domingo, 29 de setembro de 2013

A ILÍADA – A EPOPEIA DA CÓLERA FUNESTA DE AQUILES, por Artur Felisberto.

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Figura 1: Combate de Aquiles na «guerra de Troia». Atena é aqui explicitamente a arcaica Korê / Kertu, a filha da Deusa Mãe das cobras cretenses, da iniciação guerreira e da vingança insidiosa!

Canta-me a cólera — ó deusa — funesta de Aquiles Pelida,

Causa que foi de os Aquivos sofrerem trabalhos sem conta

E de baixarem para o Hades as almas de heróis numerosos

E esclarecidos, ficando eles próprios aos cães atirados

E como pasto das aves. Cumpriu-se de Zeus o desígnio

Desde o princípio em que os dois, em discórdia, ficaram cindidos,

O de Atreu filho, senhor de guerreiros, e Aquiles divino.[1]

O resto do relato homérico não passa de uma descrição de rixas intestinas e da epopeia de Aquiles ao gosto da tradição do ciclo de Hércules.

Quer isto dizer que, em vez de Ilí-ada, então a epopeia literalmente dos filhos de Ilos, deveria ter-se chamado *Aquilíada.

A questão da escolha entre valores materiais, como a segurança e a vida longa, e valores morais, mais elevados, como a glória e o reconhecimento eterno, é tratada na escolha com que Aquiles se defronta: lutar, morrer jovem e ser lembrado para sempre, ou permanecer seguro e ser esquecido.

A soberba de Aquiles contrasta grandemente com a sobriedade de Heitor, também grande herói, que não busca a glória como Aquiles, mas luta pela segurança de sua família e de sua cidade, e a preservação de suas raízes troianas.

Alias, o nome de Aquiles é suspeito de corresponder a pouco mais do que uma variante de Apolo fazendo da Ilíada um conjunto de lendas semi históricas moldadas por um espartilho semântico e retórico relativo a um figurino narrativo decorrente duma variante dum mito solar especificamente, neste caso, na forma duma espécie de luta entre irmãos gémeos, o «sol nascente & o sol-posto», Aquiles & Heitor.

 

Ver: PÁRIS (***) & AQULIES (***)

 

De facto:

Aquiles < Achilles < *Kakilulu ó Apkallu => Apolo.

Afinal os mitógrafos suspeitam com algum fundamento que Aquilies, a variante arcaica do nome do sol, teria sido assassinado por uma conjugação de Apolo e a sua sombra lendária, Páris.

Some say that Apollo, in conjunction with Paris, killed Achilles at Troy.

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Figura 2: Vaso arcaico representado o duelo protótipo de Aquiles e Heitor.

No mito de Páris, este já era uma variante dos mitos solares, Apolo era o deus sol e Aquiles, se o fora também, estaria já a mais pelo que teria que ser eliminado por Apolo, por Páris ou ambos.

De facto, a Ilíada termina com as cerimónias fúnebres de Heitor, ou seja os Micénicos nunca poderiam ter triunfado sobre o poderoso exercito Hitita e se terão conseguido mesmo penetrar por artifícios e manhas insustentáveis na cidade de Ílion acabaram por vir a ser perseguidos na forma das históricas e terrificas invasões dóricas.

De onde veio então a má fama do terror dórico? Seguramente que da razia militar trazida pela eficácia do seu tacticismo militarista, aprendido, como o fizeram os assírios, com os generais babilónicos e que viria a ser de grande e memorável sucesso entre os romanos. a este tacticismo sabemos que se tinha juntado entretanto a nova e revolucionária arma que era «o carro de guerra» hitita.

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Figura 3: Este desenho retirado de um vaso arcaico consegue ser quase tão ingénuo como um desenho naturalista infantil ao pretender ser a representação realista de uma galé do mar Egeu de 40 remadores, simultaneamente vista de topo e de perfil! Porém, como quase toda a pictografia de transição, o serpentear das ondas do mar aparece aqui como sugestão egípcia de «enes e emes»; o «esse» da quilha aparece explicitamente associada ao pescoço duma «ave aquática» de transporte das almas para o céu, como que a augurar suaves, velozes e esvoaçantes deslizes sobres as ondas do mar; os remos a um conjunto de «lambdas» tão indecifrável os «laços X» junto à quilha!

