quarta-feira, 16 de junho de 2021

VII TEOLOGIA & MÍTICA CRSTÃ - 7. GNOSTICISMO HERÉTICO CRISTÃO Ironia de Justino Mártir a respeito dos gnósticos, por arturjotaef

«J'avais annoncé que des docteurs de mensonge viendraient en mon nom et au nom des prophètes et des apôtres, et j'avais ordonné à mes disciples de vous donner les mêmes avertissements. J'avais confié une fois pour toutes à mes apôtres l'évangile et une doctrine d'un contenu identique. Mais comme vous n'y croyiez pas, il m'a paru bon d'y faire des changements. J'avais promis la résurrection de la chair; à la réflexion, j'ai craint de ne pouvoir tenir ma promesse. Je m'étais montré né d'une vierge; ensuite cela m'a paru honteux. J'avais dit que mon Père est celui qui fait le soleil et les pluies; mais un autre père meilleur m'a adopté. Je vous avais défendu de prêter l'oreille aux hérétiques; mais je me suis trompéCe sont là des énormités bien dignes de ceux qui s'écartent de la route et ne se gardent pas du péril qui menace la vraie foi.-- Cap XLIV- 8-12 – Prescrissões.

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Figura 1: Jesus Abermentho, o galo da capoeira, mosaico do sec. IV na ilha de Wight em Inglaterra.

Aberamentho: A name used for/by Jesus, in the Sethian text ”Pistis Sophia,” describing him as merged with Thoth-Hermes because Jesus calls on God while standing upon the water. It is a trajectory that merges the Hebrew ‘abyr mym’ (power of waters) with the Greek form of the Egyptian God Thoth and is found in Book IV of the Codex ”Askewianus.”

Obviamente que o nome de Aberamento não pode ver do Hebreu porque é uma entidade mítica tipicamente Egípcia. Assim pouco ou nada terá a ver com o poder das água a menos que se reporte ao poder separador da água de Enki que este deus seria enquanto variante do galo de Jano. É evidente que quando esta mitologia veio do Egipto para a comunidade citadina de Roma foi assimilada aos cultos locais e de pelicano Tote passou a ser o galo de Jano.

Ora, parece que um “deus menino” com cabeça de galo já existia na cultura etrusca com o nome de Tages ou Tageto e que seria uma variante infantil de Jano.

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Figura 2: Dagon em vaso coríntio. Deus alado tifónico e marítimo que tinha o golfinho e o pelicano como animais de transporte e por isso seria equivalente de todas as serpentes solares aladas como Tote.

According to their legends their sacred books, were given to them by the god Tages, who sprang forth from the plowed field as a boy. He conversed with the Etruscans and thought them various things from foretelling the future to the proper way of doing things. For even things like finding the best location and orientation of building they had specialists.

Tages < Tha-Ge + An > Dagon ó Oanes / Enki ó Jano ó Tote.

São às centenas as palavras relativas a acção terminadas em -mento, correlativa do advérbio do modo em –mente, derivadas seguramente do conceito minóico da força activa do deus ictifálico e taurino Min, filho da deusa mãe do Céu que os etruscos chamavam Mean. Sendo assim será perder tempo procurar no egípcio ou no hebreu a origem do nome de Jeus Aberamento, até porque no eteocretense mais dificilmente ainda será encontrada.

Aberamentho < Ha-Wer-Mento < Ka-Pher-Mento > Sacramento,

literalmente a acção sagrada que é capaz de trazer a vida (eterna)…

e ressuscitar!

A famosa querela dum Cristo homoousios com o Pai ocorreu assim:

Segundo Basilides, de Deus (todo-ser e todo-não-ser e que e Sigé, puro silencio) ejacula-se uma semente de que nascem três entidades. A primeira é o Filho de Deus, consubstancial ao Pai – e o termo empregue é o famoso homoousios, que suscitara a disputa do arianismo e a ruptura com Bizâncio. O segundo termo da trindade é o pneuma, o Espírito, centelha divina mergulhada na matéria. A terceira raspadura do esperma divino, não é senão o corpo, a terra, substancia vil, felizmente iluminada pela chama espiritual. Reinando o Pneuma no oitavo céu, ou Ogdoade, surge do Logos Spermaticos um arconte que ira reinar nas sete outras esferas celestes, ou Hebdómada. Desenvolveu-se uma magia basilidiana em torno do nome divino Abrasax, cujo valor numérico é 365, número de dias que tem o ano. Abrasax (cujos talismãs são chamados abraxas) permite a alma evitar as ciladas do mundo material que o Demiurgo de Hebdómada vai erguendo no caminho dos que tentam atingir o universo do Deus bom, o Ogdoade. Princípio solar da salvação, Abrasax tornar-se-á o protótipo do Christos-Hélios, identificado a Mitra e a Jesus.

