Figura 1: Opis, entre os leões de Magna Mater, como deusa da cornucópia: onde ela pisa a terra, Ela responde por ela.[1]
Opis dicta est coniux Saturni per quam uolerunt terram significare, quia omnes opes humano generi terra tribuit -- Festus
Na religião romana antiga, Ops ou Opis (latim: "Abundância") era uma divindade da fertilidade e deusa da terra de origem sabina. Seu equivalente na mitologia grega era Reia.
A serpente aparece sempre ligada à grande Deusa Terra Mãe.
Para entender os temores ancestrais que a cobra inspira pelos fantasmas sexuais a que anda ligada não será sequer necessário recorrer à psicanálise pois basta reparar na forma fálica do corpo deste animal. Seja porque a cobra rasteja por não ter membros para se elevar, seja porque escava a terra, a que está mítica e simbolicamente ligada, para nela se esconder, entre a areia e o cascalho. Assim, a cobra sugere e simboliza a penetração agrária da terra e aparenta a forma do sexo masculino que é o brinquedo preferido da deusa mãe já que sem ele nenhuma deusa é mãe e, então, nenhuma terra seria fértil. Sendo sugestiva da penetração sexual (Lat. fodeo = «lavrar» => «foder») a serpente é um símbolo universal de sexualidade a que os movimentos reptilíneos e sinuosos deste animal emprestam a sugestão de volúpia e sensualidade.
Na verdade, houve sempre conotações sexuais relacionados com a fertilidade nos termos agrícolas sobretudo nos que se relacionam com a actividade de lavra, sementeira e plantio. O verbo Lat. fodeo parece que significava «cavar» em latim, como se confirmava pelo gerundivo fossum, de que derivava os «fossos & fossas» enquanto resultado de duma acção de escavação! E disse parece, porque sempre acreditei nisso desde os tempos de iniciação à língua latina, apesar das evidências em contrário resultantes da similitude desse termo latino com o calão português «foder», porque hoje, tendo conhecimento do étimo dos ofídios, tenho algumas dúvidas! De facto:
«Foder» < Lat. fodeo (= lavrar) < *Pho-Deo,
lit. «o deus da luz, Fanes ou *Phoeno, filho de Pena» < Phau-Te(o)
< *Phot- < Phi-at < *Ki-at ó *Kaki-at >Hauphi Ophi(deo),
deus *O-phi = «a grande «Serpente» primordial.
O deus Serpente primordial foi Enki, seguramente o mesmo que foi conhecido em Atenas como o seu deus e rei fundador, Cercops.
Cercops = Cerc-Ops, lit. “o ofídeo que cerca o mundo?”
< Kurki-Ophis.
Ops deve ter sido a forma latina de o étimo dos ofídios, significando este facto que os latinos da época clássica já se tinham esquecido da antiga ligação da cobra com a deusa da terra mãe!
*Ophi- < Auphi < Hauki < Kaku ó Caco,.
Este era o deus do fogo latino, seguramente uma variante de Vulcano e de Iscur, portanto um filho de Enki.
Taweret (Toeris, Taueret, Taurt, Apet) = “The Great One". A very popular Egyptian hippopotamus goddess of childbirth. She is a domestic deity who is portrayed on beds and on pillows. She was often found in the company of the dwarf god Bes, who had a similar function. She was depicted as part woman part hippopotamus, with sagging breasts, a swollen belly, and the head of a hippopotamus. Sometimes she also had the legs and arms of a lion, and the tail of a crocodile. She was often depicted holding the Sa amulet symbolizing protection. Also called Opet.
Opet < Oph-et < Auph-et > Apet
Ops < Micen. *O-pi < Ophis < *Ophi-ish < Hauphiat < *Kaphiat
< Hekat
< Kaki-at.
Ops < Opis < Copia < Kaphia < Kakia
Opis < proto-itálico *opis, do proto-indo-europeu *h₃ep-(i)-, *h₃op-(i)- (“força, habilidade”), de *h₃ep- (“trabalhar, labuta; habilidade”), donde também o hitita [???] (happina-, “rico”), o sânscrito अप्नस् (ápnas, “propriedade, posse”), o avéstico (afnaŋᵛhaṇt̰, “rico em propriedade”) e possivelmente o grego antigo ὄμπνη (ómpnē, “alimento, milho”). Relativo a omnis, optimus e opus.
