quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NASCIMENTO E ETIMOLOGIA DE AFRODITE, por Artur Felisberto.

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Figura 1: Birth of Aphrodite: Graecia Ludovisi Throne, ca 470-460 BC.
Aphrodite: There are two versions of Aphrodite's family background.
According to Hesiod's Theogony, lines 190-200 she was one of the most ancient deities, born from the foam surrounding Ouranos' castrated genitals when they fell into the sea. She came to land first on the island of Kythera and finally on Cyprus, hence her titles 'Kyprogenes', 'Kytherea' and 'Kypris'. Hesiod also derives her title 'Philommeides' from the Greek 'medea' meaning 'genitals', but this is probably fanciful word-play. The usual translation is 'laughter-loving'.
In Homer's Iliad 5 Aphrodite is depicted as the daughter of the minor goddess Dione and therefore as belonging to a younger generation of gods. The discrepancy between the two versions gave rise to one of the most important philosophical discussions of myth in classical literature: the speech of Pausanias in Plato's Symposium. Pausanias identifies the older, motherless Aphrodite as 'Ourania' (literally 'heavenly') and the other as 'Pandemos' or 'vulgar', 'of the people'.
Não existem indícios nas teogonias primitivas da existência de duas Afrodites. As discrepâncias entre as duas versões do nascimento de Afrodite, referidas por Homero e Hisíodo, são divergências correntes nas genealogias divinas. Na verdade, as diferenças de personalidade entre as duas variantes de Afrodite são meras especulações platónicas porque tanto na tradição latina quanto na grega o lado celestial e puro de Afrodite Urânia e o lado venal e comum de Afrodite Pandemos coexistem na versão comum de Afrodite e de Vénus em ambas e não passa de mero preconceito aristocrático pensar que a venalidade é atributo rústico, necessariamente brejeiro e popular, porque a tradição da prostituição sagrada é muito mais arcaica do que a da prostituição venal e esta última uma criação erudita e bem pensante das sociedades democráticas citadinas e burguesas.
Assim sendo, apenas nos podemos atrever a suspeitar que ambas as versões relativas ao nascimento de Afrodite terão concorrido na época arcaica gregas e ambas seriam incompletas por um qualquer motivo que não ficou explícito. Ainda assim, nada indicia que a versão de Homero não seja a mais antiga, saída do fundo micénico dos aqueus. Quanto à de Hesíodo seria o resultado de uma revisão olímpica de tradição hitita, dórica e troiana.
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Figura 2: Attic red figure Pelike [370-360 BCThessaloniki Archaeological Museum]
Hesíodo (gr. Ἡσίοδος) é o mais antigo poeta grego de que se tem notícia com alguma certeza. (…). O poeta viveu em Ascra, na Beócia, no final do século -VIII ou início do século -VII (c. -700), período de crise agrícola e social. O pai era um imigrante de Cime, na Ásia Menor, que se tornou agricultor e vivia com dificuldade de uma pequena propriedade rural próxima do Monte Hélicon.
Teve vários litígios com um irmão, Perses, a respeito da divisão da herança paterna. A exemplo do pai, Hesíodo viveu de sua pequena propriedade rural, mas parece ter recebido treinamento de rapsodo e certamente conhecia os poemas homéricos. -- RIBEIRO JR., W.A. Hesíodo. Portal Graecia Antiqua, São Carlos.
Segundo Heródoto (-484/-425), Homero teria vivido 400 anos antes dele (Hdt. 2.53). Estudos recentes, porém, situam a data de composição da Ilíada e da Odisséia no fim da Idade das Trevas (c. -750) ou no início do Período Arcaico (-750/-713). -- RIBEIRO JR., W.A. Homero. Portal Graecia Antiqua, São Carlos.
Disponível em www.greciantiga.org/arquivo.asp?num=0261.
Se Hesíodo conhecia Homero estranha-se que não tenha referido a verão deste do nascimento de Afrodite. Retirando a possibilidade de o texto recebido da Ilíada onde aparece o nascimento de Afrodite não estar ainda completo nas epopeias homéricas em então ainda em construção outra explicação igualmente plausível poderia ser a de que a versão que Hesíodo tinha sido recolhido da tradição oriental em versão hipercorrecta que, por lhe parecer inconciliável com a de Homero decidiu unilateralmente ser a única verdadeira. No entanto, a coexistência de versões míticas divergentes é frequente e quando acontece costuma esconder gato com rabo de fora. Neste caso suspeita-se que a versão do nascimento de Afrodite de Homero seria esconderia a tradição, muito mais arcaica e matriarcal, de uma Virgem Mãe Afrodite primeva e auto gerada que seria a própria Dione ou seja Diana / Anat / Atena / Inana.
De igual modo se pode desde já adiantar que mais uma vez parece ser em vão que se procura a etimologia dos nomes dos deuses a partir do nome das coisas a que eles deram origem. Assim sendo aceita-se o que a maioria dos críticos conclui: as etimologias do nome de Afrodite são, desde Hesíodo, pseudo etimologias populares.
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Figura 3: Relief from a sarcophagus Rome Villa Borghese (3rd cent CE).
A etimologia do nome de (Afrodite) não é conhecida com segurança. Hesíodo o associou a ἀφρός (aphros), "espuma", interpretando-o como "erguida da espuma". Esta origem, no entanto, foi classificada como etimologia popular por diversos autores, e diversas outras etimologias especulativas, muitas derivadas de idiomas não-gregos, foram sugeridas por estes autores. O indo-europeísta Michael Janda (2010) considera genuína a conexão com "espuma", identificando o mito de Afrodite se erguendo das águas após Crono derrotar Urano como um mitema do período proto-indo-europeu. De acordo com esta interpretação, o nome seria derivado de aphrós, "espuma", e déatai, "[ela] parece" ou "brilha" (infinitivo *déasthai), significando "aquela que brilha da espuma [do oceano]", uma alcunha também atribuída à deusa da alvorada (Eos). J.P. Mallory e D.Q. Adams (1997) também propuseram uma etimologia baseada na ligação com a deusa indo-europeia da alvorada, a partir de *abhor-, "muito", e *dhei, "brilhar".
Dizer que o nome de Afrodite significaria “A que aparece (brilha) da espuma [do oceano]” configura-se mais como uma tradução do nome do que uma etimologia. Neste caso, teríamos que concluir que o nome de Afrodite teria sido lenta e propositadamente modelado a uma fonética que sugerisse o papel de Afodite Urânia enquanto avatar de Eos. Na verdade, a espantosa plausibilidade das etimologias populares só comprovam o que se suspeita que tenha acontecido na evolução etimológica! A aparente arbitrariedade da forma como as palavras evoluem ao arrepio do que seria de esperar de uma regular degradação fonética, segundo leis fisiologicamente explicáveis pelo princípio menor acção muscular na fala, só pode resultar do facto de as palavras evoluírem sobretudo de acordo com princípios de economia de meios linguístico que juntam à economia fonética o menor esforço de memória com o máximo de eficácia semântica no sentido de as palavras aparecerem com parecem ser no contexto, seja implicitamente no inconsciente colectivo, seja explicitada por pseudo etimologias metafóricas e alegóricas em sermões e palestras de poetas e sacerdotes.
De forma mais remota, esquecida na espuma dos dias e na poeira do tempo, ficam as arcaicas derivações das palavras comuns que devem mais ao nome dos deuses do que os racionalistas gostariam de comprovasr. Assim sendo, não se pode estranhar que termos gregos como déatai, "[ela] parece" ou "brilha" (infinitivo *déasthai) sejam bene trovato…porque decorrem semanticamente da mitologia das deusas da Aurora e foneticamente derivam do nome de deuses como Eos-ter avatar de Afrodite / Dione…ou simplesmente de deusas do fogo como a latina Caca e *Kika.
Na mesma linha de etimologias por analogias de pregador de sermões da montanha russa estão as seguintes etimologias populares:
Outra etimologia semita compara o assírio barīrītu, nome de um demônio feminino encontrado em textos babilônicos médios e tardios. O nome provavelmente significaria "aquela que (vem) ao alvorecer", o que identificaria Afrodite em sua personificação como a estrela d'alva, um paralelo importante que ela partilha com a Ishtar mesopotâmica.
O Etymologicum Magnum apresenta uma pseudo-etimologia medieval que explicaria o nome Aphrodite como derivado do composto ἁβροδίαιτος, habrodiaitos ("aquela que vive delicadamente"), de ἁβρός, habros + δίαιτα, diaita - explicando a alternância entre b e ph como uma característica "familiar" do grego, "obviamente [derivada] dos macedónios".
Se a etimologia “espumante” de Afrodite foi fixada sobretudo por se ter feito a decomposição simples em duas raízes, Afr-Dit-, o certo é que a decomposição mais sugestivamente arcaica deveria ser tripla, *A-Fro-dite seguramente relacionada com *Ka-Kur-Kiki, termo de proto linguagem que poderia ser traduzido como Vida-Monte-Duplo (Horizonte), ou seja “Senhora da Dupla Montanha da Aurora”.
Claro que o mito do nascimento de Afrodite foi sugerido pela óbvia consonância com o prefixo afro- mas a plausibilidade de tal ressonância já estava presente no mitema da “Senhora da Aurora” que foi explicitamente Eos e que terá sido Afrodite. Junta-se a fome com a vontade de comer e as orgias afrodisíacas aparecem na vida de Eos que acaba mais leviana do que a própria deusa da personificação de divina frivolidade do eterno feminino.
Já as diversas etimologias especulativas não-gregas sugeridas por académicos são de levar mais a sério. A ligação com a religião fenícia alegada por Heródoto (I.105, 131) levou a tentativas inconclusivas de derivar Afrodite com a Aštoret cananeia, através de uma hipotética transmissão hitita. Obviamente que a única inconclusividade desta especulação resulta da falta de suporte arqueológico para o suposto elo perdido hitita…pela simples razão de que a existir um elo deste tipo deveria ser procurado onde a tradição sugere ter nascido Afrodite, ou seja, em Chipre.
Ver: EOS (***) & AFRODITE CIPÍRIA (***)

