domingo, 22 de setembro de 2013

DEUSES LATINOS – JUNO / Jama, a esposa de Jano que acabou esposa de Júpiter, por Artur Felisberto.

clip_image002

Figura 1: Juno, Vatican Museums, Vatican City

Juno Protector and special counselor of the Roman state and queen of the gods. She is a daughter of Saturn and sister (but also the wife) of the chief god Jupiter and the mother of Juventas, Mars, and Vulcan. As the patron goddess of Rome and the Roman empire she was called Regina ("queen") and, together with Jupiter and Minerva, was worshipped as a triad on the Capitol (Juno Capitolina) in Rome. She was the protector of women and was worshiped under several names. As Juno Pronuba she presided over marriage; as Juno Lucina she aided women in childbirth; and as Juno Regina she was the special counselor and protector of the Roman state. As the Juno Moneta (she who warns) she guarded over the finances of the empire and had a temple on the Arx (one of two Capitoline hills), close to the Royal Mint. She was also worshipped in many other cities, where temples were built in her honor. The primary feast of Juno Mucina, called the Matronalia, was celebrated on March 1.

On this day, lambs and other cattle were sacrificed to her. Another festival took place on July 7 and was called Nonae Caprotinae ("The Nones of the Wild Fig"). The month of June was named after her. She can be identified with the Greek goddess Hera and, like Hera, Juno was a majestical figure, wearing a diadem on the head. The peacock is her symbolic animal. A juno is also the protecting and guardian spirit of females.

Juno Lucina < Luxi(ana) < Rushi < Urash.

Juno Moneta < Mauneta < Mean-et > Menat, esposa de Min.

Juno Mucina < Musina => Moneta + Mucina º Mnemosine.

Juno Pronuba < *Phro (> Afrodite)-| Nuwa < Nukiha < Enkika, vida de Enki?

Juno Regina < Ur-Gina, a mulher guerreira < Urkina > Urbina.

Juno Sospita < Sha-us-*Phita + Ur > Jupiter.

Juno tem todo o aspecto de corresponder a uma antiquíssima deusa mãe esposa do deus solar que era Enki/Kar. Ora bem, a forma genitiva de Juno era Junone (e não v.g. Junis)!

«Nec latuere doli fratrem Iunonis» (Verg. A. 1.130), nor did the wiles of Juno escape the notice of her brother.

Junone < Ivnone < Iwnaune > Iknana < Ki-Nana

> Hinana > Inauna < Innana.

clip_image004

Figura 2: Juno Sospita.

Hera was a shield goddess, and so she was associated with a sacred shield; Juno Sospita (Savior) is shown with spear and shield (OCD s.v. Hera; Larousse 204).

Juno a que suspeita do perigo e por isso nos protege dele? A verdade é que mais do que o «escudo protector» típico de Juno Sospita nos espanta nesta imagem a «cobra que vai à frente». A mesma metáfora numismática aparece em algumas efíges da Vitória.

Sospita < Shaus ó Lat. sus-ophita, lit. «a que segue a cobra»!

 

Ver: OPS (***)

 

clip_image006

Figura 3: Iuno Caprotina.

She was the mistress of Roms and as Iuno Regina also was the protection-goddess of the Etruscan city Veii. Her cult-comrade was Mefitis the sulphur-goddess. As pasture-goddess Iuno Caprotina was not responsible like Hera for the bulk-livestock but for the small-livestock in shape of the goats. Consequently, the goat is the preferred animal of the goddess. As she carries Iuno Sospita, Seispes or Sispita a goat-fur over the head, his characteristic is the horns. Also her relationship to the vine leaves and vine-garlanded Silenen goes back to these goats.[1]

Caprotina < Kaphrotina > Aphroti-Ana = (Ana)-Aphroti(te) = Afrodite.

From the east, the cult of the Aphrodite Urania got to Greece. Also in the republican Rome, a cultic relationship was seen between Iuno and Venus. What was the Greek A. Uranias, was named in Rom Dea Caelestis. And exactly that was also the name, that the Romans of the main-goddess of Carthage had given. [2]

Se Tanit era equivalente de Afrodite Urânia eles lá teriam as suas razões, mas já o ser equivalente de Juno pareceria confusão a mais se não se suspeitasse que todo o politeísmo resulta de equívocos linguísticos sem grande fundamento semântico e que o culto da Virgem Maria veio resolver em parte!

Caeculus = Son of Vulcan and the founder of Praeneste. Compare with Cacus.

Coelus = "Sky". The Roman personified god of the heavens identified with Uranus. His wife was Terra.

Caelestis = “Celestial Goddess”. Epithet by the Romans for the Carthaginian goddess Tanit whom the Romans often equated with Juno. She is depicted seated on a lion, recalling a tradition that dates far into prehistory of the ancient Near Eastern 'Great Goddess'.

É difícil saber se o epíteto de Dea Caelestis é um verdadeiro e antigo nome ou se seria apenas a tradução dum equivalente cartaginês! A verdade é que:

Caeculus < ?ou?> Cacu-elus > Cahelus > Caelus =>

Coelus < Kaukelus < Kakelus > Saker

           Caelestis < Kaherestis < Saker-estis, lit. fogo de Sacar, ou luz da estrela da manhã!

O facto de o nome dos génios femininos ser Juno faz pensar que também o étimo Gin- foi em grego como que o génio étmico da ginecologia.

Jaini = an evil Zoroastrian female spirit. This name is a cognate with Latin genii.