Também é importante que os reis hititas garantissem os mercadores com leis. Em um ambiente comercial onde eles seriam completamente indiferentes, seria inútil para os reis fazerem leis. O fato de a palavra hitita "Happira" significar mercado também aponta para a existência e importância do comércio na vida cotidiana. A derivação dessa palavra a partir da palavra "Happina", que significa riqueza, também merece atenção especial. -- Comércio, Dinheiro e Interesse na Economia Hitita Escrito por Oguz Büyükyıldırım 26 de janeiro de 2024
Opus < proto-itálico *opos, de um proto-indo-europeu *h₃ép-os (“trabalho”), da raiz verbal *h₃ep- (“trabalhar”), de onde derivam também ops e omnis. Os cognatos incluem o sânscrito अपस् (ápas, “trabalho, ação”).
Óphĭs / ὄφῐς < proto-helénico *ókʷʰis, do proto-indo-europeu *h₁ógʷʰis (“cobra”). Os cognatos incluem o sânscrito अहि (áhi), o avéstico (aži-), o arménio antigo իժ (iž) e o inglês ask (“eft, newt, lagarto”).
Figura 2: Bacchus and Vesuvius. Fresco from Pompeii. Inv. No. 112286. Naples, National Archaeological Museum, Hall LXXVn (Napoli, Museo archeologico nazionale, Sala LXXV).
Um dos nomes da Grande Mãe era Ops que é, de todos os nomes da deusa mãe, o nome latino que prece fazer menos sentido etimológico dentro da terminologia latina habitual! A variante Opis já parece estar mais de acordo com a tradição linguística latina de que deve ter derivado o termo opus por consonância com opera.
Figura 3: Juno Sospita. O tesouro romano estava também no templo de Juno Moneta, pelo que se pode supor que estas divindades eram ambas a mesma Deusa Mãe da opulência! Por alguma razão Juno teve também o nome de Sospita, por sinal uma deusa leonina e guerreira como a hitita Shaush(i)ka, e sempre seguida por uma cobra. Ver : PERSEFONE (***)
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«Opa»• (Gr. opé, buraco?), s. f. espécie de capa sem mangas, que tem, no lugar destas, buracos por onde se enfiam os braços, e é usada em actos solenes pelos membros de irmandades e confrarias religiosas.
Ops (Opis) The Roman goddess of the earth as a source of fertility, and a goddess of abundance and wealth in general (her name means "plenty").
«Opa» < Lat. opa < grego οπή < ὀπή: buraco, cava, abertura entre as métopas ou na parede para passar uma trave). opé < *opheu, deriva quase que seguramente de ophis, ou seja da pele que as cobras expelem regularmente para crescerem...e poderem passar entre os buracos das pedras e da terra! A opa deriva formalmente de ὀπή, mas ao entrar no universo do opus durante o tranalho nas irmandades romanas dos colegia fabrorum sofreu ressonância simbólica e mutação adaptativa.
A opa deriva formalmente de ὀπή, mas ao entrar no universo do opus durante o tranalho nas irmandades romanas dos colegia fabrorum sofreu ressonância simbólica e mutação adaptativa e a certa altura percebemos que a opa cristã, essa veste aparentemente humilde das confrarias, não é apenas um pano com buracos: é um fóssil simbólico que atravessa milénios. A sua raiz formal vem de ὀπή, a abertura, a fenda, o buraco primordial — mas o seu corpo simbólico é muito mais antigo, anterior à agricultura, anterior aos templos, anterior até aos deuses antropomórficos. Antes de haver liturgia havia pele, havia serpente, havia passagem. A serpente — Ophis — é a primeira artesã da terra: abre, cava, penetra, muda de pele, renasce. É ela que cria a ὀπή. E a deusa Opis, senhora da fertilidade e do trabalho agrícola, é quem tutela a terra operada, a colheita, a abundância que brota da abertura. O homem, ao trabalhar a terra, apenas continua o gesto da serpente e da deusa: opus é a continuação humana de um trabalho mais antigo do que a própria humanidade.