Na verdade, o nome mais arcaico dos habitantes de Chipre terá sido em linear-b micénico ku-pi-ri-jo e então Afrodite seria *Ku-pi-ri-je
Chipre, mais especificamente a praia em Paphos, foi também um dos berços dado a Afrodite pela mitologia grega, que era conhecido como Kýpria. Isso aconteceu porque Astarte, deusa do amor e da beleza na mitologia fenícia, tinha em Chipre um centro de culto importante que mais tarde foi identificada com Afrodite[1]se é que não saiu daqui como tal porque o seu nome seria uma mera evolução etimológica do nome arcaico da Deusa Mãe dos Montes da Aurora de que derivou tanto o nome de Afrodite quanto o de Astarte.
Ἀφροδίσιος, (sc. μήν), nome de um mês em Chipre, Porph.Abst.2.54, etc.
Ἀφρό-σκορδον = alho (σκορδον) africano, de Chipre, Allium sativum.
                                                     > Sakar-dite => «sacerdotisa».
                       > (Ka)-Κερα-τῖτι > Ha-phor-thite > Afrodite
Ka-Kur-Kiki > Ky-phur-ish > *Ku-pi-ri-je
                                              ó Ish-Thaur-Ki > Astarte > Aš-tor-et.
A relação de etimológica de Afrodite com Aš-tor-et é incontornável como é com a egípcia A-thor, com Is-tar da caldeia, com a etrusca Tur-na, com a latina For-tu-na (Virilis), com a nórdica Fre-yja …e com a lusitana For-vida. Entre os celtas a reminiscência de Afrodite parece desaparecer entre Brígida e Fergus.
Se as pseudo etimologias por decomposição do nome de Afrodite parecem fazer algum sentido, pelo menos na compreensão da fixação da evolução fonética, já toda e qualquer etimologia derivativa do nome Afrodite peca por impiedade tanto mais evidente quanto mais afastada da realidade de origem sendo quase sempre meras pistas para e explicação etimológica dos nomes propostos.
Outra etimologia não-grega sugerida por M. Hammarström, aponta para o etrusco, comparando (e)pruni, "senhor', uma denominação honorífica etrusca que passou para o grego na forma πρύτανις (prytanis). Isto faria com que a origem do teônimo fosse uma expressão honorífica, "a senhora".
O linguista sueco Hjalmar Frisk, no entanto, rejeita esta etimologia, considerando-a "implausível" seguramente pelo afastamento da fonte de nascimento de Afrodite e por estar no sentido contrário da corrente da evolução espacio-temporal da cultural neolítica.

AFROS DE AFRODITE AFROGÉNIA
ἀφρέω = espumar; ἀφρός = uma espécie de ἀφύη = pequeno frito; (ṃbhrós, cf. Skt. abhrám 'cloud', Lat. imber.; ἀφροσέληνος > ἀφροσύνη = loucura, irreflexão; ἀφρικτί = sem temor; ἀφροσ-ιβόμβαξ = soprar, companhia agitada; ἄφρο-ντις = livre de cuidados, descuidado; ἀφρο-ντιστέω = estar desatentos; ἀφροντιστητέον = desconsiderar; ἀφρο-ντιστί = impensadamente; ἀφροντιστία = negligência; ἀφρόντιστος = impensada, desatentos; ἀφρόομαι = tornar espumoso.[2]
Analisando todos os termos gregos com raiz afr- verificamos que eles são fundamentalmente de dois tipos: espuma e a falta de senso!
A - A semântica da raiz afr- relativa a “falta de senso” parece ser de origem recente por serem a mera negativa do termo phren relativo a vísceras (diafragma, coração e mente) com a conotação de interior do corpo enquanto sede de emoções autênticas, em torno do núcleo ἄφρων = sem sentido, oposto de Gr. φρήν phrén, phrenós = diafragma, a víscera que revela a vontade capaz de travar a respiração e por freio aos instintos, => entranhas > vísceras > coração enquanto fonte de paixão profunda > sentimentos genuínos > espírito altivo => cérebro fonte de intenção, sensatez inteligência emocional > juízo > mente.
«Freio» < Lat. frenu), s. m. peça de metal, presa às rédeas, que se introduz na boca das cavalgaduras e serve para as guiar ó Grec. phrén, phrenós = diafragma, que permite controlar e suster o folgo e, por extensão, controlar a velocidade das cavalgaduras.
A origem etimológica do Grec. phrén, phrenós é meramente especulativa sobretudo na sua relação mais primitiva com abdómen, respiração abdominal e diafragma e portanto com o processo de controlo voluntário da respiração.
Sabemos que a egípcia Athor era uma vaca sagrada e como tal também Istar, Astoret, Turan e os latinos ainda pensavam o mesmo da arcaica Juno Sospita dos etruscos. Afrodite, que sempre andou com deuses cabrões, teria também sido «cornuda» em tempos arcaicos e por isso teria sido (ka)Κερα-τῖτις. Ker ou *Kertu seria a deusa da vida e da morte dos cretenses e por isso da vida animal também (e variante arcaica de Artemisa) de que teria derivado o nome das Keres…e a semântica que parece guiar a evolução do termo phrén a partir da carne de ovelha. Obviamente que esta etimologia e meramente especulativa mas…não deixa de ser bem achada!
Ker (Κήρ) > κερα-ία = «cornos» => Κερα-τῖτις = cornuda.
                             > κρέα = ovelha > κρέας = carne de ovelha > carne (=> κρα-δία = coração) > carne da barriga (reservada como as vísceras aos deuses ) > *φρέα > phrén > abdómen > diafragma.
Assim, a semântica de afros relativa a “falta de senso” terá aparecido tardiamente como qualidade negativa do conceito de pensamento voluntarioso (juízo). De qualquer modo, mesmo sem a negativa teria aparecido em grego tardio em ambiente médico helenista a ideia de inflamação cerebral como causa de manias e fobias e outras doenças mentais frenéticas e delirantes.
«Frenesim» < frenesi < Fr. frénésie < Lat. phrenese, s. m. inflamação cerebral;
< frenopatia> frenético < L. phreneticus < Gk. phren "diafragma, coração, mente".
A loucura espumante pode ter reforçado a fixação da semântica do «frenesim» epiléptico bem como das loucuras espumosas induzidas por cogumelos venenosos e venenos de cobras.

