segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ISQUIÃO, um deus menino cretense de morte e ressurreição solar

Assim, será interessante aceitar que o nome dos cardeais da cúria romana, tal como os pontos cardeais, precederam o catolicismo e derivaram o seu nome do mítico conceito do axis mundi sustentado por Atlas e pelo deus das portas do mundo, ou seja, das chaves dos céus e dos infernos.
Existe um mito que pode explicar o nome do conceito do «eixo», que depois de ter sido do mundo, deve ter sido o sol, o “disco solar alado” e depois...a roda dos carros que sempre fascinaram as culturas do ferro.

Now Periphas married his grandmother's niece Astyaguia (daughter of Hypseus), and begat eight sons, the oldest being Antion, who married Perimele and begat Ixion. -- Greek Mythology, by Carlos Parada.
En la mitología griega Ixión era uno de los lapitas, y rey de Tesalia. Era hijo de Flegias (según Eurípides), de Leonte (Higinio) o de Antión (Esquilo).
Figura 1: Tortura de Íxião no Tártaro, Amphora 330 a. C, Staatliche Museen, Berlin.[1] Notar a semelhança pictórica da postura de Íxião na “roda de tortura” com um Cristo crucificado (ou como um judeu nas mãos pesadas da Inquisição!) e, sobretudo e também, com o cânon de Leonardo da Vinci.
Assim, Íxião era filho de pai incerto e de Perimele.
                             > Phre-ish > Flekiki = Flégias.
Peri -mele < Pher-u-Mere < *Ker-tu-Mer ó Car-Dea.
A relação de Íxião com o “Eixo do Mundo” deve ter começado na própria mitologia de Cardeia que a transmitiu a seu filho Jano / Íxião.
Íxion, filho de Flégias, descendente do deus-rio Peneu foi rei dos Lápitas, um povo que habitava a Tessália, próximo dos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia[2], filha de Eioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cómodo (escano?).
«Escano» < Lat. scamnu < «escabelo» de cozinha < Lat. scabellu = banco com costas, comprido e largo, cujo assento serve de mesa sobre uma arca formada pelo mesmo móvel; • banco pequeno para pôr debaixo dos pés.
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Figura 2: Escano tradicional transmontano.
Figura 3. Cópia industrial de escano completo castelhano.
O «escabelo» seria em rigor o banco pequeno de por os pés e que teria algo a ver com os bancos de cortar o cabelo para manter o cliente sossegado e depois pelos pedicuros para, no mesmo espaço e tempo, tratar dos pés aos clientes. Já o «escano» da cozinha tradicional transmontana seria sobrevivência rural fóssil de um mobiliário mediterrânico mais arcaico que por ser cómodo seria simples e prático pois serviria simultaneamente como arca, banco e mesa. Ora, parece ser precisamente esta forma completa de «escano» que aparece no mito de Íxião porque quem quer que se sentasse nele ficaria relativamente preso e à mercê de quem na cozinha servia à mesa. O resto do mito já não é dedutível do móvel porque a partir daqui só uma comparação com instrumentos arcaicos de tortura poderia esclarecer o resto do mito. Obviamente que a imaginação sádica dos tiranos antigos e as potencialidades tecnológicas do helenismo terão feito o resto do mito porque a ter havido algum fundo de verdade neste bastaria que Íxião tivesse entalado o sogro no escano e depois deitado fogo à arca que estaria cheia de palha e nafta inflamável, por exemplo.
«Escano» < Lat. scamnu < *Ishka-Minus > Iskamno >
Ish-Ki-anu > Grec. Ἰξίων, Ixīōn.
«Esquife» < ant. alt. Al. skif, navio.
No entanto, a veracidade factual do mito que deste modo deu nome lendário ao «escano» pode ter sido mera coincidência que não derivaria do nome de Íxião porque este termo tem toda a etimologia para ter sido a própria vítima como é sugerido pelo termo *Ishka-Minus, um deus menino solar variante do Minotauro como Sarpedon, pelo mitema que nos reporta para o mito de Osíris sequestrado à má-fé pelo seu irmão Sete num sarcófago, ou «esquife».