É por isso que, mesmo sem ligação filológica direta, opus e opa pertencem ao mesmo campo simbólico. A opa nasce da abertura (ὀπή), mas ao entrar no universo das irmandades herdeiras dos colégios romanos de ofício — absorve a semântica do opus, da obra, da tarefa sagrada. E, ao mesmo tempo, carrega consigo a memória arcaica da serpente e da deusa, porque a veste ritual é sempre uma pele, e a pele é sempre um instrumento de passagem. A opa cristã é, assim, a pele domesticada de um rito muito mais antigo: veste de trabalho sacralizado, herdeira de um imaginário onde a serpente abre, a deusa fecunda e o homem opera.
No fundo, o que vemos é a continuidade de um mesmo sistema simbólico indo-europeu (serpente, buraco, terra, trabalho, pele ritual) que atravessa o xamanismo paleo-europeu, os ritos agrícolas romanos, as confrarias cristãs e até o folclore português. E a verdade é simples: o buraco é feito pela cobra, o trabalho é tutelado pela deusa das cobras, e a opa é a pele que o homem veste para continuar essa obra primordial.
Dizem que a minhoca e cobra,
minhoca não e cobra não,
minhoca faz um buraquinho,
e a cobra faz um buracão.
Ver: DEUSES LATINOS – CONSO (***)
«Opulência» < Lat. Opulentia (s. f. qualidade de opulento; • abundância de riquezas; • (fig.) grandeza, elevação, esplendor; • corpulência, grande desenvolvimento de formas; • luxo, fausto; • magnificência. ) < Opali(a)-Enki(a) < *Ophi-Urantia, lit. «a lua cheia» a grande cobra grávida celeste!
A Opiconsivia (ou Opeconsiva ou Opalia) foi um antigo festival religioso romano realizado em 25 de agosto em homenagem a Ops ("Abundância"), também conhecida como Opis, uma deusa dos recursos agrícolas e da riqueza.
As goddess of harvest she is closely associated with the god Consus. She is the sister and wife of Saturn. One of her temples was located near Saturn's temple, and on August
On the Forum Romanum she shared a sanctuary with the goddess Ceres as the protectors of the harvest. The major temple was of Ops Capitolina, on the Capitoline Hill, where Caesar had located the Treasury.
Copia - "Plenty", Copia is the goddess of plenty. She is represented by a young virgin crowned with flowers, and holding the cornucopia.
Sospita < Shaus-Phita ó Lat. Sus-Ophita, lit. «a que segue a cobra»!
< Chu-Sophia >
Consus = The Roman god who presides over the storing of grain. Since the grain was stored in holes underneath the earth, Consus' altar was also placed beneath the earth (near the Circus Maximus). It was uncovered only during the Consualia, his festival on August 21 and December 15. One of the main events during this festival was a mule race (the mule was his sacred animal). Also on this day, farm and dray horses were not permitted to work and attended the festivities. He is closely connected with the fertility goddess Ops (Ops Consiva). Later he was also regarded as god of secret counsels.
Consus < Khons, filho de Mut, que era equivalente de Taveret e por isso adequadamente relacionada com Ops, que seria afinal a mãe de Consus.
Khons – O deus Egípcio da lua, representado como um homem; com Amun e Mut como seu pai e sua mãe, formando a tríade tebana.
Copia < Lat. cōps (+ -ia) < Lat. cōpis < co- + Opis > Ops.
Ver: DEUSES LATINOS – JANUS II – CONSO (***)
A relação de Juno com as deusas Telúricas já não era muito evidente na época imperial em virtude desta deusa se ter transformado na divindade tutelar da soberania romana, a par do seu papel de deusa da estabilidade familiar de que decorria supostamente a coesão social e a grandeza e fortuna do estado. No entanto, a relação de Juno com a soberania não deve ser considerado aspecto lateral inerente a estas vicissitudes da esposa do deus supremo porque esta relação com a soberania já existia em Ops enquanto deusa da opulência que o cultivo da terra permitia. A soberania dos povos antigos dependia da posse da terra e os ricos eram sempre terratenentes. Já Cibel, uma deusa telúrica também andava com a cidade à cabeça! Ora, a majestade decorre semanticamente de Maiesta, que era Maia, parece que mera variante de Fauna e de Ops!