*APHR-
B – A origem de afros com a semântica de espuma não parece clarividente.
Analisando as variantes conhecidas de nomes de entidades mitológicas foneticamente próximos do de Afrodite, verificamos que o que existe de comum nestes nomes é de facto a raiz virtual *aphr-.
Esta raiz construída em torno da semântica favorável e aproximativa do conceito de felicidade, construído em torno quer dos ideogramas egípcio nefer e Kepher, deriva obviamente da mística festiva dos deuses da aurora de que Afrodite será a evolução no mundo clássico grego!
«Próspero» [3]< Pros-| pero | < *(A)Phros- < Ke-pher
                                      Sa-Kuros < Sacar < Ke-pher < Kakur ó Ki-kur.
                                                         Ne-fer < An-pher.
Obviamente que a sacralidade latina foi herdade deste antiquíssimo culto solar a deuses como o canaanita Sacar que tinham correspondência no culto de Soker / Osíris do Egipto. Se este culto foi herdado dos cartagineses pelos latinos ou importado pelos etruscos do mesmo fundo arcaico mediterrânico onde beberam os fenícios os seus cultos solares sacarídeos eis coisas que não poderemos por ora decidir en definitivo. De qualquer modo, o nome açucarado dos sacarídeos só pode ter origem na semântica favorável e prazenteira dos cultos destes deuses da aurora.
«Açúcar» < • (Ár. assukar < Prácrito sakkar < Sansc. çarkara, grãos de areia), s. m. substância doce que se extrai da cana sacarina, da beterraba, etc.;
«Açúcar» < Ár. Assukar < Ash-Sacar, lit. «doce filho de Sacar»?
The production of sugar, first from cane and later from beets, is one of the oldest and best studied technological processes. As early as 327 B.C. Alexander the Great reported cultivation of sugar cane in India. At that time, sugar was extracted from the cane by chewing and sucking. Later, a syrup was extracted by means of pressing and boiling the cane. This process which was first practiced in India in about 300 A.D. became the basis for producing sugar in solid form.
A etimologia proposta para o termo luso «açúcar» poderá não ser a mais verosímil. Na verdade, se a história do açúcar aponta para uma origem hindu o certo é que o processo da sua divulgação foi obra da civilização árabe. O facto de a origem do açúcar ter sido descoberto na Índia por Alexandre o Grande não significa que os clássicos não tivessem conhecimento deste produto muito tempo antes enquanto um dos produtos das rotas das especiarias e seria de admirar que estes não lhe tivessem dado nome próprio. Como estas rotas foram geralmente dominadas por povos semitas natural seria que estes lhe tivessem dado nome próprio em primeira mão. De qualquer modo, quem introduziu o nome do açúcar na península ibéria foram os árabes que terão herdado este nome do fundo cultural semita. De facto, a existência de relações preferenciais entre o árabe e o sânscrito não são habituais. Pelo contrário, o sânscrito parece ter relações preferenciais com as línguas indo-europeias precisamente porque as línguas semitas seriam muito mais arcaicas do que estas. Dito de outro modo, o árabe, enquanto língua semita teria herdado o nome do açúcar do mesmo fundo cultural dos cultos sacarídeos que teriam presidido à sacralidade latina por intermédio de mui arcaicos cultos solares mediterrânicos.
·      Adrija > | isha > ast > | Adraste (deusa celta da guerra) + Ea > Adrasteia (cidade aliada dos Troianaos) > | Atharu > Aphaur | => *Afhro-Theia.
·      Agrotora < Akro Taura <= *Aphrica + Athyr => < A(Phor + Phura) =>*Aphro-Kura.
Agrotora = Another name for the Greek goddess Artemis, under which title she was regarded as the patron goddess of hunters.
·      Androphonos < An Thro | < Phaunus < Ki-Ana| => *Afhro-Diana.
Androphonos, of women, murdering their husbands.
·      Andromeda < Anthro- | Metha < Mazda < macha | > Andromacha[4] => Artemisa.
·                                                                                         > *Aphro-Macha
Andromeda, A goddess of dreams. Daughter of Cepheus (< Kikeus) and Cassiopeia (< *Kiash-Ophia, a cobra de Vesta), rulers of Aethiopia (< *Kaki-Ophia, terra de da «cobra de fogo). Cassiope offended the Nereids by boasting that Andromeda was more beautiful than they were. In retaliation Poseidon, their father, sent a sea monster to devastate the kingdom. In order to escape from this destruction it was determined that Andromeda had to be sacrificed to the monster. Andromeda was chained to a rock on the seashore as an offering to the monster, the Kraken (> Thragen > *Thaurakian > «Dragão»). Perseus (< *Pher-Shew), flying by on the winged horse Pegasus saw her and fell in love with her. He slew the sea monster and married her. They had six sons and a daughter. At her death she was placed among the stars as the constellation Andromeda.
Andromeda > ãdromeda > A bela Adorme(ci)da!
Androclea daughter of Antipoenus, slays herself for her country.
Androgyne man-woman.
Afrodite < Aphro-| Thite < Kike | < *Aphry Thite > Amphitrite. 3. Pythag., = 6, Theol.Ar.38 (as if from amphis, trias).
·      Amphict(r)yonis < Amphitrite-Anes < An-phôr Thitones > *Aphro-Titania.
·      Afrogénia < Aphro-| Genia < Gónia < Kaunia < Ki-Ana > «cona»|.
Akrisios = One of two sons of Hypermnestra and Lynkeus (< Apolo Lycean?), Akrisios and his brother Proetos were fierce rivals from an early age; they did, in fact, hate each other, so much so that, when they were both grown, Proetos fled to Lycia, while Akrisios stayed in Argos.
·      Proetos < Proteos > *Tropaios < Atropus > Atrophos > *Aphro-Teos.
Ananke <= Ana-Enki > Anki-ka > Ankiha > «ância»
                                        Enki-kika > Enki-Kiha > Angi-tia >.
         «Enguia» < *anguila < Lat. anguilla < Grec. Angi-ul-la
Angitia snake – goddess
Ananke = Mother of the Fates (the Moirae). Also mother of Adrasteia (daughter of Jupiter and distributor of rewards and punishments). Goddess of unalterable necessity . Atropus = a Fate.
·      Apostrophia < Epistrophia < Aphos Phro Thia => *Aphro-Teos Teia.
·      Akrisios<= *An Kurish(y)u > Aphry-Kikyo => *Aphro-(D)isios.
Akrisios (< An Kurish(y)u > Aphry-Kikyo => *Aphro-Disio), one of two sons of Hypermnestra and Lynkeus (< Apolo Lycean?), Akrisios and his brother Proetos (Proteos > *Tropaios) were fierce rivals from an early age; they did, in fact, hate each other, so much so that, when they were both grown, Proetos fled to Lycia, while Akrisios stayed in Argos.
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Figura 4: Iphigenia é transportada par o altar do sacrifício!
·       Atropus (a Fate) > Atrophos > *Aphro-Thos.
·       Nicephorus < Nikephorus < An-Phor-uski > An-phro-ish > *Aphro-Kiki.
·       Apostrophia < Epistrophia < (*Kakos º An) Phro Thia => *Aphro-Teia.
·       Postvorta < Aphos Wolka > Teos *Aphro-ta.
·       Phraortes < *Aphro-ur-ta
·       Protogonia < Protogina < Phroto-Ku-An < A(n)-Phroto-ka > *Aphro-ta.
·       Phoronids < Phor-An-ides < A(n)-Phro-tes > *Aphro-tes => Phoraneus
·       Phrixa (uma ninfa) < Phry-asha + An > Anphru-at > *Aphro-kika
·       Phorcides (daughters of Phorcus and Ceto, sisters of the Gorgons) + An > A(n)-Phor-Kithes > *Aphro-Kiki.
·       Putrikas < «Futrica»[5] < An + Phortica > *Aphro-Kiki
Iphigenia < Ephi/Aphro-Gena > Epígona.
Entre os latinos esta tradição revela-se também em nomes de deidades que são seguramente equivalentes das Horas dos gregos.
Antevorta = The Roman goddess of the future, "turn mind before" he goddess who knows  and reminds man of things past. She is also called Porima.
Postvorta =The Roman goddess of the past.
Prorsa Postverta = The Roman double-goddess who was called upon by women in labor. She guarded over the position of the child in the womb (forwards or backwards). Some sources mention her as another aspect of Carmenta.
Postvorta < Phaust-Worta <Wos-tu-Worta => Vesta-Fortu(na).
Antvorta < Antu-*Worta ó Fortuna-ta > An- Fortu-ta < *An-Kur-kika.
Protogonia < Phroto-Gonia < Fortu-Kau-anu-ka < Fortu(na) Kakika.
Phorcides < Phor-Kithes < Fortu-thes.
                                       => Fortu- < *Kartu > Karet > (mel)Kart.
                                      <= *Worta ó Wer-atu > -Verta > «Berta».
                                                  Ker ó *Wilka, lit. «esposa de Vulcano», tal como Vénus era > Lat. Virgo.
Da Fortuna se sabe que era uma deusa infernal tal como Carmenta a quem se ofereciam favas nos dias dos mortos. Se existe a suspeita de que Postvorta era Carmenta, ou uma das Carminas, então estas eram meras variantes da Fortuna, a deusa mãe da Abundância, propiciada pelas terras negras dos campos santos, fertilizadas pelas cinzas vulcânicas ou pelo húmus dos mortos!