Este crimen que vulneraba las leyes sagradas de la hospitalidad (xenia) horrorizó tanto a los reyes vecinos que ninguno quiso purificarle (catharsis), obligando a Ixión a vivir escondido y huyendo del trato de los demás. Abandonado y aborrecido por todos, imploró perdón al dios Zeus, que se apiadó de él acordándose de que hasta los mismos dioses hacían locuras por amor y, purificándole, le invitó a la mesa de los dioses.
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Figura 4: Num vaso grego helenístico onde Íxião é torturado por Hermes, que mais parece Hefesto, no suplício da «roda (solar do in-fortun-io) do despedaçamento» até ser transformado em «eixão» do mundo. Notar no mitema da presença dos dois anjos que atestaram a morte e ressurreição de Jesus Cristo no equinócio da primavera.
Esquife (do lombardo skif, "barco", italiano schifo e catalão esquif) é uma embarcação a vela ou remo muito utilizada antigamente nas Grandes Navegações. Caracteriza-se como um pequeno barco auxiliar que levava os navegantes até a praia. Também utilizado para pesca. Pode também ser designado para definir uma espécie de caixão.
Skiff = "small boat," 1570s, from Fr. esquif (1540s), from It. schifo "little boat," from a Germanic source (e.g. O.H.G. scif "boat;" see ship (n.)). Originally the small boat of a ship.
Bathyscaphe = "diving apparatus for reaching great depths," 1947, name coined by its inventor, Swiss "scientific extremist" Prof. Auguste Piccard (1884-1962), from Gk. bathys "deep" + skaphe "light boat, skiff, a basin, a bowl, anything dug or scooped out," from skaptein to dig, delve"
Insistindo na investigação acabamos por descobrir o que suspeitávamos: que a etimologia está sujeita a fluxos e refluxos conotativos de várias e desencontradas origens e que a etimologia oficial nórdica sofre do preconceito criado pelo protestantismo de que a cultura anglo saxónica ou é independente da mediterrânica e católica ou tem com esta um antigo elo comum no mito indo-europeu como se sobretudo fosse importante a partilha comum de nome cristão nada tendo por isso a ver com o sangue judeu nem, de qualquer modo, também e sobretudo com a cultura árabe e semita. Este preconceito parece ser castelhano e exportado pelo império de Carlos V para os países nórdico com os fantasmas quixotescos dos moinhos de vento flamengos. Claro que é quixotesco lutar contra os preconceitos germanófilos nórdicos mas se o grego skaphe significa "barco ligeiro, esquife, batel, balsa, qualquer coisa côncava como uma canoa ou piroga escavada” é quase seguro que o germânico skif tem a mesma origem egeia que nos reporta para os barcos de transporte solar pelo que se o termo não é egípcio ou semita parece! Na verdade, na tradição transmontana, onde pouco se anda de barco, o termo «esquife» só pode ser um termo exótico e por isso significa apenas caixão e quase apenas o que serve serimonialmente para transportar o “senhor morto” na 6ª feira santa.
«Cafiria» é o nome de uma epopeia grega perdida semelhante à Ilíada de Homero que significaria “expedição naval”…e por isso teria sido provavelmente *Iskafíria. Então, o termo grego skaphe teria sido o termo que teria dado origem ao verbo skaptein e teria sido primitivamente *skapher significando literalmente o (vector) do que transporta a vida (ka) e teria relação com o deus sumério Iskur, o deus que transporta a vida (com a chuva das tempestades), e com o egípcio Khepri, que ao ser identificado com o «escaravelho» demonstra o quanto seria um deus estrangeiro de que se sabia vagamente o significado mas já não o sentido original de «caravela» solar. Em Creta teria tido o nome de Glauco e *Ishka-Minus nome este que explica a relação etimológica com o postulado de um deus *Atumno de que derivaria o nome de quase todos os deuses de morte e ressurreição solar mais comuns como Adónis e outros menos claros como o egípcio Atum e o nome do «Outono» e do Atum.
O sobrevivente completamente degenerado e desvirtuado de *Ishka-Minus seria então Íxião. Esculápio deriva facilmente do conceito de “cobra do Iskur” promotora da ressurreição espiritual dos iniciados e dos mortos no outro mundo, como iremos ver no mito de Glauco.