Mas deve ter sido sobretudo da profunda alteração que a ideologia patriarcal, implícita na revolução religiosa despoletada pela renovação do panteão de Tuthália IV, provocou na estrutura política e religiosa da Grécia matriarcal, já fragilidade pela tentativa de igual pendor ideológicos dos micénicos, que provocou os maiores estragos que motivaram os mitos das amazonas que defendiam como leoas os santuários matriarcais, que explicam os mitos da “luta de Apolo contra a Piton” do Santuário Matriarcal de Delos e a “luta de Zeus com Tifon”. A idade das trevas da época média da cultura grega resultou da brusca destruição dos centros culturais em volta dos antigos templos de saber matriarcal tipicamente cretense e comum nas costas ocidentais do Egeu, que só muito lentamente vieram a ser substituídos por forma de organização orientalizantes trazidas por estes Dórios. Assim, de certo modo, estes Dórios só tiveram de maléfico o facto de terem apressado a agonia da cultura micénica que ainda subsistia à custa dum frágil compromisso com a cultura cretense baseada numa economia fechada que é costume confundir com o feudalismo, mas que não seria senão o resultado da substituição desajeitada e incompleta da tradição insular mediterrânea de comunidades matriarcais chefiadas por sacerdotisas para os Vanax, reis sacerdotes que eram mais chefes militares do que teólogos e que, por isso mesmo, acabariam por cair numa malha de interesses que tinha por moeda de troca de favores políticos a terra e daí a sua aparência feudal! Lentamente o epicentro cultural dos meios de produção de riqueza passou do valor da exploração marítima que era típica da tradição insular, herdada dos cretenses, para uma cultura agro-pastoril de tipo anatólico mas seguramente sem a eficácia suficiente própria de uma verdadeira revolução económica alicerçada numa alteração generalizada de culturas e aspirações de civilização uma vez que só a elite micénica estaria nela empenhada tendo por único trunfo o poder militar uma vez que o grosso da civilização autóctone continuava a ser pelágica, adoradora de deuses matriarcais e voltada para o mar! A cultura micénica tentava transformar marinheiros em agricultores à força gerando uma insatisfação latente generalizada de que os Dórios se vieram a aproveitar para por a ferro e fogo todo este mundo arcaico em decadência.

A Grécia que iria surgir desta catarse pela espada e pelo fogo seria a vingança de Tróia mesmo que viesse a ser descrita como vencida em versões imparciais de povos que teriam escapado à vingança tardia dos Troianos!

La Ilíada se llama así no porque es uno recuento del sitio a Ilio (ciudad que recibió su nombre de Ilio, hijo de Tros, quien a su vez dio su nombre a los troes o troyanos), sino porque en élla se describen muchas batallas entre dánaos y troyanos sobre las marismas (ilo= "lodo") de Glibusa ("lodoso") y Hutovo Blato ("pantanoso"). -- [2]

Iliadai, descendants of Ilos, i.e. Trojans. Ilios / Ilion. Ilios or Ilium, the city of Ilus = Troy. Trôs < Trôos <= Tros, the mythic founder of Troy >  pl. Trôes > Trôïos.

Porém, como Ill-urioi = Illyrians < Hill(-urioi) > Grec. Ill-uria = Lat. Illyria, então terá sido muito provável que o nome do mítico filho do fundador de Tróia tenha sido uma homenagem à terra de origem dos primeiros invasores ilírios na Anatólia!

Illyria northwestern part of the Balkan Peninsula, inhabited from about the 10th century BC onward by the Illyrians, an Indo-European people. At the height of their power the Illyrian frontiers extended from the Danube River southward to the Adriatic Sea and from there eastward to the Sar Mountains.[3]

Grec. Ill-uria < Hill-(uria) <= *Hillaos > Aeol. Illaos (= of gods, propitious, gracious) =>

Hilaos (=cheerful, merry) <= Supp: for ilaeos < Aeol. Illaeis < *Hillaeis > read hilaeis (< contr. hilas, Ion. Ilês) > hileôs (= gracious) => hilaros => hilaeira > (= mildly-shining) => hilarotês = of blood, quick-pulsing = of imitation gold, bright. Hilaeis.