Ver: ABUNDÂNCIA (***) & FORTUNA (***)

Carmenta is one the of the Carminae, mother of Evander, She was received by King Faunus in Italy 60 years before the Trojan war (550 years before the founding of the City.). A demi-goddess of prophecy and midwifery; she also brought the art of writing to her land. She was known for her wild possessed look when speaking oracles. She was said to assist a woman in labor and to tell the future of the newborn. Camenae = Roman water spirits dwell in freshwater springs and rivers (water nymphs; prophecy) Very prevalent in Roman myth. Their name means "foretellers". Their festival, the Fontinalia, was celebrated on October 13 by tossing good luck wreaths into wells.
É então obvio que Carmenta º Camenae, ou seja, que devem ser palavras sinónimas e tão parecidas que devem ter a mesma origem étmica!
Carmenta < Kur-Ama-Antu > Kar-Min-atu
> «Carmina» (de Kar - Minos) => Ca®menae > Camenae.
O interessante é verificar que o profetismo latino manifesta na sua etimologia uma origem cretense enquanto que a arte haruspicina da tradição etrusca parecia derivar de tradições idênticas da Anatólia.

Ver: APULU, O DEUS DA «ARS HARUSPICINA» (***)

Por outro lado, E se *Kartu é um nome virtual da deusa mãe das cobras cretenses a verdade é que Melkart sobreviveu na tradição fenícia ao lado de Anat/Tanit. Como Melkart teria sido mais do que o mero Sr. da cidade, que obviamente era também, suspeita-se que a tradução mais próxima deste nome fosse, «Sr. de sua mãe *Kartu», que não seria senão a Sr.ª da Fortuna, Deusa Mãe da cornucópia e da cobra lunar.
Kar-Min-atu = *Min Ker-atu, lit. “Sr.ª Mãe do céu *Kartu”.
*Kartu < Kur-at(u) + An(a) = *Min Ker-atu > Cartumina > Carmenta.
                                                                         > Phartumna > Fortuna.
Como a linguística primitiva participava da propriedade cominutiva a ordem dos termos era arbitrária e então:
Fortuna < Phartumna > Amna-Phar > Amphaura > Ampherô > «Amperes».
                                                                                  > Anapherô > Anaphora, lit. «a Deusa Mãe da Aurora que transporta ao colo o Sol nascente como «deus menino»!
Anaphora, hê, (anapher-omai) = coming up, rising. Anapherô, poet. amph- = bring, carry up, [Kerberon] ex Aïdao; raise up.
De facto, dos termos anteriores do grego clássico facilmente se infere que a sua origem etimológica seria muito arcaica e, sem muita surpresa, relacionada com mitologias dos deuses da aurora, que Afrodite seguramente foi.

Ver: EOS (***)

Ana-phlaô < ana-phlasmos  = masturbation.
Ana-phlegô = to light up, rekindle.
Ana-phluô = bubble, boil up.
E neste conjunto de termos a conotação do nascimento solar mantém-se! Mesmo o termo Ana-phlaô confirma esta regra se nos lembrarmos que a gíria popular do português emprega o verbo «vir», na forma reflexa, com o significado de clímax ejaculatório!
«Vir-se» < fazer vir (de forma passiva por felacio ou masturbação) a espuma do leitoso esperma (acumulado nos testículos mamilares) < vir à tona d´água, qual espuma do mar < aparecer com a aurora > borbulhar como fluxo de líquido fervente > fermentar!
Com tanta concordância semântica é possível conotar vários termos foneticamente aparentados com o mesmo termo já encontrado na etimologia do nome de Afrodite para espuma. Então:
Ana-phlaô < anaphel* < Anapherô < Ana-Phur > *Ana-aphros.
A verdade é que Ana-phros existe em grego mas tem o significado oposto, precisamente de “algo que não tem espuma”.
Porém, uma análise mais detalhada de outros termos foneticamente idênticos permite a seguinte panorâmica:
Ana-phor-ussô , Ion. for anaphuraô < mix up well < = phuraô = mix. => *Ana-phurtos > aphurtos , on, = unmixed. Adv.
Ana-phrassô or anaphorphragnumi < anephragnunt = I - barricade again, block up. II - remove barriers. <= *Anephra-| gn < Gina |
Ana-phrazô , relate, describe; Med, to be aware of = amphrassaito. < Ana-phrazo-mai Mid. = to be ware of a thing, perceive.
Ana-phrissô = bristle up, akanthais with . <= Phrissô , Att. phrittô (…) = to be rough or uneven on the surface, bristle. <= phrixos,  Comic name for the genius or demon of shivering. Ana-phrizô = cover with foam.
Ana-phroditos [ = without Aphroditê] < Lat. invenustus, = without charms.
Ana-phros = without froth.
Ana-phrugô inf. Pass. -phrugênai, dry up.
A conclusão que se pode tirar desta exposição de étimos em torno de anapher- é a de que a conotação de exclusão do prefixo ana- deve ter aparecido já muito tardiamente na língua grega.
Termos como Anaphros e Anaphroditos devem ter sido construídos pela erudição tardia e numa total inversão do sentido semântico original dum termo virtual *Anapheros. De facto, se o termo fosse arcaico facilmente se teria dado conta de que Anaphroditos = An – Aphroditos = lit. “da Srª: do céu, Afrodite Urânia”!
Aliás, tanto terá que ter sido assim que Anaphr-izô (= cover with foam) têm quase um sentido oposto ao de Anaphr-os (= without froth), apesar de partilharem o mesmo étimo anaphr-. Anaphor- tem a conotação da «acção de mistura» com que se faz a espuma líquida e a fermentação derivada do verbo phuraô que deriva seguramente duma arcaica relação com os deuses dos infernos do Kur, tais como o latino Furnax, padroeiros das «fornadas de pão»!
Anaphrassô, não tem uma semântica clara mas, como deriva o seu sentido do verbo phrazô (= to point out, shew, indicate) patente em Anaphrazô, podemos concluir que estamos ainda perto da semântica dos deuses da aurora! Idêntica situação se passa com Ana-phrissô que vê a sua semântica esclarecida numa relação com Phrissô < phrissô <= Kry- < Sumer. Kur, também sinónimo de região montanhosa de estrangeiros! Ana-phrugô < Ana-Kur-geno, lit. «ressequido pelo calor infernal gerado pelo Kur»! Então:
Ana-Kur > Anapher > Ampher > Egipt. Nefer.
=> *Aphro- < Aphyro < ??? < *An-kur-kika.
ð    *An-kur-kika > *Ãkur-kiki = Aphurhika > Aphrikê
Afrĭca, ae, f. [the Romans received this name from the Carthaginians as designating their country, and in this sense only the Gr. hê Aphrikê occurs] .