Evidentemente que, à luz do catolicismo moderno estamos perante uma heresia óbvia. No entanto, é duvidoso que à luz do cristianismo emergente não fizesse sentido grande parte deste discurso que tem também obviamente um componente helenístico expressivo porque mistura a mitologia grega com a teologia egípcia heliopolitana.

Assim, ficamos a saber a suspeitar que a Ogdoade osiríaca seria de origem grega por via ptolomaica:

Ogdoade < oc-tau-at > octeto

Hebdómada < Hep-tau(ma)-at >

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ABRAXAS, Com este nome queremos indicar esse conjunto de pedras gravadas, usadas especialmente pelos integrantes da escola de Basílides, conhecidas dos padres e hoje dispersas pelos museus da Europa. São designados com o nome de Abraxas, porque quase todas trazem esse nome. As figuras simbólicas, as palavras estranhas, as aliterações bem combinadas, mostram que tais pedras serviam de talismã. As inscrições são sempre redigidas em grego e, em geral, são uniformes. Lê-se nelas, IAÔ, Sabaoth, Adonai, Anúbis, Ísis, Mitras. Nessas pedras, ora estão inscritas as vogais gregas aeêioyô, da direita para a esquerda ou vice-versa; consoantes sem significado; sílabas incompreensíveis;

palavras indecifráveis, derivados do grego, do copta, do hebraico, do siríaco, longos vocábulos que se podem ler começando indiferentemente da direita ou da esquerda, como ABLANATHANALBA; frases vazias de sentido. Ora representam figuras nuas em posturas eróticas, personagens simbólicas, por exemplo, uma cabeça de galo, com braços e bustos humanos, pernas formadas por duas serpentes, de escudo numa das mãos e, na outra, um açoite; ou então, uma mulher sem cinto, com uma estrela na cabeça, um açoite na mão esquerda, a direita apontando para a boca, sentada numa flor de lótus, símbolo freqUentíssimo da fecundidade. -- E. Buonainti – Gnose dezembro 1936

According to Basilides, Abrasax, the supreme divinity of the lower, visible world, comprised within himself the 365 gods who presided over the days of the year. In one system of numerology, the Greek letters of Abrasax have a mystical value of 365. Abrasax is identifiable with Osiris, the god of the Nile, because the Greek for Nile, Neilos, has a numerological value of 365. The Gnostic sect, Mithras, a delineation of Persian theology, has a mystical value of 365. Gnostics believed that this numerological equivalency of Mithra to Abrasax proved the divinity of both. Mithra is the spiritual intermediate principle of Persian Dualism identified as the sun god of Persia.

Abrasax, also defined as one of the guardians of the Aeons (supernal powers and eternal realms), is depicted on engraved gems with the head of a cock and legs of a serpent. Abrasax is associated with Aberamentho of mystical texts, who has the head of a cock. Worshipped by a Seth-Typhon cult in Egypt, and portrayed by then as having an asses head and a serpent's body, Aberamentho is identified by this cult as Jesus, who they said transported himself and his followers into the upper realms of the universe to celestial ships manned by fantastic beings and flying in space. After the crucifixion of Jesus, Roman graffiti was found portraying Jesus on the cross as a man with the head of an ass. Another account of this animal-headed divinity involves Zacharias, who was struck dumb in the Temple at Jerusalem when he had a vision of a being with a human body and the head of an ass. When he reproached the Jews for worshipping such a god, they put him to death. After his terrible vision, the high-priests were instructed to carry little bells whenever they went into the temple. That way, God would hear the tinkling of the bells and have enough time to hide himself and not be caught in that ugly shape and figure.

Into this tangled Judaic/Egyptian/Roman/Persian quarternity of Abrasax – Aberamentho – Jesus - Mithra came the Gnostics, who cleared up (?) the confusion by identifying Aberamentho - Abrasax as Ialdaboath, the son of the god of the Old Testament, and Mithra as an Aeon, and Jesus as a divinized human, a man Christified by the Cosmic Christ force who merged with him.

"And it was in the place of the Darkness, and the fire, and the power of the mind, and the light, that human beings came into existence." (The Paraphrase of Shem, Gnostic papyri)

Abraxas < Ha-Wer-Ash < Ka-Pher-at

> Taveret, a que transporta o ka da vida, a Deusa Mãe Primordial.

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Figura 3: Virgem Maria Theotokos

Como se pode facilmente intuir, o gnosticimo era uma espécie de compromisso helenístico do politeísmo místico de mistérios, longamente fermentado em todos os recantos da sofrida e conturbada religiosidade oriental, com as tendências monoteístas que nunca teriam chegado a ter uma expressão clara e fanática como nos teísmos modernos, nem mesmo no judaísmo pré-cristão.