O que pressupõe a existência de um étimo original Hill- ou hil- para todos estes termos. Não deixa de ser extremamente sugestivo que o termo grego mais próximo destes étimos seja Illaos que aparece na Ilíada de Homero relacionada com o monte Olimpo no verso “autik' epeith' hilaos Olumpios essetai hêmin”(Hom. Il), o qual anda traduzida por frases tais como “so shall the Olympian forthwith be gracious to us”.

Ilisos = the Ilissus, in Attica: Hilisos, the god I: Eilissos. [4] => Agretês, god of the fields, title of Apollo at Chios.

Com estas complexas referências cruzadas entre termos gregos e latinos, com idênticas conotações entre si, ficamos com a ideia de que o conceito dos “campos Elísios” tanto se correlacionavam com a graça da alegria do nascimento do dia como mas talvez tenha tido uma conotação original mais directamente ligada aos “campos Elísios”, as planuras paradisíacas das “brancas montanhas da morte” das neves eternas de que o monte Olimpo era apenas uma das muitas variantes metafóricas!

 

Greek

bruaktês = of Pan, the jolly god.

Nekuodaimôn =>

Zephurêis = Zéfiro

Dromios = god of the race-course, epith. of Hermes in Crete.

pterôs = the winged god, a play on the name of Erôs.

Latin

Liburnus = the god of lustful enjoyment.

Arculus = the god of chests, coffers.

Argentinus = the god of silver money.

Subigus = the tutelary god of the wedding-night.

Montinus =>

=> Montinus = god of the Mountains.

Latin

Aesculanus = the god of copper or copper money.

Arculus

Argentinus

Liburnus

Subigus => Adeona

Greek

Zephurêis

Ilisos = Ilísios

Alalai[5]

pterôs

 

Bruaktês

 

Nekuo-daimôn, god of the dead.

Greek

nekuikos

Nekrangelos

nekropompos

enagisma

zephurêis

Latin

Montinus

Argentinus

inferiae

Arculus

Orcinus

Nekrangelos, messenger of the dead.

Então a tradução da frase homérica anterior, mais dentro do espírito mítico original, poderia ser: “autik' epeith' hilaos Olumpios essetai hêmin” = “De súbito, subimos ao augusto monte Olímpo onde seremos nós mesmos!”

 

Ver: MONTES DO ALVOR (***) &  5º PYTHIAN (***)

 

“O POMO DA DISCÓRDIA”

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Figura 4: “Julgamento de Paris”.

O Monte Ida foi também palco do «Julgamento de Paris» que começou a funesta Grande Guerra de Tróia. Páris era o filho de Rei Príamo, o qual tinha sido uma exposta em criança para que morresse porque um oráculo tinha profetizado que ele seria a causa da morte da família e a destruição da sua cidade. Porém, em vez de morrer, ele foi salvo por um pastor e cresceu apascentando ovelhas em Monte Ida. Por alguma razão ele foi escolhido pelos deuses para resolver um dos maiores argumentos cénicos de todos os tempos e assim se tornou no primeiro juiz de um «concurso de beleza». Zeus, que tinha um romance extraconjugal com a bonita ninfa Tétis, decidiu encontrar-lhe um «casamento de conveniência» com o Rei Peleus, de Pítia, nome que parece mais de uma doença do que duma cidade. A ninfa ficou um pouco relutante em contrair matrimónio com um mortal depois tido sido cortejado por Zeus, mas acabou persuadida quando este finalmente lhe prometeu um casamento de estadão com toda a pompa e circunstância, promovido pelo próprio Zeus e assistido por todos os deuses. Eris, a deusa de discórdia, era uma velha megera desagradável quem ninguém queria por perto, e Zeus não lhe tinha enviado deliberadamente um convite. Diz o povo que «a casamentos e a baptizados só vão os convidados». Tudo corria bem no banquete de casamento até que Eris, que já tinha estado, qual «fada má (= bruxa)», no baptizado da «Bela Adormecida», entrou no salão onde os deuses estavam brindando a noiva.