Ver: CAFRES, AFRICA, ÁFER E AFES (***)

A tradição de que o nome de Afrodite veio de África é muito forte, e neste caso teria sido do Egipto, a grande Líbia por excelência dos gregos, por intermédio de Chipre, que parece ter sido o local onde nasceu Afrodite! A verdade é que na época ptolemaica Afrodite era adorada no Egipto na cidade de Atarbechis.
Atarbechis = a town in Egypt with a temple of "Aphrodite": Hdt. 2.41.
Athribite = province in Egypt: Hdt. 2.166.
Aparytae = a tribe in the eastern part of the Persian empire (possibly the modern Afridi): Hdt. 3.91.
Atarbechis < Atar-wekis < HathorKeki > Aphor-titi > Afrodite.
     Athribite < Atyrwite < HathorKeki
                                         < Haphaur > Aphary-Tite > Aparytae.
Aphrious: atheras, (= an ear of corn) aphris: murton,(= a myrtle-berry).
De facto, Atheras < Akers < *Akuraus > Aphryaus > Aphrious.
De resto, *An-kur-kika terá dado origem a Nefritite e a Anfitrite mas apenas terá influenciado por ressonância o nome da Afrodite que terá recebido o nome de um antepassado comum da Egípcia.
Hathor < Ka(Ka)-Taur < Iscur > Ishtar
Ø    *Kaphaur+ Dite > Afrodite.
Ø    *Kaphaur > Aphar-> Aphor-!
Aphar
Straightway.
Aphareus
Supposed belly fin of female tunny, unclothed???
Aphertos
Insufferable, intolerable. (estar com «apertos» < *aphelit-> «aflito»)
Aper-opia (= island) < lit. «a que transporta as cobras, a *Kiphura, deusa cretenses, a ilha por antonomásia».
Aphoraô
To look away from all others at one.
Aphorizô,
Marked out by boundary pillars >
Aphoros,
> Not bearing, barren.
O contexto das conotações semânticas de Aphar permitem correlacionar este termo com «a panorâmica dos que observam das alturas das atalaias, tais como os «faroleiros». Os pilares limítrofes aparecerão assim como herdeiros dos Erma < (Horus) Harmachis, que fariam o papel de pináculos de esfíngicos guardiães da aurora sobre os «campos santos», ou como pelourinhos de terras com foral!
Ora, não é possível evitar, neste contexto, a evocação dos Akeres, os deuses egípcios da aurora!
Egipt. Akeres < Hakures < Ki-Kur < *Kaphur(a) > Haphar > Grec. *Aphar-.

Ver AKER (***)