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Gnosticismo designa o movimento histórico e religioso cristão que floresceu durantes os séculos II e III, cujas bases filosóficas eram as da antiga gnose (palavra grega que significa conhecimento), com influências do neoplatonismo e dos pitagóricos. Este movimento reivindicava a posse de conhecimentos secretos (a “gnose apócrifa”, em grego) que, segundo eles, os tornava diferentes dos cristãos alheios a este conhecimento. Originou-se provavelmente na Ásia Menor e teve como base as filosofias que floresceram na Babilônia, Egito, Síria e Grécia.

O gnosticismo combinava alguns elementos da Astrologia, mistérios das religiões gregas, ritos de iniciação ao culto das deusas agrícolas Demeter e Perséfone, que se celebravam em Elêusis (localidade da Grécia próxima a Atenas), bem como elementos do hermetismo e da doutrina do cristianismo. Em seu sentido mais abrangente, o gnosticismo significa “a crença na salvação pelo conhecimento” (segundo Joan O’Grady). Mas não apenas um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico, mas de caráter intuitivo e transcendental (sabedoria). É usado para designar um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua essência eterna, centelha Divina, maravilhosa e crística, pela via do coração. É uma realidade vivente sempre ativa, que apenas é compreendida quando experimentada e vivenciada. Sendo assim, jamais pode ser assimilada de forma abstrata, intelectual e discursiva.

Os cristãos gnósticos constituíram, nos primeiros anos dessa nossa era, uma comunidade fechada, iniciática, que guardou os aspectos esotéricos dos Evangelhos, principalmente das parábolas do Divino Mestre Jesus de Nazareth, apresentando um cristianismo muito mais profundo e filosófico do que o daqueles cristãos que ficaram conhecidos como a ortodoxia. Dentre os grupos mais ativos nos dois primeiros séculos de nossa era destacam-se os Naasenos (palavra em aramaico com o mesmo significado de Ofitas, de origem grega), Perates, Sethianos (de orientação judaica), Docéticos, Carpocrátivos, Basilidianos e os Valentinianos. -- Conteúdo Rosa-Cruz.

O gosticismo cristão foi o cordão umbilical que ligou o Cristo eterno das arcaicas religiões de mistérios do paganismo antigo ao misticismo barroco católico, à ritualidade beata e supersticiosa do cristianismo ortodoxo.

Na verdade, ainda longe do monoteísmo que apenas os islâmicos mais fanáticos e integristas alcançam sem grandes constrangimentos, à custa duma completa anulação do feminino e total sujeição social da mulher, o judaísmo clássico seria apenas o culto do deus de Israel, tornado zeloso e ciumento pelos resquícios levíticos duma antiga tradição herdada de deportados egípcios do tempo da heresia de Akenáton, recentemente purificado por uma corte angelical sob a influência do masdeismo persa. Na verdade, esta influência persa viria novamente a manifestar-se no gnosticismo cristão precisamente numa teologia de suporte astrológico de pendor espírita que já teve a primeira grande oportunidade histórica no culto imperial de Mitra. Hoje em dia é inquestionável que sob o ponto de vista histórico o unitarismo foi o grande rival religioso do cristianismo no baixo-império que teria naturalmente acabado por ser a religião de estado do decadente Império Romano se não tivesse sido acontecido o divino acaso de Constantino ter sido filho de Santa Helena, uma fervorosa cristã que subtilmente acabou por obter do filho os favores políticos necessários à subida ao poder dos cristãos numa altura em que estes quiçá seriam menos merecedores já que andavam feridos de morte numa das suas mais dilacerantes dissensões internas ocorridas precisamente em torno da questão da divindade de Cristo posta em causa pelo arianismo. Santa Helena alcançou uma vitória de dois em um: conquistando Constantino para o lado cristão conseguiu que este levasse ao estremo os interesses de estado impondo a unidade religiosa do estado romano promovendo a derrota dos arianos no concílio de Niceia. Assim começou o cristianismo moderno, purgado por mera decisão política de toda a sua tradição gnóstica primitiva que, por intermédio deste, lhe permitiria manter a ligação expressa do monoteísmo puro e duro de origem persa com o substrato do misticismo politeísta arcaico. Em vez dele preferiu-se uma visão menos claramente monoteísta por força do peso da tradição trinitária egípcia revelando-se assim a força que a cultura alexandrina teve na formação da síntese do judaísmo com o misticismo através da teologia do catolicismo.

 

Ver: SANTÍSSIMA TRINDADE (***)

 

Segundo Ário só existe um Deus e Jesus é seu filho e não o próprio.

(...) O Concílio de Niceia (325 D.C.) condenou esta doutrina após uma grande controvérsia e declarou-a herética. No entanto, visões semelhantes e em alguns casos revivificação do nome, ocorreram desde então.