Ver: KHEPRI, O «ESCARAVELHO» (***)

De facto, a primeira supostamente lendária do mito de Íxião tresanda a mito micénico pois Deyoneo / *Dewoneu ressoa a qualificativo do nome genérico de Deus, a nome de Zeus (DI-WE/DI-WI-JE-U) ou do nome adulto do “deus menino” DI-WO-NU-SO-JO (Dionísio) na forma de *Diwon.
Ao ver o sofrimento de Íxion, Zeus apiedou-se. Restitui-lhe a sanidade e convidou-o a partilhar do banquete dos Deuses, convite que foi prontamente aceito pelo mortal. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar a esposa de seu anfitrião, a própria Hera Crônida[3]. Esta, ao perceber as intenções do visitante alertou seu esposo a respeito das intenções de seu convidado. Ao que parece Zeus encontrava-se com um bom-humor anormal neste dia, pois, em lugar de se irritar, achou divertida a situação e, para testar seu hóspede, forjou um simulacro de sua própria esposa usando uma nuvem, e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos.
Poseidon < (PO-SE-)DA-O-NE < *Dewoneu
                 DI-WO-NU(-SO-JO) < *Dewoneu < Deyon-eo < Deyon
ó Dayan > Dagon.
Após ter possuído Néfele crendo ser esta Hera, Íxion despediu-se dos Deuses e voltou para a Terra e, tendo chegado, divulgou para os primeiros mortais que encontrou que havia possuído a esposa do próprio Zeus.
Finalmente Zeus, que já se sabia literalmente corno por ser irmão de Hera Cronida, sentiu os brios de macho latino beliscados com a difamação blasfema de ter sido o último a saber que tinha sido traído por um mortal. Como se fosse lá possível Zeus não saber antecipadamente o que acontecia de acordo com a sua divina vontade “assim na terra como no céu”!
Pero cuando vio que el ingrato presumía de haber seducido a Hera, le mató con un rayo (la única forma de morir que tenían los que habían probado la ambrosía), y le condenó al Tártaro, donde Hermes le ató con serpientes a una rueda ardiente que daba vueltas sin cesar. Sólo descansó de su tormento el tiempo que Orfeo estuvo en los infiernos, pues su maravilloso canto hizo que se parara la rueda.
Claro que será impossível saber se este mito foi criado por evolução deturpada do mito da roda solar de Faetonte, que também foi fulminado por Zeus por ter conduzido o carro solar tão desastradamente que pós a terra em prigo ou se é uma mera adaptação para justificar a que viria a ser celebrizada pela Inquisição medieval como Roda de despedaçamento.
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Figura 5: Roda de despedaçamento
A vítima, nua, era espichada, com a boca para cima, no chão ou no patíbulo, com os membros distendidos e atados a estacas ou argolas de ferro. Sob os punhos, cotovelos, joelhos e quadris eram colocados, atravessados, pedaços de madeira. O verdugo, assestando violentos golpes com a roda, ia quebrando osso após osso, articulação após articulação, incluindo os ombros e quadris, sempre procurando não assestar golpes fatais. Segundo uma crônica anônima do século XVII, a vítima transformava-se então em “uma espécie de grande títere gemente retorcendo-se, como um polvo gigante de quatro tentáculos, entre rios de sangue, carne crua, viscosa e amorfa misturada com lascas de ossos quebrados”.
Mas tudo seria muito simples se a tortura terminasse neste ponto. Após o despedaçamento, a vítima era desatada e introduzida entre os raios da grande roda horizontal, no extremo de um poste que era então erguido. Logo entravam os corvos em ação, arrancando tiras de carne e vazando os olhos até a chegada da morte, constituindo talvez o suplício da roda a mais longa e atroz agonia que o poder era capaz de infligir. Junto à fogueira e o esquartejamento – diz o catálogo de horrores que apanhei no museu – este era um dos espetáculos mais populares entre os muitos outros semelhantes que tinham lugar diariamente nas praças européias. Multidões de nobres e plebeus deleitavam-se com um bom despedaçamento, de preferência quando a ele eram submetidas várias mulheres em fila. -- Página pessoal no Jornaleco de Janer Cristaldo, escritor, jornalista, tradutor.

Figura 5: Iquião depois de julgado por Zeus diante da vítima sua esposa Hera é lavado para o seu castigo eterno pela mão dum esbirro militar e de Hermes o que reporta este mito para a esfera da mitologia penal. (Manipulação cibernética de fotografia a preto e branco de vaso grego (kantharos) no Museu Britânico em Londres!).
Atena, por ser deusa de astuciosos recursos, aparece aqui como responsável pela exposição da roda do suplício a que Isquião seria eternamente atado. A interessante não é tanto a presença de Atena, que no mito não é explícita (parecendo dar algum crédito à interpretação romanesca desenfreada de Robert Graves), mas o facto da roda do suplício ser dum carro alado dos mitos de Deméter o que nos deixa a suspeita de que de facto Isquião foi um deus solar eternamente preso ao disco solar alado!