Aphra
A kind of plaster.
Aphra < Apura > apula > Espan. aplastar > emplasto > «emplastro» < Engl. Plaster.
Aphra-dia (< a + Phrazô)
Folly, thoughtles. > Aphrôn
Aphra-ktos < apharktos > aphulaktos
unfenced, unguarded.
Aphrastos (< a + Phrazô)
Unutterable, marvellous; inexpressible
aphratias
ischuros (Cret.), Hsch.
aphraton < Aphreô = cover with foam.
Lat. aphratum, soufflé, mousse => «flato»
Aphrattos
Hekatê (ver: Hecate)
Aphruktos
unroasted.
Aphrikti
Adv. ( [phrissô] ) without shuddering, Call.Dian.6
*Aphrios, epith. of Zeus in Thessaly, Arch. Eph. 1913.219 : also, name of month, IG9(2).206iiic, al. aphrious: atheras, Hsch. aphris: murton, Id.
Reparar nos seguintes títulos de Afrodite:
Aphiogenes - foam born
Aphreia - of the foam
Aphront-is, idos, ho, hê, free from care, careless, c. gen., a. tou thanein E.Fr.958 ; tôn kathêkontôn Plu.2.45d ; peri tinos Luc.Dem.Enc.25 : abs., diaita Plu.2.792b (in acc. aphrontin), cf. Max. Tyr.3.9: Comp. -esteros Steph.in Hp.1.263 D.
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Figura 5: No mais conhecido dos nascimentos de Vénus, o de Boticelli, o vento Zéfiro sopra a espuma, à flor do mar, enquanto a Deusa Mãe, já grávida de novos deuses, se apressa a «correr os panos» da cena, porquanto se ressente ainda das dores de parto.
Um dos lapsos caligráficos que mais frequentemente me ocorrem quando escrevo o nome de Afrodite é *Farodite o que me permitiu reparar que esta deusa pode ter tido uma variante arcaica de Afarodite pode ter sido uma espécie *Nefritite com a conotação de serralho no terraço da casa grande dos faraós do Egipto!
Sir James Frazer, who cites the tale as a parallel to the myth of Balder, adds: 'The foam of the sea is just such an object as a savage might choose to put his life in, because it occupies that sort of intermediate or nondescript position between earth and sky or sea and sky in which primitive man sees safety. It is therefore not surprising that the foam of the river should be the token of a clan in India. The Greeks apparently looked upon foam as one manifestation of the sky-god's seed, and thus in a manner akin to dew or rain.
Nonnos states that Hephaistos, when enamoured of Athena, Shot forth the hot and self-sped foam of love.
The same poet elsewhere tells how a dolphin once carried Aphrodite to Kypros, What time the gendering dew of Ouranos, Down-streaming with his manhood's gore, gave shape To the foam of childbed and brought forth the Paphian.
The Orphic Rhapsodies  used similar language in narrating the birth of Aphrodite from the foam that arose when the seed of Zeus fell into the sea. Both incidents of course involve the nai've derivation of Aphrodite from aphrds*. But the idea of seminal foam is as old as Hesiod, reappears in fifth-century science, and quite conceivably accounts for the existence of Aphrios as an appellative of Zeus.
That, however, is guesswork, and other guesses are almost equally permissible. For instance, philologists have shown that aphros is related both to ombros, 'rain/ and to ntyhos, nephele, 'cloud'.
We might, therefore, without deserting the Greek area, conjecture that Zeus Aphrios was originally a Thessalian rain-god or cloud-god. Further evidence is much to be desired. -- Arthur Bernard Cook - Zeus - A Study in Ancient Religion.
Em conclusão, Zeus Αφριος seria um deus olímpico das tempestades e das nuvens enquanto espuma do mar do céu!
No entanto suspeita-se que também esta leitura do epíteto de Zeus seria uma forma tardia de etimologia popular feita a preceito seria uma relação a Zeus das alturas e lugares altos como as acró-poles. De qualquer modo pode ter sido este epíteto de Zeus Áfrios das nuvens que pode ter fixado a etimologia de afros como espuma que vem sempre ao de cima das águas. De facto assim parece acontecer também com o termo luso «espuma» como sendo o que aparece no «cume» e vem ao de «cima» como o «fumo».
«Espuma» < Lat. spuma < es-fuma < «es-cuma» > «cume» < Kima.
Se a relação de Afrodite com a espuma do mar não aparece à tona das claras águas de etimologia grega a transparece como tal no nome de Frouida, a deusa das fontes termais dos lusitanos.
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Figura 6. Vénus Marina, dum fresco mural romano de Pompeia em postura de Anfitrite. A semelhança formal deste nascimento de Vénus Marina com a de Botticcelli é flagrante. A possibilidade de Afrodite ter sido Anfitrite é também muita tanto mais que um dos animais de transporte de Afrodite e o peixe e porque como deusa mãe dos cretenses seria esposa de Neptuno, deus supremo da talassocracia minóica.
Frouida ( Freija < Frau-kika > Phro-Wida > Ka + Kur-kika => Ha-phur-thita > Afrodite): Ninfa de torrentes y fuentes termales. => «Fervida» à qual, Materna, filha de Flaco, ergueu uma dedicatória (EE VII, 403=ILER 853).
Na verdade, este sentido de coisa que «ferve» ou é «leve e flutuante» vamos encontra-lo em étimos com fro- (supostos derivados do latino flu-, fru e fro-) em palavras como «frota, froco, fronde e fronha»[6]. Porém, suspeito que a relação mais arcaica e expressiva destes sentidos tenha andado relacionada com a espuma da cerveja, senão por forma primária pelo menos por reforço secundário. Na verdade, em português arcaico e, ainda hoje, nos falares correntes do povo do Alto Douro o frumento é uma forma fonética de fermento (< segundo ao dicionário universal da Texto Editora do Lat. farimentu). Ora, tal etimologia é estranha pois o dicionário do The Perseus Project, fornece para este sentido 19 palavras das quais uma é literalmente fermento mas, nada para farimento. Aceitamos no entanto a possibilidade de tal estranho facto sem nos admirarmos muito até porque a farinha (eng. flour), sendo a flor dos cereais, pode conter o étimo far- < fla- < flo- < phro-, o que do mesmo modo nos reporta para os deuses anfíbios pois em grego pode ter o nome de amphimasta, amphithalês em latim a flor da farinha pode ser atacinus (< ata? Kian), cibarius (< Kiwerius), corycus (< Karikus), laganum (lacus?), navius (< ankius) entre outros termos mais ou menos enkianos.
Para «fermento», os termos latinos mais referidos são lacus, aestus, ferveo, e tumeo e, com apenas 6% de frequência, fermento enquanto os termos gregos mais referidos são: aganakteô, meteôros, oideô e, apenas com uma frequência de 1/1500, aphubrizô. Claro que de aphubrizô (= aphur- wizô < kaphur isco > aphro zêo) se poderia chegar próximo de aphro- e, na inversa, a algo com ressonâncias enzimáticas. Porém, tal percurso leva a uma época tão arcaica da oralidade helénica que de tal virtualidade só restará um pálido rasto de 1/1500 na escrita grega. No entanto ele revela-se em termos como ana-phurô < phurô, seguramente que relativo ao amassar do pão!
Ana-phurô (mix up, confound) phurô ·  mix something dry with something wet, mostly with a sense of mixing so as to spoil or defile. II. metaph., jumble together, confound, confuse, ·  Pass., to be mixed up, 2. Med., mix with others, mingle in society 3. confound, 4. Pass., metaph., to be mutually befouled  (Prob. cogn. with porphurô.) aphurtos, on, unmixed. Adv.
No entanto, a simples possibilidade de chegarmos a algo parecido com *kaphurisco como arcaico conceito de fermento (literalmente fogo de kaphura) e também, ainda por cima, próximo de effervesco, um dos termos latinos para fermento, é já só por si, algo de espantoso!
De facto a cerveja, como o vinho, «fervem» (> lat. deferveo, effervesco, ferveo e... «fervor») quando fermentam e ganham gazes, espírito (aestus em latim, meteôros e pneumatoô, em grego!) e, por isso, espumam. O conceito de espuma do mar no nome de Afrodite só pode resultar de uma mera contingência e por inferência posterior.
The same principles by which these simple cases are explained furnish also the key to the more complicated mythology of Mexico and Peru. Like the deities just discussed, Viracocha, the supreme god of the Quichuas, rises from the bosom of Lake Titicaca and journeys westward, slaying with his lightnings the creatures who oppose him, until he finally disappears in the Western Ocean. Like Aphrodite, he bears in his name the evidence of his origin, Viracocha signifying "foam of the sea"; and hence the "White One" (l'aube), the god of light rising white on the horizon, like the foam on the surface of the waves. [ [7]]
De facto não se pode negar que o nome de África chegou aos latinos pela mesma via marítima e, por isso tem em comum com Afrodite mais o mar do que a espuma. Mas, numa área de divindades do amor estranho seria se toda esta escumação não derivasse antes de mais da experiência universal da sexualidade que ainda hoje serve de paradigma intuitivo para avaliação do conteúdo afectivo das situações vivências, de forma explícita na linguagem brejeira ou nas implicações freudianas carregadas de duplos sentidos!

ANACORETAS

Cobras a escumar fogo pela boca só poderia ser uma alegoria óbvia da ejaculação masculina que começou a ser relevantes nos cultos agro-pastorís da fertilidade assim que a humanidade descobriu o papel relevante dos machos taurinos na fecundação das fêmeas! Como é óbvio, o que se afigurava era importante para a humanidade primitiva era sagrado logo o esperma[8] deveria ser um elemento ritual dos cultos arcaicos de fertilidade. O étimo *Phor-, dos cultos solares taurinos da fertilidade, deram origem não apenas ao termo esperma e esporo como ainda ao nome do espírito eslavo da fertilidade e do crescimento agrícola, Spor.
Ora, o étimo grego aphro- é foneticamente próximo de acro-, étimo também helénica mas, mais arcaico e presente no nome da Acrópole onde tem o significado de “cidade alta”.


Arx  is a Latin word meaning "citadel". In the ancient city of Rome, the arx was located on the northern spur of the Capitoline Hill, and is sometimes specified as the Arx Capitolina.