Eris, que, divina como era, deveria conhecer bem desde a história da “Branca de Neve” a amargura das dúvidas lançadas pelas primeiras rugas, vistas à luz do mais mágico dos espelhos que o rosto ausente do marido mulherengo, sentiu-se enraivecida mais pela sua condição de velha enjeitada, seguramente pelo próprio Zeus, do que por não ter sido convidada (o que aliás iria dar ao mesmo) e resolveu deixar aos noivos um «presente envenenado» que iria fazer todo o mundo infeliz. Sobre a mesa de banquete Eris lançou uma maçã dourada na qual inscreveu as palavras. “Para a mais Bela”!

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Figura 5: Julgamento de Paris, o príncipe apolíneo acompanhado de Hermes.

As três deusas presentes, Hera, Atena e Afrodite, naturalmente, pretendiam ter direito à maçã. Zeus, então, determinou que as deusas fossem levadas por Hermes ao monte Gárgaro (< Kurkuro > «gárgula») para serem submetidas ao julgamento do pastor Páris. Hera prometia-lhe poder e riqueza, Atena sabedoria e fama e Afrodite o amor da mais bela mulher do mundo. Páris declarou Afrodite merecedora do prémio. Pois bem, quase que apostava que, se Homero cantou os feitos heróicos dos micénicos, ou os cantou ao contrário ou esqueceu-se psicanaliticamente de contar o verdadeiro final, ou seja a vingança dos troianos hititas depois da queda de Ílion, seguramente o verdadeiro nome de Tróia e das grandes suas cidades do império hitita. Pelo menos, Homero ter-se-á esquecido de explicitar melhor os verdadeiros motivos das guerras que vieram a chamar-se troianas porque o julgamento de Paris parece ter sido apenas um concurso de beleza que correu mal quando terá sido de facto uma querela mitológica muito mais seria e relativa ao nome da deusa mãe.

 

Ver: HEROGAMOS (***)

 

Dito de outro modo não estamos perante uma guerra de novos deuses mas apenas numa dissidência mitológica relacionada com alterações nas posições relativas de deuses tradicionais o que deve ter sido gravoso para alguns santuários dada a importância politica que a religião sempre ocupou ao longo dos tempos, melhor dizendo dado o facto de a religião ser apenas uma forma de ideologia ao sabor de cujos ventos de desfraldam e alinham as bandeiras dos compadrios políticos.

De facto, num momento tão solene como ainda é um casamento de estadão, esquecer nos convites oficiais o nome duma entidade tão importante como o é sempre alguém de tão mau génio e feitio levado do diabo arrisca-se a receber o presente envenenado do “pomo da discórdia”!

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Figura 6: Julgamento de Paris na presença de Hermes, o deus dos juramentos.

E foi duma discórdia tão eterna como as “feiras da vaidade” que saiu o pretexto para a guerra de Tróia ou seja duma mera questão de protocolo num contexto de ressentimentos políticos por querelas ideológicas elevadas à escala das “guerras santas”

Se Zeus, o soberano dos deuses, e Ares, o seu comandante em chefe, eram pelos troianos é porque “a raça de semideuses” que pretendiam exaltar seria troiana.

Chegando os Gregos a Tróia, iniciou-se o cerco de deveria durar 10 anos (de 1090 a 1080 a.C.). Hera e Atena simpatizavam com os Gregos, Ares e Zeus pelos Troianos.

Assim, quanto mais mítica fosse a “Guerra de Tróia” tanto maior seria a sua carga de exaltação ideológica pelo que ficaria sempre por explicar a incongruência duma epopeia nacional que coloca o “pais dos deuses” a simpatizar com o inimigo destruído!