Quanto ao mau génio das mulheres é obvio não começou apenas culturalmente com a misoginia do catarismo sacerdotal das religiões paternalistas orientais, particularmente no caso de Jaini do zoroastrimo, que culminaram no monoteísmo judaico. A deusa mãe das cobras cretenses parece que já era famosa pelo seu terrível e imprevisível mau génio! Ora, Juno era esposa de Júpiter o que deixa a suspeita de os génios serem uma espécie de filhos de «deus pai» permitindo suspeitar que a ideia de que todos os seres eram criaturas de deus já estava subjacente ao pensamento religioso muito antes do cristianismo.

Juno < Lat. Junus < Xu-an-ush, lit. «filha de Xuan».

Desde logo se verifica que o sufixo declinativo -us de Juno correponde como em Vénus e Telus, a uma importação de origem seguramente anatólica, ou seja, a partir da tradição hitita posterior à mítica queda de Tróia. Deste modo esta filha de Xuan, de que derivaria o nome do deus chinês Susano, não seria senão uma variante do nome de Inana / Ishtar / Ashera / Hera.

Reservemo-nos, todavia, de ver no plotinismo um dualismo gnóstico. O próprio Plotino escreveu um tratado contra as seitas gnósticas. Para ele, não existe um mundo do mal, rival do mundo do bem. O mal, para Plotino, nada tem de uma substância positiva: "O mal não é senão o apequenamento da sabedoria e uma diminuição progressiva e contínua do bem". A alma que dizem prisioneira do mal é apenas uma alma que se ignora, é, como diz Plotino, uma luz mergulhada na bruma. O mal não é uma substância original, é só o procurado pelo reflexo do bem que fracamente ainda brilha nele. Nesse sentido, livrar-se do mal, para Plotino, não é, como para os gnósticos, destruir um universo para dar nascimento a outro, mas antes encontrar a si mesmo em sua verdade. Não esqueçamos que é a leitura de Plotino que, um dia, arrancará o jovem Agostinho de suas crenças dualistas abeberadas no maniqueísmo.

Ora, a seu tempo se verá que Jano seria uma variante de Enki ou no mínimo derivado do nome Oannes variante do nome de Adapa um dos primeiros Apkallu.

Na verdade:

                     Oannes (> Uan < Juan < *Xu-An < Kian.

                                      Jano < Juan < *Xu + An ó Xu + phi-ter  > Júpiter.

Kartu, «Sr. da cidade» ó *Ki-ter, lit. «Sr. da terra» > phi-ter ???

Mater sabemos que deriva de *(a)ma-ter, lit. «o poder (de transporte) da (deusa) mãe», obviamente relacionado com os factos naturais da gravidez e com a aleitação!

Pater deve ter derivado directamente do sumério Apa dando logo *apa-ter, lit. «o poder do pai»

As relações do Inferno com a abundância por intermédio de Iscur decorriam dos despojos de guerra exibidos nos triunfos de vitória como se pode ver em seguimento e por consequência da lógica da devoção às deusa da Honos e da Virtus militar!

 

Ver: deuses do INFERNO / HADES (***)

 

GENIUS

Parece que os genii latinos seriam os anjos da guarda do destino dos homens.

Para as mulheres estes anjos seriam Junii, ou seja um nome composto a partir do de Juno. Embora não o possamos provar, a etimologia aponta para que estejamos perante metáforas relativas a almas que seriam múltiplas cópias de Jano e de Juno distribuídas pelos homens supostamente criados ab eternum por este casal de deuses criadores.

Jana = a minor Roman goddess. She is the wife of the god Janus.

Sendo assim Jano foi o antigo nome de Júpiter e formava com Juno um casal que bem podia ter tido o nome mais adequando de Jano & Jana.

clip_image008

Figura 4: Genius Populi Romani.

Genius / Juno Genius, every man had his, and every woman her Juno: that is, a spirit who had given them being, and was regarded as their protector through life. On their birthdays men made offerings to their Genius, women to their Juno. In Roman mythology, the genius was originally the family ancestor who lived in the underworld. Through the male members he secured the existence of the family. Later, the genius became more a protecting or guardian spirit for persons.

These spirits guided and protected that person throughout his life. Every man had a genius, to whom he sacrificed on birthdays. It was believed that the genius would bestow success and intellectual powers on its devotees. (…) However, not only individuals had guardian spirits: families, households, and cities had their own.

Even the Roman people as a whole had a genius. The genius was usually depicted as a winged, naked youth, while the genius of a place was depicted as a serpent.

Assim, uma das razões pelas quais quase todos os mitos fundadores têm uma cobra enrolada nas raízes reside nesta crença quase intuitiva de que as cobras eram os animais de transporte dos espíritos dos antepassados esquecidos ou seja, os espíritos protectores dos lugares. No entanto, esta razão seria apenas contingente e motivacional porque a principal razão seria bem mais profunda e importante sob o ponto de vista da história dos movimentos civilizacionais. Sendo Enki o deus das cobras de água todas as localidades fundadas por marinheiros da talassocracias mediterrânicas teria uma cobra d´água por animal totémico fundador! O facto de os génios terem asas reforça a sua relação com «animais de transporte das almas» e, por serem afinal cobras aladas na origem, também com o lado draconiano de Enki.



[1] Anregungen & Fragen an opifex@imperiumromanum.com

[2] Anregungen & Fragen an opifex@imperiumromanum.com

Sem comentários:

Publicar um comentário