«Archeiro» < «Archa» < *astula < Lat. artula ó Arx < Grec. árchi, principal
ó «capitel» > Capitólio < Aker, leões de guarda ao paraíso > Grec. acros
> Acrópole.
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Simeão nasceu no norte da Síria, perto da moderna Alepo, tendo começado a sua vida como pastor. Em 403 a. C. ingressou como monge em Teleda, tendo adoptado práticas de austeridade extremas que geraram críticas e o afastamento da comunidade. Mudou-se então para Telnessin por volta do ano 412. Viveu como eremita numa cela e depois passou a viver no topo de uma coluna preso por uma corrente (tornou-se um estilita). Foi adoptando cada vez colunas mais elevadas, tendo a última onde viveria durante trinta anos (entre 429-459) dezassete metros de altura. O que era necessário à sobrevivência era levado através de uma escada.
Figura 7: Simeão Estilita, numa representação que demonstra que o cristianismo não terminou com a mitologia. A concha de que nasceu Afrodite está neste ícone.
Claro que o sentido de “altura e elevação” do étimo acro- de Afrodite lhe vem do nome do deus Kar / Kur (o sumeriograma dos “deuses protectores” hititas de que derivam os termos sumérios Kal para soberano, hal > al para elevado e gar e gal para forte e poderoso) enquanto variante de Istar. No entanto, um termo que revela de forma flagrantemente arcaica a relação destes termos com a montanha do Kur vamos encontra-la no conceito bizantino do “anacoreta” do grego ἀνα-χωρ-έω, ana-chōr-eō, significando "voltar para trás, recusar participar em batalha ou trabalho". No entanto o étimo ana- significaria para cima, ou para o alto o que deveria significar originalmente retirar para o topo da montanha. Esta confusão terá sido a responsável pelo estranho fenómeno dos estilistas que seguiram Simeão Estilita, o Antigo.
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Figura 8: Academia Nacional de Atenas.
Deste modo, quer o artista tenha tido ou não consciência disso, a verdade é que este ícone parece querer dizer que no topo da sua coluna o asceta apenas procurava proteger-se das mordeduras da cobra do pecado da luxúria afrodisíaca. Por outro lado, o extremo aceticismo deste anacoreta mascara também uma forma extrema de literalidade semântica do que deveria ser um verdadeiro “anacoreta” como o soldado (que abandona a guerra) por uma causa mais alta, ou o que sobe ao mais alto monte. Em qualquer dos casos a semântica do termo grego ana-chōr-eō ressoaria ainda na Anatólia como algo parecido com o que teria sido originalmente.
Ana-chōr < A(na)kur > acro- > (Lat. *acru < acer???) > agro-.
                          Afro- < acro- <= Karo < Kar > gar > Gal > hal > Al.
Notar apenas que o lado «amargo» das alturas patente no étimo agro- apenas reflecte o obvio que é a rudeza amarga, dura e crua da vida serrana e sobretudo das amarguras da terra ferida e rasgada em sulcos pelo arado e pela charrua!
O «acrotério» (do grego acro-térion = elemento mais elevado) é um elemento ornamental utilizado como coroamento decorativo do frontão do templo, tanto no seu vértice central como nos laterais (acrotérios angulares), podendo ser encontrado também em urnas funerárias e sarcófagos como resultado da tentativa de transposição da forma do templo para estas construções.
A cidade de Ekron (hebreu: ʿeqrōn, transliterado também por Accaron) era uma das cinco cidades da famosa “pentapolis” dos filisteus situada no sudoeste de Canaã. Esta cidade tinha por deus o famoso
2 Reis 1:2 (O Livro): 2O novo rei de Israel, Acazias, caíu da varanda de um quarto, num andar alto do seu palácio em Samaria, e ficou seriamente ferido. Na sequência disso enviou mensageiros ao templo do deus Baal- Zebube, em Ecron, para perguntarem se ele se curaria.
Figura 9: Um dos mais belos «nascimentos de Vénus» em versão moderna, das muitas feitas «à toa», «à tona» da espuma das águas do mar nas praias orientais da «boa vida»![9]
No entanto, Ba‘al Zəbûb em hebreu significa literalmente "senhor das moscas" e em árabe o nome manteve-se como Ba‘al Azabab para continuar literalmente "Deus das Moscas". No entanto, o estudante bíblico Thomas Kelly Cheyne sugeriu, e com toda a razão que poderia ser uma corrupção derrogatória com premeditada intenção difamatória por parte dos sacerdotes hebreus para o nome de Ba‘al Zəbûl, "Senhor dos Lugares Altos" (i.e., Céu) ou "Altíssimo Deus". De facto, Ze-bul também é o nome do sexto dos sete céus do misticismo judeu. Como as coincidências só incomodam os crentes é quase seguro que o nome da cidade de «Istambul» seria também uma homenagem ao altíssimo Sol onde bul- aparece como variante do hitita tel- ou del-!
Ze-bul < Ke-Wur < Ki-Kur => Cibel!
Ekron < Accaron < Acr-Anu < *Ki-Kur-Anu = Hadad = Baal Zebul.
Pois bem, aphro- está relacionado com acro- por se referir seguramente a tudo aquilo que sobe à tona das águas tal como em português popular a «escuma» da cerveja sobe ao cume das vasilhas, que eram os cântaros e as «ânforas», e dos cálices (< calix < Kar kiki + Anu => Afrodite Potinija, a deusa aguadeira por excelência!).

DICTE

Britomartis es una diosa de Creta y anterior a los griegos, que más tarde se asimiló a Artemisa. Su principal templo estaba en Cidonia. Era hija de Zeus y Carme. Minos se enamoró de ella, pero prefirió huir a la montaña y ocultarse allí por espacio de nueve meses. Más tarde, huyendo de su importuno amante se arrojó al mar, pero fue rescatada por las redes de los pescadores. De donde el nombre de Dictina que se le da. Fue llevada a Egina tan pronto como Minos se alejó. Ya en Egina otra vez intentó Minos aprisionarla, pero ella huyó a un bosque consagrado a Artemisa. Probablemente es una diosa de la fertilidad que se relaciona también con el culto al mar. La roca, el bosque, el mar, tienen relación íntima con dioses primitivos como ella.
La déesse antique n'a jamais complètement disparu; elle est restée sur des pièces de la ville de Cretan, sous son nom ou celui de Diktynna, la déesse du Mont Dicté. C'est dans une grotte située sur ce mont (grotte de Psychro) que Zeus naquit. Rhéa, sa mère, s'y était réfugiée pour le soustraire à une mort promise par son père, Cronos.
Cette dernière est représentée avec des ailes, un visage humain et saisissant un animal dans chaque main tout comme Potnia Theron, la maîtresse des animaux.
Dic-te ou Dic-tina ou Dictumna seria um dos nomes do trio cretense que veio a ser Afrodite / Atena / Artemisa.

Ver: ATENA OBRIMOPATER (***)

*Dicatumina reporta-nos para o deus virtual *Atumno que teria estado na origem de todos os “deuses meninos” dos mitos de morte e ressurreição pascal. Se o principal templo desta deidade estava em Cidónia e porque esta era a dona e senhora desta terra. Ki-Tan-ia era a cobra sagrada deste lugar e *Dicatumina era possivelmente Korê, irmã e esposa de *Atumno.
Resgatada nas redes dos pescadores, *Dica-tumina, a virgem doce (Brito-Martis) de todas as boas «dicas» seria o radical em falta de Afrodite. Assim, a etimologia do radical -dite de Afrodite tem origem étmica e semântica a partir da deusa do fogo Kiki (/Kuku/Kaku/) ou Caca e permite-nos suspeitar que nos estamos a aproximar das origens telúricas da terra em fogo que terá sido uma das causas da mitologia da cobra, pelo menos na sua vertente mítica de dragão que cuspia fogo. De qualquer modo Enki / Damkina teriam muito a ver com o culto desta entidade cretense.
A mistura dos deuses do fogo com a espuma da cerveja reforça a relação do nome de Afrodite com o nome micénico de Potinija, aliás numa estranha mistura com o conceito de divindade nutritiva das taurinas tetas com o nome da deusa latina Potina já indiciava. Não será também por mero acaso que a cerveja era utilizada, até há bem pouco tempo, como tónico pediátrico.
Potina; deusa latina da medicina «pediátrica».
Ou seja, a etimologia verdadeira do nome de Afrodite reporta-nos para uma deusa micénica Potinija (< Pot E(a)nkia) a esposa de Enki, a primeira deusa taberneira a fazer bebidas espirituosas e por isso, a primeira «copeira» dos deuses que Afrodite terá sido na sequência de uma função muito mais arcaica de «deusa mãe do poder de fogo da terra». As suas sacerdotisas potinijas eram as que tinham o segredo dos licores e a vende água-ardente produto que antes de se terem transformado em «poções mágicas» de guerreiros foram tónicos medicinais razão seguramente relacionada com o facto de as «deusas do amores nocturnos» serem também as «deusas das erecções solares» e logo, sempre deusas do parto.
Atarbechis = a town in Egypt with a temple of "Aphrodite". Athribite = province in Egypt. Aparytae = a tribe in the eastern part of the Persian empire (possibly the modern Afridi).
Atarbechis < Atarwekis < Atary kiki < *Akurkiki > Afrodite.
                                                  > Athribite < *Akurkiki
                 Aparytae < Aphary-Tite < *Akurkiki > A
                                                          > Afridi(te).
Afrodite < Aphortitos < Aphrattos = Hekatê (Tarent.), Hsch..

