quinta-feira, 19 de setembro de 2013

NEFER, UM ÉTIMO DA BELEZA DE AFRODITE, por Artur Felisberto

Porém, a provar que a origem do nome de Afrodite tem que ter uma arcaica passagem pelo Nilo está na frequência do radical *Nefor- em nome próprios no Egipto.[1]

Beleza = antiga língua egípsia nefer (nfr, adj.) [f. nefret, pl. nefrew, f. pl. neferwet]

Memphis (< Min Kis, terra de Min): cidade personificada pela entidade feminina Mennéfer. => Me (Na) Kur => Artemisa/Afrodite, ou muito simplesmente a bela cidade dos minóicos, terra do arcaico deus criador Ptah.

Porém o mais célebre de todos foi o nome de Nefertiti[2] que pertenceu à mais bela das rainhas do Egipto e que é seguramente uma variante muito mais antiga do nome de Afrodite.

 

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Figura 1: Nefertiti : The beautiful Queen of the Amarna period, and wife of Akhenaten apparently supported her husband faithfully in his campaigns, and was given unusual prominence, along with her six daughters, in temple and palace reliefs. At some point in the twelfth year of Akhenaten's reign, Nefertiti suddenly vanished into obscurity, replaced by a less prominent queen, Kiya, and probably also by her daughter, Meriaten. She is believed to have died by the fourteenth year, though the hypothesis remains that she is Smenkhkara, the mysterious succesor of Akhenaten. Nefertiti's incredible beauty, attested by the famous bust sculpted in limestone at Akhet-Aten by Thutmose, and her mystery, make her one of the most intruiging persons of Ancient Egypt.[3]

An Kur Kiki => Naphaurthite > Nefertiti

ó An = Ka

Ka Kur Kiki => Haphaurthite > Aphrodite.

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Figura 2: Nefertem

Nefertem < Nefer (a)Tum lit. «O que no céu transporta Aton para os infernos?», a variante nocturna de Kepher, o deus da Aurora!

Nefertem = "The youthful son of Ptah  and Sekhmet, connected with the rising sun; depicted as a youth crowned with or seated upon a lotus blossom."

Quer isto dizer que pelo menos no tempo de Nefertiti já existia a corrente semântica, de muito provável e bem arcaica tradição enquiana e cretense, que iria levar ao nome de Anfitrite ó Afrodite.

 

De facto, parece que Nefertite significava literalmente «a bela nasceu», tal como Afrodite nasceu das águas do sémen dos testículos decepados de Urano.

The Nefer: The origin of the hieroglyph is complex. It's appearance is sometimes described as a stylized stomach and windpipe. However, the hieroglyph is actually the heart and trachea. It originally may have been the esophagus and heart. The striations of the windpipe only appear in the hieroglyph following the Old Kingdom. The lower part of the sign has always clearly been the heart, for the markings clearly follow the form of a sheep's heart. Meaning: The term nefer was very popular throughout the ages with the ancient Egyptians. It appears with a dozen different meanings in their literature... all positive.

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Figura 3: (nfr =) clip_image011,

It was also incorporated into many personal names, including those of the famous queens Nefertiti and Nefertari. The nefer hieroglyph was used to convey the concepts of "goodness" and "beauty". It also could carry the meaning of happiness, good fortune, youth and other related ideas. The sign was used in amulets and other decorative jewelry. Vases were also sometimes produced in the shape of the hieroglyph.

The White Crown of Upper Egypt was sometimes called "the Nefer" or "the White Nefer."

Por sua vez, não seria de admirar que a lenda da extrema beleza desta excelsa rainha da primeira monarquia teocrática monoteísta tivesse contribuído para a fixação deste nome como o da única deusa da beleza que o amor encanta. Seria, no entanto, demasiado ousado pensar que foi a partir desta figura da 18ª dinastia egípcia que derivou a relação do nome de Afrodite da deusa grega da beleza que exalta o Amor. O mais seguro seria pensar que uma antepassada da mesma fonética tenha servido de madrinha desta rainha que teia sido destinada a ser bela desde que nasceu, a menos que o nome porque é conhecida fosse afinal um feliz e bem adequado cognome! Que o nome já existia no Egipto provam-no os nomes dos deuses:

Nefer-hor, < Nephoros [4]< Nopheros, «Horus feliz ou belo dia de sol!»