During the long war the gods apparently spent all their time in Asia Minor, helping their favorites, getting so passionate about the bloody business that several of them took active part in battles and Zeus had to forbid further participation. The Trojans, having Poseidon and Apollo against them, not to mention Athena and Hera, who never forgave Paris for giving their beautiful sister the apple, were at a disadvantage. Even Zeus worked against the Trojans by backing the Greek warrior Achilles. With the odds so heavily against them, the Trojans, whose courage and loyalty to their leaders are evident in the Turks today, did well to hold out as long as they did. The wonder is that they didn't send back Helen and her weak lover, Paris, and save themselves much agony. That philandering couple was not worth the lives of the brave Trojans and Greeks who fought over them. It is interesting that even against the might of the invading Greeks and their friendly gods, The Trojans were finally defeated only by an act of treachery, retreating Greeks. [6]

A manipulação total da história é difícil mas...será que Heinrich Schlieman terá mesmo demonstrado arqueológica e definitivamente que Tróia não era um mero mito? Recentemente novas vozes se vieram erguer para proclamarem de novo que os deuses estão mortos, a realidade nunca existiu e que só o sonho comanda a história!

Carpenter has argued that these two expeditions are doublets of one and the same event. He concludes that there seems to have been some doubt in the minds of the Greeks as to where exactly Troy was located. In the Iliad, the word most commonly used for the city of the Trojans is not "Troy" but "Ilion". It is possible that Troy was not the name of a town at all, but rather the name of an area or district inhabited by the Trojans. The Greeks clearly had a legend about a war against the Trojans but may have disagreed about where these people lived. At least one group of Greeks put them at a place called Teuthrania in the area known as Mysia, or at least so the doublet of the Troy story in the Kypria seems to indicate.

E, até aqui tudo bem!

The stories of Teuthrania's destruction and of the sacking of minor cities in its vicinity are likely to be connected with the Aeolic Greek occupation of the Anatolian Mainland opposite Lesbos, a process which in fact included the resettlement of the site of Hissarlik as well. This "Aeolic migration" is a post-Mycenaean phenomenon, many details of which appear to have become attached to the story of the Trojan War, an event that is supposed to have taken place toward the end of the Mycenaean period. The story of the siege and sack of Troy is the focus of the Homeric Iliad, a product of Ionia rather than Aeolis. Carpenter suggests that the real "Troy" is located in neither the Troad nor Aeolis but rather that the memory of a pan-Achaean expedition elsewhere was located at two different points in Asia Minor by later poetic traditions: at Ilion by the Ionic poets, because they found in this area a local folk tradition about a strong citadel sacked near the end of the Bronze Age (Hissarlik); and at Teuthrania by the Aeolic poets, to correspond with Aeolic traditions connected with their own occupation of this area. Where, then, was the original "Troy"?

If one is willing to accept Carpenter's line of argument this far, one can place "Troy" virtually anywhere in the eastern Mediterranean where bands of Mycenaean Greeks may have undertaken joint piratical raids. Carpenter goes so far as to place "Troy" in Egypt and to connect the story of the Trojan War with the raids of the Sea Peoples mentioned in Egyptian sources at the end of the 13th and beginning of the 12th centuries B.C.

Another epic, the Kypria, dealt with the events leading up to the arrival of the Greek forces at Troy at the beginning of the ten-year siege. The full text of this epic no longer survives, but a capsule summary of its contents is preserved. The original epic was written down after the Iliad sometime in the 7th century B.C. A peculiar feature of the Kypria is that it appears to preserve the memory of two slightly different expeditions, as follows:

Expedition 1º.

(a) The Greek leaders and their forces rendezvous at Aulis preparatory to leaving Greece enroute to Asia Minor.

(b) As they conduct sacrifices, they are confronted with the omen of the serpent and the sparrow: a snake appears in the midst of the sacrifice, climbs a tree, and eats eight baby sparrows from a nest at the top of the tree before swallowing their mother. Calchas, the chief seer of the army, interprets this omen to indicate that the siege of Troy will last nine years before being successful in the tenth.

(c) The Greeks put to sea and arrive at Teuthrania in Mysia, well south of Troy. They sack the city of Teuthrania, mistaking it for Ilion. -- [7]

Teu-thrania = Thrania-| Tue > Tia |

> Thar- | Aniha < Ki-Ana < Kun ó Tar-hun-(t)ia, lit. + Tarquínia / Tarcuantia, “a cidade do deus Tarhun(t)” e logo um local possivelmente pertencente à área luvita da Anatólia.