Ver: PERSEFONE (E A DESCIDA DE INANA AOS INFERNOS) (***)
& LEDA/LETO (***)
Cotys = Goddess of sexuality. was another fertility goddess with rites celebrated by the Baptai. => Cotytto = The Thracian goddess of immodesty and debauche ry.

LADAINHA AFRODISÍACA

Pasithea Kale Euphrosyne - the Goddess of Joy Who is Beautiful to All
Afrodite foi, de entre as deusas clássicas, a que teve mais epítetos o que só prova que esta deusa foi derivava de uma deusa mãe muita arcaica e universalmente adorada! Alguns destes epítetos são muito expressivos tais como:
Akesa – averter.
Akidalia - restlessness; of the barbs; fountain Goddess of Boeotia, bathed with the Charites in it.
Akesa = Prevenida = Engl. averter < Lat. adverter < Ati-pher-ter (lit. «a que tem «o poder de transporte das almas e do deus menino»)
=> Awesa > «aviso» lit. «a Sr.ª do Viso», que está de «atalaia» (< Ár. attali'a = espia <= Akitalia?) do cimo dos montes!
E ainda:
Agla-oguios - with beautiful limbs.
Agla-odoros - bestowing splendid gifts.
Agla-theiros - bright haired.
Agro-tera - fond of the chase; berserker.
Akra-ea - the everpowerful; of the citadel; of the highest point; worshipped on high.
*Kaphura < *Ki-kura < Kau-kura > Hakura > Akura > akra-
                                                                              > agora- > agla- > agra- > Agro-.
                     *Ki-kura + Kiki => Ki-Kur-Ish > Kiphurat > Zigurat.
                                                  => Kaphrau-Thite, lit «a divina fêmea do cabrão (do diabo!)» > Afrodite.
Sendo assim, *Ki-kura foi o núcleo etimológico destes nomes o que confirma a tese de que Afrodite enquanto evolução étmica de Kikur-kiki, foi apenas a esposa ou a filha da *Kaphura (+ An)> Kawuran > «Cabrão»!
Foi também:
= Eriboea < Euri | Wohea < Phowea, a vaca dourada da Aurora? | < Hauri Kakia < *Ka Kikura;
Erykina - of Mount Eryx on Sicily, site of one of her temples; of the heather.
= Erycina < Erykina < Erjkina < Eresh-ki-Ana, lit. «Sr.ª da terra de Eresh» ou, Ereshkigal.
Appias = A Roman nymph. Two fountains dedicated to her flanked the entrance to the temple of Venus Genitrix on the Forum of Caesar in Rome.
Appias < Apa-Phias > Paphia
Paphos - of the city of Paphos; may be related to a word meaning kill or end, suggesting Aphrodite as deadly crone.
= Pelasgia < Pherash-Kiha, lit. «a Esfera que transporta o filho ao colo».
Cnidian (< Kanithian, «cão (e caça)de Diana»? > Kian Thian > Kian Kian); Colian (< Korian).
Mechanitis = Inventiva < Ma-Ka(u)ni-This
                                        < Mi-Ka(u)ni-This > Migonitis = União.
Nupcial:
Bridal ( < Wri Thar < Kur Kar > Wir Gar) variante de = Averter mas que nos permite inferir que a deusa celta equivalente de Afrodite pode ter sido Briga ou Brigantia (< An wrik tia < Amphru Kita > Aphrodite).
Nymphia – bride
É ainda considerada a «Bondosa», seguramente um pudico eufemismo com a mesma conotação de «boasona»:
Philia - of friendship. Doritis - giver of good things. Eudoso - generous one; used in Syracuse. Eumenes - well disposed. Eunomia - good order. Harmonia - uniter, concord; used in Thebes.
A verdade é que a relação óbvia entre a fonética de «Bondosa» ó Ital. Vanitosa nos reporta para a possibilidade de estarmos perante uma semântica relativa à congénere latina de Afrodite, ou seja perante o nome de Vénus <*Wanitusa, lit. «a hitita *Wan-Hitusha que terá dado nome ao lago de Van onde veio a florescer a segunda civilização neo-hitita.
Sr.ª da «Boa Viagem».
Epaphos - holy cow
Ephippos - horse riding
Eunemia - Goddess who gives fair wind
Zeuxidia - the charioteer
Nikephoros - bringing victory
Areia - warrior, warlike; used in Sparta and Korinth
Sparta - sewn one
Sterope - of the stars; lightning < Istar-Ops. ó Juno Sospita
Strateia - Goddess who goes with the army < Istar-Teia.
Stratonike - of the victorious band; used at Smyrna. < Istar-Tanite.
Sym-machia - the Goddess who is allied in war.
Tanais - same as Anaetis.
Asteria - of the Sun, shining.
Asteropeia - Sun face.
Nikephoros <= Nike – victoriosa ó belicosa!
Asteria < Aster-opheia > Sterope.
Stratonike< Shtarteja < Istar-Theia.
Stratonike < Istar- | Ta-Nikê > Tanish > Tanais > Tan-et > Tanit ó Anaetis > Anakitis, etc. etc.

=> VARIANTES DO NOME DE AFRODITE (***)




[1] Cyprus, more specifically the seashore at Paphos, was also one of the birthplaces given in Greek mythology for Aphrodite, who was known as Kýpria. This was because Astarte, goddess of love and beauty in Phoenician mythology, for whom Cyprus was an important cult centre, was later identified with Aphrodite.
[2] ἄφρα = plaster; ἄφρων = senseless; ἀφρέω = espumar; ἀφρός = ἀφύη = small fry ; ἀφροσέληνος; ἀφροσύνη = folly, thoughtlessness; ἀφρικτί = without shuddering; ἀφροσιβόμβαξ = puffing, bustling fellow; ἀφρόσκορδον = Cyprian garlic, Allium sativum; ἄφροντις = free from care, careless; ἀφροντιστέω = to be heedless; ἀφροντιστητέον = one must disregard,; ἀφροντιστί = thoughtlessly,; ἀφροντιστία = heedlessness,; ἀφρόντιστος = thoughtless, heedless,; ἀφρόομαι = become frothy.
[3] De imediato se infere que a origem da preposição latina pró (a favor de, da semântica favorável e aproximativa do conceito de felicidade construído em torno do conceito egípcio nefer e do nome de Afrodite!
[4] daughter of Eetion, wife of Hector: Apollod. vol. 2.51
[5] Futrica, leigos e não estudantes de Coimbra seguramente o nome antigo das tricanas rameiras devotas de Afrodite!
[6]" Frota = • (Prov. flota < Lat. fluctu, onda), s. f. porção de navios de guerra reunidos para navegar juntos; Froco =• (Lat. floccu), s. m. floco de neve; Fronde = • (Lat. fronde), s. f. folhagem de palmeiras e fetos; Fronha = • (Lat. *frondia), s. f. peça de roupa, em forma de manga, que envolve o travesseiro ou almofada de cama" e que era cheia .
[7] Myths and Myth-Makers: Old Tales and Superstitions Interpreted by Comparative Mythology by John Fiske.
[8] A par do erudito esperma o português comum «esporra-se» (< ex | phor la < Kar la, lit. «mulher de Kar» > «corlas», vomito) com «langonha» (< Kauran kaunia), termos que se tornaram calão apenas por anátema contra os antigos cultos de fertilidade que a liturgia cristã veio a substituir, tanto nos ritos quanto na linguagem!
[9] Cabanel, Alexandré (French, 1823-1889): The Birth of Venus, 1863, Musée d'Orsay at Paris.

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