Maia = The goddess of whom the month of May is probably named after. Offerings were made to her in this month. She is associated with Vulcan and sometimes equated with Fauna and Ops. Maiesta The Roman goddess of honor and reverence, and the wife of the god Vulcan. Some sources say that the month of May is named after her. Others say she is the goddess Maia.
Dito de outro modo: Maiesta, lit. «filha da mãe» ou < Mauesta < Ma-vesta, «mãe do fogo, como Vesta ó Maisha (> Macha) > Maja > Maia.
< Ki-Ana
Fauna = Pha-Una < Phiauna > Fiona
< Pha-teia > Fatua.
= Fauna = Fatua < Phatuka < Kabatu < Hebat < *Kaphiat < Ophi-.
= Ops < Opis < Ophi-
= Opigena < Opi-gena <= Ophi-.
= Orbona < Orwi-na < Orphi-an ( > «orfão») ó O®phi < Ur-phi
< Ur + Ki ó Ophi-.
Orbona = The Roman goddess invoked by parents who became childless, and begged her to grant them children again.
Afinal, todas estas deusas telúricas seriam variantes da mesma Deusa Mãe Terra, a que deve juntar-se Maia e Vesta, e ainda Telus, bem como Reia, Gaia e Hecate, e ainda muitas outras, tais como:
Jana, ó Jano ó Juno.
Juga < Chu-Ka
Juturna < Chu-Turan.
Matrona,
Manturnae,
Magna Mater,
Mater Mutata,
Matura, < Ma-Tura > Mater.
Morta, < Ma-Urta < Ama-Urat > *Maveretó Taveret.
Muta < Mut.
Nondina, < Nautina < Naut-na < Nut An
Numeria, < Anu-Ma-Ur
Orbona, < Urphian
Ossipaga, < Aushiphaga < Kauskikaka > Kaushka?
Panda (Wanda < Van-tu),
Partula < *Phartu-la
Patelana < Phater-ana, “lit. Sr.ª do pai” homóloga de Atena Apatúria.
Pax < Phi-ash < Ki-at
Pax < Pacis <
Pecunia < Phek-unia < Kakunia.
Pellonia, ó Pheronia < Ker-una
Perfica < Pher-kika < Phertu ó *Kertu ó Istar.
Pertunda < Phertu-Unta ó Abundantia.
Poena, < Pho(t)i-ana < Pho-Tan.
Potina < Photi-ana < Pho-Tan.
Pudicitia = Puti-citia < Puta =>
Puta < Phut- /Phot- < *Kki-at.
Robiga < Urwika < Urphica.
Rumina < Urmina < Hermina < karmina.
Runcina < Ra-uncina < Uran-Kina.
Salacia < Karathia < *Kertu
Securitas < Sakur-et
Segestia < Ver: Ceres (***)
Seia < Sehia < Kekia.
Spes < Kiphes < Kauphis > Ophis > Ops.
Stata (Mater), < Estata < Ish-Teta > Tetis. ver Satus e Saturno
Stimula < Ish-Kimura
Strenia < Ish-ter-nia < Ishturnia > Saturnia.
Suadela < Chu-Atera < Ishturana > Ishturnia.
Tarpeia < Tar-ephia < Tar-ophi-a
Trivia < Truwia < Tarukia.
Valentia < War-Enkina
Vallina < War-Luna < Kar-Urana
Vallonia < War-Launia < War-Luna
Venilia < Vem-Iria
Vénus < Ver: Vénus (***)
Veritas, filha de Saturno.
Verplaca < Wer-Parka
Vica Pota, < Kika Pauta ó Atena potinija
Victoria, < Vica -Tauria ó Ishturia
Vitula < Witura < Kikura.