= Um deus Egípcio talvez também denominado Nefertem[5],

Nepit / Neper => Neper-et? Nephit / Nefer > *Nephertis?

Nepit = Egyptian: female counterpart of corn god Neper.

Alguém poderá afirmar que tudo o que a oralidade dos antigos Egípcios sabia ficou registado? Como reforço de plausibilidade podemos considerar a existência do deus Arensnuphis. Então se:

Arensnuphis º Ari-hes-nefer =>

Nsnuphis º hes-nefer ó ihsnuph(er) =>

Arensnuphis º Aresh-Nefer, “lit. Ares em paz”!

                                    < Herysh-(nu)af > Heryshaf.

É obvio que não, pelo que noutro ponto se referirá que o próprio nome de Neftis pode ter tido a variante de *Nefertis, do mesmo modo que Anubis poderia ter sido também *Amper.

 

Ver: NEFTIS (***) & OS DEUSES MARCIAIS (***)

 

Arensnuphis = Anthropomorphic Nubian deity wearing a plumed crown who occurs in southern temples during the Graeco-Roman period, coeval with the Meroitic civilisation based around the mid-fifth-sixth cataract region. The Egyptian rendering of his name 'Ari-hes-nefer' gives little clue to his nature, other than being a benign deity.

De facto, Neper, um deus egípcio do cereal, particularmente associado com a cevada e com uma espécie selvagem de trigo, terá derivado a espuma da cerveja que tanta intriga semântica provocou nos gregos.[6] Como não o bem estar depende da fartura alimentar o deus da felicidade agrícola Neper < Nepher. Que a cerveja e a boa sorte tenham andado associadas com a beleza e o amor, como diria o poeta da «ilha do amores» do canto XX, «julgue-o quem o não poder experimentar»! Mito relacionados com a cerveja:

 

BAST

Ba en Aset = Ubasti < Bubastis

<= Bast < Wash < kiash > *Phiash > Pasch => «Páscoa»???

GENEALOGY AND FAMILY RELATIONS OF BAST. Many sites available, unlike most reliable books, say Bast is the daughter of Isis and Osiris. This is probably a fallacy, and traced back to Herodotus, a Greek historian who in his The Histories reports among other things, a visit to Bubastis (Per-Bast in Tameran, today Tell-Basta), the city where the Temple of Bast stood. One must understand that Herodotus was writing for people having a Greek culture. Thus he often gets into sticky corners by trying to interpret the Egyptian culture into Greek culture. Consider the following sentence:

"Apollo and Artemis were (they say) children of Dionysus and Isis, and Leto was made their nurse and preserver; in Egyptian, Apollo is Horus, Demeter Isis, Artemis Bubastis." --- Herodotus "Histories" Bk 2, Chp 156, v5.

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Figura 4: Sekmet.

Mas Rá, que queria apenas dar um exemplo e não destruir o povo, percebera que Sekhmet estava ávida de sangue e fugia ao seu controle, causando uma séria ameaça à humanidade, e por isso enviou mensageiros a Elefantina com ordens para colher a maior quantidade de bagos vermelhos "didi" (espécie de grão avermelhado). Mandou, também, que suas criadas preparassem tanta cerveja quanto pudessem e misturou à cerveja o suco de bagos. E na melhor parte da noite, a cerveja foi despejada até que os campos ficaram completamente inundados por aquele líquido. E quando a deusa apareceu pela manhã (como o resplandecente sol da manhã), ela viu a inundação: seu rosto, refletido no líquido, era belo. Ela bebeu e gostou e retornou ao seu palácio embriagada. E, assim, o plano de Rá deu certo e a humanidade foi salva. Porém o desrespeito dos homens e a carnificina de Sekhmet causaram uma estranha reação no soberano. Olhou para a terra e disse "O meu coração está cansado de estar com eles" - pois havia perdido o gosto de reinar. E desgostoso, subiu ao céu. Num chamou então a deusa Nut, e transformou-a numa vaca e Rá montou nas suas costas. Esta empinou as patas, elevando-se bem alta. Mas, olhando para baixo tremeu devido à altura. Rá, vendo o medo de Nut, chamou o deus do ar, Shu, ordenando-lhe que a sustentasse. Daquele momento em diante o céu foi formado pela Vaca Celeste, sob cujo o ventre resplandecem as estrelas e através do qual a barca de Rá realiza todos os dias seu percurso. A partir de então, foi sempre louvado como Ra nejter-aa neb-pet (< nejter < Enki ter? > «nectar», o suprassumo divino), Rá, o grande deus, senhor dos céus.