Teuthrania = (*Teo)-Tarhun(t)ia è  Thari-Ana = Ana-Taria > Anatólia.

Ø    Tarhun(t) <*Taru-kika > *Taruat > Troade.

                                             > Tauriha > Tória > Tróia.

The decline in the quantity of imported Mycenaean pottery in Troy VIIa has been viewed as confirming a preconceived notion of the attackers' identity. That is, if the attackers had been Mycenaean, it would hardly be surprising that the quantity of Mycenaean pottery imported into Troy should have declined (or so the argument would run). However, it is a fact that the quantity of Mycenaean pottery imported from the Greek Mainland during the later LH IIIB period declines in other areas (e.g. Cyprus, the Levant) as well as at Troy. It can therefore be argued that Mycenaean overseas trade was in a general slump during this period and that this slump is as likely as a hypothetical siege of Troy by Mycenaeans as an explanation for the dearth of Mycenaean ceramic imports into Troy VIIa. It is also true that pottery identifiable on stylistic grounds as "Mycenaean" was produced over a large area of the Aegean during the period in question, not just throughout the southern Greek Mainland but also on numerous central and eastern Aegean islands and at sites on the western Anatolian coast such as Miletus. It remains to be established how much of the "imported Mycenaean" pottery from Troy VIIa comes from the Peloponnese, how much from Aegean islands, and how much from Mycenaean sites on the coast of Asia Minor itself. -- [8]

Dito de outro modo, a cidade de Tróia dos tempos greco-romanos seria apenas uma prova dum declínio geral da civilização deste período ao mesmo tempo que confirma a unidade da civilização Egeia com a da Anatólia, anterior à suposta queda da cidade de Tróia, permitindo também suspeitar que os micénicos partilhavam a mesma civilização dos Hititas. De certo modo o mito da “guerra de Tróia” reflecte a reminiscência, distorcida pelo tempo, da longa decadência económica e cultural que se seguiu a este período convulsivo de guerras fratricidas e de que as tribos mais periféricas deste mesmo conjunto civilizacional, como era o caso dos da Trácia, se teriam aproveitado. Deste modo e como se verá adiante, estas tribos que vieram a ficar alcunhadas como dórias seriam apenas as derradeiras memórias de vinganças vindas do norte, da mesma cultura dos anatólios, quem sabe se com mais fama de ferocidade do que proveito já que os efeitos de razia da sua passagem se teria ficado mais a dever à fraqueza dos que eram invadidos, em resultado dessa longa guerra civil entre micénicos e hititas de que a guerra de Tróia foi o eco simbólico, do que a uma particular ferocidade dos invasores! De qualquer modo, nunca será salientada de mais a coincidência de as invasões dóricas serem imediatamente posteriores aos conflitos que ocorreram por volta da era da queda do grande império anatólico dos Hititas! Ou seja, os Dórios foram, no mínimo, povos vindos do norte na época do grande movimento populacional que foi o fenómeno dos “povos do mar”.

 

Ver: TRÓIA (***)



[1] Tradução de Carlos Alberto Nunes.

[2] Instituto de Investigaciones Homéricas, A. C. Director General: Roberto Salinas Price

[3] © 1999-2000 Britannica.com Inc.

[4] Lewis & Short Latin Dictionary.

[5] Alalai or alalalai, exclam. of joy, in formula alalai iê paiôn. => Alalaxios, god of the war-cry, epith. of Ares and of Zeus

[6] URL: hcgl.eng.ohio-state.edu/~hoz/myth/gmyth.html

[7] Lesson 27: Troy VII and the Historicity of the Trojan War. © Copyright 1996, 1997, Trustees of Dartmouth College. Revised: Thursday, June 26, 1997.

[8] Lesson 27: Troy VII and the Historicity of the Trojan War. © Copyright 1996, 1997, Trustees of Dartmouth College. Revised: Thursday, June 26, 1997.

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