Porém, há evidência que muito outras visões amplamente discrepantes da natureza de Cristo foram sustentadas entre os crentes Cristãs na Igreja primitiva. Só depois de a disputa com Ário ter politizado o debate é que uma solução universal e "católica" foi trazida ao debate, garantida por uma maioria estrategicamente escolhida entre os que defendiam a posição trinitária, é que a posição de Ario foi declarada heterodoxo. Há um pouco de ironia nisto tudo uma vez que a Igreja católica romana canonizou Luciano de Antioquia como um santo primitivo, brilhante e talentoso, líder e mártir, embora Luciano ensinasse uma forma muito parecido do que depois seria chamado Arianismo. Ario era um estudante da academia privada de Luciano em Antioquia. Os Ebionitas, entre outros grupos de cristiãos primitivos, também podem ter mantido doutrinas semelhantes que podem ser associadas com as formulações de Luciano e da Cristologia Ariana.[1] ·  Wikipédia

As posições anti-trinitárias foram acusadas como sendo politeístas pelos ortodoxos por criarem 3 divindades diferentes quando a verdade que acabou por fazer tal coisa foi o catolicismo ao inventar o recurso teológico do mistério paradoxal um só deus, uma só substancia e três pessoas distintas

A relação de Abraxax com um deus solar permite identificar o Cristo-Hélios com Adonai e Hórus. Sendo assim, o gnosticismo fornece o elo perdido da ligação do cristianismo ao paganismo antigo por intermédio das religiões de mistérios que proliferavam durante o helenismo e também durante o baixo-império que antecedeu a sedimentação e consolidação do cristianismo. Claro que seria um anacronismo relacionar a anualidade de Abraxax com «one revolution of our planet around the Sun” porque seria pressupor uma previsão gnóstica do heliocentrismo que só viria a ser estabelecido com a visão científica de Galileu e Copérnico. No entanto esta relação já era intuída quando os latinos lhe chamaram anus, em nome de Anu, o deus sumério do céu! A ”eneada heliopolitana” teria esta mesma origem.

A relação do gnosticismo com os cultos ofídeos dionisíacos é já bem conhecida! Nunca se tinha era percebido como pudesse estar mascarada no nome de Abraxax. Afinal esta entidade não era senão uma variante de Pan / Phanes, o deus do Amor Protágono, que veio a ser também Mitra, o mais sério rival de Jesus Cristo antes do milagre do aparecimento na cena histórica de Costantino. Todos estes cultos eram, afinal, simultaneamente cultos (tão dionisíacos quanto osiríacos) de morte e ressureição solar e também cultos de Amor!

(…) Again, his disciples said: "Tell us clearly how they came down from the invisibilities, from the immortal to the world that dies?" The perfect Savior said: "Son of Man consented with Sophia, his consort, and revealed a great androgynous light. His male name is designated 'Savior, Begetter of All Things'. His female name is designated 'All-Begettress Sophia'. Some call her 'Pistis'. (…) The Perfect Savior said to them: "I want you to know that Sophia, the Mother of the Universe and the consort, desired by herself to bring these to existence without her male (consort). But by the will of the Father of the Universe, that his unimaginable goodness might be revealed, he created that curtain between the immortals and those that came afterward, that the consequence might follow ... [BG 118:] ... every aeon and chaos - that the defect of the female might <appear>, and it might come about that Error would contend with her. And these became the curtain of spirit. From <the> aeons above the emanations of Light, as I have said already, a drop from Light and Spirit came down to the lower regions of Almighty in chaos, that their molded forms might appear from that drop, for it is a judgment on him, Arch-Begetter, who is called 'Yaldabaoth'. -- The Sophia of Jesus Christ, Translated by Douglas M. Parrott

Yaldabaoth < Jaldaba-eth < Xar-| dewa-et < |  Kar-Kaka-

                                                                         > Zewaush > Zeus.

«O Filho é-o não ao modo pelo qual os poetas e mitógrafos falam dos filhos dos deuses nascidos por união carnal, mas enquanto "Verbo imanente" que desde sempre está no coração de Deus. E quando Deus deliberou fazer o que desde sempre desejou, engendrou o "Verbo emitido" como primogénito de toda a criação, que não é senão o "Verbo imanente" agindo na criação»Três Livros a Autólico II, 22, Teófilo de Antioquia.

 



[1] However, there is evidence that very widely differing views of the nature of Christ were held by Christian believers in the Early Church. Only after the dispute over Arius politicized the debate and a "catholic" or general solution to the debate was sought, with a great majority holding to the trinitarian position, was the Arian position declared to be heterodox. There is some irony in that the Roman Catholic Church canonized Lucian of Antioch as a brilliant and talented early Christian leader and martyr, although Lucian taught a very similar form of what would later be called Arianism. Arius was a student of Lucian's private academy in Antioch. The Ebionites, among other early Christian groups, also may have maintained similar doctrines that can be associated with formal Lucian and Arian Christology.

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