Volta, < Worta => Antevorta e Posverta
Voltumna, < Vol-tum-na
Volutas < Voluptas < Volúpia < Vol-Ophia.
Vulpicina. < Vul-| phikina < Kikina ó At-Ana.
Vulturna < Vul-Turan. etc, etc!
Muitos destes nomes são de origem Egípcia o que prova que a religiosidade Egípcia se terá espalhado insensivelmente um pouco por todo o mundo mediterrânico se é que não fez parte dum fundo comum de religiosidade arcaica que teve afinal as ilhas mediterrânicas como local de origem!
Ver: CIBEL (***)
Como Maia º Ops ºMaiesta, esposa de Vulcano, então
Vulcano º Saturno.
Há quem relacione o nome de Saturno com satus.
“the word satus, which means "sowing or planting." Similarly, the name of His wife, Ops, means "bounty," for life is nourished by Her bounty, or it comes from opus, which means "toil," which is needed to bring forth the fruits of trees and fields”.
Ora, tal releva sempre da mesma lógica etimológica às avessas. Não será, pelo contrário, o termo latino satus que deriva do nome de Saturno? «Saturar, satisfazer» etc, não serão étimos relacionados também com o deus da satisfação, da mítica idade dourada dos tempos arcaicos da civilização minóica? O facto de a idade dourada de Saturno se reportar a uma Itália arcaica faz pensar ainda que, quiçá, tenha sido na Sicília vulcânica que a civilização neolítica começou!
Abeona e Adeona eram deusas dos antigos cultos romanos, incluídas no grupo dos Dei Indigetes. Esses deuses tinham funções muito específicas e geralmente relacionadas a aspectos da vida quotidiana. Muitas vezes algumas dessas divindades protetoras eram inseridas, pelo menos ocasionalmente, ou seja, quando era necessário solicitar sua proteção, no pequeno templo dos Lares ou Lararium, onde eram feitas oferendas incruentas. No início era uma única Deusa, primeiro itálica e depois romana, encarregada do devir do mundo e da vida, "ela que passa", Abeona (abeo = eu vou), portanto o nascimento da vida vegetal e animal , sendo inclusive humano. "Aquela que volta", Adeona (adeo = volto), portanto Deusa do crescimento e da morte, tanto vegetal quanto animal, inclusive o homem. Era, portanto, a Deusa Natureza, a Grande Mãe, a Terra que dá a vida e a morte. Mas o conceito de morte era muito explícito e o ser humano o afastava de si, sem pensar que era o sentido da alternância vida-morte.
Conclusão: Abeona e Adeona era Aquela que vai e volta mas apenas por especulação posterior porque, de facto:
Abeona < Adeona < A(d)-| Deona < Dea Ana > Diana |
Por outro lado, Adeona, protetora do retorno, em particular dos filhos à casa dos pais, depois dos viajantes, dos veteranos de guerra. Mas ela também protegeu o retorno dos animais da transumância ou para seus estábulos, pelos quais ela também se tornou a Deusa da criação de ovelhas. Essas prerrogativas foram então absorvidas por outras divindades, enquanto as duas Deusas ficaram exclusivamente com a relação entre filhos e pais, filhos que aprendem a andar, filhos que se afastam da casa dos pais, para começar a escola, ou porque se casam, ou quando voltam para casa. Parece que essas deusas menores receberam pães de espelta e leite se fossem crianças, e pães e vinho se fossem jovens ou adultos. Em suma, eram Deusas protetoras a quem os pais ou parentes podiam recorrer para proteger crianças e adolescentes. Essas deusas então se tornaram aspectos de Juno, a protetora da família, embora estranhamente Juno tivesse apenas um filho, a saber, Marte, e nem mesmo o tivesse com Júpiter. A proteção dos viajantes passou posteriormente para Mercúrio, precisamente deus dos mercadores e, portanto, também dos viajantes, bem como protetor dos ladrões, talvez significando que ele protegeu comerciantes honestos e desonestos, ele não fazia distinções.
Olá!
ResponderEliminarMuito interessante o texto..