If this is not confusing, what is? Is this Greek or Egyptian mythology, where Dionysius marries Isis, whose children are nursed by Leto? In this one sentence Herodotus associates Osiris with Dionysius, Demeter with Isis, Apollo with Horus and Artemis with Bast (which he calls Bubastis, in the Greek version of the name). Well, one can just see what happens when trying to hammer square pegs into round holes ... loads of confusion! To a point one can see why Herodotus applied those Greek names to the Egyptian gods, and since Bast is often considered as the sister of Horus it is easy to call her daughter of Isis and Osiris, but it is easier to understand that Bast is the daughter of Ra the Sun God, possibly the twin sister of Sekhmet, the lion goddess. In addition, the Encyclopedia Mythica, a very good online source recommended for all mythology lovers, puts Bast as the wife of Ptah (a creator god) and the mother of the lion-headed Mihos or Maahes as found in another book. Other versions found on the net, but which are dubious is that Bast had a solar son, Nefer-tum (supposedly associated with unguents, perfumes, aromatherapy, alchemy, Lotus) by the Sun God Amen-Ra, and Khensu, the Moon God, by Ptah. Maahes is Bast’s son by Ra, and appears as a lion-headed man wearing the atef crown of Osiris, and was identified with Horus of Praises, a form of Horus the Younger. The Nefer-tum attribution (by the way, he was actually a god of the setting sun) is then easily explained by the fact that he was the son of Sekhmet (often associated with Bast) and Ptah, and so Bast’s son Maahes was actually often associated with (and confused with) Nefer-Tum, while no explanation can be found to the Khensu attribution, except that maybe Mut was mistaken for Bast, but that is a pretty gross mistake. Pretty complex family this goddess has!?



[1] 2th Dynasty - Neferu was an overseer of the transportation and trade in Nubia during the reign of Senwosret I.

5th Dynasty - Neferhetepes was the daughter of Kakai and was married to an official, Ti.

11th Dynasty - Neferukhayt was probably the wife of King Mentuhotpe II.

12th Dynasty - Neferti Neferti was a lector-priest at Bubastis during the reign of Amenemhet I.

18th Dynasty - Neferpert served 'Ahmose I as the superintendent of the royal building projects.

18th Dynasty - Neferhotep was a scribe of Amon and superintendent of the royal lands during the reign of Aya and Horemhab.

18th Dynasty -Neferukheb was the daughter of Tuthmosis I and Queen 'Ahmose.

18th Dynasty - Neferu-Re was the half-sister of Tuthmosis III and possibly his wife.

18th Dynasty - Nefer-peret was a royal butler who had fought in one of Tuthmosis III's Palestinian campaigns, and was by special decree of the king put in charge of four Palestinian cows, two Egyptians cows, one bull, and a bronze bucket (probably for carrying the milk).

19th Dynasty - Nofretari-mery-en-Mut was a queen who is familiar to Egyptologists as the owner of a magnificently painted tomb in the Valley of Queens on the west of Thebes.

[2] Excepté le préfixe divin de Néfert (le beau / la belle) le mot Iti (qui a une consonance très proche de Tiy!) se traduit par " est venu " !

[3] The Akhet-Aten Home Page, "Seek simplicity and distrust it." - Alfred North Whitehead - Content Copyright © 1996 Kate Stange. Last updated 19 September 1997.

[4] > Nephros, os rins dos gregos < Anphuros, o órgão que verte água como as ánfuras dos deuses aguadeiros, Enki e amfirtite!

[5] => Nosferato.

[6] Em francês o étimo mois- é comum a cereal e bolor (que é o que o fermento é) em mois/ir =  s. m. «mofo, bafio, bolor» enquanto mois/son =  s. f.  «colheita, ceifa».

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