No entanto, parece que, segundo a intuição de Robert Graves, o mito de um deus Íxião condenado Às penas eternas do inferno parece ter sido criado propositadamente para desacreditar um arcaico culto lunar / solar matriarcal, ou seja de origem cretense que teria existido na Ática.
Este mito se refiere a la política eclesiástica de la Grecia septentrional, Ática y el Peloponeso: la supresión, en nombre de Apolo, de un culto médico pre-helénico dirigido por las sacerdotisas de la Luna en los altares oraculares de héroes locales reencarnados como serpientes, cuervos o cornejas.
Entre sus nombres estaban Foroneo, identificable con el dios Cuervo celta Bran o Vron (…); Erictonio, el de la cola de serpiente (…)
La diosa Atenea, patrona de este culto, no era considerada doncella originalmente, pues el héroe difunto había sido tanto su hijo como su amante. Recibió el título de Corónide a causa del cuervo oracular, y el de «Higía» a causa de las curaciones que hacía. Su curalotodo era el muérdago, ixias palabra con la que se relacionan estrechamente el nombre Isquis («fuerza») e Ixión («nativo fuerte») (véase 63.1). El muérdago de la Europa oriental es un parásito del roble, y no, como la variedad occidental, del álamo o el manzano; y «Esculapio», la forma latina de Asclepio — que al parecer significa «lo que cuelga del roble comestible», es decir, el muérdago— puede muy bien ser el título anterior de los dos.
(…) Isquis, Asclepio, Ixión y Poliido son, en realidad, el mismo personaje mítico: personificaciones del poder curativo que reside en los órganos genitales desmembrados del héroe-roble sacrificado. Quilo, otro nombre de Isquis, significa «el jugo de una planta o baya». (…)
Claro que a imaginação romanesca pós moderna de Robert Graves roça o mau gosto da ficção de terror e do desgosto das torturas medievais conseguindo assim ser ainda mais delirante do que a dos mitógrafos antigos pelo que carece de pouca veracidade ainda que se aceite com ele que Isquis, Asclepio, Ixión e Poliido, tal como Galauco e Dagon, possam ser variantes teonímicas da mesma entidade arcaica que, a ser Apolo Paião, terá sido Delfino em Delos e Delfos e terá sido Telepinus entre os hititas e adorado como «golfinho» entre os cretenses.
Delian, o deus de Delos < Thelian
< Tele-An e Delphinian o deus Telepinus.

Poluido, filho de Cerano, na mitologia grega, foi um adivinho, natural de Argos. Minos chamou Poluido e vários outros adivinhos para Creta para encontrar seu filho, o menino Glauco, que havia desaparecido ao ir atrás de um rato tendo caido num vaso de mel. Os curetes disseram a Minos que ele tinha uma vaca de três cores diferentes, e aquele que melhor a descrevesse seria capaz de achar seu filho vivo.
Os adivinhos reunidos para esta tarefa, e finalmente Poluidos, filho de Koiranos, fez a comparação das cores da vaca com o fruto do espinheiro ou da silva das amoras silvestres.
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Figura 6: El muérdago tiene otros muchos nombres, desde acebo, que es el más conocido, hasta Ilex aquifolium, su nombre científico del que no muchos saben algo. En la época navideña (a partir de noviembre y hasta principios de enero) se convierte en una de las plantas protagonistas en las casas debido a su connotación navideña y romántica.
El nombre de Ixión, formado con ischys («fuerza») e io («luna») (véase 61.2), sugiere también ixias («muérdago»). Como rey-encina con genitales de muérdago (véase 50.2), y representando al dios-trueno, se casaba ritualmente con la diosa Luna hacedora de lluvia, y entonces se le azotaba para que su sangre y su esperma fructificaran la tierra (véase116.4), se le cortaba la cabeza con un hacha, se le castraba, y después de extenderlo en un árbol y de asarlo, sus parientes se lo comían sacramentalmente. Eion es el epíteto homérico para un río, pero al padre de Día se le llama Deyoneo, que significa «saqueador», así como Eyioneo. -- ROBERT GRAVES, LOS MITOS GRIEGOS I. Traductor: Luis Echávarri, revisión: Lucía Graves.
Azevinho = O azevinho (Ilex aquifolium), também chamado azevim, azevinheiro, pau-azevim e sombra-de-azevim, é um arbusto de folha persistente da família das Aquifoliaceae, cultivado normalmente para efeitos ornamentais devido aos seus frutos vermelhos. Estes frutos também são denominados de azevinhos, bagas, azinhas ou enzinhas. De 20 a 30 bagas podem ser mortais para um adulto. As folhas também são tóxicas.
Polyidos said that the cow was like the ripening mulberry (batos), which is first pure white, then vibrant red, and finally a rich dark purple (i.e. black). (These are also the colors of the alchemical Great Work.)
Therefore, Polyidos was entrusted with finding Anthêdôn, and by divination he came to a place where the Owl (Glaux) was driving away the Bees (Melissai) from a cave (for Bees reveal the presence of prophetic Goddesses). Looking inside he found the drowned boy, and brought him to Minôs. -- The Glaukidai, A Myth of the Blue Men, John Opsopaus.
A relação do azevinho com o visco e as bagas do espinheiro devem estar relacionadas com poções mágicas capazes de induzirem envenenamentos superficiais com morte aparente. Assim, a erva mágica batos (called Dios Anthos, the Flower of Zeus) não seria nem a framboesa nem com a amora silvestre mas o azevinho ou o espinheiro já que o visco também não teria grande poder como veneno. Assim, o visco que tem um uso sacramental idêntico ao do azevinho como ornamento natalício pode ter sido o resultado duma confusão dos druidas ou uma forma de com ele desviarem a atenção popular para a verdadeira erva das poções mágicas que seria o espinheiro bravo.

