woman holding a cornucopia, or distributingmoney with the other.

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