Ver: GALAUCO & POLUÍDO (***)
 

RIO DO ESCAMANDRO
O nome virtual *Ishka-Minus, encontrado na etimologia de Isquião. tem óbvia relação etimológica com «Escamandro».
Escamandro era um rio que passava perto de Tróia, chamado pelos deuses de Xanto. Ele era filho de Oceano e Tétis. O rio, actualmente na Turquia, é chamado de Kara Menderes. 
Sua nascente teria sido escavada pelas mãos de Hércules. Durante a Guerra de Tróia, rebelou-se contra Aquiles, farto de receber em seu leito tantos cadáveres das mãos do herói grego. O rio lançou sobre Aquiles as suas águas revoltas, sendo este salvo por intervenção de Vulcano, que arremessou sobre o leito do rio o fogo de suas forjas.
A mitologia fantástica da relação do rio com a guerra de Tróia é óbvio delírio por associação de ideias em roda livre à maneira das ficções de Harry Potter porque sendo Escamandro filho de Tétis seria irmão de Aquiles, também filho de Tétis e de Peleu, rei dos mirmidões. O interessante é que sendo “chamado pelos deuses de Xanto” se confirma a relação com a raiz *Ishka-Minus de Isquião. Por outro lado, o nome actua de Kara Menderes sugere que o nome anterior do rio «Escamandro» seria minóico e próximo de *Ish-Kur-Min-tauro, por isso tão taurino quanto ofídio como muitos rios divinos e filho de Oceano / Enki / Ponto / Dagon.
Obviamente que a relação entre Isquião e Jano / Enki não terá sido imediata e deve corresponder a uma corruptela de um conceito que andaria em torno de Enki enquanto Chu, o deus que segurava o céu sobre a terra e acabaria por personalizar ser o conceito do “axis mundi” num culto relativo ao disco solar alado. Este deus, filho e esposo de Cardeia, teria sido outrora Cardo na Itália e *Kertu em Creta, Melkart, senhor das chaves da cidade, na Fenícia e Beletocadros entre os celtas.

Ver: JANO (***) & HALDIS (***) & PSICOPOMPOS (***)

BELETOCADROS
Belatu-cadros = The Celtic god of war and of the destruction of enemies. He was worshipped in Britain, primarily in Wales. His name means "fair shining one". The Romans equated him with their god Mars.
Beletocadros = Bel | < Wer < Ker | -etu | < *Kertu.
+ Cadros < Cardos < Kartu-ish, filho de *Kertu.
Beletocadros seria assim uma redundância enfática do nome do deus cretense *Kertu, o filho da mortífera Deusa Mãe das cobras cretenses.
Que os «falos» e as «pilas» do “axis mundi” fossem a metáfora sexual mais explícita para a necessária potência da poderosa erecção que teria que ter o deus que segurava o mundo, é óbvio como o é também a relação dos pilares do mundo com a abóbada celeste e esta com a mitologia do “disco solar” alado.
 

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